Psicopedagogia e suas intervenções contra as dificuldades de aprendizagem

Publicado em: 28/12/2012 |Comentário: 0 | Acessos: 285 |

Introdução

Atualmente, várias pesquisas têm sido realizadas na busca de compreender o fracasso escolar na alfabetização tendo em vista os problemas que a leitura e a escrita apresentam à educação. Tais pesquisas apontam à existência de problemas no processo de ensino-aprendizagem da linguagem na primeira série, isto é, problemas relativos à alfabetização.

O aluno chega à escola com um grande número de experiências, de aprendizagens que são ignoradas pelo professor, pois mesmo antes de ingressar na escola a criança já possui inúmeras vivências que deveriam servir como ponto de partida das atividades do professor.

Sendo assim, é necessário que os educadores tenham conhecimentos que lhes possibilitem compreender sua prática e os meios necessários para promoverem o progresso e o sucesso dos alunos. Uma das maneiras de se chegar a isso é por meio das contribuições que a Psicopedagogia proporciona, pois é a área que estuda e lida com o processo da aprendizagem e com os problemas dele decorrentes. Sua nova visão apresentada pela Psicopedagogia vem ganhando espaço nos meios educacionais brasileiros, despertando o interesse dos profissionais que atuam nas escolas e buscam meios para sua prática.

A Psicopedagogia tem por objeto de estudo a aprendizagem como um processo individual, em que a trajetória da construção do conhecimento é valorizada e entendida como parte do resultado final. Vivemos na era do conhecimento. Não se pode pensar no exercício da cidadania sem que o cidadão tenha acesso à formação acadêmica mínima de oito anos mas, na prática, a sociedade demonstra que a exigência real de um segundo grau e, de preferência, com um pós-médio.

Tem-se visto que para exercer qualquer profissão, seja ela a mais simples ou a mais complexa, a pessoa será submetida a treinamentos que devem passar, não apenas por especificidade da função e do local de trabalho, mas por treinamentos de ética, qualidade, perfil de cliente, economia, etc. A pessoa é valorizada por seus diplomas mas também por sua capacidade de construir conhecimento, de gerar instrumentos e serviços adequados ao contexto sócio-econômico-cultural.

Por outro lado, também estamos vivendo em plena era de globalização, em que o conhecimento e as descobertas científicas circulam com uma incontrolável rapidez e as próprias instituições de ensino têm dificuldade em acompanhar o fluxo dessas informações.

É extremamente fácil acontecer um avanço científico em determinada área do conhecimento sem que o profissional especializado saiba, ou ainda, é possível que uma outra pessoa, de outra área do conhecimento venha a saber dessas descobertas antes do especialista. Ao mesmo tempo em que o conhecimento circula com facilidade por todos os lados, é necessário saber como encontrá-lo, ter acesso à tecnologia adequada e às fontes de informações. É fundamental selecionar e priorizar o conhecimento.

1. Psicopedagogia e suas intervenções

A preocupação maior da Psicopedagogia é o ser que aprende, o ser cognoscente e o seu objetivo geral é desenvolver e trabalhar esse ser de forma a potencializá-lo como uma pessoa autora, construtora da sua história, de conhecimentos, e adequadamente inserida em um contexto social.

O trabalho da Psicopedagogia é evitar ou debelar o fracasso escolar em uma visão do sujeito como um todo, objetivando facilitar o processo de aprendizagem. O ser sob a ótica da Psicopedagogia é cognitivo, afetivo e social. É comprometido com a construção de sua autonomia, que se estabelece na relação com o seu "em torno", à medida que se compromete com o seu social estabelecendo redes relacionais. "Para o pensador sistêmico, as relações são fundamentais" (CAPRA, 2006, p. 47).

A dificuldade de aprendizagem nessa definição é entendida e trabalhada com um agente dificultador para a construção do aprendiz que é um ser biológico, pensante, que tem uma história, emoções, desejos e um compromisso político-social. "A Psicopedagogia tem como meta compreender a complexidade dos múltiplos fatores envolvidos nesse processo" (RUBINSTEIN In: SISTO, 2002, p. 127).

Para Bossa (2000, p. 42) nem sempre a Psicopedagogia foi entendida da forma como aqui está caracterizada. A Psicopedagogia, inicialmente, começou tendo como pressuposto que as pessoas que não aprendiam tinham um distúrbio qualquer.

A preocupação e os profissionais que atendiam essas pessoas eram os médicos, em primeira instância e, em segunda os Psicólogos e Pedagogos que pudessem diagnosticar os déficits. Os fatores orgânicos eram responsabilizados pelas dificuldades de aprendizagem na chamada época "patologizante" A criança ficava rotulada e a escola e o sistema a que ela pertencia, se eximiam de suas responsabilidades: "A criança tem problemas".

Posteriormente, com a ampliação da visão de que o sujeito não é apenas um ser racional, os psicopedagogos passaram a estudar e a avaliar o processo da aprendizagem. Porém, essa observação levou a uma prática pautada no refazimento do processo de aprendizagem e requeria reposição de conteúdos e repetições até que a criança aprendesse. A criança ficou subdividida em setores e não havia articulação entre o emocional, a cognição, o motor e o social.

Os vários profissionais envolvidos na questão aprendizagem foram percebendo que não bastava retirar o eixo da patologia para a aprendizagem, mas era necessário saber que sujeito era esse, de onde ele vinha e para onde ele queria e podia ir. A constatação que apenas uma área do conhecimento não conseguiria respostas absolutas e definitivas para a situação, deflagrou o que é hoje a Psicopedagogia.

Os profissionais interessados nas questões de aprendizagem entenderam que o caminho era a interdisciplinaridade para compreender a complexidade desse fenômeno. A partir de diferentes referenciais teóricos, tais como a Pedagogia, a Psicologia, a Fonoaudiologia, a Psicanálise, a Sociologia, a Neurologia, etc. foram se construindo e pesquisando outros referenciais, outros instrumentos, outras sínteses. Esse conhecimento foi construído a partir do encontro desses profissionais, pautado em teorias, experimentos, pesquisas, práticas diferenciadas e, o mais provocante, de uma realidade que teimava em incomodar o fracasso escolar.

Neste raciocínio, a Psicopedagogia não é a justaposição da Psicologia e da Pedagogia e, nem tampouco, um pedagogo ou um psicólogo "mais especializado". A Psicopedagogia se propõe a investigar e a entender a aprendizagem com base no diálogo entre as várias disciplinas. O Psicopedagogo é um outro profissional, com um outro referencial, a partir de um outro conhecimento e com um outro olhar.

Nicolescu (2005, p. 56) diz que a psicopedagogia, hoje, é entendida num contexto de interdisciplinaridade, sem contudo, perder de vista que os diferentes níveis de Realidade são acessíveis ao conhecimento humano graças à existência de diferentes níveis de percepção, que se acham em correspondência biunívoca com os níveis de realidade… sem jamais esgotá-la completamente.

Diante desses avanços, a criança que não está conseguindo aprender é entendida e trabalhada, não como alguém que possui um déficit ou um problema, mas como um aprendiz que possui um estilo de aprender diferente, que está diretamente relacionado ao estilo de família e da comunidade a que pertence.

Em face da complexidade das questões aqui levantadas e da delicadeza do nosso objetivo de trabalho, não prescindimos-nos dos nossos parceiros. Trabalhamos e necessitamos dos Pedagogos, dos Psicólogos, dos Fonoaudiólogos, etc, mas possuímos os nossos instrumentos de trabalho, os nossos referenciais, a nossa escuta e o nosso olhar. Analisando a trajetória aqui apresentada, fica claro o entendimento do porquê da formação articulação, uma abordagem e um avanço qualitativo inerentes a uma maturidade profissional e acadêmica.

Portanto, é necessário muito cuidado na escolha do curso de pós- graduação em Psicopedagogia. Devemos analisar a oferta de disciplinas inerentes a aprendizagem, o número de horas ofertadas, se os professores são psicopedagogos especialistas, se tem estágio supervisionado por um psicopedagogo. Os profissionais psicopedagogos, quando inquirido da necessidade ou relevância do curso de Psicopedagogia ser de especialização, testemunham que apenas a formação é insuficiente para entender e trabalhar, competentemente, com a aprendizagem e seus possíveis percalços.

Onde trabalham os psicopedagogos? Como trabalham? Quais as suas ferramentas de trabalho? Os psicopedagogos trabalham em clínicas, em atendimentos individuais, em instituições escolares, hospitais e empresas onde se promova aprendizagem. Os recursos são os que possibilitem entender quais as dificuldades que aquele aprendiz está enfrentando para aprender e quais as possibilidades para mudança que ele apresenta.

Os instrumentos não costumam ser os padronizados e sim os jogos, as atividades de expressão artística, a linguagem escrita, as leituras e dramatizações, etc. Enfim, atividades que valorizem o que a criança sabe, que estimulem a expressão pessoal, o desejo de aprender e sua possibilidade de amadurecer, vencer situações e resolver problemas. Os psicopedagogos, tanto em clínicas quanto nas instituições trabalham com diagnóstico e intervenção.

As ações que caracterizam uma comunidade cidadã são a luta por uma comunidade justa, equilibrada, constituída a partir de um objetivo comum e bom para todos. Pois bem, isso nos leva ao entendimento da nossa responsabilidade e do nosso compromisso político social de aprender, em cada novo dia, a promover mais aprendizagens. Como nos dizia Paulo Freire (2005) "Ai de nós, educadores, se deixarmos de sonhar sonhos possíveis".

A Epistemologia Convergente, segundo Viscas (1987), traz desafios para o terceiro milênio: aperfeiçoar os resultados alcançados pela definição mais inclusiva e profunda do seu objeto de estudo, a aprendizagem e os recursos diagnósticos e abordar as eventuais provocações do futuro.

Nesta caminhada, ao longo de nossa experiência na educação, acreditamos que a visão psicopedagógica possibilitou uma mudança de postura frente à aprendizagem sistemática, impulsionando o nosso desejo de buscar novas fontes constantemente, fazendo-nos sentir cada vez mais sujeitos históricos aprendentes, capazes de enfrentar desafios, abrir novos espaços de conquistas, tendo como meta fundamental um ser mais humano para os novos tempos.

Com o surgimento e contribuições oferecidos pela Psicopedagogia, os conceitos referentes ao processo de aprendizagem estão sendo reconsiderados. No que diz respeito à aprendizagem, de acordo com Collares e Moysés (1992, p. 24), "qualquer sujeito, independente do seu comprometimento corporal, orgânico, cultural ou psicológico se relaciona e elabora aprendizagem, pois é um ser social, que estabelece relações vinculares durante toda a sua existência".

A prática psicopedagógica tem deixado clara à comprovação da premissa de que, "mesmo na ignorância, a criança assim persiste certamente por elaborar mecanismos inteligentes de defesa ou de manutenção de uma dinâmica grupal na qual se encontra inseridas" (COLLARES; MOYSÉS, 1992, p. 25).

Atualmente, ressalta-se a necessidade de levar em consideração o aspecto orgânico para avaliar as dificuldades de aprendizagem associando-os aos aspectos cognitivos e afetivos na elaboração do diagnóstico e na indicação do tratamento. A priorização desses fatores deve ser aliada à análise das condições econômicas e culturais da criança, bem como a análise da escola. A intervenção psicopedagógica tem contribuído e se aliado ao enfoque pedagógico.

O processo de aprendizagem da criança é compreendido como um processo pluricausal, abrangente, implicando componentes de vários eixos de estruturação: afetivos, cognitivos, motores, sociais, econômicos, políticos etc. A causa do processo de aprendizagem, bem como das dificuldades de aprendizagem, deixa de ser localizada somente no aluno e no professor e passa a ser vista como um processo maior com inúmeras variáveis que precisam ser apreendidas com bastante cuidado pelo professor e psicopedagogo (MRECH, 2008, p. 38).

Sendo assim, a Psicopedagogia transformou-se em um campo de amplos conhecimentos, com o objetivo principal de analisar o processo de aprendizagem, sua evolução normal e patológica, bem como as interferências da família, escola e sociedade neste processo. As dificuldades de aprendizagem passaram ser explicadas de acordo com a interação de diversos fatores escolares e familiares.

Nesse sentido, a Psicopedagogia colabora com a escola, haja vista que é no âmbito desta instituição que a aprendizagem socialmente reconhecida acontece. "O psicopedagogo atua no cotidiano pedagógico, mas, agora, já não procura por causas e soluções em si mesma" (DORNELLES, 1990, p. 22). O grande número de tarefas e funções desempenhadas pelos psicopedagogos junto às escolas, apesar de diversas, pode ser organizado, segundo Ferreira (2009) em torno de quatro eixos:

O primeiro eixo é relativo à natureza dos objetivos da intervenção, cujos pólos caracterizam respectivamente as tarefas que se centram, prioritariamente no sujeito e aquelas que têm como finalidade incidir no contexto educacional. Assim, as tarefas incluídas são tanto as que têm como objetivo prioritário o atendimento a um aluno, quanto as que aprecem vinculadas a aspectos curriculares e organizacionais. O segundo eixo afeta as modalidades de intervenção, que podem ser consideradas como corretivas, ou preventivas e enriquecedoras. Qualquer intervenção realizada na escola pode ser caracterizada, em um determinado momento, embora, em um momento posterior, sua consideração se modifique. O terceiro eixo diferencia modelos de intervenção, embora tenha como objetivo final o aluno, pode ter diferenças consideráveis: enquanto alguns psicopedagogos trabalham diretamente com o aluno, orientam-no e, inclusive, manejam tratamentos educacionais individualizados, outros combinam momentos de intervenção direta com intervenções indiretas, (por exemplo, no caso de uma avaliação psicopedagógica), centradas nos agentes educacionais que interagem com ele (no próprio processo de avaliação psicopedagógica, na tomada de decisões sobre o plano de trabalho mais adequado para esse aluno). São freqüentes as consultas formuladas por um professor ao psicopedagogo em relação a um aluno que não vai manter nenhum contato direto com esse profissional. O quarto eixo indica o lugar preferencial de intervenção, que entendemos como a diversidade de níveis e contextos, inclusive quando circunscrita ao marco educacional escolar. Este eixo inclui tanto as tarefas localizadas no nível de sala de aula, em algum subsistema dentro da escola, na instituição em seu conjunto, ano, série, assim como aquelas que se dirigem ao sistema familiar, à zona de influência, etc.

A atuação do psicopedagogo não engloba somente seu espaço físico de atuação, mas também sua maneira de pensar a Psicopedagogia e seu conhecimento a respeito da área. O psicopedagogo que atua em âmbito educacional deve ter por objetivo, conduzir professores, diretores e profissionais pedagógicos a repensar o papel da escola frente à prevenção das dificuldades de aprendizagem da criança. No entanto, ressalta-se que mesmo a escola priorizando os problemas de aprendizagem, esta nunca conseguirá abrangê-los em sua totalidade, pois crianças mais comprometidas necessitam de atendimento psicopedagógico mais especializado em clínicas.

Por isso, o psicopedagogo pode atuar de uma forma mais preventiva, objetivando reduzir ou evitar os problemas de aprendizagem em âmbito escolar ou de forma clínica, onde dá atendimento às crianças com maiores comprometimentos, cujas dificuldades não podem ser resolvidas na escola. O profissional que atua na prevenção das dificuldades de aprendizagem atua no sentido de fazer com que um número menor de crianças seja encaminhado para clínicas, propiciando uma significativa melhoria no rendimento escolar como um todo. Esta demanda aparece implícita na Lei de Diretrizes e Bases de 1996, que aponta para a necessidade de capacitação do professor, bem como de todos os envolvidos no processo de educação.

No caso das dificuldades de aprendizagem já diagnosticadas, é função do psicopedagogo escolar tentar solucioná-los na própria escola antes que seja feito o encaminhamento clínico. O encaminhamento clínico deve sempre ser realizado com muito critério, sempre levando em conta as necessidades específicas daquela criança. Para um encaminhamento adequado é necessário que o profissional conheça muito bem não só a criança como também a instituição que ela freqüenta. (MAZINI e SALZANO, 1994, p. 61).

O psicopedagogo que atua em âmbito escolar deve fazer com que a escola acompanhe o desenvolvimento de seus alunos e seja um verdadeiro espaço de construção de conhecimentos, oferecendo suporte para que todos os envolvidos neste processo compreendam a necessidade de se realizar transformações efetivas. Para que um psicopedagogo consiga ter um bom desempenho, é preciso que ele conquiste seu espaço dentro da escola, o que ainda não é uma tarefa fácil, pois a maior parte das escolas acredita que o orientador educacional é capaz de solucionar todos os problemas.

Conforme Ferreira (2009) uma forma de conquistar este espaço psicopedagógico dentro da escola está na forma de como este profissional apresenta seu trabalho. Este profissional tem que demonstrar amplos conhecimentos não só da criança que aprende como também dos processos didáticos metodológicos e da dinâmica institucional. Para uma atuação institucional, deve ser considerado como ambiente educacional a escola como um todo, desde a criança que aprende o professor que ensina o diretor que organiza, até a merendeira que é responsável pela alimentação. Além disso, deve ser considerada a família responsável pela criança e outros membros da comunidade que decidem sobre as necessidades e prioridades da escola. São muitas as formas de colaboração do psicopedagogo na escola.

O psicopedagogo pode auxiliar na elaboração do projeto pedagógico, ou seja, pode ajudar a escola a responder questões importantes, tais como: O que ensinar? Como ensinar? Para que ensinar? Pode realizar o diagnóstico institucional para detectar problemas pedagógicos que estejam prejudicando a qualidade do processo ensino-aprendizagem; pode ajudar o professor a perceber quando a sua maneira de ensinar não é apropriada à forma do aluno aprender; pode orientar professores no acompanhamento do aluno com dificuldades de aprendizagem; pode ainda, realizar encaminhamentos para fonoaudiólogos, psicólogos, neurologistas, psiquiatrias infantis, entre outros (BOSSA, 2000, p. 135),

Também, o psicopedagogo pode atuar no sentido de avaliar como se dá o relacionamento entre professor e aluno, pois muitas vezes, este relacionamento pode estar acontecendo de forma negativa, pelo fato do professor não conhecer bem o aluno, e, portanto, distanciar-se de suas necessidades. Muitas vezes, também, o professor não consegue identificar a fase de desenvolvimento cognitivo ou afetivo em que se encontra o aluno, ou desconhece os problemas pelos cuja criança está passando no ambiente familiar.

Por isso, é importante que o psicopedagogo escolar participe de reunião de pais, a fim de que possa esclarecer o que se está acontecendo com a criança na escola, auxiliando os pais na identificação das reais necessidades de seus filhos e ensinando-os a estimular seus filhos em tarefas escolares realizadas em casa. Quando necessário o psicopedagogo encontrar-se separadamente com alguns pais, para melhor orientá-los ou conhecer melhor o ambiente familiar da criança que está apresentando problemas na escola.

Integra o trabalho psicopedagógico educacional a participação na avaliação dos processos didáticos metodológicos, onde poderá oferecer conhecimentos sobre métodos a ser aplicados para determinada classe ou para ajudar o professor na implantação de uma nova sistemática de ensino, oferecendo desta forma um suporte instrumental aos professores (OLIVEIRA e BOSSA, 1997, p. 178).

Este profissional, pode também oferecer um suporte emocional para professores que estão inseguros quanto a sua capacidade para aplicação de um método novo ou que estão com alunos com problemas de aprendizagem. Na medida em que o psicopedagogo ouve as dificuldades dos professores, esclarece sobre suas dúvidas, este se sentirá mais tranqüilo, ganhará mais confiança e proporcionará melhores condições para a aprendizagem.

O suporte instrumental oferecidos aos professores pode se dar também oferecendo ao professor sugestões de atividades para a sala de aula; outras vezes sua atuação será individual ou em grupo com os alunos. Para tanto, é necessário que o psicopedagogo analise a programação da escola a fim de que possa obter subsídios para sua atuação. A administração de uma escola é representada pelo seu organograma, assim, o psicopedagogo pode dar início a seu diagnóstico escolar através da análise do mesmo, estudando as suas relações e estabelecendo conexões com as demais áreas programadas. Analisando-se cada profissional da escola, o psicopedagogo identifica se um determinado profissional está desempenhando sua função de forma adequada e consegue sugerir mudanças.

Segundo Ferreira (2009) quanto ao plano didático, ou seja, o currículo e o programa organizado de acordo com uma seriação que acompanha o desenvolvimento dos alunos em seus vários aspectos (físico, intelectual, social, etc.), algumas escolas apresentam um excelente currículo e ótimos programas, mas pecam na divulgação do conteúdo, ou seja, como ensinar. Desta forma, a análise do psicopedagogo deve estar voltada para recursos que possam amenizar as inseguranças dos professores na transmissão do conhecimento, como também para oferecer técnicas e estratégias mais adequadas à aprendizagem.

Diante do exposto, pode-se concluir que a atuação do psicopedagogo escolar tem início a partir da análise da organização como um todo. É muito importante o trabalho em equipe, junto aos professores, alunos e pessoal administrativo, a fim de que se busque por melhorias no relacionamento entre si e entre os grupos, visando prioritariamente o aperfeiçoamento das condições de aprendizagem tanto individual, como do grupo.

2. A compreensão sobre o processo de aprendizagem

Ao falar-se sobre dificuldades de aprendizagem, é preciso primeiramente compreender como se processa a aprendizagem. A aprendizagem envolve diferentes formas de interação do conhecimento. Para os behavioristas, aprendizagem significa modificação de comportamento à aquisição de novas respostas ou reações. A aprendizagem consistiria em adquirir, após condições especiais, novas reações a estímulos antes indiferentes ou neutros.

A aprendizagem é um processo, uma atividade interior que tem um início, um desenvolvimento e um fim. Ela é algo muito pessoal, mas que pode ser influenciado, com êxito, por pessoas habilitadas e através de estímulos e técnicas adequadas (BARROS, 2007, p. 124).

Para Fernandez (2001, p. 53), "a aprendizagem é a modificação que ocorre na conduta mediante a experiência ou a prática". É um processo dinâmico, vivo, global, contínuo e individual. Exige como condição básica o amadurecimento do ser para a referida modificação. É um processo pessoal: depende do envolvimento de cada um, de seu esforço e de sua capacidade.

Aprende-se aos poucos, e cada um dentro de seu ritmo próprio. Nossos métodos de ensino exploram uma parte mínima das aptidões e da capacidade de aprender do ser humano. Um ambiente altamente estimulador é importante na aprendizagem. Para aprender é fundamental a clara percepção da situação que o conceito envolve, é necessário sentir a situação como um todo, elaborá-la internamente levando em conta nossa experiência pessoal com respeito a aquele conceito. Tudo se aprende em todas as partes.

Conforme Falcão (2003, p. 71), "competência é a habilidade transformada, selecionada, escolhida, projetada". É a maneira de utilizar habilidades. É o processo de aprimoramento das habilidades, é ininterrupto não tem fim. Fenômeno a ser construído passo a passo, dependendo por vezes do aprendizado e essencialmente custoso. O humano é limitado, tem limites e competências.

Habilidade pode ser entendida como um processo que flui na e da natureza, tanto física como social, no mais das vezes, insistimos diferentemente em cada ser humano para sua manifestação e aprimoramento. (FALCÃO, 2003, p. 72). Habilidades podem ser definidas como: jeito, destreza, conhecimento, capacidade técnica, são audíveis, imensuráveis; habilidade tem fim, competência não.

A escola deve desenvolver habilidades para pensar, fornecer o conhecimento consistente. Criamos nossas próprias habilidades a partir do contexto sócio cultural, físico e intelectual. Exemplos: habilidades motoras, habilidades operatórias, habilidades artísticas. A habilidade é uma dádiva da natureza, talento, instinto, múltiplas formas de inteligência, virtude, nasceu assim. Habilidades e competências devem estar ligadas ao indivíduo.

Piaget (1896-1980) biólogo e psicólogo, foi o formulador da teoria do desenvolvimento da inteligência humana e é hoje considerado por muitos como o mais importante teórico nesta área. Este cientista descobriu que o aprendizado é um processo gradual no qual a criança vai se capacitando a níveis cada vez mais complexos do conhecimento, seguindo uma sequência lógica do pensamento. A inteligência é um dom, é uma construção. Ao agir sobre os objetos e situações, a criança vai criando esquemas cognitivos, reconstruindo o mundo, a mesmo tempo que constrói a sua inteligência. (PIAGET, 1994, p. 68).

Os esquemas cognitivos são "ferramentas" mentais que nos permitem apreender a realidade. Estes esquemas não são ensinados: são construídos a partir da interação da criança com adultos significativos como mãe, pai, irmãos, professores, colegas, etc., além de objetos e situações. A construção do conhecimento se faz em etapas ou estágios. Em cada estágio a criança possui um repertório de esquemas cognitivos que lhe permite compreender e atuar sobre a realidade. Não é possível pular um estágio na construção da inteligência, embora existam diferenças no tempo que uma criança demora para passar de um estágio para outro.

Portanto pode-se dizer que existe um funcionamento inteligente em cada estágio em que a criança se encontra. Se exigirmos dela uma aprendizagem acima  das possibilidades do seu estágio de pensamento, para o qual ela não possui esquemas, essa aprendizagem poderá não ocorrer, ou não será uma aprendizagem real, mas uma mera repetição automática de modelos sem significado cognitivo e seguramente, sem envolvimento afetivo positivo por parte da criança - alegria, prazer de aprender.

De acordo com Correia e Martins (2005), as dificuldades de aprendizagem são desordens neurológicas que interferem com a recepção, integração ou expressão de informação, caracterizando-se, em geral, por uma discrepância acentuada entre o potencial estimado do aluno e a sua realização escolar. Numa perspectiva educacional, as dificuldades de aprendizagem refletem uma incapacidade ou impedimento para a aprendizagem da leitura, da escrita, ou do cálculo ou para a aquisição de aptidões sociais.

Isto significa que alunos com dificuldades de aprendizagem manifestam dificuldades na realização de algumas tarefas escolares, mas não necessariamente em todas, podendo se destacar em algumas delas. Significa, ainda que analisando estes alunos em termos de inteligência, pode-se dizer que normalmente possuem inteligência dentro da média ou até mesmo acima da média. Algumas das causas das dificuldades de aprendizagem são: problemas familiares; disortografia; disgrafia; imaturidade; falta de perseverança na execução das tarefas; problemas de saúde; hiperatividade; distúrbios psicossociais; deficiência motora; relacionamento interpessoal; deficiência visual; deficiência auditiva; ou a escola que muitas vezes não oferece oportunidades diversificadas de alfabetização.

Considerações Finais

Acredita-se que a atuação do psicopedagogo na instituição visa a fortalecer-lhe a identidade, bem como buscar o resgate das raízes dessa instituição, ao mesmo tempo em que procura sintonizá-la com a realidade que está sendo vivenciada no momento histórico atual, buscando adequar essa escola às reais demandas da sociedade.

Considerando-se a escola responsável por uma parcela significativa da formação do ser humano, o trabalho psicopedagógico na instituição escolar, que pode ser chamado de Psicopedagogia preventiva, cumpre a importante função de socializar os conhecimentos disponíveis, promover o desenvolvimento cognitivo e a construção de normas de conduta inseridas no mais amplo projeto social, procurando afastar, contrabalançar a necessidade de repressão. Assim, a escola, como mediadora no processo de socialização, vem a ser produto da sociedade em que o indivíduo vive e participa. Nela, o professor não apenas ensina, mas também aprende.

As dificuldades de aprendizagem na alfabetização, ainda hoje, fazem parte do cotidiano das nossas escolas, acarretando na grande maioria das vezes na reprovação. Essa constatação reforça a importância do psicopedagogo institucional no sentido de criar condições juntamente com os professores para que a aprendizagem da leitura e da escrita aconteça de maneira eficaz, prazerosa e significativa. Atuando como assessor na busca da melhoria do processo de aprendizagem, desenvolvendo um trabalho integrado professor-psicopedagogo-escola no sentido de melhor desenvolver a prática educativa. Isto significa que o professor precisa entender como acontece à aprendizagem da leitura e da escrita.

A criança não se transforma em um leitor de um dia para o outro, com a ajuda de um método: ela percorre um trajeto cujas bases são as concepções iniciais sobre o que é ler. E esse trajeto tem início, a partir do momento em que as condições do meio lhe sejam favoráveis. Por isso, certo número de crianças chega à escola em uma etapa avançada dessa aprendizagem. E que elas tiveram oportunidades de viverem num meio letrado, onde as atividades de ler e escrever estavam inscritas no cotidiano familiar.

Nesse sentido, conclui-se que a mudança do sistema escolar, e da prática pedagógica não vem apenas de melhores teorias, de materiais mais adequados, ou de informações mais acessíveis aos professores. Melhorar a pedagogia da leitura e escrita é, em longo prazo, uma questão política, vinculada a um desejo de mudança. Mesmo que o professor não possa mudar o mundo, poderá realizar o trabalho melhor se compreender o que é a leitura e como as crianças aprende a ler. Poderão, mesmo desenvolvendo uma série de atividades sem real utilidade, ir introduzindo algumas outras que de fato favoreçam a aproximação da criança com a leitura, favorecendo assim a escrita.

Referências

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/psicopedagogia-e-suas-intervencoes-contra-as-dificuldades-de-aprendizagem-6379650.html

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    Por: Keila Regina da Silva Correial Educação> Ensino Superiorl 07/05/2011 lAcessos: 5,568
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    O artigo discute as causas sobre as dificuldades de aprendizagem apontando a dislexia como uma das principais provedoras de dificuldades. Iniciou-se apresentando a origem do problema relativo às dificuldades de aprendizagem vista pela psicanálise, a partir daí apresentou-se os problemas que interferem na alfabetização, argumentou-se segundo as teorias dos vários autores pesquisados, sobre as dificuldades na leitura, além de dissertar sobre algumas concepções pedagógicas sobre alfabetização.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Educação Infantill 15/05/2014 lAcessos: 136
    Marcia Soares

    A criança com dificuldade de aprendizagem só será capaz de se apropriar da linguagem simbólica após a apropriação e domínio das habilidades motoras, tal pensamento nos remete a uma reflexão acerca da importância das aulas de educação física para que os alunos com ou sem dificuldades de aprendizagem, alcancem um desenvolvimento global satisfatório. Através do estimulo motor nas aulas de educação física é possível corrigir a disfunção psicomotora e promover a maturação neurofuncional nas crianças

    Por: Marcia Soaresl Educação> Educação Infantill 05/11/2012 lAcessos: 387

    Esta pesquisa tem como objetivo trabalhar com a dislexia, apresentando seu conceito, sua classificação como forma de auxiliar os professores e a família, facilitando o diagnóstico e entendimento desse distúrbio de aprendizagem que afeta no Brasil, cerca de 40% das crianças em séries iniciais de alfabetização, e, em países mais desenvolvidos, a porcentagem diminui 20% em relação ao número total de crianças também em séries iniciais.

    Por: RANILDAl Educaçãol 17/09/2010 lAcessos: 8,796
    Thiago R. Silva

    O presente artigo tem como intuito demonstrar os fatores que influenciam na dificuldade dos discentes no processo de leitura e escrita no período da alfabetização. Vale salientar que a prática pedagógica é fator preponderante na aquisição dessas habilidades e as dificuldades advindas desse processo, pois os mecanismos adotados pelos docentes durante a intervenção psicopedagógica propiciará a esses um avanço qualitativo no desenvolvimento cognitivo, social, cultura e até mesmo em seu relacionamen

    Por: Thiago R. Silval Educação> Educação Infantill 14/07/2011 lAcessos: 6,680

    Este artigo fala sobre os fatores que influenciam as dificuldades de aprendizagem, buscando compreender a interferência do sistema escolar, familiar e socioeconômico nos problemas de aprendizagem. A importância de pesquisar tal assunto estar em aprofundar o conhecimento sobre as dificuldades de aprendizagem, assim como ampliar a visão a partir da literatura sobre o tema, proporcionando entendimento das representações e compreensão sobre os problemas de aprendizagem.

    Por: Daniel Soaresl Psicologia&Auto-Ajuda> Auto-Ajudal 26/08/2014 lAcessos: 86

    Ao abordarmos o tema dificuldades de aprendizagem, podemos tecer uma série de reflexões a partir de diferentes linhas de pesquisa que embasam a teoria e a prática nessa área de conhecimento. O termo dificuldade de aprendizagem têm se mostrado um assunto que ainda gera discussões e dificuldades na sua conceituação. Ainda que as dificuldades de aprendizagem possam ocorrer concomitantemente com outras condições incapacitantes ou com influências extrínsecas não são o resultado dessas condições.

    Por: MARIA SALETE CORRÊA CARVALHOl Educaçãol 13/09/2009 lAcessos: 38,512 lComentário: 9

    Como obter as informações de que necessitamos para acompanhar os percursos dos estudantes? Como apreender os modos como eles representam os conceitos? Como saber o que pensam sobre o que ensinamos para pensarmos nas possibilidades pedagógicas que assegurariam a qualidade do ensino-aprendizagem? Como proceder para que os estudantes evidenciem seus avanços e suas dificuldades?

    Por: Maria Cristinal Educação> Educação Infantill 18/11/2014 lAcessos: 12

    Aprender com prazer, aprender brincando, brincar aprendendo, aprender a aprender, aprender a crescer: a escola é, sim, espaço de aprendizagem. Assim, é fundamental que cada professor se sinta desafiado a repensar o tempo pedagógico, analisando se ensina o que é de direito para os estudantes e se a seleção de conteúdos, capacidades e habilidades é de fato importante naquele momento.

    Por: Maria Cristinal Educação> Educação Infantill 18/11/2014 lAcessos: 24

    A prática educativa está fortemente relacionada a processos de comunicação e interação entre os seres, que a utilizam para assimilar seus saberes, habilidades, técnicas, valores, atitudes, e, através disso, construir novos saberes. Sendo assim, não se pode reduzir a educação ao simples ato de ensinar e a pedagogia como um conjunto de métodos que possibilita o ensino. Sendo assim, surge um questionamento essencial a todo aquele que quer compreender, viver e fazer pedagogia: quem é o pedagogo?

    Por: Maria Cristinal Educação> Educação Infantill 18/11/2014 lAcessos: 13

    A questão da inclusão de pessoas portadoras de necessidades especiais em todos os recursos da sociedade ainda é muito incipiente no Brasil. Movimentos nacionais e internacionais têm buscado um consenso para formatar uma política de inclusão de pessoas portadoras de deficiência na escola regular.

    Por: Jania Gasques bordonil Educação> Educação Infantill 17/11/2014
    Liamara Lucia de Almeida Cacho

    Nos anos iniciais, a disciplina que trabalha as noções históricas, de espaço e tempo é chamada de Estudos Sociais. Neste período o professor deve transmitir aos alunos noções fundamentais de organização da vida em sociedade, de como se organiza o próprio município, da atuação das autoridades, organizações e hierarquias, noções de respeito e educação cidadã, além dos deveres e direitos humanos.

    Por: Liamara Lucia de Almeida Cachol Educação> Educação Infantill 14/11/2014 lAcessos: 15
    Liamara Lucia de Almeida Cacho

    Como todos já sabem e ouviu-se muito falar, a educação autônoma é a mais viável e satisfatória nos dias de hoje. Com tantas transformações ocorrendo em tempo real, e em nível econômico, político e social, além de cultural também. Com base nisto, quero colocar alguns dos meus pensamentos sobre a educação.

    Por: Liamara Lucia de Almeida Cachol Educação> Educação Infantill 14/11/2014 lAcessos: 11
    Liamara Lucia de Almeida Cacho

    Há tempos busca-se formar integralmente o homem, provavelmente, nenhuma palavra expressa mais essa ideia de formação humana que a palavra, oriunda da Cultura Grega, Paídeia, que exprimia o ideal de desenvolver no ser homem aquilo que era considerado próprio da sua natureza, essa ideia perpassou o humanismo renascentista chegando até aos nossos dias atuais. Diante disso, cabe perguntar: O que significa essa totalização da formação humana? Pode ser definido em um único conceito?

    Por: Liamara Lucia de Almeida Cachol Educação> Educação Infantill 14/11/2014 lAcessos: 13

    A educação inclusiva é voltada de todos para todos, os ditos "normais" e as pessoas com algum tipo de deficiência poderão aprender em conjunto. Uma pessoa dependerá da outra para que realmente exista uma educação de qualidade. A função de separar e classificar os alunos, rotulando-os como menos ou mais capazes, dá lugar a de escolher cada um, valorizando suas potencialidades, sua linguagem, suas diferenças, bem como os instrumentos que ampliam suas possibilidades de aprender, de comunicar e de i

    Por: Darci Martinsl Educação> Educação Infantill 14/11/2014 lAcessos: 20
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    O artigo discute as dificuldades de aprendizagem sintetizando a dislexia como uma das principais causas. A caracterização da pesquisa se deu por meio de pesquisa bibliográfica sobre dificuldades de aprendizagem e dislexia, apresentando os distúrbios de e na leitura, escrita e articulação. Dissertando-se sobre a origem dos problemas relativos às dificuldades de aprendizagem na visão da psicanálise, apresentaram-se os problemas que interferem na alfabetização.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Educação Infantill 22/05/2014 lAcessos: 92
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    A pesquisa possibilitou-nos demonstrar a importância das atividades lúdicas na aprendizagem, visto que os jogos e brincadeiras são, conforme diversos estudiosos, experiências que se correlacionam ao ambiente e devem ser aplicadas as crianças em fase escolar, indiferente de idade e série. Ostentada por expressivos referenciais teóricos, a proposta de trabalho apresentada permite afirmar a existência de jogos e brincadeiras infantis, que se bem aplicadas, auxiliarão no desenvolvimento infantil.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Educação Infantill 15/05/2014 lAcessos: 209
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    O artigo discute as causas sobre as dificuldades de aprendizagem apontando a dislexia como uma das principais provedoras de dificuldades. Iniciou-se apresentando a origem do problema relativo às dificuldades de aprendizagem vista pela psicanálise, a partir daí apresentou-se os problemas que interferem na alfabetização, argumentou-se segundo as teorias dos vários autores pesquisados, sobre as dificuldades na leitura, além de dissertar sobre algumas concepções pedagógicas sobre alfabetização.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Educação Infantill 15/05/2014 lAcessos: 136
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    No livro "Transtorno do déficit de atenção: Estratégias para o diagnóstico e a intervenção psico-educativa" verificou-se que de acordo com os autores, o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) constitui um dos mais importantes transtornos do desenvolvimento dentre os problemas que afetam as crianças em suas relações com seu meio familiar, escolares e sociais.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Ensino Superiorl 10/11/2013 lAcessos: 132
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    Por meio de reflexão detalhada sobre alguns aspectos do uso da língua, Marcos Bagno (2002), conduz o leitor a questionar e mesmo analisar o preconceito linguístico resultante de um embate histórico entre língua e gramática normativa, fato que preocupa tanto linguistas quanto profissionais que trabalham com o ensino da língua materna.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Ensino Superiorl 10/11/2013 lAcessos: 217
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    O livro "O Diálogo entre o Ensino e a Aprendizagem" aponta como palavra de ordem "diálogo" e dialogar com ensino e aprendizagem é antes de tudo aprender; pois estabeler diálogo com as inquietações do professor e apresentar a fundamentação necessária para subsidiá-lo nas reflexões e na busca de ações criativas é o que propõe o livro.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Ensino Superiorl 10/11/2013 lAcessos: 379
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    No Brasil, assim como em vários países desenvolvidos observa-se um aumento significativo das doenças e agravos não transmissíveis. Diante da relevância desse agravo objetivou-se explorar quais são os cuidados de saúde dispensados precocemente ao paciente acometido por um Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). O tratamento no IAM deve ser cauteloso e preciso devendo ser tratado o mais precocemente dentro das primeiras 24 horas. Nessa linha procurou-se descrever o que provoca e como prevenir o infarto.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Saúde e Bem Estar> Medicinal 06/06/2013 lAcessos: 1,069
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    No Brasil, nos últimos tempos, o ensino da matemática tem vivido uma situação de colapso permanente em todos os graus de ensino, desde o Ensino Fundamental até o ensino superior, onde o insucesso atinge índices preocupantes. Não estamos pensando apenas nas reprovações, mas em um número crescente de educandos que não gostam de matemática, não entendem para que serve e não compreendem verdadeiramente a sua relevância.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Ensino Superiorl 16/01/2013 lAcessos: 116
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