Comunicação Eficaz Nas Universidades: Contribuição Para Uma Educação De Qualidade

Publicado em: 04/09/2009 |Comentário: 0 | Acessos: 3,088 |

1. Introdução

As Instituições de Ensino Superior Brasileiras vivem mais do que nunca, um momento crescente de transições, tendo em vista a demanda de aptidões e habilidades profissionais que não eram anteriormente necessárias, criando uma necessidade de se proporcionar aos alunos um suporte maior, através de sua grande estrutura (docentes, coordenadores, diretores, etc.), permitindo uma harmonia e uma ampla interação entre departamentos e alunos.

Assim, as Universidades precisam atuar em busca de elementos para desempenhar seu papel na formação desses profissionais, permitindo o aperfeiçoamento da prática educativa, procurando atingir a sociedade na qual está inserida, expondo suas ações, condições e possibilidades, pois, por falta de conhecimento de suas ações, a sociedade pode colocar a Universidade em descrédito e acabar vendo-a como uma Instituição arcaica ou altamente burocrática.

Para garantir a própria sobrevivência, as Instituições de Ensino precisam assumir o seu papel de formadora, muito além de mão de obra especializada, mas de cidadãos livres e criativos, aptos a assumir o seu papel social, inovando, questionando, participando e construindo.

Essa pesquisa permitirá uma possibilidade de reflexão, no sentido de redirecionar suas ações, tendo como visão a melhoria dos seus serviços de veiculação de informações destinadas aos alunos, através de fundamentos que captar as dificuldades dos discentes, para, em seguida, implantar medidas de ajustes quanto à ação efetiva dos Departamentos, no que diz respeito à orientação dos alunos quanto aos vários procedimentos existentes na sua Universidade, contribuindo, assim, para uma formação acadêmica de qualidade.

 

Educação e Qualidade

 É  impossível imaginar uma empresa de qualquer tipo ou porte em que não haja nenhum tipo de relação entre as pessoas situadas nos ambientes internos e externos. Isto significa que não existe empresa que não dependa dos processos de comunicação eficazes que auxiliam o esforço de criar e manter essas relações. A comunicação possibilita que as tarefas distribuídas entre pessoas que integram a empresa sejam realizadas corretamente e estejam dirigidas aos mesmos objetivos. A comunicação também auxilia e complementa os demais instrumentos de gestão. Ela é um requisito importante para formular os planos, implementá-los e avaliar os resultados de sua execução. A comunicação cria, altera e mantém a relação entre as operações.

 

2.1. Comunicação Empresarial

Pimenta (Pimenta, 2004) caracteriza comunicação empresarial “como o somatório de todas as atividades de comunicação da empresa. É uma atividade multidisciplinar que envolve métodos e técnicas de relações públicas, jornalismo, assessorial de imprensa, lobby, propaganda, promoções, pesquisas, endomarketing e marketing.

Cahen (Cahen, 2005), entende que a comunicação empresarial é uma atividade sistêmica de caráter estratégico. Por sistêmico entende como permanente, ou seja, atividade constante, não sendo apenas para resolver problemas imediatos. Também não deve depender das ações individuais, mas deve estar conectada a sistemas implantados e precisa estar relacionada com os altos escalões da empresa. Por isso é estratégica. Se ela estiver subordinada a escalões mais baixos, não poderá dar sua contribuição à estratégia global da empresa. Terá uma função tática, de execução de tarefas, de solução dos problemas, função meramente operacional.

 “A comunicação está ligada aos mais altos escalões da empresa e que tem por objetivos: criar, (onde ainda não existir ou for neutra), manter (onde já existe), ou, ainda, mudar para favorável (onde for negativa) a imagem da empresa junto aos seus públicos prioritários”. (Cahem, 2005)

 

2.2. Comunicação eficaz e eficiente

Minicucci (Minicucci, 1995) afirma que, “a comunicação completa e eficaz – entendida como fornecimento de troca de informações, idéias, sentimentos, através de palavras escritas ou orais ou de sinais – é vital para o ajustamento das pessoas”. Para ele o processo de comunicação deverá ser eficiente, visto que dificilmente há um aspecto de tarefa do administrador que não envolva comunicação. Além disso, vale salientar que muitos acertos, enganos, distorções são cometidos porque as informações são mal veiculadas. É na comunicação que se estabelecem os objetivos de qualquer projeto e qual o papel de cada departamento para o público interno e externo. A comunicação eficiente faz com que as informações sejam distribuídas de maneira clara para cada receptor.

“Comunicação é a ferramenta que vai permitir que a administração torne comum as mensagens destinadas a motivar, estimular, considerar diferenciar, promover, premiar e agrupar os integrantes de uma organização. A gestão e seu conjunto de valores, missão e visão de futuro proporcionam as condições para que a comunidade empresarial atue com eficácia.” (Nassar, 2000).

França (França,1994) propõe a aliança entre a comunicação e o negócio, inserindo a comunicação no planejamento estratégico, estudando todos os públicos que devem ser atingido e criar o Manual da qualidade da Comunicação, que deve ser sempre planejado, dirigido e avaliado. Ele afirma que “o que se espera é que a nova comunicação possibilite auxiliar na diminuição da ansiedade provocada pela incerteza perante as crises de sobrevivência e perante o panorama que temos à nossa frente.”

Figueiredo (Figueiredo 2000) Afirma que é importante entender quais características e competências serão solicitadas e as expectativas dos públicos que interagem com a organização, para, assim não negligenciar a teoria de que esses públicos formam a mente coletiva que comunicará os desígnios de sucesso ou fracasso das organizações.

 

2.3. O Processo de Comunicação

Robbins (Robbins, 2002), listou da seguinte forma os componentes do processo de comunicação:

2.3.1. Objetivos

A eficácia de todo o processo de comunicação depende fundamentalmente da clareza dos objetivos. Mas nem sempre aquele que vai promover o processo de comunicação tem esta preocupação e, por isso, não consegue a eficácia pretendida.

Os objetivos devem ser de interesse tanto do emissor quanto do receptor. Isso implica a necessidade de o emissor conhecer os interesses, crenças e valores do receptor na situação em que a comunicação vai ocorrer. A situação adequada é aquela em que os objetivos expostos aos receptores são iguais aos que estimularam os emissores a promover um processo de comunicação, além disso, os objetivos devem ser factíveis. Às vezes o processo de comunicação é sobrecarregado com objetivos difíceis de serem atingidos. A definição clara dos objetivos vai facilitar enormemente as especificações dos demais componentes do subsistema de comunicação.

2.3.2. Emissor

O emissor é o agente do processo de comunicação. É ele quem toma a iniciativa de promover a comunicação com uma ou mais pessoas para atender determinados objetivos.

O primeiro requisito fundamental para a eficácia da comunicação é a credibilidade do emissor. Ela envolve, em primeiro lugar, a coerência, ou seja, a consistência entre o discurso e a prática. O outro fator que assegura a credibilidade do emissor é a experiência sobre o assunto.

Outro requisito para assegurar a comunicação é a representatividade do emissor. Isto quer dizer que a posição hierárquica, o poder decisório, seu papel e responsabilidade na empresa devem ser significativos em relação à mensagem e, principalmente, à resposta que se espera do receptor.

 

 

2.3.3. Mensagem

O foco é o receptor e, portanto, deve estar adequada no seu nível cultural, técnico e hierárquico. A definição e a estruturação devem considerar duas variáveis: o conteúdo e a forma.

A primeira preocupação sobre o conteúdo deve ser o que comunicar, e isto deve decorrer dos objetivos definidos para o sucesso da comunicação que vai ser realizada. O conteúdo da mensagem não deve ser insuficiente ou excessivo, deve comunicar o essencial, de acordo com os objetivos fixados. Outra a preocupação com o conteúdo é a estrutura. A mensagem deve ter uma seqüência lógica, ou seja, um início (objetivos), um meio e um fim (conclusões).

A forma das comunicações pode ser verbal (oral ou escrita) e não verbal (gestuais, vocais, espaciais). Não há uma forma melhor do que outra. A escolha da forma depende de um conjunto de fatores, dentre os quais os mais relevantes são: rapidez requerida (na transmissão da mensagem, na obtenção da resposta), quantidade de receptores, localização geográfica dos receptores, necessidade de formalizar a mensagem, necessidade de consultas posteriores sobre a mensagem, complexidade do assunto tratado e facilidade de retenção da mensagem.

2.3.4. Meio

A escolha do meio ou canal a ser utilizado depende da forma da mensagem, ou seja, verbal ou não verbal. Cada um tem características próprias que beneficiarão o processo de comunicação dependendo de situações específicas.

O requisito fundamental na escolha do meio é que ele não provoque ruídos. O ruído é qualquer interferência que prejudica a recepção e o entendimento da mensagem. Existem alguns exemplos para explicar um ruído: linha cruzada, no caso de telefone, mensagens de fax “borradas”, cópias ilegíveis, tom de voz inaudível, filmes com imagens “tremidas” e instalações desconfortáveis que não facilitam a concentração.

2.3.5. Receptor

É o alvo do processo de comunicação. Por isso o processo de comunicação deve ser pensado de acordo com as características do receptor. Várias das características do receptor influem no processo de comunicação: valores, crenças, padrão de comportamento, experiências passadas com o emissor, dentre outros fatores.

Uma dificuldade prática é que nem sempre se tem acesso ao receptor final, mas é preciso garantir que a mensagem chegue até ele com fidelidade.

2.3.6. Significado

O pressuposto básico de um processo de comunicação eficaz é que haja um entendimento comum entre o emissor e o receptor. Para isto, é preciso que a mensagem tenha o mesmo significado para ambos.

A mensagem a ser transmitida é codificada pelo emissor e decodificada pelo receptor. Este sistema de codificação e decodificação é baseado num conjunto de símbolos que utilizamos para representar a realidade. A língua que se aprende é, na verdade, um conjunto de códigos que a sociedade utiliza para simbolizar a realidade. O plano de contas da contabilidade, por exemplo, é um conjunto de códigos utilizados para verificar várias transações econômicas realizadas na empresa, tais como a venda de produtos, a compra de materiais, o pagamento aos fornecedores e os recebimentos de clientes. Através desses códigos as transações são agrupadas conforme a sua natureza e servem de base para a avaliação econômica da empresa. Na prática, porém, são usuais as dificuldades no entendimento do significado dos relatórios contábeis, pelo fato de o plano de contas ser concebido visando mais atender necessidades fiscais, legais e tributárias do que as necessidades gerenciais internas. Esta linguagem que atende as finalidades externas nem sempre é adequada para a comunicação e entendimento dos resultados pelo pessoal interno.

Ainda que o significado comum não assegure, sozinho, a eficácia da comunicação, é um requisito fundamental para promover o entendimento.

2.3.7. Resposta

A resposta é o objetivo final do processo de comunicação. É o que o emissor espera conseguir com o processo de comunicação que promoveu.

É preciso haver sistemas destinados a captar as respostas (sistemas de feedback). Na prática, nem sempre é fácil dispor destes sistemas, pois as respostas têm, em grande parte, aspectos humano-comportamentais envolvidos que nem sempre são facilmente identificados. Por isso, é fundamental assegurar um ambiente saudável de forma que as pessoas respondam autentica e espontaneamente. Um modo de fazer isso é estimular participação do receptor a fim de avaliar como a mensagem chegou até ele, seu nível de compreensão e adesão, e persistir na comunicação, eliminando dúvidas.

2.3.8. Situação

Todos os processos de comunicação acontecem em determinada situação, seja ela favorável ou desfavorável. A situação real que deve ser considerada no processo de comunicação é aquela percebida e sentida pelo receptor.

Muitas vezes temos uma mensagem favorável a ser comunicada, mas a empresa encontra-se numa situação desfavorável (greve, demissões, queda de vendas). Se essa situação não for considerada, a comunicação cairá no vazio.

A eficácia da comunicação depende de uma situação favorável. O emissor deve considerar essa premissa ao pensar no conteúdo e na forma da mensagem, no meio a ser escolhido e no melhor momento (tempo) para promover o processo de comunicação.

2.3.9. Tempo

Um fator fundamental no processo de comunicação é assegurar que a transmissão da mensagem seja feita em tempo hábil. Isto quer dizer que a mensagem deve chegar aos interessados no tempo requerido para que a ação possa ser tomada no momento correto.

Os avanços tecnológicos nos campos da eletrônica e telecomunicações estão auxiliando as comunicações instantâneas.  São possíveis e fáceis as conversas telefônicas com pessoas situadas em qualquer país. Existem computadores interligados possibilitando a troca rápida de informações. Também as empresas vêm revendo seus modelos de gestão empresarial para assegurar as comunicações no tempo requerido. Uma das principais razões mencionadas na prática para a redução dos níveis hierárquico das empresas tem sido justamente a agilidade das comunicações.

Nem sempre se reserva um tempo adequado para as comunicações. O mais normal é que as empresas façam comunicações rápidas, que não queiram perder tempo com as comunicações para não atrapalhar o trabalho. Isto resulta em procedimentos incompletos, mensagens não entendidas e outras limitações que impedem a eficácia da comunicação. Muitas vezes procura-se determinar previamente o tempo para certos tipos de comunicação, como é o caso das reuniões. O tempo a ser dedicado ao processo de comunicação deve ser dimensionado de acordo com a extensão e complexidade da mensagem e do conhecimento do significado da parte do receptor.

2.3.10. Custos

O processo de comunicação exige investimentos e despesas significativos.

Os custos de comunicação podem ser otimizados, e a melhor maneira de fazer isso é relacioná-los com os objetivos do processo de comunicação. Na prática, nota-se freqüentemente duas situações opostas: recursos insuficientes e recursos em demasia. No primeiro caso, um exemplo freqüente é o de equipamentos de telefonia sobrecarregados, dificultando a comunicação com os clientes. No outro caso estão os computadores ligados on-line para a comunicação entre os diferentes locais em que as empresas mantêm suas instalações quando o uso do fax ou mesmo do correio são mais baratos e não afetam significativamente a eficácia das comunicações.

2.4. A ação do Subsistema Gerencial e do Subsistema de Informação na comunicação

Ainda de acordo com Robbins (Robbins 2002), a comunicação afeta e é afetada pelos subsistemas de gestão. No caso em que esta sendo estudado neste trabalho, os subsistemas que mais influenciam são o Subsistema Gerencial e o Subsistema de Informação.

2.4.1. Subsistema Gerencial

O processo gerencial tem, em todas as suas fases – planejamento, direção e controle – uma grande dependência de comunicações eficazes.

No planejamento há a necessidade de uma intensa comunicação para identificar oportunidades para avaliar pontos fortes e fracos para formular alternativas e, principalmente, para tomar decisões.

A função gerencial de direção, destinada a programar os planos e supervisionar sua execução, tem também alta dependência de processos adequados de comunicação em todas as suas fases: a comunicação dos planos aos responsáveis pela sua execução e resultados, o treinamento desses responsáveis, a orientação e a coordenação da execução dos planos. A própria natureza dessas fases já permite deduzir o quanto a comunicação é importante para que todas elas possam ser bem realizadas.

E a dependência que a função de controle tem dos processos de comunicação é também extremamente relevante. São requeridos processos ágeis e precisos de comunicação para se conhecer os resultados obtidos pelas operações e compará-las com os planos e, se algum desvio for detectado, para fazer chegá-los aos seus respectivos responsáveis. Finalmente a função de controle depende dos processos de comunicação para certificar-se de que os desvios foram corrigidos.

 2.4.2. Subsistema de Informação

  Os processos de comunicação dependem, em grande parte, de boas informações para serem realizadas de forma correta. Mas, o subsistema de informação também depende da comunicação, pois a forma e, principalmente, o conteúdo (significado) das informações são definidos pelas características dos processos de comunicação estabelecidos na empresa. As principais relações entre esses dois subsistemas são:

           a) As informações a serem produzidas pelo subsistema de informação são definidas pelos objetivos de comunicação do emissor;

           b) O significado da informação é estabelecido pelo sistema de codificação/decodificação utilizado no processo de comunicação. Se não houver um significado comum entre esses dois pontos, as decisões poderão ser equívocas.

           c) A mensagem é composta por um conjunto de informações que o emissor julga necessárias para estabelecer o processo de comunicação. O excesso ou a falta de informação dificulta a comunicação.

           d) Há vários meios de suporte das informações: formulários, relatórios, terminais, microfilmes, etc. Estes meios devem ser escolhidos de acordo com as características do processo de comunicação.

           e) A resposta do receptor pode também se dar sob forma de informações.

  2.5. Gerência das Comunicações do Projeto

O PMBOK - Project Management Body of Knowledge, criado pelo PMI – Project Management Institute, é um trabalho desenvolvido para que os gerentes de projeto possam ser orientados de forma a obter uma maior eficácia na organização de um projeto. Uma das partes elaboradas pelo PMBOK é a Gerencia de Comunicação de Projetos, que informa as etapas necessárias para a realização, desde o planejamento, até finalização incluindo formação para trabalhos futuros.

De acordo com o PMBOK, deverá ser feito um planejamento das comunicações, que diz respeito à determinação das informações e comunicações necessárias para os interessados – quem necessita de tal informação, quando necessitarão dela e como isso será fornecido para eles. Em quase todos os projetos a maior parte do planejamento é feita com partes das fases iniciais do projeto. Entretanto, o resultado desses projetos deve ser avaliado regularmente durante o projeto e revisados, se necessário para garantir a continuidade da aplicação.

3. Metodologia 

Através de pesquisa, avaliar expressões e atitudes, detectando o nível de informação fornecida pelos diversos departamentos, para identificar que tipo de falha na comunicação está causando o problema de pesquisa.

Após análise dos dados obtidos, serão programados mecanismos de divulgação das informações mais adequados e eficientes, na tentativa de eliminar as dificuldades encontradas pelos alunos, fazendo com que as informações necessárias estejam ao seu alcance, ou seja, fazer as informações circularem pelos departamentos de ensino, salas de aula e Coordenações de Cursos, bem como incentivar a procura a procura das informações pelos alunos, nos respectivos departamentos.

Algumas medidas já vêm sendo analisadas. São elas:

1. Criação de um manual de procedimento para cada departamento, de acordo com as suas atividades e serviços oferecidos aos alunos.

2. Realização semestral de palestra proferida pelos departamentos, com suas respectivas coordenações e setores responsáveis pelas atividades mais essenciais direcionadas aos alunos.

3. Reuniões junto aos Diretórios Acadêmicos de cada curso para informá-los sobre os procedimentos para, de acordo com as atividades, afim de que sejam mais uma fonte de informação para os alunos

4. Criação de um quadro de avisos da parte dos departamentos, coordenações de cursos e setores responsáveis pelas atividades direcionadas aos alunos, junto aos departamentos de ensino, contendo suas formalidades legais, tramites documentais e prazos a serem cumpridos.

6. Disponibilização de material informativo nos departamentos, coordenações dos cursos e salas de aulas.

7. Informativos que orientem os alunos no sentido de informar qual departamento procurar, de acordo com cada caso, bem como incentivá-los a procurar as informações disponibilizadas no site da Universidade.

 

4. Estudo de caso: Universidade Federal Rural de Pernambuco

4.1. Veiculação de informação insuficiente sobre os serviços prestados pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduação

Tem a missão de apoiar as atividades de ensino, bem como supervisionar os programas de graduação da Universidade, além de gerir projetos e programas que auxiliam no aperfeiçoamento da matriz curricular dos cursos de graduação.

4.2. Serviços acadêmicos oferecidos pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduação

4.2.1. Monitoria  -  Possibilita a esperiência de vida acadêmica,  promovendo a integração de alunos de períodos mais avançados com os demais, a participação em diversas funçoes da organização e desenvolvimento das disciplinas do curso, além de treinamento em atividades

4.2.2. PET – Programa Especial de Treinamento - Programa acadêmico direcionado a alunos regularmente matriculados em cursos de graduação e tem como objetivo a melhoria do ensino de graduação, a formação acadêmica ampla do aluno, a interdisciplinaridade, a atuação coletiva e o planejamento e a execução, em grupos sob tutoria, de um programa diversificado de atividades acadêmicas.                                                                       

4.2.3. Cursos de Aperfeiçoamento – Tem como proporcionar oportunidades de capacitação  nas áres afins de cada curso de graduação, visando melhorar o curriculo acadêmico dos alunos.

4.2.4. Coordenação Geral de Estágios - Tem competência de acompanhar o desenvolvimento dos processos de formalização de estágios, bem como supervisionar os alunos nesse processo,  assegurando o cumprimento dos procedimentos necessários, como a captação de vagas e tramites de documentações necessárias para se consolidar o estágio, fazendo a interação entre alunos e Empresas/Instituições.

4.3. Pesquisa

Visando detectar o nível de informação e as dificuldades dos alunos em relação aos procedimentos acadêmicos, e como esse fato tinha grande relevência na qualidade da sua formação acadêmica, fez-se necessária a aplicação de um questionário para os alunos matriculados nos cursos que possuem maior quantidade de vagas na UFRPE:

  1. Agronomia
  2. Economia Doméstica
  3. Engenharia Agrícola e Ambiental
  4. Engenharia Florestal
  5. Engenharia de Pesca
  6. Medicina Veterinária
  7. Zootecnia

5.1. Resultados

A análise dos resultados alcançados aponta que os alunos dos cursos de graduação da UFRPE não encontram as informações necessárias sobre os serviços oferecidos pela PREG, de maneira a ter fácil acesso, e, consequentemente não conseguem ser beneficiados pelos serviços por elas oferecidos, perdendo assim a oportunidade de ter a sua formação acadêmica maximizada pelas práticas pedagógicas que poderiam contribuir com o seu currículo acadêmico.

Esse fato valida as soluções propostas no capítulo 3, como disponibilização de material informativo junto aos departamentos, salas de aula e nas coordenações dos cursos, para que as informações pudessem chegar até os alunos, bem como criar mediadas que incentivem os alunos a procurar as informações que se encontram disponibilizadas na página da UFRPE.

 

6. Conclusão e trabalhos futuros

6.1. Conclusão

         O enfoque desse trabalho mostra como o processo de comunicação eficaz na educação contribui na formação acadêmica, uma vez que o conhecimento dos serviços que podem ser oferecidos pelos departamentos acadêmicos faz com que os alunos obtenham um aproveitamento daquilo que é planejado para lhes proporcionar uma educação de qualidade.

Dessa forma, observa-se que os departamentos responsáveis pela formalização dos diversos procedimentos precisam avaliar a forma com que as informações estão sendo utilizadas, de forma a detectar níveis de falha na comunicação, bem como observar se as informações estão sendo veiculadas de maneira suficiente para que os alunos possam se valer de um processo de comunicação norteador. Isso inclui planejar uma estrutura de distribuição que detalhe quais informações fluirão e que métodos serão utilizados para distribuir os vários tipos de informação.

O resultado dessa pesquisa possibilitou a manifestação de uma ineficiência de comunicação até então desconhecida pela Pró-Reitoia de Ensino de Graduação que, sendo possuidora da maior parte das responsabilidades e detendo o conhecimento de todas as informações necessárias para formalização dos procedimentos acadêmicos, não teve a percepção de que a falta de informação dos alunos existia pela procura escassa dos mesmos pelas informações e que esse problema poderia ser extinto pelo uso de uma melhor veiculação das informações, fazendo com que houvesse uma descentralização controlada da comunicação.

Após essa percepção, as medidas dispostas no item 3.5 deste trabalho estão sendo providenciadas para que, muito em breve possam ser aplicadas, através de planejamento, controle e cronograma para se atender às necessidades do público que esta sendo tratado.

O Resultado desta pesquisa tem o objetivo de trazer à tona as falhas nos serviços de comunicação não só da UFRPE, mas também das demais Instituições de Ensino Superior no Brasil, possibilitando ajustamentos dos serviços de informação para informar, motivar e suprir a falta de informação pode está sendo detectada.

 

6.2. Trabalhos Futuros

Para tornar eficaz o sistema de comunicação da Universidade, como um todo, existe uma proposta de realizar um estudo de caso nos níveis de Pesquisa/Pós- Graduação e Extensão, visando melhorar a comunicação e, consequentemente a educação superior de forma geral.

7. Referências Bibliográfica

(Cahen,2005) CAHEM, Roger, Comunicação Empresarial, São Paulo, 2005

(Minicucci, 1995) MINICUCCI, Agostinho, Psicologia Aplicada a Administração, São Paulo, 1995

(Nassar 2000) NASSAR, Paulo, Comunicação Empresarial, Estratégias de Organizações Vencedoras, 2ª. Edição, São Paulo, 2000.

(Pimenta, 2004) PIMENTA, Maria Alzira, Comunicação Empresarial, 4ª. Edição, São Paulo, 2004

PMI – Project Management Institute, 2000

(Robbins, 2002) Robbins Stefhen P., Comportamento Organizacional, 8ª. Edição, São Paulo, 2002

(França, 1994) FRANÇA, Fábio, Comunicação Empresarial na Era da Qualidade, Artigo, Saõ Paulo – ECA/USP

Figueiredo (2000)  FIGUEIREDO, José Carlos, Comunicação Sem Fronteiras – Da Pré-História à era da informação, São Paulo, 2000

 

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/comunicacao-eficaz-nas-universidades-contribuicao-para-uma-educacao-de-qualidade-1196587.html

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    Edjar Dias de Vasconcelos

    A respeito da teoria da evolução formulada por Charles Darwin 1809-1882, quem melhor organizou a ideia de como as espécies evolui a partir uma das outras, na superação de elos inferiores, criando as diversidades das mesmas.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Educação> Ensino Superiorl 17/10/2014
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