As Fases da Globalização: o período do domínio nacional

Publicado em: 27/06/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 2,848 |

As Fases da Globalização: o período do domínio nacional.

Jorge Rocha Gonçalves

j.rocha60@hotmail.com.br

Resumo:demosntra historicamente, as fases da implantação da globalização e suas conseguencias.

Palavras Chaves: Globalização, Feudo. aldeia glogal

Ouvimos falar e se escreve muito sobre a globalização e seus efeitos na sociedade mundial, mais nos esquecemos de demonstrarmos as fases que componha esse período de domínio de outros países em nosso território.

O melhor caminho a percorrer para desvendar essa constituição predominante de ascensão e descrédito do capitalismo empreendedor unilateral, vem da afirmação de (Santos, 2001) sobre a "aldeia global". Temos primeiro que desvendar o termo aldeia, para darmos iniciado ao entendimento sobre o mundo globalizado.

As aldeias são as menores porções habitadas de um território, a principal característica da aldeia, é a aproximação entre seus habitantes, são os que chamamos de vizinhos de parede, ou seja, nas casas populares, encontramos uma parede servindo de amparo para o telado de duas casas, por isso, a idéia de vizinho de parede.

A intimidade toma conta, desse tipo de moradia, pois ambas as famílias, passam a conviver com certa intimidade.

No caso das primeiras organizações habitacionais, não encontramos as casas com parede, mais se formavam dentro de um território limitado, varias habitações uma próxima da outra, mais cada uma delas, mantinha sua intimidade, eram os aldeões do período dos feudos.

O feudalismo, de origem romana, predominou na Europa durante a idade média, era uma organização administrativa territorial dentro do feudo, caracterizado pelo nomadismo e antecessor do capitalismo que hoje conhecemos.

O feudo, eram porções de terras administradas pelo o senhor feudal, dono das terras, que eram adquiridas pela conquista da guerra, pela doação do rei ou pela herança familiar quando os pais fazia parte da corte ou participaram de determinadas conquistas militares, recebendo o titulo de nobreza.

O principal elemento configurador neste período é a fase que antecede o capitalismo, pois as trocas realizadas recebiam o nome de escambo e essa atividade já vinha sendo praticada desde as civilizações milenares, bem antes de Cristo, já se trocava um produto por outro independente do valor, mais o que se valia era a necessidade.

A fase seguinte seria o termino do escambo, pela troca lucrativa, ou seja, desde quando se percebeu as mercadorias possuíam um valor e este valor gerava uma riqueza, então deixou se praticar o escambo e as trocas passaram a ter como elemento básico o lucro.

Nesta fase da saída do escambo para o comercio, emerge o capitalismo como forma de garantir a sobrevivência dos donos do poder, que deixou de ser o senhor feudal, para um burguês, e posteriormente um industrial, um proprietário de banco ou de lojas e magazines.

Nesta fase, já como o nome de financiadores da produção, o ex-senhor feudal, já dominava a indústria, o comercio e montava os bancos, ou seja, toda a cadeia produtiva de acumulo de riqueza, já este constituído, o que impedia, era a dependência da matéria prima que ouve duas saídas, a união entre países com seus acordos ou a guerra para obter a força o que necessitava para a construção dos grandes impérios, sem deixa de falar, na escravidão.

Por sinal, a escravidão, inicia-se a primeira fase da mão-de-obra sem direito algum do que se produziam, por isso, as revoltas a partir dos negros e as associações como quilombos e hoje os sindicatos.

Para buscar novas fronteiras de consumo, se criou a conquistas dos territórios que já possuíam certa independência dos chamados países centrais, por isso, os caminhos marítimos para as índias, a invasão de países comerciais, como os Árabes na península Ibérica, os  Otomanos no mediterrâneo interrompendo o trafico marítimo sem impostos e a fúria de Napoleão, com a vinda da família real para o Brasil.

O primeiro acordo internacional feito no Brasil, foi o pagamento de reconhecimento da independência do Brasil, pagos a peso de ouro a Inglaterra, além da destruição do comercio existente no Brasil e das primeiras pequenas industrias, em troca de proteção contra Napoleão.

Na América Latina, países como o Paraguai e o Uruguai, já possuía infraestrutura suficiente para torna-se um países independentes, por isso, o incentivo dos países imperialista para se fazer a guerra platina, onde surge o então Duque de Caxias, um sanguinário que virou herói nacional e patrono do exercito, ao ir lutar contra os Paraguaios, para que esta nação não se torne independente, pois já possuía condições para isso.

Diante das guerras para implantar a primeira fase da globalização, encontramos as duas guerras mundiais e os acordos realizados com os países considerados aliados, no caso, o Brasil enviaria o café e outros produtos para alimentação dos soldados na guerra, em troca da implantação das indústrias metalúrgicas como a de Volta redonda no rio de Janeiro e a construção das hidroelétricas para impulsionar a industrialização Brasileira, que já dava os primeiros passos com o então Delmiro Gouveia, que já implantava a primeira indústria independente no Brasil e a construção da primeira hidroelétrica, as margens do rio são Francisco.

As linhas correntes, passa a ser o primeiro empreendimento nacional, posteriormente, sendo vendida para a Singer, que passou a dominar o mercado nacional. Além da Singer, vem para o Brasil posteriormente, os carros da Wolks, em lugar da Gurgel, que tomava o lugar dos chamados V magues. Começava a se desenhar, a internacionalização da indústria brasileira, foi o primeiro passo das grandes empresas mundiais para dominar o mundo.

Surgem então as primeiras teorias de produção, conhecidas pelo Fordismo e o Teylorismo, ambos, com forte tendência a implantação das indústrias Norte americana em outros países, outros mercados, surge a chamada mundialização da economia.

No Brasil, se preparam os estrangeiros para burlar a constituição brasileira, para isso, ministros de estado, vão dar palestras fora do Brasil, para mostra como não esbarrar nas leis protecionistas de mercado do Brasil.

Neste caminho, as empresas internacionais, conhecidas por multinacionais, passam a ter percentuais de trabalhadores do Brasil, para instala-se no território Brasileiro, uma idéia da idade media, volta a tona na indústria, as tribos indústrias ou aldeias globais.

Surge a barby, para desenhar os sonhos da população feminina, e o a idéia de que "se você quer , você pode", defendida até hoje, pelas xuxas da vida, principalmente, com o figurino Norte americano, "loiras", invadem a televisão brasileira, além do cigarro, carros e a conquista dos sonhos.

A idéia do domínio cultural, da tão certo, que trocamos nossa roupa de linho, que passou a custar cara, pelos jeans, que custa um menor preso e representava, a rebeldia dos jovens que pretendiam mudanças, mais na realidade, faziam o que os donos do poder queriam. As industrias estrangeiras, deixam seus territórios para se instalar em outros pontos da terra, começa a invasão das multinacionais, dando inicio a implantação da globalização.

As peças de qualquer coisa que usamos, passava a ser construídas em qualquer parte do mundo e depois vinham para o Brasil, para ser montada e vendida ao mundo, desde uma camisa, ate um automóvel, ou peças de tecnologia de ponta.

Essa idéia, começa custar caro, por isso, vamos realizar o inverso, no lugar de buscar peças de todos os lugares, vamos fazer em todos os países uma montadora de um junto completo de equipamento, e depois vamos montar o produto final, no pais onde de o menor preço para instalar a montadoras e as melhores condições de isenção de impostos.

Neste momento, o pais, por estar nas mãos de poderes regionais do sul e sudeste, então todos as indústrias vão para essas regiões, provocando o desequilíbrio regionais, o incentivo ao êxodo rural e o aparecimento das viúvas da seca. Mais o grande avanço, vem além da oferta de incentivos fiscais, aparecendo os órgãos de desenvolvimento regionais como a SUDENE, criada para p desenvolvimento do nordeste, através do decreto 3418, incentivando a implantação de indústrias na região.

A globalização, da os sinais de existência, depois de varias crises mundial, onde se perdia dinheiro e muito pela especulação financeira, então, a decisão tomada foi de implantar nos países matrizes das grandes indústrias e empresas de comercio e dos bancos, com a mesma filosofia, a maior parte dos trabalhadores das áreas produtivas, são brasileiros, principalmente, aqueles setores de salários baixos.

Mais veio o castigo, o Brasil não estava preparado para receber estes investimentos, pois o índice de escolarização e baixo dos seus trabalhadores, que davam mais prejuízos do que lucros.

A solução tomada é o que estamos vivenciando hoje, as indústrias incentivando a formação básica dos seus trabalhadores, o governo permitindo a entrada dos jovens na faculdade e universidades, pois o pai necessita se qualificar mais devido os produtos estrangeiros e as novas descobertas de riquezas minerais, e principalmente, a proteção do mercado interno, surge os mercados regionais, neste caso, o MERCOSUL, para defesa da produção dos países da America do Sul.

 

Referenciais

SANTOS, M. 2001.  O Espaço Habitado. São Paulo: Hucitec.

GIDDENS

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    globalizacao

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    feudo aldeia glogal

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