Psicopedagogia: intervenções na educação inclusiva

Publicado em: 02/12/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 2,196 |

INTRODUÇÃO

 

A educação Inclusiva no contexto atual está tendo grandes repercussões no sistema educacional, trazendo grandes desafios, como: vencer o preconceito que ainda está vigente nos dias atuais e também as dificuldades que as Escolas têm de superar em meio os obstáculos existentes.

Na década de 70, criaram-se os pressupostos da educação Inclusiva, fundamentando vários programas e projetos na educação do Brasil, onde se tem hoje um olhar mais visório para as pessoas com necessidades especiais. Como há uma Lei N° 3124/97 que possibilita o Psicopedagogo a exercer a sua pedagogia afetiva, emocional e de aprendizagem e atribui-lhe  um saber diversificado para que sua função seja concretizada e reconhecida como um profissional responsável e de valores  riquíssimos. Assim, vale salientar que este documento ainda está nos trâmites do Congresso Nacional para ser aprovado.

Almeja-se neste artigo adquirir conhecimentos a respeito da educação Inclusiva dentro do contexto familiar, social, educacional e profissional, nos direitos dos Portadores de Necessidades Especiais e Educacionais. Como também conhecer, pesquisar a intervenção da função valorativa e educativa do psicopedagogo em visão de solucionar problemas de aprendizagens do educando no âmbito escolar, propor condições  e estrutura para que este profissional tenha condições, conhecimentos e apoio para resolver os problemas decorrentes nas instituições educacionais. Com a implantação de um grupo de apoio psico-sócio-familiar, em que o psicopedagogo realize o trabalho de investigar, analisar, diagnosticar problemas de aprendizagens e intervir para ajudar o discente em termos educacionais e afetivos.

A psicopedagogia X educação inclusiva

Para falar de educação Inclusiva, teremos que enfatizar o processo de inclusão social das pessoas de necessidades especiais que envolvem a concepção da sociedade, a estruturação física e perceptiva das escolas e do sistema educacional para assegurar os direitos de todas as pessoas de necessidades especiais e educacionais.

Segundo Mittler (2003) a inclusão deve ser repensada tanto na política educacional, quanto social, quanto na prática, refletindo no conhecimento do dia-a-dia, na aprendizagem e na dificuldade, no comportamento, na construção dos saberes e na formação do indivíduo.

A inclusão de pessoas com deficiência na escola, no trabalho e no meio social em que vive está sendo tema de discussão na educação, na família, na política, nas entidades, como na sociedade vigente, ou que não seja uma realidade já resolvida, mas estamos lutando e vencendo problemas que na repercussão histórica da inclusão, já foram resolvidos. Pois, a educação, a saúde, os direitos e deveres das pessoas com necessidades especiais tenha sido motivo de inquietação e pouco interesse na aceitação política, social e educacional, tornando utópico o ideal de inclusão.

Sabe-se que a inclusão é o objetivo central da política educacional externa e interna, mesmo com as dificuldades de definições concretas, temos pontos de partida que dar sinal de versatilidade no campo da educação e da sociedade nos direitos humanos, que hoje, estamos lutando para que seja valorizado e concretizado numa sociedade em que deficiência tem uma proporção opressora e discriminadora, portanto, precisa remover essas concepções preconceituosas do convívio social e institucional, estrategicamente privando os humanos especiais do ensino-aprendizagem, da criação familiar, das amizades, ou seja, de uma vida social tido como "normais", onde todos têm direitos e deveres e uma formação social, psicológica e profissional como rege os direitos humanos.

Neste contexto, é essencial a diferença entre educação inclusiva e educação especial. Em que a primeira é um movimento mundial que objetiva nos direitos humanos e de cidadania, com a reestruturação do sistema educacional, com a proposta de mudança no ensino regular, cujo objetivo é fazer com que a escola torne-se inclusiva, um espaço de alegria, de ensino-aprendizagem de qualidade, respeitando a igualdade e a diferença, propiciando a participação de todos os discentes vulneráveis às exclusões sociais e educacionais. A segunda é uma área de conhecimento que promove o desenvolvimento das potencialidades de pessoas com deficiências como: síndrome ou altas habilidades/superdotação, autismo, que abrange a educação infantil até a educação superior.

Na contemporaneidade, as mudanças de concepções culturais e sócio-educativas estão sendo construídas através das experiências no cotidiano educacional e social na sociedade em que os pais já superaram seus próprios preconceitos, não escondendo mais seus filhos deficientes do mundo que eles podem entender e formar seu próprio conceito e autonomia.

Nos tempos atuais de diversidade cultural, social e escolar a educação teve progressão de pressupostos pedagógicos para que o ambiente educacional caminhe para um ensino-aprendizagem quantitativo e qualitativo para a amplitude do trabalho docente, com a soma de alguns profissionais como o Fonoaudiólogo, Psicólogo e principalmente o Psicopedagogo. Profissionais de suma importância que tem engajado possibilidades, oferecendo condições para as crianças com dificuldades de aprendizagens escolar, ajudando-os a superar problemas existentes que dificulta o seu desenvolvimento educacional. Em que, a construção do conhecimento da criança é adquirida pelo sentido de está bem consigo e com o meio vivencial, sua experiência comum pode refletir em sua aprendizagem, pois a genética desenvolve através do meio, em contraste com o seu mundo escolar pode acarretar problemas e essencialmente o psicopedagogo é importante neste momento para desmistificar a situação-problema em que vive o aluno, em que a experiência da criança depara com o contexto social  e o ambiente escolar, dão-lhe significados especiais as suas informações para alicerçar a aprendizagem cotidiana.

Gênero e diversidade escolar

Falar em diversidade é olhar para o nosso meio vivencial, nossa família, nossa escola, nossa sociedade em que estamos inseridos. Homens e mulheres, crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, cada um com a sua diferença, mas não desiguais, pois a desigualdade se dar pelo preconceito daqueles que se auto-afirma "melhor" ou "superior" ao seu próximo, em que o preconceito é mais do que o amor fraternal, pelo a pessoa que está ao seu lado. Como ressalta Belinky (1999): "Tudo é humano, bem diferente. Assim, assado. Todos são gente. Cada um na sua. E não faz mal. Diversidade é que é legal!". Pois a graça é que temos a diversificação mesmo no mundo moderno, com o processo de globalização que busca a universalização dos direitos humanos, através da comunicação, das manifestações culturais e sociais, devemos então lutar, persistir pela igualdade social para que haja menos discriminação. E como profissionais da educação e o apoio do psicopedagogo institucional, precisamos ser perseverantes, firmes, deixar o individualismo de lado e mostrar diante da sala de aula, o amor, a amizade, a solidariedade à humanidade, que todos somos iguais, como humanos e diferentes como pessoas, que cada um tem seu valor diferencial. E devemos aceitar, amar sem preconceito, tendo um olhar mais amplo principalmente para o Eu.

O trabalho do psicopedagogo abrange todo o ciclo vivencial do alunado, para que o objetivo seja alcançado na prevenção de orientar no processo de ensino-aprendizagem, favorecendo o conhecimento humano e sua evolução ao longo do processo de formação do indivíduo. No entanto, "a psicopedagogia ocupa-se, assim, de todo o contexto da aprendizagem, seja na área clínica, preventiva, assistencial, envolvendo elaboração teórica no sentido de relacionar os fatores envolvidos nesse ponto de convergência em que opera". (BOSSA, 2000, p.30). Pois o psicopedagogo atua na intervenção de mediador entre o sujeito e sua história, ou seja, o trauma que causou as dificuldades de aprendizagens, no contexto familiar, escolar e social, em que o profissional deve tomar ciência da caracterização do problema, investigar, íanalisar, diagnosticar, interpretar e intervir para que o individuo reelabore,  reconstrua sua história de vida, principalmente com os Portadores de Necessidades Especiais e Educacionais (PNEEs), que já trazem dificuldades tanto de aprendizagem, como social, devido a rotulação, a discriminação da sociedade, porque é diferente dos demais "normais", e esquecem que são pessoas com sentimentos, seres humanos capazes de progredir, de avançar e construir seus próprios conhecimentos. Assim, o psicopedagogo busca ser um profissional multiespecialista, capaz de ajudar nos problemas voltados para as dificuldades de aprendizagens, favorecendo também o conhecimento pelo ser humano criando um vínculo saudável e promovendo a diversidade familiar, cultural, social e educacional.

 

a inclusão e intervenção do psicopedagogo na escola

Para concretização favorável a educação das pessoas com deficiência nas escolas é necessário como afirma a Revista Educação Especial: "É necessário que as escolas se modifiquem para atender qualquer diversidade, para acomodar todas as crianças independentes das condições sociais e culturais e suas características individuais". (BRASIL, 2005, p. 27).

No contexto escolar, desde a Educação Infantil ao Ensino superior é preciso que todo o sistema escolar deva ser repensado para receber as crianças com necessidades especiais nas classes do ensino regular, em que, o Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola, contemple os direitos do PNEEs (Portadores de Necessidades Especiais e Educacionais), aceitando suas diferenças e qualidades como todas as pessoas "comuns", também a estruturação das escolas devem ser modificadas para facilitar o acesso das PNEEs, isto significa que tornar as escolas regulares em escolas especiais através do melhoramento da prática pedagógica, da capacitação do professor, e estrutura física do ambiente escolar dos melhores equipamentos especiais para o ensino regular, mesmo com sua necessidade ou não.

Implica-se numa reforma no currículo, na avaliação, na metodologia, em que consiste em mais criatividade, esforço e atenção por parte da escola, como do sistema educacional e na forma da pedagogia de agrupamentos de discentes nas salas de aulas, adaptando-se à realidade em que vive, pois até o momento o sistema educacional não foi capaz de responder às suas necessidades, assim, a inclusão objetiva a reestruturação do sistema para garantir a formação dos PNEEs, na escola regular. E reconhecer a importância da família para a formação do ser humano. Para os Portadores de Necessidades Especiais (PNEEs) tem uma importância fundamental, pois a família é o eixo central para o desenvolvimento do indivíduo com deficiência, a sua inclusão no dia-a-dia, na educação dos PNEEs é a porta de entrada para o bem estar e da integração da pessoa com deficiência no meio social e na educação. É preciso um trabalho de equipe, principalmente da presença do profissional da Psicopedagogia para haver a integração da família na escola, pois, muitas famílias não reconhecem os direitos inclusivos dos filhos Portadores de Necessidades Especiais na formação do ensino-aprendizagem. É preciso que haja um apoio à família para orientar-los para melhor conhecer seu papel na vida e formação das crianças e adolescentes nas escolas e no meio social em que vive, superando os obstáculos, dificuldades preconceitos a enfrentar na longa caminhada. Para isso, é preciso que a equipe escolar possa ir até a família orientar os mesmos psicologicamente e emocionalmente através do apoio pedagógico como: Pedagogo, Psicopedagogo, Coordenador, Supervisor, Fonoaudiólogo, Oftalmologista, enfim, especialistas necessários para contemplar o bem estar da família e das crianças e adolescentes na escola. É essencial a presença do Psicopedagogo neste ambiente para que possa haver a interação da família com a escola, e que a superação das situações problemas do alunado tenha resolução, para construção do Eu interior saudável e completo para a cidadania da vida adulta.

Na linguagem da Psicologia multifocal: educar é acima de tudo formar o Eu como gestor da sua mente, como agente modificador da sua história e da história social. A formação do Eu interior é a base do processo de formação da personalidade. Deve-se ter uma visão otimista na transformação exercida em sala de aula, dimensionar a identificação social, psíquico e educacional aos fatores da diversificação da escola, deixando de fora os aspectos discriminatórios, a questões pessoais, em que a educação contemporânea nos leva a direções, da diversidade cultural.

Para que o psicopedagogo possa intervir na sala de aula e realize a intervenção e o diagnóstico preventivo, utilizando recursos que a escola oferece e também as ferramentas necessárias é preciso relatar algumas dificuldades de aprendizagem que permeiam no âmbito escolar.

1 – Distúrbios da fala:

  • Mudez – incapacidade de articular palavras;
  • Atraso na linguagem – a partir dos 14 meses, as crianças tornam-se  capazes de pronunciar palavras com significado e por volta dos 3 anos apresente uma linguagem estruturada.

2 – Problemas de articulação: Na fase pré-escolar, é normal a dificuldade de articular sons;

  • Dislalia – é a omissão, substituição, distorção ou acréscimo de sons na fala
  • Disartria – a fala fica lenta e arrastada;
  • Linguagem Tatibitate – é um distúrbio de articulação que conserva a linguagem infantil, de causa emocional;
  • Rinolalia – caracterizado pela ressonância nasal maior ou menor do que a do padrão correto da fala. Causado por problemas nasais como adenóide, fissura palatina, etc.
  • Problemas de fonação ou disfonias – mudanças no tom, timbre, intensidade e inflexão da fala que são funcionais;
  • Distúrbios de ritmos – produção repetitiva da fala, com sílabas, palavras ou conjunto de palavras;
  • Afasia – perda da capacidade de se comunicar mediante a fala, a escrita ou a mímica, em princípio por lesão cerebral ou anormalidade do sistema nervoso;
  • Anomia – incapaz de designar ou lembrar de nomes de objetos, ordens, limites, mais comum dos 2 à 3 anos de idade.

3 – Distúrbios da Leitura: os distúrbios de aprendizagem na leitura e da escrita são atribuídos por várias causas:

  • Orgânicas – cardiopatias, deficiência sensoriais;
  • Psicológicas – desajustes emocionais, por outro conceito negativo;
  • Pedagógicos – inadequação de ensino falta de estímulo na pré-escolar dos requisitos necessários à leitura e à escrita;
  • Sócio-culturais – falta de estimulação da criança que na fase pré-escolar, é falta de estímulo no lar;
  • Dislexia – distúrbios de aprendizagem de identificação dos sentidos, mesmo a criança apresentando inteligência normal, ela é relápsia, preguiçosa, sem vontade de aprender, demonstra insegurança e baixa apreciação de si mesmo;
  • Memória – dificuldade auditiva e visual de reter informações;
  • Orientação espaço-temporal – incapacidade de reconhecer direita e esquerda, ordens, etc;
  • Esquema corporal – conhecimento deficiente do seu esquema corporal;
  • Motricidade – distúrbios na coordenação motora ampla e fina, no equilíbrio e destreza manual;
  • Distúrbios topográficos – a criança é incapaz de compreender legendas, mapas, gráficos, globos, maquetes;
  • Soletração – profunda dificuldade de soletrar.

4 – Os Distúrbios da Escrita e da Aritmética:

  • Disgrafia – é a dificuldade em passar para a escrita o estímulo visível da palavra impressa;
  • Disortografia – dificuldade de transcrever corretamente a linguagem oral, confusão de letras;
  • Discalculia – dificuldade na matemática por várias causas: pedagógicas, disfunção do sistema nervoso, intelecto limitado;
  • Coordenação visomotora – a integração entre o movimento global do corpo com a visão.

5 – Distúrbios Psicomotores: distúrbios que tem ligação com problemas que envolvem a pessoa em sua totalidade;

  • Instabilidade psicomotora – mais complexo e causa uma série de transtornos, revelam instabilidade emocional e intelectual, falta de atenção e concentração;
  • Debilidade psicomotora – a criança apresenta sombrancelhas franzidas, cabeça baixa, problemas de coordenação motora e conduta;
  • Lateralidade cruzada – o mais comum deste distúrbio: mão direita dominante e olho esquerdo dominante – as crianças geralmente apresentam alto índice de fadiga, quedas freqüentes, coordenação pobre, atenção instável, problemas de linguagem;
  • Imperícias – dificuldades na coordenação motora fina quebra constante de objetos, letra irregular, movimentos rígidos;

6 – Distúrbios de Comportamento: São criados ou agravados por conflitos familiares, escolares, sentimentos de fracasso etc.

  • Autismo – caracterizado por uma interiorização intensa, desligamento do mundo real;
  • Agressividade – pelo convívio social, familiar, no ambiente escolar, no ímpeto emocional caótico e difuso;
  • Medo – a falta de segurança ou a falta de amor e proteção;
  • Fobia escolar – medo de ir à escola, mas o de ser abandonado quando for a mesma;
  • Ciúme – quando patológico, vem com ódio, pena, vingança, tristeza, culpa, vaidade, orgulho, medo, ansiedade, inferioridade;
  • Timidez – complexo de inferioridade cultivado;
  • Fantasia – espécie de fuga da realidade que a criança não deseja aceitar;
  • Negativismo – resistência exagerada, fingindo não ouvir, mostra vagarosidade em excesso para comer, tomar banho, etc;
  • Sexualidade – tornam-se distúrbios a partir da maneira como os adultos recebem e lidam com essas necessidades, apresenta ansiedade, reações impulsivas, deturpação da realidade, levando a criança a fantasiar a respeito;
  • Problemas familiares – reflete o desequilíbrio social e emocional das relações existentes na família, separação dos pais, morte dos pais, ou de figuras próximas, superproteção, vícios infantis;

Coma intervenção do psicopedagogo institucional e clinico, voltado para a prevenção que analisa a situação pedagógica e proporcionar um trabalho cooperativo com os educadores, e para a recuperação, ou seja, a psicopedagogia terapêutica voltada para a melhoria da aprendizagem da criança na sua concepção psicológica e emocional saudável.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ensinar é uma articulação necessária à determinação ideológica do ser humano, que age em função de construir resultados de modo planejado. Pois, a ação humana que projetam fins e estabelecem meios pode ser a maneira mais consistente do agir intencional do planejamento. Com o objetivo de coletivamente saber o que fazer e como fazer para o processo de ensino-aprendizagem dos alunos, observando também a particularidade metodológica de cada educador de cada discente, ou seja, a realidade de cada um.

A inclusão na Educação Infantil, Fundamental, Médio e Superior são direitos fundamentais, pois tanto as normas constitucionais como internacionais em que afeta diretamente a inclusão dos PNEEs, o sistema educacional deve ter a preocupação e agilidade para propor o pleno acesso dessa minoria na educação, propondo medidas que garantem os seus direitos, como cidadãos com direitos e deveres frente à comunidade, desempenhando a formação intelectual, moral e profissional para tornar pessoas críticas, reflexivas, respeitando a sua liberdade de ir e vir, no meio social, educacional e profissional no mundo da globalização, eliminando os preconceitos que é uma situação problema em que teremos que encontrar resoluções para amenizar ou erradicar os preconceitos da sociedade, pois é o que mais afeta PNEEs para o seu desenvolvimento cognitivo e social. Em que a exclusão os preconceitos torna-se mais fácil e de preponderância os hábitos educacionais da vida das pessoas de necessidades especiais a serem incluídos no mundo social, evitando assim o manejo das instâncias judiciais.

Contudo, a presença de profissionais especializados particularmente o psicopedagogo nas escolas da rede pública, possibilita a orientação pedagógica no ensino-aprendizagem, aos pais, diretores, supervisores no trabalho de inclusão, realizando adaptações estruturais, curriculares, com possibilidades de avaliar as dificuldades de cada criança excepcional e oferecer terapia ocupacional.

Portanto, na perspectiva do trabalho pedagógico escolar, o papel do psicopedagogo é um docente especial na escola, que tem objetivos preventivo e terapêuticos na sua ação pedagógica e clinico. É um trabalho voltado para a construção do conhecimento e bem estar educacional tanto do aluno quanto do professor. Pois, ele reflete sobre o ensino e aprendizagem, analisa, observa e faz o diagnóstico para que haja uma intervenção psicopedagógica para solucionar, amenizar ou corrigir situações problemas em sala de aula.

Assim, com o diagnóstico e a intervenção escolar, o psicopedagogo pode incentivar o professor e a escola, a repensarem o seu papel de docência frente às dificuldades de aprendizagens do alunado, comprometendo-se a mediar estratégias, metodologias, objetivos para reformular propostas das práticas avaliativas no âmbito escolar, com a meta de mudar a aprovação/reprovação dos alunos como uma arma, que muitas vezes, é um dos motivos para o fracasso escolar, ou seja, uma redefinição das práticas avaliativas, a correção de um método de repressão para ser utilizada como ferramenta pedagógica para a evolução psicológica, educacional e social do discente. Assim, o psicopedagogo precisa atuar em sala de aula juntamente com o docente, apoiando-o para amenizar os problemas familiares, sociais e solucionar as dificuldades educacionais da criança.

Na Psicopedagogia, sempre estamos a procura de mais conhecimentos e informações, uma troca de conhecimentos (feedback) em que discutir, pensar, refletir, planejar, questionar, repensar, estabelece consonância com nossas experiências didáticas, que tem maior significação e valor no andamento desde percurso profissional. Com a evolução comunicativa através da procura de mais informações é sinônimo de riqueza no nosso vocabulário com mais aprendizagem e conhecimento no nosso currículo educacional e profissional. Linguagem refinada esta que nos objetiva aprofundar na nossa comunicação e entendimento com um poder de persuasão de clareza e determinação no que falamos e uma visão crítica vigente no paralelo real da sociedade em que vivemos atualmente.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/psicopedagogia-intervencoes-na-educacao-inclusiva-5450205.html

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    educacao

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    criancas

    Comentar sobre o artigo

    No presente trabalho abordar-se-á a temática polêmica e delicada na sociedade atual, o direito à educação de pessoas que possuem algum tipo de deficiência, seja ela visual, auditiva, genética, mental, física, entre outras. No contexto escolar constantemente presencia-se cenas de descaso, marginalização e discriminação de crianças portadoras de necessidades educacionais especiais e/ou deficientes.

    Por: SIMARA SEBASTIANA DA SILVSl Educação> Educação Infantill 10/12/2012 lAcessos: 75
    ANGELA DA SILVA SOARES

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    Por: ANGELA DA SILVA SOARESl Educaçãol 29/07/2009 lAcessos: 17,803 lComentário: 1

    No país inteiro vem acontecendo uma série de discussões a respeito do que seria a Inclusão e o Sistema de Ensino tentando se adaptar a essa nova realidade. A educação inclusiva embora tenha sido bandeira da educação especial, não implica somente em incluir o portador de deficiência no sistema regular de ensino. Diz respeito a um sistema educacional que dê respostas educacionais com qualidade ao conjunto das pessoas.

    Por: andreial Educação> Ensino Superiorl 28/08/2013 lAcessos: 135
    Andre Benitez

    Este artigo tem como finalidade analisar as situações que envolvem aprendizagem, diversidade, inclusão, e o significado do programa Escola da Família, desenvolvido aos finais de semana em escolas estaduais no estado de São Paulo que se localizam em areas de altas taxas de criminalidade e desigualdade socio-economica. A proposta é direcionada também a compreender a importância deste projeto para crianças, adolescente e a comunidade envolvida

    Por: Andre Benitezl Educaçãol 13/10/2009 lAcessos: 903 lComentário: 1
    Natália de Souza Cardoso

    O artigo abordou como tema "a inclusão de crianças com síndrome de Down na educação física, com o propósito de mostrar à sociedade de que essas crianças são capazes de participar das aulas de educação física, apesar de todos os problemas que enfrentam no decorrer de sua vida.

    Por: Natália de Souza Cardosol Educação> Educação Infantill 22/08/2011 lAcessos: 1,616
    Fábia Utsch

    No presente estudo tratei da inclusão apresentando o significado da palavra e trouxe o termo para a educação: escola e educação inclusiva. O termo inclusão se aplica em diversas situações e um cuidado especial precisa ser tomado para dar verdadeiro sentido à palavra na educação, pois se trata de aplicar o termo com pessoas. A partir dessa compreensão apresento algumas orientações para a inclusão na educação infantil.

    Por: Fábia Utschl Educação> Educação Infantill 28/11/2012 lAcessos: 125
    Telma Lobo

    Há uma crescente mobilização no Brasil a favor da inclusão dos portadores de necessidades especiais na rede de ensino. Isto exige mudanças de atitudes não só de professores, mas de toda comunidade escolar assim como da sociedade em geral. Porém, para que isso aconteça é preciso reconhecer, questionar e romper com preconceitos ainda existentes na sociedade, estimulando o acolhimento e o respeito às crianças e jovens com necessidades especiais.

    Por: Telma Lobol Educaçãol 15/01/2011 lAcessos: 11,106 lComentário: 1
    Inez Kwiecinski

    A inclusão ou integração de crianças com necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino é uma realidade imposta por várias diretrizes de políticas educacionais, porém ainda persistem muitas dúvidas e impasses sobre como deve ser o processo de escolarização desses alunos. Os portadores da Síndrome de Down são crianças que merecem especial atenção, a educação dessas crianças é um processo complexo e requer adaptações e, muitas vezes o uso de recursos especiais.

    Por: Inez Kwiecinskil Educação> Educação Infantill 25/01/2011 lAcessos: 4,381 lComentário: 1
    Aline Pereira Dutra Santana e Sabrina Celestino Soares, Orientadora: Profª. Ms. Josiane Fujisawa Filus

    Este artigo faz uma reflexão sobre a história da educação escolar de pessoas em condição de deficiência no Brasil. Analisamos o final do século XVIII até as atuais discussões sobre o processo inclusivo. Observamos que os conceitos de deficiência e a ênfase na limitação da pessoa acompanharam os educadores no decorrer dos anos e têm influenciado a prática deles até hoje. Concluímos que uma educação de qualidade a todos ainda não é uma realidade, mas é preciso o trabalho de todos para que aconteça

    Por: Aline Pereira Dutra Santana e Sabrina Celestino Soares, Orientadora: Profª. Ms. Josiane Fujisawa Filusl Educaçãol 04/11/2009 lAcessos: 2,737 lComentário: 6

    Neste artigo apresentamos os resultados da pesquisa realizada na instituição Chácara Sorriso, na cidade de Patrocínio Paulista, na Av. Ronan Rocha. Onde destacamos a importância da música na aprendizagem e desenvolvimento sócio cultural da criança e do adolescente. O nosso objetivo foi trabalhar com a música, levando em conta aspectos histórico e sócio cultural, com o intuito de levar às crianças e aos adolescentes da instituição uma reflexão de cada música e do que elas representam em suas vida

    Por: Josianel Educação> Educação Infantill 28/09/2014
    Zilda Ap. S. Guerrero

    A prática pedagógica do ensino de Ciências nas fases iniciais á formação autoral dos alunos como protagonistas de projetos vinculados á harmonia entre o homem e natureza de forma a construir um perfeito equilíbrio entre ambos. Portanto, as aulas de Ciências devem destacar o caráter de empresa vital, humana, fascinante, indagadora, aberta, promoção da argumentação criativa e analítica, a fim de comprovarem a veracidade da atividade científica, ou discordarem, promovendo teses, novos experimentos.

    Por: Zilda Ap. S. Guerrerol Educação> Educação Infantill 28/09/2014
    Fagner Vieira

    Muito se fala sobre elas, sobre vestibulinho, curso técnico, empregabilidade e etc. Mas você sabe quanto ganha um técnico? Sabe como e onde se inscrever numa ETEC? Este artigo reúne em nove tópicos, todas as informações sobre vagas, vestibulinhos e resultados de provas. Aqui você também vai encontrar links, a unidade mais próxima de você e estatísticas.

    Por: Fagner Vieiral Educação> Educação Infantill 27/09/2014

    No presente artigo apontaremos a indisciplina na Educação Infantil pelos docentes como um dos principais obstáculos ao trabalho pedagógico. O objetivo deste trabalho é tentar resgatar alguns aspectos da postura do professor em relação à manipulação e a falta de limites das crianças. Definir limites com os alunos, deixar claro o que é possível ser feito e em que situações eles poderão ser cobrados só auxilia em seu crescimento pessoal e em suas atividades estudantis.

    Por: Sandra Maria dos Reis Bernardol Educação> Educação Infantill 26/09/2014

    O presente artigo discute a importância da participação da família no processo educacional da criança na Educação Infantil. O artigo desenvolvido tem como objetivo discutir a importância da família na educação da criança, tanto no ambiente social da escola como no ambiente familiar, focalizando assim, o papel da família nesse processo.

    Por: Sandra Maria dos Reis Bernardol Educação> Educação Infantill 26/09/2014

    A Literatura Infantil é uma prática interdisciplinar que está relacionada com outros modos de expressão (o movimento, a imagem, a música) que formam a bagagem comunicativa da criança desde os seus primeiros anos. Este trabalho traz como tema "A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL" e tem como objetivo compreender a importância da contação de histórias na Educação Infantil como incentivo a leitura, auxílio na aprendizagem e no desenvolvimento integral da criança.

    Por: Sandra Maria dos Reis Bernardol Educação> Educação Infantill 26/09/2014

    As leis que regem a Educação no Brasil prevê que aqueles que possuem algum tipo de deficiência devem ser incluídos nas salas de aula tidas como "normais". No entanto, será que estamos preparados para recebermos esses alunos?

    Por: Sanbial Educação> Educação Infantill 25/09/2014

    Muito se fala do poder da literatura - e de como a escola é um lugar privilegiado para estimular o gosto pela leitura. E todos os especialistas concordam que, num pais como o Brasil, a escola tem um papel fundamental para garantir o contato com os livros desde a primeira infância: manusear as obras, encantar-se com as ilustrações e começar a descobrir o mundo das letras.

    Por: Jania Gasques bordonil Educação> Educação Infantill 22/09/2014
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