O Currículo e o exercício profissional : o docente face aos desafios sociais na transição do século

05/06/2010 • Por • 4,603 Acessos

O Currículo e o exercício profissional : o docente face aos desafios sociais na transição do século.

Jorge Rocha Gonçalves

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Resumo: mostrar as mudanças necessárias no oficio do professor, diante da realidade presente nas mudanças sociais e ecnômicas.

Palavras Chaves:  transição, oprimido, incentivação.

A transição do século, trouxe novas exigências ao procedimento do ensino e a participação na escola. (Alves. 2004). Demonstra em seu artigo publicado no livro Cotidiano escolar, formação de professores (as) e currículo, organizado por FERRAÇO, que:

"Neste texto pretende – se dar conta de mudanças que ocorreram em Portugal ao nível de currículo no mosaico do século e dos desafios que as medidas que configura essas mudanças e as ideologias educativas que as apóiam e transportam para o exercício profissional dos professores e educadores".

Diante da implantação das modificações, o desafio oficial e legal do currículo escolar, volta – se ao contexto social, resguardando um currículo comum nacional, mais, conciliar quantas adequações necessárias.

A nova introdução dos conteúdos produzidos pelas relações sociais no conteúdo em sala de aula, traz a realidade, uma reflexão coletiva, produzindo a leitura do mundo, desmistificando o caráter da alienação, incentivando a criticidade a partir das diversidades locais, ou uma celebração, desde si em direção ao nós. Assim a concepção do currículo enfatiza a vivencia dos alunos e das alunas diante dos problemas reais que ocorrem na comunidade instalada ao redor da escola e dentro dela.

A crença em uma prática que estimule os educandos a uma reflexão sobre o mundo em que vivem, estabelecendo as relações entre o saber escolar e a intervenção social na perspectiva de formar uma positiva participação.

A opção pedagógica diante de o lugar impar em que constitui cada organização coletiva local, apesar da cultura do silencio, imposta pela necessidade de poder exercer a função de transmissor do conteúdo, não amplia a discussão ou participação sobre a educação para a libertação.

O oprimido muda de lugar diante das novas potencialidades de educar, invertendo o principio democrático, para antidemocráticos. Essa conduta torna – se impar na conduta, para a busca do conhecimento, derivado diretamente da vontade do querer uma nova condição.

A cidadania deixa de ser uma expectativa para ser uma tendência gradual de uma formação deformada pela intransigência do sistema político aristocrático implantado nos países periféricos, hoje emergentes de uma economia em transição mais com uma população ainda oprimida e possuidora de baixa escolaridade, presente na escola e nas suas atividades, inclusive, devido ao fato dos professores não entenderem a importância da formação dos saberes e como incentivar essa busca na sua formação.

Nesta participação, o currículo praticado continua a sua existência, sem alteração, fortalecido pelo inconsciente imaginário dos atores da arte de ensinar, no qual, inicia uma discussão descabido de um currículo especifico distinto e fundamentalmente econômico para cada local com produção especifica. Pernambuco volta – se hoje a escola com disciplinas voltada a atender o modelo econômico das regiões produtoras de determinados produtos economicamente lucrativo, como o pólo do geseiro e de confecções no agreste e sertão do estado.

A cultura nesta abordagem fica devidamente voltada a projetos particulares e incentivada por grupos específicos ou de interesse familiar, é o caso da casa de Lampião e a dança criada pelo o seu bando o xaxado, como também, o museu de Luis Gonzaga devido as muúsicas de sua autoria, que promoveu a arte do estado e novos artistas e também, o museu do barro, sobre as criações artísticas de Vitalino, estes tornaram – se modelos de lutas familiares para preservação das artes que transformou a região de onde originaram seus criadores.

O importante nesta fase de mudanças a partir da construção coletiva vem a ser a participação no sentindo de transformar o que não estar funcionando adequadamente, garantindo a inovação racional dos participantes da coletividade na escola e na comunidade circunvizinha.

O reconhecimento do currículo como um instrumento eficiente de controle na relação de poder, tornando desiguais os níveis de aprendizagens e de ensino dos agentes educativos. O sucesso na qualidade da escola encontra – se no principio da igualdade, onde  (idem). Descreve com a "ruptura com a tradicional divisão social do trabalho escolar", onde uns executam o que se acorda nas diretrizes curriculares determinados fora do sistema de ensino.

A incentivação de um exercício profissional crítico e ativo, organizado em suas atividades, tornarão o currículo um elemento voltado ao desempenho do trabalho escolar de qualidade, intencionalmente voltado a desestimular os atores escolares a uma apatia, concretizando assim a falta de uma conscientização no sentindo de transformar a situação pedagógica existente e sem uma objetividade útil a realidade da vida em constante construção.

Entender também o currículo como um controlador da ordem política – social, vem a ser um componente importa nessa busca de novas tendências na prática de ensino para a atualidade, mais requer essa atitude, uma visão critica dos trabalhadores e trabalhadoras em educação em sala de aula e essa condição requer uma reforma no pensamento e na atitude de ensinar e aprender.

Buscar a compreensão da realidade passara pela analise pessoal, do conjunto e da estrutura dada para as ações pedagógicas, a questão a ser tratada será a de não estabelecer a infra - estrutura como condição essencial em um novo perfil do educador e aprendiz, apesar de ser importante, mas acredito que o trato de reafirmar a busca de uma nova pessoa na escola e fora dela, será mais importante no momento. A questão de uma nova formação humana.

Geralmente, mais importante que lutar por um espaço físico apropriado ou não, necessita é conscientizar o aluno a ter mais cuidado com ele mesmo e com o patrimônio onde se relaciona, pois encontramos escolas publicas que obtiveram recentes reformas físicas em condições ruins após alguns dias de execução dessa reforma, onde o aprendiz em sua condição mental continuou a deformar o prédio.

A desorganizada e sem criticidade, colocou o professor e professora como refém e a escola como local dessa desordem, por isso será importante fornecer ao aluno e aluna, os novos critérios necessários ao conviver em grupo e com o meio, principalmente, enfatizando sempre, que os humanos são elementos comuns ao ambiente que vive, estes estão integrada, e afeta sua condição de ter uma vida mais satisfatória a sua realidade.

O ciclo das abordagens venha a ser desenvolvido, onde o professor recolha e analise um tema academicamente formado, analise e proponha novos aspectos e leve a sala de aula com a finalidade não de uma verdade absoluta, mais de um conteúdo a tratado e refeito de acordo com a vida latente na sala de aula, trazida pelos alunos e alunas e seus modos de entender a complexidade das suas relações entre si e com os outros.

O ensino legitima – se em um conjunto de idéias e práticas, voltadas a tirar os extremos e passar a ter um caráter diante de si mesmo e um procedimento emancipatorio perante a extensão do conhecimento e de suas especificidades no contexto com a inibição do silencio.

Nesta condição o exercício profissional exige a busca contínua de novos caminhos na prática de ensino, formando outras atitudes diante das realidades apresentadas, colaborando assim na visão progressista do buscar a entender os fenômenos, com seus próprios interesses e levar a socialização as suas duvidas e pensamentos.

A construção do saber a partir do entendimento antropológico, de que o homem não vive e aprende só, mais em situação recíproca de compreensão dos fatos decorrentes da vida em comunidade.

A introdução dos conceitos de qualidade advindo do Taylorismo e do Fordismo, aplicado a escola, detém a condição de controlar os trabalhadores em educação no seu oficio.

O entendimento do trabalho derivado da máquina, resultando no conceito econômico, onde Taylor identifica como um jogo mecânico de produção e resultados, que esvazia a historia a ser escrita na ação do saber – fazer diante do saber não sistematizado.

A visibilidade ao real demonstraria os equívocos, as falhas, as situações atípicas e o imprevisto, devido as relações humanas.

O currículo real, não é estático, por isso, a sua pluralidade não aceita a modelização do trabalho docente.

O fazer sendo ontológico confunde – se com o próprio processo de criação de si, assim, os educadores em seu exercício criariam novas relações entre o conteúdo e o ensino.

Existe uma relação no exercício do ensino que vem a ser o ato com o aprender, esta dualidade que se completam, pode estar sendo comprometida pela falta de entendimento, de que ao ensinar também si aprende, segundo Paulo Freire.

O ensino não é uma aventura sem destino, necessita ter um alvo a atingir, essa condição ocorre devido a responsabilidade ética, política e profissional ao ser docente.

A formação critica do educador, vai deixando claro que ela requer uma formação permanente para ensinar e também se abrir ao novo e aceitar a tarefa de formar  novos hábitos a si e aos outros.

O primeiro habita dessa caminhada, é o de estudar, refazendo o caminho de ida e volta para aprender, não ultrapassar uma pagina em antes entender o contem nela e encontrar mecanismos mais adequados e eficientes para repassar o que esta contida no contexto a ser abordado.

A leitura requer a curiosidade e o engajamento na compreensão dos acontecimentos na leitura do mundo.

O fato de ouvir completa a grandiosidade da relação entre a linguagem e a interpretação dos fatos, co-relacionando com a palavra, dessa forma, se cria a condição de fazer cultura, desfazer o silencio.

O fato de desvalorizar os conceitos criados, não pode interrompe o afloramento do linguajar simples de explicar as coisas, principalmente, diante dos conceitos abstratos.

a\leitura do contexto e sua relação com o contexto, necessita ser uma relação de aberturas a potencialidades não de verdades absolutas.

Forjar a relação entre o que lê e vê, inibi a desmotivação do querer entender o porquê das diferenças e indiferenças a sua volta.

Faz – se necessário introduzir o corpo no ato de atuar como ferramenta apropriada a valorização da natureza e da formação histórica da sociedade.

Fazendo valer a caracterização própria do homem de aprender a aprender, sem pensar que aprender tenha um gosto amargo e é dispensável aos portadores de algum grau de escolaridade e do oficio executado.

O estimulo desde infância ao gosto de ler e analisar o que se ver ao redor, facilitara no período da escolarização a inibição do analfabeto funcional, típico das condições atuais de como encontra – se a escola.

A necessidade de pensar, ler e escrever torna – se em nossos dias, um desáfio oportuno para a evolução constante do agir em torno do idealismo transformador da realidade efêmera.

O mecanicismo que venha ser substituído pela arte, vigoror de reflexão sobre os fatos apresentados no dia-a-dia.

A maior contribuição dessa manifestação em si submeter a uma abordagem nova de pensar e agir na sala de aula e fora dela, inicia na arte divinal de começar a si transformar, não fechado – se para o mundo real, diferente dos transcritos nos livros.

Referências

- LEITE, Carlinda. O currículo e o exercício profissional docente face aos desafios sociais desta transição de século. Org./ FERRAÇO, Carlos Eduardo. Cotidiano escolar, formação de professores (as) e currículo escolar. Cortez. São Paulo. 2005.

 

 

Perfil do Autor

Jorge Rocha Gonçalves

Sou professor técnico da secretaria estadual de Educação de Pernambuco. se preparando para terminar o mestrado em Ciências da Educação e...