O Diálogo na Sala de Aula: um desafio na prática de ensino

Publicado em: 22/04/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 2,318 |

O Diálogo na Sala de Aula: um desafio na prática de ensino.

 

Jorge Rocha Gonçalves

j.rocha60@yahoo.com.br

 

Resumo: o processo da comunicação na sala de aula, na zona Oeste de Recife, tem demonstrado a falta de um caminho proveitoso e prazeroso no dia-a-dia do ensino e aprendizagem. O distanciamento entre si dos sujeitos na busca do saber é um dos motivos que levam a falta de um entendimento na formação do conhecimento. A comunicação entre as partes integrantes do espaço de aprendizagem tornou – se um local de conflitos e de interesses diferentes do disposto historicamente para a escola. O método utilizado vem do pensamento Freiriano.

Palavras Chaves: comunicação, tecnologia, diálogo, sala de aula, TIC.

Encontramos hoje nas salas de aulas, de forma explicita, as diferenças existentes entre os participantes do ensino e aprendizagem na forma de agir, pensar, se vestir, gesticular, falar e principalmente, o modelo mais recente dos equipamentos tecnológicas nas escolas públicas do Recife.

Esses equipamentos vão desde modelos mais simples de celulares, como os mais recentes e de alto custo, bem como, a utilização de outras tecnologias, tais como o computador, que está presente no laboratório da escola, nas lan houses mais próxima da casa do estudante ou da escola ou o qual a família usa para suprir suas necessidades de comunicação.

O que então, considera de condições diferenciais na relação de aprendizagens na sala de aula, com o distanciamento entre os sujeitos da aprendizagem?

O ponto de partida, seria o fato de diminuir as distancias ente os sujeitos da escola, inclusive, os fixos e fluxos, ou seja, aqueles onde encontram – se diretamente vínculado a escola os fixos que através da matricula passam a ocupar as salas de aulas e os espaços existentes da escola, e os fluxos, que participam de forma indireta, através de visitas diarias na escolal, ou em determinados momentos no ocupam os espaços destas.

os fluxos, geralmente são identificados como não pertencentes a comunidade de aprendizagem, mais em muitos casos, como intrusos, invasores ou perturbadores do ambiente escolar, sendo assim, eliminado totalmente dos procedimentos culturais que poderiam fazer parte da formação escolar, para o estudante fixo e incentivo para participação dos fluxos.

Não podemos colocar a comunidade fora da escola, dentro da escola, só em datas comemorativas, ou em determinada época necessaria a necessidade extrema da escola, estes necessitam serem elementos típicos das diversas abordagens no fazer escolar.

A Comunicação e a tecnologia vem avançada de forma constante e peculiar as suas necessidades e de forma cada vez mais atual e voltada a sociedade de massa e de consumo desenfreado, onde a mídia tem um grande poder de penetração.

A comunicação que vinha sendo realizada na historia, através da escrita em punho e levado aos seus receptores a pé, em lombos de cavalos ou mulas, desbancou para o telégrafo, a máquina de datilografia, o computador e agora a internet, e este vem recheado não só de palavras, mais de multiimagens, cada vez mais aprimorada e voltada a cada dia, para apresentar o real de forma instantânea, o mais claro possível e imediato.

Neste âmbito, a televisão vem conquistando seu espaço de forma inigualável. Mais o grande desafio é tornar essa novidade em atração social, em um modo de penetração agradável na sala de aula, onde encontramos nas escolas da zona Oeste da cidade do Recife, graves problemas de ordem pessoal, originaria da forma de como as famílias se encontram, atingidas, de forma direta, pela ordem social que foi estabelecida, mediante as ações públicas implantada pelos representantes das oligarquias econômicas e posteriormente, na política de sobrevivencia partidária, que predominam em nossa estrutura administrativa e de como o estado se organiza.

A implantação de uma federação voltada a defender os interesses particulares, gerou uma sociedade fechada e distante dos idéais de bem estar social, essa condição permitiu que os grupos voltados à defesa dos interesses sociais, se calassem através da força e foi implantado na sala de aula, o silencio como forma de ser um exemplo para a coletividade e de um estudante aplicada e de bons costumes, segundo FREIRE.1983, P. 39 .  A "cultura do silencio" que foi o marco do inicio e expansão desse domínio, ainda é vista nas salas de aulas em nossos dias, e quando não se encontra nessa condição, se olha claramente, a falta de diálogo aproveitável entre o professor e o estudante, diante dos conteúdos a serem aplicados nas salas de aulas, pois pouco se pergunta e muito se pede para ficar calado, diante de uma sala de aula com integrantes da aprendizagem dispersos e sem nenhum interesse pelo o que esta se levando como tema gerador do ensino, apesar de que, é o termo mais exato para o que hoje se identifica como transposição didática, encontrando – se totalmente comprometida diante das reações dos que fazem a ação pedagógica, mediante a utilização dos equipamentos sempre existente nas escolas. desde sua origem, como local propício ao desenvolvimento de aprendizagens através da sistematização dos conteúdos.

O tema a discutir em sala é o chamado conteúdo oficial e a reflexão volta a ser identificada como bancaria, pois ainda se ouve nas falas dos professores, "as denominações de que os estudantes não querem nada", "é uma perda de tempo", 'que se preparou para dar uma aula, mais quando chega na sala, os alunos só fazem barulho".

São discrições recebidas pelos professores e professoras das escolas visitadas, onde o índice de repetência é elevado, maior que 65% das turmas iniciais do ensino fundamental e 77% das turmas das séries finais do ensino fundamental e médio, são os motivos alegados para essa evasão, é de que muitos se matriculam para receber a carteira de estudante, e depois desistem.

Mais em uma conversa mais prolongados, identifica-se o alto número de aprendizes com notas baixas, em diversas disciplinas, ate a nota zero, ou seja, declarando que o referido estudante não sabe de nada, segundo critérios aplicados pelos professores e professoras.

A situação toma outra peculiaridade diante do que aparentemente se apresenta na escola, a falta de comunicação entre os que fazem a sala de aula, quando encontramos nas salas de aulas, turmas com menos estudantes, do que nos corredores, e o que se tem como explicação é de que o comportamento estava atrapalhando a aula, por isso, foi colocado para fora dela.

O alto índice de freqüentadores dos diversos ambientes da escola é maior do que o local apropriado para o desenvolvimento da escrita e da leitura, e como resposta sobre essa condição, um professor da África que da aulas de matemática, o mesmo diz que "nunca viu coisa igual, nem na África", com o rosto entristecido, conta o ato violento que recebe dos estudantes em sala, e não tem como evitar, pois as orientações que recebeu da gestão escolar, através de um comunicado da gerencia de educação a qual a escola esta vinculado, é que "não pode tomar nenhuma decisão contra o estudante".

Professores e professoras se sentem coagidos a trabalhar em tal condição, segundo informes deles em reunião pedagógica, datado dia 14 de outubro de 2009, pois se reuniram para tratar de assuntos pertinentes a falta de segurança na escola, devido o alto índice de violência em suas dependências e que os praticantes desses atos, na atendem a solicitação de "parar".

Nas conversas com os professores e professoras e alguns estudantes, obtivemos a informação deles é que se escolhem quem ou qual disciplina se apresenta a falta de interesse por parte dos estudantes, gerando assim o que se configurou por eles de tumultuo no ambiente da escola.

Diante do processo de comunicação com alguns estudantes da 7ª e 8ª séries do ensino fundamental, alegam a segurança e a estrutura da escola, para participarem das aulas, pois as salas são "desconfortaveis", lembrado que um ex-estudante da escola, encontra-se preso por "assassinato de um padre".

A falta de atenção dos aprendizes do curso noturno tem dando um bom exemplo, segundo comentários na própria reunião, e se seguia dizendo, "é porque são estudantes que buscam aprender, são pai e mãe de família e vem para escola buscar aprender para ter um emprego melhor".

Observa-se que nesta fala, apresenta as condições necessárias para quem se interessa pela escola, á vontade de alcançar algo através da busca do saber. Não que sejamos infantis para defender a escola como uma instituição de ascensão social, mais para quem se interessa, vai ter nela, a possibilidade de ver algo mais que os olhos alcançam, graças aos esforços de quem é ou não progressista conduzi-los para esse fim.

Os diversos depoimentos levam a perceber o distanciamento ainda existente entre o envolvimento dos sujeitos da escolar diante dos que querem na escola,participação ativa em serem autores de novas historias, fora das realidades apresentadas ao modelo de instituição diferentes das tradicionais de ensino, onde o financiamento de instituições privadas ou públicas de combate a violência tem realizados trabalhos e acompanhamentos diferenciados e dando ênfase as artes, principalmente pela música, vem dando resultados considerados satisfatórios, nas comunidades mais populares,  onde o índice de desenvolvimento humano é baixo e a existência da tráfico de drogas e outros atos sociais de menosprezo a vida, agravado por atos de prostituição das adolescentes, e do envolvimento do adolescentes e responsáveis com atos ilícitos é alto segundo dados da Secretaria de Defesa Social.

O resultado desse perfil, apresenta-se na sala de aula, com o desenrolar de atitudes inibidoras aos mais comuns das atitudes do homem, mulher e criança, que é a falta de se expressar, pois a armadura criada pelos mediadores da busca do saber, devido às condições adversas na sala de aula, não permite a reflexão das condições reais que se encontram, mesmo por que, normalmente, se têm emitido ações contra a comunicação e expressão, tanto por parte do educando como do educador ao ponto de um aluno perguntar "onde ficava a liberdade de expressão dos alunos", onde questionamos como "ficava a liberdade de ensinar e aprender do professor com o estudante", e a resposta foi o silencio.

A Tecnologia, o seu elemento visível, que de forma superficialmente, podemos defini-la como  (SILVA) em seu artigo publicado na Revista Portuguesa de Educação, 1993. Nº 6,  como:

"O termo tecnologia vem do grego technê (arte, oficio) e logos (estudos de) e referia-se à fixação dos termos técnicos, designado os utensílios, as máquinas, suas partes e as operações dos ofícios".

A principal entrada dessa arte de estudar, vem da necessidade de melhorar a qualidade da escola em suas funções mais básicas e de interesse público. As observações feitas de uma escola estadual em Prazeres, distrito do Município de Jaboatão dos Guararapes,Pernambuco,  demonstrou o seguinte perfil na utilização deste oficio através de respostas a um questionário entregue a alguns professores e professoras, bem como da observação realizada no ambiente da escola visitada. Ficando assim demonstrado:

Os elementos componentes no grafico estão representados pelas perguntas realizadas

Perguntas

Respostas Obtidas

Percentual

Facilitou a comunicação

Sim

15%

Aplicação da tecnologia na aula

Sim

12%

Uso da internet e digitação na melhoria da escrita e leitura

Sim

12%

A comunicação melhorou com a tecnologia

Sim

15%

O dialogo ficou mais atuante

Não

0%

A escrita e a leitura ficaram comuns com a tecnologia

Sim

6%

A aula mais atraente

Sim

15%

Facilitou a formação continuada

Sim

9%

Há uma função do computador na aula

Pesquisa

9%

Mudança na sala de aula

Participação

7%

9

9

100%

 

Um dado ficou fora da tabela, pois 100% dos entrevistados solicitam a abertura do laboratório de informática da escola que vivi fechado por ordem da gestão escolar.

Na entrevista apresentada e na obtenção de suas respostas, foi realizada de forma exclusiva com alguns professores e professoras, pois não havia interesse por parte de uma maioria na participação, inclusive para não ferir a gestão que era amiga e amigos.

Percebemos diante do resultado, que a introdução da tecnologia, não houve dado significativo, para a abertura da reflexão em grupo na escola, pois segundos os dados não melhoraram o diálogo na escola.

Outro elemento que necessita de melhorias no aprofundamento é o porquê dos laboratórios de informática estão fechados na escola? Se forem para serem utilizados.

A hipótese mais viável para esse fato, e que realmente é visível, não se tem utilizado as novas tecnologias na sala de aula e nem tão pouco, o incentivo contínuo para que o aprendiz  utilize o laboratório de informática da escola, a não ser, quando se tem um monitor que tenha noções trazidas de casa do uso do computador domestico ou de algum curso feito fora da escola, que auxilie e incentive para o uso destes pelos estudante.

Não se percebeu quee a sala de bate papo ou o Orkut, que deveriam ser utilizados para o desenvolvimento real da escrita e da leitura, principalmente, pela imagem.

Outro dado que não aprece na pesquisa, foi à existência dos professores e estudantes que declaram – se, não saberem manuseiar o computador adequadamente, atingindo um percentual a 59% dos entrevistados. Por isso, não fazem questão de ir ou não para o laboratório de informática.

As evidências da falta de um maior entendimento sobre a comunicação e os seus meios disponíveis ou prováveis, está entre os elementos existentes na escola que pode não esta sendo considerado pelos mediadores do processo da aprendizagem, isto devido a pré-indisposição das partes de realizar um diálogo, uma reflexão em conjunto, pois verifica – se a indisposição á crítica que pode ser absorvido como uma agressão entre as pessoas envolvidas, devido à constituição equivocada a que foi estruturada a comunicação dentro e fora da sala de aula, por inúmeras razões, entre elas, a compreensão de que o professor e a professora, têm que manter uma distância entre os aprendizes e também, a própria família responsável pelo aprendiz, não querer se envolver no processo metodológico aplicado na aula, pelo o mediador, mediadora.

A importância de aproximar os responsáveis pelos sujeitos da aprendizagem constituídos pela família e pelos professores e professoras torna – se significativo perante não só a responsabilidade de serem os responsáveis pelo aprendiz ou o contratado para ensinar, mais para participarem de um novo processo restaurador da instituição escolar diante dos fortes processos aplicado na sua desativação, quando tratado de uma escola para os filhos de trabalhadores, diante da própria utilidade desses vendedores de mão – de – obra, necessita ser qualificado para uma realidade que esta cada vez mais próxima e mais urgente a essa fase do trabalhador – qualificado ao exercício da profissão.

A evidencia da falta de comunicação em escala de diversa extensão, como micro ou macro – comunicação se evidência nos encontros entre os aprendizes nos corredores da escola e na sala dos professores entre os docentes, além de um grupo seleto entre estudantes e professores diante do grau de aproximação entre eles em qualquer ambiente da escola, pois encontramos, estudantes esperando a saída da professora do sanitário para levar seus pertences à sala de aula e durante o percurso foi demonstrado um grau de intimidade ao ponto de pedir o celular da professora para ligar aos pais, não acreditamos que esse seja o caminho adequado para se criar um ambiente agradável de cumplicidade na busca do conhecimento ou a demonstração da existência de uma conversação eficaz entre quem ensina e quem aprende.

O mecanismo observado diante de formação de grupos nos corredores ou nas salas dos professores e professoras na prática da comunicação vem se tornando mais uma questão de procurar como se defender dos procedimentos agressivos de ambas as partes nos ambientes escolares, do que a vontade típica humana de se encontrar com o outro e tomar posse da essência do ser que pensa e fala.

Encontramos verdadeiros bolsões de lugares voltados a prazeres diversos no que se denomina escola, do que realmente podemos entender a verdadeira vocação do aprender a ser e conviver.

Encontramos ainda, neste momento, ambientes e gestores escolares totalmente desvinculados da verdadeira vocação de educar. Entre as observações realizadas no campo, encontramos escolas sem a menor condição de ser considerado um local de aprendizagem, onde percebemos no rosto dos profissionais lotado na unidade de ensino, verdadeiro desprazer em estar ali, e depoimentos mais difíceis de ouvir, para quem acredita na educação, onde vemos um gestor de determinada escola na região do distrito de Prazeres em Jaboatão dos Guararapes, afirma que "não acredita na educação" por isso encontramos a escola toda suja, desprezada e principalmente, com a caixa de gordura da cozinha escorrendo pela rua próxima ao portão de acesso dos estudantes, professores e professoras e a sua defesa, foi dizer que estava providenciando o concerto de tal fato.

Em contato com os estudantes e professores e professoras, percebe – se claramente a falta de interesse de estar ali, pois os profissionais estão lotados nesta escola devidos o difícil acesso, que eleva seus vencimentos a um percentual nos salários de 40% a mais, enquanto os aprendizes, por ser a única escola do estado no bairro,mais em conversa com moradores antigos, o nome verdadeiro do local é madeira de lei, devido a área ter sido ocupada por longa faixa de mata atlântica as margens da lagoa olho d'àgua, conhecida como Lagoa do Náutico.

A ultima inquietação vem da declaração do então gestor da escola que não acredita na educação e pergunta – se o que ele continua fazendo ali como gestor escolar? E o que a gerencia de educação ainda aceita – o na função? qual a verdadeira intenção de deixar uma pessoa que não acredita no que faz continuar na função?

Evidencia – se assim que o período do coronelismo educacional ainda permanece e que os interesses adversos a emancipação do ser humano pela educação ainda é um sonho possível mais em alguns lugares difícil de conseguir, mais acreditamos ainda numa mudança de comportamento dos que fazem a escola.

O Diálogo, sua existência, demonstra o compartilhamento de que há algo para falar e ouvir, por isso, os elementos existente que se interagem neste principio não ocorre.

A existência de está com mais de uma pessoa, uma mensagem e trocas de pensamento sobre o que esta escrito ou que se percebe ao redor,iImportância dessa atitude é de que exista uma disposição para tal finalidade, ou seja, as pessoas envolvidas estejam querendo expor seus pensamentos, o emissor, e o que o outro ou outra ou outros e outras escutem e depois emitam seus pensamentos, receptores, compreenda a fala ou escrita, a mensagem.

A falta de um entendimento percebido na sala de aula, o entrave vem da falta de um preparo de querer ouvir, para e falar, normalmente, é a violência em todos os significados que esta representa é o que se emerge com veemência na aula. Também, obtemos como resposta a falta de participação, como contornar a situação e a forma de ser feita, observou – se três procedimentos nesta situação:

a)      o professor ou professora, agir com gritos e batidas no birro

b)      chamar a direção para tomar as providencias

c)      colocar o aprendiz para fora da sala

O despreparo para agir nas circunstancia descrito dos profissionais da educação básica, é visível, e de forma não fácil de mudanças, pois essas passam pela maneira de ser do educador. Ao relatar a condição de sujeito ser objetivo, FREIRE. P.31. 2006. Refere – se a um banho purificador na mudança do conduzir – se.

"Ao perceber os elementos culturais estranhos, os modificam, submetendo – se a uma espécie de "banho purificador", do que resulta que aqueles mantém algo de sua originalidade, sobretudo no formal, e ganham uma cor nova, uma significação nova que o marco cultural invalido lhe impõe. Parece – nos importante observar, como um provável componente constitutivo de modo mágico de pensar e atuar, e, conseqüentemente, em face de seu mundo natural, e, conseqüentemente, em face do seu mundo cultural e histórico".

O principal caminho a seguir a uma nova demonstração de mudanças vem a ser a reforma do pensamento e das atitudes do modo de ensinar, que passa pela transformação interna da maneiro de ser, pensar e agir.

Uma nova postura pedagógica se exige do educador de hoje, para ter as condições mínimas de comunicação com os aprendizes, essas condições estão condicionadas as ofertas ambientais trancadas nas paredes das escolas e as que são enviadas pelos convívios que entram na escola.

A vertente profissional que se da em razão da realidade existente são diretamente proporcional as variáveis sócio – econômicas onde se insere os aprendizes.

As atuais ofertas de vagas nas unidades de ensino pública em bairros populares, deixou de ser mais que um lugar de ouvir informações e passou a ser o meio pelo o qual se tem as atividades de interesse pessoais ou de grupos organizados que vão fazer da escola, áreas de lazer e de atividades variadas, entre elas, para alguns, assistirem aulas, quando as mesmas são agradáveis aos aprendizes, fora disso,o corredor, as agressão e atividades ilícitas, onde os profissionais lotados nestas unidades necessitam ter suas identidades preservadas ate como ato de não reagir aos insultos para não serem agredidos ou coisas piores.

Muitas vezes, é comum, o depoimento de que se tem de se envolver em brigas de grupos organizados e saírem feridos por se envolver em verdadeiros confrontos corporal e de ameaças. Os responsáveis, em muitos casos, torna a situação mais grave, onde estes querem tomar as dores do parente que perdeu e foi severamente agredido.

As Salas de Aula, encontramos verdadeiros desertos humanos nestes ambientes, mesmo possuindo um contingente de matriculados, identificados às vezes pelos gestores, professores e representantes dos aprendizes, de depósitos humanos, por não ter as condições necessárias de se tornar como ambiente de aprendizagem.

Em sua maior parte, os próprios estudantes, cuidam de deixar as salas sem condições de uso, pois quebram bancas, inutilizam quadros e não permitem que a aula evolua com condições agradáveis.

A explicação para isso vem das chamadas autoridades educativas, ao afirmarem que "falta atrativos na sala de aula", mais o que percebemos foi a falta de motivação tanto dos aprendizes educadores e educandos, quanto a questão de valorização profissional e de falta de finalidade profissional, pois as atividades informais para a 69% dos ouvidos em sala de aula, são mais rentável, imediatamente, do que a busca por um curso futuro. Segundo (SOARES. P. 58. 2005).  Revelando a relação das necessidades dos aprendizes com o envolvimento na escola descreve:

"A não satisfação imediata das necessidades mais imediatas levou – os a se titularem sujeitos incapazes de aprender, o que na fala deles, os levaria a abandonar as aulas. Acreditavam também que uma mudança na metodologia de ensino poderia alterar esse quadro"

A resposta a essa falta de incentivo a aprendizagem na escola, encontra – se bem tratada na mente dos estudantes que buscam a sobrevivência no lugar da escolarização, sem conseguir atender as duas condições intrínseca e pertinente ao desenvolvimento na vida, bem como, não se permite uma entrada de orientações sobre a necessidade de integrar a sobrevivência com a escolarização, pois para eles e elas,  essa atitude por parte de qualquer pessoa, seria a violação da sua identidade humana, sem entender o que venha a ser essa condição, inclusive por falta de leitura. Por sinal, essa é a grande negação das atividades em sala de aula e em casa, nem se cogita tal procedimento, ler e escrever.

O foco a ser levada a sala de aula, tanto como educador ou formador para os formandos, é que fazemos parte de uma identidade mundial estando no mundo, e nele conviver. (FREIRE198, p,104).. Revela - nos a importância de possuir as essas relações continuas com o mundo.

"Partíamos de que a posição normal do homem como já afirmamos no primeiro capitulo deste trabalho, era a de não apenas estar no mundo, mas com ele. A de travar relações permanentes com este mundo, de que decorre pelos atos de criação a recriação, o acrescentamento que ele fez ao mundo natural, que não fez, representando na realidade cultural".

O mundo natural descrito diante da realidade natural compõe a falta do entendimento do que é a realidade na relação entre estudar e trabalhar, tornando desta forma, um ser fácil de não se envolver de forma critica, mais passiva na constituição de que se renova a cada dia, e por razões obvias de não participar de forma crescente e consciente do processo de formação incluindo a educacional profissional,

torna um ser não qualificado para o que se chama de exigências da globalização, incluindo neste âmbito, a exclusão, que sem ela não poderemos entender a inclusão e o seu significado no mundo produtivo, voltado ao incentivo da industrialização e o consumo.

O procedimento de envolver os aprendizes com o mundo e dele desenvolver habilidades necessárias a formação da competência para assegurar a participação dos envolvidos na aprendizagem nas novas tendências do espaço, inclusive, de como trata – lo para não deteriora – lo com a incursão acelerada e irracional do seu envenenamento e poluição por gases tóxicos e destruição lenta da humanidade, isolada no micro ambiente, destituído de variáveis necessárias ao engrandecimento do homem em convívio direto com a natureza, de onde também faz parte.

Encontramos hoje, as paredes limitando a ação da busca de compreensão da realidade, onde obtemos a verdade necessária a reconstrução dos fenômenos, deste modo, a distância entre a academia e a escola básica, fica cada vez mais distante, e a co-relação em busca de um melhor envolvimento entre o ensino, pesquisa e prática, entra no circulo da divisão eterna.

Referencias Bibliográficas

1 – FREIRE, Paulo. Extensão e comunicação? 13ª Ed. Paz e Terra. São Paulo. 2006.

2 – _____________. Educação Como Pratica da Liberdade. 16ª Ed. Paz e Terra. Rio de janeiro. 1985.

3 - MIRANDA, Guilherme Lobato. Limites e Potencialidades da TIC na Educação. Revista de Ciências da Educação. Nº 3. 2007.

4 – SILVA e BLANCO, Elias e Bento. Tecnologia Educativa em Portugal. Revista de Educação Portuguesa. Universidade do Ninho. 1993.

5 – SOARES, Leôncio. Aprendendo com a diferença. 1ª ed. Autentica. Belo Horizonte. 2005.

 

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/o-dialogo-na-sala-de-aula-um-desafio-na-pratica-de-ensino-2208430.html

    Palavras-chave do artigo:

    comunicacao

    ,

    tecnologia

    ,

    dialogo

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    Este trabalho verso a partir de Kant a problemática sobre o Esclarecimento, que irá mostrar a possibilidade do homem sair de sua menoridade, sendo assim, o mesmo terá capacidade suficiente para estruturar um pensamento autônomo, isto é de pensar por conta própria usando a liberdade de entendimento sem que dependa de outras pessoas para obter a maioridade, entretanto, com essa atitude atingir a própria independência intelectual.

    Por: Derivanial Educação> Ensino Superiorl 01/09/2014

    É inegável que nos últimos anos o tema "Diversidade" tem sido bastante discutido , principalmente no setor educacional. Estamos hoje vivenciando um novo momento em que já se admite, ainda que minimante, a existência de preconceitos diversos e racismo no território brasileiro. Quando o tema diversidade entra em cena, abrimos as portas para que o nosso ponto de vista sobre o outro, e de outros sobre nós sejam apercebidos sob uma nova ótica. Esta que torna "o diferente" tão belo quanto "o eu".

    Por: Ivanilda da Silva Cunhal Educação> Ensino Superiorl 27/08/2014
    Tony Monteiro

    Nos últimos anos, houve uma profunda mudança na maneira de construir, pois antigamente as alvenarias eram utilizadas como elemento resistente e de vedação e a sua estabilidade e resistência eram definidos em função de sua geometria.

    Por: Tony Monteirol Educação> Ensino Superiorl 26/08/2014

    o presente trabalho possui como condição básica a obtenção de novos olhares na analise avaliativa e melhoria do desempenho. Será demonstrado como os recursos que são emitidos para o CEJA Valdemar de Oliveira são aplicados na garantia da qualidade do ensino e facilitando os trabalhos dos professores, alunos e gestão.

    Por: Jorge Rocha Gonçalvesl Educação> Ensino Superiorl 14/05/2014 lAcessos: 15

    presente trabalho possui como fonte de informações a pesquisa-ação, os resultados obtidos em 2013 na escola CEJA Valdemar de Oliveira, assim como, as possibilidades de mudanças aplicadas em 2014. A base de dados fundamenta-se na analise de aprovação e reprovação de 2013, bem como, as respostas dos professores e estudantes as perguntas realizadas. A coleta de dados se apresenta nas ideias de Souwey

    Por: Jorge Rocha Gonçalvesl Educação> Ensino Superiorl 18/04/2014

    resenha escrita com a obtenção de demonstrar as atividades executa na escola em tempo de agora. Método usado, a observação em Suvey, de onde mostra-nos a importância da observação e analise do comportamento humano diante dos procedimentos executados por cada um deles

    Por: Jorge Rocha Gonçalvesl Educação> Ensino Superiorl 13/10/2013 lAcessos: 13

    resenha apresentado reflexões sobre as atuais reclamações sociais em um Brasil, voltados para grupos de interesses pessoais

    Por: Jorge Rocha Gonçalvesl Educação> Ensino Superiorl 26/06/2013 lAcessos: 32

    artigo sobre os procedimentos disponíveis pelos administradores públicos de educação, na efetivação de ações (dês) vinculadas a qualidade da escola através dos financiamentos escolares

    Por: Jorge Rocha Gonçalvesl Educação> Ensino Superiorl 26/06/2013 lAcessos: 11

    resenha derivada das observações realizadas nas unidades de ensino e seus ambientes em Recife, onde encontramos procedimentos concernentes ao (dês) andamento na escola nos aspectos administrativos e pedagógicos. Método de validação em Seauvy

    Por: Jorge Rocha Gonçalvesl Educaçãol 22/03/2013 lAcessos: 97

    resenha destinada a demonstração dos procedimentos utilizados para elevar o homem à categoria de humanizador

    Por: Jorge Rocha Gonçalvesl Educação> Ensino Superiorl 16/01/2013 lAcessos: 43

    apresentar os avanços da ciência e tecnologia em beneficio da aprendizagem e bem da escola de qualidade com a humanização do homem

    Por: Jorge Rocha Gonçalvesl Educação> Ensino Superiorl 05/10/2012 lAcessos: 125
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