O Professor Pesquisador e a Educação Continuada

20/03/2008 • Por • 10,343 Acessos

As novas funções da escola e o conceito de aprendizagem se formam a partir de uma necessidade. Necessidade essa, suscitada pela pós-modernidade e todas as revoluções pelas quais a sociedade tem passado, notadamente a revolução tecnológica; o que por sua vez, exige mudanças no processo educacional que garantam a integração das pessoas à sociedade, bem como a formação continuada do professor.

Assim, naturalmente a escola deve assumir nova função, não se limitando ao mero ambiente centralizador do conhecimento, pois vivemos na era da informação e a escola já não comporta ser palco exclusivo da transmissão dos saberes acumulados ao longo da história, mas deve reformular-se como mais um ambiente propício à incorporação dos vários saberes, atitudes, valores que garantam a inserção do indivíduo nessa sociedade. Não obstante a tudo isso, é imprescindível repensarmos o papel do professor nesse contexto; seria garantia de melhor 'performance' que os profissionais da educação não se limitassem a assumir papéis de meros reprodutores dos saberes, mas que entendessem a importância de assumir postura de especialistas do ensino e também de pesquisadores, pois como detentores de sagacidade investigativa poderiam refletir com apuro e zelo técnico, conferindo à práxis docente um novo perfil, perfil este de facilitador, mediador do conhecimento e quiçá construtor de novos conhecimentos. Mas é fato a facilidade de notarmos que os profissionais da educação com o passar do tempo caminham para o desestímulo, as reclamações tornam-se constantes, concentram-se em lamuriar sobre a própria atividade ao invés de investir todo esse potencial crítico numa reflexão que auxilie no desvelamento dessa profissão, que a crítica seja reveladora da maturidade profissional, que seja capaz de verter-se em fonte de informação e formação para os futuros interessados em adentrar em tão árdua e gratificante tarefa, e que possam encontrar o estímulo necessário para a construção de uma sólida carreira profissional.

Aqui, então, mais uma vez se instaura a necessidade de pensar a formação continuada para que os professores possam, onde estejam inseridos, exercer a reflexão sobre sua práxis, num movimento de pesquisa constante que revele elaboração e reelaboração do conhecimento, garantindo assim a profissionalização de sua atividade. Dessa forma é possível atestar que a formação continuada do profissional docente é um dos elos fundamentais na reformulação do processo educacional no país.

Perfil do Autor

Valter Pedro Batista

Mestrando em Filosofia pela Faculdade São Bento em São Paulo. Especialista em Formação Docente para o Ensino Superior pela Universidade Nov...