"educação A Distância: O Futuro Do Processo De Ensino-Aprendizagem, Dentro Das Novas Tecnologias"

Publicado em: 14/09/2009 |Comentário: 4 | Acessos: 14,895 |

MARCELO DONIZETE DA SILVA

“EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: o futuro do processo de ensino aprendizagem,

dentro das novas tecnologias”.

1 - Introdução

A elaboração deste texto tem como objetivo fazer um relato da implementação do Ensino a Distância.  A importância fundamental sobre essa temática que procura fazer uma reflexão sobre a educação a distância com o uso das novas tecnologias, retratando, primeiramente, a experiência num curso por correspondência em busca de uma linguagem para aproximar aluno e professor e mostrando a resistência que alguns professores têm em aceitar cursos que não são ministrados dentro do espaço escolar. Uma forma de discutir seu significado, como educação a distância, em termos de atividade dentro do cotidiano dão suporte à aquisição de uma formação, mesmo a distância. Oferece uma aprendizagem dentro do “pouco” espaço de tempo que a pessoa encontra para colocar alguns objetivos em prática.

A perspectiva é importante e inspira uma busca com êxito aos objetivos que se quer atingir com a educação a distância.  Cada pessoa vence uma série de barreiras em busca da ampliação de seus conhecimentos intelectuais. A pretensão, através do ensino a distância, consiste em adquirir novos elementos dispersos, fruto da convivência, que faz a vida se tornar mais digna de ser vivida. A Internet pode trazer inúmeras contribuições à educação, pelo diálogo e pelas múltiplas possibilidades de pesquisa. Através da Internet, alunos e professores podem interagir com pessoas de diferentes culturas, redimensionando sua compreensão da realidade, num ambiente de aprendizagem interativa e colaborativa.

Por sua grande estrutura, “o foco da navegação telemática ocorre na circulação do fluxo não linear de informações. Através da comunicação entre grupos, a memória comum emerge das interações entre os participantes” (LÉVY, 1997, 1998; 1999). Nesta busca incansável de adquirir novos conteúdos, o ensino a distância pode responder a altura e beneficiar o aluno em sua busca, dentro de suas possibilidades de tempo na velocidade do cotidiano. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. (Sabino, 1980, p. 40) De fato, quase sempre estamos adiando o momento de começar nosso texto e, quando o fazemos, riscamos, rabiscamos, cortamos, começamos novamente.

O presente estudo propõe-se a fazer algumas considerações sobre a formação de professores a distância, a partir da vivência da pesquisadora em dois projetos desta natureza.

Nesse sentido, expressões como aprendizagem colaborativa e de modo a esclarecer sobre a perspectiva da EAD perseguida em ambos os projetos, a qual a pesquisadora acredita ser de extrema relevância à formação de educadores, tanto inicial como continuada. O estudo finaliza atentando para a importância da educação a distância na formação de educadores, desde que em consonância com princípios de construção colaborativa e solidária de conhecimento, que realmente agreguem valor a esse importante sujeito social, no contexto educativo.

2 - Como surgiu a Educação a Distância?

A Educação a Distancia surgiu para oportunizar as pessoas impedidas, por algum motivo, de freqüentar um estabelecimento de ensino presencial. Esse método de ensino tem evoluído junto com as tecnologias disponíveis em cada momento histórico. O ensino a distancia é mais antigo do que imaginamos. Vale lembrar que o fundamental na  aprendizagem é torná-la significativa, ou seja, válida a uma transposição pragmática, a partir de um “conhecimento  construído na interface entre o individual e o interindividual” (interaprendizagem – como quer MASETTO, 2000), através  da qual o sujeito aprendente poderá atingir uma meta-cognição autônoma e criativa. Seu surgimento se deu na Grécia, e posteriormente em Roma, como uma nova maneira de ensinar. A princípio, as formas de ensino a distância se dava através de cartas. Há algumas centenas de anos, já havia indícios de ensino por correspondência. Em países europeus, Isaac Pitman ensinava os princípios da taquigrafia através de cartões postais que trocava com seus estudantes.

No século XIX foi fundada em Berlim a primeira escola por correspondência destinada ao ensino de línguas. No mesmo século (XIX) foi criada na Pensilvânia a Internacional Correspondence Institute com um curso sobre medidas de segurança no trabalho de mineração e a Universidade de Wisconsin implantou um sistema de cursos por correspondência nos serviços de extensão universitária. Em 1892 na universidade de Chicago foi inaugurada uma Divisão de Ensino por Correspondência no Departamento de Extensão da Universidade. O Institute Hermod, criado em 1898 na Suécia, ofereceu o primeiro curso por correspondência no segmento das línguas. Com o término da primeira Guerra Mundial surgiram novas iniciativas de ensino a distância.

O desenvolvimento tecnológico da Comunicação associado ao aperfeiçoamento do serviço dos correios e a rapidez dos meios de transporte facilitaram a implantação da Educação a Distância. Já no século XX, milhares de pessoas foram beneficiadas por um sistema de ensino por correspondência implantado na União Soviética, a partir de 1917. A França criou em 1939 um serviço de ensino por via postal para estudantes deslocados pelo êxodo. O rádio também passou a ser utilizado como ferramenta do ensino a distância em diversos países da América Latina como o Brasil, Venezuela, Colômbia, México entre outros. Após as décadas de 60 e 70, o EAD era possibilitado através de material escrito, vídeo cassete e áudio, rádio e televisão, sons, videotexto, computador e mais recentemente a tecnologia de multimeios.

Em pleno século XXI, a Educação a Distância está disseminada em quase todo o mundo, tanto nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. A Educação a Distância que inicialmente destinava-se apenas como complemento do ensino formal, sendo somente recurso para a superação de deficiência educacional, hoje é utilizada de forma sistematizada, substituindo em muitos casos o ensino presencial, “permitindo que a telemática fosse utilizada no sentido de privilegiar a reflexividade e a auto-organização dos

sujeitos envolvidos, apontando caminhos à construção das inteligências individuais, que se complexificam na construção da inteligência coletiva, como quer LÉVY (1998).

3 - O funcionamento da Educação a Distância

Os melhores cursos de graduação do país podem ser acessados por meio da tecnologia de transmissão via satélite. Concretamente, este é um sistema de ensino que possibilita o acesso às aulas via-online, sem a necessidade presencial. O ensino a distância se localiza em todo Brasil, com a possibilidade de interagir, também ao vivo, por telefone, e-mail ou fax, como por exemplo, a EAD na Universidade Metodista de São Paulo. O ensino a distância oferece os cursos através de uma central numa determinada região. Essas regiões, na sua maioria, estão localizadas em Instituições de Ensino, escolas de educação fundamental e média. A presença na Região, geralmente, exige presença obrigatória para participar das aulas.

4 - O MEC e o Ensino a Distância

O Ministério da Educação, primeiramente, credencia instituições, habilitando-as para o trabalho com a metodologia do ensino a distância e, depois, autoriza os cursos a serem ministrados. O diploma que o aluno recebe tem validade em todo o território nacional. A Instituição, tal como a Universidade Metodista de São Paulo, deve ser credenciada para ensino a distância pela Portaria do MEC nº 4210, D.O.U de 20/12/04, e a Faculdade por uma Portaria do MEC. A regulamentação do ensino a distância pode ser obtida no site www.mec.gov.br

5 - Os Professores em Sala de Aula ou Online

Nas atividades, o docente, da disciplina ministrada está sempre presente, virtualmente e ao vivo, uma central para atendimento ao aluno. Ou seja: o professor está ao vivo, por exemplo; num determinado local de conhecimento do aluno, em Cuiabá, dando a aula, ao mesmo tempo em que o aluno está assistindo. Lembrando BELLONI (1999), a formação do educador perpassa três dimensões intimamente imbricadas umas às outras:

- Pedagógica: relativa às concepções epistemológicas, dentre as quais destacamos as teorias construtivistas e sócio-interacionistas;

- Didática: referente à formação específica do professor, em uma das áreas do conhecimento;

- Tecnológica: a qual abrange as relações entre tecnologia e educação, na utilização proficiente dos meios disponíveis, na avaliação e seleção de vídeos, softwares, tecnologias digitais e outros materiais técnico-educacionais, bem como na elaboração de estratégias de uso desses meios.

Os projetos em questão enfatizaram duas dessas três dimensões: a pedagógica e a tecnológica, posto que as nuanças das diversas áreas do conhecimento não faziam parte do escopo do nosso trabalho; ou seja, não era nosso objetivo trabalhar as especificidades das diferentes áreas do conhecimento. O maior desafio dos formadores era perceber o momento adequado para as intervenções conceituais. Além disso, tal registro é de fundamental importância à formação reflexiva de cada aluno-professor, pelas possibilidades de rever meta-cognitivamente seu percurso. Essa revisão é de “capital relevância à sua formação, enquanto profissional reflexivo, o qual parafraseando SCHÖN (1997) reflete na e sobre sua ação, consubstanciando-se como norteadora de suas prospectivas”.

Outro aspecto favorável é que os múltiplos códigos lingüísticos oferecidos pela tecnologia digital (imagens, textos, sons, animações, etc.) facilitam o respeito aos estilos singulares de aprendizagem, o que muitas vezes não é tão importante numa situação presencial. Dito de outra forma precisávamos estar atentos às discussões dos grupos, à vivência de cada um e escolher o instante ideal para as intervenções conceituais que realmente estivessem vinculadas às discussões ocorrentes nos grupos. Daí a importância de transcrevermos as palavras de alguns alunos-professores, que fossem mais representativas da interação dialógica ocorrente nos grupos, para a partir delas trabalharmos os conceitos em questão, ou seja, nossa mediação pedagógica esforçou-se para que os conceitos fossem sendo construídos numa perspectiva relacional situando cada aluno-educador como co-participe.

Há um conjunto de situações que envolvem o ensino a distância onde além do professor que ministra o conteúdo, há todo um suporte de professores, cuja função é sanar dúvidas e fornecer orientações específicas sobre os temas, TCCs ou Monografias que está sendo orientado. O aluno ainda conta com um acompanhamento local, que está presente em sala de aula, acompanhando em educação a distância, que está na sala para tirar dúvidas e orientar a turma sobre a forma de se estudar a distância, bem como o direcionamento dos trabalhos acadêmicos, a aplicação de provas (que, geralmente, são sempre presenciais) e outras indicações que fazem parte deste trabalho a distância.

6 - Há cursos de tecnologia em nível superior

Estes cursos superiores em tecnologia (que não são técnicos) caracterizam-se por conferir aos seus diplomados os mesmos direitos e prerrogativas daqueles que cursam Licenciatura ou Bacharelado, uma vez que o profissional pode cumprir atividades que exigem nível superior como, por exemplo, prestar concursos públicos, ingressar em cursos de pós-graduação, mestrado ou doutorado. Caso haja interesse, basta conferir outras informações no site www.mec.gov.br Os cursos superiores de tecnologia contém uma grade curricular centralizada em áreas específicas. Nelas são ministradas somente matérias instrumentais, o que torna o curso mais objetivo e voltado para uma rápida formação, direcionada à área de trabalho do aluno.

A participação do aluno chega até o professor por meio da equipe especializada da faculdade, para ser atendido quando acionado via telefone, internet, fax ou e-mail. “Todas as dúvidas podem ser respondidas ao vivo, em tempo real, como se o professor estivesse presente na residência do aluno. Quando necessários questionamentos adicionais são respondidos, posteriormente, pelo professor, inclusive com atendimento no plantão de dúvidas, em que não há congestionamento do sistema, pois uma resposta específica pode responder a várias dúvidas. Por exemplo: o que um aluno pergunta em São Paulo, pode sanar uma dúvida de outro em Arapongas, PR” (Prof. Manoel, 2009). Os programas e computadores são de fácil manuseio e operação. Além disso, os novos alunos são acompanhados por responsáveis localizados em regiões específicas até que dominem a manipulação dos programas necessários para acessarem aos plantões de dúvida do curso.

7 - O material didático

Na Universidade Metodista de São Paulo, por exemplo, os livros necessários para cada módulo não geram nenhum custo adicional no valor da mensalidade. Esse material, elaborado com linguagem acessível e científica especialmente para o ensino a distância, geralmente é escrito pelos próprios professores responsáveis pelas aulas ao vivo. Ao final do curso, o aluno contará com uma pequena biblioteca, já que terá um livro para cada unidade disciplina. “São vários livros indicados por curso, sendo este mais um dos diferenciais do ensino a distância de cada instituição, tal como a Metodista”. (Marcelo, 2009)

8 - A implementação da Educação a Distância

Todos os desafios e obstáculos para implementação da EAD (Educação a Distância) devem ser compreendidos como estímulo à busca de novos caminhos, superação de modelos e rotinas já consolidados no ensino presencial e exige criatividade, maturidade na condução política, seriedade, paciência, persistência, além da habilidade para trabalhar em equipe interdisciplinar. Vencer esses desafios significa trabalhar a dimensão de um todo, que é um sistema complexo, composto por um conjunto de peças interconectadas entre si. O que se buscava em ambos os projetos era, por que não dizer, resgatar a função mediadora do professor- formador muitas vezes tão esvaziado em algumas abordagens de EAD. Estamos cientes da relevância da mediação pedagógica à construção de relações intersubjetivas mais consistentes, que, justamente por sua maior consistência, consubstanciam-se como propulsoras à construção do conhecimento, pelos alunos-educadores.

A pertinência desta questão vincula-se às idéias de MACHADO (1997), que diz “só haver educação no contexto da proximidade, seja ela ideológica, afetiva, conceitual, etc., não precisando ser necessariamente geográfica”.  Esses desafios podem ser agrupados, para melhor compreensão, em categorias que têm importância na medida em que precisam estar presentes nos momentos do planejamento e da implementação das ações necessárias ao desenvolvimento dos cursos. Elas sinalizam algumas dificuldades a serem trabalhadas com muita determinação para tornar realidade um ideal que deve estar acima de interesses pessoais.

Alguns desses desafios são de ordem mais subjetiva e comportamental: os psico-sócio-culturais, que influenciam de maneira geral e muitas vezes são determinantes como facilitadores ou dificultadores do processo de implementação de EAD. Outros desafios são mais operacionais, como os metodológicos, tecnológicos, legais, formação de equipe técnica e logística. Além desses, não podemos deixar de lado os desafios enfrentados pelas organizações de governo. Um processo que tem vários atores e nenhum protagonista. Uma aprendizagem que se constrói no fazer e no refazer, em que a trama do tecido vai sendo construída em conjunto, na discussão, na procura da melhor forma, do melhor jeito de dizer e se fazer entender. Principalmente “no texto eletrônico, a distância entre autor e leitor se reduz, porque o leitor se torna, ele também, autor, tendo liberdade para construir, ativa e independentemente, a estrutura e o sentido do texto” (Soares, 2002, p. 154).

Foi com esta concepção de produção de textos e com a concepção de que educação é um processo de construção do conhecimento que não ocorre apenas de forma sistematizada, na escola, mas também fora dela, em outros espaços, que foi planejado o curso de produção de textos para ser ministrado on-line.

Em 1999, sem dispormos ainda de um referencial teórico significativo sobre produção de textos on-line, delineamos algumas possibilidades de como ele deveria ser com base na prática da sala de aula, em depoimentos de alunos sobre o processo de interação na internet, nas experiências realizadas com alunos da graduação e da pós-graduação e na crença do que devem ser atividades desta natureza. “Os textos, enquanto unidades comunicativas manifestam diferentes intenções do emissor: procura informar, convencer, seduzir, entreter, sugerir estados de ânimo, etc.” (Kaufman e Rodriguez, 1995:13). Nesse sentido, é fundamental dar voz ao sujeito que escreve não como alguém que está simplesmente exercitando o ato de escrever, mas como alguém que utiliza a linguagem como atividade de interação com o outro. É bom que esse primeiro ato de interatividade seja concretizado pelo conhecimento das expectativas daquele que se vê diante do texto a ser explorado. Por isso, no nosso curso de relação on-line, estabelecemos o diálogo com outro texto, chamado de introdutório, cuja intencionalidade foi fazer com que o aluno discorresse sobre suas necessidades, sobre sua história de vida, sobre suas atividades de sujeito-autor... A partir de suas necessidades, num texto-resposta personalizado em que se valorizou seu papel de sujeito, foram discutidos os objetivos da atividade leitura/redação, sua metodologia e seus recursos. Era a primeira tentativa de aproximação, de envolvimento com o outro, e a linguagem não dispensou um abraço virtual.

Explorar o texto primeiramente pela leitura, como já foi dito, tem sido, nas aulas de produção de textos, uma forma de sensibilizar o aluno para as diferentes possibilidades de estruturar o seu próprio texto. “Uma das razões é que a leitura é a operação de recepção do leitor. E é sabido que o leitor lê baseado em seu repertório cultural, em sua experiência textual e capacidade lingüística” (Meserani, 1995: 42). A outra é que, conhecendo de forma explícita os mecanismos a que pode recorrer para tornar seu texto cada vez mais adequado, o aluno passa a gostar de escrever, passa a ter prazer não só pelo produto – o texto que compõe – mas também pelo processo de composição. E se envolve cada vez mais nesta tarefa de partilhar seu conhecimento de mundo pela linguagem escrita. Além do fato de que, ao trabalhar com um determinado tema, o aluno precisa coletar dados sobre ele para não cair no lugar comum: conhecer seu histórico, pesquisar o tratamento que já recebeu por diferentes autores, comparar pontos de vista, organizar informações. E a internet vem se tornando cada vez mais um recurso para que os alunos possam buscar as informações de que necessitam. “A aprendizagem integrada e colaborativa possibilita a apropriação e o uso das informações disponíveis não como conhecimentos distanciados dos reais interesses dos alunos, ao contrário, como uma aprendizagem participativa, orientada pela própria maneira de ser do sujeito” (Kenski, 2000, p. 134). Na medida em que esta pesquisa é compartilhada com os outros integrantes do grupo, em chats e em fóruns de discussão, maiores se tornam as possibilidades de um novo olhar para as diferentes formas de se estruturar o texto.

Num curso a distância, na modalidade on-line, se faz necessário grande dose de autodisciplina por parte dos alunos e cobrança constante do professor para que realizem as tarefas.

Em síntese, de um curso a distância não se pode abrir mão de: Atividades programadas – O aluno deve saber antecipadamente quais são as atividades que vai realizar durante o curso, quais são seus objetivos, quanto tempo terá para cada uma, qual o prazo de entrega de suas atividades, quais as possibilidades de interação com o professor e com seus colegas de turma. Troca de experiências – A troca de experiências de leitura/redação não se faz simplesmente entre o aluno e o professor, mas também entre todos os alunos que estejam participando de uma mesma turma, através de chats e fóruns de discussão mediados pelo professor. Estímulo à atividade de escrever e reescrever – O ato de ler e refazer o texto, quantas vezes necessárias e quantas vezes o autor tiver disponibilidade de refazê-lo, não só melhora o produto como também o processo, pois o autor vai descobrindo e refazendo os caminhos da produção. A entrega de tarefas precisa ser feita num prazo previamente determinado, já que muitos alunos não estão acostumados a administrar seu tempo fora do horário passado dentro de um espaço físico determinado.

9 - Conclusão

Hoje, mais do que no passado, à medida que um número cada vez maior de pessoas tem acesso à internet, ampliam-se as possibilidades da educação num sentido amplo. Diante de uma tela de computador conectado a uma linha telefônica, o mundo inteiro invade o pequeno espaço onde está o leitor. Deste mundo que se disponibiliza, muitos cursos podem fazer parte. E é muito bom que o façam. Recorrendo a uma linguagem mais afetiva, mais interativa, o professor dos cursos on-line pode exercer seu papel de orientador, dialogar, ter um contato mais próximo com o participante, fazer com que aquele que está a distância se sinta à vontade para fazer perguntas, esclarecer dúvidas, expor seus pontos de vista, defender suas idéias.

A experiência com os três grupos deixa claro que o compromisso com as tarefas não é o mesmo que nos cursos presenciais, já que o curso a distância não é visto pelo aluno como um curso que substitui o presencial, mas como algo complementar, que ele faz no sentido de aprimorar seus conhecimentos. Assim, ao primeiro impedimento por acúmulo de trabalho ou por outras razões, o aluno não titubeia em se afastar do curso. Como não conhecem pessoalmente as pessoas que o administram, poucos são os que justificam sua desistência, mesmo com a insistência do professor e do tutor para que expliquem os motivos de ter deixado de realizar suas tarefas e seus contatos. Mas aqueles que permanecem, aqueles que, com disciplina, realizam suas tarefas, passam a descobrir o prazer de escrever. E isso é gratificante, para o aluno e também para o professor, que vai aprendendo a lidar com novas linguagens.

10 - Referências Bibliográficas

BELLONI, M. L. (1999). Educação a distância. Campinas, SP: Autores Associados.

CORTELAZZO, I. B. C. (1996). Redes de Comunicação e Educação Escolar: a atuação dos professores em comunicações telemáticas. São Paulo: Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Dissertação, Mestrado.

FREIRE, P. & SHOR, I. (1997). Medo e ousadia: o cotidiano do professor. 7a ed. Rio de Janeiro, RJ: Paz e Terra.

GUTIÉRREZ, F. & PRIETO, D. (1994). A Mediação Pedagógica: educação à distância alternativa. Campinas, SP: Papirus.

HARASIM, L. et alii. (1997). Learning Networks: a field guide to teaching and learning online. USA: MIT Press.

ÉVY, P. (1997). As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. 4a ed. Trad. C. A. Costa. Rio de Janeiro, RJ: Editora 34.

______. (1998). A inteligência coletiva. Trad. L. P. Rouanet. São Paulo, SP: Loyola.

______. (1999). Cibercultura. Trad. C. A. Costa. São Paulo, SP: Ed. 39.

KENSKI, V. M. As novas tecnologias de comunicação e informação e as mudanças necessárias nas instituições educacionais. Revista Educação & Linguagem, nº 3. São Bernardo do Campo: UMESP: 2000.

MACHADO, N. J. (1997). Cidadania e Educação. São Paulo, SP: Escrituras.

MATURANA, H. (1996). Desde la biología a la Psicología. 3a ed. Santiago de Chile: Ed. Universitaria.

______. (1997). El sentido de lo humano. 9a ed. Santiago de Chile: Dolmen Ediciones.

MESERANI, S.C. O intertexto escolar: sobre leitura, aula e redação. São Paulo, 1995.

SOARES, M. Novas práticas de leitura e escrita: letramento na cibercultura. Revista Educação & Sociedade. Campinas: Cedes, 200

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    Palavras-chave do artigo:

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    camila 08/08/2011
    Gostei muito do artigo, foi de grande importância, pois acrescentou mais conhecimentos para minha vida profissional.
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    Adriana dos reis 26/11/2009
    Olá, Marcelo,
    Eu pretendia fazer o EAD, mas, preferi fazer o presencial.
    A minha dúvida agora é: um curso de Licenciatura me dá direito a prestar concursos que
    não sejam para professor??? se possível me responda por email: adrianareis@sp.gov.br
    Muita obrigada
    0
    Paula Ugalde 01/11/2009
    Olá Marcelo!
    Agradeço pelo artigo, contributivo para ampliar o olhar sobre a EaD.
    Parabéns e Muito Sucesso! :)
    []s' Paula Ugalde
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    pedro abreu 14/10/2009
    Com certeza a educação a distância vem quebrando barreiras e se tornando uma realidade no cenário educacional, justamente por agregar recursos tecnológicos ao conhecimento,sendo assim um facilitador tanto para as pessoas que possuem condições, como para aquelas que esse acesso ao curso superior parecia distante da sua realidade.Por isso a vejo com bons olhos e percebo que sua existência e aplicabilidade torna-se uma revolução no modelos de educação.
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