No pontapé da formação: relações entre alfabetização e letramento nas práticas escolares

Publicado em: 05/11/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 356 |

Em minha itinerancia acadêmica, sempre tive maior aproximação com os estudos sobre Formação de Professores e Educação de Jovens e Adultos (EJA), temas rodeiam minha formação e se fizeram temas basilares de meus escritos até então. Tais referencias me habilitam para discutir a Alfabetização e o Letramento tento como ponto de partida a prática pedagógica de professores alfabetizadores da EJA, percebendo e entendendo com eles como a utilização do Letramento Social e do Letramento Escolar em sala de aula contribui para uma aprendizagem significativa, apresentando ao aluno possibilidades concretas de  realizar um processo de alfabetização frutuoso.

            No ano de 2009, em conseqüência do Estágio de Coordenação pedagógica do curso de Licenciatura em Pedagogia da Faculdade Social da Bahia, que nos pedia a realização de cursos de formação continuada, propus a organização de uma oficina com o título: Praticas de Letramento em EJA, onde o meu objetivo era discutir de forma mais profunda os conceitos de alfabetização e letramento na perspectiva da EJA, bem como temas sobre currículo, aprendizagem e prática pedagógica, para juntos com os professores alfabetizadores discutimos como e em que sua metodologia de sala de aula estava baseada, se eles tinham conhecimento sobre as atuais discussões sobre a aprendizagem de adultos, apresentando como proposta a construção de práticas de Letramento a serem utilizadas em suas classes.

            Mas porque se falar de alfabetização e letramento já que se tratava de professores alfabetizadores? Em minhas pesquisas e leituras, percebi que os professores alfabetizadores da EJA reproduziam as mesmas práticas usadas nas classes de crianças, e essas, as maiorias das vezes já estavam incongruentes para a formação das crianças, ainda mais para a formação de jovens e adultos. Como também outro fator que para mim é o mais grave, a formação dos professores para essas classes. É sabido de todos que a alfabetização de jovens e adultos se dá em programas de alfabetização realizados desde a década de 50 do século passado, tendo como principal objetivo a erradicação do analfabetismo.

 Os programas de alfabetização, desde o primeiro até o atual, vêm recrutando pessoas com pouco ou nenhuma formação para a docência para trabalharem como alfabetizadores, fator para mim, enquanto professor pedagogo é um absurdo, pois sabemos da complexidade do processo de alfabetização, e como esse tema é discutido e estudado nas classes dos cursos de pedagogia, com o intuído de preparar bem o pedagogo, que é o professor alfabetizador por excelência, visto sua atuação com classes de crianças no período clássico da alfabetização. Também se faria necessário este mesmo profissional fosse o responsável pela alfabetização de jovens e adultos, o que não acontece.

            Observando esse cenário, achei necessário oferecer um curso onde se discutisse essas questões tendo como pano de fundo a própria prática desses professores, que mesmo com todo desprendimento e vontade de aprender, não são os profissionais devidamente habilitados para esse oficio, pois este teria o ensino médio completo, formação que para mim não é a propicia para um professor alfabetizador, mesmo contando com o magistério do segundo grau, pois pude perceber que mesmo o que tinham feito esta formação, não tinha bons êxitos em sua prática docente.

            Apesar de ter realizado essa formação em 2009, minhas observações a cerca da oficio de professor alfabetizador, fazendo a crítica a ideia atualmente concebida, se concretizam em 2010 quando assumo a coordenação do Programa Todos pela Alfabetização[1], e posso constatar minha investigação inicial que os sujeitos ditos "alfabetizadores" não alcançavam o objetivo do programa que era de em 8 meses alfabetizar jovens e adultos, e vejo a questão da falta de formação especifica, não apenas para a EJA, mas principalmente para a docência era o fator de não alcançar esse objetivo.

            Neste ensaio farei algumas considerações sobre como foi o período do curso ocorrido nos meses de outubro e novembro de 2009 na Faculdade Social da Bahia, bem como de minhas observações e formação em serviço aos professores alfabetizadores do referido programa. Trago aqui reflexão construídas e compartilhadas com outros pesquisadores na área de formação de professores e EJA, e tentarei levantar mais reflexões àqueles que lerem esse ensaio.

 

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

 

            Alfabetizar atualmente deve ser muito mais que se aprender um código lingüístico, e fazer uso deste. O conceito de alfabetização deve ir alem é dotar as pessoas da capacidade de assimilação das letras, sendo isso uma parte deste processo. A aprendizagem das letras e dos números só se faz eficaz quando os sujeitos conseguem utilizá-los de forma própria no seu dia a dia. O conceito de alfabetização, conforme nos apresenta Soares (2003, p. 220) é "o processo pelo qual se adquire o domínio de um código e das habilidades de utilizá-lo para ler e para escrever", ou seja, tem um motivo especial, fazer com que a pessoa aprenda as técnicas de escrita e as utilize na leitura.

Mas conforme já afirmei, a alfabetização se amplia para outras práticas, neste sentido, acredito num conceito de alfabetização que ultrapasse apenas decodificar signos lingüísticos, mas sim possibilitar o aluno da capacidade de ler, escrever e se posicionar na sociedade. Neste sentido, associar o Letramento a Alfabetização é a forma de se conseguir esse objetivo. Alfabetizar letrando seria a forma mais apropriada para oferecer a nossos alunos condições necessárias de aprender a ler, escrever e se expressar com firmeza, podendo se posicionar com qualidade nos ambiente onde ele transita. Ainda é pouca a compreensão sobre Letramento na alfabetização, confunde-se um com o outro, ou quer se fazer um desassociado do outro. Ainda é preciso se entender mais sobre o que é o Letramento e como usá-lo com vigor nos processos de alfabetização.

Para se alfabetizar bem, se faz indispensável entender os caminhos já percorridos pelos alunos e compreender o universo lingüístico de cada para se iniciar esse processo. A criança já chega à escola, com um rico vocabulário, aprendido em casa, com a família, e tudo isso não pode ser desperdiçado, mas potencializado e associado a esse universo de conhecimento trazido por ela, compondo um campo favorável a aprendizagem e construção da base alfabética e grafocentrica. É errada a concepção de só por serem crianças, os alunos não tem condição de contribuir com seu processo de alfabetização, e se nos professores passamos a ouvir melhor nossos pequenos, teremos um vasto conteúdo para aproveitarmos nas aulas.

O aluno adulto tem um vocabulário maior e mais rico que a criança, e estar inserido em outros ambientes como o trabalho, a Igreja, o sindicato entre outros, isso comprova a condição de se alfabetizar de forma diferente a criança do adulto. A inserção do adulto nestes diversos espaços faz com que ele use a linguagem de forma diferente da criança, ele se envolve em outras práticas de leitura, e utiliza a escrita num maior contexto do que a criança, comprovando assim a necessidade se alfabetizar com vertentes diferentes.

As práticas de leitura que tanto a criança, em menor escala, como o adulto, são indispensáveis para a aquisição dos signos lingüísticos, processo de alfabetização. Essas práticas são o Letramento, pois conforme Soares (2002) o Letramento é uma prática social:

[...] perspectiva sociológica da alfabetização, que tem a leitura e a escrita como práticas sociais, pesquisa as relações entre e as características sociais dos que exercem, como nível de instrução, origem, profissão, sexo, busca determinar o quê e como lêem as pessoas, as motivações para a leitura e a escrita, o valor simbólico da escrita em diversos contextos, o lugar da leitura e da escrita na hierarquia dos bens culturais.

 

Percebemos então o Letramento como um fator preponderante para a Alfabetização e não apenas um instrumento como pensa muitos professores. O Letramento não substitui a Alfabetização, um não é mais importante que o outro, e sim ambos necessitam caminhar juntos para que o processo de alfabetização tenha ganhos. Por ser uma prática social, ele advêm do dia a dia das pessoas, pois fazemos usa da língua antes de entramos na escola, e essa forma de usamos a linguagem tem ligação com nossa cultura, com a comunidade onde vivemos, com as pessoas que nos relacionamos e esse leque se amplia quando falamos de alunos jovens e adultos.

Um desafio encontrado por muitos professores é de levar as práticas de letramento para a escola. Acredito ser um trabalho de conhecer os caminhos feitos pelos alunos, o conhecimento da realidade como nos diz Freire (2005), e ter isso como fator problematizador nas práticas pedagógicas. Conhecer a vida pregressa da criança é bem mais fácil, pois um aluno com 6 anos, em sua maioria, teve poucas ou quase nenhuma experiência alem do convívio familiar e da pré-escola, mas isso não nos dispensa em saber dele um pouco sobre sua vida. Já o aluno adulto, e a depender de sua idade, os caminhos foram inúmeros, e como certeza, esse aluno já esteve e está inserido em varias práticas de letramento, e muitas delas foram a responsável de sua ida ou retorno a escola.

A escola, segundo Kleimam (1995) é a principal agência de Letramento, ou deveria ser. As práticas desenvolvidas na escola devem estar repletas de eventos de Letramento, e a autora pontua que a principal prática escolar é a da Alfabetização. A questão ainda a ser vencida é do tipo de evento ou prática de Letramento exercida na escola, pois ainda ficamos restritos a aquisição dos códigos lingüísticos, fixamos nossa metodologia para a aprendizagem do alfabeto e dos números, nos preocupando em dar aos alunos condições de escrever o seu nome e ler pequenos textos, reduzindo o Letramento ao próprio processo de Alfabetização.

Soares (2004, p. 226) amplia essa afirmação quando classifica o Letramento em escolar e social, onde o primeiro se dá a partir das "habilidades de leitura e escrita desenvolvidas na e pela escola' e o segundo como "habilidades demandadas pela práticas da sociedade". Percebo que no exercício do Alfabetização de jovens e adultos, o Letramento social tem uma grande importância, pois a inserção social deste aluno, é um lócus de aprendizagem. Conhecer e estudar as estratégias usadas pelos indivíduos adultos não escolarizados para fazerem uso da língua, é fator propulsor para a prática pedagógica. 

 

DISCUTINDO A FORMAÇÃO DO PROFESSOR ALFABETIZADOR

 

Conforme já pontuado anteriormente, entendo que o lugar da formação do professor alfabetizador deverá ser a Universidade e ou as Faculdades, mais precisamente nos cursos de Licenciatura em Pedagogia, pois as demandas que o processo de alfabetizar apresenta não podem ser totalmente respondidas por um profissional sem o preparo acadêmico e prático oferecido por estas instituições de ensino. Neste sentido apresento minha crítica ao Estado Brasileiro em não possibilitar aos alunos jovens e adultos dos programas de Alfabetização, professores com esta formação, ou em processo de formação superior, preferindo profissionais com pouco ou nenhuma formação para a docência, conforme minhas observações como também, em pesquisas já realizada por autores referencia (RIBEIRO, 1999; VÓVIO E BICAS, 2005; OLIVEIRA E PAIVA, 2004 e SOARES, 2005 e 2008) onde apresentam a falta de política de formação de professores para EJA e necessidade a formação superior, confirmando minha discussão.

A questão da falta de formação é para mim algo a ser discutido sempre, e para de alguma forma contribuir com uma formação diferencia, senti a necessidade de organizar esse curso para os professores alfabetizadores de EJA e posteriormente para acadêmicos de pedagogia e de outras licenciaturas. Os temas debatidos durante o curso foram os mais recentes a cerca dos estudos sobre alfabetização de adultos, e percebi que tantos os alfabetizadores do TOPA como os alunos de cursos de licenciatura tinham poucas informações sobre como é a prática docente nestas classes, que tipo de conteúdo é trabalhado, como é o currículo e qual o impacto da prática docente na vida dos educandos.

Observei que a problema da formação vai além da falta dela as pessoas que não teriam condições formativas de estariam regendo a classes de alfabetização de EJA, mas também havia falta de formação e informação aqueles que estavam se preparando para assumir validamente essas classes, o que agrava mais a questão da formação, tão debatida e discutida por vários autores, alguns deles citados por mim neste texto. Falta se falar sobre a EJA, de forma concreta e sobre seus processos educativos.

Nossas discussões sobre currículo e prática docente não poderão ficar apenas no âmbito da alfabetização, visto o grande número de duvidas que foram surgindo por cursistas. A pouca oferta de material didático foi uma das principais queixas dos professores, ou conforme eles mesmos colocaram, eles acham os livros de alfabetização de adultos com "assuntos de 5ª série". Percebemos ai a falta de formação para a aprendizagem de pessoas adultas, pois elas não compreendiam o porquê uma turma de alfabetização tinha temas que classicamente só abordamos em turmas mais avançadas do ensino fundamental. Para esses professores, os conteúdos a serem trabalhados nessas classes seriam os mesmos trabalhados nas classes com criança, já que para eles também era alfabetização.

O mesmo fato foi comprovado em minhas visitas as turmas do programa TOPA. Práticas alfabetizadoras não recomendáveis como o cobrir letras, o uso exclusivo das famílias silábicas, a copia, bem como o uso de livros de alfabetização de criança, mesmo o programa oferecendo livros de boa qualidade. Quando indagava os professores o porquê do uso destas práticas e do livro para crianças em vez do livro do programa, as resposta eram as afirmações que ouvi de outros alfabetizadores no curso de formação: "o livro tem assunto de 5ª série a eu acho mais fácil usa o livro de alfabetização das crianças". E o que era mais surpreendente que estes alfabetizadores receberam formação de 40 horas antes de atuarem nestas classes, onde se tratava sobre práticas alfabetizadoras própria para alunos adultos, o que a nosso ver, essa formação não obteve êxitos.

Acredito que isso é reflexo do grande número de alfabetizadores do TOPA que trabalha em classes de alfabetização de crianças, e acabam reportando as atividades feitas durante o dia com os alunos da noite. Vemos isso acontecer também nas escolas regulares, professores de classes diurnas são os mesmo das classes de EJA, e esses repetem a metodologia e a atividade aplicada com crianças e adolescentes. Percebemos assim que o fator formação docente não é apenas o necessário para a melhoria das práticas de ensino, mas sim uma formação voltada para a especificidades da EJA, preparando melhor os professores para o trabalho docente. Já existe formação, mas essa precisa ser de qualidade e atingir os objetivos da aprendizagem de pessoas adultas.

 

INCONCLUSÃO

 

Pude perceber a variedade de problemas que impendem a construção de boas práticas alfabetizadoras nas classes de EJA, e esses fatores vem se agravando a cada dia, fruto inicialmente da falta de políticas publicas para a formação de professores, em especial os que trabalham com EJA, como também de uma preocupação em que esta preparada para ser educador o não.

Acredito ser inapropriada a escolha de pessoas com o ensino médio ou o magistério do segundo grau para atuarem como alfabetizadores nos programas organizados pelo Estado Brasileiro. Isso for percebível desde o momento do curso de formação continuada proposto por mim, como durante o período que acompanhei os alfabetizadores do programa TOPA. A confirmação disto são todos os problemas latentes nas classes visitadas e que surgiram durante o referido curso por mim organizado, como no curso organizado pela agência formadora do programa de alfabetização, da qual eu presto serviço, e pude acompanhar também os alfabetizadores neste período formativo.

Minha insistência em afirmar a necessidade de se colocar professores graduados em nível superior ou em formação superior para atuarem nessas classes se comprova devia a temas básicos do processo de alfabetização que aprendemos na academia e não são de conhecimentos destes educadores, como a construção da consciência fonológica e fonêmica, os níveis de escrita e a mediação da aprendizagem. Percebo que mesmo com todo esse conhecimento teórico e prático, alguns professores não conseguem ter êxito com o trabalho com jovens e adultos, repetindo as mesmas atividades usadas com crianças e adultos, o que já foi pontuado.

Uma formação de 40 horas, tempo da capacitação oferecida pelo programa TOPA, aos futuros alfabetizadores, é insuficiente para mudar a concepção de educação e de alfabetização das pessoas que trabalham já há anos com metodologias vistas como incongruentes com o processo de alfabetização, falo aqui das pessoas com magistério do segundo grau, ou com pessoas que nunca tiveram formação para a docência, pois muitos vêem esse programa como uma oportunidade de emprego.

Ampliar cada vez mais as reflexões e discussões sobre Alfabetização e Letramento nos cursos de formação docente. Investir numa melhor formação voltada para a realidade da aprendizagem do aluno jovem e adulto, como também da trajetória de EJA no Brasil, seria um dos pontos que considero como urgente para ser colocados em prática. Ainda é escasso nos cursos de formação de professores, discussões concretas sobre a Educação de Jovens e Adultos como também a consolidação do reconhecimento da mesma como modalidade educacional.

A formação necessita proporcional ao formando uma mudança de concepção de alfabetização, para isso é indispensável à relação teoria-prática, levando os futuros professores a vivenciarem situações de aprendizagem tanto com crianças como com adultos, fator importante a ser debatido na formação do Pedagogo, que para nós seria o profissional mais adequando para a alfabetização. A elaboração de bons materiais didáticos para o trabalho com EJA, a fim de evitar a reprodução de atividade por parte dos professores, como também por parte dos próprios livros de alfabetização já elaborados.

REFERENCIAS

 

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 45. ed.. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.

KLEIMAN, Ângela. (Org.) Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas: Mercado de Letras, 1995.

MOURA, Tânia Maria de Melo (org). Educação de Jovens e Adultos: currículo, trabalho docente, práticas de alfabetização e letramento. Maceió: EDUFAL, 2008.  

SORAES, Magda. Novas Práticas de leitura e escrita; letramento na cibercultura. Revista Brasileira de Educação, vol.23 n. 81. campinas, São Paulo: Cedes, 2002.

________________. Letramento e escolarização IN. RIBEIRO, Vera Masagão (Org.). Letramento no Brasil: Reflexões a partir do Inaf 2001. 2. ed. São Paulo: Global, 2004

 

[1]Programa do Governo do Estado da Bahia, similar ao Programa Brasil Alfabetizado.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/no-pontape-da-formacao-relacoes-entre-alfabetizacao-e-letramento-nas-praticas-escolares-5368969.html

    Palavras-chave do artigo:

    formacao alfabetizacao letramento

    Comentar sobre o artigo

    Maria Alves

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