MÍDIA E EDUCAÇÃO: A REVISTA NOVA ESCOLA E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA DIVULGAÇÃO DE AÇÕES EDUCATIVAS: ANÁLISE DE CONTEÚDO DA SEÇÃO – RETRATO

Publicado em: 05/11/2010 |Comentário: 1 | Acessos: 4,561 |

1 INTRODUÇÃO

No mundo atual, a sociedade da qual fazemos parte vem se tornando cada vez mais midiatizada. Esse processo de midiatização se tornou possível, graças ao avanço das novas tecnologias de comunicação e informação. Essas tecnologias, a exemplo, da internet, facilitam a vida das pessoas, as relações interpessoais são ajustadas e consequentemente possibilita a integração entre indivíduos de diferentes grupos étnicos, sociais e culturais e de níveis diferentes de escolaridade.

Dentro desse contexto do mundo das tecnologias de comunicação, outro campo da aprendizagem social tem sido bastante favorecido com a utilização dos meios tecnológicos informacionais: a educação. Através dos meios tecnológicos, os professores de diferentes escolas de distintas regiões do país, ao incorporá-los em seus projetos políticos pedagógicos, como recursos para a produção das aulas, acabam viabilizando uma interação do alunado com a modernidade evidenciada na contemporaneidade.

Este estudo sobre a importância da revista Nova Escola para divulgação de ações educativas, surge do fato de que, ao longo dos  anos, esta publicação vem se constituindo como um importante veículo de divulgação de idéias e práticas pedagógicas junto aos professores, justificando, assim, o interesse em estudar o significado e as implicações das concepções construtivistas disseminadas através de suas páginas, com foco a partir da análise da seção Retrato.

1.1 Definição do tema

Ao adotar as novas tecnologias de informação e  comunicação como suporte pedagógico, os educadores provocam  mais o interesse dos alunos pelo conteúdo abordado em sala de aula e possibilita que eles possam se  sentir  em sintonia com o contexto  da modernidade. Além disso, os professores podem ter seus trabalhos desenvolvidos em sala aula, ou mesmo em aula de campo, reconhecidos por outras pessoas, através de publicações em mídias e de alcance em massa.

Foi diante dessa problemática que surgiu a necessidade de fazer um estudo sobre a contribuição da mídia disseminada através das tecnologias de informação, em especial, a mídia impressa. Dessa forma privilegiou-se o estilo revista e entre as várias especificidades, optou-se por analisar as revistas pedagógicas, dando destaque à Nova Escola, da Editora Abril e da Fundação Victor Civita.

Depois de uma minuciosa seleção de textos e reportagens que se adequassem ao assunto em abordagem, finalmente, o tema foi elaborado em consonância com as necessidades apresentadas pelo estudo. Assim, a problemática foi definida como: A importância da revista Nova Escola para divulgação de ações educativas – análise da seção Retrato.

1.2 Justificativa

O uso das tecnologias de informação e comunicação tornou-se uma necessidade no mundo em que vivemos. A conjuntura atual da sociedade não mais tem condições de conviver em harmonia sem as praticidades criadas pelas diferentes aplicabilidades dos meios de comunicação, que facilita as relações sociais e possibilita a proliferação do conhecimento.

Presentes em todas as áreas do convívio social, a mídia vem conquistando cada vez mais, seu espaço no campo da educação. De acordo com a história, outras tecnologias foram introduzidas no ensino formal, a exemplo da internet, da televisão, dos jornais impressos, e comprovadamente por estudiosos que se dedicaram a investigar a importância desses meios para promoção da educação. Pesquisadores constataram que as mídias, quando são introduzidas na escola como suporte para a aprendizagem, têm facilitado a vida de muitas pessoas, e por isto, as tecnologias da comunicação não poderiam ser ignoradas no sistema educacional.

O sistema educacional brasileiro está tentando sair do estereótipo de escola tradicional como é conhecido. Na qual as escolas ainda preservam métodos de aprendizagem, que hoje são considerados ultrapassados frente ao surgimento das tecnologias de informação.  O meio mais eficaz para a educação brasileira acompanhar a modernidade propagada pelas novas tecnologias, é a introdução destas nas atividades educacionais. Algumas escolas em diferentes regiões brasileiras já contam com o aparato tecnológico, porém a maioria ainda não possui esse privilegio o que demonstra que a inserção da mídia no contexto educacional ainda é um processo lento.

  Segundo Citelli (2004), são grandes os desafios a serem enfrentados por quem trabalha na interface da comunicação com a educação, que busca não apenas aprender, mas ajudar a transformar a escola que tem a sociedade em que vive.

A mídia quando está a serviço da educação proporciona muito mais do que  transmissão de conhecimentos. O uso dos meios na escola pode ter uma infinidade de funções. Eles podem ser utilizados na proposta pedagógica da escola, como recursos para os procedimentos metodológicos. Além disso, o que se vê ultimamente é que a mídia, principalmente a televisiva, a eletrônica e a impressa, tem se destacado na divulgação de ações desenvolvidas por professores de diferentes regiões do país.

Tem se tornado comum assistirmos ou mesmo lermos matérias jornalísticas que mostram projetos desenvolvidos por profissionais da educação que foram eficazes para mudar a realidade social. Dessa forma, os meios de comunicação além de informar, acabam promovendo a imagem dos educadores e permitir para estes a conquista da valorização profissional.

Entre as várias formas de  mídias que tem se destacado na divulgação de ações educativas, se destacam as revistas pedagógicas, principalmente a Nova Escola, criada em 1986 pela Fundação Victor Civita e publicada pela Editora Abril. A revista é produzida através de parcerias com o governo federal, cuja sociedade permite que a distribuição da revista seja gratuita às escolas públicas brasileiras. Ao longo dos tempos a Nova Escola vem se constituindo como um importante veículo de divulgação de idéias e práticas pedagógicas junto aos professores, justificando, assim, o interesse em estudar a contribuição deste meio de comunicação para divulgação de atividades educacionais.

1.3 OBJETIVOS

1.3.1 Objetivo Geral:

Analisar o conteúdo da seção Retrato e identificar a importância da revista Nova Escola na divulgação de ações educativas desenvolvidas por instituições educacionais de diferentes comunidades brasileiras.

1.3.2 Objetivos Específicos:

  • Identificar a relação entre a mídia e a educação;
  • Definir Educomunicação e estabelecer seu processo de desenvolvimento;
  • Identificar a importância da divulgação de trabalhos educacionais através de ferramentas da comunicação;

 

 

2   A  RELAÇÃO ENTRE A MÍDIA E A EDUCAÇÃO NO PROCESSO DE FORMAÇÃO     EDUCACIONAL

2.1  Mídia e Educação

No contexto atual, a mídia representa uma das instâncias mais importantes da sociedade. Ela é responsável por favorecer mudanças no comportamento das pessoas, nas relações humanas e na construção do conhecimento. Podemos dizer que a mídia interfere de forma decisiva em praticamente todos os campos sociais: político, econômico, social e cultural. No tocante a educação,  conceituada por alguns estudiosos como processo de aprendizagem que fornece o conhecimento necessário ao individuo para que ele possa conviver em sociedade com mais participação nas decisões; esse campo social também vem sofrendo já há alguns anos, a interferência midiática. 

Vivemos um tempo em que muitos anunciam a crise da escola enquanto outros depositam nela a salvação para todos os males da atualidade. Temos a tarefa de repensar coletivamente a função da escola e neste cenário a mídia ocupa importante função de fomentar esta discussão. Neste sentido, projetos de Mídia e Educação ou Educomunicação tornam-se uma alternativa para uma maior aproximação entre escola e sociedade. (SCHMIDIT, 2006)

 

Está evidente que a mídia está cada vez mais assumindo um status pedagógico, interpelando crianças, jovens e adultos. A relação entre mídia e educação está posta e um projeto educacional sintonizado com os novos tempos não poderia deixar de lado a oportunidade de levar o jornal para a sala de aula e ao mesmo tempo levar a sala de aula para o jornal (SCHMIDT, 2006, p,2)

 

Conforme Schaun (2002), na sociedade do conhecimento e da comunicação de massas em que vivemos, a mídia tornou-se instrumento indispensável do processo educativo. O emprego dos órgãos de comunicação social pode contribuir nos processos pedagógicos, por meio da difusão de conteúdos cívicos e éticos, complementando a educação formal e não-formal.

A relação entre esses dois campos do conhecimento, a mídia e a educação tem sido encarada por especialistas na área como fator fundamental para o processo de ensino e aprendizagem no Brasil neste século demarcado pela constante presença de inovações tecnológicas.

 

Para Citelli (2006), os conceitos de comunicação e educação passam a ser vistos como sequências de um processo cada vez mais inter-relacionado: requisitam-se para esclarecem-se. Portanto, o paradigma da educação no seu estatuto de mobilização, divulgação e sistematização de conhecimento, implica acolher o espaço inter- discursivo e mediático da comunicação como produção e veiculação da cultura, fundando um novo locus : o da inter-relação comunicação educação (MORAES,2000)

A presença marcante da mídia no campo da educação vem ganhando a cada dia mais expressão, porém a relação destes, não só veio a  surgir neste novo século. Afirma Citelli:

O desejo de aprender as inter-relações entre os campos da comunicação e da educação pode ser remontado às décadas de 1930 e 1940, e deriva das inquietudes geradas pela expansão dos medias no século XX. A crescente presença da imprensa escrita, do radio e TV, mostrava estar se desenhando uma nova configuração nos conceitos de ensino-aprendizagem, de educação e de conhecimento ( CITELLI, 2002, p 135)

 

Similar ao aparecimento da mídia, o surgimento das novas tecnologias de comunicação e informação tem sido elementos essências para vislumbrar uma nova maneira de professores poderem trabalhar conteúdos em sala de aula com maior facilidade e proporcionando dessa forma maior interação entre os aprendizados.

 

O diálogo mídia/escola pode ser alimento para uma abertura do discurso pedagógico e para inserção critica da voz da diferença representada pela imposição sistematizadora e de produção de saberes que devem motivar e estimular o mundo da escola (CITELLI, 2002, pp19)

 

Segundo Filho (1999), o uso de produtos da mídia como material pedagógico em sala de aula é tema da moda nos círculos da educação e da comunicação. Embora esta experiência e os estudos sobre ela tenham origem na Europa, países sul-americanos como o Brasil  e a Argentina já apresentam relativo desenvolvimento na área.

De acordo com Penteado (2009), da relação entre  mídia e educação surge uma  pedagogia da comunicação, que  remete ao uso de modernas tecnologias da comunicação no ensino como algo transformador da educação escolar.

 

As novas tecnologias são complementos (prolongamentos), refinados, recursos sofisticados aptos a potencializar a capacidade de comunicação humana. As tecnologias da comunicação só ganharão a possibilidade de exercer o papel transformador quando a educação for encarada como um processo específico de comunicação fruto de uma vivencia de uma didática ( PENTEADO, 2009,p. 13)

 

Para Maia e Meirelles (2002), a aplicação das tecnologias educacionais nos cursos presenciais traz em si uma revolução nos paradigmas educacionais atuais, "à medida que apresenta diversas oportunidades para integrar e enriquecer os seus cursos, disciplinas e materiais instrucionais". É preciso fazer a gestão do conhecimento e, principalmente, aprender a construí-lo coletivamente. Além disso, proporciona novas formas de interação e comunicação entre professores e alunos.

O objetivo da introdução das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na educação não deve ser um modismo ou estar atualizado com relação às inovações tecnológicas. Esse tipo de argumentação tem levado a uma subutilização do potencial destas, que além de economicamente dispendiosa, traz pouco benefício para o desenvolvimento intelectual do aluno. (MEIRELLES, 2002, pp,3)

 

Com o advento das novas tecnologias da comunicação, como audiovisuais  e a inserção destas na pratica docente, surge uma nova forma de educar, com vistas a inserir o aluno no contexto situacional da época. Isso tem se tornado cada vez mais comum nas escolas brasileiras, já  que vivemos em um período marcado pela "Era da Informação", das inovações e das novas possibilidades de gerar e transmitir conhecimentos.

2.2 Sobre Educomunicação

Em épocas passadas, num tempo em que as sociedades primavam pelo tradicional, à escola representava o papel de espaço para formação de conhecimento e de cidadãos, a qual era conferida muita importância e equilíbrio. Com o avanço das tecnologias que iam surgindo, mesmo que tímidas, foi se formando aquela que mais tarde viria a ser uma das instâncias mais importantes da sociedade humana, a mídia, nesse período, encarada como fonte de lazer dos mais importantes da escala social.

Contudo, não podemos afirmar que nesse passo nem tampouco distante, esses dois campos do saber, ainda não se interligariam. A relação da mídia com a educação teve início também nessa no passado, porém, os controladores do poder, que reinavam na sociedade passada, faziam uma dicotomia entre essas duas áreas e separavam – as de acordo com sua fragmentação do saber, embora estas já apresentassem relativa dependência uma da outra.

Para Schaun (2002), a Educomunicação tem se afirmado, nos últimos anos, como um campo de intervenção social que procura incluir a Comunicação no processo da mediação educacional. Segundo ela, este campo caracteriza-se por atividades de intervenção política e social fundamentadas no desejo de análise crítica do papel dos meios de comunicação que atuam no âmbito do ensino formal e informal.

 

 As práticas de intervenção social da Educomunicação constituem-se em ações, programas e produtos destinados a criar e a fortalecer ecossistemas comunicativos em espaços educativos (presenciais e virtuais), partindo da compreensão da importância da ação comunicativa para o convívio humano, para a produção do conhecimento e para a elaboração e implementação de projetos de mudanças sociais. (SCHAUN, 2002, p, 11).

 

A Educomunicação ressalta a importância da criação e fortalecimento de ecossistemas comunicativos nas escolas, através da inserção de meios de comunicação nos espaços educativos (SOARES, 2007). Em conformidade com  Schaun:

O paradigma da educação no seu estatuto de mobilização, divulgação e sistematização de conhecimento implica em acolher o espaço interdiscursivo e mediático da Comunicação como produção e veiculação de cultura, fundando um novolócus – o da inter-relação Comunicação  e Educação(SCHAUN, 2002, p,20)

 

Para Uribe (2006,p.76), " a Educomunicação,  que  se  situa  na  área  de  intersecção  entre  os  campos  da comunicação e da educação, nasceu justamente no âmbito dos movimentos populares e das Organizações Sociais orientadas por valores, ditas do Terceiro Setor. Seus conceitos são o fruto da experiência prática de educadores-comunicadores populares como Paulo Freire e Mário Kaplún.  Kaplún (apud URIBE,2006),  propôs  um  esquema  para  a  comunicação  onde  estes componentes são simultâneos e se necessitam reciprocamente:

 

Figura 01 – Processo de Educomunicação

 

                Fonte: KAPLÚN,  M.  1992  apud  URIBE,  2006.

 

 

Observando  o  diagrama,  vemos  que  o  Comunicador  vai  escutar  o  relato  das experiências  pessoais  e  práticas  dos  destinatários para,  após  a  formulação pedagógica, retornar à eles suas próprias  vivências  e  problemáticas,  incentivando  a  reflexão  através  da  objetivação coletiva  do  conhecimento  subjetivo. Assim, conforme apontam Sartori e Martini (2008,p.28), " a  função  do  comunicador  é  a  de  propor discussões e  organizar  dinâmicas  de  grupo,  promovendo  a formulação pedagógica dos conteúdos discutidos e colaborando para o pensamento crítico".

Conforme assevera Jacquinot, o educomunicador é o profissional que tem a capacidade de assumir com primazia, a dupla função de teorizar e assimilar conteúdos dos dois campos de conhecimento de seu interesse: as ciências da comunicação e as ciências da educação.Para que este profissional possa desempenhar suas funções com sucesso, respeitando os limites impostos pela relação com seus alunos e também sabendo inserir as teorias com a prática, é necessário, que ele ative algumas de suas qualidades, entre as quais, destacam-se:

 

  • Sabedoria e consciência: implica em discernir que a "educação de massa" vai além da mera aquisição de conhecimentos escolares;
  • Percepção critica: enxergar com precisão que os meios de comunicação possuem uma singular riqueza, e esta possibilita, funcionalmente, que seus conteúdos informativos ofereçam informações básicas e essências para a compreensão da realidade que representa o mundo;
  •  Senso comum: saber diferenciar que a utilização dos meios de comunicação como recurso pedagógico é um método eficaz para auxiliar na construção do conhecimento dos educandos e não querer formar pseudo-jornalistas;
  •  Capacidade de aceitar as diferenças: reconhecer que a relação entre professor-aluno, frente às novas tecnologias da comunicação, requer uma nova configuração. Perceber que nesse contexto situacional, tanto o professor pode ensinar ao aluno, quanto pode aprender com ele, abolindo dessa forma a idéia de que o professor funciona apenas como sujeito ativo e os alunos passivos.

Em relação á capacidade de aceitar as diferenças, é interessante relacionar com o que afirma Andrade (2006:139): a Educomunicação admite a inversão de papéis dos atores do sistema educacional" para se estabelecer um diálogo, pois esses são eternos aprendizes no processo de conhecimento e por isso permiti-se a flexibilidade na troca de posições de educador e de educando no processo educacional".

 

 

 

2.3 Os desafios da inclusão da mídia na escola

O sistema educacional brasileiro vem sofrendo grandes mudanças com o  decorrer dos tempos. Antes encarado como escola tradicional, em que o professor exerce uma função autoritária e detém o monopólio do conhecimento, a escola no século XXI está passando por uma reforma, quase que forçada pela presença massiva dos meios de comunicação, especialmente, das novas tecnologias de informação.

 

O ensino tradicional tem sido acusado de centrar-se quase exclusivamente na transmissão de conteúdos conceituais, de utilizar um esquema de comunicação unidirecional, no qual o professor informa, facilita conhecimentos, "ensina" ao aluno; de basear-se numa concepção "bancária" do ensino, na qual o papel do aluno se reduz ao de mero receptor(MARTÍN,1997,p,3)

 

Com o advento dessas tecnologias e a sua inserção no sistema educacional, a escola passa a receber uma nova configuração. Entre os maiores desafios da escola atual frente às novas tecnologias, apresenta-se a relação entre o professor, sujeito responsável pela transmissão de conhecimentos com estes meios. A maioria deles não recebeu em sua formação, uma preparação adequada para utilizar os meios de comunicação e por isso, acabam por sentir dificuldade em utilizá-las em sala de aula.

Para Cortelazzo (2005), é primordial que o educador se aproxime dos meios  de comunicação, familiarize-se com eles, aprofunde seus conhecimentos com base neles. Só assim, é possível que o professor possa se apropriar das potencialidades, controlando sua eficiência e seu uso, para então, criar novos saberes para que possa transmitir com mais segurança para os aprendizes. Além de tudo isso, de acordo com Gaia (2001),  ainda é preciso:

 

Os professores aprender a utilizar a mídia não como resolução dos problemas impostos pela prática didática, mas como proposta que traga uma fonte de aprendizado a mais para ser trabalhada em sala de aula. Esta visão implica ter uma atitude sem preconceito, não somente porque colabora para desnudar a noção de verdade perpassada pelas mídias e aceita por um expressivo número de cidadãos, mas também porque pensa esse fenômeno como parte da nossa realidade( GAIA, 2001,p.35).

 

Dentre as inúmeras  dificuldades enfrentadas pelos professores para poderem inserir as novas tecnologias da comunicação em suas praticas escolares destacam-se:

 

  • A escola no contexto atual, ainda enxerga com contradição a relação entre os meios de comunicação e a sociedade, pois grande percentual de professores brasileiros ainda vê  a mídia, de uma maneira geral, como um canal  que serve em maior parte para a sociedade de consumo alienante. Por outro lado,  muitos educadores reconhecem que os meios de comunicação – por seu apelo respondem, muito mais que a escola, à sensibilidade dos jovens.
  • Outra dificuldade sobre o uso da mídia como material pedagógico relaciona-se à formação do professor que valoriza, sobretudo, a tradicional    técnica de aula expositiva como forma de transmissão de conteúdo.Acostumados com essa técnica, na qual, maioria das vezes, apenas o professor atua ativamente, fazendo dos alunos, sujeitos passivos, sem espaço para dialogar.
  • Muitos professores admitem o desconhecimento das etapas e particularidades da produção jornalística. Eles desconhecem as formas e mecanismos de produção e disseminação de informações. Pois, para melhor utilização da mídia como material pedagógico, o professor deve compreender o processo de produção jornalística jornalístico, assim como suas limitações e constrangimentos.

 

Diante do que foi exposto acima, fica claro que o método mais eficaz para resolver os problemas que ainda persistem em dificultar a introdução das novas tecnologias no sistema educacional, seria em primeira instância, a capacitação de  professores para o uso das diferentes linguagens midiáticas em sala de aula - a familiarização de educadores  e educandos  com os meios de comunicação.  Só assim, estes poderão fazer uma  melhor utilização da mídia e sua análise crítica.  Só a partir de então, os alunos poderão desenvolver um olhar crítico em relação à produção midiática e produzir seu próprio material jornalístico, valorizando temáticas de seu interesse e da comunidade escolar.

            Além disso, é fundamental que os professores sejam orientados quanto ao uso das novas tecnologias midiáticas, como tecnologias interativas em projetos pedagógicos tanto em seu desenvolvimento contínuo quanto em sua pratica pedagógica. Essa necessidade não se deve apenas ao fato de preparar os alunos para utilizá-las, mas principalmente, para prepará-los como leitores críticos e escritores conscientes do papel das mídias e não para que estes se tornem indivíduos alienados.

 

Os professores precisam aprender a manipular as tecnologias e ajudar os alunos a, eles também, aprenderem como manipulá-las e não se permitirem serem manipulados por elas (CORTELAZZO,2005,p.15 ).

 

Assim, por vivermos em uma sociedade onde a informação e a comunicação adquiriram uma enorme importância, podemos salientar que a  educação não pode continuar alheia aos novos meios de processamento, elaboração, armazenamento e distribuição de tal informação, que são alicerce  para futuras aprendizagens e conhecimentos.

          A inclusão das novas tecnologias multimídiaticas ao sistema educacional é inevitável, porém terá que fazer-se amparada em procedimentos educativos, abordagens didáticas, esquemas comunicativos inovadores e multidirecionais.

           Daí surge uma integração satisfatória de novos e variados meios na educação, que exige, ainda, um professorado conhecedor de suas vantagens e inconvenientes, capaz de assumir as funções que diferentes modelos e situações de aprendizagem lhes exigem. Só assim é possível termos professores capacitados, conscientes da importância do uso das mídias no processo de ensino e aprendizagem.

 

4 .2 O papel da instituição escola frente ás novas tecnologias.

 

 Para Luckesi (1986,p.37), " escola é a institucionalização da educação formal em sociedade, que tem por função possibilitar  a apropriação e a assimilação de conhecimentos e habilidades úteis, necessários a vida do individuo dentro da vida social".

Também considerada como espaço para aprendizagem e formação de cidadãos, a escola é acima de tudo, um meio de transformação social, comprovado desde os primórdios dos tempos. Dessa forma, é imprescindível que essa instituição, tão importante para as sociedades, acompanhe as transformações ocorridas em todos os campos da atividade humana.  Conforme afirma Luckesi (1986):

 

(...) a escola pode ser um instrumento no processo de transformação social e que o seu papel está em possibilitar ao educando a apropriação de conhecimento e das habilidades necessárias para uma vida social mais digna. ( LUCKESI1986, p, 38)

 

            Por isso, com o advento das novas tecnologias de comunicação e informação, torna-se essencial que as instituições de ensino incorporem-nas em seus projetos pedagógicos.

Ainda percebe - se que mesmo depois dos grandes avanços tecnológicos em todo o mundo, a escola ainda não está conseguindo acompanhar o ritmo destas. Olhando do ponto de vista social, isso é uma problemática preocupante, já que a cada dia as sociedades se modernizam, novos modelos de tecnologia surgem e as escolas ainda estão atrasadas em relação a isso, quando na verdade, deveriam acompanhar essas mudanças junto para que não haja descompassos.

            A solução para a modernização das escolas brasileiras seria a inserção das tecnologias de informação no processo educacional.  Para que isso aconteça, é necessário haver o interesse de um conjunto de sujeitos, como representantes do povo nos poderes executivos e legislativos, que busquem medidas e recursos financeiros para a compra de tais materiais tecnológicos para as instituições.

            Essa inserção de novas tecnologias na escola, não só depende também dos políticos, é fundamental que os gestores escolares, juntamente com os professores, se mobilizem em prol da causa, realizem projetos e demonstrem que a instituição não pode mais se restringir ao ensino, tradicional. As escolas que ainda não incorporaram as novas tecnologias em suas praticas escolares, e que mantém o ensino tradicional, não  conseguem  atrair  a atenção total dos alunos. Isso se explica porque, tecnologia de informação e da comunicação são novidades e tudo que é novo acaba se tornando mais atraente, por isso, a escola não pode estar inume dessas tecnologias. Conforme entendimento de Kunsch (1986):

 

A escola, enquanto transmissora de cultura e geradora de conhecimentos, deve interpretar os fatos numa perspectiva da dinâmica do dia-a-dia, estampada nos meios de comunicação, devendo, portanto, a educação e a comunicação andar juntas na construção de uma sociedade mais crítica, participando mais ativamente dos destinos da nação, na construção de uma democracia plena ( KUNSCH1986, p, 6)

 

            Com toda essa aparelhagem tecnológica presente em várias situações do campo social, a escola não ficar desassociada deles, pois enquanto isso acontecer, os aprendizes irão buscar se integrar com o que mais lhe possibilite aprender de maneira mais rápida, fácil e divertida. Como afirma Kunsch(1986, p,8):

A escola não pode mais ficar distanciada dos meios de comunicação, que exercendo hoje uma influencia decisiva, educam mais que a própria escola, educadores e comunicadores devem assumir uma postura critica frente ao papel reprodutivo da escola e dos mídias da ideologia dominante e, por outro lado, tem que levar as pessoas a fazer uma leitura das mensagem veiculadas, a desvendar as tramas da comunicação.( KUSCH 1986, p, 8).

 

 

Portanto, o papel da escola atual é de instituição inovadora. Para que ela possa inovar é preciso adotar de vez as novas tecnologias de informação e comunicação, presentes em praticamente todos os lugares da sociedade. Com essa adoção, é preciso mai do que tudo, que os professores que irão trabalhar com essas tecnologias, sejam primeiramente preparados, para saber como utilizá-las no processo de ensino e aprendizagem, sem manipular o conhecimento dos alunos, tornando as aulas mais democráticas e abrindo espaços para que novas experiências.

3 BREVE HISTÓRICO DAS  REVISTAS NO MUNDO

3.1  Origem das revistas

O gênero revista teve inicio ainda no século XV, na Europa, mas especificamente na cidade de Hamburgo, na Alemanha. Na época, o surgimento da revista se tornou um atrativo a mais para os leitores, que estavam acostumados com a leitura de jornais, que abordavam vários assuntos ao mesmo tempo, e que não tinham público especifico como ainda acontece hoje.  A novidade do surgimento das revistas foi muito bem aceita e em poucos anos, o novo estilo de fazer jornalismo já se propagava por varias partes do planeta.  

Segundo Scalzo (2006), a  primeira revista chamava - se Erbauliche Monaths Unterredungen, ou Edificantes Discussões Mensais. Era considerada  revista porque trazia vários artigos sobre um mesmo assunto, que era a teologia e voltada para um publico específico.

O surgimento do gênero revista foi um sucesso e com o passar dos tempos, escritores de jornalistas de varias segmentos literários já procuravam ver seus artigos publicados no novo meio de informação.  A difusão da revista em outras regiões possibilitou o interesse pela criação de outros periódicos da mesma natureza.

Dois anos depois da criação da revista na Alemanha, foi à vez dos franceses de aderirem ao gênero e publicarem sua primeira revista, a Journal de Savants, em 1665. Três anos após, mas precisamente em 1668, nasce na Itália a Giornale de Litterati. Já a Inglaterra, principal potencia econômica da época, só veio se render ao novo gênero jornalístico, em 1680, com a publicação de Mercurius Librarius ou Faithfull Account of all Books and Pamphlets.  

Todas essas publicações, mesmo não utilizando o termo "revista" no nome (isso só aconteceria em 1704, na Inglaterra) e parecendo-se demais com os livros deixam clara a missão do novo tipo  de publicação que surgia: destinar-se a públicos específicos e aprofundar os assuntos – mais que os jornais, menos que os livros. (SCALZO, 2006, p, 12)

Com a forte aceitação do público, o mercado editorial das revistas se expande e passa a haver a necessidade de um estudo mercadológico, para que fosse identificado o que o público gostaria de ler. As revistas passaram a ser para os leitores, uma espécie de instrumento informativo, que trazia o que eles gostariam de ler e de forma aprofundada através de boas reportagens, textos de fácil assimilação de conteúdo e exposição de fatos coerentes, como se já contemplasse a visão do interlocutor.

Corre uma história curiosa no mundo revisteiro, do gênero de que a revista teria sido percebida pelo leitor como se fosse uma loja, onde as pessoas entram, escolhem e compram somente o que querem consumir. Na revista, acontece a mesma coisa: o leitor entra na revista, e escolhe o que quer ler. Daí o nome magazine pelo qual as revistas são conhecidas em alguns países da Europa e nos Estados Unidos. (CÔRREA,2010)

Com a ascensão do mundo das revistas, os jornais e livros da época, passaram a perder espaço.  Portanto, nesse contexto, o produto mais rentável economicamente passou a ser a produção de revistas e qualquer novidade elas trouxessem, afagava ainda mais o ego do leitor.Nove anos depois do surgimento desse tipo de publicação, mas precisamente em 1672, jornalistas franceses pensaram em inovar o gênero e criaram a revista multitemática. A Le Mercure Galant, que continha notas curtas, anedotas, poesias, e crônicas sobre a corte francesa, tudo em  um mesmo título.

3.2 Revista no Brasil

A imprensa, de modo geral, teve início no Brasil no começo do século XIX, proporcionada pela vinda da família real. A partir de então, começou a surgir a necessidade da existência de meios de comunicação que divulgassem os fatos do cotidiano, principalmente o que acontecia na corte. Similar ao aparecimento do primeiro jornal, o Correio Brasiliense, publicado em 1808. Anos depois o Brasil conhecia sua primeira publicação do gênero revista, mas precisamente em 1912, intitulada As Variedades ou Ensaios de Literatura. A revista era parecida com um livro.

Não diferente de outros países onde já havia sido implanta, as revistas no Brasil ganharam espaço e importância na sociedade. Com o crescimento do mercado das revistas, passa a surgir mais publicações.

 

Em 1837, é publicada a Museu Universal, uma revista diferente das que existiam até então. Ela abordava assuntos culturais e artísticos, e os temas eram abordados por meio da produção de textos simples. A Museu Universal se destaca por sua  configuração formatação e por destinar-se ao entretenimento.

             

Em 1900 surge no Rio de Janeiro a Revista da Semana. O periódico era formatado técnicas modernas de impressão, marcada por um grande número de ilustrações que passou em pouco tempo, a ser copiado por outras revistas.  

Em 1928, foi criada a revista O Cruzeiro, pelo jornalista paraibano AssisChateaubriand, mas ela só veio de fato a ser publicada em 1930, e por mais de trinta anos foi a revista mais lida do país. 

Nos anos subseqüentes, o mercado editorial das revistas só cresceu. Surgiram mais publicações de vários gêneros.  Atualmente, as revistas se destacam no gênero jornalismo impresso, sendo mais procurados do que os próprios jornais impressos.

 

3.3 As revistas pedagógicas

Assim como outras categorias que contemplam uma determinada área do conhecimento, as revistas pedagógicas são  publicações destinadas aos profissionais da educação, principalmente os professores. No Brasil, a primeira publicação desse gênero surgiu em 1980, intitulada a Revista Pedagógica. Com o passar dos tempos, surgiram outras publicações, mas não se destacaram muito, chegando a fechar. Somente em 1986, é  criada a revista pedagógica que se tornaria no maior periódico da área, a revista Nova Escola.

3.3.1   Revista Nova Escola

A revista Nova Escola foi criada em março de 1986, com a missão de  contribuir para a melhoria da qualidade do Ensino Fundamental, especialmente das escolas públicas com menos recursos, para dessa forma alavancar mais investimentos no professor brasileiro.

Nova Escola, já circula no mercado há quase duas décadas, diferentemente de outras revistas que se dedicaram a abordagem da educação e acabaram fechando por falta e atratividade editorial e investimentos. Assim como Nova Escola, publicação mensal voltada para professores do ensino fundamental enfatiza em seu conteúdo a prática pedagógica.

 A revista aborda diversas temáticas, a fim de aproximar seu público especifico da realidade sobre a qual ela retrata. A Nova Escola possui é dividida em seções e editorias, nas quais constam artigos, ensaios, entrevistas com especialistas, relatos de experiências, idéias para sala de aula, tudo para auxiliar ao professor em sua pratica cotidiana.

 

3.3.1.1 Editoriais, seções e reportagens da Nova Escola

A revista Nova Escola possui quatros editorias especificas: Capa, Seções, Sala de aula e Reportagens. Na editoria capa, a revista aborda o tema que foi a matéria principal do mês, e que é a chamada da capa. Essa seção fica estrategicamente no centro da revista e traz uma reportagem completa com dicas e gráficos para situar o leitor no contexto empregado.

 

Já a editoria Sala de Aula, traz uma serie de seis matérias especiais, que normalmente enfocam as disciplinas (Matemática, geografia, português, historia, etc.), trabalhadas sem ala de aula pelo professor. As matérias abordam temáticas que são fundamentais para facilitar no trabalho do professor no dia  a dia. Um exemplo disso são as  reportagens sobre curiosidades da ciência. Sabemos que ciência é um assunto complexo para um professor de ensino fundamental trabalhar em sala de aula. Através das reportagens curiosas sobre o mundo da ciência, com uma linguagem de simples similaridade, o trabalho do educador é facilitado e os alunos se sentem mais atraídos pelo conteúdo.

 

A editoria Reportagens, assim como já especifica o nome, traz uma serie de seis reportagens especiais sobre assuntos do cotidiano dos alunos e educadores e que contemplam a prática do ensino e da aprendizagem dos sujeitos envolvidos no processo educacional. Aborda temas complexos, mais com uma linguagem simples para não dificultar o trabalho do professor nem o entendimento dos alunos. Os temas mais abordados são escolhidos, na maioria dos casos, por leitores da revista que deixam sua sugestão na seção Caixa Postal.

 

Entre as reportagens de maior destaque, considerados pela revista este ano, estão: Criança e adolescente, o despertar da sexualidade, da edição de número 229  de janeiro/fevereiro de 2010. Outra foi à reportagem  - tecnologia: cinema na escola, da edição 232 do mês  maio.

            Enquanto isso,  a editoria Seções é composta por onze seções especificas que são: Caro educador, Caixa Postal, Online, Na dúvida?, Fala, Mestre, Em dia,  O X da questão, Retrato, estante, Era uma Vez, Gestão em Foco e  Pense Nisso.

            Na seção,  Caro Educador, a revista traz a carta do editor, o que normalmente em outras publicações é chamado de editorial. O texto dessa seção reflete necessariamente a opinião da equipe editorial da revista sobre um assunto em destaque, nas discussões em sociedade. O texto é sempre assinado por um  membro do conselho editorial da revista.

            A seção Caixa Postal, é um espaço destinado para interação entre a revista e seus leitores. Nessa seção, professores de todo o Brasil aproveitam para fazer criticas, elogios e divulgação de seus trabalhos. Normalmente é comentado um assunto de destaque abordado por uma edição anterior.

            Em conformidade com o avanço das novas tecnologias de comunicação e informação, a revista reserva a seção Online para mostrar assuntos que poderão ser encontradas na rede mundial. Faz indicações de site de relacionamentos, revistas virtuais, indicações de livros para compra e temas que podem ser pesquisados e trabalhos em sala de aula.

            A seção Na duvida? discorre sobre fenômenos presentes em nosso dia- a dia, com os quais convivemos, mas não sabemos explicá-lo. Um exemplo que ilustra bem essa seção é a matéria – Ciências: como o suor é fabricado e eliminado pelo nosso corpo? da edição 232 de maio de 2010. A seção mostra com argumentos de especialistas, e relatos vividos por pessoas comuns, a resposta para as indagações que se passa a fazer a partir da leitura da seção.

            A seção O X da questão, que normalmente não vem em todas as edições, é composta por apenas uma reportagem, que é sugerida por leitores que já passaram por algum tipo de experiência e que desejam ver a historia relatada com mais informações para que possam chegar a uma explicação da questão em abordagem. Como exemplo, temos a reportagem da edição 231 de abril de 2010, que tem como título: Faculdades em xeque,   e discute sobre a qualidade de ensino oferecido pelas instituições para formação de docentes.

            Já a seção Fala Mestre! É uma das preferidas pelo público leitor da revista. Essa seção abre espaço para educadores renomados do sistema educacional brasileiro e que se tornaram referenciais para outros professores, dialogarem com os leitores por meio de entrevista. Como exemplo disso, temos a seção publicada  na edição de número 230,  de março de 2010, que trouxe uma reportagem com o filósofo Frances Gilles Brougére, falando sobre a importância do processo de  aprendizagem através da utilização de jogos.

            Na seção Em dia, o objetivo é atualizar o leitor diante de acontecimentos importantes que na maioria dos casos passam despercebidos pela grande mídia. São assuntos importantes, lutas históricas, avanços, que são conquistadas  e que merecem total destaque. Para melhor visualizar a conotação dessa seção, temos como exemplo a matéria publicada na edição de número 231 de marco de 2010,  que traz números, estatísticas que revelam o crescimento das matriculas de alunos em escolas indígenas. Além disso, a seção ainda traz noras sobre educação em diversas perspectivas, como saúde, televisão, cultura e internet.

            A seção Gestão em Foco aborda por meio de reportagens o papel do gestor escolar na construção de uma aprendizagem sem dificuldades para os educandos. A seção demonstra o quanto é importante a inserção do educador nas discussões de temáticas pertinentes ao conjunto escola- família-sociedade, sendo este o mediador deste conjunto.

Gestão em Foco é mais um espaço disponibilizada pela revista Nova Escola para interação entre os gestores de diferentes partes do país, que aproveitam para relatarem suas experiências cotidianas e favorecendo dessa forma, uma troça de experiências.  Como exemplo disso, temos a matéria publicada  na edição 230, de março deste ano, de autoria do filósofo Fernando José de Almeida, que discute sobre a importância da relação diretor e coordenador para o bom andamento da instituição escola.

            A seção Era uma vez, reserva para os leitores aprendizagem, interatividade e animação, a partir de historias, fábulas e outros gêneros infantis para serem lidos com os alunos.  As histórias são verdadeiras lições de vida, que embora sem dúvida, despertam o interesse dos alunos, a curiosidade em saber a historia dos personagens e o fim  deles. Assim, automaticamente, eles são convidados a viajar no texto, aprendendo uma infinidade de coisas, que em uma aula comum, talvez tivessem maiores dificuldades. Como exemplo dessa seção, destacamos a história: A menina e o sapo, publicada na edição 229 dos meses de janeiro/fevereiro. A história faz uma ironiza ao conto de fadas Branca de Neve e os sete anos, que na narrativa, beija um sapo e este virá um príncipe. No conto relatado na seção, uma menina chamada Nina, encontra um sapo, beija-o, mas ele não virá príncipe, mas se apaixonou pela menina do mesmo jeito que um ser humano.

            A seção Estante,é um espaço onde a revista Nova Escola demonstra novidades em termos de publicações, em maior parte livros. Ao mesmo tempo em que divulga os produtos, a revista aproveita para mostrar ao leitor a importância das obras, através de um breve resumo deles.

            Pense Nisso, é normalmente colocada na última pagina da revista. A seção traz um assunto, que curioso e que requer atenção, reflexão, daí o nome pense nisso. São textos produzidos opinativos, que caracterizam artigos, escritos por especialistas na área de educação. Para melhor visualizar o contexto da seção, destacamos a edição 229 de janeiro/fevereiro de 2010, que trouxe como pauta a abordagem sobre as perguntas como geradoras de projetos. Texto escrito pelo físico e educador da Universidade de são Paulo, Luis Carlos de Menezes.

            Por fim,  a seção retratos, que é objeto de estudo desta pesquisa e que por isso receberá uma análise mais detalhada no tópico a seguir.

            Retratos é um das onze seções que são mensalmente publicadas na revista Nova Escola. Como as demais seções Retrato possui uma funcionalidade especial: contribuir com o trabalho do educador brasileiro. Mas as contribuições de Retratos não se resumem a apenas fornecer orientações sobre pesquisas e locais adequados para compra de livros. Retratos vai muito mais além, e conquista seu público especifico – os professores, por meio de uma abordagem mais profunda. A seção é um espaço onde professores e também diretores divulgam seus trabalhos, seus projetos desenvolvidos em sala de aula. Essa seção, objetiva, primeiramente estimular o professor, resgatar seus valores enquanto profissionais formadores de cidadãos. Em cada seção Retrato, uma história de sucesso protagonizada por um educador em alguma parte do Brasil é revelada para todo o resto da nação.

            Segundo editores da revista, Retrato é uma das seções mais lidas pelos professores. Ali eles se sentem valorizados, através da divulgação de seus trabalhos ou mesmo de colegas de profissão.  Por sua importância para o professorado brasileiro, Retrato se tornou uma seção fixa.

            A revista Nova Escola,  atinge uma quantidade significativa de professores que lecionam no ensino básico, sendo 80% deles, totalizando um número de, aproximadamente, 1,2 milhões de professores que recebem a revista em suas repartições de trabalho, nas escolas das cinco regiões do país, conforme demonstra o gráfico abaixo:

 

Gráfico 01 – Distribuição da revista Nova Escola por região

 

 

Fonte: Revista Nova Escola, 2009.

 

            Do total de exemplares distribuídos, a maioria se concentra na região Sudeste, em seguida, a região Nordeste e  sequencialmente, as regiões Sul, Centro – Oeste e Norte..O gráfico revela ainda que, que a distribuição de exemplares da revista Nova Escola não ocorre de forma igual para todas as regiões, apresentado disparidades, que podem ser explicadas de acordo com fatores de ordem política, econômica e cultural.

           

Observa-se que a região Sudeste desponta entre as demais no número de exemplares que recebe um dos fatores principais disso, é fato de que essa região é a mais populosa, possuindo dessa forma, um maior número de professores e também mais investimentos por parte das políticas públicas para educação. A região Nordeste ocupa o segundo lugar, dado que pode ser encarado com surpreendente já que essa é uma região em que costumeiramente, afirma não se ter muitos investimentos em educação e com isso, os educadores não despertam seu interesse por novas tecnologias midiáticas.

            A posição em que o Nordeste se encontra no ranking de distribuição de exemplares Nova Escola, mostra que as coisas estão mudando e que os profissionais de educação, particularmente, os professores nordestinos, estão a fim de adquirir novas experiências, novos saberes e que na maioria dos casos, a revista tem sido um recurso incorporado aos procedimentos pedagógicos, que mais tem contribuído para divulgação e valorização do trabalho do professor nordestino.

           

As outras regiões, mesmo apresentando números relativamente baixos em relação ao Sudeste e Nordeste, também demonstram que  a adoção de novas tecnologias como recurso didático já faz parte da realidade dos educadores e que a inserção de produtos midiáticos nas escolas já se faz necessário.

 

5 METODOLOGIA

 

 

De acordo com Minayo (2003), a metodologia da pesquisa constitui o itinerário do pensamento a ser buscado, ocupando um lugar de destaque na teoria, ao englobar o conjunto de técnicas adotadas para construir uma realidade. Assim, este trabalho utilizará da pesquisa qualitativa por meio da revisão bibliográfica.

As pesquisas bibliográficas, segundo Gil (2007, p. 85), "apresentam como principal vantagem o fato de permitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela que poderia pesquisar diretamente".

5.1 Classificação da pesquisa

 

            Pesquisa é uma atividade que objetiva solucionar problemas. Ela busca indagar, investigar a realidade, permitindo formar um conhecimento que servirá para auxiliar na compreensão do fato.

            Nesse contexto, o presente estudo classifica-se como exploratório, descritivo e bibliográfico, porque foi desenvolvido por meio de uma pesquisa documental, com seleção de textos, reportagens, matérias de artigos sobre o objeto de estudo analisado.

            O estudo exploratório tem como função ampliar o conhecimento a cerca de um determinado problema. Já a pesquisa descritiva objetiva conhecer a realidade estudada a partir de suas características, seus problemas, buscando dessa forma, descrever fielmente os fatos e fenômenos de uma determinada realidade.

           

Para Vergara (1997), pesquisa bibliográfica é o estudo sistematizado desenvolvido com base em material publicado tais como livros, revistas, jornais, redes eletrônicas, periódicos, ou seja, todo material acessível ao público em geral.

            Nessa pesquisa foi realizada uma abordagem histórica dos assuntos pertinentes ao estudo. Diante dos levantamentos foi feito uma análise de conteúdo das matérias publicadas na seção Retrato, da revista Nova Escola.

           

Para fundamentação teórica, foi realizada uma pesquisa bibliográfica em publicações que abordaram a temática analisada. De acordo com Vala (1986), a análise de conteúdo foi durante muito tempo apresentada como uma técnica predominantemente útil no estudo da comunicação social e da propaganda política associada a objetivos pragmáticos e de intervenção.  

 

            Laurence Bardin(1979), descreve a análise de conteúdo como um conjunto de instrumentos metodológicos aplicados as mensagens, baseado na dedução, para descobrir o que está implícito. Ainda de acordo com Bardin,

 

A análise de conteúdo é um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, através de procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam inferir conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) dessas mensagens" (BARDIN, 1979:31).

 

 

            A finalidade desse método de pesquisa é efetuar inferências sobre as mensagens cujas características foram sistematizadas e dessa foram, responder ao que se questionou.

 

5.2 Etapas da pesquisa

 

            Na produção desta pesquisa, foi necessário o desenvolvimento de varias etapas para uma abordagem completa do tema:

 

  • Indução ao tema: Nessa fase foi abordado o texto que foi escolhido para fazer a introdução do estudo proposto, contemplando a formulação do problema – Trata-se exatamente da problemática estudada, justificativa, na qual contam os argumentos causais para a importância que refletem na importância do estudo, demonstrando dessa forma sua relevância; e os objetivos geral e os específicos a serem atingidos.
  • Pesquisa bibliográfica: Fase em que foi abordada toda a temática relativa à revista Nova Escola, objeto de estudo da pesquisa, bem como as variáveis temáticas. Esse procedimento de desenvolveu de maneira continua até que fosse concluído o estudo, com o objetivo de inserir nas pesquisas um maior numero de aspectos e atualizações correlatas ao estudo.As pesquisas foram realizadas em livros e sites da internet como o Scielo e o Google.
  • Análise e interpretação das informações: Todas as informações relacionadas ao estudo no âmbito da pesquisa bibliográfica, observações e outros tipos de coleta são analisados, formatados com minúcia para, posteriormente, dar suporte a fase de conclusão
  •  Formatação: Elaboração e formatação dos procedimentos metodológicos.
  •  Conclusão: Nesta etapa foram apresentados os resultados e discussões a que se chegou.

 

 

 

 

6 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A partir de uma linguagem popular, do relato dos entrevistados e da divulgação de expressões artísticas e de características próprias da população, a revista Nova Escola pode ser classificada como educativa, visto que direta ou indiretamente aborda temas como estratégias para melhoria do ensino e da aprendizagem, temas em pauta na agenda nacional e internacional, conservação ambiental , diversidade cultural,ética e cidadania.

            Neste contexto, vale a pena citar Bastos (2002,p.174), que faz a seguinte reflexão: "a investigação sobre o discurso veiculado em revistas pedagógicas permite ao pesquisador tomar contato com diferentes representações  da  vida  escolar,  com  projetos  de  intervenção  educacional  e  agendas  de inovação". 

A  imprensa  pedagógica, complementa este autor, " instrumento  privilegiado  para  a  construção  do conhecimento, constitui-se em um guia prático do cotidiano educacional e escolar". Isso porque, permite  ao  pesquisador  estudar  o pensamento  pedagógico  de  um  determinado setor ou grupo social, a partir da análise do discurso veiculado e a ressonância dos temas  debatidos,  dentro  e  fora  do  universo  escolar.  Prescrevendo  determinadas práticas, valores e normas de conduta, construindo e elaborando representações do social,  a  imprensa  pedagógica  afigura-se  como  fonte  privilegiada  de  estudo.

            Enfocando o objeto deste estudo, a seção Retratos, da Revista Nova Escola, editada pela Abril Cultural, pode-se dizer que esta aborda cenas da educação em suas diferentes possibilidades além da sala de aula, que ocorrem em todo o Brasil.Neste estudo, a opção foi por fazer uma análise desta seção da revista  entre as edições de Janeiro a Junho de 2010.

6.1 Análise das seções

  • Meses de Janeiro e Fevereiro – Saber Libertador

Autora: Ana Rita Martins

Devido ao período de férias escolares, a Revista Nova Escola, lança em conjunto uma edição relativa aos meses de Janeiro e Fevereiro. Nesta edição do ano de 2010, a reportagem foi " Saber Libertador", que apresenta um caso de sucesso na educação prisional, ambientada em Rondonópolis – MT, onde a Secretaria Municipal de Educação contratou professores para o ensino fundamental e  nível médio, para detentos interessados em se alfabetizarem ou continuar os estudos de onde pararam. No momento em que a reportagem foi concluída, eram 183 presos estudando dentro do presídio, quatro vezes por semana, tendo por embasamento didático a proposta da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Governo Federal.

            A coordenadora do curso neste presídio, a pedagoga Creuza Ribeiro, aponta que o sucesso do ensino aprendizagem no local, se deve ao fato de que " a equipe não vê a educação prisional como terapia ou benefício, mas como direito estipulado pela Lei de Execuções Penais e pela Constituição Federal".

  • Mês de Março – Como Gente Grande

Autor: Diego Braga Norte

 

            A reportagem intitulada "Como gente grande", salienta a importância da educação que forma e informa, a partir de uma visitação feita por alunos de escola pública da cidade de São Paulo,do nível fundamental de ensino, a um projeto da Universidade de São Paulo (USP), denominado ‘Eu na USP Jr.", onde os discentes são levados a conhecer algumas dependências desta universidade, monitorados por alunos da instituição, e têm assim a oportunidade de conhecerem um pouco sobre História da Arte e Geologia, dentro de uma programação especialmente voltada para crianças e adolescentes.

            Diante do que foi apresentado, o que se percebe é que uma estratégia de ensino onde há uma junção da razão com o sensorial - as emoções - , que proporciona interação do indivíduo com o meio e a cultura produzida alí, desenvolvem as potencialidades de cada pessoa naturalmente, o que provoca também possibilidades de letramento, fatos que por si só, justifica o conhecimento deste tipo de experiência relatada para todos os educadores do país, que dentro de sua realidade local, pode utilizar do que foi exposto, para organizar suas próprias experiências extra sala de aula, que propiciem a educação.

 

  • Mês de Abril – Mais Que Diversão

Autora: Bianca Bibiano

            O "Retrato" apresentado nesta edição da Revista Nova Escola, mostra como um curso gratuito de capacitação à professores de Educação Física, oferecido pela "Caravana da Educação", de São Paulo, projeto que percorre todo o país demonstrando aos docentes como inovarem nas aulas desta disciplina, para além recreação,a partir de parâmetros como a valorização do jogo como expressão de cultura corporal, além do trivial, objetivando ensinar e resgatar valores necessários em um trabalho em equipe, a busca de soluções para os problemas que se apresentam, o respeito às regras, etc., resultando em uma proposta inclusiva de educação, já que oferece espaço para os baixos,altos, gordos, magros, portadores de necessidades especiais.

            Mês de Maio – Um Canto A Mais

Autora: Alaíde Pires

 

Essa reportagem aborda a questão da inclusão digital nas escolas municipais de Piraí-RJ, demonstrando que o computador – neste caso específico, os notebooks -, são uma das ferramentas utilizadas nesta rede de ensino para alfabetizar e ensinar crianças da pré-escola.E a vantagem é que, além de contribuir no processo de ensino e aprendizagem, além de  preparar as crianças para o uso desta tecnologia no futuro.Outro aspecto que merece ser ressaltado, diz respeito á forma como tal atividade ocorre, intercalada com tarefas tradicionais nesta fase, como o uso de lápis e papel para desenhar, uso de masa de modelar, dentre outras estratégias de ensino.

Ensinar e aprender utilizando tecnologias exige paciência e preparo dos alunos e dos docentes. Os objetivos pedagógicos devem estar associados à uma lista de métodos agregados a atividades presenciais aos possíveis métodos associados à atividades a distância. A infra-estrutura do curso no âmbito pedagógico, desenho do curso, apresentação, formas de interação e ambiente de aprendizagem, associados à qualidade do material didático, constituem a chave do sucesso para a aprendizagem dos alunos.

  • Mês de Junho/Julho – Questão de Escolha: Escola Pública ou Particular ?

Autora: Vanessa Cabral

Nessa polêmica reportagem, a autora apresenta um relato onde a família optou por colocar seus filhos em uma escola pública de qualidade em São Paulo, ao invés de deixá-los em instituições particulares como até então acontecia. Isto vai de encontro a uma pesquisa  divulgada pela CNI/Ibope, que aponta: a maioria dos brasileiros acredita que o ensino particular no país oferece mais qualidade do que o público. Segundo a enquete, 74% dos entrevistados avaliam o ensino particular como "ótimo ou bom", enquanto apenas 45% aplicam esse mesmo patamar para as escolas públicas.

O argumento utilizado na reportagem da seção " Retrato ", é de que, uma escola é boa quando a família participa ativamente da educação oferecida aos filhos.

O fato é que, existem escolas públicas, tanto no nível estadual, quanto municipal, no que se refere ao ensino fundamental e médio, que primam pela excelência, com projeto político arrojado e contemporâneo, cujos alunos alcançam sucesso em vestibulares de instituições federais, nos cursos mais concorridos.Por outro lado, não se pode negar que muitas das escolas públicas deixam a desejar, por fatores dos mais diversos, fenômeno este, também presente em algumas instituições particulares de ensino, o que abre uma discussão sobre o que pesa na qualidade ou falta desta nas instituições de ensino do país.

6.1 Conclusão

Este estudo teve por objetivo investigar a  importância da revista Nova Escola – seção Retrato, para divulgação de ações educativas.Diante do que foi exposto no decorrer deste trabalho, é possível perceber a importância da revista Nova Escola, especificamente neste estudo, da seção " Retrato", para todos aqueles que se interessam pela educação de qualidade.Mesmo aqueles que corroboram a crítica ao seu caráter nitidamente construtivista, proposta esta aceita e exigida pelo Ministério da Educação através dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's), admitem que o nível de acesso dos educadores das escolas públicas a esta publicação, em muitos casos apenas está revista, abre possibilidade de novas estratégias de ensino para o conteúdo de todo dia, tanto na educação infantil quanto nos níveis fundamental e médio de ensino.

            A revista pedagógica Nova Escola transmite valores e informações úteis ao cotidiano dos educadores e pais, alcançando crianças, jovens, famílias e trabalhadores, criando uma linguagem plural para abordar temas de importância e interesse coletivo. Dentre os princípios e valores da revista em questão,  estão a idéia de cidadania que incentiva a participação das pessoas na construção da sociedade e o compromisso com o bem comum - a ética – que resgata o respeito aos direitos e às responsabilidades presentes no dia-a-dia de indivíduos, grupos e instituições – e o plur

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/midia-e-educacao-a-revista-nova-escola-e-sua-contribuicao-para-divulgacao-de-acoes-educativas-analise-de-conteudo-da-secao-retrato-3615846.html

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    Comments on this article

    1
    Simone Caetano 13/09/2011
    Precisamos de matérias sobre valorização dos profissionais de educação infantil creche, plano de carreira que mesmo depois do prazo muitos municipios não se adequaram as novas diretrizes e os monitores de educação infantil se sentem abandonados a mercê de gestores que escravizam os educadores de creche.
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