Metodologia De Ensino Superior

27/11/2009 • Por • 11,399 Acessos

A aprendizagem está relacionada com a atividade de pesquisa tanto do aluno quanto do professor. A aprendizagem universitária está associada ao aprender a pensar e ao aprender a aprender. O ensino universitário precisa hoje ajudar o aluno a desenvolver habilidades de pensamento e identificar procedimentos necessários para aprender..A disciplina esta diretamente ligada ao estilo da pratica docente, nos métodos utilizados; na capacidade de controlar e avaliar o trabalho dos alunos e docentes. Embora a didática seja reconhecidamente como relevante nesse processo, ate que ponto os profissionais do ensino superior reconhecem sua importância? Qual a sua percepção em torno deste conceito? Como a didática poderia contribuir para a superação dos desafios da pratica docente? Nesta linha, O processo de formação deve dotar os professores de conhecimentos, habilidades e atitudes para desenvolver profissionais reflexivos ou investigadores, com capacidade de refletir sobre a própria pratica docente, com o objetivo de aprender a interpretar, compreender e refletir sobre a realidade social e a docência. Os professores universitários, quando indagados acerca do que esperam da Didática, são unânimes em afirmar: as técnicas de ensinar - mesmo porque, de uma forma ou de outra aprenderam a ensinar com sua experiência e mirando-se em seus professores. Deste modo, o centro de nossa preocupação, relativa ao professor docente em tempo parcial, está em criar condições para o seu envolvimento como o próprio ato de educar, conceito bem mais amplo do que o da ação de ministrar aulas, pois envolve fins mais abrangentes para o processo educacional.  Afinal, como afirma Freire “nenhuma ação educativa pode prescindir de uma reflexão sobre o homem e de um analise sobre suas condições.

O corpo docente da universidade deveria estar devidamente preparado para responder aos desafios contemporâneos, especialmente as questões em sala de aula, pelo desenvolvimento de sua pratica pedagógica, pois o foco central do sucesso da atuação do professor está em sua formação, vale dizer que essas práticas e atualizações precisam ocorrer da forma mais abrangente e revolucionária possível, e que o ensino objetive a aprendizagem através do envolvimento integral do aluno.

Libâneo cita que: Poucas universidades brasileiras têm uma política definida em relação á formação de professores para o ensino fundamental e médio. Há um desinteresse geral dos Institutos e Faculdades pelas licenciaturas. Com isso, os professores saem despreparados para o exercício da profissão, com um nível de cultura geral e de informação extremamente baixo.

Parece importante reconhecer que o professor, para construir a sua profissionalidade, precisa recorrer a saberes da prática e da teoria. A prática cada vez mais vem sendo valorizada como um espaço de construção de saberes quer na formação de professores, quer na aprendizagem dos alunos. Entretanto, a prática que é fonte de sabedoria, torna a experiência um ponto de reflexão.

O professor não deve simplesmente conhecer com profundidade os conteúdos de sua disciplina, embora isto seja fundamental, mas precisa ter sensibilidade e fundamentação necessárias para detectar o contexto de vivência de seus alunos e, com isso, ancorar os novos conhecimentos propostos. Ainda segundo Libâneo as emoções são muito mais fundamentais que os pensamentos, elas são a base para todas diferentes tarefas que um homem estabelece para si mesmo, incluindo as tarefas do pensar.

Há muitas razões para fortalecer os processos de pensar, uma delas é o potencial da educação e do ensino em desenvolver a reflexividade das pessoas, o que Giddens chama de nível de “reflexividade social”

As estratégias de ensino aprendizagem afirma “Anastasiou” é “A arte de aplicar ou explorar os meios e condições favoráveis e disponíveis, visando á efetivação da ensinagem. As estratégias se articulam em torno de técnicas de ensino, as quais podem ser compreendidas como o conjunto de processo de uma arte, maneira, jeito ou habilidade de executar ou fazer algo (ação).”Muitas vezes a rotina e a repetição fazem o conhecimento prático tornar-se tácito e tão espontâneo que os profissionais não mais refletem sobre o que estão fazendo.

Daí a importância da reflexão como elemento fundamental para o desempenho da atividade prática. “Vasconcellos” nos explica que: ”o espaço de reflexão critica, coletiva e constante sobre a pratica é essencial para um trabalho que se quer transformador”.

Dentro da visão critica de avaliação é necessário observar o processo de aprendizagem, diagnosticar deficiências e ajudar o aluno a aprender. Aprender a olhar além do simples universo da avaliação classificatória, excludente, mas avaliar numa visão formativa buscar na essência uma melhoria na qualidade do próprio ensino. Precisa deixar de seu um instrumento de dar nota, punir, medir, quantificar para ser um instrumento de verificação das fraquezas dos alunos e também dos professores e de sua práxis, para atingir ao que o ensino se propõe: a aprendizagem

A avaliação da pratica do professor deve envolver também o aluno. Através de questionários abertos e livres sem medo de ouvir a verdade; por meio do dialogo com a classe, permitindo ao aluno expor suas duvidas criticas e propostas, o professor pratico reflexivo deve estar aberto a quaisquer sugestões e criticas que o ajudem a repensar-se como profissional a fim de reformular e melhorar a sua pratica.

Posso retirar das minhas aulas a diversidade dos temas e experiências que vivi, os bons exemplos que colhi nas discussões, nas novas perspectivas que me eram trazidas nas tuas aulas, nas reflexões que os temas propunha.

As aulas me proporcionaram um intenso exercício de produção do conhecimento contribuindo significativamente na minha profissão para desempenhar melhor meu papel de educador.

Mas para que as transformações das praticas se efetivem requer amplitude nas reflexões sobre á pratica desempenhada, sobre os contextos históricos, sociais e culturais da instituição na qual me encontro. Inserindo assim num processo de mudança para a construção de um novo saber-fazer que resgate a educação. Mas para isso cabe aos professores organizar, proceder ao conhecimento e á identificação de quem são seus alunos, o que pensam o que sabem suas expectativas, a visão que têm do que é ser um profissional.

É importante que tenhamos consciência de que o papel do professor e da escola, nesta nova sociedade mudou. Ainda que a escola e muitas vezes o próprio professor não tenha percebido isto.

A nova pratica pedagógica se baseia no diálogo constante entre a realidade vivida e a realidade passada, abolindo os conhecimentos prontos e acabados; viabilizando a reflexão, o debate, o questionamento da realidade facilitando a compreensão e interpretação dos fatos.

. Durante as primeiras aulas estive insegura sobre como seria meu desempenho, afinal teria que expor minhas duvidas, idéias para uma professora tão questionadora, desafiadora que faz pensar e tirar conclusões.

Que preza a pratica na formação do homem que pensa, analisa e encontra soluções para seus problemas. Observei que os conteúdos propostos exigiam esforços de aprendizagem e ajuda especifica onde você como mediadora nos tranqüilizava com segurança e sabedoria, nos fazendo refletir significativamente sobre o que aprendíamos demonstrando as contribuições no sentido de ajudar os alunos e a nós mesmos.

O contato com a disciplina e a mediadora foi prazeroso. Estou ciente de que vivenciamos algo diferente, especificamente ao realizar este memorial de fechamento da disciplina do curso. Esse processo auto-avaliativo diferente das demais que vínhamos fazendo, revelou sua necessidade de conhecer o ponto de vista da turma sobre a experiência vivenciada na construção do seu próprio conceito. Mesmo mediante leitura e releitura dos textos trabalhados nas aulas senti dificuldade em produzir algo, me senti insegura.

Depois de todas estas reflexões sobre os temas estudados que foram marcantes e significativos para mim, a meu ver é preciso muito empenho no processo de formação dos educadores, se desejamos contribuir para a mudança concreta da pratica educacional.

Referências Bibliográficas

VASCONCELLOS, Celso dos Santos, Para onde vai o professor?

Resgate do Professor como sujeito de Transformação. São Paulo: Libertad, 1995 (Coleção Subsídios Pedagógicos do Libertad; V.I)

Doutor em História e Filosofia da Educação. Professor Titular da UCG, no Departamento de Educação (EDU) e no Mestrado em Educação. E-mail: libaneojc@uol.com.br O texto refere-se a palestra realizada na UCG no dia 5 de agosto de 2003.

PIMENTA, Selma Garrido,

Docência no ensino superior/Selma Garrido Pimenta, Léa das Graças Camargos Anastasiou. –São Paulo: Cortez, 2002. - (Coleção Docência em Formação)

LUCKESI, Cipriano Carlos,

Fazer Universidade: Uma proposta metodológica/Cipriano Carlos Luckesi. [et.al] – 10 ed. São Paulo: Cortez,1998

Perfil do Autor

Abrew Amambahy

Pedagoga e Psicopedagoga inovando e aprendendo com as trocas de experiencias.