Quando letras e sons se tornam obstáculos na alfabetização

Publicado em: 22/04/2011 | Acessos: 6,056 |

AUTORES: Vilma da Silva e Geraldo Francisco dos Santos (orientador)

 

INTRODUÇÃO

 

O processo de alfabetização é entendido como aquisição e apropriação do sistema da escrita alfabética e ortográfica pelo sujeito. Trata-se de algo complexo e que envolve todo seu ser, não apenas cognitivamente, mas emocional, corporal e socialmente. O processo de alfabetização abrange muitos fatores e quanto mais informado estiver o professor de como se dá o processo de aquisição do conhecimento e de como a criança se coloca em termos de desenvolvimento emocional, mais condições terá em conduzir, de forma agradável e produtiva, o processo de aprendizagem.

Durante a alfabetização a criança deve tomar consciência dos fonemas, ou seja, conhecer as correspondências letras-sons, dominar as regras que norteiam estas correspondências para a leitura e a escrita. No entanto, o perfeito domínio desses primeiros passos, garante, ao longo da estrada, uma vantagem na aquisição de novas palavras e novos contextos e conduz ao sucesso quanto a um dos objetivos da leitura: a compreensão.

Para aprender o mistério das letras, a criança precisa perceber que aquele som contínuo que ela ouve é representado na escrita por palavras separadas, por espaços em branco, com vírgulas e ponto final e que as palavras são compostas de pequenos pedacinhos - os fonemas -, que em sua maioria não são pronunciados isoladamente. E o que falar dos grafemas que representam os sons da fala? Se perguntarmos a uma criança pequena quantos sons tem as palavras menino, mesa e cadeira; ela pode nos responder: três, dois...

A escrita representa por meio de letras os fonemas, mas nem sempre a um fonema corresponde uma única letra. É difícil para uma criança tomar consciência do fonema, isso porque, ninguém fala fonema separadamente. Se uma criança lê bem, adquire novas palavras e pode entender melhor o que lê, mas se para ela é difícil saber as correspondências grafema-fonema, o processo de decodificação é lento e custoso comprometendo todo o processo de compreensão do texto; assim, pequenas dificuldades podem gerar grandes obstáculos.

O tipo de pesquisa realizada configurou-se como autobiográfica, que, segundo Gaspar "As narrativas (auto)biográficas podem possibilitar a análise das singularidades de professores, as formas como esses se constituíram e como se relacionam consigo e com os outros nos espaços escolares" (2010, p.135). E conforme argumenta Dominicé

 O saber da formação provém da própria reflexão daqueles que se formam. (...) a análise dos processos de formação, entendidos numa perspectiva de aprendizagem e mudança, não se pode fazer sem uma referência explicita ao modo como um adulto viveu as situações concretas do seu percurso educativo. (apud NÓVOA, 1995, p. 24).

Sendo assim, há uma participação real do pesquisador na vida da comunidade, do grupo ou de uma situação determinada. Nesse caso, não estive simplesmente "olhando" o que acontecia no processo de alfabetização mas observando com um olhar crítico em busca de certos acontecimentos específicos nos quais as letras e sons podem ou não se tornarem obstáculos para as crianças se alfabetizarem. Esta forma de pesquisar tem como principal vantagem a possibilidade criar uma reflexão sobre a própria prática pedagógica, abrindo espaço para auto-críticas e a viabilização de novos procedimentos.

Em consonância com a abordagem autobiográfica foi utilizado um estudo de caso como método de investigação. Evidencia-se como um tipo de procedimento que tem sempre um forte cunho descritivo. Segundo Gil (2002) consiste no estudo profundo e exaustivo de um objeto, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento, tarefa praticamente impossível mediante outros delineamentos já considerados.

No que se refere a esta pesquisa, o caso investigado foi um grupo de crianças de 04 a 06 anos de idade que estão em processo de alfabetização na Escola Municipal D. Isabel Brandão Vilela, na cidade de Salvador-Bahia.

Na estrutura textual deste artigo, primeiramente, se apresenta conceitos de alfabetização, grafema e fonema; faz uma explicação da evolução da alfabetização assim como o som das letras; a escrita e a fala de acordo com os PCNs e a relação entre letras e sons da fala. No segundo momento, se aborda a etapa do processo de aprendizagem das letras e sons; explica-se como a criança aprende a desenvolver a leitura das palavras; consciência fonológica; nível pré-silábico e nível-silábico. No terceiro momento se diz o porquê letras e sons são obstáculos para a escrita da criança e como o professor alfabetizador deve mediar as dificuldades das crianças; e a análise dos resultados obtidos.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

ALFABETIZAÇÃO

As autoras Emilia Ferreiro (2001) e Magda Soares (2003) trazem suas concepções que permite entender as razões que levam as crianças à representação da linguagem como código de transcrição gráfica das unidades sonoras, isso por que, ser alfabetizado, isto é, aprender a saber ler e escrever, tem se revelado condição insuficiente para responder adequadamente às demandas atuais.Há pouco tempo, bastava que a pessoa soubesse assinar o nome, hoje, saber ler e escrever de forma mecânica não garante a uma pessoa interação plena com os diferentes tipos de textos que circulam na sociedade. É preciso ser capaz de não apenas decodificar sons e letras, mas entender os significados e usos das palavras em diferentes contextos.

           A preocupação com o analfabetismo funcional (terminologia que a Unesco recomendara nos anos 70, e que o Brasil passou a usar somente a partir de 1990, segundo a qual a pessoa que  apenas sabia ler e escrever, sem saber fazer uso da leitura e da escrita) levou os pesquisadores ao conceito de "letramento" em lugar de "alfabetização". O conceito de alfabetização tornou-se insatisfatório. Soares argumenta que

Tem-se tentado, ultimamente, atribuir um significado demasiado abrangente à alfabetização, considerando-a um processo permanente, que se estenderia por toda a vida, que não se esgotaria na aprendizagem da leitura e da escrita.

É verdade que, de certa forma, a aprendizagem da língua materna, quer escrita, quer oral, é um processo permanente, nunca interrompido. (2003.p.15 )

 Até muito recentemente, considerava-se que a entrada da criança no mundo da escrita se fazia apenas pela alfabetização, pelo aprendizado das "primeiras letras", pelo desenvolvimento das habilidades de codificação e de decodificação.

Em meados dos anos 1980, as concepções psicológicas, lingüísticas e psicolingüísticas de leitura e escrita vêm mostrando que, se o aprendizado das relações entre as letras e os sons da língua é uma qualidade do uso da língua escrita, esse uso também é uma condição da alfabetização ou do aprendizado das relações entre as letras e os sons da língua.

Ferreiro (2001) afirma que a escrita infantil segue uma linha de evolução surpreendentemente regular, através de diversos meios culturais, situações educativas e de diversas línguas. Podendo ser distinguidos grandes períodos no interior dos quais cabem múltiplos subdivisões: A consciência fonológica; que consiste na capacidade para focalizar os sons da fala, independente do sentido. Pode ser desenvolvido por meio de exercícios, produzindo um impacto positivo na aprendizagem da leitura e da escrita das línguas que utilizam a ortografia alfabética, como o português. Para reconhecer o grau de consciência fonológica da criança alguns indicadores são as habilidades de identificar o número de silabas das palavras e de reconhecer rimas e aliterações (silabas que se repetem no inicio de uma serie de palavras).  

E também a "consciência fonêmica" que é um aspecto particular da consciência fonológica: consiste na habilidade de perceber as unidades mínimas da fala, ou seja, os fonemas. Cada palavra falada é formada por uma serie de fonemas, representada na escrita pelas letras do alfabeto, e a percepção destes é desenvolvida no processo da alfabetização.

Segundo Luis Carlos Cagliari (1998) o papel do aprendizado escolar na sociedade contemporânea é um exemplo da interdependência complexa das mudanças biológicas e socioculturais que intervêm no desenvolvimento da criança. Quando existem dificuldades no aprendizado, as causas devem ser buscadas tanto na escola quanto na família, não se limitando ao exame mental da criança. Segundo Soares ( 2003) "...a alfabetização é um processo de representação de fonemas em grafemas..."( p. 16). Por isso mesmo, no próximo tópico, se busca compreender o conceito de grafema.

 GRAFEMA

 As letras têm de ser identificadas pelas crianças e colocadas em ordem correta. Este processo não é tão simples como parece, pois o aprendizado da leitura e escrita pela criança depende da capacidade de distinguir os símbolos do alfabeto em ordem correta da ortografia da língua e da capacidade de reconhecer sons individuas na ordem correta, formando palavras. Sendo assim a unidade sonora a que diz respeito ao assunto de letras e sons são os fonemas e os grafemas.

Ferreiro (2001) e Soares (2003) afirmam que por estar aprendendo a ler e escrever na etapa inicial da escolarização, a precaução e o esforço se aplica em entender e decifrar o código alfabético, compreender o que significam esses sinais que chamamos de letras. Portanto, a alfabetização se desenvolve por meios de práticas sociais de leitura e escrita, isto é, através de atividades de letramento, e este, só se pode desenvolver no contexto da aprendizagem das relações fonema-grafema. Isto porque, antes de aprender a ler e escrever as crianças precisam ter consciência de como os sons funcionam nas palavras.

Precisam compreender que as palavras são feitas de sons, os fonemas, que são a menor unidade de som dentro da linguagem, de cada parte da palavra. Com isso as crianças não reconhecem os fonemas individuais, não conseguem perceber e reconhecer os pedaços de sons que formam a palavra, somente conseguem ouvir o som da palavra inteira e essa aprendizagem comprovadamente está associada ao processo de decodificação em dependência da alfabetização, ou seja, a criança começa por descobrir que cada parte da palavra escrita (suas silabas) tem vários significados, ou seja, sons.

FONEMA 

 Utiliza-se o fonema com naturalidade na comunicação, mas é difícil dizer em que medida os falantes têm uma consciência natural deles. O que se pode dizer é que essa consciência se firma principalmente durante a alfabetização em sistemas fonológicos de escrita. É durante a aquisição da escrita que se aproxima e se entende os fonemas, como nos sistemas fonológicos o grafema geralmente corresponde a um fonema, o alfabetizado passa a entender com clareza essas unidades mínimas da fala.

 A consciência dos fonemas requer, portanto, aprendizado cultural. A história da escrita nos mostra o longo e árduo caminho percorrido até se chegar a sistemas consistentes de escrita fonológica. Isso oferece uma idéia do esforço envolvido no processo de compreensão do fonema. Fonema é o módulo abstrato mínimo da fala em nível de significante.

São os fonemas que nos permitem reconhecer a mesma frase na fala das várias pessoas que participaram da experiência. Há uma abstração considerável no reconhecimento de fonemas. Para se chegar a eles tem-se que entender todas as características circunstanciais dos sons da fala e se deter no essencial, no conjunto necessário e suficiente de características que estabelecem os fonemas.

 

A ESCRITA E A FALA DE ACORDO COM OS PCNs

 De acordo com os PCNs a fala e a escrita são duas modalidades pertencentes ao mesmo sistema lingüístico: os sistemas da Língua Portuguesa, existem entre elas diferenças estruturais, porque diferem nos seus modos de aquisição, nas suas condições de produção, transmissão, recepção e uso, e nos meios pelos quais os elementos de estrutura são organizados.

Ferreiro (2001) não propõe práticas pedagógicas nem técnicas metodológicas, mas sim, uma maneira diferente de ver a criança e entender seus erros – anteriormente considerados absurdos – como uma demonstração do seu grau de conhecimento e como um pré-requisito para chegar ao acerto. A criança busca a aprendizagem na medida em que constrói o raciocínio lógico. O processo evolutivo de aprender a ler e escrever passa por níveis de conceitualização que revelam as hipóteses a que chegou a criança. Conforme os PCNs

 Para aprender a ler e escrever é preciso pensar sobre a escrita, pensar sobre o que a escrita represente e como ela represente graficamente a linguagem.

Algumas situações didáticas favorecem especialmente a analise e a reflexão sobre o sistema alfabético de escrita  e a correspondência fonográfica. São atividades que exigem uma atenção à análise__tanto quantitativa como qualitativa__da correspondência entre segmentos falados e escritos. São situações privilegiadas de atividade epilinguistica, em que, basicamente, o alunoprecisa:

  • ler, embora ainda não saiba ler; e
  • escrever, apesar de ainda não saber escrever.

( 2000. p.82)

 

Então, a questão equivocada de que a escrita é derivada e a fala é primária deve ser desmistificada, uma vez que a escrita não consegue reproduzir muitos dos fenômenos da fala: prosódia, gestualidade, movimento do corpo, olhos , mímicas e etc.. Em contrapartida a escrita apresenta elementos significativos próprios para sua representação: parágrafos, tipos de letras, pontuação, grafia alfabética. Ambas possuem um mesmo sistema lingüístico que permitem a construção de textos em diversas variedades lingüística. Segundo Luiz Carlos Cagliari ( 2002) "A lingüística é o estudo cientifico da linguagem. Está voltada para a explicação de como a linguagem humana funciona e de como são as línguas em particular..." (p.42) 

Vale destacar que os pressupostos teóricos que estão embasados na concepção da lingua como forma de interação social que orientam esta pesquisa concordam com a  abordagem dos PCNs de língua Portuguesa, isso por que, muito se tem discutido como trabalhar a oralidade na sala de aula. Se a função da escola não é ensinar o aluno a falar, visto que ele já é um falante da língua. Assim o ensino deve levar o aluno a adquirir um grau de letramento que possibilite desenvolver habilidades de linguagem e mostrar a grande variedade de usos da fala.

A consciência de que a oralidade tem um papel relevante para a aquisição da língua escrita é afirmada também pelos PCNs, tanto no ensino fundamental como no ensino médio. Antes de ensinar a ler e escrever, é preciso saber o que os alunos esperam da escrita e da leitura para depois o professor programar as atividades adequadamente.

Com relação à leitura é importante destacar a diferença entre ler e soletrar, são duas conquistas que as crianças têm mais ou menos ao mesmo tempo, mas que assimilam  de modo diferente, isto porque ler está associado a reconhecer uma palavra enquanto soletrar é uma questão de reprodução, deste modo quando nos deparamos com uma língua desconhecida, somos capazes de reproduzi-las e soletrar, mas não lemos adequadamente na maioria das vezes.

 

RELAÇÕES ENTRE LETRAS E SONS DA FALA

 A alfabetização trata da questão gráfica, ou seja, a relação entre as letras e os sons da fala. O casamento entre letras e sons nem sempre é monogâmico, o modelo ideal do sistema alfabético é o de que cada letra corresponda a um som e cada som a uma letra, mas essa relação ideal só se realiza aos poucos.

Na verdade temos poucos casos de correspondência biunívoca entre som da fala e letras. Chama-se de correspondência biunívoca aquela em que um elemento de um conjunto corresponde a apenas um elemento de outro conjunto, ou seja, é de um para um a correspondência entre os elementos, em ambas as direções.

As letras, ao contrário, combinam-se de maneiras diferentes formando sons diferentes, dependendo assim do lugar que ocupam na palavra. Um exemplo citado é a letra "l", que em "lata" tem o som de l, mas em "jornal" tem o som da letra "u".

Essas diferenças provocam certas dúvidas no alfabetizando, que pensa que a letra "l" somente tem som "l", a letra "u" tem som de "u", pois é assim que deveria acontecer. O educador que estiver alfabetizando deve ser cauteloso quando quanto as essas particularidades de sons e letras, para saber como repassar ao alfabetizando essa relação.

Ferreiro (2001) e Soares (2003) ao estudarem o desenvolvimento da língua escrita dentro de uma abordagem epistêmica e psicolingüística explicam como a criança constrói e compreende o sistema alfabético da escrita. Segundo as autoras, as passagens pelos estágios pré-silábico, silábico e alfabético se dá pela descoberta de que a escrita tem relação com a fala. No entanto, não caracterizam com clareza como a criança constrói suas hipóteses após sua elaboração alfabética de escrita, já que para que a criança possa evoluir para construções ortográficas é necessário perceber que a escrita não é fiel à sua oralização.

As relações entre os sons da fala e as letras do alfabeto são encontradas em três tipos: relação de uma para um, onde cada letra com seu som e cada som com sua letra; relações de um para mais de um, determinadas a partir da posição, onde cada letra com um som numa posição e cada som com uma letra numa posição, e, relações de concorrência, onde mais de uma letra para o mesmo som na mesma posição. Há que se dizer que existe uma gradação entre essas relações.

Apesar de nosso sistema ser de base alfabética, são poucos os casos em que essas regularidades acontecem, uma vez que, tais regularidades presentes na ortografia do português são mais complexas, exigindo dos alunos, análise das correspondências grafo-fonêmicas e de tonalidade das vogais, como também a análise da morfologia e da sintaxe.

Muitas crianças não compreendem os sons que compõem as palavras porque estão presas ao significado, dessa forma, as primeiras dificuldades da criança na escrita correta é conceber as palavras enquanto seqüência de sons independentes de seu significado. Porém, a outra grande dificuldade são as múltiplas representações de um mesmo som pelas letras. A escola deve colaborar na aquisição da escrita correta provocando reflexões sobre a língua, relacionando ortografia e significado.

Creio que um dos pontos-chave para professores e estudiosos da área de lingüística é a atuação frente aos problemas relacionados a dificuldade das crianças em compreender os sons das palavras. A intervenção nas dificuldades de aprendizagem de leitura ocorre em diversas fases que variam conforme a possível origem do problema aquisitivo.

Através do estudo dos processos que envolvem a aquisição da leitura podemos distinguir três tipos de problemas significativos na aprendizagem de leitura: as crianças que encontram dificuldades para aprender a ler, as crianças que lêem de forma passiva e as crianças que têm dificuldades na compreensão.

Considerando tais fatos, muitos estudiosos como Ferreiro (2001) e Soares (2003) aborda na aprendizagem de leitura um conjunto de fatores cognitivos, sociais e pedagógicos, levando em consideração as singularidades do código alfabético e os componentes utilizados nas atividades leitoras. Essa clareza cognitiva encara como aquisição de uma habilidade e aprendizagem de leitura, igualando a situação à destreza de apreensão de qualquer aprendizado.

Muitas crianças chegam à escola com o que se pode chamar de "confusão cognitiva", ou seja, um estado de não-compreensão e diferenciação tanto das propriedades formais de escrita como dos objetivos da leitura. É esse estado de confusão, quando evoluído, que gera boom da aprendizagem leitora, pois assim as crianças vêem de forma mais clara os conceitos funcionais e as características alfabéticas da linguagem escrita.

O ato de ler implica a síntese de operações centradas sobre a identificação dos segmentos gráficos de um texto. Isto significa dizer que para compreensão e aprendizagem da leitura faz-se necessário que a criança aprenda as relações entre as letras, as silabas e as palavras no corpo do texto estudado, considerando os aspectos interativos, heterogêneos e estratégicos que envolvem a linguagem.

Identificar o suporte e o tipo da escrita; interrogar o conteúdo do texto; explorar uma quantidade de escrita portadora de sentido; identificar formas gráficas; reconhecer globalmente palavras; antecipar elementos sintáticos e semânticos; organizar logicamente os elementos identificados; reconstruir o enunciado e memorizar o conjunto de informações semânticas são as oito operações cognitivas que circundam o ato de ler.

Muitas são as falhas na escrita, que podem ser agrupadas em três ordens, decorrente a primeira quando a aprendiz ainda está na fase de dominar as capacidades prévias da alfabetização, cometendo as falhas na leitura lenta, com soletração de cada sílaba, escrita com repetição de letras; a segunda falha é acometida quando a aprendiz pronuncia ao ler, cada letra escandindo-a no seu valor central, e na escrita faz uma transição fonética da fala, enquanto a terceira ordem de falha se limita o aprendiz a trocar letras concorrentes, como por exemplo, o "s" pelo "z". Quando se constata que o aprendiz ainda comete falhas de segunda ordem é que ela não está alfabetizado. Somente será considerado alfabetizado o aprendiz que comete falhas de terceira ordem.

 Quanto à metodologia, são considerados dois métodos de alfabetização, quais são: método sintético, que consiste em mostrar a letras, ensinar suas correspondências com os sons e depois compor as sílabas e palavras, e método analítico que mostra primeiro as palavras e ensina a identificar nelas a correspondências entre os sons e as letras.

 Outro saber que implica numa capacidade fundamental, a competência grafonética, é o de decodificação. Decodificar além de requerer o desenvolvimento da reflexão e manipulação sobre a língua oral, considerando o sistema de escrita alfabético, exige também, o conhecimento dos valores fônicos das letras e suas combinações.

 

ETAPAS DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DAS LETRAS E SONS

 

CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA 

 

Consciência fonológica esta relacionada à capacidade da criança entender, de forma clara, que os sons associados às letras são os mesmos da fala e que esses podem ser mudados, ou seja, quando a criança entende as características formais da linguagem, pois estas consciências desempenham um papel importante na aquisição da escrita e leitura das palavras na criança. Portanto, a consciência fonológica se refere à habilidade de perceber os sons do discurso, independentemente dos seus significados.

 

NÍVEL PRE-SILÁBICO

 

Esta fase é conhecida como a fase da imitação da escrita dos adultos, ou seja, as crianças registram garatujas ou desenhos sem nenhum entendimento visual e em seguida vai aprimorando suas configurações com a convivência do mundo que propõem uma estimulação lingüística.

As disponibilidades de materiais gráficos existentes na escola e no âmbito familiar estimulam o raciocínio e a imaginação, pois estes, materiais são grandes aliados para a criança começar a rabiscar e a experimentar símbolos que imitam a escrita. Com estas estimulações elas começam a registrar letras misturadas com números, nomes escritos com quantidades de letras e demonstram equilíbrio ao pegar no lápis, utiliza seus conhecimento sobre o seu cotidiano para escrever ( bolinhas, riscos, pedaços de letras).

 

NÍVEL SILÁBICO

 A criança quando chega ao nível silábico sente-se confiante a respeito da escrita pois ela começa  a escrever com mais lógica para seu entendimento, utilizando apenas uma letra para representar uma palavra que para os olhos dos adultos ainda esta confuso  mas aos olhos do aluno parece claro, pois ele pensa que escreveu certo a palavra que ainda esta distorcida. A criança pode por exemplo escrever bola como: IB ou GO, acreditando ele que resolveu o problema da escrita, mas que na verdade não tem o significada desejado.

 

LETRAS E SONS: OBSTÁCULOS PARA A ESCRITA

 ESCOLA - CAMPO

 O local utilizado para fazer a pesquisa foi a escola Municipal D. I. B. V. localizada em Salvador Bahia. A escola teve suas atividades educativas iniciadas em 1979. 

A escola possuía 04 salas de aula, 01 cantina, 04 sanitários, 01 pequeno espaço que serve de secretaria e sala de direção. Hoje, a escola oferece ensino do 1º ao 5º ano para  390 alunos, nos turnos matutino e vespertino, com crianças de 06 a 14 anos. Tem como nota classificatória no IDEB de 3,9.

 

A SALA DE AULA PESQUISADA

 A sala de aula na qual realizou-se a pesquisa foi a turma de 1° ano do ensino fundamental, com 26 alunos, cuja regente foi a própria pesquisadora, estudante de  Pedagogia do 8° semestre pela Faculdade Social. Desse total, os que mais apresentavam dificuldades com as letras e sons somam-se 16, por isso, durante as aulas meu foco de pesquisa foram esses alunos, porque os 10 restantes tinham melhor desenvolvimento em compreender as letras e sons.

Durante as minhas aulas na escola Municipal D. Isabel Brandão Vilela percebi que as crianças tinham muitas dificuldades em compreender e conhecer o som das palavras, por isso no inicio das aulas, sobre o determinado assunto, fiz uma longo explicação para conscientizar os alunos de que existem diferentes usos de linguagem e que há necessidade de adequar sua linguagem  à situações de comunicação.

Durante esses dois meses de pesquisa o assunto proposto foi trabalhado em sala de aula de segunda a quinta- feira, visto que, a disciplina Português era um matéria indispensável para todos os dias da semana, exceto sexta-feira que era o dia da recreação. Com isso, nesses dias, eu explicava e revisava as letras e os fonemas.

Trabalhei muito com literatura infantil. Os alunos adoravam o momento da leitura onde eu contava e dramatizava as historinhas e eles imaginavam e ficavam quietos observando a leitura, após a qual, perguntava para os alunos o nome dos personagens, objetos citados etc.

Em seguida, explicava como se escrevia a palavra, letra por letra; comparava o número de fonemas com o número de letras na lousa fazendo pausas para focar nos segmentos sonoros, sempre indagando qual a palavra que se parece com essa, fazendo com que eles observassem que existem palavras parecidas, porém com som diferente. Pois o professor deve procurar formas com que as crianças notem os fonemas, sua existência e possibilidade de separá-los.

A capacidade de refletir sobre a composição sonora da fala bem como entender suas partes estruturais, a consciência fonológica, está intimamente relacionada à aprendizagem da leitura e escrita, então a literatura e as brincadeiras são fortes aliadas para o desenvolvimento da aprendizagem da criança. Deve-se compreender que, quanto mais à criança associar a leitura e a escrita com atividades úteis e que lhe dêem prazer, maior será o seu desejo de aproximar-se delas, maior facilidade ela terá de aprendizado.

Com isso, minhas aulas muitas vezes eram voltadas sempre para o lúdico para estimular ainda mais o aprendizado entre os alunos. No decorrer das aulas trabalhei com gravuras das palavras relacionando figuras com seus nomes, para auxiliar na fixação do som, onde eu relacionava palavras simples, fazia uma rodinha e começava a explicar porque tal palavra se escreve assim e outras não? Qual o som mais forte de cada palavra?

O contacto com o material impresso, o "ver ler" e escrever desafiam a criança a procurar entender o que é a escrita, para que serve, como é que funciona. E a criança, como ser pensante que é, vai levantado hipóteses explicativas que, num primeiro momento são adaptadas e repõem o equilíbrio, mas que, num segundo momento se podem mostrar desadaptadas "exigindo" outras hipóteses mais aceitáveis.

A colaboração do professor no aprendizado da leitura e escrita provocando reflexão sobre a linguagem no aluno, comparando ortografia e significado traz para o aprendiz melhor compreensão e fixação de determinados assuntos, portanto, o desenho e a linguagem contribui evoluindo paralelamente ao desenvolvimento cognitivo da criança.

Com o passar das aulas fui aumentando o grau de dificuldade, entre as atividades propostas em sala de aula, isso por que, os alunos já tinham um pouco de entendimento do valor sonoro das palavras. Mostrei para os alunos os vários sons do "S" explicando que o fonema /s/ é o que apresenta mais possibilidades de representação na nossa escrita e que podemos representá-lo de oito formas diferente, como nas palavras sala, casa, osso, excesso.

Trabalhei com palavras parecidas, porém, com som e significados diferentes, para que assim, elas conseguissem diferenciar o som de cada palavra  e relacionar a classe de palavras devida, como por exemplo  "s" com som de "z, c, ss, xc, ç, x"...Após a explicação eu fazia atividade proposta pelo livro didático com determinado assunto.

Esse assunto/aula foi uma das mais difíceis para o entendimento dos alunos com dificuldade, pois tive que explicar e mediar inúmeras vezes e individualmente cada aluno, pois na hora de resolver as atividades do livro eles se perdiam ao classificar o som do "S" nas classe indicadas e ficavam eufóricos para compreender a atividade.

Após um mês de pesquisa notei que as dificuldades ainda eram muito freqüentes, pois a cada assunto explicado alguns alunos tinham a compreensão rápida e outros apresentavam ainda dificuldade em entender o que se passava. Mas tinha a compreensão de que cada criança tem o seu ritmo próprio de desenvolvimento, seguindo etapas como marcos gerais de desenvolvimento.

Toda essa dificuldade foi compreendida por mim, pois as crianças como estavam no 1° ano do ensino fundamental, tudo que se passava em sala de aula referente a certos assuntos eram novos, pois tinham crianças que nunca tinham freqüentado a escola, tendo sua primeira experiência com as letras convencional neste período de alfabetização.

Muitas vezes, quando eu fazia "ditado de palavras", o aluno escrevia as palavras faltando letras ou com letras demais, isso por que, elas associam a palavra ao seu tamanho original ou até mesmo ao seu som, como por exemplo: "apito", "mesa", "elefante" elas escrevem "apto", "mas", "lefate"...Dessa forma, estava atenta no desenvolvimento da linguagem expressiva e receptiva da criança no período da alfabetização.

Durante os dois meses de pesquisa, as atividades eram xerocadas do livro didático ou no próprio caderno, os assuntos e atividades feitos na aula eram revisados como atividades para casa, mas muitas vezes, essas atividades voltavam sem fazer, dificultando ainda mais a assimilação da criança. 

 

O PAPEL DO PROFESSOR: MEDIADOR NAS DIFICULDADES DAS CRIANÇAS

 O papel do professor é tão importante para o desenvolvimento intelectual da criança, isso por que, essa mediação poderá ser o início de um rico processo de aquisições ou o término de uma vida escolar pautada no insucesso, cujas marcas estarão presentes em toda a vida escolar da criança.

Mas, se por um lado, a mediação docente pode dificultar a alfabetização da criança, por outro, ela também poderá favorecer essa importante construção. Ferreiro (2001) entende por alfabetizada a criança que dominou a base alfabética do sistema de escrita, que lê com compreensão e escreve textos com sentido possíveis de serem lidos, mesmo que apresentem erros de ortografia. Ferreiro traz em sua concepção

 Progredir na alfabetização adentro não é uma jornada tranqüila. Encontram-se muitos altos e baixos neste caminho, cujos significados exatos precisam ser compreendidos. Como qualquer outro conhecimento no domínio-cognitivo, é uma aventura excitante, repleta de incertezas, com muitos momentos críticos, nos quais é difícil manter a ansiedade sob controle. (2001, p. 63)

 É possível identificar experiências positivas dos métodos educacionais que se utilizam de todo o potencial do alfabetizando e suas práticas de vida. A construção da língua escrita está em contínuo andamento; descobertas serão possíveis a partir da interiorização dos conhecimentos adquiridos por meio de observações e do despertar do aluno, tendo o professor o papel fundamental ao encaminhar os alunos para esse despertar. Todo processo depende do bom profissional, capaz de estar atento às modificações diárias e a evolução pela qual a educação tem que se adaptar.

Cabe ao professor adaptar suas metodologias à realidade do aluno, pois é necessário que o mesmo ao analisar sua prática reflita sobre os contextos e condições nos quais ocorre o processo de ensino-aprendizagem, com isso, o aluno ira interagir e ficará mais fácil para o professor extrair os dados que lhe permitirá o processo educativo.

 Tais atividades podem motivar diferentes níveis em cada criança, pois  implicarão uma mudança ou adaptação da hipótese própria do nível em que o aluno se encontra. Há que se desenvolver trabalhos desafiantes e não desestimulantes que possam ser compreendidos e acompanhados por todas as crianças, em classes com alunos de todos os níveis.

 O professor precisa levar a criança a raciocinar sobre a escrita e, para isso, ele deve criar um ambiente rico em materiais e em atos de leitura e escrita, incentivando-as. Também, deve provocar interações entre os diferentes níveis, principalmente os mais próximos. Pois segundo Soares

 

A psicogênese e a psicolingüística já vem exercendo saudável influencia na alfabetização, enquanto aprendizagem do aspecto convencional- gráfico da escrita e do aspecto simbólico da notação gráfica; é necessário, porém, que se avance para além dessa etapa inicial de acesso à língua escrita, alterando-se as condições de leitura e produção de textos na escola, de modo que a criança conviva com as regras discursivas do texto escrito e passa assim construir seu conhecimento e fazer uso delas. (2008. p113) 

 

Dessa forma, o professor não precisa trabalhar necessariamente com cada aluno, mas sim lhes permitir a comunicação, que é o principal instrumento da didática da aprendizagem da alfabetização. Isto demonstra o valor do trabalho numa classe diversa e o quanto ele é viável, uma vez que a homogeneidade é característica apenas dos primeiros momentos de uma classe remanejada, pois a evolução de cada criança é pessoal.

 

ANÁLISE

 A consciência fonológica desenvolve-se gradualmente conforme a criança adquire conhecimento das palavras, sílabas e fonemas como unidades possíveis de identificação. A análise por meio da pesquisa de campo reflete sobre as dificuldades que as crianças têm em entender o som das palavras.

Para Emilia Ferreiro (2001) nem todas as crianças enfrentam exatamente os mesmos problemas de dificuldade de aprendizado uma entendem e consegue decifrar e escrever de imediato as palavras outras tem dificuldade e passa tempo (anos) para compreender. A este respeito Ferreiro ainda aponta que

 [...] aceitar a realidade dos processos de assimilação implica também aceitar que aprendizagem alguma começa do zero; o estudo pormenorizado do que a criança traz consigo  --- sua bagagem de esquema interpretativo  --- antes de iniciar o processo de escolarização é essencial --- dentro desta perspectiva --- para saber sobre que bases será possível estimar que tal ou qual informação (apresentada desta ou daquela maneira) será fácil, difícil ou impossível de ser assimilada pela criança. (2001, p. 65)

                                                                        

A falta de consciência fonológica afeta a leitura mas não necessariamente a fala, ou seja, uma criança pode não saber soletrar, decodificar, transformar letras em sons da fala, nomear as letras, separar ou apagar fonemas em uma palavra, déficits que tem implicações significativas na fluência leitora, mas nenhuma dessas deficiência poderá afetar a habilidade da fala.

Durante as observações ficou claro que as crianças, ao iniciar o processo de alfabetização, têm o "som assim como as letras" como uma grande dificuldade para se apropriar da leitura/escrita. Foi observado que a maioria das crianças leva em conta o tipo de correspondência entre a fala e a escrita ao escrever, quando escrevem palavras que representam objetos grandes as quantidades de letras são maiores, mas se a palavra for pequena a quantidade é menor, tudo isso de acordo ao seu modo de pensar a respeito da escrita.

A respeito dessas dificuldades já foram mencionados no decorrer dos capítulos, porém, confirmado com a prática educativa, assim com a pesquisa feita em sala de aula. sabendo-se que, todas as crianças apresentam esta deficiência, umas com maior precisão e outras com menor. Algo que com o passar do tempo e a convivência com a leitura vai se modificando e tomando outras dimensões tornando esta dificuldade mais clara e precisa.

 

CONSIDERAÇÕES INCONCLUSIVAS

 Este trabalho objetivou mostrar como a criança compreende o sistema da escrita e o funcionamento de sua linguagem, isso por que a alfabetização é o momento mais importante na formação escolar da criança. Ao iniciar a descoberta do sistema alfabético de escrita, a criança passa por um momento em que percebe que podemos escrever tudo o que falamos, em seguida, ela precisa descobrir que nem tudo que é grafado equivale a forma que é falado.

As pesquisas de Emilia Ferreiro (2001) e Magda Soares (2003) trouxeram clareza sobre o modo como se dá a aprendizagem da leitura e escrita na criança e sua correspondência de letras e sons. Para as autoras levar em consideração o conhecimento adquirido fora da escola é fundamental para dar continuidade a evolução da concepção do sistema da escrita e oral.

.As dificuldades que a criança apresenta no inicio da escolarização é referente ao seu desconhecimento do assunto. Com isso, objetivou-se em capítulos anteriores mostrar que o professor é um dos principais responsável por esse esclarecimento e evolução do aprendizado no educando, para que assim ela possa desenvolver suas concepções e aos poucos vá desenvolvendo o verdadeiro sentido da leitura e da escrita em seu mundo.  

Pode-se perceber que essa aprendizagem não é coisa fácil de aceitação e entendimento aos olhos de quem aprende, visto que, as crianças possuem hipóteses referente a escrita e que a cada hipótese classificam-se em níveis de aprendizado, ou seja, etapas de desenvolvimento que serão vividas no cotidiano e no âmbito escolar.

Relevante nesse trabalho foi a postura autobiográfica frente aos procedimentos adotados. A pesquisa autobiográfica se constitui numa maneira de rever conceitos, práticas, dificuldades na própria atuação pedagógica. Isso me permitiu repensar na interação-mediação professor e aluno, possibilitando-me rever minha postura como professora-alfabetizadora.

Na certeza de que um trabalho de pesquisa deixa lacunas, pois pode se trata de assunto complexo e que também envolve elementos subjetivos, esperamos poder desenvolver novas propostas e aprofundamentos a partir da feitura de outras pesquisas.

 

REFERÊNCIA

BRASIL, Parâmetros Curriculares Nacionais: língua portuguesa. Secretaria de educação fundamental. Rio de Janeiro: 2000.

CAGLIARI, Luís Carlos. Alfabetização sem o bá-bé-bi-bó-bu: pensamentos e ações no magistério. São Paulo: Scipione, 1998. p.10 -15.

CAGLIARI, Luís Carlos. Alfabetização e lingüística: pensamentos e ações no magistério. São Paulo: Scipione, 2002 . p.08-187.

FERREIRO, Emilia. Reflexões sobre alfabetização. 24 ed. São Paulo: Cortez, 2001. P.20-47.

FERREIRO, Emília; TEBEROSKI, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto alegre: Artes Médicas  Sul, 1991. p170 – 183.

FERREIRO, Emília. Com Todas as Letras. 4ª Ed. São Paulo: Cortez, 1993. p 10 -50.

FLICK, Uwe. Uma introdução à pesquisa qualitativa. 2 ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

MINAYO, Maria Cecília de Souza(org); DESLANDES, Suely Ferreira; NETO, Otavio Cruz; GOMES,Romeu. Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. 21ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.

RODRIGUES, Auro de Jesus. Metodologia Cientifica. São Paulo: Avercamp, 2006. p.17-38.

 SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. 5ed. São Paulo: contexto, 2003. p. 14 – 96.

SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. 5. ed. São Paulo: Contexto, 2008.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/quando-letras-e-sons-se-tornam-obstaculos-na-alfabetizacao-4654144.html

    Palavras-chave do artigo:

    alfabetizacao infantil dificuldades com letras e sons

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    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

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