A importância do trabalho psicopedagógico com os pais, no desenvolvimento da aprendizagem do educando

Publicado em: 23/10/2012 |Comentário: 0 | Acessos: 239 |

Introdução

O universo familiar e suas relações no processo educacional constituem um campo pouco estudado, mas muito importante para o desenvolvimento e aprendizagem da criança.

A família desempenha um papel essencial na formação do indivíduo, pois permite e possibilita a constituição de sua essencialidade. É nela que o homem concebe suas raízes e torna-se um ser capaz de elaboração alargador de competências próprias. A família é, portanto, a primeira instituição social formadora da criança. Dela depende em grande parte a personalidade do adulto que a criança virá a ser.

Além da criança e do contexto familiar é importante considerar também as relações da família com a escola diante da aprendizagem da criança, pois essa interação não é neutra neste contexto.

O interesse em desenvolver este projeto está voltado para a preocupação em contribuir socialmente com o problema de aprendizagem, com crianças onde os pais são pouco participativos.

A questão que norteia este artigo é de que forma o psicopedagogo pode desenvolver um trabalho com os pais?

Para elucidar tal questão, este artigo tem como objetivo, desenvolver um trabalho de orientação com os pais, cujos filhos apresentam dificuldades de aprendizagem.

É nosso objetivo conscientizar os pais, sobre a importância que eles exercem na formação desse aspecto tão essencial ao ser humano.

Apesar de esse material ter suas limitações, esperamos que seja um instrumento de conscientização aos pais e que os ajude a compreenderem a sua importância diante do desenvolvimento cognitivo de seus filhos.

Dificuldades de aprendizagem relacionadas à influência dos pais

            Podemos dizer que, hoje em dia existe uma grande debilidade dos pais em acompanharem o processo de aprendizagem de seus filhos devido, muitas vezes a um histórico familiar de pouca, ou de nenhuma influência de cuidado, presença e cumplicidade, de seus próprios pais.  

            Apesar de existirem alguns pais desinteressados na aprendizagem dos filhos, ainda assim, existem aqueles que sentem-se desorientados sobre a melhor forma de conduzirem esse processo, necessitando de apoio e orientação.

            A escola e a família precisam deixar de colocar uma na outra a responsabilidade do fracasso e caminhar juntas, visualizando como objetivo maior o desenvolvimento da criança e do adolescente.

É, portanto, necessário refletir sobre os papéis que devem desempenhar nesse processo a escola e, consequentemente, os professores, mas também não se pode continuar ignorando a importância fundamental da família na formação e educação de crianças e adolescentes.

            Segundo a autora Elizabeth Polity (2001, p.45), "o padrão de aprendizagem familiar é um dos legados mais fortes".

Um ambiente familiar seguro para o desenvolvimento da aprendizagem está ligado à maneira dos membros da família separarem suas próprias frustrações em relação às realizações, das expectativas e conflitos dos filhos. Um campo fértil para a dificuldade de aprendizagem está relacionado à forma da família lhe dar com o significado do saber e não saber, como tratam das perdas e dos segredos, com a dificuldade em que seus membros apresentam em diferenciar-se e separar-se. (POLITY, 2001, p.45)

Um contato próximo dos pais com a instituição escolar, poderá sinalizar este interesse pelo próprio desenvolvimento dos filhos. Além das dificuldades em aprender e encontrar motivação para gostar da escola, os alunos podem ainda desenvolver o fracasso escolar como consequência do distanciamento dos pais de sua escola.

Erlisch (1981, apud FRAIMAN, 1997, p. 94) afirma que; "Esforços escolares mal sucedidos (por exemplo, notas baixas, comportamento indisciplinado e atitudes negativas em relação à escola) têm sido geralmente associadas com a ausência de envolvimento parental na educação dos filhos".

Para que família e escola trabalhem juntas no desenvolvimento da aprendizagem do educando, é cada vez mais importante sensibilizar os pais a participarem ativamente na vida escolar dos seus filhos. E neste momento entra o trabalho de conscientização do psicopedagogo com a família, com a intenção de contribuir para o progresso da aprendizagem do educando.

As crianças permanecem muito tempo dentro da escola, Macedo (1998) nos alerta, que este é um ambiente propicio para observação e avaliação dos mesmos, porém não compete apenas à escola, a função de educar as crianças, mas também à família.

Estratégias de orientação aos pais: O papel do psicopedagogo

Quando se quiser obter alguma coisa da população, é pela família que se deverá passar. De modelo, a família vai tornar-se instrumento, e instrumento privilegiado para o governo da população (FOUCAULT apud DORNELLES, 2005). A família é a célula máter da sociedade, assim a sociedade é composta pela soma de famílias, e cada uma delas é possuidora de culturas, crenças, onde cada membro exerce uma função distinta e complementar, constituindo desta forma, uma identidade particular.

Na sociedade em que vivemos encontramos muitas famílias desestruturadas, e os motivos são os mais diversos; pais separados, desemprego, brigas entre casais na frente dos filhos, vícios e principalmente na ânsia em suprir as necessidades físicas da família, muitos pais passam a maior parte do tempo distantes de seus filhos, rompendo o vinculo afetivo que está sendo construído.  Quanto mais se desestruturam as famílias, aumenta-se o índice de crianças com dificuldades de aprendizagem, que acabam aos cuidados de um psicopedagogo.          

Este profissional intervém junto à família das crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem, por meio de suas metodologias a fim de tomar conhecimento de informações sobre sua vida orgânica, cognitiva, social e emocional. 
Estar atentos ao que a família pensa, seus anseios, seus objetivos e expectativas com relação ao desenvolvimento do filho é de grande importância para o psicopedagogo chegar a um diagnóstico. A intervenção psicopedagógica deve buscar a inclusão dos familiares, através de encontros que possibilitem o acompanhamento do trabalho junto aos professores. Sendo assim, os pais ocupam um novo espaço no contexto do trabalho, opinando e participando, e isto é de suma importância. Se a família e a instituição de ensino devem primar pelo desenvolvimento da criança, então essas duas instâncias devem atuar em parceria. Sabemos, no entanto, que a relação da família com a escola é ainda, em alguns aspectos, conflituosa. Diante disso, como o psicopedagogo poderia ajudar no estabelecimento dessa via de mão dupla?

 O psicopedagogo deve orientar a escola a criar novas estratégias para o fortalecimento das relações entre Instituição e a família. Há uma grande contribuição na aprendizagem quando a escola ouve as famílias.

O psicopedagogo é o intermediador dos aspectos positivos sugeridos pelos pais e cabe à ele verificar qual é a importância do aprender para a criança, para a sua família e até mesmo para a escola, com a intenção de compreender onde está a "falha" na aprendizagem, buscando métodos que auxiliem nesse processo.

Cada indivíduo possui uma maneira pessoal de apropriar-se do conhecimento. Tal como argui Fernandez (1991), as formas de aprendizagem constroem-se desde o nascimento, na mais tenra idade, e através destas formas, nos deparamos com angústias inerentes ao (dês) conhecer. Ainda segundo esta mesma autora, a modalidade de aprendizagem é como um esquema de operar que vamos utilizando nas diferentes situações de aprendizagem. Essas proposições nos conduzem a reflexões que se concentram essencialmente no âmbito familiar. Se pensarmos que as rupturas no vínculo da família provocam bloqueios em relação ao conhecimento da criança, estaremos admitindo que o campo afetivo e o campo cognitivo estão sempre juntos. Isso nos leva a entender que o rompimento no vínculo afetivo consequentemente desencadeia bloqueios no aspecto cognitivo.

 Por isso, a busca de uma relação confiável e colaborativa entre escola e família com fins ao desenvolvimento integral do educando é uma questão importante e necessária que o psicopedagogo não pode fazer vistas grossas e nem ouvidos moucos.

 

A participação dos pais e sua influência no desenvolvimento escolar da criança.

"A aprendizagem é influenciar o comportamento inicial do aluno por meio das

experiências vividas na escola, na rua, na família". (SEAGOE,1978, p. 6).

A relação contexto escolar e contexto familiar é fundamental para o processo de aprendizagem. É nos dois contextos que a família juntamente com a escola, tem o papel de desenvolver a sociabilidade, a afetividade e o bem estar físico dos indivíduos.

É no ambiente familiar e escolar que o sujeito se prepara de acordo os padrões culturais e sócio-históricos pré-definidos para atuar na sociedade. É necessário que haja a aproximação desses dois contextos a partir de uma ação coletiva, que complete a ação, já que tanto o contexto familiar quanto o contexto escolar apresentam aspectos positivos e negativos.

            Libâneo ressalta (2000, p.22): "Educação é o conjunto de ações, processos, influências, estruturas que intervêm no desenvolvimento humano de indivíduos e grupo na relação ativa com o ambiente natural e social, num determinado contexto de relações entre grupos e classes sociais".

Os pais que são participativos na aprendizagem de seus filhos contribuem, também para a prática pedagógica dos professores.

 Isso evidencia a responsabilidade que a escola tem em incentivar e apoiar sem articulação família-escola. As duas instituições são responsáveis pela inserção do sujeito no contexto social, devendo torná-lo capaz de alcançar o conhecimento com autonomia e acompanhar as mudanças sociais, tecnológicas e econômicas. "Ensinar é propiciar situação que permitam ao educando modificar o seu comportamento de determinado modo" (SEAGOE, 1978, p. 07).

A família, especialmente os pais, ocupa um importante papel na mudança do comportamento de seus filhos. Ela intervém no desenvolvimento humano do indivíduo, na relação com o meio natural e social.

A família como toda instituição social, apesar dos conflitos é a única que engloba o indivíduo em toda a sua história de vida pessoal (PRADO, 1981, p. 09). É nela que a criança adquiri suas primeiras experiências educativas, sociais e históricas. Que a criança aprende a se adaptar às diferentes circunstâncias, a flexibilizar e a negociar, independente das normas educacionais que são impostas aos familiares, através da escola, da ideologia vigente de cada sociedade etc.

No ambiente familiar, o modo de ser do sujeito pode ser aprendido por meio de imitações, de significados atribuídos às determinadas situações que se dão na convivência via discurso das pessoas da família ou via comportamentos. É na família, que a criança aprende a se relacionar com outro, que aprende mitos, crenças e valores que traçam seu perfil como pessoa.

            Segundo Prado (1981, p. 13): "A família influencia positivamente quando transmite afetividade, apoio e solidariedade e negativamente quando impõe normas através de leis, dos usos e dos costumes".

Contudo, a família tem maior responsabilidade na educação dos indivíduos, por estar em constante contato em sua casa, fase de formação e desenvolvimento.

Essa relação entre pais e filhos é fundamental no processo de aprendizagem. Ela causa segurança emocional para a criança. Qualquer outro recurso utilizado pode causar um desajuste social.

Assim, a família que transfere suas responsabilidades para outros, como para o professor, que já tem conhecimentos sobre o funcionamento do sistema escolar e acaba por valorizar e aceitar a ajuda do aluno, não contribui para a aprendizagem dos filhos.

O ideal é que se desenvolva um trabalho envolvendo a escola e família, numa relação recíproca, pois as influências dos dois meios são importantes para a formação de sujeitos. "É na família que o indivíduo irá buscar energia, sustentação para enfrentar situações difíceis de serem vivenciadas". (PORTES, 2000, p.70).

Nesse sentido, a família deve realizar um trabalho no interior do lar para que o filho supere as diversas situações difíceis como a ausência dos pais, as dificuldades financeiras e outros, levando o filho a dar continuidade aos estudos, pois a formação adquirida no interior da família, a imagem de pais sérios, honestos e trabalhadores favorecem no desempenho escolar dos filhos e nos seus comportamentos escolares."A família não é um simples fenômeno natural. Ela é uma instituição social variando através da história e apresenta até formas e finalidades diversas numa mesma época e lugar, conforme o grupo social que esteja" (PRADO, 1981, p. 12).

O ambiente familiar é o primeiro lugar, onde a criança aprende as diferenças, como se comportar e a se ver no contexto social. "É preciso distinguir as expectativas sociais em relação á família, como também aquelas que ela própria preencha em relação aos elementos mais indefesos da sociedade: criança e deficientes em todas as idades". (PRADO, 1981, p.35)

As famílias ocupam papel importante na vida escolar dos filhos, e este não pode ser desconsiderado, pois consciente e intencionalmente ou não, influenciam no comportamento escolar dos filhos. Muitas, infelizmente influenciam negativamente, seja por questões econômicas, pessoais, de relacionamento, de amadurecimento dos pais ou separação.

            Lahire apud Zago (2000, p. 21) afirma que,

(...) a criança constitui seus esquemas comportamentais, cognitivos e de avaliação através de formas que assumem as relações de interdependência com as pessoas que a cercam com mais frequência e com mais tempo, ou seja, os membros da família. (...) Suas ações são reações que ‘se apoiam' relacionalmente nas ações dos adultos que, sem sabê-lo, desenham, traçam espaços de comportamento e de representações possíveis para ela.

 

Sabe-se que os processos de escolarização de alunos no Ensino Fundamental há interrupção por diferentes motivos, um deles são os constantes descompassas da realidade de vida do aluno com as normas da instituição de ensino, outro é a instabilidade e a precariedade de condições de vida; a necessidade do trabalho infantil diversificado; a separação dos pais e outros acontecimentos familiares que levam a interrupção dos estudos. "As interrupções aumentam a distância entre a idade cronológica e a idade escolar, e quando maior a diferença, mais improvável se torna a conclusão de um ciclo completo de ensino". (PRADO e ZAGO, 2000 p.27)

Muitos pais desestimulam seus filhos nos estudos, porque apresentam atitudes contrárias à escola, não apoiam a filosofia que a Instituição adota para lhe dar com os conflitos de seus alunos. Outros se sentem frustrados por não terem alcançado suas metas estudantis e por estarem em posição social inferiores aos demais, exigem então; de seus filhos algo que eles mesmos não conseguiram alcançar. Essa influência, pode muitas vezes causar uma resistência à aprendizagem.

Por outro lado, existem conflitos entre família e escola devido as diferenças de classes sociais, valores, crenças, hábitos de se interar e de se comunicar. Isto é, a família, muitas vezes tem modelos de comportamento e de pensar diferente da escola do seu filho, sendo necessário que os pais se preocupem em escolher a escola para seus filhos de modo que se assemelhe ao seu próprio modelo.

Deste modo, só numa relação de parceria entre família e escola, independente da classe social, que se consegue uma participação dos pais. A escola como promovedora dessa participação, precisa antes de tudo, conhecer um pouco das famílias, observando seus comportamentos e atitudes, e através da compreensão e do respeito procurar estratégias adequadas às necessidades da família, sem desvaloriza-la pela sua classe social.

Sabe-se que muitas famílias trabalhadoras não têm condições de acompanhar o processo de aprendizagem dos filhos.

Aí está o papel da escola em abrir as portas oportunizando possibilidades das famílias estarem presentes no processo de aprendizagem.

            A família, como instituição, tem o papel de reprodução social, no contexto econômico, cultural, social em que se insere, transmitindo herança cultural de geração a geração.

Na relação mãe/filhos, essa transmissão se dá de forma mais efetiva, através do diálogo e não da imposição. Contudo não deve-se desconsiderar a importância do pai no processo de aprendizagem, pois há uma relação de afeto, mesmo que seja de modo diferente, procuram orientar seus filhos para que não cometam os mesmos erros que cometeram, acabando por impor sua decisão aos filhos.

O filho-aluno por sua vez, desempenha um papel importante e ativo na construção do seu sucesso na aprendizagem.

As ações educativas sejam na escola, na família ou em outro ambiente não acontecem isoladamente, uma influencia a outra, implícita ou explicitamente e se procederem de forma desarticulada pode levar ao fracasso na aprendizagem, do individuo.

A aprendizagem existe de várias formas, e é praticada em diferentes situações que se não forem bem definidas objetivamente torna-se sem valor.

Ela se dá através das experiências de vida em diferentes situações de trocas entre as pessoas, envolve trocas de símbolos, bens, poderes e crenças. Nesse sentido, percebe-se que as diferentes práticas educativas, no contexto familiar, influenciam no desenvolvimento das crianças.

Metodologia

Esta pesquisa está classificada sob a perspectiva qualitativa, ou seja, com base no levantamento bibliográfico com a identificação de fontes e documentos que possam elucidar a problemática.

Considerações Finais

O presente estudo possibilitou uma reflexão sobre o envolvimento da família e a sua relação com o desenvolvimento de aprendizagem de crianças e adolescentes que apresentam esta problemática.

Torna-se relevante devido à sua intenção em contribuir para o desenvolvimento na construção de conhecimento por meio de um trabalho conjunto entre escola e família com a mediação do psicopedagogo.

Através dos autores que fundamentaram este estudo, foi possível constatar os conflitos vivenciados por famílias frente à difícil tarefa de participar da vida acadêmica de seus filhos devido a diversos fatores, sejam eles; desinteresse, pessoais, econômicos, etc. E diante desta situação, coloca-se em evidencia a necessidade da coerência entre o agir da escola em relação à família que atende.

Percebe-se que essa participação é um grande desafio para aqueles que estão envolvidos com o processo de aprendizagem de crianças e adolescentes. É preciso que escola e família busquem cada vez mais uma relação de parceria com compromisso, a fim de superar as dificuldades existentes nessa relação.

A escola, por sua vez, tem buscando cada vez mais estratégias de aproximação, as quais estas ainda estão precisando ser aplicadas num clima de cooperação e de respeito mútuo.

            Há também dificuldades vivenciadas pelos pais em acompanhar o processo escolar dos seus filhos que vêm resultando em novas práticas de acompanhamento realizadas pelos pais. Isto é quando não é possível ir à escola, procura-se auxiliar o aprendizado dos filhos no interior do lar; o importante é não atribuir a escola total responsabilidade, pois buscar uma relação de parceria não significa transferir a responsabilidade de pais para a escola, assim como a escola não pode responsabilizar os pais pelo aproveitamento escolar dos filhos, cada uma ocupa um papel fundamental no desenvolvimento da aprendizagem, sendo insubstituível e intransferível as partes.

Assim, penso que na relação família escola deve-se criar possibilidades para uma relação dialógica, crítica e libertadora a fim de se fazer mais visível a participação dos pais no espaço escolar. Ultrapassar as barreiras existentes é demonstrar boa vontade e compromisso com o processo educativo dos membros das novas gerações.

Ressalta-se a necessidade do envolvimento da família na educação das crianças diante de um trabalho conjunto buscando soluções para o conflito abordado, compreendendo que a escola é um ambiente que deve proporcionar diferentes estratégias à criança em seu desenvolvimento, em conjunto com um trabalho de assessoramento as famílias para que elas possam caminhar no mesmo sentido. 

Na época em que vivemos, percebemos o quanto os pais delegam cada vez mais a responsabilidade da aprendizagem para a escola.

A escola é um prolongamento do lar, onde o aluno se socializa com os outros e partilha o seu dia-a-dia. Assim, a colaboração e interação dos pais com os professores ajuda a resolver muito dos problemas de aprendizagem dos seus educandos, que vão surgindo ao longo do seu percurso escolar.

Os pais, não devem participar da escola somente para receber informações dos seus filhos. É preciso que façam sugestões, tomem algumas decisões em conjunto com os professores, participem das atividades desenvolvidas na escola e etc.

É preciso a conscientização de que é fundamental essa parceria. Se os pais forem orientados sobre a importância dele na vida escolar de seu filho, as dificuldades de aprendizagem poderão ser minimizadas.

Concluo, esta pesquisa destacando a importância da intervenção psicopedagógica no trabalho com a família e escola, entendendo que esta interação é de extrema importância para o êxito da aprendizagem significativa, do filho - aluno.

            Houve também a intenção em contribuir com pesquisas que envolvam alunos de ensino Fundamental I e colaborar com as pesquisas em torno da psicopedagogia, voltada para a diminuição da dificuldade em aprendizagem que acontece com crianças e adolescentes.

            Esta pesquisa poderá favorecer a criança no desenvolvimento da aprendizagem e orientar os pais no acompanhamento da criança, na vida escolar.

Referências bibliográficas

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FRAIMAN, Leonardo de PerWen e. A importância da participação dos pais na educação escolar. Dissertação (Mestrado em Psicologia) 134 p. – Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo: São Paulo, 1997.

LIBÂNEO, José Carlos.  Pedagogia e pedagogos, Para quê? 3 ed. São Paulo:

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MARTURANO, E. M. Ambiente familiar e aprendizagem escolar. In: C. A. Funayama (Org.).Problemas de aprendizagem: enfoque multidisciplinar. Ribeirão Preto: Legis Summa, 1998.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/a-importancia-do-trabalho-psicopedagogico-com-os-pais-no-desenvolvimento-da-aprendizagem-do-educando-6264727.html

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