Inclusao Escolar E Corporeidade
INCLUSÃO Escolar E CORPOREIDADE
- Observando a pratica embasando-se teoricamente poderemos durante a pesquisa in loco, iniciar uma reflexão fundamentada em parâmetros existentes no cotidiano escolar, o que oportunizará meios para o desenvolvimento contextuado da presente Produção de Aprendizagem, ou seja, a pesquisa da pratica com olhar critico e reflexivo, construído a partir da fundamentação teórica, apresentada nas disciplinas: Fundamentos para as necessidades Educativas Especiais;Pesquisa e Pratica Profissional - Educação Especial; Metodologia da Educação Física.
Os conteúdos abordados no desenvolvimento do trabalho evidenciam a construção histórica social da inclusão suas fases, a conceitualização da educação especial e inclusiva, a importância da educação Física e as ações inclusivas que a mesma oportuniza, assim como a organização pedagógica do profissional deve promover a inclusão em sua pratica.
Para que possamos reconceituar valores acerca das diferenças entre indivíduos e os processos que culminaram com o ideal da inclusão é preciso que façamos uma retrospectiva histórica de como a sociedade tratou a deficiência em diferentes contextos sociais e históricos. Os valores são constituídos de normas pré-estabelecidas pela sociedade que direciona comportamentos e ações a serem seguidos.
A exclusão surge no momento em que um modelo padrão é negligenciado seja por fatores internos ou externos, ou seja, físicos e sociais, que na história da humanidade é tratada de formas diferentes de acordo com os costumes e culturas de cada sociedade , sendo os mesmos considerados por algumas semi deuses , em outro contexto seres diabólicos, a aversão pela diferença chegou ao ponto de ser comum praticar o infanticídio até o fim do século XVII, por exemplo: na antiguidade os gregos e romanos vislumbravam a perfeição humana em todos os aspectos, sendo, portanto inaceitável o tido como diferente.
Já na idade média os deficientes eram caracterizados como seres diabólicos misticismo conduzia as pratica excludentes, a discriminação seguiu seu curso segregador durante o século XVII onde os excluídos eram afastados do convívio social. O desenvolvimento da ciência busca uma cura para a “doença”, disseminando uma categorização de indivíduos, dando-se nesse contexto a proliferação de instituições especializadas em vários tipos de deficientes com caráter de segregação e reclusão.
No século XIX o caráter assistencial surge como resultado de uma tomada de consciência da sociedade de que era preciso prestar algum apoio ás pessoa com deficiência, contudo elas eram consideradas um perigo para a sociedade. [ Em 1800 na França, Jean Itard investiu na tentativa de recuperação e educabilidade de Victor de Ayveram “ os meninos selvagens” de acordo com Baptester Oliveira(2002)
“Victor seria possuidor de uma deficiência, porém pensava [Jean Itard] que essa pudesse estar relacionada com seu modo de vida precedente, em uma floresta junto com animais sem contato com seres humanos. Esse tipo de vida teria provocado um estado completo de privação social.”(p.100).
A intenção de Itard de socializar e possibilitar mudanças no potencial cognitivo de Victor mostra-nos a princípio a gênese da educação especial, apontando em seu discurso o fator cultural como determinante no desenvolvimento de potencialidades. Uma educação com cunho médico-pedagógico.
No início do século XX mesmo com enfoque psicológicos mantinha-se ainda um modelo único e ainda predominava a institucionalização e a segregação dos indivíduos, já na década de 1960 surge uma nova perspectiva no sentido de integração das pessoas com necessidades nos segmentos sociais, mas especialmente a educação, o processo de integração além de criar uma dualidade no ensino, tem cunho classificatório, a escola não tem a preocupação de se modificar para receber o aluno, sendo que este é que deve adaptar-se a escola.
Com preceito legal dos direitos humanos de que todos tem direitos a educação de qualidade, respeitando a diversidade humana, na década de 1990 movimentos mundiais estabelecem eixos norteadores para um novo conceito de educação, uma educação embasada na equiparação de oportunidades, aos grupos excluídos dentre eles as pessoas com deficiência, com super dotação, crianças de rua e que trabalham, de populações distintas ou nômades pertencentes a minorias lingüísticas, étnicas ou culturais, de zonas marginalizadas.
Conforme se lê no preâmbulo da Declaração Mundial sobre Educação para Todos, embora as nações do mundo tenham afirmado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, há mais de 50 anos, que “toda pessoa tem direito à educação” e apesar dos esforços realizados por países do mundo inteiro para assegurar esse direito a todos, ainda persiste uma realidade muito distante daquela idealizada.
Quando tais garantias legais são postas à prova no cotidiano da comunidade, da escola e do aluno, percebemos que direito que garante o acesso escolar não é o mesmo que garante o ensino de qualidade, ou ainda, que a “escola para todos” não é a “escola de todos”. As desigualdades sociais e econômicas vividas pela população promovem essa diferença, que a proposta da inclusão tenta reduzir ao estabelecer que os governos devem priorizar uma educação de qualidade, que promova o desenvolvimento pleno de seus educandos.
No geral, tal legislação – cujo estudo é de fundamental importância – determina que o atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais deve ser prestado “preferencialmente” pelo ensino regular na rede pública. Ressalta ainda a necessidade de a escola dar-lhes o apoio necessário, com a possibilidade de se criarem, de forma “extraordinária”, classes especiais em escolas regulares e atendimento em escolas especiais públicas ou privadas, sempre que o ensino público regular não empreender as adaptações necessárias anos educandos.
A nomenclatura educação especial no contexto da inclusão alcança o seu sentido denotativo, pois define uma educação abrangente, globalizante, o especial não é somente aquele que apresenta algum tipo de deficiência, mas o aluno, todos os alunos que necessitem de suporte para desenvolverem suas potencialidades. Segundo FERNANDES ( 2007) pg 56,57
“na verdade, todas as pessoas com deficiências apresentam necessidades especiais, mas o contrario não e verdadeiro, ou seja, não são expressões sinônimas (...) Todos eles podem ter necessidades especiais ao longo de sua escolarização.”
O historicismo da inclusão culmina na atualidade com ideais que privilegiam a diversidades, o acolhimento de todos, num processo conjunto, onde todos os envolvidos busquem, mudança de valores e paradigmas, articulando pratica/teoria, ensejando o envolvimento global na troca de experiências que visem atender com qualidade, no caso da educação à todos os alunos, tendo em vista que a inclusão não abrange somente o segmento escola mas todos os segmentos sociais.
Como podemos constatar desde os primórdios da humanidade os considerados diferentes foram excluídos de várias práticas sociais em especial da educação, contudo a evolução da sociedade, o modo de produção vislumbrou um novo paradigma, os direitos humanos estabeleceram direitos iguais legalmente instituídos e a pedagogia passou a se preocupar com o processo de aprendizagem daqueles que se apresentavam excluídos.
Diferentemente do movimento de exclusão a educação especial configurou-se por uma forma paralela de atendimento educacional aqueles que por alguma deficiência não possa inserir-se no ensino regular, e busca a integração do indivíduo a sociedade sem que esta necessite modificar-se, tendo o indivíduo que adaptar-se a ela no contexto escolar. A educação especial tem na sua gênese cunho clínico e pedagógico, inferindo-se que sua realização dar-se de forma segregadora e classificatória, pois a integração condicionada de suas práticas resultou na separação de dois contextos de educação a regular e especial, é sabido que a educação especial oportunizou a segregação de indivíduos que outrora eram excluídos sem chances mínimas de inserir-, integrar-se a sociedade que segundo Sueli Fernandes 2007(p.35)
“entendia-se que a educação especial tinha que organizar práticas voltadas a normalização, as modificações que tornas sem as pessoas com deficiências o mais “normal” possível,”
Surge, porém no Panorama mundial o movimento de inclusão que visa uma forma mais abrangente de educação. A educação inclusiva que se norteia nos princípios da igualdade e equiparação e determina a participação e a aprendizagem de todos independente de sua dificuldade ou deficiência a escola e a sociedade deve adaptar-se para receber ao todos oportunizando a participação do indivíduo dando-lhes suporte oferecendo-lhes oportunidades respeitando a diversidade a necessidade individual, acolhendo a todos cujas necessidades decorrem de sua capacidade ou dificuldade de aprendizagem, crianças com deficiências.
“A sala de aula não pode se reduzida a um espaço e tempo e,m que a aprendizagem aflora de forma tranqüila e homogênea. Ao contrario, trata-se de um espaço inquietante e provocativo.” BERGAMO (2009) Pg 19
É primordial num modelo inclusivo que as condições individuais de cada aluno determinem as possibilidades e que essas sejam respeitadas e conduzidas a ações inclusivas, a educação física contextualizada para esse fim é uma variável importante no processo.
- Partindo do principio que brincando se aprende, e o mais importante se aprende com prazer desenvolvemos uma atividade voltada ao desenvolvimento corporal, psicomotor onde é realizada também ação inclusiva, usando um jogo denominado: As Bolas.Nesse jogo nunca se sabe quem é o perseguido ou o perseguidor pois estes mudam com um simples passe de bola.Envolve crianças com 9 anos de idade com tempo aproximado de trinta minutos, necessita de jogadores ou mais material utilizado duas bolas de cor diferente.
Os jogadores se dividem em 02 equipes. Cada uma recebe uma das bolas, uma será a perseguida a outra, a perseguidora; o jogador que leva a bola perseguidora tenta pegar o que leva a bola perseguida para trocarem papéis; em qualquer momento, quem leva a bola perseguida pode passá-la a um companheiro de sua equipe para evitar ser capturado; o jogador que leva a bola perseguidora também pode passar a bola para seus companheiros, para que tentem pegar a que leva a perseguida;.o jogo termina quando os participantes estiverem cansados de correr, pois não há ganhadores.
A atividade desenvolvida tem cunho didática e prazerosa um jogo que necessita de constante movimentação corporal, oportunizando o desenvolvimento psicomotor com poucas normas, e o intuito de construir através dele valores sociais, não existe um vencedor ou exige perfeição no rendimento motor pois segundo Gonçalves ( pg. 91/2007) citando Le Bouch.
“ Em sua teoria, ele afastou totalmente a idéia do movimento centrado no rendimento motor, que visa fazer do corpo humano um objeto útil á necessidade”
Como a atividade é desenvolvida com crianças de 09 anos é portanto uma forma de educação psicomotora fundamental nessa idade, o jogo oportuniza a participação de todos sem se chegar a um vencedor, todos participam e dividem oportunidades, mostra aos participantes que todos são capazes, tem como objetivos viabilizar, o fortalecimento de laços, desenvolvimento psicomotor, espacial e a inclusão daqueles que tenham algum tipo de dificuldade tornando-se além de um jogo uma atividade inclusiva. Segundo GONÇALVES, fundamentando-se nos estágios das operações concretas de Piaget, dos sete aos doze anos.
“Nessa fase, a criança vai desenvolver de modo mais consciente sua própria motricidade. Gosta de jogar, respeita regras, normas de condutas,, alem de serem mais cooperativas. A educação pelo movimento caminha alem do componente motor, compreendendo os aspectos afetivos , cognitivos e sociais também”. GONÇALVES (2007). Pg 95
A educação não só de crianças com deficiências, mas com todas as suas diferenças e dificuldades, é uma situação complexa e exige uma análise lúdica e crítica das situações e condições mais existentes no contexto, nos conteúdos propostos, alternativas e métodos que devem atender as necessidades de desenvolvimento, interação, socialização, participação e brincadeiras.
O pedagogo assim como o professor deve embasar-se em uma aprendizagem significativa apresentando as diferenças para criar situações de aprendizagem que promovam desafios, investigação Oportunizando a troca de experiências instigando a curiosidade e a criatividade. Pois segundo BERGAMO.
“O ato de ensinar permite tanto ao professor quanto ao aluno agir conforme as suas possibilidades e limitações deixando fluir toda sua curiosidade, manifestando todo o potencial da sua criatividade.”
Os profissionais devem ver as diferenças sob uma nova perspectiva de normalidade e adaptar suas práticas á s necessidades dos alunos centralizando-a no mesmo, rompendo hábitos perniciosos adquiridos, visando mudanças de atitudes, refletindo sobre sua prática continuamente para receber o aluno com práticas e procedimentos flexíveis contribuindo para o processo de aprendizagem de cada aluno respeitando a diversidade e respondendo a cada um de acordo com suas potencialidades e necessidades. Utilizando-se da observação do cotidiano, investigando, pesquisando e elaborando estratégias contextualizadas teoricamente e legalmente segundo as diretrizes curriculares nacionais para a formação de professores da educação básica:
“Não basta a um profissional ter conhecimento sobre seu trabalho. É fundamental que saiba mobilizar, não só o domínio dos conhecimentos específicos em torno dos quais deverá agir, mas também, compreensão das questões envolvidas em seu trabalho.”
Os profissionais da educação devem aliar teoria a prática de forma harmônica e contextualizada necessitando de uma formação contínua e inacabada questionando incessantemente acerca de sua práxis, a necessidade de comprometimento para que suas ações alem de inclusivas sejam significativas.
Segundo FACION, citando Paulo Freire.
“Ensinar não se restringe apenas à simples transmissão de saberes prontos e cristalizados, mas sim, constitui um exercício constante de autonomia, liberdade e amor ao trabalho (...) permitindo-se simultaneamente ser o sujeito que ensina e o sujeito que aprende.”
É no cotidiano escolar que o aluno desempenha suas potencialidades
sendo assim o docente comprometido com o papel social que representa deve oportunizar meios para que essas potencialidades sejam construídas e aprimoradas de forma harmoniosa e contextualizada visando a inclusão num processo dinâmico e arrojado.
A introdução de atividades físicas no seu fazer pedagógico vislumbra o desenvolvimento em vários aspectos nos alunos, buscando de forma lúdica expandir horizontes que tem no movimento da inclusão um dos focos principais.
Houve um período em que a profissão de docente era considerada um sacerdócio e o fato de ser professor significava possuir uma identidade carregada de orgulho profissional e gozar de total prestígio na sociedade. Porém, com as mudanças sociais, política, e econômicas ocorridas nas últimas décadas, tudo mudou, alterando significativamente o sistema educativo e o perfil do professor.
Nesse sentido, o professor é diariamente desafiado a corresponder às novas expectativas projetadas sobre ele, apesar da carência de recursos materiais, das limitações das renovações pedagógicas e da escassez de material didático, componentes de um quadro gerado pela crise econômica e pelos cortes orçamentários. Quanto aos professores que atuam com alunos com necessidades educativas especiais, os problemas se intensificam.
Sabemos que a escola para todos não é a escola de todos: as diferenças pessoais, sociais, econômicas e políticas nos mostram isso todos os dias. Do mesmo modo, colocar todos os alunos na escola não reduz desigualdade nem é exemplo de cidadania, uma vez que cidadania refere-se a padrões morais e não educacionais. A escola não é o lugar mais propício para vivenciar diferenças, e é lá que elas são mais ampliadas.
Entretanto, algumas possibilidades podem ser delineadas utilizando-se os princípios preconizados pelas políticas inclusivas para a construção de um ensino de fato inclusivo, principalmente quando se entende que a escola e a sociedade devem se adequar ás necessidades e ás especificidades de seus alunos.
Para que verdadeiramente se estabeleça uma educação de qualidade para todos, é fundamental a participação ativa do professor. O êxito de sua atividade é determinado pelas suas condições de trabalho, formação, competência pedagógica, habilidades e avaliações periódicas das estratégias metodológicas utilizadas. Todos esses elementos devem ser levados em consideração para o sucesso da inclusão.
Dessa forma, podemos concluir que a implantação de um ensino que possibilite educar de forma inclusiva as diversidades impõe a construção de um projeto que não se dará ao acaso nem de uma hora para outra e que não é uma tarefa individual. Ao contrário, trata-se de um trabalho coletivo, que envolve discussões e embates entre as mais diferentes esferas (governo, sociedade, escola e indivíduo), em que seja possível refletir sobre que escola queremos construir e que indivíduos pretendemos formar.
Considerações Finais
Historicamente a sociedade traçou conceitos diversos sobre pessoas com algum tipo de deficiência, passando por fases, do extermínio chegando aos dias atuais, no movimento de inclusão que preconiza oportunidades a todos, a escola como o primeiro segmento social responsável pela formação do individuo, no sentido formal não deve ficar as margens de movimento tão humanizante e humanizador, as ações que dela devem emergir encontram-se na teoria e na pratica cotidiana da educação especial que oferece subsídios para o acolhimento de todos independente de sua deficiência ou dificuldade.
Uma abordagem de cunho somente teórico inviabilizaria a realidade que encontramos no cotidiano escolar, as implicações que existem para a efetivação da inclusão em todos os seus aspectos no contexto escolar emergem de vários fatores materiais, políticos entre outros, o que podemos concluir e que tais obstáculos enfatizam mais a necessidade de formação continua dos profissionais envolvidos, buscando sempre uma capacitação comprometida com o papel social que os mesmos desempenham na sociedade.
Mostramos também o papel importante da educação física no cotidiano escolar e as ações de cunho inclusivo que podem ser vivenciadas através de jogos e brincadeiras. Levando a reflexão de como o professor/pedagogo deve organizar seu trabalho para promover a inclusão e a construção de forma significativa, onde o aluno é visto como construtor do seu conhecimento e o professor o mediador da relação aluno/ensino aprendizagem, respeitando as individualidades existentes, buscando como eixo de sua pratica, a investigação e a curiosidade.
O intuito primordial da presente PA é a pesquisa sobre inclusão e corporeidade no cotidiano escolar, não está aqui esgotada, no entanto, buscamos apresentar aspectos legais, históricos,ideológicos e sociais, assim como desenvolver senso critico acerca do assunto, disponibilizando argumentação embasada teoricamente entrelaçado a pesquisa campo realizada durante a UTA, que oportunizou vivenciar o cotidiano escolar num contexto inclusivo.
Referencias
BERGAMO,REGINE BANZZATO – Pesquisa e Pratica Profissional: Educação especial.
Editora : IBPEX
FACION,JOSE RAIMUNDO – Inclusão Escolar e suas Implicações.
Editora : IBPEX
GONÇALVES ,NEZILDA LECI GODOY – Metodologia do Ensino da Educaçao Física.
Editora:IBPEX
FERNANDES, SUELI – Fundamentos para Educação Espqcial.
Editora: IBPEX
BAPTISTA, C.R; OLIVEIRA, AC lobos e médicos: primórdios da educação dos diferentes.
(Artigonal SC #1557326)
Palavras-chave do artigo:
inclusao e corporeidade
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