O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR NA MOTIVAÇÃO DO ALUNO E DO PROFESSOR

Publicado em: 27/09/2010 |Comentário: 2 | Acessos: 18,008 |

INTRODUÇÃO

 

         Todo ser humano e qualquer profissional, em especial o de educação, vivencia e/ou vivenciou em sua práxis, a falta de motivação tanto intrínseca quanto extrínseca. Ambos interferindo de alguma maneira no processo de ensino-aprendizagem. A primeira, aparentemente, por acontecer de forma encoberta onde as necessidades são internas, muitas vezes esquecidas ou adormecidas em virtude do ritmo de vida que temos; acabam sendo desconsideradas diante da presença de alteração do comportamento humano.

           A segunda, embora como o próprio nome diz, são aquelas necessidades exteriores, nos permitindo reações diferenciadas das normais, por ser geralmente, em particular, caso isolados, quase sempre fechamos os nossos olhos. Talvez por comodidade ou por falta de competências essenciais a fim de minimizar essas questões empíricas e significativas que podem contribuir para o sucesso do sistema educacional.

           O presente trabalho tem por finalidade conhecer melhor o processo de formação e de atuação do professor em sala de aula, bem como, de seu trabalho de colaboração para com a sociedade. Para melhor entendimento deste processo, se faz necessário conhecer o que há por trás das nuances da educação.

           Para que o trabalho do professor seja estimado, e tenha bases sólidas, o docente necessita trabalhar em conjunto com os demais integrantes da comunidade escolar. Visando propor uma alternativa de colaboração em relação à atuação do gestor escolar, numa tentativa de contribuir para uma reflexão de gestão pedagógica inovadora, numa dinâmica que objetive um bom relacionamento entre professores, alunos e toda comunidade escolar.

           Atualmente, não se fala mais em administração da escola e sim em gestão. Nessa perspectiva, a direção da escola deve passar a ser um trabalho de equipe, com ampla participação de todos os segmentos da unidade de ensino, e também da comunidade. Independentemente da terminologia usada, o que importa é a atuação do gestor.

           As atuais discussões sobre gestão escolar têm como dimensão e enfoque de atuação: a mobilização, a organização e a articulação das condições materiais e humanas para garantir o avanço

dos processos sócio-educacionais, priorizando o conhecimento e as relações internas e externas da escola.

           O objetivo primordial da gestão é a garantia dos meios para aprendizagem efetiva e significativa dos alunos. O entendimento é de que o aluno não aprende apenas na sala de aula, mas na escola como um todo. Faz-se necessário que a unidade de ensino seja, em seu conjunto, um

espaço favorável à aprendizagem. Que seja criando um ambiente de efervescência de busca do conhecimento, de curiosidade em relação ao mundo, que os professores capturem o conhecimento que circula na sociedade e o tragam para dentro da escola, interagindo com a sociedade e recuperando o papel da escola na formação holística do aluno.

          Nessa nova realidade espera-se o comprometimento da equipe, pois, a mediação, o estudo e a solução  dos problemas ao de responsabilidade de todos, tendo como fio condutor do processo a gestão democrática da escola.

          A presente investigação se valeu das seguintes técnicas ou formas de observação e coleta de dados: 1) Levantamento bibliográfico de obras que tratam, na sua maioria, da gestão democrática e da motivação no ambiente escolar. Assim entramos em contato com autores como: Bock, Furtado e Teixeira (2002), Cury (2003),Gagmé (1975), Salteni (1975); Tafia e Fita (2000); Araújo(2000); Arroyo(2006); Dourado (2001); Freire (2001); Gandin (2000), Pano (1997), Bobbio (2000).

2) Pesquisa empírica qualitativa  através de entrevistas semi-estruturadas( questões orais a fim de obter informações verdadeiras contribuindo para a coleta de dados, tendo como mecanismo de ação entrevista disfarçada), com a equipe gestora, corpo docente, discente e demais componentes da comunidade escolar da Escola Municipal de Ensino fundamental Teotônio Apinagés.

           Participaram deste estudo, professores, 1 diretor, 1 coordenador pedagógico, alunos, 7 mães que fazem parte do conselho escolar e uma pesquisadora de cidade de Rosário do Ivaí- Paraná, que desenvolveu pesquisa semelhante na conclusão do seu curso de especialização.

           A pesquisa foi feita em caráter exploratório e procurou utilizar observação direta agregando a entrevista disfarçada, visando coletar informações precisas, claras e objetivas sobre o tema investigado que foi fundamentado através de fontes secundárias.

          Conhecer mais sobre como os professores se preparam para atuar em sala de aula, é importante principalmente para quem está se preparando para trabalhar nesta área. Para facilitar a compreensão do leitor, o presente trabalho foi subdividido em capítulos a seguir:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO I : Desenvolvimento: A origem da motivação

 

         A origem etimológico da palavra motivação vem do verbo latino movere,cujo tempo supino motum e o substantivo motivum, do latim tardio, deram origem ao nosso termo semanticamente aproximado, que é motivo. Assim, a motivação ou o motivo é a força que coloca a pessoa em ação e que acorda sua disponibilidade de se transformar. É aquilo que nos move, que nos leva a agir e a realizar alguma coisa. Logo, podemos dizer que motivar significa predispor-se com um comportamento desejado para determinado fim.

         Os motivos ativam o organismo na tentativa de satisfazer e dirigem o comportamento para um objetivo que suprirá uma ou mais necessidades. Através da motivação, o aluno escolhe, procuram dispara sua energia, capacidade, competência, inteligência, instiga, planeja metas, concretiza objetivos. É, portanto, essencial à aprendizagem e ao crescimento, mas por que não se mantém, que elementos a desmoronam?

         Desnecessário dizer que essa questão representa o centro das discussões pedagógicas e que abriga outros temas a ela correlatas, como a evasão escolar, a questão da disciplina e da indisciplina e, principalmente, a aprendizagem mecânica e cartorial facilmente esquecida e descartável, no lugar da verdadeira aprendizagem na qual o aluno é o protagonista da mesma.

        Nos últimos tempos, esta questão muito nos tem incomodado, pois temos observado que a total falta de motivação para o estudo por parte de muitos alunos, é um dos principais fatores de muitos problemas em nossas escolas.

         A situação do fracasso escolar que atinge grande parte da população brasileira encontra na desmotivação, uma de suas principais causas, contradizendo afirmações de que os mecanismos de avaliações eram o grande responsável pela expulsão dos alunos da escola.

         Ora, se há reprovação é porque não houve interesse pelos conteúdos planejados pelo professor, se não há interesse, não há motivação para aprender, logo não há porque dizer que o sistema de avaliação é o responsável pela evasão do aluno. Não queremos dizer com isso que aceitamos essa atual forma de avaliar o aluno, isso é outra questão que precisa ser, com certeza, repensada.

         Segundo Jerome Bruner(1976), o professor deve sempre estimular os alunos para a descoberta, desafiando-os sempre a buscarem seus conhecimentos. O fato é que a escola, hoje, não provoca o aluno de modo que ele se sinta motivado a construir novos conhecimentos a partir destes desafios.

          O que mais se ouve nas escolas são professores reclamando de alunos " que não querem nada", "que só querem mesmo é saber de conversar e de passar de ano, não interessa como". Existe

uma verdadeira aversão pelo estudo, um conformismo, uma dificuldade de refletir sobre um texto e de elaborar questionamentos. Os alunos, parece, que se negam totalmente a aprender. Por que isso acontece ?

           Na verdade, mais parece um jogo de força desigual, de um lado o professor, o detentor do saber; e de outro o aluno, o receptor desse saber. O professor, muito mal formado, não consegue entender porque o aluno age dessa maneira, como ele aprende e muito menos o que precisa fazer para que possa motiva-lo e, assim, ajuda-lo no processo de construção de seus conhecimentos.

           A preocupação maior do professor está em cumprir o conteúdo programático e não com a aprendizagem do aluno, Isso acontece por que grande parte dos educadores ainda não têm consciência de que seu agir pedagógico deve estar subordinado ao aluno, ou seja, que as situações propostas em sala de aula devem depender do nível de desenvolvimento cognitivo do aluno partindo das necessidades do próprio aluno.

           De nada adianta estufar o peito e proclamar que cumprir todo o programa, se na realidade, o  mais importante, que é a aprendizagem, ele não atingiu. O ajuste entre as propostas de atividades e as características evolutivas do desenvolvimento do aluno, viria, pelo menos amenizar esse problema.

           Por outro lado, o aluno não consegue aprender porque, além de haver um verdadeiro descompasso entre os conteúdos escolares e as suas estruturas cognitivas, há também a questão da imposição desses conteúdos, ou seja, a escola pensa pelo aluno, antecipa tudo para ele, essa prática acaba por tirar dele a oportunidade de planejar a busca de seus próprios conhecimentos, e também o prazer de aprender, pois sabemos, por várias situações em classe, que o conteúdo apresentado pelo professor pode não vir ao encontro dos interesses dos alunos.

           Na verdade, a escola não dá tempo nem condições de o aluno agir sobre o meio que o cerca e, assim tirar suas próprias conclusões, pois é através da interação que ele vai poder construir instrumentos de raciocínio e assim terá condições de assimilar e acomodar e acomodar novos conhecimentos.

           O mais grave de tudo isso é que os problemas desse aluno começam desde as séries iniciais. É claro que essas dificuldades só tendem a aumentar com o passar do tempo, até chegar ao ponto que não encontra nenhum prazer e nem motivos para aprender e, sem prazer e sem motivação, não há aprendizagem.

           A motivação é um fator essencial para que ocorra a aprendizagem, mas esta vontade tem que vir de dentro. Portanto, não adianta o professor levar para sala de aula diferentes materiais didáticos,

não adianta ter computador na escola, se o aluno não se sentir motivado a usa-lo e, a partir daí, construir conhecimentos. No início, os alunos poderão até se entusiasmar por ser uma novidade, mas com o tempo esse uso se tornará mecânico e cairá na mesmice de sempre.

           Mas descobrir as causas da desmotivação e como recuperar esse fator imprescindível para que ocorra a aprendizagem é a nossa meta. Para analisar tais questões, partimos do pressuposto de que a desmotivação do aluno tem origem numa prática de escola tradicional, centrada apenas na transmissão de conteúdos escolares, sem nenhuma significação para ele e, por esse motivo, não ativam seus sistemas cognitivos para atribuírem significados às informações recebidas.

            Esse histórico da escola tradicional interfere na aprendizagem do aluno porque suas estruturas cognitivas não foram estimuladas para reestruturar essas informações recebidas, e assim, tenha condições de construir seus próprios conhecimentos.

 

                                                                                                                           A maturação constitui um fator essencial

                                                                                                                            para a  aprendizagem. Se o  aprendiz  não

                                                                                                                            está maduro para executar uma atividade,

                                                                                                                           evidentemente      não poderá aprende-la,

                                                                                                                           porque  não disporá de  condições para a

                                                                                                                        sua realização.(CAMPOS, 1987, P. 76)

 

 

 

            Portanto, fica claro que a insistência  na prática tradicional, só fará com que o aluno cada vez mais perca o prazer pelo estudo, pois não ocorrendo aprendizagem, sua auto-estima fica em baixa e, consequentemente, será mais um aluno desmotivado, entre tantos na escola.

            E a desmotivação é a ausência de desafio e de motivo espontâneo, frequentemente agravada pela frustração de não se ter alcançado sucesso ao longo da vida escolar ou experiências anteriores negativas.

 

1.1.  O Ensino Tradicional e a Motivação do Aluno

           O mundo de hoje, dominado pela informação e pela informática,ao de  não comporta mais uma escola que aprisiona o conhecimento em alguns poucos livros didáticos.

           É evidente que as crianças vão à escola para construir e ampliar seus conhecimentos e, também, para apropriar-se do saber construído ao longo do tempo pelo homem. Chegam cheias de sonhos, de ansiedade, de expectativas e, por que não de conhecimentos, ou seja, vão para escola motivados, querem aprender coisas novas, visto que toda criança tem uma curiosidade natural que a faz explorar tudo o que é novo.

 

         Segundo Bzuneck(2001), todo aluno já traz para a escola alguma forma de motivação positiva, resultante de diversas experiências em seu meio. No entanto, a escola tradicional, em vez de alimentar essa vontade com atividades que despertem a curiosidade e a criatividade da criança, em muito pouco tempo, se incumbe de matar essa motivação com atividades nada desafiadoras.

          O currículo escolar no ensino tradicional é mínimo e fragmentado. Essa estrutura não oferece uma visão geral e as disciplinas não se complementam nem se integram, dificultando a perspectiva global que favorece a aprendizagem. Esse tipo de currículo tradicional não cria motivos no aluno para que ele sinta vontade de aprender.

          Com efeito, a escola tradicional organiza seu trabalho em torno da seriação de conteúdos, elegendo a compartimentalização como forma de trabalho e, cada disciplina, trata de suas questões específicas, como se estivessem encaixotadas em caixinhas, não propiciando interação entre as demais e, por isso mesmo, artificial e sem significação para o aluno.

         Devido a esses procedimentos, nada estimulantes da escola tradicional, à medida que a criança vai crescendo e avança em escolaridade, observa-se que a diminuição do interesse, da curiosidade e da motivação e, claro, as dificuldades de aprendizagem aumentam. Nos parece que o envolvimento do aluno fica restrito a situações fora da sala de aula. Ou seja, percebendo que a escola não é nada do que sonhava, a criança acaba perdendo a motivação de vir para a sala de aula e se adequar aos moldes que a escola lhe impõe.

          Outro problema é que a escola tradicional sempre tratou a criança como um pequeno adulto, um ser que raciocina e pensa como nós, mas desprovidos simplesmente de conhecimentos e de experiência. Nesse caso, a criança seria apenas um adulto ignorante, cabendo ao professor equipa-la através de exercícios mecânicos, repetições, cópias e conteúdos sem nenhum sentido.

         Na visão da escola tradicional, toda a ênfase é dada à linguagem, onde os alunos recebem uma realidade já interpretada, geralmente distante da sua e, portanto, descontextualizada, mediante transmissão. Nesta perspectiva, há a crença de que um conhecimento construído, e já formalizado por outros, é possível de ser entendido desde que transmitido de forma gradual, numa seqüência linear que vai do mais simples ao mais complexo.

         Assim, pela transmissão, pela indução e pelo exemplo, os alunos, supostamente, adquirem os elementos e valores necessários para se tornarem adultos, semelhantes a seus professores. Mas, a criança não pensa como adulto. Segundo a teoria construtivista, a criança forma seu intelecto aos poucos, em interação com o mundo. Por isso, ela precisa, sim, de atividades diversificadas para que tenha condições de entendimento e, assim, possa construir a partir daí seus próprios conhecimentos.

        

         Segundo Piaget ( apud: Seber, 1997, p. 182), " O desenvolvimento da inteligência (...) provém de processos(...) que podem ser utilizados e acelerados pela educação familiar ou escolar, mas que não derivam delas, constituindo, pelo contrário, a condição prévia e necessária da eficiência de todo ensino (...)" , isto é, conforme Piaget explica, nenhuma aprendizagem parte do zero, porque construir conhecimentos novos significa diferenciar conhecimentos anteriores.

          A partir dessas idéias, acreditamos que, antes de iniciar qualquer proposta de trabalho em sala de aula, é necessário saber que representações ou hipóteses sobre determinados conceitos o aluno já tem.

          De acordo com os PCNs, "os alunos não contam exclusivamente com o contexto escolar para a construção de conhecimentos sobre conteúdos considerados escolares. A mídia, a família, a igreja, os amigos são também fontes de influencia desses conteúdos. Essas influencias sociais normalmente somam-se ao processo de aprendizagem escolar, contribuindo para consolida-lo, por isso é importante que a escola as considere e as integre ao trabalho. (...)" (Vol. 01. pág.54).

          Na escola tradicional, tudo é realizado fora de hora, simplesmente porque não se investiga como a criança aprende, como seu raciocínio progride, importando apenas cumprir o conteúdo escolar. O que o professor transmite não cria o conhecimento, como também não cria o interesse, mesmo porque não é o docente que ensina, é o aluno que aprende, pois o conhecimento vem de dentro e, não de fora, como pensa a escola tradicional. Por isso, a motivação é um elemento chave nesse processo.

          Para Pedro Demo,

 

 

                           " As escolas ( tradicionais) são lugares de ‘decoreba'  onde o aluno é

                           tangido para a domesticação. Por   vezes internaliza coisas, ajunta na

                           cabeça um monte de informações, aprende pedaços de conhecimento,

                           mas não os junta, sistematiza, questiona, reconstrói, porque o próprio

                           professor não sabe fazer isso." ( 1994, p.100)

 

 

 

 

 

           A escola hoje, precisa desestabilizar esse ensino retrógrado e tradicional, que mantém o aluno apenas como copiador, " confundindo a ambiência educativo-emancipatória com mera instrução, domesticação" ( Demo, 1991. p. 5), que não satisfaz as exigências da sociedade moderna.

           É preciso que o professor considere o nível de estruturação cognitiva do aluno, porque é em função desse nível que ele terá condições de realizar as tarefas propostas e, a partir daí construir conhecimentos.

          Segundo Piaget, o conhecimento é uma construção e, essa construção, se dá em estágios. Em cada estágio, o sujeito constrói um repertório de esquemas que lhes permite aprender a realidade e agir sobre ela. Podemos até dizer que em cada estágio, existe uma inteligência atuando que possibilita um determinado nível de aprendizagem.

          Em cada um desses estágios, a criança vai conquistando aos poucos níveis de equilíbrio e reversibilidade cada vez mais elevados. O professor tem que levar em conta esses estágios, criando situações que favoreçam a construção da inteligência dos alunos, de acordo com o estágio em que eles se encontram. Caso contrário, poderão ter dificuldade de realizar as tarefas propostas e sua aprendizagem será mecânica, baseada na memorização, sem possibilidade de fazer generalizações e construções de reversibilidade.

         O sucesso da criança na escola e na vida depende de ações concretamente realizadas, desde o período do desenvolvimento da inteligência prática até boa parte do desenvolvimento da inteligência verbal ou refletida, ou seja, o desenvolvimento intelectual refere-se essencialmente às atividades construtivas da criança, desde as ações sensório-motoras às operações mais interiorizadas.

         Essa questão coincide justamente com a fase da educação infantil e as primeiras séries do ensino fundamental. Acontece que é nessa etapa de escolarização que as crianças são submetidas a atividades mecânicas que consistem em cobrir traçados, ligar uma a uma figuras iguais, riscar, marcar figuras de acordo com um determinado comando, além de cópias e mais cópias de números, letras e palavras soltas.

         Estas atividades em nada contribuem são desastrosas. Fatos como estes só acarretam mais atraso nas estruturas cognitivas desta criança porque se os processos construtivos não evoluem, a reversibilidade própria das operações concretas não se efetiva.

         Por isso é fundamental que desde as séries iniciais, o professor promova a interação social na sala de aula e encoraje o questionamento, desenvolvimento o espírito crítico e investigativo, principalmente, dos problemas levantados pela própria criança, pois assim, ela estará mais apta a compreender e interagir com o meio físico e social que a cerca.

 

 

1.2.  A Afetividade no processo de Motivação

 

          É incontestável que o afeto desempenha um papel essencial no funcionamento da inteligência. Sem afeto não haveria interesse, nem necessidade, nem motivação, pois é nesta interação afetiva que se desenvolve os sentimentos positivamente ou negativamente e constrói-se a auto-imagem.

          De acordo com o Dicionário Brasileiro Globo ( Fernandes, Luft e Guimarães, 1990), afetividade é "sentimento de inclinação para alguém; simpatia; afeição; (...); dedicado; afeiçoado; entregue; pendente".

           É, principalmente, no sentido de o aluno estar entregue, envolvido e mobilizado com todos os seus esquemas para aprender algo que falamos de afetividade, visto que ele não estará envolvido somente intelectualmente, mentalmente, mas sim, ele inteiro estará envolvido neste processo.

          Mas também queremos deixar claro que afetividade no sentido de "simpatia, afeição" é importante no processo do ensino-aprendizagem, pois se o aluno não se envolve de forma afetiva com o professor, dificilmente se envolverá em um projeto, por exemplo, em que o professor seja o coordenador, pois nesse processo, o decente não é mero facilitador, mas tem um papel crucial do conhecimento pelos aluno.

          Observa-se nas salas de aula, que professores que interagem com os alunos de uma forma mais próxima e afetiva, são os que mais contribuem para a construção de conhecimentos dos alunos, portanto isto nos fornece um indicio de que a relação afetiva tem importância relevante para a construção do conhecimento e o gosto por aprender.

          Porém, temos percebido que muito raramente as relações aluno-professor são feitas de afetividade, pelo contrário, existe muita relação defensiva entre eles, não há camaradagem, carinho, amizade e, muito menos, regras de solidariedade e de justiça.

         O professor deve empenhar-se em cativar o aluno, tal qual a raposa de ‘O Pequeno Príncipe' ( Saint-Exupéry, 1967), depois basta sedimentar os laços de afetividade que são insubstituíveis e não podem estar auentes no processo de ensino-aprendizagem, seja qual for a faixa etária dos alunos.

 

                                            " Certamente a  afetividade ou sua   privação podem    ser a     causa de

                                                        aceleração ou    atraso no  desenvolvimento cognitivo (...)     Mas  isso

                                                         não significa    que a afetividade engendre, nem mesmo que modifique,

                                                        as estruturas cognitivas, cuja  necessidade permanece." ( Piaget,1973,

                                                                    47 )

 

 

 

         Os componentes afetivos da motivação como o estado de "fluir" são provenientes do profundo envolvimento pessoal nas atividades realizadas. Nesse ponto de vista, o aluno sente-se tão absorvido naquilo que está fazendo que nada mais parece ter importância, sente-se completamente satisfeito.

         Esse estado de fluir é importante como origem da motivação intrínseca, por tratar-se de uma experiência positiva e em decorrência do seu potencial para gerar ímpeto para o crescimento pessoal. Piaget, define a afetividade como todos os movimentos mentais conscientes e inconscientes não-racionais, sendo o afeto é a energia necessária para o desenvolvimento cognitivo e seus estudos especificam que a afetividade na construção do conhecimento.

         Pois, considerando a afetividade o combustível para a sistema intelectual funcionar, tanto ele implicará num maior envolvimento do sujeito com o objetivo de estudo, como, também, na relação com seus pares e com o professor.

        Segundo Piaget ( apud Barry, 1992, 24 ),

 

                  " A inteligência tem dois aspectos, o   cognitivo e o afetivo. O     desenvolvimento

                     cognitivo, enquanto um processo contínuo pode ser dividido em quatro estágios

                    de análise e descrição. O  desenvolvimento  afetivo ocorre de  modo  semelhante

                    ao desenvolvimento cognitivo. Isto é, as estruturas afetivas são construídas como

                    as estruturas cognitivas  são construídas. O aspecto  afetivo é  responsável  pela

                    ativação da atividade intelectual e pela seleção  dos objetos sobre os quais agir".

 

          De fato, a afetividade é de extrema importância na vida do aluno, pois diz respeito aos interesses, motivações, afetos, facilidades e esforço. A afetividade é o motor das condutas, mas não é a causa suficiente para a formação das estruturas cognitivas, visto que ninguém se esforça para resolver um problema de matemática, por exemplo, se não estiver interessado em absoluto por tal disciplina.

          Porém, se o aluno estiver envolvido em projeto de aprendizagem sobre como funciona, por exemplo, os foguetes, certamente irá resolver os problemas que surgirem sem perceber que está trabalhando a matemática, pois estará intrinsecamente motivado, estará totalmente entregue na resolução do projeto.

          Motivação, agrado, desagrado, afeto, facilidade, empenho, interesse, enfim, tudo que concerne ao aspecto afetivo constitui a relação que liga a situação exterior ao nível de construção das estruturas da criança. Dizer então que  ela se interessa por algo significa afirmar que ela está de posse  de certas estruturas passíveis de assimilar o que lhe propõem.

 

         O que se propõe à criança não deve ser nem muito conhecido, pois há o perigo de haver desinteresse; nem muito novo, pois se a novidade estiver além do seu nível de desenvolvimento, ou seja, se a sua organização intelectual ainda não estiver em condições de assimilar o fato exterior, a criança manifesta sentimentos de desagrado e de desinteresse também.

         Por isso, voltamos a afirmar novamente, nenhuma situação exterior, seja ela qual for, é em si mesma interessante, desafiadora, fácil ou difícil, pois tudo depende dos esquemas de assimilação da criança e, quando o professor não tem conhecimento de tais esquemas, acontece exatamente o que constatamos durante os projetos de aprendizagem realizados durante nossa prática na escola: desinteresse e falta de motivação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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1.3.  O Professor no Papel de Investigador da Aprendizagem do Aluno

          

           Em todas as situações de aprendizagem, a motivação do aluno sempre esbarra na motivação do professor. Mas, para motivar o aluno, há a necessidade de um senso de compromisso com a educação, por parte do professor, mais ainda, de um entusiasmo e até mesmo de uma paixão pelo seu trabalho.

          O estilo motivacional do professor, promotor da autonomia de seus alunos, deve estar presente em todas as situações de ensino, como, por exemplo, nas propostas e organização de tarefas, pois, assim, possibilitam sua autodeterminação e percepção de competência.

           Secularmente, o professor tem sido visto como o ator principal no processo de ensino-aprendizagem, por isso é muito difícil para ele imaginar caminhos compartilhados com os alunos. Em vista disso, a adoção de uma metodologia que proponha envolvimento e responsabilidade do aluno como construtor do seu próprio conhecimento, esbarra sempre no papel central do professor como dono do saber. Ensinar dentro de estruturas autoritárias pode até parecer eficiente a curto prazo os alunos aprendem rapidamente determinados conteúdos, mas não aprendem a ser pessoas e a ser cidadãos.

           Só vale a pena ser educador dentro de um contexto comunicacional participativo, interativo e vivencial, pois só aprendemos profundamente dentro deste contexto. Pois, a liberdade de expressão é uma prática que reforça no aluno a conquista de sua autonomia, aprimora  seu senso crítico, visualiza a realidade sob vários ângulos, adaptando seus conhecimentos a valores e comportamentos.

           Nesta perspectiva, o professor passa a ter uma nova proposição metodológica, pois se torna o articulador do processo pedagógico, atuando em parceria com o aluno, provocando situações desafiadoras, instigando-o a buscar e a investigar novos caminhos. Um dos eixos para essa mudança na educação passa por sua transformação em um processo de comunicação autêntica e aberta entre professores e alunos, primordialmente, mas também incluindo administradores e a comunidade, principalmente os pais. Segundo, Barry ( 1992, 101) " o respeito é um agente no desenvolvimento do pensamento autônomo neste estágio( estágio sensório-motor)".

          Hoje, não basta ao professor se apenas um bom docente, ele tem que ser um diagnosticador, um comunicador, um companheiro e um solucionador. O professor deve ser um aliado, um cúmplice do aluno. Sua interferência no processo de aprendizagem deve ser sutil e, estritamente, no sentido de orientar, com muita cautela e segurança. Pois, o aluno não deve ser induzido em suas conclusões, mas orientado no sentido de viabilização de suas buscas e seleção das informações encontradas, dessa forma estará contribuindo para a construção de seus conhecimentos.

          Aproximar o aluno de seus recursos intelectuais, cria oportunidades para que o próprio aluno administre seus erros e acertos. A postura do professor deve ser sempre a de mediador das diversas situações criadas em sala de aula.

          Em nossa sociedade moderna, cada vez mais as pessoas trabalham com produção de conhecimento, isso significa estar construindo um conhecimento individual passo a passo. Então o professor precisa saber instigar, ou seja, ser um provocador de dúvidas em seus alunos, gerando neles o desequilíbrio momentâneo. Abrir espaço para que os alunos percebam o que o conhecimento tem a ver com suas vidas exige, por parte do professor, diferentes estratégias metodológicas.

          Segundo Piaget ( apud Palangana, 1994, 72), " A necessidade e a estrutura cognitiva são dois aspectos indissociáveis da conduta humana: o aparecimento da necessidade é sempre solidário a um determinado de organização estrutural, sem o que os desequilíbrios não podem ocorrer".

         Em vista das dificuldades enfrentadas pelo professor em sala de aula, pensamos que o governo deve investir muito mais em cursos de formação de professores, e em cursos de atualização que favoreçam a tomada de consciência sobre como se aprende e como se ensina; que os leva a compreender a própria prática e transformá-la em prol de seu desenvolvimento pessoal e profissional, e em benefício de desenvolvimento de seus alunos.

         De acordo com Fagundes, L; Sato, L & Maçada, D., em " aprendizes do futuro: as inovações começaram!", ( 1999 ):

 

" A grande maioria das metodologias educacionais, e de suas tecnologias,

                                             que atualmente são ensinadas  nos cursos de  formação de   professores,

                                             mostram-se  ineficientes para  ajudar o aluno a   aprender e desenvolver

                                            novos talentos. Não se sabe   ajuda-lo a alcançar o poder   de pensar, de

refletir, de criar com autonomia soluções para problemas que enfrenta".

 

 

         Mas tudo isso implica que o professor tenha autonomia para vivenciar a dialética da própria aprendizagem e da aprendizagem de seus alunos e reconstrua continuamente teorias, em um processo de preparação que se desenvolve segundo o ciclo descrição-execução-reflexão-depuração. Isso exigirá, com certeza, do professor, uma maior qualificação.

         Mesmo que tivesse tempo suficiente para refletir sobre sua própria prática, provavelmente o docente não faria isso porque em sua formação tradicional essa prática não foi incentivada. A falta

 

 

 

de preparo do professor é um dos fatores que mais contribuem para que não haja uma mudança significativa na prática escolar.

         O docente, hoje, é apenas fruto dessa escola que o sistema criou. É mais vitima que vilão, afinal de contas trabalha, muitas vezes, sem as mínimas condições, sem apoio algum e, o que é pior, recebe um dos mais baixos salários do país, obrigando-o, muitas vezes a trabalhar o triplo da carga horária de um trabalhador comum, sem contar que ainda leva trabalho para fazer em casa.

         Segundo Cagliari ( 1989, 13 ), " O mal da educação é que ela pode funcionar mal, para muitos interessa apenas que ela esteja no ar, não importando qual seja o programa", portanto, apenas construir salas de aulas e equipa-las, não adianta, o principal ponto tem que ser o investimento na formação e na valorização do professor, sem estes dois requisitos não existirá mudança nunca.     Infelizmente, essa situação em que o professor se encontra hoje, reflete-se na sala de aula, de forma negativa, visto que sua auto-estima também é negativa, pois é totalmente desvalorizado pela sociedade, mas, ao mesmo tempo, essa mesma sociedade cobra que ele seja o dono do saber.

         Isso vem criar um verdadeiro conflito de identidade no professor, reduzindo, assim, sua auto-estima, a vontade de querer especializar-se, de querer fazer melhor, enfim, de ter autonomia para inovar sua postura e prática pedagógica.

        Em vista desse quadro, pensamos que uma mudança na postura do docente, implica também políticas que valorizem seu trabalho. Os movimentos governamentais precisam sair do discurso e apresentar ações concretas e efetivas, para equipar as instituições escolares e capacitar os professores para o enfrentamento da modernidade.

        Sabemos que todo esse contexto educacional é desmotivador para o professor, entretanto, o aluno não pode ser penalizado na construção de seus conhecimentos. Cabe a cada um de nós a responsabilidade de construir uma sociedade mais justa.

         Se os professores fossem educados de forma a favorecer a autonomia e a cooperação, aliado, é claro, ao compromisso ético-profissional, talvez não se deixassem ser submetidos às condições atuais, tanto  do ponto de vista pessoal, quanto profissional.

         Afinal, o professor, também, pode ser autor e construtor de sua história, ser autônomo e cooperativo. Pois, ao colocar em prática teorias pedagógicas inovadoras, estará construindo uma nova história para a educação, contribuindo, assim, para a cidadania plena, tanto dele, quanto do aluno.

 

 

         Com a atualização das novas tecnologias na educação cresce a importância do professor e a necessidade de uma formação continuada de modo que possa realizar pesquisas e desenvolver suas atividades pedagógicas utilizando essas novas tecnologias. Com isso cresce também a sua autonomia para propor mudanças necessárias.

        Ao contrário do que muitos professores pensam; ele, também, é responsável em fazer com que o aluno sinta-se motivado ou não, depende dele o sucesso ou não deste aluno nesta sociedade, pois só através  da educação poderemos mudar esse quadro.

        Portanto, insistimos em dizer que o professor tem que cumprir o seu papel, independentemente da conjuntura político-social em que se encontra. Segundo Fagundes, L,; Sato, L. & Maçada, D. (1999), esse papel compreende em:

  • Ativar as aprendizagens: um professor tão aprendiz quanto seus alunos, não funciona apenas cognitivamente, é preciso ativar mais do que o intelecto. É fundamental ativar a mente e a consciência  espiritual para aprender muito mais sobre o mundo interior e subjetivo.
  • Articular a prática: esse papel exige grande disponibilidade, com facilidade de relacionamento e flexibilidade na tomada de decisões. É importante porque exige que o professor faça a costura entre os diversos segmentos dentro da comunidade escolar.
  • Orientar os projetos dos alunos: o papel do professor, aqui, é o de acompanhar as atividades dos alunos, orientado-os em sua busca com perguntas que estimulam seu pensamento e reflexão.
  • Coordenar conhecimentos(especialista): o professor sempre terá como uma de suas funções, a função de coordenar os conhecimentos específicos de sua área de formação, ou seja, a função de especialista. Afinal há momentos em que ele deve propiciar a sistematização e a formalização do que os alunos estão construindo.

         Em resumo, pensamos que se torna cada vez mais necessária a intervenção do professor com o propósito de organizar os conceitos adquiridos pelos alunos, de modo a permitir que se construa a estrutura dos diferentes campos de saber.  

         Por isso, é necessária a formação continuada dos professores para atuarem de forma competente e integrada com os alunos, pois ensinando o professor também aprende e se sente motivado a levar os seus alunos a construírem novos conhecimentos a partir de uma nova abordagem.

 

 

 

1.4.   (Des) Motivação dos Docentes e Discentes nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental

 

          Verificamos atualmente, que alguns segmentos responsáveis direta ou indiretamente pela educação sistematizada tem sofrido pelo efeito contrário à motivação, tema este pesquisado, estudado e refletido durante todo meu trabalho, tendo como foco principal o professor e o aluno. Estes segmentos são atingidos diretamente pelo caos na educação. Aquele por desconsiderar a importância de trabalhar as motivações intrínsecas e extrínsecas em beneficio do aluno. Outros segmentos também têm suas parcelas significativas de responsabilidade e compromisso com a problematização encontrada, como alguns atores desmotivados existentes nos primeiros cinco anos do ensino fundamental. Esta situação foi identificada e fundamentada através de pesquisas empírico bibliográficas em entrevistas com diretora, coordenadora pedagógica, professores, alunos e família.

          A partir de uma amostra e análise de dados, detectamos que todos os segmentos acima mencionados possuem um percentual considerável, de desmotivação. Precisando urgentemente rever as estratégias, habilidades, atitudes, competências e responsabilidades, no sentido de transformar aquele quadro opaco e sem definição, numa escultura que precisa ser lapidada e lubrificada sempre.

         

                                                              Visando não perder o sincronismo e brilho   indispensáveis

                                                              ao sucesso do  ensino-aprendizagem, as   escolas   precisam

                                                              ser mais bem organizadas e administradas  para  melhorar a

                                                              qualidade do ensino, levando os alunos a  se sentir  envolvi-

                                                              dos nas aulas e nas atividades escolares. (LIBANEO, 2OO5

                                                              P. 301)

 

     

 

            Para tanto, apresento na visão de TAPIA ( 2000 ); elementos indispensáveis para a compreensão e análise do processo, levando o educador e educando à prática e a realização do mesmo: Formulação de meta; Conhecimento de estado inicial; Modelo de aprendizagem; Modelo de ensino.

         Assim, é importante perceber que a aplicabilidade dos cincos elementos acima citados, só terá sucesso se considerarmos a motivação do aluno e do professor, como sendo um dos fatores favoráveis para a realização com qualidade. Neste sentido, entende-se a importância de comentar as teorias sobre a motivação no campo do ensino e da aprendizagem, apresentadas por Tapia, estando diretamente ligados ao tema estudado.

        

 

        A criança de hoje vive em um mundo repleto de tecnologias e brinquedos que encantam e fascinam a todos. Os atrativos oferecidos pela mídia despertam interesses que estão além do simples fato de freqüentarem uma escola. No entanto, essa, muitas vezes, não oferece os mesmos atrativos, o que na maioria dos casos gera certos desinteresses e falta de motivação pelos estudos, pois para criança brincar, é muito mais interessante do que estudar.

        No entanto, essa, muitas vezes, não oferece os mesmos atrativos, o que na maioria dos casos gera certos desinteresses e falta de motivação pelos estudos, pois para criança, brincar é muito mais interessante do que estudar. Embora as pessoas saibam da importância da educação para o desenvolvimento do ser humano, fazer com que os meninos e meninas compreendam isso é um grande desafio.

        Pesquisas mostram que as crianças e os professores estão chegando às escolas cada vez mais desmotivados; os aluno pelos estudos, o que gera a repetência e muitas vezes a evasão escolar, e os professores pela falta de motivação dos discentes acabam deixando de desempenhar seu papel de forma significativa.

         São muitos os problemas causados pela desmotivação, no entanto acredita-se que não existe uma receita mágica para fazer as aulas serem o foco de atenção das crianças. Porém, o professor com sensibilidade e energia talvez consiga enfrentar o desafio ( Zenti, 2000 ).

         A administração pedagógica da escola juntamente com o conselho escolar, enquanto gestão democrática possuem papel fundamental na motivação dos envolvidos neste trabalho. Buscando através de atividades participativas, oferecer instrumentos de suporte pedagógico e tecnológicos, afim de incentivar o trabalho docente, valorizando este profissional e consequentemente fazer a diferença no processo ensino-aprendizagem de nossos alunos.

        Para Zenti ( 2000 ), os especialistas no assunto afirmam que os professores devem mostrar aos seus alunos que estudar pode ser divertido. Porém, a maior dificuldade está em competir com os atrativos tecnológicos e os brinquedos que encantam as crianças, e que na escola não existem. Na maioria dos encontros de professores a queixa presente é com relação ao desinteresse dos alunos em quere aprender.

 

                                                                                                             esse fato afeta diretamente   professores

                                                                                                             e alunos em função das áreas de estudo,

                                                                                                             dos níveis do sistema  educacional e  da

                                                                                                             características  socioculturais  de  quem

                                                                                                             aprende ( ZENTI, 2000, p.07)

 

 

         Frente a essas premissas e, com a intensão de investigar a motivação nas salas de aulas e que recursos são utilizados para isso. Verifica-se que, numa gestão descentralizada das burocracias, o suporte pedagógico fica mais presente; facilitando de certa forma o trabalho do docente, e consequentemente tornando as aulas mais atraentes aos olhos dos alunos.

 

 

                                                                                                           a motivação escolar é algo complexo, processual

                                                                                                           e contextual, mas alguma coisa  se   pode     fazer

                                                                                                           para que os alunos recuperem ou mantenham seu

                                                                                                           interesse em aprender. ( TORRE, 1999, p. 09 )

 

 

 

         Não se pode falar em motivação do professor, sem mencionar o aluno, a gestão da escola, a comunidade como um todo. Pois, muitas vezes dizemos que para o aluno ter motivação em aula é importante ter um bom professor. Ouve-se dizer também, que um bom professor é aquele que sabe motivar seu aluno.

        A motivação dos alunos pelos estudos em sala de aula, é um assunto preocupante, pois, segundo professores, as crianças estão chegando cada vez mais desmotivadas. Muitos docentes dizem que a escola está perdendo espaço para os avanços dos brinquedos e vídeo-games, que encantam e acabam interferindo no aprendizado.Ao professor a desmotivação deve-se aos baixos salários, falta de infra-estrutura das escolas e principalmente apoio pedagógico dos gestores escolares.

        A desmotivação gera graves conseqüências como repetência e evasão escolar. Nas escolas públicas, muitos discentes, por repetirem várias vezes a mesma série, optam por sair da escola e ingressar no mundo do trabalho, o qual traz um retorno financeiro, causando assim a evasão nas escolas. Porém, segundo professores entrevistados, nas escolas particulares a repetência está relacionada ao desinteresse dos alunos.

         A motivação não é um problema apenas dos alunos, mas dos professores também. Como ilustrou a fala de uma entrevistada: "eu entendo meus alunos. Às vezes eu também vou dar aulas sem vontade de nada". Os docentes acreditam que para os alunos estarem motivados com a aprendizagem, é preciso que eles estejam motivados. De acordo com Jesus e Santos ( 2004 ), a rotina e a inibição provocam a desmotivação.

        Muitos docentes relatam que nem sempre estão motivados para o trabalho. Muitas vezes vão trabalhar cansados. Eles acreditam que essa atitude, de alguma maneira, é percebida pelos alunos, o que faz com que se comportem desmotivados. "Noto que quando estou empolgado, meus alunos também estão. E quando estou baixo astral, eles também ficam. Parecem que captam o humor da gente".

        Essa desmotivação pelo trabalho, está relacionado com as condições de trabalho oferecidas ao profissional da educação, que muitas vezes não recebem um salário de acordo, trabalham com um grande número de alunos e poucos recursos tecnológicos.

        Fazendo um análise, percebe-se que a falta de motivação do professor também está muito relacionada ao grande número de alunos nas salas de aulas. No entanto, relatos mostram que o acúmulo de crianças na sala de aula acarreta uma desmotivação do aluno também, pois apresentam mais dificuldade em relacionar-se com o professor e colegas, gera certos empecilhos para poderem questionar suas dúvidas e os docentes reclamam das conversas paralelas que atrapalham o rendimento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO II : Gestão Democrática e conselho Escolar

 

           A luta pela democratização da educação tem sido uma bandeira dos movimentos sociais no Brasil, de longa data. Pode-se identificar em nossa história inúmeros movimentos, gerados na sociedade civil, que exigem a ampliação do atendimento educacional a  parcelas cada vez mais amplas da sociedade. O estado, de sua parte, vem atendendo a essas reivindicações de forma muito tímida, longe da universalização esperada, como é especulado por muitos pesquisadores.

           Nas diversas instâncias do poder público, pode-se perceber um esforço do atendimento às demandas sociais por educação no Brasil, porém, de forma focalizada e restritiva. A focalização se dá na ampliação significativa do acesso a apenas um dos segmentos da Educação Básica. Mas mesmo nesse segmento há uma restrição evidente, pois somente as crianças de sete a quatorze anos são privilegiadas na oferta obrigatória do ensino fundamental. Além disso, as crianças de zero a cinco anos, demandantes da Educação Infantil e os jovens do Ensino Médio, têm um atendimento ainda insuficiente pelo estado.

          Importante destacar que a democratização da educação não se limita ao acesso à escola. O acesso é, certamente, a porta inicial para o processo de democratização, mas torna-se necessário, também, garantir que todos que ingressam na escola tenham condições para nela permanecerem, com sucesso. "Assim, a democratização da educação faz-se com acesso e permanência de todos no processo educativo"(apud ARAÚJO, 2000, p. 35).

         Assim, a última faceta da democratização da educação indica a necessidade de que o processo educativo seja um espaço para o exercício democrático. E para que isso aconteça é forjada uma nova forma de conceber a gestão da educação: uma gestão democrática.

          Democratização da educação, nesse sentido, vai além das ações voltadas para a ampliação do atendimento escolar; configura-se como uma postura que, assumida pelos dirigentes educacionais e pelos diversos sujeitos que participam do processo educativo, inaugura o sentido democrático da prática social da educação.

          A gestão democrática pode ser considerada como meio pelo qual todos os segmentos que compõem o processo educativo participam da definição dos rumos que a escola deve imprimir à educação e a maneira de implementar essas decisões, num processo contínuo de avaliação de suas ações.

          Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Dep. Raimundo Ribeiro de Souza, sediada no Município de Jacundá, no Sudeste do Estado do Pará, é visível a participação da gestão escolar nos diferentes segmentos no que se refere ao processo educativo de seus alunos e consequentemente no processo de avaliação da aprendizagem. Com elementos constitutivos dessa forma de gestão podem ser apontados: participação, autonomia, transparência e pluralidade.

           A participação de todos os segmentos da escola é condição para a existência de uma gestão democrática numa instituição de ensino. Assim, concebe-se a gestão democrática como uma ação coletiva, onde os diversos segmentos da escola e da comunidade externa contribuem na delimitação e na implementação das ações educacionais. Esta participação se dá de forma direta, em assembléias e reuniões, e de forma indireta, a partir da representação dos diversos segmentos mencionados, em conselhos escolares e instancias similares. "Assim, qual se exercita a democracia participativa"( ARAÚJO, 2000, p. 47).

          A participação aqui destacada compreende a possibilidade de todos os segmentos internos à escola decidirem os rumos da mesma, de forma coletiva, onde a execução das tarefas caberá aos seus grupos profissionais específicos.

          O conceito básico de cidadania sustenta-se no exercício da autonomia e no sentido da emancipação.Portanto, uma escola autônoma é aquela que constrói, coletivamente seu projeto político pedagógico, como estratégia fundamental para o compromisso com sua realização. A gestão democrática, nesse sentido, propicia condições de concretização da autonomia em dois níveis: autonomia dos sujeitos históricos e autonomia da escola, resgatando o papel e o lugar da escola como centro e eixo do processo educativo autônomo.

          Mais do que qualquer coisa, a transparência torna-se uma questão ética, pois está intrinsecamente ligada à idéia de escola como espaço público. "A gestão democrática garante a transparência das ações da escola como instituição pública que tem o compromisso social de prestar contas de seu trabalho à sociedade" ( DOURADO, 2001, p.37).

          O pluralismo garante o respeito à diversidade que marca os sujeitos envolvidos no processo educativo, garantindo não somente o respeito passivo, mas dando condições para que cada um possa demonstrar e ser atendido nas suas necessidades e potencialidades.É preciso, pois romper com a lógica massificadora que tem historicamente desconsiderado a diversidade de opiniões, posturas e demandas dos diferentes sujeitos sociais que agem no interior da escola.

         Na escola já mencionada aqui anteriormente, pode-se perceber como é eficiente a atual gestão, desenvolvendo seu papel, assumindo com responsabilidade, e direcionando de forma participativa e cooperativa todo o desenrolar de uma filosofia didático-pedagogica, articulando-se com os diferentes

segmentos da escola, não esquecendo de forma alguma de seu principal alvo, o aluno.

 

 

 

2.1. Quais mecanismos são próprios de uma Gestão Democrática?

 

         Uma política clara de gestão democrática para a escola deve estabelecer, para as diversas instancias do poder público e para a escola, espaços para a participação da sociedade n atarefa de transformar a dura realidade educacional demonstrada nos dados estatísticos apresentados por muitos autores.

         Na escola, os instrumentos de gestão democrática organizam-se em instancias de deliberação direta ou indireta e propiciam espaços de participação e de criação da identidade escolar. Assim, entende-se que, a gestão democrática trabalha com atores sociais e suas relações com o ambiente, como sujeitos da construção da história humana, gerando participação e compromisso.

          As características próprias da escola democrática propiciam uma maior convivência com as formas organizativas da vida produtiva, cultural, religiosa e política. Com isso, a gestão democrática inclui a possibilidade do professor participar das reuniões comunitárias e abrigar, na escola, assembléias gerais da comunidade. Desta forma, a escola pode se tornar um espaço para encontros da comunidade e dos movimentos sociais como uma das formas de estímulo à participação de todos na vida escolar.

         Vale ressaltar boas experiências já vividas de organização democrática das escolas pesquisadas, onde se encontram registros de diversas ações pedagógicas realizadas junto com o corpo docente e discente, que visam ao intercambio de experiências, planejamento da atuação das escolas e de um ambiente de trabalho coletivo.

 

 

                                                                                               A gestão da escola se traduz cotidianamente

                                                                                               como ato político, pois implica sempre uma

                                                                                               tomada de posição   dos  atores sociais  pais,

                                                                                               professores, funcionários, alunos.

                                                                                               ( ARROYO, 2006 )

 

 

          Portanto sua construção não pode ser individual, deve ser construída coletivamente, envolvendo os diversos atores na discusão e tomadas de decisões. Também assim, deve ser analisada a forma de provimento do cargo de diretor da escola, fortalecendo a idéia de exercício democrático e da prática democrática.

         Estudos e pesquisas desenvolvidos mostram que a forma de provimento no cargo pode não definir o tipo de gestão, mas, certamente, interfere no curso desta. E, nesse sentido, verifica-se que a eleição direta para diretor parece se configurar como a forma mais adequada num processo global de gestão democrática, pois envolve a decisão da comunidade escolar e local. No entanto, ela necessita estar associada a outros mecanismos de democratização, tais como o conselho escolar, para promover, efetivamente, o exercício democrático.

 

2.2. Qual o Papel do Conselho Escolar Visando Garantir a Educação como Direito de todos e Dever do Estado e da Família ?

 

        O Conselho Escolar, por meio de representantes de pais, funcionários, professores, equipe gestora e comunidade local que o compõem, deve conhecer a legislação, os indicadores educacionais e a realidade do bairro e da escola a que se vincula. Assim, para fa

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-online-artigos/o-papel-do-gestor-escolar-na-motivacao-do-aluno-e-do-professor-3351283.html

    Palavras-chave do artigo:

    educacao

    ,

    motivacao

    ,

    gestor

    Comentar sobre o artigo

    EDINALVA COSTA DE ANDRADE

    O Gestor na Educação Infantil, atualmente é visto sob um novo paradigma,baseado na visão global do conhecimento.Assim sob o novo perfil, não se preocupa somente com a parte burocrática do ensino, como em todo o contexto que se situa o ensino a a aprendizagem.Deve ser um mediador de um trabalho democrático.Como gestor na educação infantil,ser conhecedor das novas perspectivas da organização dos espaços pedagógicos desse nível de ensino. Conhecedor da criança na sua faixa etária, 0 a 6 anos.

    Por: EDINALVA COSTA DE ANDRADEl Educação> Educação Infantill 20/11/2014

    A presente pesquisa foi elaborada tendo por objetivo estudar o fenômeno assédio moral nas relações de trabalho educacional em face de sua relevância na sociedade. Desta forma pretende-se conhecer, analisar e compreender este mal que atinge as instituições de ensino, buscando contribuir para o esclarecimento do fenômeno, como preveni-lo e reprimi-lo.

    Por: Arianal Educação> Ensino Superiorl 02/04/2011 lAcessos: 1,275

    Busca-se através do trabalho bibliográfico explorar os conceitos de gestão e demonstrar que o gestor escolar tem uma função educativa que antecede à função administriva. Contudo elas se encontram interligadas, pois o gestor deve criar condições adequadas para o crescimento dos educandos e à construção conhecimento. A pesquisa demonstra que os critérios de desempenho de eficiência, eficácia devem estar ligados, em prncípio, à eficiência pedagógica. pois é na construção do conhecimento que a escol

    Por: Neide Pena Cárial Educaçãol 06/07/2011 lAcessos: 5,927

    Resumo: Este Trabalho de Conclusão do Curso de Pós-Graduação buscou pesquisar a Gestão Escolar e a Função Social da Escola, tendo por objetivo investigar a relação do processo escolar com o cumprimento da função social da escola e do gestor como elemento determinante para o bom clima organizacional.

    Por: maria das Graças Ribeirol Educaçãol 10/04/2011 lAcessos: 6,504

    Neste artigo trataremos da imperiosa necessidade de se implementar a formação tecnológica do gestor.

    Por: Marco Antonio Amarall Educaçãol 24/04/2009 lAcessos: 1,724

    A partir de uma revisão de literatura que possui como objeto de estudo a motivação e a mudança, este artigo científico pretende abordar o processo de mudança organizacional à luz dos aspectos motivacionais e de comunicação organizacional, tendo como base a percepção dos autores acadêmicos e a opinião de pessoas envolvidas, no intuito de indicar quais as ações que deveriam ser adotadas por uma Instituição de modo a facilitar o processo de mudança e estimular a adesão dos servidores .

    Por: Carlos Coutol Negócios> Gestãol 19/03/2012 lAcessos: 1,898

    O Artigo Científico a ser apresentado teve como objetivo mostrar o que é Motivação, como causar a Motivação nas pessoas, como é o processo Motivacional nas Organizações. Nas Organizações a Motivação é muito importante, pois é através dela que os funcionários trabalham felizes, se sentem valorizados, se não houver a Motivação a produtividade não será boa, quando se há Motivação a produtividade aumenta levando a Organização a um grande sucesso.

    Por: Arlete Luiza de Souzal Educação> Ensino Superiorl 02/11/2014 lAcessos: 40

    Este texto trata dos pressupostos teóricos e metodológicos acerca da Formação do Gestor Escolar. Destina-se ao aprofundamento das questões relativas à Formação do Gestor Escolar e Gestão e Uso de Tecnologias na Educação. O conteúdo didático desta produção é destinado a quem pretende aperfeiçoar-se na formação do gestor escolar para que este atua na gestão das tecnologias na educação com desenvoltura.

    Por: Marco Antonio Amarall Educação> Ensino Superiorl 12/01/2012 lAcessos: 2,206

    A contribuição deste tema, não só beneficia os docentes e discentes, como também as empresas/instituições, permitindo uma visão da gestão de pessoas , a partir do estudo da prática dos profissionais da área empresarial. Irá contribuir ainda para uma gestão voltada à motivação, trabalho em equipe, conhecimento e aprendizado, que são características básicas para os profissionais da educação.

    Por: Maria José Carvas Pedrol Negócios> Administraçãol 12/09/2008 lAcessos: 5,275
    Paulo Cesar Tomaz

    Esse artigo procura discorrer sobre algumas das vantagens e desvantagens de se estudar na modalidade de Educação a Distancia.

    Por: Paulo Cesar Tomazl Educação> Educação Onlinel 08/12/2014
    Paulo Cesar Tomaz

    Este artigo busca demonstrar como é a rotina de estudos de um aluno em Educação a Distancia e quais devem ser suas principais preocupações.

    Por: Paulo Cesar Tomazl Educação> Educação Onlinel 08/12/2014

    A informatica tem um grande valor no ambiente escolar, pois vivemos em um mundo rodeado de tecnologias.

    Por: Domingos Paulol Educação> Educação Onlinel 04/12/2014 lAcessos: 14

    Este trabalho teve como objetivos discorrer sobre processo ensino aprendizagem na Educação a Distância segundo pesquisa bibliográfica e experiência de tutoria presencial. E, também pesquisar sobre características que favorecem do processo ensino aprendizagem na educação à distância. Nos dias atuais a educação a distancia é de suma importância no cotidiano da população.

    Por: Raquel C. werlang GUIMARAESl Educação> Educação Onlinel 26/11/2014
    Paulo Cesar Tomaz

    As teorias de aprendizagem influenciam diretamente no processo de educação e nos resultados obtidos. Sendo assim, é importante conhecê-las, bem como entender como as mesmas podem ser aplicadas na EaD.

    Por: Paulo Cesar Tomazl Educação> Educação Onlinel 19/11/2014 lAcessos: 11
    Edjar Dias de Vasconcelos

    A crítica formulada por ambos, em referência a uma possível razão crítica. Acepção analítica desenvolvida por Max Horkheimer 1885-1973, Theodor Adorno 1906-1969, a respeito da razão iluminista e a consciência massificada.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Educação> Educação Onlinel 18/11/2014
    Edjar Dias de Vasconcelos

    O maior conflito armado ocorrido na América do Sul no século 19. Rivalidades platinas e a formação de Estados nacionais deflagraram o confronto, que destruiu a economia e a população paraguaia.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Educação> Educação Onlinel 17/11/2014
    Edjar Dias de Vasconcelos

    Exemplifica-se, etimologicamente, uma determinada corrente filosófica, ou qualquer visão de mundo, como o cristianismo, a respeito da verdade, a estrutura do entendimento desenvolve a lógica das ideologias diversificadas.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Educação> Educação Onlinel 17/11/2014

    O objetivo deste trabalho é apresentar uma analise bibliográfica e quanto a característico da leitura fantástica que apresenta dentro da obra que a cultura afrodescendente representa. Assim pretendo brevemente repassar as informações adquiridas no contexto para invadir o campo imaginário do leitor. Nela tendo uma ação artística de finalidade concreta do gênero literário ao contar uma história mitológica e lendária com a função educativa.

    Por: Eraldo Pereira Madeirol Educação> Ensino Superiorl 18/02/2014 lAcessos: 281

    Este texto faz uma análise retrospectiva da Educação de Jovens a Adultos, procurando discutir as variáveis: social, política, econômica e cultural. Cabe ressaltar que a educação de jovens e adultos no país surgiu como uma alternativa à qualificação de mão-de-obra para atender as demandas do processo de industrialização.

    Por: Eraldo Pereira Madeirol Educação> Ensino Superiorl 17/02/2014 lAcessos: 53

    O estudo focaliza a demanda do pedagogo na organização do trabalho pedagógico, tendo como objetivo situar a função específica deste profissional no contexto escolar. Apontando para a descaracterização do papel desses profissionais no contexto escolar. Tomando como ponto de partida, aspectos relevantes que influenciaram a prática deste profissional ao longo da história, sugere-se um estudo constante entre os pedagogos, contrapondo a realidade escolar.

    Por: Eraldo Pereira Madeirol Educação> Ensino Superiorl 14/02/2014 lAcessos: 265

    A origem etimológica da palavra motivação vem do verbo latino movere, cujo tempo supino motun é o substantivo motivum, do latim tardio, deram origem ao nosso termo semanticamente aproximado, que é motivo. Assim, a motivação ou o motivo é a força que coloca a pessoa em ação e que acorda sua disponibilidade de se transformar. É aquilo que nos move, que nos leva a agir e a realizar alguma coisa.

    Por: Eraldo Pereira Madeirol Educação> Ensino Superiorl 30/12/2013 lAcessos: 65

    O trabalho voltado para o letramento deve ser separado de trabalho específico de alfabetizar, é preciso investir nos dois ao mesmo tempo assim na medida em que os alunos se alfabetizam já desenvolvem em se o conhecimento da diversidade de gêneros textuais. Pois ler não é apenas decifrar palavras o leitor tem que entender o que está lendo, a formação de um leitor competente é o objetivo maior da escola, pois a leitura é o maior instrumento para a construção do conhecimento.

    Por: Eraldo Pereira Madeirol Educação> Ensino Superiorl 30/12/2013 lAcessos: 57

    O presente trabalho tem por objetivo empreender uma reflexão acerca do conceito de cultura amazônica, partindo tanto de elementos teóricos associados aos campos da Sociologia cultural e da Geografia. Nossos procedimentos metodológicos consistiram em recorrer inicialmente, ao entendimento de prática pedagógica entre alguns autores e obras clássicas da temática em questão.

    Por: Eraldo Pereira Madeirol Educação> Ensino Superiorl 23/11/2010 lAcessos: 519

    O presente projeto procura mostrar uma nova visão de mundo, está ganhando cada vez mais espaço entre as pessoas por meio da Educação Ambiental, a qual objetivo, a melhoria da qualidade de vida no planeta. A Educação Ambiental busca a valorização e a qualidade de vida, a formação de novos cidadãos para um novo estilo de vida, sem consumismo excessivo, sem desperdício de recursos e sem degradação ambiental. Apresenta também a opinião de alguns autores a respeito do desenvolvimento sustentável como

    Por: Eraldo Pereira Madeirol Educação> Ensino Superiorl 23/11/2010 lAcessos: 820

    Este trabalho apresenta parte de um conjunto de estudos que atualmente vem sendo desenvolvido sobre o ensino de inglês no Município de Jacundá, localizado na PA 150, no sudeste do Estado do Pará. Desde o início da pesquisa sobre o processo de avaliação da aprendizagem da língua inglesa, com o objetivo de analisar o ensino de inglês na Escola Municipal de Ensino Fundamental Teotônio Apinagés e verificar se o mesmo tem contribuído para a formação de seus alunos, qual é a concepção de aprendizagem

    Por: Eraldo Pereira Madeirol Educação> Línguasl 22/09/2010 lAcessos: 1,137

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    Enoc Rodrigues 24/05/2011
    Parabéns pelas suas orientações Eraldo pereira aprendi muito sobre Gestão sucessos amigo a cada dia temos que avançar pedagogicamente falando gestor Enoc Rodrigo de Rondonia.
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    mauricio 13/02/2011
    Conheçam minha estória de vida, através da motivação deixei de ser um assalariado para ser um empresário de sucesso através de internet ! hoje ensino pessoas a atingirem seu sucesso. Acesse meu site: www.mente-milionaria.com
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