Artigo científico sobre as interseções entre ecoeficiência, produção mais limpa e desenvolvimento sustentável

05/12/2011 • Por • 670 Acessos
  1. INTRODUÇÃO

            Vivemos um momento ímpar em nosso desenvolvimento como animais humanos no planeta terra, pois estamos no patamar do ápice tecnológico, a longevidade da existência com qualidade de vida, o domínio quase completo dos obstáculos colocados pela natureza para o crescimento econômico, por outro lado, somos os animais que mais agridem e poluem o meio-ambiente- berço da existência e sobrevivência nossa e das demais espécies.

           Portanto, no atual estágio, nosso maior inimigo somos nós mesmos. Nossa maior ameaça pode ser nosso vizinho que coloca lixo no seu "quintal", nosso desejo consumista de comprar o último modelo de automóvel sem se preocupar com o descarte do modelo atual, a indústria que trabalhamos e que não observa a importância da reciclagem, o capitalista dos EUA que nega o aquecimento global, ou nosso irmão chinês do outro lado do mundo que está poluindo e afetando o clima global, portanto todos os sistemas formados e comandados pela espécie humana.

           Será que é possível desenvolvimento sustentável?  Poderá haver harmonia entre capitalismo de produção e ecoefiência com produção mais limpa?

           Nosso objetivo principal é avaliarmos a convivência harmoniosa ou conflitante entre o capitalismo, e o desenvolvimento sustentável. Pretendemos apresentar a metodologia daecoeficiência,  as características da "produção mais limpa" e contribuir no conhecimento crítico-analítico acerca dos conceitos de desenvolvimento sustentável.

  1. DESENVOLVIMENTO

O nosso trabalho apresenta como concepção a visão holística do desenvolvimento sustentável, considerando todos os aspectos e interseções entre o: Meio Ambiente, Economia e Sociedade. Pois é fundamental a relação do ser humano com
seus pares, com a produção de bens e serviços necessários e em harmonia com o meio ambiente.

A sustentabilidade se baseia em modelo sustentável com crescimento econômico, aliado ao desenvolvimento econômico, ou seja, com dinamismo do mercado, melhor distribuição de riquezas e incorporação de contingente maior de beneficiários
desse crescimento, porém respeitando a dimensão ambiental, preocupada com o estoque de recursos naturais limitados, utilizando tecnologia para preservação e recuperação da natureza, visando a relação das gerações futuras com os
recursos naturais renováveis e não renováveis do meio ambiente herdado.

          Como também, na dimensão social perseguindo o atendimento das necessidades básicas de toda a população, minimizando as desigualdades e exclusões sociais, buscando a justiça distributiva e políticas garantidoras de educação, saúde, habitação e seguridade social. Ressaltamos, também, a dimensão Cultural, pois qualquer modelo de desenvolvimento sustentável precisar respeitar os padrões culturais, identidade primordial de um povo e de uma sociedade. O grande desafio é a comunhão dos atores sociais promotores do seu próprio desenvolvimento construído na vivência da concertação social.

           A dimensão do indivíduo contempla as diferentes formas de relacionamento dele com o seu mundo interior e exterior. No mundo interior os valores e os interesses construídos historicamente. No mundo exterior o meio ambiente e a cultura vistos a seguir.

A sociedade é a segunda dimensão e a ela estão ligados os processos sociais (educação, urbanização, mobilização, controle social etc.). Na sociedade se observam os grupos, as classes, as organizações, a estrutura etc.

A terceira dimensão é a política, considerada a grande responsável pelas medidas administrativas que afetam a vida individual e coletiva, cabe a esta dimensão entender o papel político do cidadão e das diferentes organizações que compõem o poder público. A omissão da sociedade civil em participar da administração pública é um dos principais causadores de desastres.

A mudança social, a comunicação, a educação e os demais processos sociais estão estruturados historicamente através da cultura. A plataforma de trabalho deixou clara a interação entre as dimensões, mas a cultura possui uma importância fundamental para entender as demais, pois é através dela que os indivíduos e os grupos decidem suas ações. A cultura institucional influencia as redes de relacionamento, principalmente por vivermos em uma sociedade que coloca a indicação técnica no segundo plano.

A quinta dimensão, a tecnológica se aproxima da cultura. O preconceito de que regiões historicamente voltadas à produção de baixa tecnologia, artesanal e primitiva estão condicionadas a permanecerem neste modelo de desenvolvimento. A tecnologia sendo ofertada, oportunizada vai ser uma resposta de alta qualidade as populações afastadas dos grandes centros. A educação a distância é um exemplo vivo de que a tecnologia pode ser auto-sustentável. A perspectiva é trabalhar as tecnologias sociais relacionando-as as demais dimensões.

A sexta e a sétima dimensão dão conta do conceito de meio ambiente. A trajetória do conceito de meio ambiente é extensa e tende a ser sinônimo de mundo exterior, incluindo o nosso organismo e nossa cultura. A necessidade de mostrar como o meio ambiente afeta e é afetado por nossas ações levou muitos estudiosos a aproximar o conceito a totalidade. Neste segmento vamos conceituar meio ambiente natural e construído, pois a dimensão cultura e as demais serão complementares a esta compreensão de totalidade.

          A categoria natural responde a parte não modificada pela ação do ser humano, já à de meio ambiente construído reúne os assentamentos humanos, as unidades produtivas, as construções de suporte à uma vida civilizada.

A última dimensão, a econômica, está associada à capacidade do indivíduo, do grupo, da sociedade organizada, da iniciativa pública e da privada responderem à administração dos recursos.

O artigo científico apresenta como concepção a visão holística do desenvolvimento sustentável, considerando todos os aspectos e interseções entre o: Meio Ambiente, Economia e Sociedade. Pois é fundamental a relação do ser humano com
seus pares, com a produção de bens e serviços necessários e em harmonia com o meio ambiente.

A sustentabilidade se baseia em modelo sustentável com crescimento econômico, aliado ao desenvolvimento econômico, ou seja, com dinamismo do mercado, melhor distribuição de riquezas e incorporação de contingente maior de beneficiários
desse crescimento, porém respeitando a dimensão ambiental, preocupada com o estoque de recursos naturais limitados, utilizando tecnologia para preservação e recuperação da natureza, visando a relação das gerações futuras com os
recursos naturais renováveis e não renováveis do meio ambiente herdado.

Como também, na dimensão social perseguindo o atendimento das necessidades básicas de toda a população, minimizando as desigualdades e exclusões sociais, buscando a justiça distributiva e políticas garantidoras de educação, saúde, habitação e seguridade social. Ressaltamos, também, a dimensão Cultural, pois qualquer modelo de desenvolvimento sustentável precisar respeitar os padrões culturais, identidade primordial de um povo e de uma sociedade. O grande desafio é a comunhão dos atores sociais promotores do seu próprio desenvolvimento construído na vivência da concertação social.

          Em 1989, a expressão "Produção Mais Limpa" foi lançada pela UNEP (United Nations Environment Program) e pela DTIE (Division of Technology, Industry and Environment) como sendo a aplicação contínua de uma estratégia integrada de prevenção ambiental a processos, produtos e serviços, visando o aumento da eficiência da produção e a redução dos riscos para o homem e o meio ambiente. A indústria brasileira descobre a Produção Mais Limpa na década de noventa, mais precisamente após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92.

O conceito de ecoeficiência foi introduzido em 1992, pelo WBCSD (World Business for Sustainable Development é uma coligação de 130 empresas internacionais que partilham o compromisso do desenvolvimento sustentável), e foi largamente reconhecido pelo mundo empresarial, reunindo os ingredientes essenciais- progresso econômico  e ambiente, necessários para o aumento da prosperidade econômica, através da utilização mais eficiente dos recursos e de menos emissões nocivas ao ambiente.

No prisma de uma economia globalizada e na relação economia – meio ambiente, todo o debate considera que a sustentabilidade de qualquer economia está fadada a processos produtivos sustentáveis, através de tecnologias limpas, preservação dos recursos naturais, sob o ícone de responsabilidade sócio-ambiental. O Brasil, citado como celeiro da biodiversidade, apresenta relações primárias quanto à relação economia-meio ambiente, portanto se faz necessárias mudanças estruturais na citada relação, ou seja, transformações no processo de produção priorizando a visão ambiental, a busca pela sustentabilidade do negócio em longo prazo, e, principalmente, a participação ativa dos atores sociais
(governos, fundações, ONG's, associações, etc).

Segundo Kraemer (2006) em seu Artigo Científico Gestão ambiental: um enfoque no desenvolvimento sustentável, no qual comenta que no mundo sustentável o novo paradigma é fundamental a integração e interação de qualquer atividade
econômica com os demais eixos da sustentabilidade, principalmente a relacionada ao meio ambiente.

Aprofundando mais a questão ambiental, KRAEMER (2006), comenta que qualquer empresa que persegue ser sustentável deverá promover uma mudança cultural, buscando gerenciar de forma mais coesa o seguimento ambiental, conforme o modelo abaixo idealizado por  MACEDO (1994)

Quadro 2 – Visão geral da gestão ambiental

GESTÃO AMBIENTAL

Gestão de Processos

Gestão de Resultados

Gestão de Sustentabilidade

Gestão do Plano Ambiental

Exploração de recursos

Emissões gasosas

Qualidade do ar

Princípios e compromissos

Transformação de recursos

Efluentes líquidos

Qualidade da água

Política ambiental

Acondicionamento de recursos

Resíduos sólidos

Qualidade do solo

Conformidade legal

Transporte de recursos

Particulados

Abundância e diversidade da flora

Objetivos e metas

Aplicação e uso de recursos

Odores

Abundância e diversidade da fauna

Programa ambiental

Quadros de riscos ambientais

Ruídos e vibrações

Qualidade de vida do ser humano

Projetos ambientais

Situações de emergência

Iluminação

Imagem institucional

Ações corretivas e preventivas

Fonte: Macedo, R.K. 1994.

O mesmo autor  KRAEMER subdivide a gestão ambiental em quatro níveis:

Gestão de Processos – envolvendo a avaliação da qualidade ambiental de todas as atividades, máquinas e equipamentos relacionados a todos os tipos de manejo de insumos, matérias primas, recursos humanos, recursos logísticos, tecnologias
e serviços de terceiros.

Gestão de Resultados – envolvendo a avaliação da qualidade ambiental dos processos de produção, através de seus efeitos ou resultados ambientais, ou seja, emissões gasosas, efluentes líquidos, resíduos sólidos, particulados, odores, ruídos, vibrações e iluminação.

Gestão de Sustentabilidade (Ambiental) – envolvendo a avaliação da capacidade de resposta do ambiente aos resultados dos processos produtivos que nele são realizados e que o afetam, através da monitoração sistemática da qualidade do
ar, da água, do solo, da flora, da fauna e do ser humano.

Gestão do Plano Ambiental – envolvendo a avaliação sistemática e permanente de todos os elementos constituintes do plano de gestão ambiental elaborado e i mplementado, aferindo-o e adequando-o em função do desempenho ambiental alcançado pela organização. Os instrumentos de gestão ambiental objetivam melhorar a qualidade ambiental e o processo decisório. São aplicados a todas as fases dos empreendimentos e poder ser: preventivos, corretivos, de remediação e
pró-ativos, dependendo da fase em que são implementados.

KRAEMER
(2006), cita os benefícios da gestão ambiental

BENEFÍCIOS ECONÔMICOS

Economia de Custos

Ö Redução do consumo de água, energia e outros insumos.

ÖReciclagem, venda e aproveitamento e resíduos, e diminuição de efluentes.

ÖRedução de multas e penalidades por poluição.

Incremento de Receita

ÖAumento da contribuição marginal de "produtos verdes", que podem ser vendidos a preços mais altos.

ÖAumento da participação no mercado, devido à inovação dos produtos e à menor concorrência.

Ö Linhas de novos produtos para novos mercados.

ÖAumento da demanda para produtos que contribuam para a diminuição da poluição.

BENEFÍCIOS ESTRATÉGICOS

ÖMelhoria da imagem institucional.

ÖRenovação da carteira de produtos.

ÖAumento da produtividade.

ÖAlto comprometimento do pessoal.

ÖMelhoria nas relações de trabalho.

ÖMelhoria da criatividade para novos desafios.

ÖMelhoria das relações com os órgãos governamentais, comunidade e grupos ambientalistas.

ÖAcesso assegurado ao mercado externo.

ÖMelhor adequação aos padrões ambientais.

Fonte:
Adaptado de North, K. Environmental business management. Genebra: ILO, 1992.
In: Cagnin, 1999.

O estudo mostra que todas as atividades desenvolvidas apresentam simbiose com as demais, pois é necessária uma visão holística e global do que seja desenvolvimento sustentável. No segmento Economia e Meio Ambiente a busca é pela ecoeficiência, a qual é alcançada com a eficiência dos recursos disponíveis limitados (recursos naturais) ou ilimitados (capital, bens e serviços), visando à produção de bens e serviços necessários para a qualidade de vida, cuja produção ou transformação seja pautada no mínimo impacto ambiental, mediante o uso mais eficiente de materiais e energia, buscando o
desempenho econômico e ambiental.

Podemos atribuir a ecoeficiência quando ocorrem: redução do consumo de materiais com bens e serviços; redução do consumo de energia com bens e serviços; redução da dispersão de substâncias tóxicas; intensificação na reciclagem de materiais;
maximização do uso sustentável de recursos renováveis, prolongamento da durabilidade dos produtos; e agregação de valor aos bens e serviços.

           A partir desse novo paradigma, a poluição ambiental passa a ser sinônimo de desperdício nas empresas responsáveis, e seus processos passam por mudanças que buscam diminuir o consumo de água, energia e matérias-primas (BELMONTE, 2004, apud ARGENTA, 2007). Fernandes et al (2001) define a Produção Mais Limpa da seguinte
forma:

"a aplicação contínua de uma estratégia
econômica, ambiental e tecnológica

integrada aos processos e produtos, a
fim de aumentar a eficiência no uso de

matérias-primas, água e energia, através
da não-geração,   minimização  
ou

reciclagem de resíduos gerados em um
processo produtivo. Produção Mais  ]

                                Limpa também
pode ser chamada de Prevenção da Poluição, já que as

 técnicas  utilizadas são basicamente as mesmas"(FERNANDES
et AL,2001,).    

           De acordo com o conceito proposto por Fernandes (2001), a Produção mais Limpa pressupõe quatro atitudes básicas. A primeira, e a mais importante, é a busca pela não geração de resíduos, através da racionalização das técnicas de produção. Quando o primeiro conceito não pode ser aplicado integralmente, a segunda atitude proposta pela Produção Mais Limpa é a minimização da geração dos resíduos. Já o reaproveitamento dos resíduos no próprio processo de produção é a terceira atitude defendida pela Produção Mais Limpa, enquanto a quarta alternativa para a Produção mais Limpa é a reciclagem, com o aproveitamento das sobras ou do próprio produto para a geração de novos materiais (CETESB, 2007, apud HENRIQUES e QUELHAS, 2007).

Quando uma empresa, instituição, indústria ou qualquer entidade que busca a ecoeficiência persegue uma "produção mais limpa", que é a aplicação contínua de uma estratégia técnica, econômica e ambiental integrada aos processos, produtos
e serviços, a fim de aumentar a eficiência no uso de matérias-primas, água e energia, pela não geração, minimização ou reciclagem de resíduos e emissões, com benefícios ambientais, de saúde ocupacional e econômicos.

O WBCSD identificou sete fatores de sucesso da ecoeficiência:

·reduzir a demanda de materiais por unidade de bem ou serviço;

·reduzir a demanda de energia;

·reduzir a dispersão de tóxicos;

·aumentar a reciclabilidade de materiais;

·maximizar o uso sustentável de recursos renováveis;

·aumentar a durabilidade dos materiais;

·aumentar a carga de serviço nos bens e serviços.da utilização mais eficiente dos recursos e de menos emissões nocivas ao ambiente.

O aspecto mais importante da Produção Mais Limpa é que a mesma requer não somente a melhoria tecnológica, mas a aplicação de know-how e a mudança de atitudes. Esses três fatores reunidos é que fazem o diferencial em relação às outras
técnicas ligadas a processos de produção.

Mudar atitudes significa encontrar uma nova abordagem para o relacionamento entre a indústria e o ambiente, pois repensando um processo industrial ou um produto, em termos de Produção Mais Limpa, pode ocorrer a geração de melhores resultados, sem requerer novas tecnologias. Com isso, a estratégia geral para alcançar os objetivos é de sempre mudar as condições na fonte em vez de lutar contra os sintomas. 

Citamos as fases de implantação e resumidamente as ações necessárias para operacionalização de tal metodologia, conforme proposto pelo Centro Nacional de Tecnologias Limpas- CNTL (apud ARAÚJO, 2002).

Fase 1: PRÉ-AVALIAÇÃO- avaliação técnica das atividades executadas, visando identificar as possibilidades da implantação da Produção Mais Limpa- "P + L";
Fase 2: CAPACITAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EMPRESA- Implantaçãode uma equipe de trabalho ou força tarefa, também denominada "Ecotime", e esta equipe deve ser capacitada e sensibilizada, de forma a disseminar os fundamentos  P+L para os demais funcionários e funcionárias da empresa;
Fase 3: ELABORAÇÃO DO DIAGNÓSTICO AMBIENTAL E DE PROCESSOS- é a base de dados da P+L, pois deve fornecer uma "fotografia"da real situação da empresa diante da sua relação com o meio ambiente, permitindo que se reconheça as principais matérias-primas, insumos com respectivas quantidade utilizada e custo de aquisição, além de volume de produtos produzidos, os principais equipamentos utilizados no processo produtivo, fontes de abastecimento e tratamento da água utilizada, o consumo de energia, consumo de combustíveis, locais de armazenamento, a conformidade ou não com a legislação ambiental, os resíduos sólidos gerados, a existência ou não de emissões atmosféricas e de efluentes líquidos e os sistemas de controle e tratamento utilizados, e os custos relativos ao controle dos resíduos gerados;
Fase 4:ELABORAÇÃO DO BALANÇO AMBIENTAL, ECONÔMICO E TECNOLÓGICO DO PROCESSO PRODUTIVO-
é alimentado com os dados do diagnóstico ambiental e de processos, utilizam-se os fluxogramas da etapa de Pré-avaliação de forma combinada com os dados obtidos no diagnóstico, visando elaboração do balanço ambiental através da
construção de fluxogramas de processo (entrada e saída);
Fase 5- AVALIAÇÃO DO BALANÇO ELABORADO E IDENTIFICAÇÃO DE OPORTUNIDADES DE PRODUÇÃO MAIS LIMPA-
consiste na identificação de oportunidades ou problemas diagnosticados na
elaboração do balanço ambiental, econômico e tecnológico do processo produtivo;
Fase 6- PRIORIZAÇÃO DAS OPORTUNIDADES IDENTIFICADAS NA AVALIAÇÃO- a priorização deve está fundamentada na escala de prioridades para prevenção de resíduos;
Fase 7- ELABORAÇÃO DO ESTUDO DE VIABILIDADE ECONÔMICA DAS PRIORIDADES- Analisar a viabilidade das opções de P+L por meios de dados econômicos, técnicos e dos conseqüentes benefícios ambientais;
Fase 8- ESTABELECIMENTO DE UM PLANO DE MONITORAMENTO- estabelecer os pontos de medição para analisar a eficiência do processo produtivo;
Fase 9- IMPLANTAÇÃO DAS OPORTUNIDADES DE P+L PRIORIZADAS- análises das oportunidades de implantação da P+L;
Fase 10- DEFINIÇÃO DOS INDICADORES DO PROCESSO PRODUTIVO- caracterizam-se pelas medições realizadas no "chão de fábrica"e são extremamente importantes para identificação de pontos críticos no processo, pois determinam em qual parte do processo está havendo maiores perdas ou desperdícios;
e Fase 11- DOCUMENTAÇÃO DOS CASOS DE P+L- deve ser realizada a fim de que a alta direção de cada empresa tenha eficientes relatórios, demonstrando as opções proposta pela metodologia implementada ou a serem implementadas.

  1. CONCLUSÃO

O projeto proposto apresenta como méritos a reflexão sobre a dimensão do que seja desenvolvimento sustentável, considerando os campos do desenvolvimento econômico, desenvolvimento social, preservação e conservação do meio ambiente, e  suas interseções, cuja sincronia perfeita e harmônica, irá gerar um mundo melhor com inserção social, ecoeficiência, P + L,  e  justiça socioambiental. Ao nosso ver,  os objetivos foram totalmente alcançados, mas
principalmente, pelo conhecimento adquirido acerca do que seja realmente desenvolvimento sustentável.

Ressaltamos como outra contribuição, além do escopo do trabalho proposto, a realização da disciplina Planejamento e Desenvolvimento Sustentável, a qual busca sensibilizar, especializar e instrumentalizar atores sociais na aplicabilidade
do desenvolvimento sustentável, através do conceito-prática da "concertação", face à articulação e mobilização dos atores sócio-econômicos em uma ação integrada, harmônica e compartilhada, os quais provocam e participam em intervenções na cadeia de valor de uma atividade produtiva, visando o desenvolvimento sustentável.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • ARAÚJO, A. F. A aplicação da Metodologia de Produção Mais Limpa: Estudo em uma empresa do setor de construção civil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis,
    2002.ttp://www1.sp.senac.br/hotsites/sigas/docs/20071016_CAS_ProducaoMaisLimpa.pdf>
    Acesso em 10 jun 2009.
  • ARGENTA, D. O. F. Alternativas de melhoria no processo produtivo do setor moveleiro de Santa Maria/RS: Impactos Ambientais. Dissertação de mestrado. Universidade Federal de Santa Maria. Santa
    Maria, 2007.
  • COELHO, Arlinda C. D. Avaliação da Aplicação da Metodologia de Produção Mais Limpa, Salvador: UFBA, 2004.
  • FERNANDES, J.V. G et AL. Introduzindo práticas de produção mais limpa em sistemas de gestão ambiental certificáveis: uma proposta prática. Revista Engenharia Sanitária e Ambiental. V.06, no. 03, jul/dez.
    Rio de Janeiro, 2001, p 157-164.
  • HENRIQUES, L.P.; QUELHAS, O.L.G. Produção Mais Limpa: Um exemplo para sustentabilidade nas organizações. 2007. Disponível em: < HTTP://www1.sp.senac.br/hotsites/sigas/docs/20071016_CAS_ProducaoMaisLimpa.pdf>
    Acesso em 10 jun 2009.
  • KRAEMER, Maria Elisabeth P. Gestão Ambiental: Em Enfoque no Desenvolvimento Sustentável. 2006. Disponível em  HTTP://www.ambientebrasil.com.br
    Acesso em 19 ago. 2007.
    • MACEDO, R. K. de, Gestão Ambiental - Os Instrumentos Básicos para a Gestão vAmbiental de Territórios e de Unidades Produtivas. ABES: AIDIS. Rio de Janeiro. vRJ.1994
  • Medir a eco-eficiência. Um guia para comunicar o desempenho da empresa. Portugal, Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, 2000.
  • Produção Mais Limpa: Conceitos e Definições Metodológicas.
    Disponível em HTTP://www.aedb.br.Acesso em 01 set 2011.
  • SILVA, Fernando A; BARROS, Linalva M. Elaboração de Curso de Especialização em Desenvolvimento Sustentável- DRS. Trabalho realizado na Graduação de Sociologia com Ênfase Rural- CEPED- UFRPE 2007.

Perfil do Autor

FERNANDO ANTONIO DA SILVA

Especialização  (Lato Sensu) em Gestão Ambiental pela Faculdade de Teologia Integrada- FATIN-  Recife-PE. Graduado em Sociologia com Ênfase...