O professor e o projeto político pedagógico da escola

Publicado em: 26/06/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 12,801 |

 

 

O PROFESSOR E O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA

 

 Denise Marques Rios

Neide Pena Cária

 

  Sendo o Projeto Pedagógico um documento referencial para o desenvolvimento de um ensino de qualidade, o estudo aborda a importância da participação do professor na sua elaboração e na sua implementação. A pesquisa se baseia em nossa experiência em educação no Ensino Fundamental e Infantil onde percebemos que não é comum a participação dos docentes nos planos da escola, principalmente, o Projeto "Político" Pedagógico, e que o mesmo quase sempre não está à disposição da comunidade escolar. O objetivo deste artigo é destacar a importância do envolvimento e do comprometimento do professor no Projeto Pedagógico. Sem essa atitude do professor, ele não será "político" e nem tão pouco eficaz; será apenas mais um documento burocrático na gaveta.

 

Palavras-chave:  Educação. Professor. Projeto Pedagógico.

 

 1 INTRODUÇÃO

 A questão do planejamento ou dos projetos escolares sempre fez parte da rotina da escola. É comum se afirmar que o projeto sempre existe ainda que nem sempre esteja necessariamente explicitado. No caso do Projeto Político Pedagógico, embora pareça uma coisa comum nas escolas, ele ainda é uma ação de caráter obrigatório pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Nº 9394/96, que prevê a exigência da participação dos profissionais da educação e de toda a comunidade escolar, conselhos etc, e, contudo, é comum ser apenas mais um documento burocrático que quase ninguém da escola conhece.

Nesta pesquisa foi abordado a construção do Projeto Político Pedagógico da escola e a importância da participação do professor na elaboração e implementação das propostas pedagógicas da escola, buscando trazer à discussão alguns princípios que o norteiam e como eles estão interligados entre si de maneira dinâmica, com destaque à participação do professor. Tais princípios são os arcabouços para efetivação processual do Projeto Político-Pedagógico, são eles: participação, gestão democrática, autonomia e trabalho coletivo.

Todo projeto supõe rupturas com o presente. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma nova estabilidade em função da promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente a determinadas rupturas.

O objetivo deste estudo é demonstrar que é de suma relevância a participação do professor, tanto no processo de elaboração, em todas as discussões e propostas, quanto na execução das propostas inseridas no Projeto Político Pedagógico. Além de destacar que este documento deve estar ao acesso de todos os profissionais e demais atores da comunidade escolar. Este estudo também dá ênfase na necessidade deste documento realmente fazer parte das atividades da escola, visto que ele nunca deve ser um documento pronto e acabado; ao contrário deve estar sempre em avaliação e renovação para atender às expectativas da comunidade escolar.

A motivação para a escolha deste tema se respalda em nossa experiência como parte de uma equipe mantenedora de uma escola infantil, na cidade de Pouso Alegre, Minas Gerais e por ser professora em outra escola pública na cidade. Como tal, nesta função, não temos percebido envolvimento adequado dos docentes e nem comunidade escolar na elaboração do Projeto Político Pedagógico e nem nas ações da escola.

Quando proprietária e diretora de uma escola infantil, ao elaborar o Projeto Político Pedagógico da escola não foi possível contar com a participação dos professores, o que veio acarretar diversos problemas no decorrer da operacionalização da proposta pedagógica, no dia a dia da escola, e, por conseqüência um resultado insatisfatório.

Dentre os desafios de melhorar a qualidade de ensino, um dos mais citados por pesquisadores é a falta de envolvimento dos professores na participação das ações realizadas pela escola. Diante disso, cabe destacar a necessidade de organizar, planejar as ações a fim de corresponder aos anseios dos pais e da sociedade. A elaboração do Projeto Político Pedagógico, sua discussão de forma sistematizada, poderá contribuir para o melhor desempenho dos profissionais da escola e dos alunos.

Para o desenvolvimento deste trabalho foi realizada uma pesquisa bibliográfica, utilizando artigos científicos e autores como: Paulo Freire; Maria Teresa Nidelcoff; Celso dos Santos Vasconcelos; Moacir Gadotti; Paulo Padilha, dentre outros. O estudo analítico se constituiu em refletir entre a teoria e a nossa experiência no dia a dia da escola.

 

2 PLANEJAMENTO: UM CAMINHO E UM PONTO A CHEGAR

 No início do século XX, o planejamento escolar possuía em seu corpo atribuições que deveriam ser realizadas, a fim de organizar o trabalho diário da escola. Estas atribuições eram totalmente diferentes das que hoje são realizadas na comunidade escolar e os desafios são outros.

Em 1932, o "Manifesto Pioneiro da Educação Nova" já apresentava informações de que para desenvolver uma boa educação era necessário planejar e organizar.

Na década de 30, os professores eram vistos como o centro do processo educativo, e, atualmente, como mediador. O foco do processo é o aluno, e, é ele a grande preocupação e o centro das atenções, pois, é para ele que todo o ensino é organizado.

Em 1996, na Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB), nº 9394 explicita em seu artigo 15, a necessidade de dar autonomia à escola e contar com a participação de todos na elaboração do Projeto Político Pedagógico da escola:

Freire (1996) fala das relações complexas dos indivíduos na sociedade atual, e da elaboração sistemática das relações do homem com o conhecimento. Esta nova forma de conceber a realidade prepara o aluno para exercer seus direitos e deveres como cidadão, sujeitos do processo, atuantes na sociedade, "sujeitos de sua história".

No meio de todos os desafios enfrentados, encontramos a escola, um local privilegiado para a construção de novas ideologias e que precisa acompanhar essas alterações. Neste sentido faz-se necessária a mobilização de todos os envolvidos neste processo para assegurar que uma mudança nos paradigmas da Escola. Para Freire, as coisas, por si, muito dificilmente se transformam na direção que desejamos. Por si, as coisas tendem a se reproduzir, pois há uma "engrenagem" montada que ao seu entender é sustentada, muito concretamente, pela ação alienada dos homens ali presentes. No caso da escola, dos professores, diretores e da comunidade escolar.

A escola não é uma ilha, cercada de água por todos os lados, ela está cercada por pessoas diferentes e que formam grupos também diferentes, que se encontram no espaço da Escola. Ao planejar suas metas a escola precisa ir além de seus muros para "conhecer" e "reconhecer" esses grupos. Tomar conhecimento da realidade é fundamental na busca de melhorar o processo e propiciar uma aprendizagem significativa, como argumenta Nidelcoff (1979, p.31.

Nenhuma mudança é fácil; ela implica em intenção, ação, reflexão, ação e rupturas. Ao realizar o Projeto Político Pedagógico, com intenções de mudar o cenário educacional, é preciso saber que tipo de indivíduos se quer formar e quais os anseios da sociedade, projetar-se para o futuro num esforço coletivo de acertar.

Como nos diz Gadotti (2001), o Projeto Pedagógico da escola pode ser considerado como um momento importante de renovação da escola. Projetar significa "lançar-se para frente", antever o futuro diferente do presente.

Diante dos dizeres de Gadotti (2001), é possível considerar que a sociedade não é estática, ao contrário, as mudanças são constantes, mesmo não as desejando, por isso é preciso buscar alternativas para acompanhar as transformações da nossa sociedade. A escola como parte dessa sociedade é responsável pela formação do homem, não pode ficar alheia aos processos de transformação social, político e econômico. Dessa forma, a escola precisa ser planejada para que não seja apenas reprodução e, sim, transformação.

 

3 O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

 O conceito de Projeto Político Pedagógico no sentido etimológico do termo projeto vem do latim projectu – particípio passado do verbo projicere -, que significa lançar para diante. Plano, intento, desígnio, empresa, empreendimento. Redação provisória de lei. Plano geral de edificação. O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico de escola é, também, um projeto "político" por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária.

Segundo Padilha (2001, p. 30), "planejamento é processo de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e objetivos, visando ao melhor funcionamento de empresas, instituições, setores de trabalho, organizações grupais e outras atividades humanas". Para o autor o ato de planejar é sempre processo de reflexão, de tomada de decisão sobre a ação; processo de previsão de necessidades e racionalização de emprego de meios (materiais) e recursos (humanos) disponíveis, visando à concretização de objetivos, em prazos determinados e etapas definidas, a partir dos resultados das avaliações.

Em sentido mais amplo, explica o autor que planejar, é um processo que "visa a dar respostas a um problema, estabelecendo fins e meios que apontem para sua superação, de modo a atingir objetivos antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o futuro" (PADILHA, 2001, p. 63). Planejar é uma atividade que está dentro da educação, visto que esta tem como características básicas: evitar a improvisação, prever o futuro, estabelecer caminhos que possam nortear mais apropriadamente a execução da ação educativa, prever o acompanhamento e a avaliação da própria ação. Planejar e avaliar andam de mãos dadas, ou pelo menos deveria andar.

O Projeto Político Pedagógico se enquadra nesta perspectiva mais ampla e se embasa em princípios que vão além de um simples planejamento. São Princípios do Projeto Político-Pedagógico: participação, gestão democrática, autonomia e trabalho coletivo, sendo que a participação, que é o foco desta pesquisa, surge como elemento articulador das políticas pedagógicas que a escola almeja.

Participar é assumir a responsabilidade em conjunto, não uma responsabilidade isolada. Através da participação podemos discutir, propor, elaborar ações que sejam ligadas ao desejo de um contingente de pessoas. A participação da família e da comunidade ganha destaque no contexto escolar na elaboração do Projeto Político-Pedagógico. Sem participação seria negligenciar o direito que estes têm de estarem presentes participativamente nas ações efetivadas pela e na escola.

Contudo, o termo "participação" deve ser ressignificado em sua dimensão política, pois, essa participação deve ser (re) elaborada de forma que faça com que esses segmentos sintam-se úteis e valorizados pela escola, e a escola possa contribuir com a formação deste, pois, quanto mais conhecimentos eles adquirirem mais contribuições retornarão para escola.
A escola precisa escutar o que os pais, mães, responsáveis almejam, dar valor as suas idéias, desejos e contextualizá-los a vida da escola, mas é preciso também que estes ouçam, participem daquilo que a escola pretende realizar, e juntos construam um espaço escolar participativo. A participação se estende além do estar presente, pois, estar somente presente corresponde a uma pseudoparticipação, haja vista que o indivíduo não age como sujeito dentro das ações em debate, apenas serve como carimbo nas decisões efetivadas. "Pela participação, o indivíduo pode assumir a condição de sujeito e não de objeto" (...), (VASCONCELOS, 2009, p. 25).

Libâneo (2001) ressalta ainda que a participação é fundamental por garantir a gestão democrática da escola, pois, é assim que todos os envolvidos no processo educacional da instituição estarão presentes, tanto nas decisões e construções de propostas (planos, programas, projetos, ações, eventos) como no processo de implementação, acompanhamento e avaliação.

Baffi (2002) ao escrever sobre a importância da participação no Projeto Político Pedagógico, pergunta como estamos trabalhando, no sentido do desenvolvimento de grupos operativos, onde cada sujeito, com sua subjetividade, possa contribuir na reconstrução de uma escola de que precisamos?

São essas perguntas que deveriam nortear a rotina da escola, pois a participação ativa é a força motriz para se conseguir atingir realizações como: a própria elaboração do Projeto Político-Pedagógico, ou mesmo as ações previstas por ele. Contudo, não é normalmente o que se vê nas escolas. Vasconcelos (2004) chama a atenção para o fato de que é preciso analisar os motivos que levam o professor a não participar das discussões do Projeto Político Pedagógico da escola?

Para Vasconcelos (2009, p. 25) "a participação só tem sentido quanto existe uma ética, uma disposição em mudar realmente o que for necessário e não apenas as aparências". Através da participação é possível ruptura com o já estabelecido, com a cultura do autoritarismo, do individualismo, que permeia, ou, permeou a formação dos que fazem parte do contexto educacional, pois participar subjuga-se uma formação consciente de direito, de se expressar, buscar ideais em conjunto, de se envolver mais, "intimamente" com os acontecimentos ocorridos ou que podem ocorrer no seio da escola. "A participação aumenta o grau de consciência política, reforça o controle sobre a autoridade e também revigora o grau de legitimidade do poder serviço"

Segundo Marques (2000), a gestão democrática é muito importante para que se efetive o Projeto Político-Pedagógico, pois permitirá que se estabeleça uma relação profissional, dinâmica, assim como ações e decisões comprometidas e coletivas. A gestão democrática deve ser um propósito inseparável da direção escolar, assim como do ambiente escolar como um todo e que ele não seja uma mera elaboração de planos com fins de exigências burocráticas, e depois engavetado.

Segundo Libâneo (2001, p. 79), com a implantação do Projeto Político-Pedagógico prevê-se que as metas individuais sejam supridas pelo objetivo da escola como um todo. O Projeto Político-Pedagógico é proveniente do trabalho coletivo, sem a presença do autoritarismo do diretor (a), professor (a), e outros, assim pressupõem o fim da hierarquia de poder, do ditador (a) de normas. O trabalho coletivo participativo supera as barreiras do individualismo exacerbado, as relações interpessoais servem de apoio à solução de possíveis problemas ocorridos com o que fora planejado. Como agentes construtores do Projeto Político-Pedagógico estes se sentem ainda mais compromissados, para que as resultados almejados sejam alcançados. A participação (…) proporciona um melhor conhecimento dos objetivos e metas, da estrutura organizacional e de sua dinâmica, das relações da escola com a comunidade, e favorece uma aproximação maior entre professores, alunos e pais.

O Projeto Político Pedagógico, dentro de suas dimensões "político" e pedagógico", busca o "novo" sem "desprezar" o que já está instituído, a sua construção coletiva propicia um fazer pedagógico consciente e valoriza a cultura local, por isso, é transformador. A cultura da participação exige tempo de amadurecimento, desde que seja incentivada e valorizada.

 3.1 O papel do Projeto Político Pedagógico

  A escola, enquanto espaço de discussão e formulação de ideologias, tem papel fundamental na transformação da sociedade, como afirma Gadotti (2001). Indo mas além diz que a educação só pode ser transformadora nessa luta surda, no cotidiano, na lenta tarefa de transformação da ideologia, na guerra travada na escola.

As finalidades do Projeto Político Pedagógico são várias, dentre elas destaca-se o seu potencial transformador. Segundo Vasconcellos (2009) uma de suas finalidades é "ser um instrumento de transformação da realidade; resgatar a potência da coletividade; gerar esperança.

Para elaborar o Projeto Político Pedagógico é preciso considerar a realidade que envolve a unidade escolar, qual a cultura dos indivíduos que a cercam e quais as ansiedades da comunidade, para que todo o processo corresponda aos interesses da coletividade, garantindo a autenticidade e individualidade de cada unidade escolar, como podemos observar em Tavares (2009, p. 111-112), O projeto pedagógico é um documento desenvolvido a partir das necessidades de cada escola. A sua elaboração deve levar em conta as limitações, as expectativas e as potencialidades de toda a comunidade escolar e ser "considerado também os recursos didáticos e pedagógicos que a escola possui. No Projeto Pedagógico deverá constar o desenvolvimento do aluno como um ser complexo e crítico, não apenas alfabetizado, mas com um alto grau de letramento [...]"

Como recurso pedagógico, este documento deverá nortear as ações dos professores em sala de aula, proporcionando possibilidades de mudanças nas práticas pedagógicas. "A sala de aula deve deixar de ser um local onde o professor é o único sabedor e, sim, passar a ser um local de troca de informações e conhecimentos. Deverá ser um local de reflexões, críticas e descobertas [...] (TAVARES, 2009, P.112).

Conforme Padilha (2002, p.90), mais importante do que produzir um documento perfeito e tecnicamente de acordo com os jargões científicos ou burocráticos, é dizer com  clareza o que a escola vai realmente fazer, a partir de suas condições, de acordo com as estratégias que são factíveis e com os recursos que, mesmo ainda não disponíveis, têm condições de ser alocados.

Neste sentido destaca-se a importância de ter um projeto coletivo e único para cada escola, respeitando as diferenças, as necessidades e as dificuldades de cada escola. Antes é necessário que fique claro que não há uma única forma de se construir um projeto, devido às singularidades de cada unidade escolar e dos atores da escola, tanto aluno como professores, diretores e demais funcionários. Enfim, o projeto político pedagógico deve ser constituído por uma estrutura que contemple toda a complexidade da escola, construindo a identidade e as expectativas da comunidade escolar.

A participação do professor na construção do projeto político pedagógico, nem sempre é efetiva pelo fato de as escolas quase sempre manter os mesmos projetos, durante anos, não considerando as mudanças que ocorrem na sociedade. Os professores, assim como as escolas, permanecem com sua prática, muitas vezes ultrapassada, alienando-se diante da realidade em que ele e seus alunos estão inseridos e sem consciência da complexidade do trabalho que fazem, também por isso, acaba sendo banalizada a tal ponto que qualquer um pode fazê-la.

Conforme Imbernón (2000), o conceito de qualidade educativa não é estático, não há consenso sobre seu significado nem existe um modelo único, já que depende da idéia de formação e de ensino que se tem. Durante muito tempo, e pelo fato de provir do mundo da produção, a qualidade foi interpretada como conceito absoluto, próximo às dimensões de inato e de atributo de um produto. Buscar um ensino de qualidade, não implica em um processo igualitário de formas de se trabalhar, neste sentido é fundamental que o professor, enquanto mediador do processo de ensino-aprendizagem conheça a realidade do Projeto Político Pedagógico auxilia na sua elaboração e respeita as diferenças, pois o que é significativo para uma unidade escolar não precisa ser necessariamente para outra.

.A formação do professor, sua participação na elaboração do Projeto Político Pedagógico a busca por novos conhecimentos, numa sociedade complexa, como a que vivemos atualmente, contribuem para que possamos obter uma melhor qualidade no ensino, contribuindo para a formação de indivíduos críticos e reflexivos, capazes de utilizar as informações passadas por seus professores para construir um mundo melhor.

 CONSIDERAÇÕES FINAIS 

  A importância de construir um projeto político pedagógico, com a participação de todos os envolvidos, é fundamental para se obter sucesso no processo de ensino-aprendizagem. Todos são importantes e precisam ser reconhecidos nesta construção de identidade da unidade escolar.

Durante esta abordagem, buscamos apresentar aspectos relevantes no momento de construir o projeto político pedagógico, como conhecer a realidade em que o aluno está inserido, numa visão que vai além dos muros da escola. Na construção, o professor enquanto "detentor de um conhecimento" sistematizado, pode confrontá-los com experiências proporcionadas pela apropriação da realidade do aluno.

Durante a execução, o professor é peça chave, no momento de fazer as coisas efetivamente acontecerem. È "ele", o professor que pode tornar as aulas, um momento de discussão e reflexão, onde serão construídos novos conhecimentos, capazes de despertar o espírito crítico e investigativo nos alunos. Buscando obter êxito no processo educacional, a escola discute estratégias e elabora ações que auxilie os alunos a aprender e desenvolver-se enquanto "cidadão".

Não foi proposta desta pesquisa esgotar a discussão sobre este tema de tamanha relevância no ambiente escolar. Ao contrário, é um convite a futuras e constantes reflexões, que é a característica básica e fundante do Projeto "Político" Pedagógico.

 

REFERÊNCIAS

 BAFFI, Maria Adelia Teixeira. O planejamento em educação: revisando conceitos para mudar concepções e práticas. In.: BELLO, José Luiz de Paiva. Pedagogia em Foco, Petrópolis, 2002.

Disponível em:. Acesso em: 3/3/2011.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 7. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

 GADOTTI, Moacir. Um legado de esperança. São Paulo: Cortez, 2001.

GANDIN, Danilo. Temas para um Projeto Político-Pedagógico. Petrópolis: Vozes, 1999.

 LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão escolar: teoria e prática. 4. ed. Goiânia: Editora Alternativa, 2001

 

MARQUES, Mario Osório. A formação do Profissional da Educação. Enjui, 3. Ed. 2000.

NIDELCOFF, Maria Teresa. A escola e a compreensão da realidade. 15. ed. São Paulo: Editora Brasiliense S.A., 1987.

 PADILHA, R. P. Planejamento dialógico: como construir o projeto político-pedagógico da escola. São Paulo: Cortez; Instituto Paulo Freire, 2001.

VASCONCELLOS, Celso dos S. Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula. 10. ed. São Paulo: Libertad Editora,

2009.

 IMBERNÓN, Francisco. Formação docente e profissional. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2000.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/o-professor-e-o-projeto-politico-pedagogico-da-escola-4954159.html

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    palavras chave educacao professor projeto pedagogico

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    Sobre as reformas educacionais no Brasil, é possível alinhá-la ao agravamento da crise pela queda de arrecadação de impostos, e, em vista da escassez de recursos públicos para alavancar o desenvolvimento da economia, que sempre esteve vinculada na capacidade da União de atender as questões sociais, investir em obras e serviços de infra-estrutura. Este artigo pretende discutir as reformas educacionais à luz de um contexto de neoliberalismo e dglobalização.

    Por: Neide Pena Cárial Educação> Ciêncial 26/06/2011 lAcessos: 1,744

    Resumo  Devido às evoluções ocorridas na década de oitenta, na área contábil, houve a necessidade de atualizações dos "Princípios Fundamentais de Contabilidade (PFC)" através da Resolução CFC 750/93. Logo, em 28 de Maio de 2010, pelo processo de convergência das Normas Internacionais de Contabilidade, foi atualizada novamente, com a Resolução CFC 1282/10, para assegurar a aplicação correta das Normas Brasileiras de Contabilidade, frente aos novos Princípios de Contabilidade.

    Por: Neide Pena Cárial Educação> Ensino Superiorl 20/05/2011 lAcessos: 4,685

    Este artigorepresenta minha indignação com relação às políticas públicas na área educacional e objetiva ser uma provocação . Num tempo em que sociedades do mundo inteiro se mobilizam por melhorias na qualidade da educação, no Brasil quase nada do Plano Nacional de Educação da década de 2001 a 2010 não foi cumprido. Agora, estamos com um novo Plano em perspectiva, em que vislumbram algumas esperanças, como a valorização profissional do magistério e esperamos mais decência no seu cumprimento.

    Por: Neide Pena Cárial Educaçãol 24/02/2011 lAcessos: 161
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