Contemplação do Silêncio

20/06/2012 • Por • 58 Acessos

Contemplação do  silêncio.

Existem muitas coisas belas..

Uma  delas,  é ver o pássaro cantando solitariamente na floresta.

A outra, o homem montado em um cavalo, olhando para infinito.

Vendo silenciosamente, o sol caminhando pelo universo indistinto.

É muito bonito, olhar e ver a água de um pequeno rio, ir em direção ao mar.

A noite enxergar o céu cheio de estrelas brilhando, iguais a outros sóis.

O silencio é esse desejo da imaginação, o que não deve sequer sonhar diante da impossibilidade.

É fascinante, à tarde antes do sol se pôr, ver o vermelho que fica no espaço.

Como é interessante o nascer do novo dia, antes do escuro acabar.

A luz que derrama raios, sobre os trilhos que temos que passar.

É muito bom pisar na areia e deixar os sinais dos pés pelo caminho.

A experiencia de ficar a noite sozinho em um casarão desértico.

Poder imaginar o mundo como seria, se existisse somente ele.

Ter o privilégio de estar a beira de um rio, retirar da água misteriosamente os peixes.

Contemplar o vento, sentir a blisa da velocidade das nuvens negras.

No silencio, perguntar  para si mesmo, será que existe algo além da imaginação.

Existe um segredo, que não é segredo, só a loucura poderá compreendê-lo.

  Quem conseguir superar a nomalidade, decifrará  os signos que regem a vida.

Quando conseguir perceber a lógica primordial do substrato, sentirá feliz diante do trágico.

Com toda sabedoria responderá a sua imaginação, por que teve que acontecer.

Nesse instante o sol terá que se pôr entre penhascos, restará o escuro perdido na imensidão.

Mas por quê o segredo é tão pertinaz que só uma mente especial poderá entendê-lo.

Guardar para si, como se não fosse real, uma fantasia que apaga, sem perder o brilho.

Mas aquele que decifrou o segredo, senta no tronco de uma árvore e olha para o alto.

Até onde os lhos possam ver, percebe que além da luz, existem outros sóis.

Caminha por um trilho adentro ao campo, sente o perfume das flores.

Percebe que logo sua natureza,  será a essencia do substrato primordial.

Essa coisa de algo além, é tão perto como o infinito, mas é fugidio a distancia.

Aquela coisa que não é, que jamais poderia ser, mas que é, e está sendo.

 Terá continuidade, mesmo não existindo a extensão, é do fundamento de ser dessa forma.

Então o gênio que descobriu o segredo, começa entender a formalidade da lógica do mistério.

Esse é o ato mais belo de todos os atos, descobre-se nesse momento que a imaginação vai dormir eternamente.

A imaginação imaginou como seria a representação sem a mesma.

Perfil do Autor

Edjar Dias de Vasconcelos

Bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção - Arquidiocese de São Paulo com graduação máxima no...