Cultura e diversidade social..!

Publicado em: 18/07/2013 |Comentário: 0 | Acessos: 60 |

           "A Diversidade cultural: uma proposta de disseminação da cultura  no contexto social, pretende abordar as questões e se valorizar, compreender um pouco mais sobre a beleza e diversidade da cultura, a valorização da cultura Brasileira tem sido enfocada nos dias de hoje, no  Ensino Fundamental, Médio e superior, Entretanto, encontra-se inserida no ambiente escolar, as vezes desconhecida pois é negligenciada pelos professores, alunos, e os demais, as vezes na sua maioria ignorada a tal comportamento que passou a ser um dos obstáculos pedagógicos, interferindo no ensino-aprendizagem, muitos profissionais desconhecem ou tem receio de trabalhar este conteúdo, por não estarem preparados para entrar no âmbito das discussões políticas, de preconceito social, racial e religioso, bem como, serem também fruto de um processo pedagógico que também os alijou desses conhecimentos. Para tanto, será enfatizado o valor educacional da cultura e da interculturalidade, através do ensino de história e da dança, propiciando um resgate cultural, apresentando a cultura brasileira como elemento de integração da comunicação individual e coletiva, pois através dela facilitaremos as relações sociais, reconhecendo os conflitos inerentes a esse tema. Este Artigo, tem a intenção de contribuir para a disseminação e reflexão da  diversidade cultura humana, vez que são raros os trabalhos produzidos a esse respeito.

          Neste texto vamos apresentar algumas reflexões que terão esses elementos como ponto de partida. Temos claro que estas reflexões exigem maior aprofundamento. Entretanto, justamente por que o tema exige maior reflexão é que não vamos nos furtar aos nossos comentários e, justamente por isso, queremos propor a reflexão, não para falar apenas de cultura e sociedade, mas para entender a relação da sociedade com a cultura. Diante de todo esse contexto cultural e social, uma das importantes competências é a "Interculturalidade". Uma competência relacionada à capacidade de migrar entre diferentes grupos, aprender novas perspectivas; capacidade de olhar para a diferença de forma a aceitá-la e criar novos canais de interação entre você e o que lhe é estranho, sem esquecer que você também é diferente.

 TEMÁTICA QUE ENVOLVE A CULTURA SOCIAL

          A temática enunciada envolve conceitos que, embora se relacionem, são completamente distintos. E isso é um primeiro problema: trata-se de ver a sociedade e a cultura a partir da ótica da sociologia, da antropologia ou da filosofia? Trata-se de frisar que a sociologia, ou a filosofia, têm uma palavra a respeito ético da sociedade e sua cultura? É a sociedade que produz a cultura ou a sociedade já é uma manifestação cultural?

          Neste texto vamos apresentar algumas reflexões que terão esses elementos como ponto de partida. Temos claro que estas reflexões exigem maior aprofundamento. Entretanto, justamente por que o tema exige maior reflexão é que não vamos nos furtar aos nossos comentários e, justamente por isso, queremos propor a reflexão, não para falar apenas de cultura e sociedade, mas para entender a relação da sociedade com a cultura.

          Não vamos nos deter na complexidade da relação entre nossos eixos temáticos: sociedade e cultura. Vamos partir de uma escolha. Vamos assumir que a sociologia intercultural, têm formas específicas de tratar a sociedade na qual, por sua vez, é resultante de processos culturais. Portanto estamos assumindo que a sociedade não é anterior, mas resultante – pois são construção humana – de processos culturais específicos. Dessa forma nosso ponto de partida para entender a sociedade é a afirmação de que ela pode ser compreendida a partir de manifestações específicas.

          Em função disso podemos dizer que a compreensão da sociedade somente é possível se nos referirmos a agrupamentos humanos específicos. E esses agrupamentos também são resultantes de processos específicos. Disso se conclui que nenhum grupo humano é igual a outro; pode-se falar de aproximações, mas não podemos nos esquecer de que os fenômenos sociais não se repetem: nos mesmos grupos sociais, nem em outros grupos distantes, em poucas palavras podemos dizer que as diferentes construções sociais produzem as diversas sociedades.

  DIFERENTES CONCEITOS DE CULTURAS:

          Em uma sociedade á diferentes conceitos de vivências e culturas,
Além disso, precisamos ser claro, como sugere: (Terry Eagleton, 2ª ed. 2011. pg.15,) "cultura esta voltada para duas direções opostas, pois ela pode também sugerir uma divisão dentro de nós mesmos, entre aquela parte de nós que se cultiva e refina" que embora as realidades tenham existências independentes da vontade humana, são percebidas de forma subjetiva.

          A vida cotidiana apresenta-se como uma realidade interpretada pelos homens e subjetivamente dotada de sentido para eles na medida em que forma um todo coerente, outro elemento que não podemos deixar de ser claro é que ao falarmos de sociedade e de cultura estamos nos referindo a fenômenos tipicamente humanos. Trata-se de realidades humanas e, portanto, nosso olhar tem o ser humano como ponto de partida. É ele que produz cultura, sendo uma das manifestações culturais vivendo em sociedade.                                    
         A constatação inicial, portanto, é a existência do ser humano em suas diferentes características. O ser humano é uma realidade, mas é uma realidade que atua e interfere nos fenômenos e, ao mesmo tempo, produz indagações com vista na interpretação dos fenômenos da natureza humana. Tendo em vista podemos nos colocar a seguinte indagação: O que é o ser humano? Que ser é esse que chamamos de humano? O que o caracteriza e o diferencia de outros seres existentes. Ser humano e outros existentes
          O Ser Humano se percebe no mundo e se vê completamente diferente das demais realidades existentes. É ele quem dá sentido a existência dos existentes. Dá sentido porque pensa, porque se socializa e porque manipula os elementos da realidade, gerando cultura. Além disso, e sem entrar no mérito da discussão religiosa, pode-se dizer que o ser humano transcende à realidade humana, segundo: (FRITJOF CAPRA, 2006 pg.27.) "É interessante notar aqui a notável conexão nas mudanças entre pensamento e valores, ambas podem ser vistas como mudanças da auto - afirmação para a integração. Essas duas  tendências – a  auto – afirmativa e a integrativa – são, ambas, aspectos essenciais de todos os seres vivos".  

 VALORES CULTURAIS E SOCIAIS:

          Partimos de uma constatação: praticamente todas as correntes de filosofia, de sociologia, de antropologia procuram dar uma explicação para esta realidade à qual se chama de ser humano. Dessas explicações um ponto parece ser comum e sobre a qual as vozes se fazem unânimes: o fato do homem ser pensante.

          Pensar não é só o que se pode entender etimologicamente, com a palavra, dizendo que o ser humano é capaz de pesar, avaliar, estabelecer valores. Esse pensar refere-se também à capacidade humana de fazer escolhas; aliás, o ser humano avalia, justamente, para fazer escolhas. Portanto o ser humano é aquele que avalia, escolhe, e faz isso a partir de um processo reflexivo que exige uma postura introspectiva.
Esta por sua vez deriva da capacidade de abstração.

          Na verdade quando dizemos diz que o ser humano é capaz de pensar pretendemos afirmar que ele é capaz de falar, ou de se comunicar a respeito das realidades com as quais não está em contato imediato. Ele pode representá-las, mentalmente e nisso se dá um processo de reflexão, pois se trata de "voltar a ver" o que não está presente.
          Outra característica do ser humano é a da sociabilidade. Daí vem à clássica afirmação aristotélica dizendo que "o Homem é um ser social".

          A sociabilidade, ou a capacidade de viver, sobreviver e existir em coletividade parece ser o que mais bem caracteriza o homem. Entretanto aqui precisa se fazer uma ressalva. Não nos parece que o ser humano seja, essencialmente, um ser social, mas se faz social a partir de suas necessidades e para superar seus medos e suas limitações em relação aos outros e em relação ao mundo.

          O ser humano é dotado de uma capacidade criadora e recriadora que lhe permite não só manipular o mundo, mas, principalmente recriar o mundo. Diferentemente do animal que possui apenas uma inteligência concreta o ser humano desenvolve e se desenvolve a partir de uma inteligência abstrata Graças a ela o ser humano reproduz experiências, inventa novas utilizações para os mesmos objetos. Cria as técnicas e as capacidades de reaproveitar e recriar suas ações e produções. E com tudo isso transforma o mundo e se transforma com o mundo na sua evolução.

O SER HUMANO E  SUA TRANFORMAÇÃO SOCIAL

          Portanto o ser humano  renova, suas ações que são temporais. Isso implica dizer que as ações humanas são históricas, pois mesmo morrendo um homem, suas experiências e suas realizações permanecem e podem ser reaproveitadas, recriadas, reformuladas por outros homens.

            Mesmo os que não são seus descendentes podem utilizar seus saberes. O ser humano, portanto, consegue visualizar o fato, as realizações e as produções num antes, agora e num depois. A partir de experiências do passado o homem analisa seu agora e projeta o futuro. Faz isso por que consegue representar as realidades pela linguagem e pelo pensamento abstrato. Mesmo não tendo acesso ao passado e sabendo que o futuro é uma interrogação, mediante a linguagem recria as realidades, comunicando-as e por meio do pensamento abstrato recria as realidades criando modelos que podem ser transformado seres humanos capazes de identificar os seus valores culturais.  
                     Essas transformações produzidas pelo pensamento e pela ação histórica é o que chamamos de cultura. O homem, portanto, ao recriar seu mundo produz cultura. Produz valores culturais ou bens culturais. Criado de outra forma: Mas não é só. A ação humana, produzindo cultura, produz realidades a partir de intencionalidades: uma dessas criações intencionais é o trabalho. Enquanto a ação humana, produzindo cultura por meio do trabalho, que é uma ação intencional, os animais não são capazes nem ao menos de trabalhar, pois não são guiados por intenções, pois lhes falta à vontade e a capacidade de decidir.

            Por isso dizemos que as ações animais não se reproduzem. O ser humano, por seu lado, transforma o mundo pelo trabalho e sua ação transformadora é conduzida pela intencionalidade; age com finalidade consciente. Outra característica do ser humano e da ação humana é a consciência da pertença a um grupo. A ação humana não se dá isoladamente. A produção cultural e o trabalho humano são ações sociais. Mesmo que, como já dissemos, sejamos movidos por interesses egocêntricos, tendemos a realizar nossos desejos e necessidades em conjunto com o ser humano é um ser social, sociável e solidário.

CONCIENCIA HUMANA E SOCIAL

Não podemos vive só, mas em bandos, chamado de sociedade; e necessita dela para sobreviver. Sociável porque consegue manter relações com outros de sua espécie, mesmo com eventuais adversários; mesmo que seja para tirar proveito pessoal dessas relações. Relações são ao mesmo tempo, conscientes e intencionais. Por isso, também, o ser humano é solidário. Não por benevolência, mas por necessidade.

          A ação humana, que é trabalho e que é cultura, e que não se esgota no tempo, pois permanece na ação intencional de outros seres humanos, se dá pela assimilação de modelos sociais estabelecidos. O ser humano é o que é, mediante a cultura, que é resultante do trabalho. O ser humano desenvolve-se dentro de um grupo que já possui valores aos quais consideram válidos e que necessariamente seja preservado. Por esse motivo, para transmitir esses valores, essas informações, esses saberes para os demais ou para os mais jovens, o ser humano cria instrumentos e canais de comunicação. O ato ou o processo através do qual os seres humanos se comunicam e comunicam seus valores e os elementos culturais é o processo educacional.
           O mundo, portanto, é independentemente do ser humano, é um mundo de significados, e como tal precisa ser ao mesmo tempo recriado, transformado. O mundo humano só existe enquanto os valores sociais forem respeitados, por isso é necessários ser constantemente recriado, como cultura e como valores a serem transmitidos às novas gerações. Por isso o ser humano precisa dá mais importância à educação, pois ela é um dos principais meios de reconstrução de uma sociedade mais justa e igualitária.

          Portanto é necessário que aja valorização das culturas, e que as diversidades culturais sejam vista com dignidade, as comunidades distantes, os indígenas, ribeirinhas e todas as comunidades dos municípios dos estados do Brasil e do mundo, sejam elas classes sociais de baixa renda ao não?  Venhamos olhar com olhar humano e igualitário, que a interculturalidade seja contemplada pelas politicas sociais que juntas criem novas oportunidades educacionais e tecnológicas, que todos possam ter dignidade cidadania, para desfrutar dos seus direitos democráticos, ter liberdade de expressão e cidad

CONCEITOS DA INTERCULTURALIDADE:

          Diante de todo esse contexto cultural e social, uma das importantes competências é a "Interculturalidade". Uma competência relacionada à capacidade de migrar entre diferentes grupos, aprender novas perspectivas; capacidade de olhar para a diferença de forma a aceitá-la e criar novos canais de interação entre você e o que lhe é estranho, sem esquecer que você também é diferente. Para que o profissional desenvolva essa competência de se relacione de forma eficaz, é preciso entender sua própria cultura e seus valores, crenças, símbolos, atitudes e comportamentos aprendidos durante sua historia de vida que estejam relacionados aos seus preconceitos, estereótipos, e visão de mundo. (Entender a si já é um trabalho árduo; entender o outro é mais complicado e exige empatia, tolerância, paciência, respeito...).

          Difícil não perder sua própria identidade diante de mudanças drásticas e exposições as culturas, religiões, estilos de vida que praticamente "instigam o senso de ser diferente". Não digo identidade nacional, mas sua identidade pessoal, seu jeito, sua profissão, suas preferências, etc. Ser intercultural significa aprender a ter contato com outras culturas, novas realidades sem preconceitos, a historia político e social sem julgamentos, mas crítico com respeito; é estar aberto para o entendimento e geração de alteridade.

          Quando o ser humano sente dificuldades em lidar com essas diferenças, cabe ao mesmo fazer uma reflexão sobre seus conceitos, para que sua capacidade visual não deixe a expatriação acontecer, ou não frustre com as diferenças culturais e sociais, as organizações sociais vêm trabalhando a interculturalidade e vivenciando as diferenças culturais e sociais através de casos específicos, dificuldades encontradas pelas comunidades isoladas, mas como mencionamos acima, o autoconhecimento é essencial para o desenvolvimento da interculturalidade.

           Percebe-se que só podemos lidar com as diferencia culturais e sociais, quando estabelecermos novos conceitos de comunicação, e conquistarmos a confiança, sem que a identidade da interculturalidade seja perdida.

           O conceito de interculturalidade tem uma forte relação com o de educação ambos, uma necessidade e exigência da sociedade atual. A complexidade e interculturalidade são fenómenos intrinsecamente ligados ao mundo dos dias de hoje, onde globalização, migração, minorias e tentativas de hegemonia são realidades efetivas. A interculturalidade passa pelo desafio lançado pela globalização e suas implicações étnicas e culturais. Identidade, homogeneidade e diversidade são os eixos definidores da interculturalidade, que tem na educação e suas instituições e agentes os meios de desenvolvimento. Os valores são os da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da igualdade, tolerância, educação multicultural. A interculturalidade visa assim não apenas a formação mas também a integração dos grupos no todo social, perante o individualismo e a cultura consumista e imediatista da globalização.

           A interculturalidade pressupõe a educação democrática, a transnacionalidade da mesma e a superação dos hermetismos sociais do Estado-Nação, bem como a oposição à supremacia de culturas sobre outras.

 com o de educação, ambos uma necessidade e exigência da sociedade atual. A complexidade e multiculturalidade são fenómenos intrinsecamente ligados ao mundo dos dias de hoje, onde a globalização, migração, minorias e tentativas de hegemonia são realidades efetivas. A interculturalidade passa  pelo desafio lançado pela globalização e suas implicações étnicas e culturais. Identidade, homogeneidades e diversidade são os eixos definidores da interculturalidade, que tem na educação e suas instituições e agentes os meios de desenvolvimento.

           Os valores são os da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da igualdade, tolerância, educação multicultural. A interculturalidade visa assim não apenas a formação, mas também a integração dos grupos no todo social, perante o individualismo e a cultura consumista e imediatista da globalização. A interculturalidade pressupõe a educação democrática, a transnacionalidade da mesma e a superação dos hermetismos sociais do Estado-Nação, bem como a oposição à supremacia de culturas sobre outras.

          A cidadania global, a educação e a sociedade em fusão, são os valores transversais da interculturalidade social do mundo de hoje, que se pretende integradora, equitativa, justa, responsável e solidária, de modo a manter as diferenças sem subalternizações nem sobreposições e intolerâncias. A interculturalidade é assim um dos instrumentos de amenização e refundação da sociedade moderna na senda da globalização. Ou está para além do materialismo político-econômico: uma globalização de valores, de cultura, de formação, de identidades e de cidadania plena.

         não são reconhecidas por questões sociais e culturais, lutam pela igualdade social, no qual enfrentam verdadeiros desafios para inserirem-se na sociedade, essas classes são os maiores índices de desigualdades sociais e culturais, que buscam alternativas de diversas problemáticas, por meios de ações sociais, nos centros de convivências da família, em órgãos governamentais e não governamentais, aonde recebem atenção e acolhimento, observamos as negligencias das politicas publicas, muito pouco tem feito pela questão social, cultural e intercultural, do nosso país.

          Em análise as propostas e normativas, que subsidiam as práticas de atenção às comunidades indígenas e ribeirinhas, Conclui-se que as mesmas vêm sofrendo influências dos interesses políticos, econômicos e sociais locais, regionais e globais, que em muitos aspectos se sobrepõem ou negligenciam-se em aspectos indispensáveis à promoção e proteção na qualidade de vida da sociedade, no CECFMML, as crianças são inseridas em atividades lúdicas e Pedagógicas, as famílias são trabalhado o acompanhamento psicossocial, para os idosos é trabalhado atividade de educação física, dança, atividades de lazer, inseridos as atividades de Palestras passeios e interação social.

MANIFESTAÇÕES CULTURAL E SOCIAL - 27/06/2013-Manaus-AM

                                                                                                                 

           A cultura é histórica, pensar em cultura é pensar em conhecimento, significado e formas de interpretar o mundo e nosso cotidiano. A construção de uma cultura é baseada no que fomos agregando ao longo da história para transformar e transmitir nosso pensamento, nossas formas de ser e sentir. Conhecer, aprender, ver as diferenças, como somos e como nos relacionamos é se apropriar do conhecimento. Para entender o conhecimento, temos que refletir os inúmeros fatores pelos quais somos influenciados, como: se manifestar sobre nossas opiniões, falar o que concordamos ou não, criar novas ideias a respeito da nossa democracia, dos programas que assistimos na TV, das leituras em documentários, do que temos hábito de leitura, de saberes adquiridos, de técnicas corporais incorporadas, entre outros.

          Ao tratar da cultura nos indica que não podemos compreendê-la como algo homogêneo, alertando para o fato de que ela possui diferentes formas de coexistir na esfera social, refletindo formas desiguais de apropriação do capital cultural: as culturas populares, as culturas hegemônicas e a cultura de massa. Para ela há um entendimento corrente de que a cultura popular é algo primitivo, que necessita evoluir. A respeito da cultura popular: "Seria a cultura de um povo ou a cultura para o povo"? Esse desencadeamento de várias culturas, as influências recebidas e adicionadas foram sendo incorporadas pelo povo e refletidas na sociedade o que nos fornece o entendimento de que seja recíproco nesse processo de composição do percurso histórico.

           Para compreendem, A cultura hegemônica pode ser entendida como uma cultura dominante, sendo imposta e estável, pode dizer que a cultura hegemônica precisa da cultura popular para existir, para tê-los como subordinados, pois é esta dinâmica que irá determinar o cenário de cultura que vivenciam. Para Chauí apud Ávila (2000, p.5) a cultura popular é uma manifestação dos dominados, buscando formas pelas quais a cultura dominante pode ser aceita, interiorizada, reproduzida e transformada, ou mesmo recusada e negada pelos dominados. Canclini apud Ávila (2000, p.17) coloca alguns exemplos sobre folclore, utilizando do artesanato e das festas como formas de ilustrar possibilidades para a construção de outra hegemonia. As manifestações contestatórias podem auxiliar na libertação dos setores oprimidos desde que possamos reconhecê-los como símbolos de uma identidade social.

           Os negros podem servir de exemplo para clarificar esta realidade. Os negros escravizados inventaram a capoeira como forma de luta - e que é e pode ser vista também como dança- mas sendo o seu verdadeiro sentido uma forma de se defender. Para melhor compreender esse aspecto, é importante observar o ciclo histórico e cultural, os pontos de ruptura e de transformação dos nossos processos sócio-culturais. Precisamos ver que existem diferenças e fica difícil estabelecer critérios rígidos e históricos sobre o que seria bom ou ruim na construção cultural, pois trilhamos caminhos diversos que abrangem política, processos mercadológicos, sistemas de produção, influências midiáticas que impedem de pensar a forma homogênea da cultura.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:

BAKHTIN, M. Marxismo e Filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método. Sociológico da linguagem. 12.ed. São Paulo: Hucitec, 2006.

BARTH, F. Grupos étnicos e suas fronteiras. São Paulo: Unesp, 1998

CANDAU,V.M.(Org.) Educação intercultural e cotidiano escolar. Rio de Janeiro:

7 Letras,2006.

CASTELIS, Manuel. O poder da Identidade: e era da informação: econômica, sociedade e cultura, São Paulo: Paz e Terra, v.2,1999.

CRUZ, E.R. Origens, míticas e científicas. Ciência e cultura, São Paulo, nª especial 1,p.42-50,jul.2008.

CAPRA, Frijof. A teia da vida. Uma Nova  Compreensão Cientificas dos Sistemas Vivos: São Paulo: Editora Cultrix,2006.

SILVA, Marlene Correia. O País do Amazonas. 2ª. Edição. Manaus: Valer, 2004

PINTO, R. F. Viagem das Ideias. Manaus: UFAM/Valer, 2006

GALVÃO, Eduardo. Encontro de Sociedades: Índios e brancos no Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra.1979

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/cultura-e-diversidade-social-6684114.html

    Palavras-chave do artigo:

    cultura

    ,

    diversidade social

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    Por: Marineide Pinheiro dos Santosl Educação> Educação Infantill 17/05/2011 lAcessos: 2,689
    Marineide Pinheiro dos Santos

    Sexualidade é necessidade de receber e expressar afeto e contato, que todas as pessoas têm e que traz sensações prazerosas e gostosas para cada um. Assim, sexualidade não é apenas sexo, é o toque, o abraço, o gesto, a palavra que transmite prazer entre pessoas e que temos desde antes de nascer, na barriga da mãe, quando bebês e durante toda a vida.

    Por: Marineide Pinheiro dos Santosl Educação> Ciêncial 26/11/2010 lAcessos: 1,227
    Marineide Pinheiro dos Santos

    A administração é excessivamente burocrática e controladora privilegiando a uniformidade, disciplina e homogeneidade dificultando qualquer gesto de criatividade ou incorpora práticas de programas empresariais de qualidade total. Segundo, a falta de formação ética e política dos gestores eleitos privilegiam interesses privados em detrimento dos coletivos e públicos. Terceiro, a confusão estabelecida pelo pragmatismo das políticas neoliberais de privatização no setor administrativo público.

    Por: Marineide Pinheiro dos Santosl Educação> Ensino Superiorl 26/11/2010 lAcessos: 238 lComentário: 1
    Marineide Pinheiro dos Santos

    O processo de aprendizagem é pessoal, sendo resultado de construção e experiências passadas que influenciam as aprendizagens futuras. Dessa forma a aprendizagem numa perspectiva cognitivo-construtivista é como uma construção pessoal resultante de um processo experimental, interior à pessoa e que se manifesta por uma modificação de comportamento.

    Por: Marineide Pinheiro dos Santosl Educação> Ciêncial 26/11/2010 lAcessos: 260
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