APONTAMENTOS SOBRE A EDUCAÇÃO E O ENSINO DE HISTÓRIA NA EJA

Publicado em: 21/01/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 2,643 |

Wilian Bonete (Mestrando em História - UEL)

Introdução

O presente estudo tem por finalidade elencar algumas considerações entre a Educação e o ensino de História na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Deve-se levar em consideração que o universo da EJA é amplo e diversos são os trabalhos desenvolvidos nesta área, porém, poucos relacionados aos conhecimentos históricos.

A exclusão social é característico dos que freqüentam esta modalidade de ensino, logo, é sobre este contexto que se desenvolve os diálogos a seguir com base na filosofia Paulo Freire, pois esta temática perpassa grande parte de suas obras.

Refletir sobre a Educação é relevante, pois á grosso modo, entende-se que ela está presente em todos os aspectos das formações sociais cujo motivo básico é a manutenção da vida humana. Segundo Di Rocco, "[...] é a base da formação do homem para o meio que o cerca não só como paciente, mas principalmente como agente." (ROCCO, 1979).

Quanto à disciplina de História, por si só carrega um potencial transformador e aliado ao processo educacional, permite os homens a compreensão da sociedade em que estão inseridos. (AMARO, 2009).

Neste sentido, acreditamos que a disciplina de História quando devidamente trabalhada, pode fornecer elementos que possibilitem o auxílio na reflexão e compreensão dos jovens e adultos a cerca da realidade que os cercam.

 

Algumas considerações sobre o campo de pesquisa, Paulo Freire e a EJA.

A pesquisa e discussão sobre determinada área do conhecimento, revelam a preocupação que lhe é dedicada. Podemos facilmente encontrar vários trabalhos a respeito da escolarização de jovens e adultos e diversos são os esforços empenhados em compreender as peculiaridades que envolvem esta modalidade de ensino.

Conforme Marco Bueno (2009, p.6), a EJA constitui um campo de pesquisa amplo que vai além do trabalho pedagógico, pois envolve os aspectos sociais e econômicos localizados fora do alcance da escola, porém com influência direta desenvolvida por ela. Para compreender essa visão abrangente, Bueno aponta que é indispensável uma compreensão histórica desta forma de ensino, e como se desenvolvem as práticas educativas com os adultos que por algum motivo abandonaram os estudos.

Neste trabalho trazido em tela, não temos por objetivo traçar um histórico da EJA, pois o mesmo é amplo, porém indicamos dois textos importantes que trazem em suas discussões aspectos historiográficos da EJA no Brasil como: "Escolarização de Jovens e Adultos" de Sérgio Haddad e Maria Clara Di Pierro (2000), "Visões da Educação de Jovens e Adultos no Brasil" de Maria Clara Di Pierro, Orlando Jóia e Vera Masagão Ribeiro (2001).

Quando nos propomos a direcionar estudos para a EJA, não devemos deixar de considerar ás contribuições de Paulo Freire advindas desde o final dos anos 50 e início dos anos 60. Com a proposta de novos métodos de alfabetização, Freire buscava além da simples erradicação do analfabetismo, mas a continuidade nos estudos e uma formação crítica e politizada. (BUENO, 2009).

Podemos dizer segundo Haddad & Pierro (2000), que a partir do II Congresso Nacional de Educação de Adultos, realizado no Rio de Janeiro em 1958, deu-se início uma nova forma de pensar por parte dos educadores brasileiros e novos olhares foram lançados sobre o ensino de adultos.

Com a forte repressão que a Educação sofreu durante o período militar, Freire foi exilado e só retornou ao Brasil no final dos anos 70.  Tânia Moura (1999) aponta que a partir de sua volta, passou a dedicar suas reflexões nas categorias amplas no campo das concepções e das políticas educacionais e a desenvolver ações nessa mesma direção. Neste sentido, além de ter reconhecido, recomendou a necessidade de atualização do seu "método", e para isso, ofereceu suporte teórico para aqueles que se dedicavam, à alfabetização. (MOURA, 1999, p.13).

Tânia Moura afirma o seguinte:

"[...] a história da Educação e particularmente da alfabetização de adultos no Brasil tem nas idéias de Paulo Freire a sua "Pedra Angular". É através de suas formulações que as reflexões e práticas na área passaram a dispor de um referencial próprio, contrapondo-se a concepção "ingênua" e "astuta" alfabetização e ás práticas mecanicistas e alienantes." (MOURA, 1999, p. 43).

A Educação de Jovens e Adultos vem despertando na atualidade grande interesse como uma problemática de estudo. Dessa forma, os trabalhos direcionados a esta modalidade, devem reconhecer os conhecimentos trazidos tanto por professores como por alunos e que tais estudos influenciem o estabelecimento de uma formação e modo de aprendizagem para siga para além dos simples conteúdos.

 

A educação na EJA

Falar em Educação de Jovens e Adultos é primeiramente entender conforme Moacir Gadotti (2007) como "Educação de Adultos", pois os que freqüentam esta modalidade de ensino são majoritariamente jovens e adultos (e inclusive idosos) trabalhadores, que sofrem com salários baixos, o desemprego, más condições de vida, saúde e moradia.

Essas são marcas da realidade trazida pelos educandos para dentro da sala de aula cuja quais, os professores não devem deixar de lado ao exercerem suas práticas docentes.

Segundo Gaetana Di Rocco (1979), no mundo contemporâneo, as sociedades urbanas e desenvolvidas exigem cada vez mais a leitura e a escrita como forma básica de uma integração ao meio. A autora afirma que sem esses instrumentos é quase impossível para os indivíduos, novas formas de adaptações.

Para Di Rocco (1979, p.13), à Educação nas suas formas mais abrangentes representam a possibilidade de um desenvolvimento individual e social no sentido que vai eliminando a marginalização, e entenda-se aqui, - como aquele que não tem condições de se integrar ao meio.

Nossa sociedade está marcada pelo avanço das novas tecnologias e pela abundância da produção do sistema capitalista, porém esta sociedade contraditoriamente exclui os homens e mulheres do exercício da cidadania. (FREIRE, 1994 apud BARBOSA, s/a).

Paulo Freire (1987) reconhece a existência dentro das classes sociais, uma luta entre oprimidos e opressores e se posiciona totalmente a favor da transformação das condições de existência e das ações dos excluídos, como nota-se nessa passagem de Pedagogia do Oprimido:

"A realidade social, objetiva, que não existe por acaso, mas como produto da ação dos homens, também não se transforma por acaso. Se os homens são os produtores desta realidade e se esta, na "inversão da praxis", se volta sobre eles e os condiciona, transformar a realidade opressora é tarefa histórica, é tarefa dos homens." (FREIRE, 1987, p.39)

Paulo Freire sugere que a finalidade da Educação é ser libertadora. Sob aspecto chama atenção para que a Educação não se funda apenas numa "compreensão de homens vazios", mas na consciência intencionada dos homens ao mundo. Freire enfatiza que: "[...] não pode ser a do deposito de conteúdos, mas a da problematização dos homens em suas relações com o mundo." (FREIRE, 1987, p.77). Freire defende a idéia de uma Educação em que educadores e educandos se fazem sujeitos do processo, onde ambos superem o intelectualismo alienante e relacionem-se de forma a aprender simultâneamente com suas próprias experiências de vida.

Portanto, podemos observar que os autores aqui trazidos em tela afirmam que é inegável a constante mudança da sociedade. Álvaro Vieira Pinto (1997), intelectual de renome na Educação, nos mostra que: [] "á medida em que a sociedade se vai desenvolvendo, a necessidade da educação de adultos torna-se mais imperiosa" (PINTO, 1997, p.81). O autor postula que o adulto não é analfabeto por vontade própria, mas é fruto da sociedade, com fundamento nas condições de sua existência.

A Educação segundo Viera Pinto "[…] deve atuar sobre as massas para que estas, pela elevação do seu padrão de cultura, produzam representantes mais capacitados para influir socialmente." (PINTO, 1997, p.83). Em sua visão, caberia ao educador praticar um método crítico de forma que possibilite ao aluno a oportunidade de alcançar consciência crítica instruída de si e do mundo. Neste sentido, o aluno descobriria as causas de seu atraso cultural e material e refletiria sobre sua situação. (PINTO, 1997, p.84).

Para Vieira Pinto, a Educação não se limita apenas à comunicação do saber formal, científico, técnico, artístico, etc., o que se intenta é a mudança na condição humana do indivíduo que adquire o saber. Neste aspecto, o autor destaca que "[...] á educação é substantiva, pois altera o ser do homem, pois se não fosse assim, seria adjetiva, um mero ornamento da inteligência." (PINTO, 1997, p.49). O homem que adquire o saber e passa a ver o mundo sob outro ponto de vista, e devido a isso, se torna um elemento transformador do seu mundo. [...] "Esta é a finalidade essencial da educação. Tal é a razão de que todo movimento educacional tenha conseqüências sociais e políticas". (idem).

Podemos observar que os autores, embora cada um, com suas especificidades compartilham da mesma idéia ao (re) afirmarem o sentido transformador que a Educação possui na vida do ser humano.

O trecho seguinte selecionado lança uma perspectiva de Educação relevante, faz parte do documento elaborado em 1994 pela Comissão Nacional de Educação de Jovens e Adultos, da qual participaram nomes como Moacir Gadotti, Sergio Haddad, Maria Clara Di Pierro, Leila Guimarães Abreu, dentre outros

"[...] Esta Educação permite a compreensão da vida moderna em seus diferentes aspectos e o posicionamento crítico do indivíduo face à sua realidade. Deve, ainda, propiciar o acesso ao conhecimento socialmente produzido que é patrimônio da humanidade. (GADOTTI, 2007, p.120)."

Dessa maneira, José Romão (2007) entende as possibilidades de mudança que a Educação proporciona em todos os níveis sociais, e assim enfatiza que: "[...] Pela Educação, queremos mudar o mundo, a começar pela sala de aula, pois as grandes transformações não se dão apenas como resultantes dos grandes gestos, mas de iniciativas cotidianas, simples e persistentes." (ROMÃO, 2007 p.65).

 

Ensino de História na EJA

 

Numa tentativa de relacionar a importância da História na Educação de Jovens e Adultos, se faz necessário uma breve reflexão sobre seu sentido na vida do homem de uma forma geral. Paul Thompson (1992, p.21), intelectual de grande referência para historiadores postula que é por meio da História que as pessoas procuram compreender as revoluções e mudanças por que passam suas próprias vidas, que através da História política e social ensinada nas escolas levam os alunos a compreender e aceitar ou não, o modo pelo qual o sistema político ou social acabou tomando a forma como se apresenta na sociedade.

Conforme Keith Barton (2001, apud PARENTE, 2004), á disciplina de História reveste-se de grande importância para o mundo moderno apesar das pessoas inferirem na compreensão da natureza e do objetivo do conhecimento histórico. Barton mostra que se por um lado, para os educadores a História envolve a análise da relação causa e efeito, numa tentativa de compreensão de como a sociedade evoluiu com o passar do tempo, para outras pessoas, por outro lado é uma fonte de lições morais, um modo de identificar heróis e vilões, ou mesmo uma fonte de identidade individual e pessoal.

Outro destaque em Barton, mostra que para as pessoas de uma forma geral, a História procura explicar quem somos, de onde viemos, como família, comunidade, nação ou etnia, ou simplesmente surge como uma forma de divertimento pessoal. No entanto, o autor aponta que qualquer uma dessas perspectivas poderá ter alguma importância em uma determinada altura da vida, e que esse leque variado de perspectivas deve ser levado em consideração que os alunos chegam á sala de aula já com algum conhecimento de História. (2001, apud PARENTE, 2004, p.46)

Nessa mesma forma de pensamento, Selva Guimarães Fonseca (2003) apresenta a idéia de que a História em todos os sentidos é formativa, assim o seu ensino, os sujeitos, os saberes, as práticas as experiências didáticas tem enorme importância na vida social, para a construção da democracia e da cidadania.

O professor inserido num determinado contexto escolar, com sua maneira própria de agir, ser viver e ensinar, transforma o conjunto que são os conhecimentos históricos em saberes ensináveis, trazendo a compreensão dos alunos. Fonseca aponta que através desses conhecimentos trabalhados em sala de aula, o professor pode fazer emergir a memória daqueles que tradicionalmente não tem direito a história. (FONSECA, 2003).

Para Hollien Bezerra (2005), os conhecimentos históricos têm por objetivo a compreensão dos sujeitos históricos, os desvendamentos das relações que se estabelecem entre os seres humanos em diferentes espaços e tempos. Da mesma forma Amaro (2009), afirma que a História carrega em si o potencial de permitir a compreensão das sociedades criadas pelos próprios homens, nas quais viveram e ainda vivem. Tal conhecimento permite os desvelamentos de fatos e processos que levaram à humanidade a determinada confluência de fatores que implicaram em mudanças nas sociedades.

Embora claro o papel e o significado da História e sua devida importância para o ser humano, deve-se atentar ao fato de que ela representa um reflexo da sociedade. Conforme Sidnei Munhoz (1989, p.67), vivemos em uma "sociedade autoritária", logo muitas vezes o seu ensino está baseado na imposição do educador sobre o educando.

Munhoz diz que a maioria dos alunos não compreende a História que estuda nem suas finalidades, e a este fato, aponta que talvez seja esse o motivo de desinteresse pelos estudos históricos. A este respeito, cabe ao professor comprometido com o ensino, principalmente no que tange as classes dominadas, "apontar aos estudantes novos caminhos que visem criar no educando o interesse pelo conhecimento e compreensão da História como um processo". (MUNHOZ, 1989, p. 67)

A luz desses apontamentos considera-se que a História oficial é comprometida com os interesses das classes dominantes, logo, cabe aos professores e alunos desmitificá-la com o objetivo de demonstrar qual o seu lugar no universo do sistema de dominação de classes. (MUNHOZ 1989).

O grande desafio proposto por Munhoz é a da desmistificação da historiografia oficial, [...] "para que possamos construir uma historiografia que reflita a importância de seu papel na transformação da sociedade em que vivemos." (MUNHOZ, 1989, p. 68).

Portanto, embora grande parte dos modelos de ensino sejam baseados em modelos tradicionais, Fonseca (2003) afirma que a principal característica do ensino de História no Brasil é a busca incessante do fim da exclusão social.

Os currículos, as práticas pedagógicas tentam ampliar o campo da História ensinada, assim, Fonseca postula que a escola "[...] tenta-se constituir como espaço de construção de saberes e práticas fundamentais, reconstruindo a passagem da libertação do homem: de súdito para cidadão." (FONSECA, 2003, p. 96).

Ainda nas palavras de Fonseca: "[...] Somente o ensino de História comprometido com a análise crítica da diversidade da experiência humana pode contribuir para a luta, permanente e fundamental, da sociedade: direitos do homem, democracia e paz." (FONSECA, 2003, p. 96).

Com esse breve quadro desenhado sobre o ensino de História, podemos tomar como legítimo a idéia de que a História na EJA, quando trabalhada de forma reflexiva, pode trazer maiores reflexões por parte dos educandos em sala de aula. Aos professores que trabalham com o ensino de História nessa modalidade, devem viver uma busca constante de material e de novas formas e abordagens pensando novos caminhos para o entendimento da História.

As trajetórias de vida dos alunos da EJA não devem ser postas de lado pelos professores, mas devem sim associar essas experiências de vida a um ensino que os referencie como agentes históricos e mostre que gente como a gente vem fazendo História ao longo do tempo.

 

Considerações Finais

A Educação de Jovens e Adultos tem se tornado uma necessidade tanto nas comunidades como nos locais de trabalho. Á medida em que a sociedade vai se desenvolvendo, novas oportunidades e possibilidades de crescimento na área profissional surgem. Por um lado, exigem qualificações constantes e atualizações dos conhecimentos e das habilidades. Como já apontamos no texto, Paulo Freire atribui a este fato, a exclusão dos analfabetos ou daqueles com pouca escolaridade, porém, cabe a sociedade contribuir com a EJA não discriminando esta modalidade, mas sim incentivando o seu desenvolvimento.

Neste estudo adotamos como base o pensamento de Paulo Freire justamente pela defesa de uma educação problematizadora, uma educação libertadora, e não aquela chamada prática "bancária" onde o professor é o narrador e o aluno apenas um ouvinte. Tânia Moura (1999) aponta que o objetivo maior de Freire era propiciar através de seu método uma maneira reflexiva de pensamento:

"[...] propiciar formas de ajudar a população analfabeta a organizar reflexivamente o pensamento de maneira a suspender o seu pensamento "mágico", ingênuo, passando para um pensamento lógico, abstrato que pudesse ajudar no processo de construção de consciência crítica, no entendimento do que ocorreria na sociedade em "fase de transição" e das possibilidades que os homens conscientes e organizados teriam na "rachadura" da sociedade" (MOURA, 1999, p.59).

Freire acreditava que através dessa forma de Educação, as pessoas pudessem se organizar de tal maneira na luta pela transformação da sociedade e da realidade em que estão inseridos.

A clareza de que devemos ficar em mente, é que a História não tem apenas a mera função de enriquecimento da bagagem cultural dos indivíduos a fim de apenas reproduzirem de forma detalhada os fatos ocorridos no passado, "mas sim, possibilitar a esses indivíduos a compreensão da História como um processo contraditório, pela qual os homens em suas múltiplas relações produzem sua vida em múltiplas dimensões" (AMARO, RODRIGUES, 2009, p.5466).

Esperamos que esses apontamentos contribuam para as reflexões presentes e futuras a respeito da EJA, e que cada vez mais a sociedade perceba o quão importante é a oferta dessa modalidade no Brasil.

 

Referências Bibliográficas

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AMARO, Hudson Siqueira. Historiografia paranaense sobre o Ensino de História: formação de banco de dados de material bibliográfico sobre o Ensino de História produzido no Paraná. In: IV Congresso Internacional de História. UEM, PR. 2009 (CD).

BUENO, Marco Aurélio Pereira. Os Olhares sobre a EJA: Um estudo de caso com educadores de Biologia. Dissertação de mestrado em Educação – UFPR, 2009

BEZERRA, Holien G. Ensino de História: Conceitos e Conteúdos Básicos. In: KARNAL, Leandro (org.) História naSala de Aula: Conceitos, Práticas e Propostas. 3º ed. São Paulo: Contextos, 2005.

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DI ROCCO, Gaetana Maria Jovino. Educação de adultos: uma contribuição para seu estudo no Brasil. São Paulo: Loyola, 1979.

FONSECA, Selva Guimarães. Didática e prática de ensino de história: experiências, reflexões e aprendizados. São Paulo: Papirus, 2003.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

GADOTTI, Moacir, ROMÃO, José E. (orgs). Educação de Jovens e Adultos: teoria, prática e proposta. – 9º ed. São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2007. – (Guia da escola cidadã; v.5).

PINTO, Álvaro Vieira. Sete lições sobre educação de adultos. 10º Ed. São Paulo: Cortez 1997.

HADDAD, Sergio. PIERRO, Maria Clara Di. Escolarização de Jovens e Adultos. Revista Brasileira de Educação. São Paulo, nº. 14, p. 108-130, MAI/AGO. 2000.

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MOURA, Tânia Maria de Melo. A prática pedagógica dos alfabetizadores de Jovens e Adultos: contribuições de Freire, Ferreiro e Vygotsky. Maceió: EDUFAL, 1999.

PEREIRA, Junia Sales. SIMAN, L.M.C. (orgs.). Ensino de História In: Coleção Didática e Prática de Ensino: Convergências e tensões no campo do trabalho docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.

PARENTE, Regina Alves. A Narrativa na Aula de História: um estudo com alunos do 3º ciclo do Ensino Básico. 2004. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade do Minho, Braga, Portugal, 2004.

ROMÃO, José E. Compromisso do Educador de Jovens e Adultos. In: GADOTTI, Moacir, ROMÃO, José E. (orgs). Educação de Jovens e Adultos: teoria, prática e proposta. – 9º ed. São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2007. – (Guia da escola cidadã; v.5).

SOARES, Leôncio (org.) Educação de Jovens e Adultos In: Coleção Didática e Prática de Ensino: Convergências e tensões no campo do trabalho docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.

THOMPSON, Paul. A voz do passado: historia oral. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

 

*SOBRE ESTE ARTIGO: Este artigo foi publicado nos Anais da V Seminário de Educação do Centro Oeste do Paraná e XVIII Semana de Pedagogia da UNICENTRO 2010. ISSN 2177-7713  (CD-ROOM)

Link: http://anais.unicentro.br/secop2010/pdf/resumo_16.pdf

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/apontamentos-sobre-a-educacao-e-o-ensino-de-historia-na-eja-4082473.html

    Palavras-chave do artigo:

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    Wilian Junior

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    marlucia pontes gomes de jesus

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    Edjar Dias de Vasconcelos

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    Edjar Dias de Vasconcelos

    Venho das Famílias. Vasconcelos, Machado, Batista, Bonito, Dias e Silva da Costa. Meu terceiro avô. Por parte do meu pai. Nicomedes Costa de Vasconcelos. Filho de Cristino Costa e Silva. Primo Machado de Vasconcelos. Casado com Belica Batista de Vasconcelos. Irmã do meu outro bisavô. Manoel Batista.

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    Wilian Junior

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