O Construtivismo de Piaget e Vygotsky

Publicado em: 31/05/2012 |Comentário: 0 | Acessos: 762 |

Uma  síntese  para entender a teoria do construtivismo de Piaget e Vygotsky.

No século passado,  apareceram   teorias nas áreas da psicologia educacional.  Os dois principais autores, Piaget e Vygotsky, o  pensamento ao que de denomina de construtivismo.

 A  psicologia cognitiva do momento,  propõe  que o  conhecimento seja construído em ambientes de interação social,  e, estruturados epistemologicamente  dentro de um propósito sintático em direção a analise do entendimento da elaboração da construção, a ação como sujeito.   

 Cada aluno constroi seu próprio aprendizado num processo de dentro para fora baseado em experiências de fundo psicológico,  negando em parte método o  tradicional empírico.

 Do  mesmo modo logicamente,  não aceita aquilo que se denomina processo de síntese, isso a posteriori,   como movimento metafísico, a negação da realidade enquanto tal, o que não  é possível a um sujeito construtivo.

Os autores desta perspectiva procuram  defender  o comportamento humano  numa lógica  em que sujeito e objeto,  dialetizam  em uma dinâmica fruto da   construção e reconstrução de estruturas cognitivas.

 Nessa etimologia,  o sujeito é aquele que aprende a construir o saber,   não apenas ser receptor como metodologia reprodutiva, a pessoa ou o aluno,  como mero receptor sujeito a uma ação,  que vem dentro da razoabilidade externa.   O professor com transmissor de um saber pronto,  sem ação ao tempo histórico.

Piaget de certa forma priorizou mudanças  necessárias  à epistemologia  de Kant, isso em referencia a acepção  do  conhecimento,    pelo fato que  no seu entendimento  não existe nenhuma acepção,   a lógica da  categoria de entendimento "a priori"".  Como de certa maneira,  era aplicado em algumas pedagogias sintéticas.

 A ideia  de tempo, espaço e a definição da lógica aplicada,   de raciocínio  construído pelo indivíduo através da ação em modificação,   dialética com o ambiente substancial das diretrizes do movimento.

 – Vygotsky  enfatiza  o papel  determinante cultural na formação das estruturas comportamentais.

Existe   uma  determinante da cultura, como comportamento padronizado, na definição do sujeito em ação, desenvolvendo também papel de objeto.

 O  construtivismo defende a   ideia,  que o aluno como sujeito fabrica o seu  conhecimento, isso em referencia aos  aspectos  necessários a cognição, tantos aos  aspectos  sociais do comportamento como dos atos do saber e da defesa da ação do entendimento como movimento  político.

Com efeito,  o   aluno não  é um mero produto da cultura antropológica,  muito menos apenas o  resultado de suas disposições psicológicas internas,  isso sim uma proposição,   para uma pedagogia   construtora do próprio movimento em ação libertaria.

 O que acontece a cada dia, formula-se como determinações, a pontuação da interação entre determinantes. O aluno como sujeito e as interações do meio, a questão sócio econômica,   e,  outras mediações da ação psicológica cognitiva.   

Como resultado da lógica construtivista, o conhecimento não poderá ser uma cópia fidedigna   da realidade, mas, antes de tudo o esforço a  uma construção do ser humano".  Não deveria a princípio contrapor as anuências sintéticas, já elaboradas, nos aspectos determinantes do aluno como sujeito da ação.

Vygotsky  entende  o sujeito como um ser eminentemente político e consequentemente social,   na formulação da dialética  marxista, o conhecimento  é tão  somente  produto social. Motivo  pelo  qual  sustenta que todos os processos são  psicológicos e naturalmente cognitivos epistêmicos.  

 .

Defende  que  todos os processos de conhecimentos construídos,  linguagem, raciocínio, etc,  são formulados  no contexto da cultura antropológica, mimeticamente, posteriormente  se internalizam.

Mais tarde transformam-se  em  mecanismo com composto substancial na construção de novos conhecimentos, a elaboraçao  não se desenvolve de um ponto zero na formulação do saber.

Piaget  como  construtivista  desenvolveu    uma acepção  chamada de Epistemologia Genética,  ou   o fundamento da  Psicogenética, a qual  na sua base sistemática, ele defende que a pessoa  desde o seu nascimento, constroi o conhecimento, nega aqui,  em parte os chamados processos globais de sínteses.  

Esta teoria é aceita na sua essência como  concepção construtivista da formação da inteligência. A pessoa como sujeito,  tem  certa relatividade no desenvolvimento do conhecimento,  como formulação do saber.

Piaget enxerga o professor, nessa dialética da construção como um espectador que ajuda na construção, orientada ao desenvolvimento do mecanismo da ação do aluno,  como sujeito e dono do entendimento.

 Nesse  sentido a pedagogia da construção não é um método que ensina, mas ajuda na fabricação do saber. Conhecer é fazer se apenas, a uma dinâmica da liberdade em busca relativamente do novo ou seja,  do  saber. 

  Mas também o professor poderá ser um  favorecedor dos processos de descobrimento autônomo de conceitos,   como um agente natural e  que pode intervir essencialmente  na assimilação do conhecimento.

Nesse sentido o conhecimento não é só construção, até porque à ação cultural é contínua e reprodutiva, não apenas nas ciências como também nas ideologias.

A cultura é  uma  ação dialética, no fornecimento do conhecimento construído  que  se realiza  pela vontade livre da fabricação do saber,  e,  no que foi formulado pelas  sínteses anteriores.

  O  conceito  da pedagogia e suas ações libertárias, o saber nesse aspecto tem uma pedagogia de movimento duplo na construção e do aluno como sujeito.

A epistemologia de Piaget procura dar em  nossos   dias uma etimologia completa para o  desenvolvimento cognitivo do aluno,  na ação  da elaboração  para a pedagogia da construção do saber.

Movimento do sujeito como dono da elaboração epistemológica  esse é o dado que  podemos  assim dizer utópico da sua psicogenética.

Isso no rumo do  entendimento,    tanto pela quantidade de fundamentos que determinam o desenvolvimento do saber cognitivo que vai  do nascimento até a idade necessariamente adulta, por outras palavras a vida toda.

Para  Piaget  influenciado pela filosofia de Locke, percebeu naturalmente que  o comportamento cultural dos homens  não é inato, nem resultado do   puro condicionamentos.

Para ele o  saber e o comportamento são   apenas construídos  numa dialética permanente resultado da interação entre o meio e o indivíduo.

A sua  epistemológica (epistemo = saber; e logia = estudo do conhecimento) é determinada por  uma ótica substancial  da conhecimento.

 O saber da pessoa, como relação  a momentos  novos, com efeito,  está relacionado com a diversidade  da interação da pessoa  com o meio.

 Em análise,   quanto  mais  for diverso essa complexidade,   maior será  a interação,  não será  mais inteligente como pessoa, mas  também, como sujeito e dono da construção.

 Um  caminho respaldado pela liberdade. Saber é de certo modo libertar das ações opressoras da construção, o sujeito como agente.

Epistemologia genética e a relação com o meio, é o   estudo de como se elabora-se   um conhecimento para outro,  como dialética da  superioridade.

 O  acúmulo dos processos de sínteses, ajuda na definição da ação do individuo, como ação responsabilizadora.

 Interação:  fundamento da ação  psicológica que desenvolve a elaboração  do comportamento,  é uma construção resultante do envolvimento  do organismo com o meio em que está localizado.

 Esta  ação  valoriza tanto  o organismo como  o meio. Caminho metodológico pelo qual deve seguir toda ação da construção.

A lógica  do conhecimento construído,  o que deve ser considerado. O fundamento   da  construção,  determina em síntese o entendimento como força de representação da realidade,  em lógicas  organizadas dos fundamentos  que se relacionam entre si.

Numa perfeita ação de construção permanente, cujo conteúdo de sustentação determina-se pelo próprio método, na sua jurisdição permanente, a liberdade da ação designa a prospecção do ato da natureza sintética do homem como  sujeito.

 O aluno cada vez mais se desenvolve seu ato libertário da criação, como voar a uma direção infinita atendendo as diferentes modulações,  possibilitando uma substância de  permanência no tempo.

Por outro lado, com veemência, conserva-se o  mecanismo,  os quais servem ao próprio fundamento necessário ao desenvolvimento da ação construtora.

Mas ao mesmo tempo estão submetidos a processos de mudança que modificam os sistemas construídos a cada momento, que vão  modificar os sujeitos já determinados  em novas essências mediadoras, isso significa que o sujeito construído é sistemático,  e,  não tem tempo histórico. 

Pequena resenha,  para entender o pensamento construtivista, particularmente a elaboração do construtivismo de Piaget.

Trabalho elaborado por:

Professor Edjar Dias de Vasconcelos.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/o-construtivismo-de-piaget-e-vygotsky-5950201.html

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    nopsicologia educacional

    ,

    piaget

    ,

    vygotsky

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