O Desenvolvimento da Filosofia Patrística no Ocidente

27/11/2012 • Por • 166 Acessos

O que foi a Filosofia Patrística.

Períodos da Idade Média.

No século V aconteceu um fato muito importante para o mundo ocidental, a queda do império romano do ocidente, que existiu praticamente a partir do ano 286. Período de relevância para estudar e entender o que foi o movimento da Escola Patrística.

Quando o imperador Deoclesiano dividiu o império, em 476, outro fato de fundamental importância, que foi a invasão do império pelos povos bárbaros.

O império romano não teria desagregado com toda certeza se não fosse uma ação dos povos bárbaros e nem mesmo o cristianismo teria acontecido.

Os povos bárbaros de diversas tribos diferentes umas das outras, possuíam suas próprias religiões, suas crenças e os seus valores eram completamente opostos não apenas do povo romano, mas do próprio cristianismo.

A conversão das tribos  a princípio teve como fundamento a unificação delas  para ocupar espaços que individualmente não teria sido possível, a fé seria de certo modo um oportunismo político e social das tribos discriminadas.

Aos poucos essas tribos foram efetuando um fenômeno inexplicável se convertendo ao cristianismo, fato que levou a Igreja, ou seja, o cristianismo como força ideológica ter muito poder. A Igreja transformou-se na grande força institucional da Europa.

O período que constituiu a Idade Média, em dois períodos básicos, aquele que corresponde historicamente à alta idade média, que vai dos séculos V ao X.

O outro espaço que corresponde à baixa idade média, que vai dos séculos XI ao XV. A idade média já foi considerada por muitos, com o período das trevas, ou seja, época que não produziu nada de significativo.

As pessoas eram movidas por crenças, as quais hoje são consideradas absurdas, isso só para ter uma ideia desse período, a irracionalidade ocupava lugares de coisas e atos que teriam que ser mais racionais.

Outros historiadores e filósofos discordam como se Idade Média não tivesse produzido nada. Com efeito, esse período não foi tão cruel como é descrito, a História cumpre fases normais para o seu próprio tempo e não teria como ser diferente.

Foi exatamente nessa época que surgiu a Filosofia Patrística, já no período da decadência do império romano, o que aconteceu exatamente no século III.

Uma grande produção filosófica, particularmente a Filosofia elaborada por Santo Agostinho fundamentada na Filosofia de Platão, ressalvando, sobretudo, os preceitos da alma.

Como se o espírito fosse separado do corpo, que salvaria de acordo com fundamentos éticos e espiritualidade elevada, para um suposto paraíso eterno.

A Filosofia cristã constituída por um conjunto de crenças, pensamentos que o clero tinha a respeito daquele período da história.

A Patrística constitui numa visão racional dos princípios religiosos do catolicismo oficial daquela época.

Então a Filosofia Patrística foi com toda certeza a formalização da doutrina das verdades, no uso racional da fé em defesa essencialmente do cristianismo, contra qualquer outra doutrina.

Visões contrárias à fé no cristianismo católico eram condenadas, as quais a Instituição oficial do santo ofício, estabelecia como critério herético, o que levava naturalmente a condenação.

Com efeito, as ideias desenvolvidas nesse período, procuravam exatamente por meio da Filosofia, explicar como se dava a relação especificamente entre a fé e a razão, a Filosofia era exatamente a grande serva da Teologia, para o fundamento da exegese transcendental.

Procurava também explicar a natureza de Deus, e, como a vida não teria nenhum sentido fora da Instituição religião.

Viver fora de Deus, seria como mergulhar na escuridão e não encontrar nada que garanta a existência da finalidade de Deus e naturalmente do homem, a certeza da condenação ao inferno.

A Filosofia da época procurou formular a importância da moral, e, colocou a mesma como critério para salvar o homem da sua condenação as trevas.

Atingir-se ao céu, era a finalidade se nada estivesse contra o procedimento da vida. Os autores desse tempo dava fundamental importância para alma, o grande sentido da existência, era exatamente a defesa da existência dela.

O clero que controlava esse tempo e que elaborou academicamente esses preceitos, que representavam a Patrística, era muito importante que o povo controlasse seus ímpetos.

Tudo com a finalidade de equilibrar a paixão por meio da racionalidade e evitar dessa forma o pecado. Com o uso imprescindível de uma ética essencialmente rigorosa para o próprio tempo.

A Filosofia Patrística buscou seu fundamento na Filosofia grega antiga, afirmando ser a expressão da verdade, isso na elaboração Patrística.

Quanto à Filosofia anterior não tinha encontrada a verdade por dois motivos, o primeiro deles, a Filosofia não tinha até então sido o instrumento para a Teologia.

A segunda razão, Deus ainda não se tinha manifestado para a Filosofia e particularmente para Patrística, como a verdadeira fonte da verdade.

Edjar Dias de Vasconcelos.

Perfil do Autor

Edjar Dias de Vasconcelos

Bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção - Arquidiocese de São Paulo com graduação máxima no...