A Construção Social Da Profissão Docente No Brasil: Uma Abordagem Profissional

11/04/2010 • Por • 820 Acessos

A Construção Social da Profissão Docente no Brasil: uma abordagem profissional

Jorge Rocha Gonçalves

j.rocha60@yahoo.com.br

O pensamento conservador voltado a encontrar culpados ao fracasso estabelecido pelos donos dos modos de produção a uma melhoria na qualidade dos seus produtos culminou em caracterizar a escola como ineficiente a partir dos anos iniciais da escolarização, pois os vendedores da mão-de-obra de seus produtos possuíam e possuem baixa escolaridade e com isso, rendimento inferior ao esperado e de qualidade questionável. As pesquisas voltadas a vida profissional a partir do ensino primário, emerge do discurso dos grupos dominantes sobre a desvalorização dos saberes e das praticas docente.

O inicio da burocratização da educação nos anos 80, bem como, o incentivo ao esfacelamento das universidades publicas em detrimento a abertura e privatização do ensino, mudou os modos de intervenção do estado sobre os sistemas de ensino e a configuração do controle e de desqualificar a autonomia natural que o professor e professora possuem no ato do ensino através do discurso de nacionalização e melhoria da qualidade pela privatização, ações que culminou com a perda de tempo para os avanços e o aproveitamento inadequado das finanças publicas, mantenedora das políticas educacionais possuindo o Estado Federativo como financiador e parceiros com instituições privadas e acordos com organismos internacionais, transferência de tecnologias, livre comercio, sendo necessária a regionalização comercial para não se perder a soberania da nação.

Nestes acordos, vale ressaltar, a importância da descentralização de alguns elementos uteis ao avanço social como a educação, permitindo a abertura de novos programas responsáveis pelo aprimoramento da mão de obra e sua popularização.

O principal mecanismo de distinção da existência hegemônica vem da profissionalização do professor, que ultrapassa a condição de necessário, para incentivadora e reconhecedora da sua atuação como elemento transformar da sociedade em franca condição de alienada.

As condições inerentes ao oficio do professor de ter respeito e reconhecimento a sua experiência, a interação na formação continuada vivenciado no espaço concreto que participa construído pela troca de experiência da coletividade dentro e fora da escola caracterizando a ousadia de ensinar e aprender, demonstrando que o fazer juntos e o conviver terá melhor resultado que o isolamento trata – se de sua atitude pedagógica.

O enfoque racionalista na técnica do trabalho, diante da abordagem lógica em privilégio aos níveis de resultados na vontade política, transformou a sala de aula em um concurso para quem faz mais ou menos e quem sai perdendo é a sociedade.

O esquecimento de que a heterogeneidade provoca a diversidade sociocultural, deixou faz tempo de ser uma opção pedagógica na escola de massa. A crescente escola de diversas formas de agressão, desde a violência simbólica, formou a negação do saber e o esquecimento da exploração da cultura com instrução voltada a expansão do conhecimento, aumentando o debate sobre a imagem social do professor e professora e o resultado de suas ações voltada a negação da própria vida. O movimento dos agentes modificadores do tempo e do espaço se torna a matéria prima em tempo real, não podendo ser ignorado na sua atuação determinadora de outras possibilidades viável a modificações dos resultados caracterizados como negativo.

Um debate sobre o trabalho docente permite a seus participantes uma analise ampla na concepção e na execução das atividades na pratica de ensino, trazendo à reflexão a ideologia, a racionalidade e por fim, a definição exata do eu venha a ser na prática a profissionalização docente. O principal sentido a ser levado ao circulo de entendimento do cotidiano, as significações da pluralidade atribuída ao caráter orgânico de enfrentar os desafios ligados a escola de massa é compreender as varias formas de expressão realizadas nestes contextos e como utiliza – los para desenvolver uma nova consciência.

Historicamente, a função do professor e da professora a partir do ensino primário é identificada pela passividade, negligencia incompetência e despreparo ao trato com o publico e o domínio dos conteúdos transmitidos. As caracterizações concretas dadas a partir das alfabetizadoras e alfabetizadores, possibilidade de emerge a dialética necessária a construção de um novo profissional da educação, como resposta as amarras históricas colocadas na construção de uma escola, organizada para desenvolver as habilidades e formar saberes.

A imagem social e publica dos trabalhadores e trabalhadoras da educação, ficou maculada, pela critica desfavorável da mídia, com respalda das pesquisas promovidas pela academia e, resposta ao uma dada solicitação, agravada pela perda de prestigio e a democratização do ensino desarticulada de um projeto voltado a um impacto social no trato do desenvolvimento do conhecimento e do ensino.

As origens dos profissionais da educação transportaram a uma qualificação profissional de um trabalhador de produção comum, incentivo a uma busca de títulos para a tão sonhada ascensão social, institucional e qualidade de vida. Perrenoud, 2000. p, 67, descreve.

Na realidade, o desejo de saber e decisão de aprender parecem, por muito tempo, fatores fora do alcance da ação pedagógica: se estivessem presente pareceria possível ensinar; se faltassem, nenhuma aprendizagem pareceria conveniente.

Este perfil do saber, apresentado, quando não encontramos ou se tira a importância da escola na vida da sociedade. Um a escola sem o valor social devido, não possui argumentos suficientes a manifestar sua vocação social legitima, sem a reação do professor.

O resultado imediato dessa configuração profissional foi afastar os produtores dos saberes das atividades culturais de maior integração sócio-econimica, na qual repercutiu em sua vida, através da esperança de dias melhores que não chegam uma jornada de trabalho maior que o devido, na perspectiva da qualidade de vida, atropelada pela perda do poder de compra. Na analise no tempo demonstra no imaginário social, a função de sacerdócio ao profissional voltado a construir novas mentes, bem como a psicólogo, palhaço e outras funções, menos de ser um intelectual, formador de opiniões.

Diante de um novo papel e as forças atuantes na sala de aula de aula, como a violência, consumo de drogas, ausência da família, bem como, alunos e alunas portadores das necessidades especiais e da falta da leitura e escrita, incluídas em uma escola sem a devida condição de recebê-los, só para atender os programas paternalistas de governo nos diversos níveis administrativos, a estratégia de ensino e a interação entre educando e educador venham a configura–se em uma dinâmica escolar com seqüelas trazidas na relação estudante-professor, como mai um componente pedagógico a ser tratado de forma transparente e com uma abordagem reflexiva de cunho sócio construtivista, voltado a trazer um novo comportamento aos agentes de transformação social.

As condições históricas da mulher na sociedade como força de trabalho, criaram – se um mito diante da função de ensinar. Foi delegada a mulher a função da educação no primário, pois diante do imaginário social, o sexo feminino é predisposto ao ensino das séries iniciais do ensino fundamental, assim designado no Brasil, para introdução da criança a categoria de aprendiz, por estas possuírem ás práticas e habilidades necessárias a esta função. Nesta condição, mais uma atitude coercitiva foi tomada, para demonstrar a condição de sexo frágil e dedicada ao lar.

A trajetória da vida profissional, possuindo o gênero como parâmetro, diante da desvalorização humana nos países periféricos, a mulher deveria ser o referencial maior por ser atingida pelas políticas de ensino, voltada ao desmonte da escola a partir da pré-escola.

Perfil do Autor

Jorge Rocha Gonçalves

Sou professor técnico da secretaria estadual de Educação de Pernambuco. se preparando para terminar o mestrado em Ciências da Educação e iniciar o doutorado. Gosto do trivial da vida, principalmente, no contato com a vida e a natureza, além da leitura e escrita.