Exame nacional de desempenho de estudantes: avaliação ou exame?

Publicado em: 14/04/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 483 |

EXAME NACIONAL DE DESEMPENHO DE ESTUDANTES:

AVALIAÇÃO OU EXAME?

Rubens da Silva Castro[1]

Elizeu Vieira Moreira[2]

Resumo

Discute o conceito de avaliação e o de exame relacionando-os ao processo de ensino e aprendizagem que se dá tanto na Educação Básica quanto na Educação Superior, diferenciando o conceito de examinar e de avaliar. Esclarece que a avaliação deve ser composta de processos dinâmicos socialmente construídos e direcionados para a qualidade enquanto uma construção social e dinâmica que requer, em sua materialização e avaliação, o envolvimento da comunidade educativa, em diálogo permanente com as autoridades setoriais que representam a sociedade. Conclui que a avaliação direcionada para o controle, regulação, quantificação, estatísticas, obsessão classificatória e formalismos processuais acabam enfraquecendo os processos de reflexão, de debates públicos e quase anulam os esforços que visam a fortalecer os valores acadêmicos, como a autonomia, o desenvolvimento intelectual, moral e artístico.

Palavras-chave: avaliação, controle, regulação, Enade.

 

Abstract

Discusses the concept of evaluation and examination of the learning process that occurs both in Basic and Higher Education, differentiating the concept to examine and evaluate. Clarifies that the assessment should be composed of dynamic processes are socially constructed and targeted to quality as asocial construction and dynamics that requires in its materialization and evaluation, community involvement in education, in constant dialogue with the sectorial authorities that represent the company. Concludes that the evaluation was focused for the control, regulation, measurement, statistics, classification and obsession eventually weaken the procedural formalities processes of reflection, public debates and almost nullify thee forts to strengthen academic values ​​such as autonomy, intellectual development, moral and artistic.

 

Keywords: evaluation, control, regulation, Enade.

Avaliação

 

Existem diferentes concepções acerca da avaliação. É claro que cada conceito de avaliação expressa uma visão de homem, de mundo e de sociedade. A avaliação é indispensável em qualquer atividade humana e em qualquer projeto educativo. Nesse sentido, Dias Sobrinho (2003) esclarece que "um conceito de avaliação revela o posicionamento político, ideológico, ou seja, a visão de mundo de quem o emite" (p. 50).

E o que significa avaliação? Para que serve? Por que avaliar? Será que as escolas e as universidades avaliam ou examinam? Por que a avaliação praticada nas instituições de ensino vem recebendo duras críticas de muitos estudiosos dessa temática? Ela está a serviço de um processo de dominação imposto pelos organismos internacionais de fomento a educação dos países periféricos ou da libertação?

Na realidade, a avaliação no cotidiano das instituições de ensino nunca desempenhou uma função dialógica, fundamentalmente epistemológica, de colocar quem aprende e quem ensina num mesmo patamar de compreensão da realidade, sujeitos em relação ao conhecimento, por meio do diálogo. Ela está consubstanciada geralmente a um processo de fetichização dos resultados escolares.

O que se observa, ainda hoje, nas escolas do Ensino Fundamental e Ensino Médio da rede pública ou privada e, até mesmo nas instituições de Educação Superior, é um tipo de avaliação de qualidade tradicional, autoritária, com o objetivo de apenas constatar e não um instrumento para trazer elementos de esclarecimento para mudar a qualidade dos processos escolares. É, também, episódica e sem taxonomia.

A avaliação do desempenho escolar do aluno foi e tem sido usada mais como instrumento de seleção e exclusão do que de diagnóstico e de inclusão. Essa prática é o reflexo do modelo teórico ultrapassado que, infelizmente, ainda continua sustentando a prática da maioria dos educadores dos mais diferentes níveis de ensino, que responsabilizam unicamente o estudante pelo seu sucesso ou insucesso.

A avaliação não deve estar a serviço da exclusão e tampouco da desigualdade social, da humilhação e estigmatização do aluno, uma vez que pode constituir-se em fator decisivo para que o discente abandone a escola em razão de resultados não satisfatórios. Para Lima (1994), o fracasso escolar, a evasão, e a repetência estão relacionadas com a utilização dos modelos inadequados, parciais e fragmentados da avaliação (p. 77).

Depresbiteris (2002) acrescenta, ainda, que a ênfase à atribuição de notas na avaliação (processo de racionalização atribuída ao sucesso ou fracasso do processo de aprendizagem) tem provocado alguns desvios significativos, dentre os quais pode ser citado o de lhe dar um caráter meramente comercial, contabilístico e estatístico desconsiderando seu aspecto educacional de orientação do aluno.

Segundo o professor Libâneo (1991) a avaliação é uma apreciação qualitativa sobre informações relevantes do processo de ensino e de aprendizagem que auxilia o professor a tomar decisões sobre o seu trabalho com o aluno. O que está ocorrendo em termos de práticas avaliativas nas instituições de ensino públicas e privadas é o contrário disso. Trata-se de um processo de quantificação fetichizada dos resultados escolares no qual

 

[...] as notas são comumente usadas para fundamentar necessidades de classificação de alunos, dentro de um continuum de posições, onde a maior ênfase é dada à comparação de desempenhos e não aos objetivos instrucionais que se deseja atingir. O aluno é classificado como inferior, médio ou superior quanto ao seu desempenho e muitas vezes fica preso a esse estigma, não conseguindo desvelar seu potencial. (LUCKESI, 2002, p. 50).

 

O referido professor conceitua, ainda, a avaliação "como uma componente do processo de ensino que visa, por meio da verificação e qualificação dos resultados obtidos, a determinar a correspondência destes com os objetivos propostos e, daí, orientar a tomada de decisões em relação às atividades didáticas seguintes" (LIBÂNEO, 1991, p. 196). Ou seja, a avaliação deve negar o processo de classificação de alunos.

Já em Nérici (1977) a avaliação é encarada como uma etapa de um procedimento maior, que incluiria uma verificação prévia. Para esse autor, a avaliação é o processo de ajuizamento, apreciação, julgamento ou valorização do que o educando revelou ter aprendido durante o processo ensino-aprendizagem. Trata-se de uma postura de avaliação que já se tornou prática recorrente nas instituições de ensino.

Bloom, Hastings e Madaus (1975) esclarecem que a avaliação pode ser considerada também como um método de adquirir e processar evidências necessárias para melhorar o ensino e a aprendizagem, incluindo uma grande variedade de evidências que vão além do exame usual de papel e lápis. Em Miras e Solé (1996) a avaliação é a emissão de um juízo sobre uma pessoa, uma situação ou um objeto, em função de distintos critérios.

A própria avaliação realizada pelo MEC – para avaliar os alunos do Ensino Fundamental (Prova Brasil) e o Ensino Médio (Enem) – consiste em atribuir percentuais aos resultados das provas dos componentes curriculares Português e Matemática, de modo a comparar a educação escolar dos Estados ente si. Essa concepção deixa bem claro que a avaliação é um instrumento de discriminação e de controle social, objetivando julgar o fracasso ou o sucesso do aluno.

O Sistema de Avaliação da Educação Básica (composto da Prova Brasil mais o Enem) que não consideramos como avaliação tem e sempre terá como principal finalidade mostrar quem são os melhores e os piores. Não possibilita ao aluno tomar ciência de seus avanços, falhas, desvios, detectar desacertos e contribuir para rever conteúdos que não foram dominados ao longo de seu curso.

Entendemos que a avaliação, e não exame deve ser realizado, pelas Secretarias de Educação dos Estados, ao final de cada semestre letivo, objetivando identificar os alunos que apresentam problemas de aprendizagem. Da mesma maneira pensa Demo (1996) ao afirmar que a avaliação do aluno após terminar o curso é, com certeza, uma avaliação tardia e que comete a mesma injustiça da receita federal contra o assalariado.

Quando este precisa aumentar a arrecadação, quase sempre aumenta a carga do imposto de renda sobre o assalariado, porque este não tem defesa; é descontado diretamente na folha. No caso do aluno sucede algo semelhante. Em vez de avaliarmos a instituição como tal, principalmente seu corpo docente, apanhamos a vítima indefesa, o aluno (p. 140-1).

Em síntese, podemos concluir dizendo que é imprescindível que a avaliação seja colocada a serviço da promoção do educando e de suas potencialidades. Não se pode mais continuar reproduzindo um paradigma de avaliação autoritária que tantas marcas negativas têm deixado em suas vítimas.

 

Enade.

 

O Enade (Exame Nacional de Avaliação de Desempenho de Estudantes) foi instituído pela lei 10.861, de 14 de abril de 2004. São avaliados os alunos iniciantes e finalistas dos diferentes cursos de graduação das instituições de Educação Superior deste País. É obrigatório e seus resultados serão utilizados para classificar as universidades em uma espécie de ranque nacional.

Só receberá o diploma referente ao curso concluído, o aluno que se submeter a essa ‘avaliação'. Apesar da legislação, que instituiu o Enade, considerá-la como um processo avaliativo, entendem os autores deste artigo que não se trata de um sistema de avaliação e sim de um sistema de exame, que, equivocadamente, os técnicos do Ministério da Educação o denominam de avaliação.

O professor Cipriano Carlos Luckesi nos ensina que a avaliação não deve ser usada para classificar pessoas. A avaliação, diz o educador, é inclusiva e dinâmica. O exame, pelo contrário, compara, é seletivo, pontual, classificatório e excludente porque não busca melhoramentos a partir dos resultados. A afirmação de Almeida (1997), neste ponto, parece clarificar este aspecto da problemática:

 

[...] a concepção transformadora da avaliação diagnóstica e/ou formativa contempla instrumento de tomada de decisão que visa a superação do autoritarismo e o estabelecimento da autonomia do educando". Esta autonomia relaciona-se ao que se poderia chamar de cerne do processo de ensino e aprendizagem, duplamente estruturado no educando e na própria educação. (p. 37).

 

O Enade é, sem cometermos qualquer equívoco, uma nova/velha estratégia imposta, ao governo brasileiro, pelos organismos de cultura e financiamento (FMI, Banco Mundial e a Unesco), para diminuir a pressão do Estado no campo educacional, principalmente na are de ensino superior. O que o Enade propõe é o ranqueamento das IFES, não levando em consideração as condições que influenciaram as notas.

A supracitada avaliação é centralizadora, sendo mesma a prova para todo o Brasil desrespeitando as particularidades culturais regionais inerentes aos discentes que irão se submeter a ela. Também não considera os trabalhos, as monografias, os seminários e provas realizadas pelos discentes durante os anos do curso de graduação e tudo isso é ignorado na hora do aluno colar grau.

Uma prova de quatro horas não consegue avaliar os conhecimentos construídos num curso inteiro, mas só examina. Portanto, a proposta dos organismos internacionais é manter, para os pobres dos chamados países emergentes, a escolarização básica em patamares aceitáveis, onde as pessoas tenham acesso ao conhecimento mínimo, ficando a educação superior destinada à classe dirigente.

Entendemos que na avaliação da Educação Superior deve-se respeitar a identidade de cada realidade e admitir as diferenças de suas respectivas condições de funcionamento. A avaliação desse nível da educação escolar não deve servir para comparar realidades diferentes, por exemplo, instituições entre si. Cada instituição é única e só pode ser comparada com ela mesma.

Não basta verificar se há correspondência entre o realizado e o planejado, ou almejado, ou, em outras palavras, entre os resultados alcançados e as normas e padrões, ou entre os insumos e os produtos, pois os processos de avaliação não deveriam se limitar ao controle (inclusive ao ideológico), nem muito menos à fiscalização para justificar os cortes no repasse das verbas públicas para a Educação Superior.

Esse modelo de avaliação pode ser facilmente posto a serviço do grande processo de privatização indireta[3], que vem caracterizando a política do Governo Federal para a Educação. Fere, pela maneira como vem sendo desenvolvida, os princípios fundamentais da autonomia universitária, em seus aspectos didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial (Art. 207 da Constituição Federal).

Tem como característica a ausência da participação da comunidade acadêmica no processo que gerou e mantém o Exame, o que coloca o Ministério da Educação e Cultura muito mais numa posição de auditoria e fiscalização, do que de acompanhamento do ensino ministrado pelas Instituições de Ensino Superior brasileiras. A avaliação precisa levar em conta que os conhecimentos e a formação dos indivíduos devem ter não só mérito científico, mas, também, valor social.

Uma instituição, um curso ou um programa não devem ser tomados como objetos inertes. O que está ocorrendo com as Universidades brasileiras é uma tendência mundial de conceder protagonismo às avaliações externas em detrimento das internas: "son procesos cada vez más globalizados, transnacionales, estandarizados, cuantitativos y objetivos, con propósitos de ampliar las posibilidades de convalidación externa, estabelecer clasificaciones y también orientar a los clientes" (DIAS SOBRINHO, 2006, p. 286).

Infelizmente nossas reformas e nossos modelos de avaliação não são originais, no dizer de Dias Sobrinho (2003). Para o mesmo autor são imposições dos organismos internacionais que se combinam com apoio de seguimentos importantes da economia, da política e dos intelectuais locais. Como nossos políticos são representantes do capitalismo internacional e nacional, trazem para cá, sem nenhuma adaptação projetos educativos de outros países, que lá não deram certo ou obtiveram resultados pífios.

Para autores desse artigo, o Enade não mudou muita coisa com relação ao Provão, uma vez que continua aferindo certa qualidade ao produto final, mesmo com a participação, no exame, dos alunos dos primeiros períodos. Dizem os tecnocratas do MEC que os discentes são aferidos em conhecimentos e habilidades. Que conhecimentos e habilidades são essas que não levam em consideração a origem dos estudantes, suas diferenças, todo o processo formativo anterior e o contexto sobre o qual isso ocorreu?

Professor Moacir Gadotti, no artigo intitulado Avaliação Institucional, analisa quais as demandas da avaliação institucional. Para o referido estudioso da questão avaliativa, no Brasil, já havia durante os anos 1930 a preocupação com a avaliação realizada de maneira burocrática e centralizadora. As informações eram e ainda são utilizadas para controlar docentes, gestores, discentes, observando os gastos públicos, a distribuição de vagas como também para punir e beneficiar as instituições de ensino de acordo com os resultados.

Na realidade, o Enade não tem como objetivo identificar as condições de ensino que são oferecidas aos estudantes brasileiros. Não averigua a atuação docente, as instalações físicas e a organização pedagógica para verificar se o conteúdo programático ministrado está condizente com as diretrizes curriculares, bem como identificar de que maneira são abordados os conteúdos programáticos e como se efetiva a vinculação dos cursos de graduação com a demanda social tão necessária ao desenvolvimento da região.

É oportuno salientar que os aspectos qualitativos orientadores da avaliação deveria se iniciar desde o primeiro ano no Ensino Superior, proporcionando, desde cedo aos alunos, à necessária oportunidade de adaptação ao Enade. O Enade esclarece Dias Sobrinho (2003) "não está a serviço dos educadores, dos docentes e pesquisadores da Universidade, nem das aprendizagens, dos estudantes e de sua formação. Serve basicamente as políticas governamentais" (p. 79) (grifo nosso).

Considerações Finais

 

A avaliação não deve representar só instrumentos de verificação do aprendizado, mas fornecer subsídios ao trabalho docente, direcionando o esforço empreendido no processo de ensino e aprendizagem de maneira a contemplar a melhor abordagem pedagógica e o mais pertinente método didático adequado à disciplina - mas não somente, à medida que considerem, igualmente, o contexto sócio- político no qual o grupo está inserido e as condições individuais do aluno, sempre que possível.

A avaliação possui, sem dúvida, relevância no conjunto das práticas pedagógicas aplicadas aos processos de ensino e aprendizagem. Na universidade, tal relevância assume proporções ainda mais críticas, uma vez que as expectativas em torno do graduando – dele próprio e da sociedade como um todo - são elevadas e múltiplas: aguarda-se o homem culto, o profissional competente, enfim, o indivíduo capacitado à resolução de problemas pertinentes a uma ou mais áreas de conhecimento.

Avaliar exige profissionalismo e intencionalidade. Atestar que um determinado aluno teve uma nota A, B, C ou D sem emitir um parecer por escrito sobre o porquê desse resultado, para que o aluno possa, enfim, buscar as melhores estratégias de melhorar seu desempenho é uma prática no mínimo antiprofissional (para não dizer autoritária) que leva, com certeza, a um processo intencionalmente direcionado para o não esclarecimento, pois esse tipo de prática não pode ser considerado ingênuo.

Avaliar exige acionalidade consubstanciada a uma epistemologia. O que acontece com a grande maioria das práticas pedagógicas que ocorrem nas escolas públicas (e privadas) e nas Instituições de Ensino Superior (Universidades, Faculdades etc.), porém é que, em vez de serem valorizados em seus aspectos educacionais, o planejamento do ensino e a avaliação da aprendizagem são transformados em atividades burocráticas, formais e que contribuem para a naturalização do status quo dominante.

Avaliar exige o reconhecimento da complexidade que repousa sobre o ser e o estar no mundo. O que se percebe quando a avaliação é uma prática direcionada para o esclarecimento é que quanto mais se leva o aluno a atingir níveis mais complexos de raciocínio, maior grau de autonomia e participação ele consegue. Um aluno que sabe avaliar seu trabalho, certamente está muito mais preparado, em termos de aprendizagem, do que um aluno que apenas desenvolve uma tarefa sem julgá-la.

Outro aspecto que nos parece fundamental, quando se fala em avaliação, é o de ressaltar a importância do professor no processo de ensino, a quem devem ser dadas todas as condições matérias e espirituais de não só transmitir conhecimentos (pedagogia direcionada para o não esclarecimento, ou seja, inculcação), mas também de materializar uma postura crítica em relação a quem os produziu e, acima de tudo, sobre as circunstâncias nas quais tais conhecimentos foram incorporados ao senso comum acadêmico.

No Brasil a prática da avaliação é historicamente assumida como exercício do poder, autoritário: os de cima – colonizadores – são os avaliadores; os de baixo – colonizados – são os avaliados. Neste esquema é que o superior é quem avalia os inferiores; os comandantes avaliam os comandados; os pais avaliam os filhos; os mais velhos avaliam os mais novos; os professores avaliam os alunos e ponto final. Com essa mentalidade avaliativa, só os de cima fazem o processo; os de baixo sofrem o processo já determinado.

Referências

ALMEIDA, A.M.F.P. de. A avaliação da aprendizagem e seus desdobramentos. Revista de Avaliação Institucional da Educação Superior, v. 2, n. 2 (4), 1997.

 

BLOOM, B. S., HASTINGS, J. T., MADAUS, G. F. Evaluación del aprendizaje. Buenos Aires: Troquel, 1975.

 

DEMO, Pedro. Avaliação sobre olhar propedêutico. São Paulo: Papirus, 1996.

 

DEPRESBITERIS, Léa. Avaliação da aprendizagem do ponto de vista técnico-científico e filosófico-político. São Paulo: Lexia, 2002.

 

DIAS SOBRINHO, José. Avaliação da Educação Superior. Rio de Janeiro: Vozes, 2000.

 

____________________. Avaliação: políticas educacionais e reformas da educação superior. São Paulo: Cortez, 2003.

 

LIBÂNEO, José. A Prática Pedagógica de Professores da Escola Pública. São Paulo: Cortez, 1991.

 

LIMA, Adriana de Oliveira. Avaliação escolar: julgamento ou construção? Rio de Janeiro: Vozes, 1994.

 

LUCKESI, Carlos Cipriano. Avaliação da aprendizagem escolar. 14 ed. São Paulo: Cortez, 2002.

 

MIRAS, M., SOLÉ, I. A Evolução da Aprendizagem e a Evolução do Processo de Ensino e Aprendizagem. In: COLL, C., PALACIOS, J., MARCHESI, A. Desenvolvimento psicológico e educação: psicologia da educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.

 

NÉRICI, I. G. Metodologia do Ensino: Uma Introdução. São Paulo: Atlas, 1977.

 

[1] É Mestre em Educação pela Faculdade de Educação (FACED) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), especialista em Avaliação pela Universidade Nacional de Brasilia (UNB), profesor do Departamento de Administração e Planejamento da Faculdade de Educação (FACED) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), coordenador da turma de pedagogía do PARFOR/UFAM no município de Borba-AM e autor de vários artigos e livros que versam sobre a problemática da educação e da educação escolar no sistema do capital.

[2]É discente do curso dedoutorado do Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura da Amazônia (PPGSCA) pelo Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Mestre em Educação pela Faculdade de Educação (FACED) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Especialista em Gestão Escolar pela Faculdade Salesiana Dom Bosco (FSDB), pesquisador cadastrado junto a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) e, también, no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). É livre-docente dos cursos de Pós-graduação das áreas de Políticas Públicas Educacionais, Gestão Educacional, Gestão Escolar e Gestão Ambiental oferecidos pelas IES; profesor/bolsista do curso de pedagogía pelo PARFOR/UFAM; é professor na Educação Básica e assessor pedagógico na Escola Estadual Profesor José Bernardino Lindoso.

[3] Sobre isso Dias Sobrinho (2006) esclarece que para evitar as dificuldades, os círculos internacionais e seus correspondentes nacionais, que detêm a hegemonia na gestão burocrático e no direcionamento ideológico da educação superior, assumiram a prerrogativa de conceituar e avaliar a qualidade em educação superior, pouco espaço deixando aos acadêmicos. Para esses atores, que, a partir de organismos multilaterais e/ou nacionais, exercem funções próprias da responsabilidade pública de supervisão e controle dos Estados sobre a Educação Superior, assegurar o protagonismo nas tarefas de avaliação e acreditação se justifica plenamente, pois, caso contrário, os conflitos e a diversidade de entendimentos que certamente há na comunidade acadêmica seriam sérios obstáculos à instrumentalidade e à efetividade dos processos de garantia de qualidade das instituições, cursos, diplomas e, por extensão, de todo o sistema.

 

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    Por: Elizeu Vieira Moreiral Educaçãol 15/01/2014 lAcessos: 30
    Elizeu Vieira Moreira

    Diferentemente da Constituição dos Estados Unidos da América, de 17 de setembro de 1787, que tem apenas 10 artigos e 10 emendas, formando a Carta de Direitos, o Brasil, com a Carta Magna de 1988, completou oito constituições. Três delas foram outorgadas (impostas pelo Executivo: 1824, 1937 e 1969). As de 1891, 1934, 1946 e 1988 foram promulgadas (votadas no Congresso Nacional).

    Por: Elizeu Vieira Moreiral Educação> Ciêncial 15/01/2014 lAcessos: 39
    Elizeu Vieira Moreira

    O livro "Novos comentários à LDB: 15 anos depois", produzido intencionalmente pelos professores amazonenses Jorge Gregório da Silva e Rubens da Silva Castro, é uma espécie de "magna scientifica opus" a serviço daqueles que se põem historicamente a enfrentar o estado de riqueza e pobreza em que se encontram homens e mulheres no século XXI e, também, um registro...

    Por: Elizeu Vieira Moreiral Educaçãol 09/01/2014 lAcessos: 26
    Elizeu Vieira Moreira

    Paulo Réglus Neves Freire (1921* 1997†) assevera que a esperança é a marca ontológica do ser humano. Ela não é uma doação. Ela não floresce na apatia. No momento em que você perde a esperança, você cai no imobilismo.

    Por: Elizeu Vieira Moreiral Notícias & Sociedade> Cotidianol 07/01/2014 lAcessos: 13
    Elizeu Vieira Moreira

    O que vem a ser esperança? Os judeus tiveram de ver os milagres realizados por Jesus para sentir a esperança entrar de modo abrupto no mundo. Não é que no mundo judeu a esperança fosse completamente inexistente..., havia a ideia da vinda do Messias, todavia, nunca qualquer otimismo poderia ser algo assim tão facilmente disponível às nossas mãos, como parecia a eles o que Jesus prometia.

    Por: Elizeu Vieira Moreiral Notícias & Sociedade> Cotidianol 31/12/2013 lAcessos: 13
    Elizeu Vieira Moreira

    Quando o povo esteve na festa da escolha da cidade de Manaus como uma das "cedes" dos jogos da Copa de 2014 ninguém parou para pensar que maioria dos hospitais, prontos-socorros, unidades básicas de saúde (a famosa "Casinha Branca") etc. não possuem quantidade (e nem qualidade) suficiente de médicos, enfermeiros e outros profissionais da área de saúde para melhorar a qualidade do atendimento...,

    Por: Elizeu Vieira Moreiral Notícias & Sociedade> Polítical 18/12/2013 lAcessos: 18
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