O ORIENTADOR EDUCACIONAL E SEU TRABALHO NA COMUNIDADE ESCOLAR

Publicado em: 04/01/2011 | Acessos: 14,366 |

INTRODUÇÃO

 

 

Grandes mudanças culturais e socioeconômicas ocorridas na sociedade brasileira obrigam de certa forma que a escola mude e redefina seu papel, fazendo mudanças antes muito tradicionais para criação de novos serviços que atenda o propósito da escola na formação do aluno. (GRISPUM, 2010)

 

Segundo Libâneo (2004) estamos redescobrindo a função do pedagogo, pois ela perpassa as barreiras escolares, atuando onde quer que haja uma prática educativa, abrangendo uma serie de espaços na sociedade. Em pleno século XXI, o pedagogo deve mais do nunca buscar o conhecer para valorização humana.

 

Ainda, vários são os campos de atuação do pedagogo dentro e fora da escola, mas aqui falaremos apenas do pedagogo escolar, sendo ele um especialista em métodos e técnicas que promovam o processo ensino-aprendizagem, especificamente do Pedagogo Orientador.

 

Nesse estudo, pretendemos saber Qual a real função do Or.E - disciplinador ou mediador do processo ensino-aprendizagem. Assim, temos como objetivo geral, Investigar qual o trabalho do Or.E na comunidade escolar numa perspectiva mediadora e facilitadora do processo ensino-aprendizagem. Objetivos específicos: Discorrer sobre o trabalho do Or.E na comunidade escolar tendo como suporte as literatura da área; Discutir sobre a função mediadora do Or.E na comunidade escolar visando o pleno desenvolvimento do educando; Enfatizar a importância do trabalho realizado pelo Orientador Educacional no sentido de cooperação, compreensão e respeito mútuo com os demais membros da comunidade escolar.

 

Para desenvolvimento da investigação utilizar-se-á de pesquisa bibliográfica a qual Gil (2002, p. 44) o caracteriza como aquela "[...] elaborada a partir de materiais publicados, constituída principalmente de livros, artigos de periódicos e material disponível na internet." Assim, possibilitará o acesso às informações de imprescindível para alcance dos objetivos propostos.

 

Há muito a educação é atribuição a alguns grupos, como família, igreja e outros, e está cada vez mais distante o propósito de educar com presteza para que o educando viva em sociedade com autonomia utilizando de  valores morais e intelectuais  para que possa se sobressair em um sociedade competitiva e globalizada.

 

A escolha desse tema foi definida quando trabalhando em escolas públicas percebi a visão da escola em relação ao trabalho do Or.E. percebe-se que um dos entraves é exatamente a visão errônea dos outros profissionais da educação de que o Or.E é apenas um disciplinador, mostrarei nessa monografia, através de pesquisa bibliográfica de  vários autores  a real função desse profissional dentro da instituição escolar.

 

Deste modo, O trabalho esta assim estruturado, capitulo 1 traz um breve panorama histórico sobre a historia do orientador educacional. Apresenta as primeiras formas de fazer orientação ate a chegada dos moldes atuais.

 

O capitulo 2, trata a acerca, dos princípios éticos na atuação do Orientador educacional. Apresenta os critérios para uma atuação ética e sigilosa, embasada no código de ética profissional. O capitulo 3, vem discorrendo sobre a orientação educacional e orientação vocacional. Focando nas características da orientação vocacional e seus benefícios.

 

O capitulo 4, traz a orientação educacional e o desenvolvimento físico e educacional do aluno.  Aponta sobre a orientação educacional e a família; a orientação e o aproveitamento escola, a orientação e o desenvolvimento social e, a orientação e o lazer. O capitulo 5, traz uma avaliação da atuação do orientador educacional. Por fim apresentamos as considerações finais da investigação, trazendo apontamento sobre todo trabalho.

 

CAPITULO 1 – BREVE PANORAMA SOBRE A HISTÓRIA DO ORIENTADOR EDUCACIONAL

Muitos foram os caminhos e transformações vividas pela escola para chegar ao estagio em que se encontra hoje, vários fatores influenciaram essas mudanças, políticos, culturais, contextos sociais e históricos, dentre outros. Considerando, que esse são fatores que determinam a qualquer tempo ou espaço, as característica percebidas. Para Beauclair (2004, p. 1) "Hoje, a escola se insere como instituição social relevante aos processos de percepção e assimilação da herança cultural acumulada pela humanidade ao longo de sua evolutiva trajetória." Mudanças que se fizeram necessária para ajuste a realidade posta.

Com isso, o trabalho do pedagogo ao longo dos anos veio se transformando para atender as necessidades atuais da população escolar, para tanto esse profissional teve e tem que ser cada vez mais um pesquisador no que tange a vida social, política, física, afetiva e econômica do aluno, influenciando assim a cultura da escola. De acordo Linhares (2010, p.2) "[...] quando as mudanças, ocorridas na escola e no mundo atual indicam uma nova racionalidade técnica no trabalho pedagógico, as quais buscam apenas atender os ditames econômicos de mercado," mas a  própria cultura organizacional  atual da escola  pede que esse profissional tenha definido suas prioridades e objetivos dentro  do universo escolar.

 

A partir desses objetivos e prioridades definidas, poder ser percebido a então necessidade do Orientador Educacional, podendo ser elencadas indícios da necessidade da atuação do orientador educacional, levando em consideração as tendências pedagógicas existentes.  No entanto, Grinspun (2003) ilustra seu posicionamento a cerca de assunto, apresentado para ele de forma indefinida, conforme esse, o desenvolvimento da orientação educacional se divide em duas tendências, o qual seria uma antiga  e outra atual.

 

A primeira, aqui compreendida como tendência tradicional, era percebida a parti de que o Or.E., tinha a função de ajustar o aluno à família e a sociedade, em geral para que este, seguisse o modelo de homem, aplicando ali testes de mensuração.  Como forma de avaliar sua personalidade; seus problemas; suas opções com a finalidade de mensurar seus desenvolvimentos e potencialidades.

 

Para a segunda, aqui identificada como tendência renovada ou progressista, ou seja, aos moldes atuais, induz o Or.E., a função de consultor, identificador das mudanças vivenciadas pelo aluno através de atividades de estimulo, e ainda, é trabalhada a realidade social do aluno colocando em conflito as contradições entre individuo e sociedade. Sempre levando o aluno a um amadurecimento tanto em seu aprendizado como em sua formação cidadã.

 

Fazendo uma compreensão final desse momento, remeter-se-á, a fala de Grinspun (2010, p. 55), que "[...] o orientador educacional dialetiza as relações e vê o aluno como um ser real, concreto e histórico [...]". Que necessita ser orientado na construção do seu aprendizado, e na formação do  seu ser social. Esta "[...] trajetória poderá ser apresentada em períodos que assume [...]" acompanhada se elementos que o caracteriza.  (GRINSPUN, 2003, p.17),

 

Sendo assim o papel desse profissional vem somar ao trabalho de outros profissionais com o intuito de alcançar os objetivos proposto para uma educação de qualidade, subsidiando esse aluno a se tornar um individuo politizado e consciente da transformação que deverá ser realizada na atual sociedade, tornando a mais justa.

 

O aluno de hoje não é o mesmo de outrora, nesse sentido o Orientador Educacional deve ter uma boa formação psicológica, pedagógica, cultural e política para atender esse aluno da atualidade, com seus anseios e frustrações. Grinspun (2010, p. 31) relata que:

 

A orientação hoje, caracteriza-se no sentido mais abrangente e no sentido de sua dimensão pedagógica. Possui caráter mediador juntos aos demais educadores atuando com todos os protagonistas da escola no resgate de uma ação mais efetiva e de uma educação de qualidade na escola.

 

 

Sendo necessário que o profissional conheça muito bem a cultura organizacional dessa escola para que possa atuar com segurança e eficiência na orientação de professores, no seu trabalho, suas dificuldades e dar suporte ao aluno.

 

Sua atuação atualmente não se baseia na importância do individual de antes, passa-se, agora, a valorizar coletivo, sem esquecer a diversidade de pessoas e pensamentos, pois vivem em contextos sociais diferentes e têm maneira própria de pensar. Atualmente o Orientador Educacional, no discurso de Grinspun (2010, p. 31), não atua mais pela obrigação.

 

Até porque a Lei 9394/96 não há mais obrigatoriedade da Orientação, mas por efetiva consciência. O orientador tem espaço próprio junto aos demais protagonistas da escola para um trabalho pedagógico integrado, compreendendo criticamente as relações que se estabelecem no processo educacional.

 

 

Grinspun (2003) ressalta ainda, que o trabalho do Orientador deve estar ligado a todas as áreas da escola onde todos trabalham em prol de único objetivo que é o de fazer uma escola que sirva aos propósitos da atual sociedade no que tange as exigências de formação de alunos e professores críticos e autônomos. Para ele,

O principal papel da Orientação será ajudar o aluno na formação de uma cidadania crítica, e a escola, na organização e realização de seu projeto pedagógico. Isso significa ajudar nosso aluno ‘por inteiro com utopias, desejos e paixões. [...] a Orientação trabalha na escola em favor da cidadania, não criando um serviço de orientação para atender aos excluídos [...], mas para entendê-lo, através das relações que ocorrem [...] na instituição Escola. (GRINSPUN, 2003, p. 29)

 

 

Portanto, podemos considera o que diz Grinspun (2003, p. 29), o papel do "Orientador Educacional na sua dimensão diz respeito, basicamente, ao estudo da realidade do aluno, trazendo-o para dentro da escola, no sentido de melhor promoção do seu desenvolvimento." Com isso, a Orientação Educacional não existe para padronizar os alunos como ajustados, disciplinados ou responsáveis. O importante é a singularidade dentro da diversidade.

 

A Orientação Educacional passou por alguns períodos dentro da nossa historia e nessa caminhada o Or.E., obteve várias características para atender ao momento histórico em que se encontrava a sociedade. Isso, por entender que a cada recorte da historia surge uma nova necessidade e que precisa de um método próprio para intervenção. É nesse sentido, que Grinspun (2003, p.16) afirma que, "[...] para se compreender as atividades desenvolvidas pelos orientadores, temos que nos deter aos diferentes períodos em que a orientação foi desenvolvida [...]", de forma podemos compreender, as perspectivas das atividades desenvolvidas.

 

Para melhor esclarecimento acerca dos períodos que passou a Orientação Educacional, Grinspun (2003, p.17), os divide em seis momentos distintos, datados e caracterizados.

 

Iniciando pelo Período implementador – 1920 a 1941, onde o orientador começa aparecer no cenário educacional brasileiro timidamente associado à orientação profissional. Tendo como foco os trabalhos de seleções e escolhas profissionais.

 

O segundo, denominado como Período institucional – 1942 a 1960, considerado como o período que está subdividido em funcional e instrumental, é onde ocorre toda a exigência legal da orientação nas escolas, que, por meio do esforço do Ministério da Educação e Cultura buscou dinamizá-la, efetivar os cursos que cuidavam da formação dos Orientadores Educacionais. (GRINSPUN, 2003)

 

Em seguida, vem o Período Transformador – 1961 a 1970 que traz consigo uma Orientação Educacional caracterizada como educativa, começam a aparecer em eventos da classe, em congressos, e ganha espaço nesse período as questões psicológicas. Tendo em seu bojo, um fazer de orientação, de fora para dentro, a partir da dinâmica do grupo e das atividades que fomentava conflitos dentro da escola. (GRINSPUN, 2003)

 

O quarto é o Período Disciplinador – 1971 a 1980, onde a orientação estava sujeita à obrigatoriedade da lei 5692/71 que determina, inclusive, o aconselhamento vocacional, ou seja, de vocação. Ao mesmo tempo, a Orientação deveria trabalhar com o currículo da escola, levando os seus orientadores a questionar a sua pratica pedagógica. Nesse cenário, as diretrizes indicavam para uma visão sociológica e coletiva, ao contrario, os profissionais enquadravam-se em uma visão psicológica.  Grinspun (2003, p. 19), pondera que é nesse período que "desloca-se a análise da escola, das relações internas desta instituição e da dinâmica do processo de ensino-aprendizado, para compreender o que se passava no eixo social [...]." para então questionar o fazer diário dos serviços de responsabilidade da escola.

 

O quinto é o Período Questionador - década de 80. Como o próprio nome já indica é neste período que mais se questiona a Orientação Educacional, tanto em termos de formação de seus profissionais, quanto da prática realizada, pois, o cenário dos anos 80 trouxe grandes modificações que refletiu na educação e logo na forma de fazer orientação.  Isso levou a ser caracterizado como período onde se realizou muitos cursos de capacitação voltados para os profissionais.(GRINSPUN, 2003)

 

Contudo, inicia –se o momento onde o orientador educacional se viu na necessidade de "[...] participar do planejamento- não como benesse da orientação, mas sim como um protagonista do processo educacional procurando discutir objetivos, procedimentos, estratégias e critérios de avaliação [...]," com isso, trazer a realidade social do aluno para dentro das ações da escola. De forma a pode refletir a ação do aluno, baseado na relação escola e meio externo (sociedade). (GRINSPUN, 2003, p. 20)

 

Por fim, o sexto e último, chamado de Período orientador – a partir de 1990, assim denominado este período, por acreditar que, principalmente a partir de 1990, temos a "orientação" da Orientação Educacional pretendida.  Também caracterizada como uma prática a ser construída cotidianamente. E ainda, cogita-se no sentido de saber se esse profissional subsistirá.

 

Para isso a própria autora no traz a solução expondo sua alegação de que, "pretende - se mostrar que a especificidade da Orientação se torna necessária no processo educacional, quando o desenvolvimento científico-tecnológico precisa da humanização deste homem." no cenário onde a educação encontra-se em um novo tempo, em uma nova linguagem, onde o orientar contribuir de forma a identificá-la e interpretá-la. (GRINSPUN, 2003)

 

Todavia, foi possível visualizar, os diferentes períodos em que passou a orientação educacional até alcance dos modos atuais. Assim, obtivemos maiores contribuições para a compreensão da forma como ela se desenvolveu ao logo dos tempos, e como se faz atualmente nos meios escolares. Com isso, somos levados investigar não só esse percurso, mas também, como atualmente é avaliada a prática desses profissionais por meio dos princípios éticos. Deste modo, nesse próximo capítulo discorremos sobre essa indagação.

CAPITULO 2 - PRINCÍPIOS ÉTICOS NA ATUAÇÃO DO ORIENTADOR EDUCACIONAL

Muita responsabilidade, complexidade, formação e traços de personalidade envolvem o trabalho do Or.E., pois esse profissional está lidando com pessoas e essa atuação deve estar calcada em princípios éticos, por essa razão a Federação Nacional dos Orientadores Educacionais entendeu por bem redigir o Código de Ética dos Orientadores Educacionais publicado em 05/03/1979.  Giacaglia & Penteado (2006, p.16  ), elucidando sobre a questão, discorre que, "[...] como a interação do Or. E com os orientandos se caracteriza pelo seu caráter de relação de ajuda, tanto o aluno pode expor, espontaneamente, fatos ou situações de cunho pessoal e familiar [...], necessitando então, de uma atuação sigilosa, baseada em princípios éticos.

 

Serão tratados aqui alguns aspectos desse código, para entendermos quão importante e serio se faz a conduta de pessoas envolvidas com a educação. Levantar-se-á alguns aspectos éticos na atuação do Or.E., no que se refere ao sigilo nas informações sobre o aluno, familiares, professores e demais elementos da escola e da comunidade.

 

Para norteamento do assunto, utilizar-se-á dos apontamentos de Giacaglia & Penteado (2006) e do próprio código de ética do profissional.

 

A partir de reflexões sobre subsídios apresentados anteriormente, pode ser considerado que o sigilo é um dos principais critérios, assim que, todo relatório ou questionário sobre alunos, professores e familiares devem ser bem acondicionados em arquivos com chave para que outras pessoas não tenham acesso. Caso algum professor precise de alguma informação sobre determinado aluno, o Or.E. deva fazer um relatório com o que será relevante para o professor, nunca passar os prontuários com informações sigilosas. Por ponderar que a ética nesse procedimento há de se considerar o "efeito Rosenthal" que consiste em sugestionar determinados comportamentos de alunos, cria se falsas expectativa nos professores de que esses alunos poderão ter algum tipo de fracasso confirmado à profecia de insucesso desse aluno ou grupo de alunos. (GIACAGLIA & PENTEADO, 2006)

 

Segundo Giacaglia & Penteado (2006) professores que têm uma visão positiva dos alunos tendem a estimular o lado bom desses alunos e estes devem obter melhores resultados; inversamente, professores que não têm apreço por seus alunos adotam posturas que acabam por comprometer negativamente o desempenho dos educandos.

Neste contexto outros autores, falam do despreparo dos profissionais da educação para lidar com expectativa pré-estabelecida de fracasso ou sucesso dos alunos mesmo que inconscientemente.

Meirieu (1998) ilustra brilhantemente a importância de o professor ver o sujeito como um ser único, com características próprias e o reconhecimento dos diferentes estilos de aprendizagem do aluno e ressalta ainda a importância de que o professor identifique estes processos individualizados do aluno para a eficiência de seu ensino em termos qualitativos.

 

Com relação à família, o Orientador Educacional deve ser também bastante cauteloso no tocante aos aconselhamentos, pois existem questões morais e religiosos que são próprios de cada família, e essas famílias passam esses valores aos seus, então não se deve criar um a situação de antagonismo entre o aluno e a família.

 

O Orientador Educacional pode levar a família a refletir sobre os problemas, discutindo e sugerindo lhes algumas alternativas para que possam decidir por uma ou outra, caso a situação seja um pouco mais complicada seria interessante convidar um profissional pertinente a situação problema vivida pela família e a escola para esclarecer e aconselhar a ambos. Sendo assim:

 

[..] o Or.E. Precisa ter consciência, em cada caso, das suas condições e preparo para prestar uma ajuda efetiva. Ele não deve ir além do que é capaz. Nos casos mais difíceis, e em relação aos quais não se sinta perfeitamente seguro, não deve assumir sozinho o aconselhamento, mas sim procurar o auxilio de outros profissionais. (GIACAGLIA & PENTEADO, 2006, p. 13)

A autora ressalta ainda a necessidade de ser prudente no tocante às relações dentro e fora da escola, pois o Or.E. torna se  muitas vezes "modelo de comportamento"  ou autoridade, nesse caso é comum que seja consultado sobre vários problemas ou situações. Às vezes uma opinião ou resposta distraída, fora do contexto, pode ser tomada indevidamente pelo aluno como apoio a algo errado que planeja realizar e para tanto precisa do aval de alguém.

 

Considerado basicamente a conduta ética profissional do Orientador Educacional não deve se esquece de ressaltar algumas condutas pessoais que é necessário a esse profissional, devido às múltiplas relações com as pessoas que o cercam e, que fazem parte de diferentes faixas etária, níveis socioeconômico e cultural. Por conseguinte, o Or.E, necessita de:

 

Discrição em sua vida pessoal, em publico, mesmo quando fora do local ou do horário de trabalho, a fim de que sua imagem seja sempre preservada de comentários desabonadores ou comprometedores.  (GIACAGLIA & PENTEADO, 2006, p.15)

 

 

Assim, na atuação profissional do Orientado Educacional é imprescindível que ele atue dentro de uma postura ética e sigilosa. Levando em estima à posição que sua função lhes dá, a de um profissional que adentra a particularidade do aluno e de todo seu grupo família. Logo é de obrigatoriedade uma ação pautada nos diversos princípios contidos no código de ética.  Nesse próximo capitulo discutiremos sobre as estratégias utilizadas para realização da orientação educacional.

 

 

 

2.1- ESTRATÉGIAS USADAS EM ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL

Estratégias são recursos utilizados para atingir um determinado objetivo, existe uma grande diversidade de objetivos e estratégias em relação a Or.E., que podem ser selecionadas por este. As estratégias podem ser empregadas de modo preventivo ou remediativo. (GIACAGLIA  & PENTEADO, 2006)

 

De acordo esses autores, a estratégia preventiva trata do coletivo, como palestras, a remediativo exige aplicação individual, no caso, entrevistas. Deve se dar preferência a estratégias preventivas mesmo recorrendo muitas vezes também a remediativo.

 

Sobre tudo, ao planejar seu trabalho o orientador educacional deve estar atento aos resultados de sua s estratégias, pois pode não estar causando o efeito desejado neste caso precisa mudar parcialmente, complementar, e no caso de estar sem nenhum proveito, reformular totalmente para que possa atender as necessidades vigentes.

 

Assim Giacaglia & Penteado (2006), traz que a palestra é um recurso de grande ajuda tanto para escola como para a comunidade, ela pode ser destinadas a todos, mas também pode ser direcionada a um determinado grupo, geralmente são empregados como veiculo de comunicação sobre os mais diversos temas.  Para que esta estratégia funcione eficazmente há alguns aspectos a serem observados como: o tema da palestra deve ser amplo, de interesse geral e com uma linguagem acessível a todos os participantes, deve ser bem elaborada e principalmente fundamentada e o publico alvo deve estar a par do tema a ser discutido.

 

O autor ainda reforça as palestras não devem ser de longa duração e deve-se planejar de forma que tenha tempo no final para perguntas, esclarecimentos de duvidas e sugestões para possíveis palestras.

 

A entrevista também é um a estratégia de muita relevância, ela poderá ser solicitada pelos pais ou pelo SOE, o Or.E também pode  convocar entrevista por professores e outros funcionários da escola para tratar de assuntos específicos, sempre que possível essas entrevistas devem ser agendadas com antecedência e as pessoas devem ser informada a respeito de que assunto será a entrevista, esta, deve ser objetiva e proveitosa para que se atinja o objetivo desejado. Analisado a partir da fala de Giacaglia & Penteado (2006, p. 38)

Na condução da entrevista, deve se ter uma postura adequada somente fazer intervenções verbais oportunas. É importante que se ouça atentamente o que é dito pelo aluno, pelo pai ou responsável durante a mesma. Igualmente relevante é prestar atenção na voz de quem fala, às mudanças de entonação e como e quando estas ocorrem, isto é, de que a pessoa estava tratando no momento.

A autora ainda ressalta a necessidade de atentarmos para o comportamento não verbal, o que inclui postura de quem discursa, os gestos, as expressões faciais, maneirismos e as mudança de posição conforme o assunto é abordado. Por essa razão é importante que o Or.E, observe não somente a fala do entrevistado mas também como ele  faz. Dando seqüência ao nosso assunto, no próximo capitulo trataremos acerca da Orientação Educacional e Orientação vocacional.

CAPITULO 3- A ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E A ORIENTAÇÃO VOCACIONAL DO ALUNO.

 

 

Um dos significados de vocação é predestinação, logo, você estaria decidindo o que já está pré- destinado a você. Desta forma não caberia decidir sua vocação, mas sim descobrir o que já está determinado, mas essa palavra também tem como significado a palavra escolha e é nesse sentido que deveria ser entendida a orientação vocacional. (GIACAGLIA  & PENTEADO, 2006)

 

Ainda, conforme definição apresentada por esses autores, à orientação vocacional pertence ao campo das ciências sociais, ponderando que a profissão representa um aspecto significativo na vida das pessoas, com o seu trabalho o individuo provê os recursos para sua subsistência e dos seus, assim como contribui para o crescimento do país.

 

Há inúmeras razões para a escolha de uma profissão adequada. A escolha da profissão em uma sociedade moderna deve ser feita ainda muito cedo pelos jovens e estes, precisam cada vez mais de orientação especializada e eficiente, para tarefa tão relevante, e que na escola atua o Or.E. Deste modo, "[...] o profissional que se dedica a orientação vocacional deve conter o maior numero de informações em sua bagagem teórica e se dispor, continuamente, a pesquisa as novas tendências do mercado de trabalho". (FIGUEIREDO, 2003, p.71)

 

A orientação profissional como abordagem fenomenológica é diferente do trabalho com testes, principalmente por dar prioridade à escolha do individuo, seus riscos e responsabilidades frente à situação e não o resultado de um teste que exime a pessoa de responsabilidades e autonomia, ela é feita focada na escolha profissional com sessão de psicoterapia. Na sessão aborda diversos assuntos e não só a escolha profissional, apesar de ser ela o norte da terapia. È necessário que se saiba um pouco da historia do individuo, suas relações, seu modo de ser, para que seja possível compreender o sentido das coisas e assim clarear a decisão, ampliando as possibilidades de escolha, orientando o indivíduo na busca de sua escolha profissional.

 

Não se deve esperar nem aceitar que o aluno defina logo a profissão e, muito menos, a respectiva especialização ( por exemplo Medicina com especialização em Ortopedia, especificamente em cirurgia do joelho), pois uma decisão prematura como esta poderia restringir, para ele, o processo de crescimento que o levaria  a uma opção mais consciente e adequada. (GIACAGLIA & PENTEADO, 2006, p. 128)

 

Conseqüentemente o autoconhecimento é primordial para escolher uma profissão ou ocupação que satisfaça o individuo. O objetivo principal no processo de orientação profissional é fazer com que o adolescente ou o adulto conheça suas habilidades, potencialidades, profissões e inclusive seu momento para traçar seu plano de vida.

 

A orientação vocacional ou profissional é um processo dinâmico, podendo ser usado testes e outras técnicas como facilitadores e não como resultado definitivo. Um dos deveres da escola promover a preparação do aluno a sua vida profissional, esse dever está garantido na Constituição Federal em seu  Art. 205, de maneira bem clara.

 

A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (Federal, 1988, p.85)

 

 

Com isso possibilitara profissionais mais conscientes, e qualificados para o desenvolvimento de seus ofícios

 

Não é negado, como visto anteriormente a importância da orientação vocacional. Isso se torna ainda mais imprescindível nos dias atuais, onde existem uma gama de profissões, sem essa orientação, muito vezes o aluno poderá  escolher  aquelas  profissões  elitizadas  ou ainda  aquela que gera  uma maior  remuneração,  o que poderá  vir a comprometer a qualidade do trabalho  prestado  pela falta  da vocação  naquela área.  Nesse cenário entra a grande importância do trabalho Or.E, que  realiza a orientação  vocacional.  Nosso próximo item vem abordando sobre a importância e o valor do orientador educacional.

3.1- A IMPORTÂNCIA E O VALOR DO ORIENTADOR EDUCACIONAL

 

 

Consultando o entendimento de Giacaglia & Penteado (2006) acerca da equipe técnica-pedagógica, ele discursa que, essa equipe que trabalha nas escolas é formada por especialistas em educação, vindos de diferentes habilitações do curso de Pedagogia. Por terem formação acadêmica semelhantes e objetivos em comuns, torna necessário a delimitação clara das atribuições de cada profissional para que o trabalho flua com facilidade e não se tenha uma idéia errônea nem expectativa infundadas sobre o desempenho de cada especialista.  Nesse sentido, ele define que:

 

Dadas a necessidade e a importância da explicitação das atribuições dos profissionais da área da educação, os sistemas públicos de ensino, por meio de decretos que estatuem o regimento interno para as escolas de cada rede federal, estadual ou municipal – definem o rol das atribuições de cada profissional da educação. (GIACAGLIA; PENTEADO, 2006, p. 03)

 

Os autores ressaltam a importância de se observar o decreto que regulamenta a profissão de Or.E., e que estabelece entre outros fatos as atribuições que compete a ele coordenar juntamente com outros membros da escola. Dessa forma conhecendo suas atribuições e sua participando as demais ações, o Or.E., para então se organizar, selecionar e planejar o que vai ser realizado no percurso de cada ano.

 

Sempre, examinando o preconizado na lei ordinária nº. 5564 de 21 de dezembro de 1968, a qual define especificamente as atribuições delimitando sua área de atuação, pois, se faz necessária no momento do planejamento esse embasamento. Isso permite com que o Or.E., se planeje respeitando essa legislação, principalmente no tocante aos artigos 8º e 9º onde deixa bastante claras as atribuições do orientador educacional.   Ficando  Or. E a par dos esclarecimentos sobre suas ações como coordenador das atividades que lhe são devidas e, a participação em inúmeras outras atividades desenvolvidas no contexto escolar.

 

Embora que o Orientador Educacional está subordinado ao diretor, que é a autoridade máxima na escola, neste contexto seria interessante que ambos comungassem das mesmas idéias mesmo que usando de estratégias diferenciadas, pois somente dessa forma o Or.E assumiria as atividade a ele pertinentes evitando atrito entre ambos.

 

Já entre Orientador e Coordenador não há diferença hierárquica. Existem nessa relação alguns conflitos por não estarem bem definidas as atribuições de cada um, pelo motivo da instituição não ter um dos dois especialistas, que acaba ocasionando que um realiza a atribuição do outro, o ideal é que houvesse os dois profissionais e estes, estabelecessem em conjuntos os limites de atribuição de cada um em função de um objetivo maior que é o aluno. Contudo, "[...] se orientador e coordenador, [...] conseguirem trabalhar em harmonia – cada qual atuando nos limites de suas atribuições e participando das do outro – a escola e, o que é mais importante, os alunos terão muito a ganhar". (GIACAGLIA; PENTEADO, 2006, p.07)

Giacaglia & Penteado (2006) pondera sobre a importância da boa relação entre o Or.E e os professores, pois essa relação poderá ser conflituosa dificultando o trabalho de ambos, vários fatores implicam negativamente para essa relação, entre elas está o corpo docente antigo e fechado que não aceita o novo, principalmente se o Or.E, se é profissional for muito jovem e não tiver segurança quanto as suas atribuições e começar a interferir de forma desordenada no trabalho dos professores, eles não  aceitarão, como poderão hostilizar e obstruir o trabalho do Orientador Educacional.

 

Refletindo a explanação desses autores, é perceptível que o Orientador deva conduzir com muita cautela e diplomacia e acima de tudo ter segurança do trabalho que deverá realizar para facilitar o trabalho do corpo docente, esclarecer suas atribuições e um bom plano de ação facilitará bastante o relacionamento interpessoal com a comunidade escolar.

 

Além disso, considerando que o Orientador Educacional deve ser um educador, seu trabalho deve estar voltado para o que realmente é relevante na escola – o currículo, o ensinar, o aprender e todas as relações decorrentes. È de suma importância que todos trabalhem juntos definindo coletivamente os objetivos e metas a serem desenvolvidas pelo grupo para que todos tenham um entendimento de que a educação é um ato social. "È importante ainda que o Orientador Educacional utilize os conflitos como fonte de aprendizagem, na medida em que possibilitem o diálogo e a divergência como formas de se chegar a uma ação compromissada de todos". (GRINSPUN, 2003, p. 135). Em nosso próximo capitulo trataremos acerca da Orientação Educacional e os aspectos morais, cívicos e religiosos da orientação dos alunos.

 

 

 

 

 

CAPITULO 4 - A ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E OS ASPECTOS MORAIS, CÍVICOS E RELIGIOSOS DA ORIENTAÇÃO DOS ALUNOS

 

As atividades da escola visam atender o aluno em vários aspectos de forma completa e harmônica, desenvolvendo no aluno seus aspectos, físico, social, emocional, moral, cívico, religioso e vocacional. A qualquer momento dentro da escola o aluno poderá receber orientação sobre esses aspectos e isso poderá acontecer direta, indiretamente ou de forma difusa, pois o importante nesse sentido é a aprendizagem de valores e atitudes do educando. Giacaglia e Penteado relatam que esses aspectos existem pelo motivo que:

 

[...] todas as atividade programadas pela escola visam à formação integral do educando, isto é, de forma completa e harmônica, os diferentes aspectos do desenvolvimento do aluno como intelectual, o físico, o social, o emocional, o emocional, o moral, o cívico, o vocacional [...]. (GIACAGLIA; PENTEADO, 2006, p. 105)

 

Deve existir certa cautela nestas questões, muitos pensam que a escola não deve assumir tais responsabilidades, alegando que tanto o professor quanto o orientador Educacional poderiam esta divulgando e defendendo seus princípios nem sempre aceitos pelos pais. "[...] Embora as normas e conceitos morais tenham certa estabilidade, eles costumam diferir de uma cultura para outra, em determinada época e lugar, para cada grupo social e mesmo para cada individuo, durante as diversas fases de sua vida". Conseqüentemente a obrigação de uma ação prudente na hora e realizar a orientação (SANCHES, 1999, p.43).

Algumas táticas para trabalhar essas questões podem ter um efeito totalmente desastroso como o caso de sermões, aulas expositivas, advertências, repreensão, castigos, ameaças, chamar a atenção em publico, essas táticas não funcionam principalmente por estarem ligadas a motivações intima do aluno e na concepção como ser passivo, levado pelas forças do ambiente. Principalmente o Orientador Educacional não deve lançar mão desse tipo de tática, pois dessa forma a confiança e segurança que deve existir entre aluno e Or.E. ficará abalada e seu trabalho não terá um efeito positivo  e eficaz. Para Giacaglia & Penteado (2006, p. 106) "[...] a escola não poderia se eximir das responsabilidades ou preocupações relativas a comportamentos cívicos e religiosos." Conforme esses tratam de elementos presentes na construção da personalidade do educando.

 

Embora umas das atribuições do Or.E. seja de atuar de modo preventivo na área de moral e civismo, são freqüentes nas escolas ocorrências que requer providencias imediatas como nos casos de furtos, tanto de objetos da própria escola como dos alunos; danos materiais e ato de vandalismo dentro e fora da escola. Há ainda as brigas entre alunos, ou destes com professore e funcionários. "É importante, na educação moral e cívica, que a escola tenha um código disciplinar, conhecido e seguido por todos [...], no qual o orientador faça parte no processo de construção". (GIACAGLIA  & PENTEADO, 2006, p. 108)

 

Ainda, os pais devem ser alertados quanto ao tratamento super protetor que acaba por dificultar o trabalho de professores e orientadores no que diz respeito aos valores morais e cívicos, essa falta de limite e autonomia impede que o aluno desenvolva independência, iniciativa e responsabilidade.  Essa prática, por conseguinte geram nos filhos o que considera Giacaglia & Penteado (2006, p. 105), dada a imaturidade dos alunos e a falta de orientação preventiva nesse sentido, eles cometem praticas consideradas indevidas ou inadequadas em relação ao comportamento cívico e cidadão. "[...] aonde, em boa parte, essas condutas possuem relações com a falta de disciplina e limites dada pelos pais em casa".

 

Visto que para Giacaglia & Penteado (2006, p. 108) "[...] a vida e o trabalho em comum e a interação constantes entre as pessoas [...]", exigem o respeito e reverência de inúmeras normas. Todavia, para que surjam efeitos é "[...] conveniente que os códigos disciplinares e outras decisões importantes sejam discutidas, e que tais discussões inclua a participação de quem deve segui-los." De maneira a  possibilitar o entendimento de um maior número de indivíduos que necessitam de manter relacionamentos, na dinâmica cotidiana da escola e também do meio social.  No próximo capitulo, trataremos acerca da importância da orientação para o desenvolvimento físico e emocional do aluno.

CAPITULO 5 - A ORIENTAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO FÍSICO E EMOCIONAL DO ALUNO

Sabemos que a priori a função da educação é ensinar, contudo ela vem agregando responsabilidades pela educação integral do aluno, tal postura não deixa de ser pertinente, pois o aluno é um ser complexo que desenvolve todos os aspectos de sua personalidade (afetivo, físico, social, sexual vocacional) simultaneamente com o intelectual, O Orientador Educacional não pode desconsiderar esses aspectos, pois problemas ou dificuldades nessas áreas poderão afetar o rendimento escolar do aluno. (GIACAGLIA; PENTEADO, 2006)

 

É nesse sentido que Giacaglia e Penteado (2006, p.111) trazem que:

 

A escola deve atentar para essa problemática e estar preparada para lidar, da melhor maneira possível, com ela. Alem da ajuda que o Or.E. possa dar a esses alunos, é necessário, às vezes, estabelecer contato com médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, de um lado e com os professores e pais, por outro.

 

 

Por tanto, mesmo os alunos que não tenham nenhum problema especial de saúde precisam ser orientados sobre doenças, drogas, higiene pessoas, gravidez e valores morais, Professores e Orientadores devem ficar atentos para atender preventivamente essas questões.

 

O Orientador Educacional poderá trabalhar e sugerir aos professores que desenvolvam projetos com campanhas diversas, sobre saúde e higiene na escola, campanhas preventivas ainda são estratégias mais eficazes, e, é importante que essas campanhas contem com a colaboração de palestras de pessoas capacitadas, material didático de esclarecimento, livros , slides, filmes etc. (GIACAGLIA; PENTEADO, 2006)

 

De acordo esses autores, cabe ao Orientador Educacional o apoio a alunos e pais com atendimento e encaminhamento a especialistas e instituições onde alunos com dependência química podem ser atendidos e orientados, inclusive por ter implicações de ordem de segurança e policial. Um dos aspectos do desenvolvimento do educando mais problemático para orientar é a questão sexual-afetiva. Muitos pais gostariam que a escola se responsabilizasse desse assunto outros já temem que a escola aborde essa questão, daí a necessidade do Or.E., procurar se informar sobre as expectativas da escola e da comunidade a respeito do assunto, tudo deve ser feito com muita cautela e ética, portanto cabe aos pais decidirem se a escola deve ou não tratar das questões afetivas e sexuais com seus filhos.

 

Giacaglia & Penteado (2006, p. 113), aclara tal afirmação trazendo o seguinte, "[...] grande parte dos pais ate desejaria que a escola se incumbisse totalmente dessa tarefa, reconhecendo o próprio despreparo devido ou a falta de informações, ou a falta de tempo ou, ainda por dificuldades em com essas temáticas." Situações que geram nos pais sensação desconfortável em tratar o assunto com seus filhos.

 

È importante que o Or.E. se atualize e solicite auxilio de especialistas pois deverá tratar de temas muito sérios e complexos no atendimento de alunos e pais, pois há diferenças marcantes quanto ao nível de desenvolvimento afetivo, físico e de conhecimento sexual, seria interessante que os temas relativa a afetividade e sexualidade tivesse inicio com os conhecimentos básicos de biologia e fisiologia nas aulas de Ciências e biologia. Já os aspectos que daria seqüência aos assuntos tratados naquelas aulas seriam realizados em grupos com o Orientador Educacional, ali analisaria valores, atitudes, comportamentos, responsabilidade e conseqüências, para tanto é necessário a integração entre professores e Or.E. (GIACAGLIA; PENTEADO, 2006)

 

Esta orientação deverá ser feita gradativamente, respeitando o nível de desenvolvimento e série dos alunos, é importante que vejam o Orientador como um amigo discreto e que possa confiar suas duvidas, inquietações, incertezas, temores e curiosidades.

 

Diante disso é perceptível, o amplo campo de atuação do Or.E., chegando sua atuando, em ponto extremo e de difícil manuseamento, o que remete a necessita de se profissional capacitado com diversas habilidades para atuação cotidiana. Assim nesse próximo item, discorremos sobre a Orientação Educacional e a família do aluno.

 

5.1 - A ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E A FAMÍLIA DO ALUNO

De modo geral a família é responsável pelas primeiras instruções das crianças, assim como ela é responsável pela sua segurança e integridade física e mental. A escola é responsável pela educação formal de crianças e jovens, dessa forma família e escola alimentam expectativas uma sobre a outra em relação ao desenvolvimento do aluno. (GIACAGLIA; PENTEADO, 2006)

 

Nessa dinâmica, podemos citar o trabalho do Or.E., que é realizado com a cooperação da família, respeitando os valores e mantendo um sistema de comunicação para que essa interação não se perca já que ambos têm o mesmo objetivo que é o bem estar e desenvolvimento e formação do educando. "De acordo a legislação vigente. a O. E. será exercida em cooperação com a família, cabendo ao Orientar Or. E, participar no processo de integração escola- família-comunidade." (GIACAGLIA & PENTEADO, 2006, p. 62)

 

 

A Orientação Familiar é uma das atribuições do orientador Educacional conforme decreto que regulamentada a sua profissão, pois, o trabalho deverá ser feito com a cooperação da família.  Assim, para Giacaglia & Penteado (2006, p. 63),

 

O conhecimento da família e uma comunicação efetiva entre ela e a escola, além de condições básicas para realização de uma Orientação Familiar eficiente, são essenciais para a busca de uma unidade de princípios e de atuação entra ambas as instituições

 

Com isso, o autor apresenta a segui algumas das ações desenvolvidas junto às famílias, são elas:

 

  • Esclarece a família quanto às finalidades e funcionamento do SOE (Serviço de Orientação Educacional);
  • Orienta a família sobre o desenvolvimento dos alunos sempre que se fazer necessário, realizando reuniões com os pais juntamente com a Equipe Pedagógica;
  • Relaciona-se com os pais e familiares dos alunos de forma que desenvolva a participação dos mesmos na escola;
  • Compromete-se com a integração pais e escola, professores e pais e pais e filhos;
  • Acompanha o aluno e sua família nas possíveis dificuldades, encaminhando-os a outros especialistas se necessário;
  • Atende os especialistas multidisciplinares que por ventura, realizem qualquer tipo de acompanhamento com os alunos.

 

É necessário ainda, que os dados familiares importantes para o atendimento do aluno e da família devem constar no SOE ou na Secretaria da escola, através desses dados podem-se usar inúmeras estratégias de aconselhamento e esses dados podem ser preenchidos através de fichas e questionários no momento da matricula ou em primeira reunião na escola, é desaconselhável que essas ficha sejam preenchidas em casa, pois podem se perder e com isso perder informações importantes sobre o aluno e a família.

 

Além dos instrumentos usados para levantamento de informações, são utilizadas diferentes estratégias na área de Orientação Familiar. Dentre essas, destacam-se as "[...] reuniões, as entrevistas solicitadas pelos pais ou pelo Or.E., os cursos e palestras". (GIACAGLIA; PENTEADO, 2006, p.67)

Para esses autores as reuniões tornam se o meio mais fácil, embora não o ideal de atendimentos aos pais, pois é quase impossível fazer um trabalho individualizado e sistemático com todas as famílias dos alunos. Para que se tenha um número de presença no mínimo desejável é preciso uma boa organização, planejamento, data e horários favoráveis, pontualidade, local adequado e uma pauta contendo uma temática de interesse geral. Não é aconselhável um números excessivo de reuniões, é importante que se faça uma no começo do ano letivo para apresentação da comunidade escolar e para apresentação e esclarecimentos em relação ao SOE.

 

Entretanto a atuação do Or. E, junto à família, é desenvolvida seguindo critérios. É necessário que essa, seja desenvolvida de forma dinâmica a partir de ações planejadas. Assim o Or.E., terá resultados eficazes no desenvolvimento de suas atuações junto à família e toda comunidade escolar.   Nosso próximo item elucida sobre orientação educacional e a integração do aluno a escola e a sociedade.

 

 

 

5.2 - A ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E A INTEGRAÇÃO DO ALUNO A ESCOLA E A SOCIEDADE

 

O aluno passa parte da sua vida dentro da escola, então é importante que estes momentos sejam os mais agradáveis e interessantes possíveis, para que favoreça seu desenvolvimento de forma saudável. (GIACAGLIA & PENTEADO, 2006) Infelizmente é na escola também que os problemas já existentes se agravam ou tem inicio uma serie de conflitos internos e externos do educando. As experiências vividas na escola podem refletir na vida adulta de forma positiva ou negativa, portanto a adaptação do estudante na escola torne-se algo de muita importância e deve ser preocupação de todos inclusive do Orientador Educacional.

 

É bastante comum a criança se sentir abandonada pela família nos primeiros anos na escola, varias razões a levam ter esse sentimento negativo pelo ambiente escolar, principalmente quando existe um irmão menor onde a mãe o deixa na escola para dar afeto e ficar com o irmão. "Nesta circunstância, a escola adquire, para a criança, uma conotação desagradável e ameaçadora, apesar dos esforços de professores e funcionários para confortá-la, agradá-la e doa brinquedos e atividade disponíveis". (GIACAGLIA; PENTEADO, 2006, p.97)

Vários são os problemas enfrentados pelos alunos na escola, não apenas os novatos, mas os tímidos ou os de uma pequena minoria de algum tipo de grupo (cor, religião, classe social ou necessidades especiais), nesse momento o Or.E. deve assisti-los, planejando atividade que tem por objetivo recepcionar, envolver, integrar, fazer com que estes alunos sintam se pertencentes aquele espaço. A parti dai, Giacaglia & Penteado (2006) avalia que o orientador Educacional deve recorrer às técnicas de aconselhamento para atender os alunos vítimas de discriminação, deve também aproveitar este momento para orientar a maioria que exerce discriminação, pois, alunos mais jovens costumam ser cruéis em relação aos colegas diferentes ou menos afortunados.

 

Para esses autores uma orientação preventiva pode ser desenvolvida a partir de palestras, filmes, leituras, intercâmbios, visita de discussões em grupo sobre diversidade de costumes, religião, etnia, classes sociais, etc.

 

O Orientador Educacional poderá usar a técnica de sociometria, que permite verificar como estão as relações sociais no ambiente de escolar, reconhecer os líderes aceitos e identificar os indivíduos que, por algum motivo, estão marginalizadas, reconhecer as redes sociais: conjuntos específicos de ligações entre um determinado conjunto de indivíduos. Esta técnica é bastante útil e interessante para o conhecimento de uns em relação a outros."A técnica sociométrica indica a existência de "panelas", rejeições, clivagens, antagonismos latentes e manifestos e, eventualmente, até os critérios para os mesmos" (GIACAGLIA & PENTEADO, 2006, p.99).

 

Entretanto, o Orientador possui a competência de auxiliar o aluno desde o inicio de suas atividades escolares, ajudando a esse na integração, e em seu desenvolvimento das relações sociais dentro da comunidade escolar. A ele é dada técnicas para sua atuação junto as necessidade que se apresenta cotidianamente na comunidade escolar. Em nosso próximo item, trataremos sobre a participação do Orientador Educacional no aproveitamento educacional do Aluno

 

 

 

5.3 - A PARTICIPAÇÃO DO ORIENTADOR EDUCACIONAL NO APROVEITAMENTO ESCOLAR DO ALUNO

 

 

Ao longo do tempo a escola vem assumindo as mais diversas funções e não pode tirar de mente que a função primeira que é transmitir conhecimento, espera se que a escola ensine e o aluno aprenda e para isso não basta apenas que o aluno esteja dentro da escola, é preciso um envolvimento maior por parte da família, da comunidade, professores preparados e motivados e que esse aluno tenha bons hábitos de estudo condições físicas e psicológicas, bom relacionamento com professores e colegas, com a comunidade escolar em geral.

 

Considerado a partir da idéia de Giacaglia & Penteado (2006, p. 77) que diz "[...] historicamente, a escola tem assumido, de modo gradativo, as mais diversas funções, mas é importante tem em mente que a função precípua dessa intuição é a de transmitir conhecimentos", aqueles que nela se insere.

 

Com isso o trabalho do Or.E. deve estar fundamentado em diagnósticos objetivos que foram realizados através de estratégias preventivas, onde ele fará reuniões com professores  pais , alunos assegurando que todas as condições levem o aluno ao um melhor aproveitamento escolar.

 

O acompanhamento do Or.E., com aconselhamento no sentido de que o aluno tenha uma visão de mundo e do seu lugar nesse mundo, envolve um trabalho minucioso de acompanhamento junto ao professor e coordenador, dessa forma pode –se orientar o aluno quanto a criar hábitos e horários de estudo que facilite sua aprendizagem , pois cada individuo tem seu ritmo e seu tempo. conseqüentemente, "[...] para o bom rendimento escolar depende de organização, disciplina, responsabilidade e distribuição adequada das tarefas em função do tempo disponível, do volume, da complexidade das tarefas e das dificuldades especificas do aluno". (GIACAGLIA & PENTEADO, 2006, p. 79)

Para Giacaglia e Penteado (2006) o Orientador Educacional deve atuar na orientação do aluno e dos responsáveis quanto às atividades realizadas em casa como as pesquisas, essas devem ser bem orientadas pelo professor, o aluno deve estar consciente que esta atividade faz parte de suas atribuições e não de seus pais ou outras pessoas.

 

O Or.E., colabora também orientando os alunos no que diz respeito às avaliações, pois uma serie de fatores pode contribuir para o fracasso nas provas, o orientador deve se planejar no inicio de cada ano letivo para esses atendimentos, que  difere de uma serie para outra em relação ao comportamentos dos alunos e que interfere diretamente no aproveitamento escolar desses.

 

De acordo com Giacaglia & Penteado (2006) ao elaborar seu plano o Orientador Educacional deve levar em conta os seguintes problemas específicos de cada série e cada faixa etária:

 

Nas primeiras séries do ensino fundamental:

  • Adaptação à situação escolar.
  • Horário e disciplina.
  • Concentração.
  • Relacionamento com professor e colegas.
  • Prontidão.
  • Hábitos e cuidado com o material.
  • Falta, repetência e evasão.
  • Problemas de visão e audição.
  • Hábitos de estudo.
  • Problemas familiares.
  • Problemas emocionais.

 

Nas segundas, terceiras e quarta séries:

  • Disciplinas novas.
  • Mais de um professor.
  • Repetência e evasão.
  • Hábitos de estudo.

 

Nas quintas séries:

  • Hábitos de estudo.
  • Muitos professores muita disciplinas.
  • Diferentes exigências e diferentes personalidades do professor.
  • Tratamento mais impessoal do aluno.
  • Mudança de período ou de escola.
  • Tratamento de "adulto".
  • Namoricos.
  • Drogas.

 

Nas sextas e sétimas séries:

  • Número grande de disciplinas.
  • Diferentes professores e diferentes exigências.
  • Transformações da puberdade.
  • Drogas.

 

Nas oitavas e nonas séries:

  • Decisões vocacionais.
  • Eventual mudança de turno ou de escola.
  • Drogas.
  • Namoro.

 

No Ensino Médio:

Primeiras séries.

  • Nova escola, período, prédio ou colegas.
  • Disciplinas novas.
  • Eventual trabalho ou maiores responsabilidades fora da escola.
  • Namoro.
  • Drogas.

 

Terceiras séries.

  • Decisões profissionais e /ou escolares.
  • Termino do curso, saída da escola.
  • Namoro.
  • Drogas.

 

Giacaglia & Penteado (2006) ainda explana que observados esses pontos, o orientador educacional deve se atentar a um planejamento eficaz pautado em alguns princípios, que ele caracteriza pela as seguintes diretrizes, são elas:

 

  • A promoção, direta ou indireta, do bem estar do educando, do seu desenvolvimento e de sua autodireção deve construir-se na base de todas as ações e objetivos da Orientação Educacional, devendo portanto, construir-se em diretrizes do planejamento.
  • A realidade do educando e do seu contexto sócio econômico-cultural deve ser levada em consideração, em todos os seus aspectos, quando da proposição de objetivos e atividades.
  • A maximização das habilidades e interesses de professores, pais e dos demais participantes diretos no processo de Orientação educacional, bem como de agencias da comunidade, devem ocorrer em todas as fases do planejamento.
  • Todas as pessoas a serem desenvolvidas na implementação de programa devem participar da fase de seu planejamento, contribuindo com as idéias para o mesmo.

 

Assim, é perceptível a importância do trabalho do orientador para bom rendimento escolar do aluno.  O Or.E, possuem ferramentas que pode ser utilizadas para alavancar o desenvolvimento  das ações do aluno  na escola. No próximo item versaremos acerca da orientação educacional e o lazer do aluno.

 

 

 

 

5.4 - A ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E O LAZER DO ALUNO

Desde a antiguidade há uma grande preocupação em aliar um corpo sã com uma mente sã, a Ciência médica e psicológica tem evidencias de que há uma forte interdependência entre a saúde física em mental do indivíduo.

 

Para uma educação integral não poderia, pois, deixar de considerar esses dois aspectos do desenvolvimento do aluno, razão pela qual integra o currículo escolar a programação, dentre outras das áreas de Educação Física e de Educação Artística. (GIACAGLIA & PENTEADO, 2006, p.119)

 

 

E ainda, os alunos que parecem ser saudáveis, poderiam ter seu desenvolvimento comprometido caso não dedicassem uma parte de seu tempo a atividades esportivas ou ao lazer. Por outro lado tal comprometimento também poderá acontecer caso aja excesso em atividade como vídeo game, televisão, computador, os pais devem escolher atividade adequadas e equilibradas para as horas livres de seus filhos.

 

Estudantes, com aparentemente boa saúde física e mental, e que praticam princípios sadios higiene corporal, poderia ter o desenvolvimento comprometido a médio e longo prazo se não dedicasse nenhuma parte do seu tempo a atividades esportivas ou de lazer. Por outro lado tal comprometimento também poderá ocorrer se os alunos e/ ou seus pais não souber escolher atividades equilibradas [...] (GIACAGLIA & PENTEADO, 2006, p.119)

 

Há alunos que trabalham e estudam a noite, não havendo tempo para atividades esportivas nem para o lazer, outros se sobrecarregam com atividades extraclasses, se envolvendo em vários cursos, tratamento dentário e outras atividades que não disponibiliza tempo para o lazer e atividades esportivas.

Para Giacaglia & Penteado (2006) é por meio de estratégias que o Orientador Educacional orientará os pais no sentido de saber a importância de quanto às atividades esportivas e de lazer são primordiais para saúde física e mental dos estudantes. Em relação aos professores o Or.E., buscará integra se principalmente com os de Educação Física e Educação Artística para que os alunos sejam orientados quanto ao lazer.

 

Isso porque as atividades físicas e de lazer faz com que o aluno desenvolva habilidades motoras essenciais para sua saúde física e mental, além de compreender como é competir, obedecer a regras e regulamentos, ter responsabilidades desenvolvendo sua sociabilidade.

 

For fim, para que o Or.E, tenha êxito nesse tipo de  trabalho é preciso que ele tenha claro que para o aluno ter um desenvolvimento completo de mente e corpo deve haver um equilíbrio entre as atividade físicas e as intelectuais, dessa forma orientar pais e alunos usando estratégias preventivas. O próximo capitulo vem trazendo como tema, a avaliação da atuação do orientador educacional.

CAPITULO 6 - A AVALIAÇÃO DA ATUAÇÃO DO ORIENTADOR EDUCACIONAL

 

Avaliação não é um tema fácil de tratar, existe aí a necessidade de cautela para que este processo não seja arbitrário, sendo que avaliar é comparar objetivos propostos com resultados alcançados, fica realmente difícil realizar uma avaliação na área de ciências humanas, mas apesar da complexidade e subjetividade de se avaliar é preciso que se avalie o trabalho desenvolvido pelo Orientador Educacional. (GIACAGLIA; PENTEADO, 2006)

 

Essa avaliação pode acontecer de dois modos, o de caráter interno, quando o próprio Or.E. levanta resultados do seu trabalho  e o de caráter externo onde  alunos , professores e equipe técnica se manifesta em relação ao desempenho do SOE. Para Giacaglia e Penteado (2006) os objetivos do SOE acontecem ao longo do ano só será possível que essa avaliação seja feita, no termino desse ano. Ao dividir o trabalho do orientador Educacional em áreas facilita a proposição dos objetivos e a sistemática da avaliação, dessa forma evita à suposição do que seria o trabalho do Or.E.

 

O plano do Or.E., permite que a avaliação seja feita de forma correta comparando e executando como o previsto. "O que se avalia, portanto não é a quantidade de atividades programadas ou a sofisticação com que são escritas, mas a clareza, a viabilidade e ardem em que as atividades são propostas em relação aos objetivos a serem alcançados". (GIACAGLIA; PENTEADO, 2006. p. 41)

Segundo esses autores, ao final do processo de avaliação, evidencia-se o que foi previsto e não foi realizado e quais as razões para isso. A análise dessas razões permitirá que se façam os ajustes necessários de acordo com cada caso.

 

Para que se tenha o máximo de eficiência na avaliação é necessários que se registre as informações sistematicamente e que sejam realizadas atividades adequadas com instrumento de avaliação, para garantir maior validade dos resultados é interessante que não se identifique as pessoas que realizam as avaliações.

 

De tal modo, finalizando o processo de avaliação deverá ser redigido um relatório para que conste todo o processo, quais metas foram alcançadas e suas causas, quais ainda necessitam de reformulação, sugestões e perspectivas para o próximo ano. O que se pretende com essa avaliação não é mensurar o trabalho do profissional e sim avaliar as atividades de SOE, tornando esse trabalho cada vez mais eficiente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

 

Não se entende a educação apenas lendo reformas e leis, mas sim, ao entendermos o homem concreto, seus anseios, suas necessidades básicas e suas expectativas de uma sociedade justa e igualitária.

 

É importante reorganizar a escola como espaço de aprendizagem cooperativa, na qual os professores possam ir formando-se em um dialogo e em uma reflexão com os colegas. As atividades escolares necessitam de dispositivos de acompanhamentos, o que pode ser oferecido pelo Or.E., no momento em que toda comunidade escolar entender suas atribuições, e essas, devem estar pautadas em uma base sólida entre teoria e prática.

 

Analisando a prática do Or.E, na perspectiva da teoria, também leva-se em consideração que cada comunidade escolar é única, sendo diverso em seu modo de ver o mundo, de agir em cada situação e de encarar acontecimentos de formas específicas. Tal ponderação deu resposta ao nosso problema, que foi o de saber qual a real função do Or.E - disciplinador ou mediador do processo ensino-aprendizagem.

 

Foi possível, visualizar uma serie de pressupostos sobre as temáticas apresenta possibilitado a parti das consultas em livros, artigos, textos e outros. Alcançando assim, respostas ao nosso objetivo, o de Investigar sobre o trabalho do OE na comunidade escolar numa perspectiva mediadora e facilitadora do processo ensino-aprendizagem.

 

Assim, todos os autores aqui citados têm em comum o fato de que a escola deve ter clara a função do Orientador Educacional, assim como esse profissional deve ter clara suas atribuições dentro dessa comunidade escolar, para que seu trabalho realmente atenda a seu propósito que é de orientar alunos, pais e professores em relação ao aprendizado e as dificuldades que estes enfrentam nesse processo.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/o-orientador-educacional-e-seu-trabalho-na-comunidade-escolar-3972566.html

    Palavras-chave do artigo:

    orientacao educacional familia

    ,

    aluno e sociedade

    Comentar sobre o artigo

    Tania Maria da Silva Nogueira

    O intuito deste artigo é abordar, a pratica do orientador educacional, assim como salientar o caminho percorrido pela orientação educacional e seu histórico desde a sua gênese sistematizada, tendo em vista que a orientação acompanha o homem de forma asistemática desde os primórdios

    Por: Tania Maria da Silva Nogueiral Educaçãol 20/02/2010 lAcessos: 3,732 lComentário: 1
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    Como toda pratica deve-se aliar a teoria, na orientação educacional, como parte integrante do desenvolvimento global do aluno, numa visão atual a teoria é incontestavelmente principio perene, o pensamento de vários teóricos, auxiliam na aplicação de práticas em determinados aspectos sobre o desenvolvimento social e psicológico do orientando.

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    Por: Tania Maria da Silva Nogueiral Educaçãol 20/02/2010 lAcessos: 8,503
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    Por: Silmara Marcela Dobjenskil Educaçãol 05/01/2013 lAcessos: 189
    Renato Ferreira

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    Por: Renato Ferreiral Educaçãol 31/03/2009 lAcessos: 26,354 lComentário: 4
    Luiza C de Azevedo Ricotta

    O tema deste artigo reflete o pensamento da autora no livro "Os Valores do Educador: Uma Ponte Para a Sociedade do Futuro" SP: Àgora Ed (2006) cujo intuito principal é a melhoria da qualidade do profissional de educação, sua saúde psíquica e uma consciência e mentalidade crítica com relação à sociedade, sendo portanto capaz de exercer seu papel de formador de pessoas e transmissor de valores humanos para uma socieadade viável.

    Por: Luiza C de Azevedo Ricottal Educaçãol 30/01/2009 lAcessos: 12,991 lComentário: 3
    Jonas Alfredo da Silva Santos

    RESUMO Este trabalho de conclusão de curso foi desenvolvido através de revisão bibliográfica, aplicação e pesquisa de campo, nomeado como "Projeto Aventura Educacional" que consiste na realização das atividades de aventura nas escolas públicas, tendo como objetivo atividades multidisciplinares que potencializam e contribuem com os valores culturais e sociais que se agregam ao processo de ensino com conhecimentos práticos das matérias curriculares.

    Por: Jonas Alfredo da Silva Santosl Educação> Educação Infantill 07/08/2011 lAcessos: 154
    Antonia Matos

    Este trabalho tem finalidade de fazer uma breve reflexão sobre o papel da escola e da família no processo ensino-aprendizagem, a importância do trabalho conjunto dessas duas instituições tendo objetivos, estratégias e planos de ação conjuntos objetivando o sucesso acadêmico de seus filhos/alunos. Também será analisado o papel do psicopedagogo neste processo.

    Por: Antonia Matosl Educação> Ensino Superiorl 15/10/2012 lAcessos: 725
    Ribamar Pinho

    É de extrema importância a presença da família no contexto escolar onde é imprescindível que os pais frequentem o ambiente escolar para saber de que maneira é desenvolvido o comportamento e aprendizagem de seus filhos. A presença da família na escola é significante porque demonstra apoio e preocupação com a aprendizagem da criança, sendo que, com a presença dos mesmos, a sociedade escolar, sentir-se-á honrada, compromissada e motivada para tratar o processo de ensino aprendizagem da criança.

    Por: Ribamar Pinhol Educação> Educação Infantill 20/01/2013 lAcessos: 463

    presente trabalho possui como fonte de informações a pesquisa-ação, os resultados obtidos em 2013 na escola CEJA Valdemar de Oliveira, assim como, as possibilidades de mudanças aplicadas em 2014. A base de dados fundamenta-se na analise de aprovação e reprovação de 2013, bem como, as respostas dos professores e estudantes as perguntas realizadas. A coleta de dados se apresenta nas ideias de Souwey

    Por: Jorge Rocha Gonçalvesl Educação> Ensino Superiorl 18/04/2014
    Edjar Dias de Vasconcelos

    Rousseau nasceu na cidade de Genebra, de origem pobre, seu pai um consertador de relógio, sua mãe morreu no parto, o pai teve pouco interesse pelo filho, o pobre menino foi deixado em Gênova, quando o pai teve que fugir da cidade para não ser condenado criminalmente.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Educação> Ensino Superiorl 04/04/2014 lAcessos: 11
    Edjar Dias de Vasconcelos

    Autor de uma vasta obra filosófica preocupava-se com o conhecimento das verdades essenciais que determinam à realidade em vários aspectos, a partir do seu trabalho, estabelece princípios éticos que norteiam o mundo social da Grécia antiga.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Educação> Ensino Superiorl 01/04/2014
    Edjar Dias de Vasconcelos

    Até aquele momento o povo grego tinha sua organização político-administrativa voltada para o palácio em torno da figura do rei, o que foi modificado completamente. Com os dórios a organização política segue outra dinâmica obedecendo à estrutura de família denominada de genos.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Educação> Ensino Superiorl 31/03/2014
    Edjar Dias de Vasconcelos

    Conhecer é uma ação complexa e parcial, sinteticamente e não absolutamente projetiva, queiramos ou não quem conhece em última instância é a estrutura epistemológica do cérebro, sem negar a relação dialética dos procedimentos empíricos.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Educação> Ensino Superiorl 29/03/2014
    Edjar Dias de Vasconcelos

    A grande contribuição aconteceu em razão por construir as bases disciplinares de uma ciência do direito, na elaboração de uma teoria de Estado, dando continuidade os elementos de formação contínua do próprio mecanismo e estrutura como instituição política.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Educação> Ensino Superiorl 27/03/2014
    Edjar Dias de Vasconcelos

    De onde vêm os engodos ideológicos possibilitando sucesso em seus procedimentos transmissivos, na essencialidade contraditoriamente do ponto de vista prático, sustentam se em existências imateriais motivos pelos quais são ideologias.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Educação> Ensino Superiorl 27/03/2014

    Este trabalho tem como objetivo narrar, em linhas gerais, a história do curso de Letras no Brasil, observando em especial sua relação com o contexto histórico-social e com o modelo de universidade vigente. Buscamos também apresentar breve comentário sobre os primeiros cursos de Letras no Brasil. Inclusive queremos contextualizar se seus objetivos estão engendrados com as necessidades existentes na sociedade. Ainda por cima, será contextualizado o curso de Letras no qual estudamos, analisando s

    Por: PEREIRA, Ozeas Autol Educação> Ensino Superiorl 26/03/2014
    Telma Lobo

    Há uma crescente mobilização no Brasil a favor da inclusão dos portadores de necessidades especiais na rede de ensino. Isto exige mudanças de atitudes não só de professores, mas de toda comunidade escolar assim como da sociedade em geral. Porém, para que isso aconteça é preciso reconhecer, questionar e romper com preconceitos ainda existentes na sociedade, estimulando o acolhimento e o respeito às crianças e jovens com necessidades especiais.

    Por: Telma Lobol Educaçãol 15/01/2011 lAcessos: 10,704 lComentário: 1
    Telma Lobo

    Refletir sobre os problemas didático-pedagógicos do Ensino Superior é de suma importância, uma vez que se percebe a insatisfação, por parte dos acadêmicos, em relação à aprendizagem e reflexão de conhecimentos. Para comprovar esse problema, fez-se uma pesquisa bibliográfica, bem como, uma pesquisa de campo, com a aplicação de questionário, para conclusão e avaliação dos dados, usou-se a análise qualitativa.

    Por: Telma Lobol Educaçãol 04/01/2011 lAcessos: 1,965
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