Refletindo Sobre o Ensino de Língua Portuguesa

16/08/2011 • Por • 4,603 Acessos

A gramática é de difícil compreensão por ser de forma muito padronizada, dessa maneira, a aula deixa de estar no papel apenas como um conteúdo que deve ser aplicado passando para o campo do aproveitamento intelectual do aluno. O professor como transmissor de conhecimentos deve trazer o ensino da língua como forma de contextualização e não apenas como parte de um conteúdo pré-estabelecido, pois de nenhuma forma pode se deixar de ensinar a gramática. O professor administra a disciplina de Língua Portuguesa diferenciando-o das demais envolvendo os conteúdos em abordagens mais diretas, dando ênfase a vida do aluno, pois em tudo está exposto o domínio das idéias mostrando para o aluno que ele é capaz e não um indivíduo incapacitado no que compete regras.

                Analisar a importância do ensino da língua nas escolas verificando em algumas circunstâncias como o mesmo é passado em sala de aula. Observamos em muitas escolas ainda sendo passado de forma presa, prontas e acabadas que é facilmente encontradas nos livros didáticos. Dessa forma, a aula fica monótona, chata e sem sentido deve ser aplicado para o campo do aproveitamento intelectual do aluno analisando a importância do ensino da linguagem e da gramática na escola, verificando em algumas circunstâncias como é passado de forma errônea em sala de aula.

                Segundo Sírio Possenti no texto por que (não ensinar gramática na escola), ele faz uma critica com relação ao ensino da linguagem materna nas escolas brasileiras, ou seja, a gramática é passada para os alunos de uma forma muito fragmentada. "A função da escola é permitir aos alunos o domínio da língua padrão em especial em sua modalidade escrita." (p. 110). Pode-se observar uma grande distância do ensino da gramática para com a realidade de alguns alunos, propiciando ao educando o diálogo com a própria realidade e o mundo a sua volta.  Assim, como se pode ensinar regras e mais regras relacionadas a concordâncias verbais ou a escrita, se encontrarmos em nossa realidade alunos que nem sempre sabem o básico verbalmente.

Conforme Possenti, (1996) "Sou completamente contrário a um discurso que circulou durante alguns anos, é verdade que é um domínio relativamente restrito que defendia com alguma coerência e outro tanto de equivoco a seguinte proposta: Já que a Língua padrão é um dialeto do grupo de elite de um país, ensiná-la a população socialmente marginalizada como única modalidade escolar aceitável poderia significar uma espécie de violência cultural, de violência ideológica, de forma de desvalorização e destruição da cultura e da ideologia popular." (p. 110). De acordo com o autor isso é considerado como uma violência cultural e ideológica. Diante dessa idéia se pode fazer uma ponte do Português com a Linguística e falarmos da variação linguística em sala de aula, se a sociedade cobra o tempo todo, uma língua padrão gramaticalmente correto e as pessoas que não se enquadram nessa categoria são consideradas marginalizadas ou pessoas de pouco poder aquisitivo, portanto, afirma Possenti que o indivíduo não aprende por exercício, mais através de práticas significativas, ou seja, o professor  deve trabalhar gramática inserida a um contexto e não de forma solta, por mera obrigação em está centralizado em regaras e mais regras.

 

Perfil do Autor

Rojane da Silva Carvalho

Por Rojane da Silva Carvalho Graduada em Letras Vernáculas