A importância do brincar

23/10/2011 • Por • 299 Acessos

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR

                                                                 Ana Ires Gomes

Profa. Edlucia Turiano

Faculdade de Teologia Integrada – FATIN

Psicopedagogia – Trabalho de Pós graduação

20/ 08/ 2011

 

 

RESUMO

O conhecimento da importância do brincar trouxe iniciativas para mudanças nas instituições educacionais e com o corpo docente; as mudanças na sociedade serão através do reflexo do desenvolvimento das habilidades apresentadas pelos alunos, pois já é comprovado a contribuição do lúdico para o desenvolvimento cognitivo, social e afetivo dos alunos.

 

Palavras-chave: Brincar;instituições educacionais; habilidades; lúdico.

 

 

1 INTRODUÇÃO

          Quando falamos em brincar e sua importância, ainda falamos de romper pré-conceitos, de construção de atitudes  e compreensão do processo pedagógico. A sociedade ela é consumista, não valoriza o lúdico em sua essência mas o consumo de seus produtos. Há a inversão de valores, a perca da cultura e o esquecimento do folclore. A família por sua vez também  não compreende estas competências que existem no ato de brincar e por sua vez a escola não apresenta a importância devida nas brincadeiras pois estas também não priorizam e não investem nessa direção.

           O presente artigo vem mostrar a importância do brincar nas instituições educacionais, para as tais, pois estão isolando ou esquecendo sua essência.  Que os professores podem e devem registrar em seus planejamentos o uso do lúdico em apresentação de conteúdos e momentos de lazer. Sua participação nas brincadeiras também é fundamental para sua relação com os alunos.  Pois o brincar é articulador de relações, onde a criança desenvolve uma auto estima, aprende a perder e ganhar, descobre a fantasia e constrói uma relação social.

2.  A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR  

            O pensamento dos pais em relação a educação infantil é apenas que a criança vai brincar, fazer amiguinhos e cantar. Na educação fundamental 1 é perca de tempo, pois as crianças vão a escola para aprender e não brincar. E brincar é importante?

                                                                                                                                                                                

           As brincadeiras das crianças devem  ser consideradas como atividades sérias, com objetivos claros e habilidades a serem desenvolvidas. Ao observar uma criança brincando, compreende-se como ela vê e constrói o mundo, o seu desejo de mundo e o que os cerca.

          Brincando as crianças, elas entendem como as coisas funcionam, o que pode e não pode ser feito, aprende que existem  regras que devem ser respeitadas, se quer ter amiguinhos para brincar e, principalmente, aprende a perder e a ver que o mundo não acaba por causa disso. Descobre que, se ela perde um jogo hoje, pode ganhar em outro amanhã. Outra coisa importante o brincar deve ser rico de imaginação ( fantasias), com brinquedos (um brinquedo é qualquer objeto que a criança possa usar no ato de brincar) e  que não pode ser interrompida nesses momentos. Mas que a deixe fluir pois, é um espaço através do qual a criança deixa sair sua angústia, aprende a lidar com a separação, o crescer, a autonomia e os limites.

 

3. O LÚDICO É O PARCEIRO DO PROFESSOR

          Brincadeira e aprendizagem são consideradas ações com finalidades bastante  diferentes, por muitas instituições educacionais, pública ou privada, pequena ou grande. Porém sabemos que estas atitudes não estão corretas pedagogicamente e nem esses profissionais que ignoram tal realidade. Mas o professor pode criar oportunidades para que o  brincar aconteça, sem atrapalhar os conteúdos trabalhados, pois através do planejamento tais habilidades podem  na realidade devem ser incluídas. Os recreios, os momentos  livres ou as horas de descanso devem ser bem aproveitados.

          Então quando o professor organizar suas atividades de aula, deve selecionar  aquelas mais significativas para seus alunos. Em seguida o professor deve  criar condições para que estas atividades significativas sejam  realizadas.  Destaca-se a importância dos alunos trabalharem  na sala de aula em grupos,  interagindo uns com outros, e este trabalho coletivo facilitará o próprio  auto-desenvolvimento individual. Cabe ao professor em sala de aula  estabelecer metodologias e condições para desenvolver e facilitar este tipo  de trabalho. A identidade do grupo tem como resultado a integração de  atividades mais amplas e profundas, como do tipo de liderança, respeito aos  membros, condições de trabalho, perspectivas de progresso, retribuição ao  investimento individual, compreensão e ajuda mútua, aceitação. São estas as  habilidades que devem ser trabalhadas pelos professores e este deve estar  atento principalmente ao componente com o qual o corpo dialoga através do  movimento: a afetividade. A afetividade é um valor humano que apresenta  diversas dimensões: amor, respeito, aceitação, apoio, reconhecimento,  gratidão e interesse. 

           Brincar juntos reforça laços afetivos. É uma maneira de manifestar nosso  amor à criança. Todas as crianças gostam de brincar com os professores,  pais, irmãos, e avós. A participação do adulto na brincadeira com a criança  eleva o nível de interesse pelo enriquecimento que proporciona, pode também  contribuir para o esclarecimento de dúvidas referentes as regras das  brincadeiras. A criança sente-se ao mesmo tempo prestigiada e desafiada  quando o parceiro da brincadeira é um adulto. Este, por sua vez pode levar a  criança a fazer descobertas e a viver experiências que tornam o brincar  mais estimulante e mais rico em aprendizado. 

           Pode-se afirmar que o brincar enquanto promotor da capacidade e  potencialidade da criança, deve ocupar um lugar especial  na prática  pedagógica, tendo como espaço privilegiado, a sala de aula. 

4. O BRINCAR COMO ARTICULADOR DE RELAÇÕES

 

          O brincar precisa reconquistar um espaço nas salas de aula, pois sendo este um lugar de encontro de pessoas com suas singularidades, no momento em que estão descobrindo muitos conhecimentos, com relação a vida e o mundo, começando uma caminhada que marcará profundamente a sua história, as relações entre os indivíduos, seus sentimentos, afetos e sonhos, precisam ser legitimados, buscando a superação da fragmentação e do isolamento.

 

          A sociedade contemporânea, com seu comportamento de consumo capitalista e veloz, não tolera a diferença, descarta culturas, costumes e valores que efetivamente fazem  parte da identidade de cada povo, rejeitando seu sentido originário, como no caso das brincadeiras de roda, pega-pega, perna de pau entre tantas outras que as crianças de hoje já não conhecem mais. Esse modo de vida, limita-se a reproduzir sistemas que fragmentam cada vez mais o modo de vida do cidadão jovem, do velho, do negro, das questões de gênero e principalmente, fragmenta a vida de pessoas com

necessidades educacionais especiais, tornando-os seres com sérias dificuldades em se relacionar com seus pares.

 

          A sala de aula vem perdendo a magia a cada ano que passa, tornando-se um ambiente sério e austero, permeado por um clima muitas vezes tenso e angustiado. Se o  brincar para o ser humano é algo que está na sua essência, então as instituições educacionais estão perdendo a essência e os valores maternos.

 

           No um processo lúdico o professor deverá estimular seus alunos para a brincadeira, o prazer, as descobertas, os desafios, as diversões e a alegria de aprender e ensinar que num processo de vivencia educativa, circula como via de mão dupla, onde a parceria é exercida. Segundo Walter Benjamin (2002, p. 35) "Passa a ser uma aliança de comprometimento que se entrelaça e movimenta-se em direção ao conhecimento."

 

 

5 CONCLUSÃO

          Podemos concluir que a importância do brincar já é uma realidade para a educação, mas que precisa ser praticada em suas propostas e práticas pedagógicas. O professor precisa compreender que o lúdico é seu parceiro para desenvolvimento de habilidades, construção de relacionamentos saudáveis entre alunos, desenvolvimento social, aprendizado de regras que serão úteis para suas vidas em todos os tempos e também construir um relacionamento com confiança e amor com o  professor.

 

6 REFERÊNCIA

BENJAMIN, Walter. Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação. São Paulo: Editora  2002.

 

 

Perfil do Autor

ana ires gomes

Aluna estudante de psicopedagogia