PCN-ORIENTAÇÃO SEXUAL

24/07/2010 • Por • 4,603 Acessos

1 INTRODUÇÃO

 

Este trabalho tem como foco a orientação sexual na escola de acordo com os PCNs,  bem como informações sobre, o conhecer o corpo, estabelecendo assuntos relacionados à conceitos e tabus, as doenças sexualmente transmissíveis e  suas discriminações, como as de gênero.

 

Após a postura do educador, este trabalho aponta os três tópicos à serem problematizado, quais são, Corpo: Matriz da sexualidade, relação d gênero e prevenção a doenças sexualmente transmissíveis, conforme foi elaborado por equipe técnica do MEC, sendo tratado cada assunto com coerência,  e consenso.

 

 

2 ORIENTAÇÃO  SEXUAL NA ESCOLA

 

Hoje apresentado à escola uma ferramenta que, em seu uso leva os alunos para ao aprendi- zado de reflexão, não de maneira empírica, pois o aluno pode reavaliar por si várias situações, pois essa ferramenta chamada PCNs, foi elaboradas por equipes  especializadas,  ligado ao MEC, como podemos ver em citação digital abaixo.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), elaborados por equipes de especialistas ligadas ao Ministério da Educação (MEC), têm por objetivo estabelecer uma referência curricular e apoiar a revisão e/ou a elaboração da proposta curricular dos Estados ou das escolas integrantes dos sistemas de ensino. Os PCNs são, portanto, uma proposta do MEC para a eficiência da educação escolar brasileira. São referências a todas as escolas do país para que elas garantam aos estudantes uma educação básica de.qualidade.                                                                                                                            Seu objetivo é garantir que crianças e jovens tenham acesso aos conhecimentos  necessários para a integração na sociedade moderna como cidadãos conscientes,   responsáveis e participantes. Tratando de biblioteca digital (Editora Ática.)

Este trabalho de orientação sexual na escola, é um aliado às questões  pertinentes, como é o caso dos PCNs, aonde docentes e discentes, caminham para uma relação sólida e confiável, ao tratar de orientação.

 

 

2.1 POSTURA DO EDUCADOR

 

O educador deve se mostrar disponível para responder questões dos alunos de forma direta e esclarecedora, não emitindo juízo de valores, e procurando estabelecer uma relação de confiança com eles.

 

O trabalho de orientação sexual proposto pelos PCNs, compreende a ação da escola como  complementação à educação dada pela a família. O diálogo entre as duas partes é de grande importância a fim que haja coerência dentre os princípios básicos. O papel do educador é fazer uma ponte, ser um facilitador do conhecimento, ser esclarecedor, e incentivar os alunos a procurar sempre ler a respeito do assunto que tiver a respeito da sexualidade, tendo assim mais pontos de vistas e venha criar a sua própria forma de pensar, refletir, e principalmente, agir.

 

Atualmente sexo não tem recebido o respeito merecido pela a maioria das pessoas. O ser humano muitas vezes a fazer sexos apenas para satisfazer seus desejos, esquecendo do sentimento principal que, o sexo que é amor.

 

Preocupados com a formação sexual dos alunos,  certas escolas,  juntamente com seu corpo docente, têm dado maior atenção a esse assunto tão importante na vida das pessoas e, em especial, de seus alunos.. Mas, enquanto mediador do conhecimento, o educador buscar se aperfeiçoar, buscando o maior número possível de informação, para que enriquecer seu repertório.

 

Os jovens, apesar de muitas vezes não demonstrarem, são extremamente necessitados de conceitos morais e amparo familiar que, quando realizado de forma coerente, proporcionam a forma de homens e mulheres de valores, sendo exemplo da sociedade.

 

 

2.1.1 Objetivos Gerais de Orientação Sexual

Conforme os PCNs, o objetivo do trabalho de Orientação Sexual é contribuir para que os alunos possam desenvolver e exercer sua sexualidade com prazer e responsabilidade. Esse tema vincula-se ao exercício da cidadania na medida em que, de um lado, se propõe a trabalhar o respeito por si e pelo outro, e, por outro lado, busca garantir direitos básicos a todos, como a saúde, a informação e o conhecimento, elementos fundamentais para a formação de cidadãos responsáveis e conscientes de suas capacidades.

 

Assim, o tema Orientação Sexual deve se organizar para que os alunos, ao fim do ensino

Fundamental, sejam capazes de:

 

• respeitar a diversidade de valores, crenças e comportamentos existentes e relativos à sexualidade, desde que seja garantida a dignidade do  ser humano;

• compreender a busca de prazer como uma dimensão saudável da sexualidade humana;

• conhecer seu corpo, valorizar e cuidar de sua saúde como condição necessária para usufruir de  prazer sexual;

• reconhecer como determinações culturais as características socialmente atribuídas ao masculino e ao feminino, posicionando-se contra discriminações a eles associadas;

• identificar e expressar seus sentimentos e desejos, respeitando os sentimentos e desejos do outro;

• proteger-se de relacionamentos sexuais coercitivos ou exploradores;

• reconhecer o consentimento mútuo como necessário para usufruir de prazer numa relação a dois;

• agir de modo solidário em relação aos portadores do HIV e de modo prepositivo na implementa- ção de políticas públicas voltadas para prevenção e tratamento das doenças sexualmente transmissí- veis /AIDS;

• conhecer e adotar práticas de sexo protegido, ao iniciar relacionamento sexual;

• evitar contrair ou transmitir doenças sexualmente transmissíveis, inclusive o vírus da AIDS;

• desenvolver consciência crítica e tomar decisões responsáveis a respeito de sua sexualidade;

• procurar orientação para a adoção de métodos contraceptivos seu discentes.

 

 

3. OS CONTEÚDOS DE ORIENTAÇÃO SEXUAL

A partir dos critérios descritos, os conteúdos foram organizados em três blocos:

 

• Corpo: matriz da sexualidade

.

• Relações de gênero.

 

• Prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis/AIDS.

 

Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais podem e devem ser flexíveis, abordando assuntos conforme a turma ou necessidade específica do grupo, abrangendo assuntos como pornografia, abusos, prostituição, desejos  sexuais, iniciação  sexual,masturbação, e outros tabus relacionado à sexualidade. A proposta dos PCNs, é de sempre estar presente em qualquer programa de orientação sexual garantindo orientações e instruções básicas, sobre sexualidade.

 

Os Blocos (Corpo: matriz da sexualidade, Relação de gênero e Prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis/AIDS), foram desenvolvidos para os quatros ciclos do ensino fundamental, nisso conforme o ciclo é dado um tratamento diferenciado, dando orientação mais aprofundada e específica, é o que podemos constatar nos PCNs.

 

Diferente é uma região de outra, podemos observar uma cidade, como existe uma área chamada industrial, outra, bairro dormitório, assim temos diferenças de classes, como a de realidades e instruções familiares, assim também os alunos em seus ciclos; como está relacionado nos PCNs "[...]  e por poderem ser abordados em ambos os ciclos de forma mais ou menos aprofundada e abrangente, os conteúdos do tema Orientação Sexual obedecerão à lógica interna de cada área no que se refere à sua divisão por ciclos."

 

 

3.1 CORPO: MATRIZ DA SEXUALIDADE.

 

Ao abordar o assunto sexualidade, é diretamente sobre o corpo e organismo, que está pra- ticamente em questão, sendo assim, matriz a orientação, veremos em citação.

 

Para a compreensão da abordagem proposta no trabalho de Orientação Sexual, deve-se ter em mente a distinção entre os conceitos de organismo e corpo. O organismo se refere ao aparato herdado e constitucional, a infra-estrutura básica biológica dos seres humanos. Já o conceito de corpo diz respeito às possibilidades de apropriação subjetiva de toda experiência na interação com o meio. O Organismo atravessado pela inteligência e desejo se mostrará um corpo. No conceito de corpo, portanto, estão incluídas as dimensões da aprendizagem e todas as potencialidades do indivíduo para a apropriação das suas vivências.

A partir dessa diferenciação, vê-se que a abordagem sobre corpo deve ir além das informações sobre sua anatomia e funcionamento, pois os órgãos não existiriam fora de um corpo que pulsa e sente. O corpo é concebido como um todo integrado, de sistemas interligados e inclui emoções, sentimentos, sensações de prazer desprazer, assim como as transformações nele ocorridas ao longo do tempo. Há que se considerar, portanto, os fatores culturais que intervêm na construção da  percepção do corpo, esse todo que inclui as dimensões biológica, psicológica e social.

O que se busca é construir noções, imagens, conceitos e valores a respeito do corpo em que esteja incluída a sexualidade como algo inerente, saudável, necessária e desejável da vida humana. As idéias e concepções veiculadas pelas diferentes áreas (Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, História, Geografia, Arte e Educação Física) contribuem para a construção dessa visão do corpo por meio da explicitação das dimensões da sexualidade nos seus conteúdos. Por exemplo, a inclusão de conhecimentos a respeito de como a sexualidade é vivida em diferentes culturas, em diferentes tempos, em diferentes lugares e como se expressa pelo vestuário, cuidados pessoais, regras, interdições e valorização de comportamentos (o hábito presente em algumas culturas de as mulheres tomarem banho vestidas, a nudez e a liberdade entre as crianças indígenas brasileiras, etc.). A Educação Física, que privilegia o uso do corpo e a construção de uma "cultura corporal" (ver o documento dessa área), é um excelente espaço onde o conhecimento, o respeito e a relação prazerosa com o próprio corpo podem ser trabalhados. Da mesma forma, a dança e o teatro, na área

de Arte.[...].(PCNS, 1997 vol.10)

 

Observamos que as orientações à sexualidade, abrangem os seus conceitos culturais, diferenciados, porem a uma grande necessidade em conhecer o corpo propriamente dito, onde a intervenção pode e deve ser feitas em ações interdisciplinares, a qual poderá ser abordado em aula de diferentes disciplinas, não tendo a específica, pois os PCNs, foi elaborado para problematizar o assunto em diversas situações.

 

 

3.1.1 Conteúdos a Serem Trabalhados

 

• as transformações do corpo do homem e da mulher nas diferentes fases da  vida, dentro de   uma perspectiva de corpo integrado, envolvendo emoções, sentimentos e sensações ligadas ao bem-estar e ao prazer do autocuidado;

• os mecanismos de concepção, gravidez e parto e a existência de métodos contraceptivos;               • as mudanças decorrentes da puberdade: amadurecimento das funções sexuais  e reprodutivas; aparecimento de caracteres sexuais secundários; variação de idade em que inicia a puberdade; transformações decorrentes de crescimento físico acelerado;

• o respeito ao próprio corpo e ao corpo do outro;

• o respeito aos colegas que apresentam desenvolvimento físico e emocional diferentes;

• o fortalecimento da auto-estima;

• a tranqüilidade na relação com a sexualidade.

 

Conforme os PCNs, o educador deve estar sempre  atento a necessidade de repetir o mesmo assunto,   abordando temas de curiosidades e interesses à sexualidade.

 

3.2    RELAÇÕES DE GÊNERO

 

Em relação de gênero já desde criança é apresentado diferentes padrões comportamental, não  só âmbito anatômico, mas embora  sociedade caminha cada vez mais à  uma evolução de oportunidades sociais, a  qual a mulher vem ter direitos iguais aos homens, ainda encontramos setores e situações de discriminação, deixando um dos gênero em situação privilegiada como diz o PCNs "[...] privilegiado os homens, na medida em que a sociedade não tem oferecido as mesmas oportunidades a ambos. Mesmo com a grande transformação dos costumes e valores que vêm ocorrendo nas últimas décadas ainda persistem muitas discriminações,[...]"

 

O objetivo da discussão de gênero, é por sua vez inibir atitudes autoritárias, ou de preconceitos, quais dificultam relacionamentos, algo que influência a sociedade como um todo, como já  mencionado, a sociedade caminha cada dia para  transformações físicas e consensuais de procedimentos em si aplicada, pois como no  começo de sua caminhada, a criança  e o adolescente, em seu gênero, deve ser instruído á enxergar um, como o outro, em  habilidades curriculares de maneia singular; não como o  menino, enxergando a menina como meiga e frágil. Assim podemos também observar citação do PCNs.

 

A discussão sobre relações de gênero tem como objetivo combater relações autoritárias, questionar a rigidez dos padrões de conduta estabelecidos para homens e mulheres e apontar para sua transformação. A flexibilização dos padrões visa permitir a expressão de potencialidades existentes em cada ser humano que são dificultadas pelos estereótipos de gênero. Como exemplo comum pode se lembrar a repressão das expressões de sensibilidade, intuição e meiguice nos meninos ou de objetividade e agressividade nas meninas. As diferenças não devem ficar aprisionadas em padrões preestabelecidos, mas podem e devem ser vividas a partir da singularidade de cada um, apontando para a eqüidade entre os sexos.  (PCNS, 1997 vol.10)

 

 

3.2.1        Conteúdos a Serem Trabalhados

 

• a diversidade de comportamento de homens e mulheres em função da época e do local onde vivem;

• a relatividade das concepções tradicionalmente associadas ao masculino e ao feminino;

• o respeito pelo outro sexo, na figura das pessoas com as quais se convive;

• o respeito às muitas e variadas expressões do feminino e do masculino.

 

 

3.3    PREVENÇÃO ÀS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS/AIDS

 

Este tema é de suma importância, pois não desvincula de uma orientação sexual, pois se tratando de corpo, do conhecê-lo e seus tabus e preconceitos, afirmando ser ligado ao prazer, os PCNs vem por sua vez propor discussões ao que se diz, doenças sexualmente transmissíveis, orientando não só o risco de doença e morte, mas propondo métodos coerente a abordagem, e suas prevenções no caso da AIDS,  e outras,  como podemos ver em citação.

 

"Os conteúdos principais a serem trabalhados neste eixo são as informações sobre a existência de doenças Os sexualmente transmissíveis (colocadas genericamente, não sendo necessário enumerar as mais conhecidas), em especial a AIDS, incluindo esclarecimentos sobre os fatos e os preconceitos a ela associados.

Se, de uma maneira geral, o trabalho de Orientação Sexual visa desvincular a sexualidade  dos tabus e preconceitos, afirmando-a como algo ligado ao prazer e à vida, na discussão das doenças sexualmente transmissíveis/AIDS o enfoque deve ser coerente com os princípios gerais e não deve acentuar a ligação entre sexualidade e doença ou morte. As informações sobre as doenças devem ter sempre como foco a promoção de condutas preventivas, enfatizando-se a distinção entre as formas de contato que propiciam risco de contágio daquelas que, na vida cotidiana, não envolvem risco algum.

Particularmente em relação à AIDS, o tratamento que esse tema deve ter em Orientação

Sexual é o oposto ao que foi dado por algumas campanhas de prevenção veiculadas pela mídia:

"AIDS mata". Essa mensagem contribui para o aumento do medo e da angústia, desencadeando  reações defensivas. A mensagem fundamental a ser trabalhada é "AIDS previne-se".

O trabalho com esse tema, ao mesmo tempo que fornece informações sobre AIDS, possibilita a explicitação dos medos e angústias suscitados e a abordagem dos diferentes mitos e obstáculos emocionais e culturais que impedem a mudança de comportamento necessária à adoção de práticas de sexo seguro. Dentre os obstáculos emocionais vale destacar os mecanismos de onipotência e de

negação entre os adolescentes, que demandam um espaço contínuo de discussão para que possam vir à tona e modificar-se. ( PCNs,1997 vol. 10)

 

O que poderemos ver em conteúdos a serem trabalhados, conforme os (PCNs) "Também deve-se retomar a discussão sobre o corpo e os cuidados oferecidos pelos serviços

de saúde. O professor deve basear-se nas proposições gerais do tema Saúde, ou seja, o enfoque

deve ser para a saúde e não para a doença."

 

 

3.3.1 Conteúdos a Serem Trabalhados

 

• o conhecimento da existência de doenças sexualmente transmissíveis;

• a compreensão das formas de prevenção e vias de transmissão da AIDS;

• a comparação entre as formas de contato que propiciam contágio e as que não  envolvem riscos;

• recolher, analisar e processar informações sobre a AIDS, por meio de folhetos  ilustrados, textos e artigos de jornais e revistas;

• o conhecimento e a adoção dos procedimentos necessários em situações de acidente ou ferimentos que possibilitem o contato sangüíneo;

• o repúdio às discriminações em relação aos portadores de HIV e doente de  AIDS;

• o respeito e a solidariedade na relação com pessoas portadoras do vírus HIV  ou doentes de AIDS.

 

 

4 CONCLUSÃO

Concluo que neste trabalho que apresenta orientações sexual na escola, bem como o suporte, e recomendação do MEC, vem como suporte para questões pertinentes, e como bem elaboradas por pessoas especializadas e envolvidas com o tema, deixa como uma ferramenta de  trabalho interdisciplinar.

 

Mesmo com todo o suporte bem elaborado, acredito que o MEC, poderia promover dentro  desses PCNs, questões de estrutura familiares, por tratar de instituição de ensino, não fazendo apologia a religião, ou formação de caráter pessoal  empírico, mas conseqüências que possa trazer no futuro, trazendo uma  vida social  familiar disfuncional ou não, embora os PCNs,  tenha várias abordagem à questões, como gestação antes da hora,e outras, mas os educadores, sem o medo do preconceito contemporâneo,  poderia refletir o que está acontecendo com a sociedade a cada dia, falávamos senhor para o mais velhos,  hoje parece caretice. Até onde isso é bom?

 

 

5 REFERÊNCIAS

 

Biblioteca digital, bibliografia internacional anotada. Disponível em:

<http://www.aticaeducacional.com.br/htdocs/pcn/pcns.aspx >. Acesso em 02 Out. 2009.

PCNs: orientação Sexual. Secretaria de Educação Fundamental, Brasília, MEC/SEF, 1997

Volume 10.

 

Perfil do Autor

Adilson Duque Estrada

Adilson Duque Estrada, acadêmico de licenciatura em história.