As grandes potências industriais

29/12/2010 • Por • 4,424 Acessos

O apogeu da Europa

Até ao começo do século XX, a Europa era a primeira potência industrial, comercial e financeira do mundo. Essa hegemonia devia-se, por um lado, como já sabes, ao enriquecimento provocado pela rápida industrialização e devia-se, por outro lado, ao domínio colonial sobre extensas zonas do globo, que estudarás a seguir.

No início do século XX, a Europa podia ser considerada:

  • «a fábrica do mundo» a assegurava por si só metade da produção industrial mundial e exportava para toda a parte os seus produtos manufacturados (tecidos, máquinas, etc.), recebendo em troca as matérias-primas (lã, algodão, borracha, metais) de que tinha necessidade;
  • o maior banqueiro mundial - investia os seus capitais em todos os continentes e em todas as actividades (plantações, minas, caminhos-de-ferro, portos), obtendo assim lucros fabulosos (eram europeus 88% dos capitais investidos no mundo);
  • o principal centro de comércio A pertenciam-lhe quase todas as grandes companhias de transporte marítimo, através das quais controlava o comércio mundial (62% das trocas internacionais eram realizadas pelos países europeus).

Embora, no seu conjunto, a Europa fosse, de longe, o continente mais desenvolvido, nem todos os países europeus tinham o mesmo grau de industrialização. As potências mais industrializadas eram, então, a Inglaterra, a Alemanha, a França e a Bélgica. Entretanto, fora da Europa, reforçava-se o papel de outras potências que, a pouco e pouco, iriam disputar-lhe a hegemonia.

 

A expansão dos rivais da Europa

De facto, os Estados Unidos e o Japão tinham iniciado, a partir da 2ª metade do século XIX, o percurso que os conduziria aos primeiros lugares da cena económica mundial. No início do século XX, tinham-se tornado rivais da Europa e começavam a arrebatar-lhe, pouco a pouco, o domínio de alguns mercados mundiais.

Em certas áreas (como a energia e a metalurgia pesada) os Estados Unidos eram já os principais produtores mundiais. Quase deixaram de importar produtos europeus e passaram a ser os grandes concorrentes da Europa nas exportações para a América do Sul e para o Extremo Oriente.

 

Tendo-se depressa adaptado a uma economia capitalista de tipo ocidental, o Japão tornara-se, no início do século XX, uma potência industrial relativamente importante. Os salários dos trabalhadores eram extremamente baixos, pelo que conseguia fabricar produtos a preços muito competitivos que exportava para os mercados asiáticos. Como, porém, dispunha de um território limitado e de uma população em rápido crescimento e necessitava de matérias-primas e de mercados, cedo iniciou, um processo de expansão territorial.

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Carlos Santos

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