CARACTERÍSTICAS DO BOM PROFESSOR E SUA INFLUÊNCIA NA FORMAÇÃO DO ALUNO

Publicado em: 04/01/2011 |Comentário: 1 | Acessos: 12,503 |

CARACTERÍSTICAS DO BOM PROFESSOR E SUA INFLUÊNCIA NA FORMAÇÃO DO ALUNO

 

 

Ana Cláudia Oliveira Nunes; Eva Cristina de Almeida Lôbo Oliveira[1]

 

Resumo: O presenteestudo tem como objetivo investigar as características que compõem o perfil do "bom professor" na percepção dos acadêmicos do curso de Pedagogia de uma Instituição de Ensino Superior em Anápolis, Go. identificando os métodos e linhas pedagógicas adotadas e a influência da atuação dos docentes na formação desses acadêmicos. A metodologia utilizada foi de pesquisa bibliográfica e de estudo de campo, mediante aplicação de um questionário estruturado. Os resultados da pesquisa evidenciaram que na definição do perfil do "bom professor" são levados em conta vários aspectos subjetivos, principalmente o aspecto afetivo e o uso da criatividade em sala de aula, bem como, a postura pedagógica tradicional dos professores denunciada pelos acadêmicos, os quais sugerem a adoção de estratégias de ensino mais interativas a fim de favorecer a aprendizagem.

 

Palavras-chave:Bom Professor; Linha Pedagógica; Pedagogia.

 

Abstract: This study aims to investigate the characteristics that make up the profile of "good teacher" in the perception of students of education of a Higher Education Institution in Anápolis, Go. identifying the teaching methods and lines of action adopted and the influence of teachers in training these scholars. The methodology used was bibliography research and field study through structured questionnaires. The survey data showed that the profile definition of "good teacher" are taken into account various subjective aspects, particularly the affective aspect and the use of creativity in the classroom, as well as the traditional pedagogical approach of teachers denounced by academics, which suggest adoption of more interactive teaching strategies to foster learning.

 

 

Key Words:Good Teacher; Online Teaching; Pedagogy.

 

INTRODUÇÃO

 

É comum ouvir relatos de alunos dos cursos de Pedagogia acerca do comportamento de professores em sala de aula, tais como: "o professor não tem didática e suas aulas são muito chatas"; "parece que o professor nem prepara a aula"; "o professor chega e lê um texto ou parte de um livro e temos de ficar apenas ouvindo, sem poder falar nada"; "quando a aula fica cansativa demais e há conversas paralelas ele é grosseiro e diz que o aluno não tem compromisso", entre outros comentários.

Muitos questionamentos têm sido levantados pelos alunos sobre a postura do professor diante da sua responsabilidade com o ensino/aprendizagem. Assim, buscar explicações para o porquê dos professores, do curso de Pedagogia, em geral, estarem sendo centro das indagações dos alunos, especificamente no que concerne à sua prática pedagógico-didática, foi o que despertou o interesse pelo desenvolvimento deste estudo.

Não é nenhuma novidade dizer que a educação é um dos mais importantes instrumentos de modificações sociais, bem como impulsionador do desenvolvimento humano integral, com capacidade de transformar o homem num ser pensante, crítico, enfim, um cidadão pleno. Assim, a educação tem a finalidade de formar pessoas capazes de analisar, compreender, ser crítica e ter responsabilidade diante da sociedade e de levar avante tanto o progresso individual quanto social.

Nos últimos tempos, as transformações que a sociedade tem experimentado trazem desafios enormes para a educação de modo geral. Em um sistema globalizado de extrema competitividade e ao mesmo tempo exigindo perfis de formação flexíveis, o mercado de trabalho brasileiro espera, na perspectiva de uma formação universitária, pessoas que desenvolvam ao máximo suas capacidades e habilidades.

Inovação, criatividade, rapidez nas tomadas de decisão, capacidade de raciocínio, imaginação criativa, capacidade de análise, liderança, busca contínua pelo aprendizado, conhecimento e domínio de tecnologias da informação, entre outros é o mínimo que se exige do profissional numa sociedade que requer a cada instante uma qualificação universitária adequada.

A sociedade espera que as universidades tenham maior comprometimento e amplitude no exercício de sua função social, cultural e educativa, de modo que contribua para a formação de cidadãos mais competentes e posicionados para o mercado de trabalho.

A compreensão do papel do professor universitário inclui uma dinâmica que oportunize a todos, tanto professor como aluno, um ensino que predomine o ensinar, o aprender, o respeito mútuo, o qual facilitará a aprendizagem, estabelecendo um ambiente de relações educativas democráticas voltadas para a participação, sendo um elo para o desenvolvimento da sociedade.

Deste modo, foram levantados os seguintes problemas: Quais são as características essenciais ao bom professor sob o ponto de vista do acadêmico de Pedagogia? Quais as influências do perfil do professor universitário na formação do acadêmico de Pedagogia? Qual a linha pedagógica predominante na maior parte dos professores e sua influência no aprendizado?

O "bom professor" é aquele que contribui com criatividade e inovação para que o aluno aprenda a pensar com os instrumentos conceituais próprios de seu campo do saber e a atuar na realidade de forma prática e objetiva; o perfil do professor universitário exerce significativa influência na formação do acadêmico de pedagogia, refletindo em sua posterior atuação profissional; e que os professores apresentam como linha pedagógica predominante a tradicional e o resultado dela é um ensino/aprendizagem deficiente.

Os objetivos que nortearam a pesquisa foram: identificar as características que compõem o perfil de um "bom professor" na percepção dos acadêmicos do curso de Pedagogia; avaliar as influências da atuação docente na formação destes acadêmicos; identificar os métodos e diferentes linhas pedagógicas utilizadas pelos professores do Curso de Pedagogia e sua influência no ensino e na aprendizagem.

 

REVISÃO DE LITERATURA

 

Definir como seria um professor ideal não é tarefa fácil, isto porque tal definição envolve necessariamente elementos subjetivos, o que implica dizer que um aluno pode considerar determinado professor como excelente, enquanto outro aluno não o vê da mesma maneira. Assim, a caracterização do que vem a ser um bom professor envolve um julgamento de valor de caráter subjetivo.

Cunha (2006) considera o conceito de bom professor valorativo, que se relaciona a um tempo e a um lugar, possuindo caráter ideológico na medida em que  representa a ideia que socialmente é construída sobre o professor e dos atributos que caracterizariam um professor ideal.

Ainda que a definição de bom professor seja essencialmente subjetiva, algumas características são essenciais a uma atuação docente de qualidade. Nesta perspectiva, Furtado et al. (2009, p. 633) mencionam a questão dos saberes docentes, esclarecendo que "o saber representa o fundamento da competência técnico-científica para o desenvolvimento de sua ação e se relaciona às dimensões ética, política, social e cultural".

Para Cunha (2006) alguns aspectos são essenciais na definição do perfil de um "bom professor": o gostar de ensinar, gostar de gente, domínio do conteúdo, gosto pelo estudo. Para ser um bom professor é preciso gostar do que faz além de empenhar-se em cumprir seu papel da melhor maneira possível.

Vendo a necessidade de reformular as práticas dos docentes em sala de aula, os grandes estudiosos da educação tinham um ideal de professor – aquele que valorizasse os alunos, uma escola adequada e mais crítica, e para isto era preciso destes profissionais uma tomada de consciência das práticas educativas, uma reflexão. Partilha-se aqui o pensamento de Bolzan (2002 apud NEUENFELDT, 2006, p. 3) quando enfatiza:

Ao refletir sobre sua ação pedagógica, ele estará atuando como um pesquisador da sua própria sala de aula, deixando de seguir cegamente as prescrições impostas pela administração escolar (coordenação pedagógica e direção) ou pelos esquemas preestabelecidos nos livros didáticos, não dependendo de regras, técnicas, guias de estratégias e receitas decorrentes de uma teoria proposta/imposta de fora, tornando-se ele próprio um produtor de conhecimento profissional e pedagógico.

 

O professor, autor da ação pedagógica em sala de aula, possui um papel de suma importância na formação do aluno, cabendo-lhe a responsabilidade de fazer com que a educação seja prazerosa; de detectar problemas no processo aprendizagem facilitando o aprender, com a utilização de métodos de ensino compatíveis; de definir estratégias; de organizar informações; de avaliar constantemente o rendimento dos alunos, deve ser coerente em suas atitudes; ter capacidade de relacionamento humano; ter percepção para sentir os problemas dos alunos, bem como, não assumir posições defensivas em relação aos discentes.

Na docência, enquanto prestador de um serviço à sociedade mediante sua profissão, o professor universitário precisa atuar como profissional reflexivo, crítico e competente no âmbito de sua disciplina, além de capacitado a exercer a docência e realizar atividades de investigação (PIMENTA; ANASTASIOU, 2002, p. 165).

 

A partir dessa nova concepção, chega-se a definição do "bom professor", que vai além da atuação profissional e impulsiona as instituições de ensino a adaptar-se e a oferecer qualidade acadêmica dentro de um modelo educacional do século XXI. Conforme esclarece Imbernón (2000, p. 7) a profissão de professor deve "mudar radicalmente, tornando-se algo realmente diferente, apropriado às enormes mudanças que sacudiram o último quartel do século XX". Em síntese, o professor deve desistir dos ideais dominantes no século XIX, que são totalmente obsoletas para educação moderna, cuja tônica era a simples transmissão do conhecimento acadêmico, pois, a sociedade moderna é democrática, plural, integradora, participativa e solidária.

Para Luckesi (1994, p. 30) "a educação dentro de uma sociedade não se manifesta como um fim em si mesma, mas sim como um instrumento de manutenção ou transformação social". Dentro deste contexto de reflexão e participação, as práticas educativas se posicionam como interseção do campo de conhecimento que norteia as representações do homem e da sociedade no qual querem a cada dia se efetivar.

É preciso destacar ainda que não basta conhecimento teórico para uma boa atuação docente. Observa-se que alguns professores, apesar de terem conhecimento, habilitação e domínio do assunto, na hora de transmiti-lo não o fazem de forma clara e coesa ou, não estabelecem uma ligação prática do assunto ao contexto vivenciado pelo aluno, de modo a auxiliá-lo a compreender o tema abordado. É neste contexto que se recorre ao que aconselha Imbernón (2000), quando incentiva o professor a não somente refletir sua prática educativa, mas a ter um olhar além, e analisar os interesses subjacentes à educação, aliando à realidade da sociedade, tendo em vista, a liberdade educativa do cidadão em todos os aspectos.

O professor ideal, para Tardif (2002, p. 39) "deve conhecer sua matéria, sua disciplina e seu programa, além de possuir certos conhecimentos relativos às ciências da educação e à pedagogia e desenvolver um saber prático baseado em sua experiência cotidiana com os alunos".

Imbernón (2000, p. 15) considera necessário também que os professores desenvolvam aprendizagens relacionadas à relação, convivência, cultura, interação com o grupo, com seus semelhantes e a comunidade, como também que a formação docente vá além de uma "mera atualização científica, pedagógica e didática e se transforme na possibilidade de criar espaços de participação, reflexão e formação", possibilitando a aprendizagem e a adaptação às transformações e incertezas vivenciadas na sociedade.

Na concepção de Pimenta e Anastasiou (2002) deve-se considerar, na formação do docente, a importância dos saberes das áreas de conhecimento, pois ninguém transmite o conhecimento de que não dispõe, saberes pedagógicos, visto que lecionar é uma prática educativa com várias e distintas direções de sentido na formação do indivíduo, saberes didáticos porque trata-se de uma articulação teórica da educação e da teoria de ensino direcionada ao ensino contextualizado e, por fim de saberes relacionados à experiência do sujeito professor, uma vez que se refere ainda ao modo como nos apropriamos do ser professor em nossa vida.

Assim, na composição do perfil de um professor ideal, vários são os elementos a serem considerados, sendo que algumas características básicas precisam ser levadas em conta, tais como: conhecimento científico e metodológico, capacidade de se relacionar e se comunicar com os alunos, capacidade crítico-reflexiva, dentre outras.

 

METODOLOGIA

 

O procedimento metodológico envolveu a pesquisa bibliográfica e de campo desenvolvida pelo método hipotético-dedutivo com observação de uma lacuna no conhecimento das características do "bom professor". As hipóteses formuladas foram testadas a partir do processo de inferência.

Foi considerado como universo os 160 (cento e sessenta) alunos do Curso de Pedagogia da Instituição de Ensino Superior objeto de estudo e a amostra probabilística, aleatória simples calculada considerando um erro amostral tolerável de 10% . Dessa forma, o tamanho mínimo ideal da amostra dessa pesquisa foi de 62 (sessenta e dois) alunos. Todavia, oito questionários não foram devolvidos pelos alunos e um foi descartado porque continha inconsistência nas respostas, totalizando uma amostra de 53 (cinquenta e três) alunos.

Os indivíduos selecionados para fornecer as informações necessárias para conclusão deste trabalho foram os alunos do curso de pedagogia de uma Instituição de Ensino Superior em Anápolis. Constituíram critérios de inclusão: ser maior de 18 anos; ser aluno do 3º e 5º período do curso de pedagogia de uma Instituição de Ensino Superior em Anápolis; concordar em ser voluntário na pesquisa; de ambos os sexos; sem distinção de raça, ideologia, religião, etc.

Os dados foram coletados por meio de um questionário estruturado constituído de 10 (dez) questões, sendo 9 (nove) do tipo múltipla escolha, 1 (uma) aberta. Após a coleta, os dados foram tabulados manualmente e compilados em percentuais simples em relação à amostra estabelecida. Em seguida foi utilizado o programa Excel de Planilhas Eletrônicas para a construção de tabelas e gráficos.

A principal dificuldade do método foi relacionada à aplicação do questionário, pois alguns alunos se sentiram constrangidos ou desmotivados para responder à pesquisa por ser no horário de intervalo das aulas, e até mesmo o esquecimento de alguns em devolver o questionário respondido.

A pesquisa foi desenvolvida observando-se os devidos critérios éticos, sendo resguardadas a identidade dos participantes e os dados coletados utilizados somente para os fins desta pesquisa. Os sujeitos receberam orientações acerca da pesquisa a fim de decidir sobre seu consentimento, sendo assegurada a liberdade aos respondentes em participar ou não da pesquisa.

O projeto para o desenvolvimento dessa pesquisa foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética do Centro Universitário de Anápolis – Go.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

 

O gráfico 1 mostra as características que formam o "Bom professor", sendo que 22,8% (trinta e oito) dos alunos informaram que é ser criativo e inovador no preparo das aulas; 20,4% (trinta e quatro) alunos disseram que são os que mantêm vínculo de amizade e respeito com os alunos; 17,4% (vinte e nove) alunos falaram que é o que propicia um bom ambiente para a aprendizagem; 15,6% (vinte e seis) alunos disseram que é o que domina o conteúdo da sua disciplina; 13,2% (vinte e dois) alunos falaram que é o que respeita a opinião dos alunos; 10,2% (dezessete) alunos informaram que é aquele que mantém a ordem e disciplina e, sala de aula; e apenas 0,6% (um) aluno marcou outros e informou que o bom professor é aquele que dinamiza as aulas. Ressalta-se que nesta questão cada aluno marcou mais de uma opção.

 

 

Gráfico 1 – Característica do "Bom professor"

Fonte: Pesquisa de campo

Como foi possível verificar, a criatividade foi apontada pelos alunos como uma das principais características do "bom professor". Este resultado vai de encontro ao que afirma Kochhann (2007, p. 146 apud MORAES et al., 2010, p. 3), "para quem não basta o saber teórico para ser um professor comprometido com a formação integral, é preciso bem mais que mera teoria, a criatividade passa a ser papel supremo do processo ensino-aprendizagem".

Constatou-se ainda que aspectos afetivos como respeito e vínculo de amizade com o aluno tem papel importante na definição dos acadêmicos do que seria um bom professor. Numa pesquisa desenvolvida por Cunha (2006) ficou também reforçada a importância de tais aspectos, mostrando que a ideia de professor ideal passa pela capacidade do professor se mostrar próximo ao aluno do ponto de vista afetivo. Contudo, nem sempre se observa essa preocupação no professor universitário.

Segundo Paulovich (1993 apud ALENCAR; FLEITH, 2004, p. 105) a educação universitária não estimula a criatividade e autonomia do acadêmico. Observa-se que alunos mais preocupados com notas são impelidos a "memorizar e regurgitar" uma enorme quantidade de fatos, que até mesmo os mais dedicados são impedidos de refletir sobre o que foi ensinado.

Em relação à linha pedagógica predominante na maioria dos professores do Curso de Pedagogia, 67,9% (trinta e seis) alunos informaram que é tradicional; 11,3% (seis) alunos disseram que é liberal renovada não diretiva (Escola Nova); 5,7% (três) alunos disseram progressista; 5,7% (três) alunos falaram que é tecnicista; 5,7% (três) alunos informaram que é crítico social dos conteúdos; 3,8% (dois) alunos disseram que é libertadora e nenhum marcou a opção outros, conforme mostra o gráfico 2:

 

 

Gráfico 2 – Linha pedagógica predominante

Fonte: Pesquisa de campo

 

Atualmente, critica-se muito a pedagogia tradicional, por privilegiar a atuação do professor como detentor do conhecimento, percebendo o aluno como receptor passivo de informações. Aranha (1996, p. 157) comenta que as críticas à educação tradicional iniciou-se "no século XVIII e, sobretudo no XIX", porém observa-se até os dias atuais, através de denúncias ao autoritarismo e a hierarquização da relação professor-aluno, surgindo a proposta de uma educação mais humanista. Porém, apesar das críticas à pedagogia tradicional, constatou-se neste estudo que ela ainda prevalece na instituição pesquisada.

Conforme menciona Mizukami (2003 apud RASTEIRO, 2006) a pedagogia humanista surgiu em contraposição à tradicional e seu enfoque é essencialmente no sujeito (aluno); nela o papel principal do professor é de criar meios para que o aluno, por si próprio, alcance os objetivos da aprendizagem. No entanto, é importante salientar que, independente da pedagogia adotada, a postura do professor e suas metodologias exerceram forte influência tanto no aprendizado quanto na atuação desses acadêmicos na sua vida profissional.

Ao serem indagados quantoà influência da linha pedagógica adotada pelo professor no seu ensino/aprendizagem, observou-se que a maior parte, 62,3% (trinta e três) alunos informaram que é negativa; 22,6% (doze) alunos disseram que não tem nenhuma influência e 15,1% (oito) alunos falaram que é positiva, o que pode ser melhor visualizado no gráfico 3:

 

 

Gráfico 3 – Influência da linha pedagógica no ensino/aprendizagem

Fonte: Pesquisa de campo

 

Observou-se nesta pesquisa a insatisfação com relação à prática pedagógica tradicional de seus professores, quando declararam que a mesma exerce influência negativa no processo de ensino/aprendizagem. Sabe-se que os alunos não são receptores passivos, mas sujeitos historicamente construídos, com uma bagagem cultural e cognitiva que precisa ser valorizada, bem como o professor, também é um sujeito historicamente construído, conforme defende Imbernón (2000, p. 39), "o processo de formação deve dotar os professores de conhecimento, habilidades e atitudes para desenvolver profissionais reflexivos ou investigadores", assim deve-se valorizar o desenvolvimento da capacidade de reflexão, interpretação e compreensão visando à melhoria do aprendizado de modo geral, o que não é facilitado com a utilização da linha pedagógica tradicional. Deste modo, para que haja reformulação na formação do docente é necessário inicialmente haver uma grande transformação não apenas na formação profissional, mas também em todo o sistema escolar no qual se formam os futuros docentes. Essa pesquisa mostrou a necessidade de grandes mudanças na postura dos professores universitários do curso de pedagogia, a fim de colaborar para a formação dos futuros docentes.

Outra questão abordada foi em relação aos motivos das deficiências de aprendizagem dos acadêmicos, sendo que a maior parte 34,5% (dezenove) alunos disseram que são os métodos utilizados pelos professores; 32,7% (dezoito) alunos informaram que são deficiências pessoais; 18,2% (dez) alunos falaram que é a falta de interação do professor com o aluno; 12,7% (sete) alunos informaram que é a falta de clareza na exposição dos conteúdos; e 1,8% (um) aluno marcou outros e justificou que é falta de tempo para os estudos. Ressalta-se que nesta questão foram marcadas mais de uma opção, conforme se pode observar no gráfico 4:

 

 

Gráfico 4 – Motivos da sua deficiência de aprendizagem

Fonte: Pesquisa de campo

 

Mais uma vez observou-se que os acadêmicos criticam e apontam os métodos utilizados pelos professores como barreira para sua aprendizagem, contudo, assumem sua parcela de responsabilidade em relação a essas dificuldades, como também apontam a falta de interação deles com o professor como dificultador. Constata-se que as dificuldades apontadas acima estão relacionadas com o perfil do docente, suas atitudes, desempenho e desenvoltura em sala de aula e Cunha (2006), ao delinear o perfil do bom professor, ressalta que é aquele que domina o conteúdo, escolhe formas adequadas de apresentar a matéria e tem bom relacionamento com o grupo e colaborando com ele, Lopes (2005) complementa destacando que o professor ideal é aquele cujo perfil consta de uma gama de valores, base teórica sustentável, práticas metodológicas e, até mesmo, diversidade de avaliação. Os dados da pesquisa vêm demonstrando insatisfação dos acadêmicos em relação a vários destes aspectos, especialmente as práticas metodológicas e o posicionamento dos professores em relação aos acadêmicos, assumindo uma postura tradicional.

A interação dos professores do Curso de Pedagogia com seus alunos foi avaliada pela maioria dos respondentes, conforme se observa no gráfico 5, sendo que 35,8% (dezenove) alunos avaliam como amistosa; 28,3% (quinze) alunos informaram que é superficial; 18,9% (dez) alunos falaram que é de neutralidade; 15,1% (oito) alunos disseram que é confiável; e apenas 1,9% (um) aluno disse que é omissa. Nenhum marcou outros.

 

 

Gráfico 5 – Interação professor X aluno no Curso de Pedagogia

Fonte: Pesquisa de campo

 

A maioria dos respondentes classifica a relação professor-aluno no seu curso como amistosa, mas houve alta incidência de acadêmicos que a consideram superficial e até neutra. Uma vez que o aspecto afetivo é considerado essencial na relação pedagógica, tais respostas indicam novamente a insatisfação dos alunos. Para Aquino (1996, p. 50 apud SILVA, 2008, p. 96) a aprendizagem depende dos laços afetivos que compõem a relação professor-aluno "e independem da definição social do papel escolar, ou mesmo um maior abrigo das teorias pedagógicas, tendo como base o coração da interação professor-aluno, isto é, os vínculos cotidianos". Desse modo, a questão da afetividade, o interagir com o aluno, estabelecendo com eles vínculos de confiança deveria ser uma das principais preocupações do professor universitário, pois são fatores importantes que trazem motivação e favorecem a aprendizagem, e conforme evidenciou-se na pesquisa, não vêm ocorrendo na instituição.

Quando questionados percebe-se nos professores do Curso de Pedagogia a preocupação com sua formação, a maior parte dos respondentes, 84,9% (quarenta e cinco) alunos informaram que sim; 11,3% (seis) alunos disseram que não e apenas 3,8% (dois) alunos disseram que não sabem, conforme demonstra o gráfico 6:

 

 

Gráfico 6 – Professores são preocupados com a formação dos alunos

Fonte: Pesquisa de campo

 

Apesar das críticas e insatisfações demonstradas com relação à prática pedagógica, os acadêmicos percebem nos professores a preocupação com sua formação. Este é um aspecto positivo, em que o aluno percebe no professor o interesse real em sua aprendizagem, o que contribui na construção de vínculos inclusive de confiança. Saltini (1997, p 89) considera que é incontestável o papel que o afeto desempenha na formação da aprendizagem, o que confirma a expectativa dos acadêmicos pesquisados em relação ao aspecto afetivo da relação professor-aluno. A afetividade-interação "é o fio condutor de um conhecimento altamente envolvente", deste modo, se não houver afeição do aluno pelo professor não haverá interesse, tão pouco necessidade e motivação para o aprender, o que dificultará que o aluno recorra ao professor com questionamentos ou dificuldades, consequentemente, ele não aprende. A preocupação com o outro, com seu sucesso na aprendizagem é indício de que esse afeto existe, ainda que não seja explicitamente demonstrado.

Obviamente, não basta a criação de vínculos afetivos. É preciso haver verdadeira preocupação com o aspecto cognitivo, com a formação teórica dos acadêmicos a fim de que a aprendizagem efetivamente ocorra. Nesta perspectiva, os acadêmicos foram questionados se percebem nos professores do Curso de Pedagogia a preocupação com o conteúdo e a aprendizagem, ao que 90,6% (quarenta e oito) alunos responderam que sim e 94% (cinco) alunos disseram que não percebem, conforme se pode verificar no gráfico 7:

 

 

Gráfico 7 – Professores são preocupados com o conteúdo e aprendizagem

Fonte: Pesquisa de campo

 

A maioria absoluta dos alunos percebe nos professores a preocupação com o conteúdo e a aprendizagem. De acordo com Libâneo (2002 apud QUAGLIO,2007, p. 15) os professores precisam desenvolver três capacidades concomitantementes: 1) ter uma visão teórico-crítica da realidade vigente, levando em conta contextos concretos em sua prática profissional; 2) adotar métodos de ação, trilhando caminhos que facilitem o trabalho docente, sabendo como solucionar os problemas em sala de aula; e 3) considerar em sua prática docente os contextos sociais, políticos, institucionais.

Assim, o professor deve estar atento tanto com a questão dos conteúdos, como também da metodologia utilizada para facilitar e mediar a aprendizagem, além do aspecto social, afetivo e até mesmo político que envolve a atuação docente.

Ao avaliarem se os métodos utilizados pelos professores do Curso de Pedagogia são adequados, percebeu-se que a maioria dos alunos, 50,9% (vinte e sete) alunos informaram que não; 37,7% (vinte) alunos disseram que não sabem e 11,3% (seis) alunos falaram que sim, o que pode ser melhor visualizado no gráfico 8:

 

 

Gráfico 8 – Adequação dos métodos utilizados pelos professores no Curso de Pedagogia

Fonte: Pesquisa de campo

 

Os alunos sustentam suas críticas em relação aos métodos utilizados pelos professores do curso de pedagogia, os quais consideram tradicionais, conforme já mencionado. Essa insatisfação indica a necessidade de mudança na postura pedagógica dos professores, pois há a possibilidade dessas dificuldades estarem relacionadas à formação tradicional a qual eles foram sujeitados. Confirmando tal evidência, Mello (2000 apud LUZ, 2008, p. 21) defende que "ninguém facilita o desenvolvimento daquilo que não teve oportunidade de aprimorar em si mesmo", não sendo possível ensinar o que não se conhece, domina ou ainda não compreende. É difícil para o professor proporcionar ao aluno aquilo que não vivenciou, assim sendo é difícil romper com a cultura tradicional e realizar uma mudança efetiva no contexto educacional.

Na tentativa de identificar as mudanças que os acadêmicos julgam necessárias, foi proposto que indicassem quais métodos de ensino são mais eficazes para sua aprendizagem. Ressalta-se que nesta questão foram marcadas mais de uma opção e constatou-se que a maioria dos respondentes, 33,3% (vinte e três) alunos indicaram o debate em sala; 30,4% (vinte e um) alunos informaram que é o trabalho em grupo; 27,5% (dezenove) alunos disseram que é aula expositiva; 5,8% (quatro) alunos falaram que são através de provas discursivas; e 2,9% (dois) alunos marcaram outros e justificaram que seria trabalho individual ou em duplas, conforme demonstra o gráfico 9:

 

 

Gráfico 9 – Métodos eficazes para sua aprendizagem

Fonte: Pesquisa de campo

 

Os alunos voltam suas sugestões para a interação, apontando o trabalho em grupo e o debate em sala de aula como métodos eficazes para a aprendizagem. De fato a interação é elemento essencial para a ocorrência da aprendizagem, de acordo com a concepção de Vygotsky (1994 apud TASSONI, 2000, p. 1), mostra a relevância das "interações sociais, traz a idéia da mediação e da internalizaçãocomo aspectos fundamentais para a aprendizagem", pois o conhecimento se dá do processo de interação entre os indivíduos.

Para Klein (1996 apud TASSONI, 2000, p. 1) o objeto de conhecimento não existe fora das relações humanas. Para chegar ao objeto, é necessário que o sujeito entre em relação com outros sujeitos que contribuem para a construção e reconstrução do conhecimento. Fica evidenciada a importância do papel das interações na construção do conhecimento.

Nesse sentido, espera-se que a universidade proporcione momentos de efetivo intercâmbio acadêmico, admitindo que os alunos aprendam não só com o professor, como também uns com os outros e por meio da interação com as diversas fontes de informação sobre o objeto de conhecimento.

Os acadêmicos apresentaram também sugestões aos professores do Curso de Pedagogia para melhoria de sua docência. Ressalta-se que nesta questão muitos alunos não quiseram contribuir com sugestões, assim, 23,7% (dezoito) alunos deixaram em branco e 18,4% (quatorze) alunos não explicitaram suas opiniões e alguns que o fizeram contribuíram com mais de uma sugestão. Conforme consta na tabela 1 em ordem decrescente.

 

Tabela 1 – Sugestões dos alunos – 2010

Sugestões

Percentual

Frequência

Em branco

23,7%

18

Sem sugestões

18,4%

14

Ministre aulas mais dinâmicas e criativas utilizando outras práticas pedagógicas

17,1%

13

Coloque o aluno mais próximo da prática

9,2%

7

Respeite, interaja e escute mais seus alunos

6,6%

5

Apresente mais fundamentos e embasamento teórico para passar maior segurança ao aluno

5,3%

4

Valorize mais o esforço do aluno

3,9%

3

Tenha paciência quando o aluno desconhece o assunto

3,9%

3

Estimule os alunos a trabalhar melhor em grupo

2,6%

2

Mude o tipo de avaliação, dando preferência as individuais que as de grupo

2,6%

2

Estimule a criatividade do aluno

1,3%

1

Tenha maior controle em sala de aula

1,3%

1

Seja referência para o aluno por amarem a educação

1,3%

1

Estimule o interesse do aluno para buscar novos conhecimentos

1,3%

1

Busque conteúdos mais atuais

1,3%

1

TOTAL

76

Fonte: Pesquisa de campo

 

Os acadêmicos reiteram sua posição quanto à necessidade de mudança na prática pedagógica de seus professores, sugerindo que ministrem aulas mais dinâmicas e criativas, colocando os alunos mais próximos da prática (contextualização) além de interagir e respeitá-los mais. Outro fator que chama a atenção é o fato de mais de 40% dos respondentes não apresentarem nenhuma sugestão, levantando a suspeita de intimidação ou receio de criticar seus professores ao ponto de não sugerir mudanças, configurando-se um reflexo da prática pedagógica tradicional (medo). Uma relação pedagógica aberta é pautada no diálogo, considerada por Freire (1967 apud RODRIGUES, 2010, p. 1) como uma relação horizontal, que "nutre-se de amor, humildade, esperança, fé e confiança, podendo ser compreendido como interação e reflexão entre indivíduos.

Desse modo, os professores deveriam abrir mais espaço para que os alunos exponham suas insatisfações e possam também contribuir com sugestões, a fim de criar um clima de diálogo e confiança que certamente será mais propício para a aprendizagem, objetivo comum de professores e alunos.

 

CONCLUSÃO

 

A pesquisa mostra que várias são as características que compõem o perfil de um "bom professor", sendo que tal definição é de caráter subjetivo e leva em conta as expectativas que se tem em relação à atuação docente.

Para os acadêmicos do curso de Pedagogia da instituição pesquisada, os atributos que caracterizariam um docente ideal estão relacionados principalmente ao aspecto afetivo e ao uso da criatividade em sala de aula.

Os acadêmicos classificam a pedagogia adotada pelos professores dessa instituição como de caráter tradicional, denunciando que tal linha pedagógica exerce influência negativa em sua aprendizagem. Eles mostraram ainda sua insatisfação em relação aos métodos utilizados pelos professores, sugerindo que métodos pautados na interação como debates e trabalhos em grupos poderiam contribuir para sua aprendizagem.

Portanto, os resultados da pesquisa evidenciaram a necessidade de mudança na postura pedagógica dos docentes do curso de Pedagogia da instituição pesquisada, a fim de contribuir com a melhoria da formação de futuros profissionais. Tais mudanças devem ser pautadas em aspectos afetivos, estabelecimento de vínculos de confiança, adoção de estratégias de ensino mais interativas e uso da criatividade no planejamento das atividades de ensino.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALENCAR, Eunice M. L. Soriano de. FLEITH, Denise de Souza. Inventário de Práticas Docentes que Favorecem a Criatividade no Ensino Superior. Psicologia: Reflexão e Crítica, 2004, 17(1), pp.105-110. Disponível em: . Acesso em: 07 set. 2010.

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CUNHA, Maria Isabel da. O bom professor e sua prática. 18 ed. Campinas, SP: Papirus, 2006.

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Questionário

 

 

Prezado (a) aluno (a)

 

Esta pesquisa tem como finalidade identificar as características e linha pedagógica dos professores do curso de Pedagogia sob o seu ponto de vista e apresenta sugestões de melhorias para o curso. As informações resultantes desse estudo serão utilizadas para um trabalho de finalização do Curso de Especialização de Docência Universitária da UniEvangélica. Será garantida a você confidencialidade, privacidade e proteção à imagem. Não é necessário se identificar.

 

Eva Cristina de Almeida L. Oliveira                               Ana Cláudia Nunes

Pesquisadora                                                    Profª. Orientadora

 

 

1)       Quais as características que formam um "Bom professor"?

(    ) Propicia um bom ambiente para aprendizagem

(    ) Mantém a ordem e disciplina em sala de aula

(    ) Respeita a opinião dos alunos

(    ) Criativo e inovador no preparo das aulas

(    ) Domina o conteúdo da sua disciplina

(    ) Mantém vínculo de amizade e respeito com os alunos

(    ) Outros: ___________________________________________________________________________

 

2)       Qual a linha pedagógica predominante na maioria dos professores do seu Curso de Pedagogia?

(    ) Tradicional                            (    ) Progressista                               (    ) Crítico social dos conteúdos

(    ) Libertadora                            (    ) Tecnicista                     (    ) Liberal renovada não diretiva (Escola Nova)

(    ) Outras: ___________________________________________________________________________

 

3)       Qual é a influência dessa linha pedagógica no seu ensino/aprendizagem?

(    ) Positiva                                  (    ) Negativa                       (    ) Não tem nenhuma influência

 

4)       Você acha que as deficiências em sua aprendizagem é consequência de quê?

(    ) Falta de interação do professor com o aluno

(    ) Deficiências pessoais

(    ) Métodos utilizados pelos professores

(    ) Falta de clareza na exposição do conteúdo

(    ) Outros: ___________________________________________________________________________

 

5)         Como é a interação dos professores do Curso de Pedagogia com seus alunos?

(    ) Amistosa                                               (    ) Confiável                      (    ) Austera

(    ) Neutralidade pedagógica  (    ) Omissa                         (    ) Superficial

(    ) Outro: ___________________________________________________________________________

 

6)       Você percebe nos professores do Curso de Pedagogia a preocupação com sua formação?

(    ) Sim                                         (    ) Não                                               (    ) Não sei

 

7)       Você percebe nos professores do Curso de Pedagogia a preocupação com o conteúdo e a aprendizagem?

(    ) Sim                                         (    ) Não

 

8)       Os métodos utilizados pelos professores do Curso de Pedagogia são adequados?

(    ) Sim                                         (    ) Não                                               (    ) Não sei

 

9)       Quais métodos de ensino são mais eficazes para sua aprendizagem?

(    ) Trabalho em grupo                             (    ) Provas discursivas

(    ) Aula expositiva                                     (    ) Debate em sala

(    ) Outros: ___________________________________________________________________________

 

10)   O que você sugere aos professores do Curso de Pedagogia para que sejam bons profissionais?

________________________________________________________________________________________________________

 

[1] Centro Universitário de Anápolis.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/caracteristicas-do-bom-professor-e-sua-influencia-na-formacao-do-aluno-3971569.html

    Palavras-chave do artigo:

    bom professor linha pedagogica pedagogia

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    1
    bruna 04/11/2011
    E muito boa as informação quando a gente precisa e so puscar.
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