Fundamentos Históricos da Educação Brasileira; a influência rural na educação urbana

Publicado em: 28/05/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 2,111 |

Fundamentos Históricos da Educação Brasileira; a influência rural na educação urbana.

 

Jorge Rocha Gonçalves

j.rocha60@yahoo.com.br

 

Resumo: apresentar o modelo educacional originado das classes dominantes no Brasil

 

Palavras chaves: jesuítas, sistema educativo, economia rural

 

A influência dos jesuítas aliado posteriormente com os proprietários de terras, contribuíram de forma significativa na estrutura escolar, familiar, sua desagregação com as políticas publica estabelecidas, contribuindo para emergi-lo da força de trabalho qualificada segundo as suas vontades, na vida e na produção.

O sistema educativo, oriundo de economia colonial, senhores da terra e da burguesia comercial, favoreceu o surgimento de uma ordem social e  política, advinda  do  sistema  de produção, representando  a origem e o  fortalecimento da aristocracia e da estrutura Governamental implantado no Brasil através do colonialismo, (Romanalli, 2002, p. 33), defende  que:

"a economia colonial brasileira, fundada na grande propriedade e na mão de obraescrava, teve influência de ordem social e política bastante profunda. Ela favoreceo aparecimento  da unidade básica  do  sistema de produção da vida  social  e do sistema de  poder  representado pela família patriarcal".

A autoridade sem limite do proprietário dos latifúndios, até a década de 80, impera favorecendo a centralização da administração pública em detrimento de seus interesses, bem como, o avanço das ações públicas na desarticulação das organizações sociais, inclusive a família.

A divisão de classes e a necessidade constante de manutenção do estado de segurança, na manutenção do status quo, emitindo falsas informações a sociedade, mantidas com a mente ingênua, criando condições favoráveis extração e fornecimento dos bens primários.

A exploração dos bens destinados a infra-estruturar dos modos de produção dos países centrais, produz nações de ordens econômicas dependentes, do fortalecimento das riquezas nacionais imperiais. A estratégia de valorização da produção da terra, em beneficio dos países orientais, afirma (Furtado, p, 14) assim:

" Somente assim   seria  possível   colher  os  gastos  de  defesa dessas  terras. Este pproblema foi discutido amplamente e em auto nível, com a interferência de gente – como   Damião    de     Goiés – que   via   o  desenvolvimento  da  Europa contemporânea com uma ampla perspectiva, das  medidas  políticas   que  então foram   tomados,  resultam    o    inicio    da    exploração    agrícola   das  terras brasileiras. Acontecimento  de enorme  importância na  historia americana".

A família patriarcal recebe dos jesuítas na forma de pensamento, a cultura européia, de  domínio, que viria através de como se  educava o  jovem  aristocrata  que  na  descrição  de  (Romanelli, p, 33),  destaca:

" Foi a família patriarcal que forneceu, pela natural receptividade, a importação de formas  de Pensamento e idéias dominantes, na cultura medieval européia, feita através   da   obra  dos  jesuítas. Afinal, ao  branco  colonizador,  além  de  tudo, se impunha  distinguir-se, por  sua  origem  européia, da população  negra e  mestiça existente.  A  classe dominante, detentora do  poder  político  e  econômico tinha de ser também detentora dos bens culturais importados".

A obra educativa da campanha de Jesus recebe total apoio dos latifundiários, pois sua ação de catequização social concretizou os seus interesses, na relação produção/riqueza.

A escolarização, hoje marcada pela massificação através da educação como direito de todos e as dependências de ensino, entregue em qualquer lugar a partir década de 80, crescimento do pensamento liberal na administração pública, provocou a aceleração do sucateamento das escolas dos trabalhadores e seus dependentes, em conseqüência do fortalecimento das privadas, de onde saia a maioria absoluta dos estudantes as universidades federais, preparados para serem os comandantes dos meios de produção.

_________________________

Damião de Góis - Humanista e renascentista português do século XVI, destacando-se pelo espírito critico.

 

A lei de diretrizes e bases da educação nacional de nº 9.394/86, (LDBEN), no seu artigo 2ª, coloca o sistema educativo a serviço das necessidades da ideologia que se encontra no poder.

"A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade  e os idéias de solidariedade humana, tem por finalidade o plena desenvolvimento do educando, seu prepara para o exercício da  cidadania e  sua qualificação para o trabalho".

As disciplinas do tronco comum não apresentam indicativos da preparação para o trabalho a não  ser  através  de  atitudes  da  iniciativa  privada  como  SENAI, ( Serviço  Nacional   da Industria), SENAC, ( Serviço Nacional do Comercio), que oferecem  no  sistema  integrado de ensino e educação  profissional, ao  trabalhador  ou  a  população  que  os  procuram, nos quais sendo dependentes dos trabalhadores da   industria  e  comercio, ou  indicado  por  um dos contribuintes na existência e manutenção dessas instituições, podem receber uma  bolsa de estudo total ou parcial para se qualificar diante  do  mercado  de  trabalho, situação  essa, designado no tronco de disciplinas diversificado, pois  as variáveis  disciplinares, originado do curso profissional situa-se nesse espaço curricular.

Diante do período jesuítico brasileiro, temos algumas vertentes na republica, derivadas dessa estrutura desagregadora da sociedade e da escola, nas perspectivas socais e  políticas pertinentes aos  períodos, pois são  típicos  do transito   histórico  no  acumulo  de  riquezas, praticado pela nova ordem econômica.

Baseando-se neste aspecto sócio / econômico / educacional, dirigi-se a preparação escolar, para atender a demanda dos interesses partidários.

A intervenção do  Estado  na  oferta  de serviços  entre eles  a  educação, traz  a  emergir, a importância política estratégica das instituições de ensino.

Assim, (Romanell, 2002 p, 33), a situação comum diante do fazer educacional, pertinente aos integrantes da comunidade mercantil, onde preparavam seus filhos para tratos de seus interesses.

"apenas àqueles cabia o direito à educação e, mesmo assim em número restrito, porquanto deveriam estar excluídos   dessa   minoria  as  mulheres  e   os   filhos primogênitos,  aos quais se reservava a direção futura dos negócios paternos. Distante, a  escola  era freqüentada  somente  pelos  filhos homens que não o primogênitos".

A obra educativa da campanha de Jesus, recebeu da  aristocracia  fundiária, total  apoio, ao receber influências cultural da metrópole. (Romanelli,2002, p 33), cita.

 

" não é pois de se estranhar que na colônia tenham vingado hábitos aristocráticos de vida, no  propósito de mudar o estilo da metrópole, era natural que a camada dominante procura-se copiar  os  hábitos da camada nobre portuguesa. E assim, a sociedade latifundiária e escravocrata acolheram por ser também uma sociedade aristocrática.  E para isso contribuíram significadamente na obra educativa da campanha de Jesus".

A  estruturação  de  unidades de  ensino, destinado  a  formação  diferenciada, de origem Européia, ainda hoje, colocam em destaque os seus participantes, bem como, na intenção de preparação dos administradores públicos e pensadores de uma nova sociedade em plena constituição de origens das famílias dominadoras.

A escolarização, hoje marcada através da educação massificada, onde colocou uma linha imaginaria vertical, para inibição da ascensão sócia – econômica dos integrantes das camadas desprovidas de uma posição importante na sociedade onde estar inserido.

Para congregar a população de baixa renda na ascensão escolar, foi criado programas sociais,  contestadores sendo designada  posteriormente pelos intelectuais de esquerda  como camadas  populares, demonstram a separação e a verdadeira face da utilização  escolar  para  os  integrantes  dos proprietários dos  meios  de produção  emergentes, na  qual (ROMANELLI, 2002, p, 33),destaca.

"Apenas àquelas cabia o direito à educação e, mesmo assim, em número restrito, porquanto deveriam estar excluído dessa minoria, as mulheres e os filhos primogênitos, aos  quais  serviram a direção futura dos negócios paternos. Destantes a escola era freqüenta do somente pelos filhos homens que não os primogênitos".

Dogma católico romano momentâneo, implantado através da  utilização da razão em confronto  com  a  Fé, caracterizado  pela  reação  contra  o  pensamento  critico, reafirma a superioridade pelo o clero, emitindo a crença que " todas as coisas ocorrem pela vontade de Deus", pensamento esse incutido no sertanejo nordestino, habitante da seca.

A tradição escolástica, o desinteresse pelas atividades técnicas e artísticas, forçou o processo educativo, a circular diante dos  movimentos  permitidos  pelas  necessidades  dos mais abastardo e financiadores das atividades eclesiásticas na Nova Luziânia.

A bondade dos colaboradores a população assistidas pela ação jesuítica, levaria a uma dependência ampla dos  necessitados , bem  como, o  aumento  gradativo dos  dependentes, para fins de influenciar diretamente, nos programas públicos de governo.

Desta forma, a política publica, torna-se um instrumento de controle social e permanente totalmente dedicado a vontade dos dominantes.

A sociedade emergente das oportunidades  dada  pela  metrópole  européia, implantam um sistema de controle  ideológico, no  qual  desenvolveu  uma  estrutura  de  compreensão as realidade, completamente alheio aos olhos  da  coletividade.

Desinteressada com a cultura local, sua qualificação  para  o  trabalho, uniforme  e  neutra, onde  a   participação  torna-se  limitada  pela  crença episcopal, assim,  a    influência  na consciência de formação  critica, para uma ingênua.

A  sua   caracterização  pratica, fica  historicamente  registrado, no  pensamento   regional Cristão de que, " a seca no nordeste brasileiro e por que Deus quis assim".

O conteúdo aplicado no ensino e aprendizagem era enciclopedista, literário, humanista, não renovadora da estrutura  social, onde  sua ação  provocadora, permite  a  formação  de  uma classe social distante do centro, desprovida de qualidades  necessárias  a  mudanças, inibida na sua necessidade, onde a essência de quem administra, é caracterizá-la, como  desprovida de qualidades necessárias  a  ascensão  social  e  necessárias  aos  interesses  do clero e da oligarquia fundiária, que se preocupava em dar aparência a seu domínio.

"Evidentemente, a esse tipo de desocupados sociais, cujo o destino não estava associado a  uma atividade manual então  reservados  aos  cativos  e,  portanto, estiguimatizados ou  mesmo  profissionalmente definidos, só poderia  interessar uma educação  cujo o objetivo  precípuo  fosse   cultivar  " as  coisas  do  espírito" isto é,  uma educação literária humanista, capaz de dar brilho a inteligência".

Essa caracterização descrita por  (Romanelli, 2002,  p  34), demonstra  o  valor  dado A cultura importada em bloco do ocidente antigo, internacionalizada pelo catolicismo Romano, de  fundamentos  Aristotélico, com   uma   codificação   deformada, para  dar   um sentido falso ao cristianismo, distante dos carentes materialmente.

Evidentemente, os objetivos traçados na atuação evangelizadora, nas novas terras, atingiram sua finalidade, ao formar servos, fieis e servidores dos proprietários dos meios de produção na qual influenciaram o desenvolveram o sistema de preparação escolar.

O currículo humanista, voltado ao ensino das ciências humanas, as letras e as ciências teológicas,  prepararão  os   servidores   da   ordem, os   filhos   primogênitos   das   famílias tradicionais  e  diferentes  dos   indígenas   e   colonos   que   receberam   pela   catequese  a aprendizagem elementares, destinado a formação de um ser pacifico.

A  organização  dos  ambientes  missionários  indígenas, na  busca  de   transformação   dos curumins guerreiros em homens dócil. (Romanelli, 2002, p, 35),  mostra-nos que;

"Não se pode perder de vista, evidentemente, os objetivos  práticos da ação Jesuítica no novo mundo: o recrutamento de fieis  e servidores. Muitos atingidos pela  ação  educadora".

A atuação pedagógica colonial estruturou a sociedade e a escola, até os nossos dias, onde as escolas foram reformuladas em seus conteúdos na formação sociais, política e econômica.

No século XIX, emerge no Brasil, uma nova classe social, advinda da  mineração  que  ao perceber a importância da escola, incentiva sua participação na  coletividade, buscando seu reconhecimento social econômico.

Os títulos a eles outogardos, valiam tanto quanto os dos proprietários da terra, na conquista do prestigio social  e do poder político. Na pagina 37, na escrituração de  (Romanelli), mostra:

" Era  compreensível  portanto, que, desprovida  de  terras  fosse  para  o  titulo que essa  pequena burguesia  iria  apelar, a fim de firma-se como classe e assegurar- se o status a que aspiraria"

A nova ordem social e política, traz um novo olhar aos  objetivos  da  educação, na  qual  se  demonstrar, a flexibilidade para onde pende a administração pública.

As  uniões  partidárias  que  formaram  os  grupos  partidários  nas  eleições  neste  período, provocaram verdadeiro massacre eleitoral as idéias progressista.

 

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    jesuitas

    ,

    sistema educativo

    ,

    economia rural

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