A Influencia Da Educação No Desenvolvimento Humano:uma Prática Inacabada

11/04/2010 • Por • 3,990 Acessos

A Influência da Educação no desenvolvimento Humano: uma pratica inacabada.

Jorge Rocha Gonçalves

j.rocha60@yahoo.com.br

Compreender a educação como um processo ao longo da vida humana, levando a agir, pensar e sentir a novidade na vida torna – se uma tarefa constante de trabalho intelectual, mais também, da maneira diferente e reflexiva de observar os valores e aprender deles e com eles.Torna – se um burocrata da busca do saber, ou um praticante do ato da cultura no silencio, encontra – se na contramão da nova sociedade voltada a exigir um ser humano virado na busca do desenvolvimento de habilidades inerentes aos seres racionais e na formação complexa das competências, incluindo neste âmbito, as praticas mais nobres no relacionamento entre os homens e mulheres, bem como, a compreensão de como cada sociedade vive e reproduz sua cultura, de forma a tirar desta a essência pura para o desenvolvimento a partir das crianças para quando torna – se homem, tenhamos uma comunidade mais adequada a sobrevivência dos seres. No currículo a ser aplicada na escola, venha a ser voltado ao exercício continuo de incentivo a aprendizagem do conhecimento mais respeitosa sobre os seres, a realidade em que vivem e uma utilidade social a esses conteúdos. Desta forma MOREIRA. P. 9.2006. Faz a seguinte caracterização sobre essa condição a partir da escola com reflexo imediato no modo de vida.

porém, o currículo deixa de ser concebido segundo a ótica oficial: como instrumento de promoção de uma educação de qualidade, definida no âmbito da lógica econômica, bem como de controle de estudante, professores e instituições escolares. Deixa – se também de considerar que o processo de sua formulação deva ficar a cargo de uma comissão de especialistas iluminados, supostamente capazes de determinar o que deve ser ensinado e aprendido em todas as escolas d país. Em nosso enfoque, o currículo corresponde ao espaço no qual, coletiva e democraticamente, ensinaram – se e aprendem – se conhecimento mais respeitosos das realidades em que vivem conhecimento esse que possam ser úteis na definição de um projeto coletivo que aprofunde a busca e a construção do que LACLAU e MOUFFE chamam de democracia radical e plural.

Implementada pelos administradores das instituições publicas, apesar da demonstração visível de interesse mais de baixa solução, por se tratar de um ambiente propicio aos resultados políticos partidários.

. A composição de elementos indissociáveis que forma o espaço, de um lado os elementos geográficos contendo os naturais e a diversidade biótica implantada pela atuação do homem, resultando em certo desequilíbrio ambiental, do outro lado, as diversas configurações trazidas pela população em movimento, preenchendo espaços típicos de áreas anecumeras e com essa violação do ambiente virgem impróprio ao estabelecimento de habitação fixa, emergem os transtornos causados por essa atitude desacompanhada de orientações especiais para essa questão, diante dos avanços decorrentes das características geográficas que envolvem o globo terrestre, com sua nossa face. SANTOS. P.26.1997. Refere – seao espaço de modo a destaca os avanços realizados pela sociedade em seu entorno. "O espaço deve ser considerado como um conjunto indissociável de que participam de um lado, certo arranjo de objetos geográficos, objetos naturais e objetos sociais, do outro, a vida que os enche e os anima, ou seja, a sociedade em movimento".

Normalmente, a se falar e em variados momentos determinar – se, relacionar – se com a natureza, é fácil perceber a distinção que registram sobre o que social e o que natural, para efeitos didáticos, possui uma grande contribuição para compreendermos a existência de outras espécies animada e inanimada, bem como, as varias formações desenhada pela ação do intemperismo na superfície da terra, mais diante da existência da fixação humana, não podemos fazer essa distinção, pois o homem, como ser vivente, faz parte do ecossistema desde sua formação do barro do jardim do Éden e do sobro em suas narinas, assim fica indivisível a separação real entre os componentes dos biomas, mais as suas formas de participarem ativamente nesta composição, necessita ser alvo de estudo e ensino.

Na visão de ROSSEEAU, "afirmando que o homem nasce bom e a sociedadeo corrompe. Resgata – lo dessa angustiante condição de objeto para ser sujeito de transformação e reflexão, necessário (idem), desde infância, obedecendo a suas fases de desenvolvimento, venha ser educado como homem para na etapa de homem seja incorruptível.

Segundo DEWEY, "não é ensina para a vida, mais da vida". Assim não se educa para conviver com a indiferença ou diferença, mais para ser um cidadão, cidadã, em pleno gozo do contrair direitos e cumprir obrigações, de conviver em harmonia com ele mesmo e com os outros. Na pratica do aprender e ensinar, MORUS, p p, 159.1990. Ressaltando o espaço e tempo e suas conseqüências na ação educativa no ser humano, descreve

A educação da infância e da juventude é confiada ao sacerdote, para quem os primeiros cuidados são para o ensino da moral e da virtude de preferência das ciências e das letras. O mestre, na Utopia, emprega toda a sua experiência e talento em imprimir na alma ainda tenra e impressionável da criança, os bons princípios que são a salvaguarda da Republica. A criança que recebeu o gérmen desses princípios guarda – os em sua carência de homem, tornando – se mais tarde um elemento útil a conservação do Estado. E o vicio que destrói os impérios e o vicio é engendrado pelas más opiniões.

Os primeiros movimentos de vida de uma criança, a partir do ventre materno, necessitam ser envolvido em um clima de incentivo ao despertar de um testemunho verdadeiro e sincero, cheios das virtudes necessárias ao bom andamento das funções que se coloca aos seus cuidados.

Com as primeiras orientações voltadas a fortalecimento de uma personalidade justa, não haverá receio de encontrar um Estado futuro carente de decisões que determine o bem estar social, ou tenha duvidas e programas contrario a esse fim, pois as ações acompanhara o procedimento natural no comportamento verdadeiro da criança – homem.

Durante todo percurso de criança a vir a ser homem, todo o estímulo recebido, se estendera a benefícios comuns e a menos gastos econômicos coma a maturidade, de acordo com James Heckman, ganhador do premio Nobel de 2000 em economia, ao fazer a relação do custo beneficio da educação de qualidade desde cedo.

Os estímulos bons, ofertado a criança ou ao jovem o mais cedo possível, viabilizara para que se torne um homem bem sucedido, "Quanto antes os estímulos vieram mais chances a criança terá de se tornar um adulto bem-sucedido". ¹(HECKMAN).

Independente do que se deseja fazer em uma sociedade desigual,a forma mais humana de trata - La é considera –la com as suas diferenças e aproveitar o seu potencial natural deser com habilidades para transformar.

A percepção vinda de dentro para fora da escola em nossos dias é evidente a contramão dessa afirmação. A constituição humana que chega a escola dos alunos (as) que não receberam ao longo da sua chegada a convivência escolar ou até na condição de educador, mostra que houve falhas no percurso e, portanto, crianças, jovens e adultos, cheios de vícios, atrapalhando o bom andamento  da função escolar, bem como, um melhor relacionamento fora das paredes da escola ou da residência familiar e intra-familiar.

A complexidade que se tornou o bom resultado em estudos ao aprendiz das classes populares nos países em desenvolvimento ou subdesenvolvido, já que o emergente devido a tradição familiar pendeu para uma melhor acomodação ou submissão aceita ou condicionada, mais traz uma conduta diferenciada na composição geral da sociedade, ou pela extrema condição subumana, ou extrema condição de um rendimento melhor, diferentes dos sobreviventes sem regras de conduta trazido ao mundo pela falta de orientação familiar, aonde no seu relacionamento em grupo, venha a de forma violenta ou delicadamente, dependendo de como o grupo de relacionamento se encontra, trazendo ou não uma contrapartida familiar-social, venha a ser excluído dos diversos meios de busca na participação.

As qualidades humanas aplicadas sob paramentos de orientação levaram a demonstração e atenção publica imediatamente ao contato realizado, nesta ótica, observara que as relações entre os homens são interagentes, formando desta forma uma teia trazendo conseguentimento, outra ordem a comunidade, aonde as condições de sobrevivência e relacionamento, venha a ser caracterizada segundo MORUS. P. 34, de uma "sociedade sã e sabiamente organizada".

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1 -James Hochman. O Bom de educar desde cedo. Revista Veja.nº 23. 10 de junho de 209

O maior desafio para os sujeitos do ensino e aprendizagem vem a ser a compreensão que a escola começa a ser estruturada fora dos seus limites, muito antes de chegar as salas de aulas. A idealização do espaço de especifico de aprendizagem torna – se ponto fundamental para o bom andamento do processo de qualificação sensível para a convivência em grupo, originando um sistema de educação, da cultura existente. ROMANELLI, p.19.Estabelece a relação entre a evolução educacional e os rumos seguidos no seguinte contexto.

A evolução do sistema educacional, a expansão do ensino e os rumos que esta tomou, só podem ser compreendidos a partir da realidade concreta criada pela nossa herança cultural, evolução econômica e estrutura do poder político.

As forças de conservação do Status quo, da modernização da ordem social, se confrontam, no antoganismo dessas forças, a defasagem da escola se apresenta, demonstrando no ensino publico, maior carência em relação com o desenvolvimento econômico, norteadores qualificados para assumir os projetos estruturadores, hoje, realizados e com mais exigências nos investimentos locais, ou por conta da globalização, carente de trabalhadores voltado a produção com qualidade, pois foram afetados pelo descaso no avanço econômico.

Durante a evolução do acumulo de capital, a mente dos donos dos meios de produção, estava voltada para guardar e especular com o que se ganha. Não interessava se a qualidade da produção e do que se produz, estava andando de forma equivocada, até a chegada da necessidade inerente, do que se deveria produzir e com qual qualidade fazer – lo,

A chegada da concorrência, onde a oferta e a procura tornaram – se uma lei onde o menor preço tem que vir acompanhada de uma melhor qualidade, na competição do mercado mundial.

A introdução dos conceitos utilizados na produtividade, como qualidade, deriva das crises econômicas que assolam as sociedades indistintamente e com reflexo direto na escola, pois são elas formadas diretamente por filhos dos trabalhadores ou donos dos meios de produção, assim sendo, a (dês) humanização torna – se efervescente, pois a busca da recuperação do capital perdido.

A integração dos trabalhadores e trabalhadoras permite a perda de valores vitais ao fortalecimento de um Estado forte e sadio. Diante dessa perda social do estado pela educação, MORUS. P. 159. Demonstra como a educação pode formar um Estado soberano e respeitoso.

A educação da infância e da juventude é confinada ao sacerdote, para que os primeiros cidadãos são para o ensino da moral e da virtude de preferência as das ciências e das letras. O mestre, da utopia emprega toda a sua experiência e talento em imprimir, na alma ainda tenra e impressionável da criança, os bons princípios que são a salvaguarda da republica. A criança que recebeu o gérmen desses princípios guarda – os em sua carreira de homem, tornando – se mais tarde um elemento útil à conservação do estado. È o vicio que destrói os impérios eé engendrada pelas más opiniões.

Em utopia, (MORUS), destaca que os sacerdotes destinados a educação das crianças, dos jovens, são os melhores na sua formação empregando todo o seu empenho para executar tal obra. Fato que se questiona em nossos dias, a formação acadêmica das licenciaturas e da pedagógica. A viabilidade da educação numa sociedade estratificada, a partir dos atores sociais, compreendeu o seu papel como membro de uma comunidade, no caso direto a escola, de como os protagonistas nas seções de aprendizagem venham a compreender a sua finalidade no espaço que ocupa nos momentos de sua participação, não ficando alheio aos acontecimentos em sua volta e não querer entender o que encontra – se em acontecimento, pois estão, influenciam diretamente seu modo de vida.

As concessões dadas ao funcionamento das instituições particulares de ensino, com a égide de não se puder atender as necessidades da população em crescimento geométrico, são ocupada estas por filhos de aristocratas e burgueses emergentes, bem como burocratas atendentes das necessidades partidárias, tem fundamento na constituição Brasileira, art. 2005. Onde dos direitos aos homens, mulheres e crianças indiscriminadamente na educação.

A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania, e sua qualificação para o trabalho.

Temos nesta co-cooperação admitida pela lei na educação com o Estado, o envolvimento da família, a colaboração para o desenvolvimento da pessoa, a formação da cidadania e a preparação para o trabalho.

Elementos estes, necessários a dar ao sujeito social, plena condição de ser vivente com dignidade, se não fosse um jogo de palavras escrita. As atribuições constitucionais dadas às instituições, não são proporcionais a sua importância e envolvimento na estrutura social e econômica da republica.

O retorno a esse fim são condições conseqüentes de condições subumana de sobrevivência, onde o respeito a vida e a ordem não vistos como elementos essenciais ao bem estar publico e sim a condições ultrapassadas de viver e fazer o bem.

A vida nesta ordem desigual de sociedade, não possui valor imaterial, mais de como as necessidades podem ser satisfeitas, para isso, qualquer meio licito ou não, são praticas corriqueiras de obter o desejado, mesmo que as atitudes violam toda regra de conduta voltada a uma integração e responsabilidade coletiva do bem viver e desenvolver pensamentos e procedimentos dignos de honra e estabelecimento de uma ordem.

Desta forma, MORUS. p. 68. Descreve a seguinte relação entre as instituições e sua participação na composição e formação da população com seu perfil humanizado em conflito, desprovida de uma vida abundante e cheia de comodidades úteis a uma organização sem vícios.

qual a fortuna publica é a presa dum punhado de indivíduos insaciáveis de prazeres, enquanto a massa é devorada pela miséria. Também, quando comparo as instituições utópianos com as dos outros países, não me canso de admirar a sabedoria e a humanidade de uma parte, e de deplorar, da outra, o  desuario e a barbaria. Na utopia, as leis são poucas numerosas, a administração distribui indistitivamente seus benefícios por todas as classes de cidadãos. O mérito é ali recompensado; e, ao mesmo tempo, a riqueza nacional é tão igualmente repartida que cada um goza abundantemente de todas as comodidades da vida.

Referencias Bibliográficas

1 – MORUS, Thomas. Utopia. Edições de Ouro. Rio de Janeiro. 1990.

2 – MOREIRA, Antonio Flavio Barbosa. Currículo: políticas e praticas. 9ª Ed. Papirus. São Paulo. 2006.

3 – ROMANELLI, Otaiza de Oliveira. Historia da educação no Brasil. Vozes. Petrópolis. 2002.

4 – BRASIL. Congresso Nacional. Constituição da Republica Federativa Brasil. Outogarda em 5 de outubro de 1988. Petrópolis. 1988.

Perfil do Autor

Jorge Rocha Gonçalves

Sou professor técnico da secretaria estadual de Educação de Pernambuco. se preparando para terminar o mestrado em Ciências da Educação e...