Cursos pela Internet: Professor-tutor, ele é o segredo!

03/02/2011 • Por • 309 Acessos

De alguns anos para cá os cursos a distância vem crescendo enormemente. Por que isso acontece? É união da "fome com a vontade de comer". Pelo lado do estudante a mensalidade é muito menor, com pouco ou nenhum custo de deslocamento e flexibilidade de horário. Para as instituições de ensino, atingir um público sem limite geográfico e diminuição de custos.

Mas, um novo desafio aparece. Será possível manter a qualidade do ensino e superar a falta do contato direto aluno-professor? Acredito sim que é possível, porém ele passa diretamente pelas mãos principalmente do professor-tutor. Agora, é necessário um professor que esteja muito além do conhecimento técnico do assunto, apesar de fundamental como em qualquer tipo de curso. Para quem ainda não teve a oportunidade de participar, temos dois tipos de professores para os cursos totalmente online: O professor-conteudista (é o que desenvolve o conteúdo do curso) e o professor-tutor (é o que coordena um número X de alunos, e faz toda a interação com os mesmos através do sistema disponível).

O professor-tutor não pode ser considerado um "robozinho" atrás do sistema. Nos cursos existem vários perfis de alunos: Os naturalmente digitais (mais próximos ao conceito de geração Y, os com dificuldades digitais (por perfil de idade ou questões culturais/sociais), com tempo e sem tempo, com interesse e sem interesse, jovens e maduros, etc. Se em sala de aula se faz a necessidade de motivar, dar atenção, perceber o aluno e suas características, no ambiente este trabalho ganha inúmeras vezes maior importância.  Podemos resumir  o sua atuação em cinco palavras: Conhecimento, Domínio, Comprometimento, Pró-atividade e Percepção.

- Conhecimento da disciplina, pois sem ele todo o resto não faz sentido. O aluno rapidamente perceberá, mesmo à distância, o nível de conhecimento do professor.

- Domínio das ferramentas do sistema. Conhecer bem os recursos, características e até limitações da plataforma técnica oferecida,  para saber usar e auxiliar seus alunos.

- Comprometimento com os alunos e a instituição. Neste modelo faz-se necessário um maior esforço e atenção no desempenho das atividades.

- Pró-atividade. Não é possível ficar esperando que os alunos por si motivem a participação no curso. O professor–tutor deve ser o mais motivado e maior incentivador à participação dos alunos.

- Percepção. Se no modelo presencial reconhecer o perfil e características do aluno é importante, no virtual podemos dizer que é uma arte. A percepção aguçada e uma postura ética e profissional é que ajudará a "conquistar" o respeito e afeição dos alunos, fundamental para s solução de possíveis problemas e situações delicadas.

Cito uma frase que pode nos fazer refletir sobre o conceito exposto no artigo. O autor da frase quando questionado sobre "novos caminhos" respondeu:

"Não, não tenho um caminho novo, o que tenho de novo é o jeito de caminhar".
Thiago de Mello

 

Perfil do Autor

Marcelo Pirana

Por Marcelo Pirana, consultor de marketing e professor universitário. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2558869767792803