Os Desafios da Prática Pedagógica, Diante das Diferenças Econômicas e Sociais na Sala de Aula

Publicado em: 05/06/2010 |Comentário: 1 | Acessos: 1,650 |

Os Desafios da Prática Pedagógica, Diante das Diferenças Econômicas e Sociais na Sala de Aula.

Jorge Rocha Gonçalves

j.rocha60@yahoo.com.br

 

Resumo: Os incentivos trazidos para a sala de aula, não contempla a necessidade estrutural da sociedade a partir da escola, com a prevenção de formar cidadões e cidadães livres e voltadas a fazer uma nova convivência e se tornar um trabalhador, trabalhadora qualificada para o seu exercício profissional e exercer sua cidadania.

Palavras Chaves: desafios, prática pedagógica, desafios sociais e econômicos

 

Encontramos hoje nas salas de aulas, de forma explicita as diferenças existentes entre os participantes do ensino e aprendizagem na forma de agir, pensar, se vestir, gesticular, falar e principalmente, o modelo mais recente dos equipamentos tecnológicas nas escolas públicas do Recife. Esses equipamentos vão desde modelos mais simples de celulares, como os mais recentes e de alto custo, bem como, a utilização de outras tecnologias tais como o computador, que esta presente no laboratório da escola, na lan mais próxima de casa ou da escola ou, o que a família possui no uso pessoal, utiliza para suprir suas necessidades na informação e diversões on-line. O que então, se considera, nas condições diferenciais na relação social e econômicas na sala de aula?

Dentro do campo visual apresentado nas relações humanas, onde incorporamos as questões soais e econômicas em um país onde as condições de existência e sustentabilidade da escola,encontra-se precária, apesar de definida por lei suas condições de manutenção, onde o valor fixado se apresenta na seguinte condição:

"A União aplicara, anualmente, nunca menos que dezoito, e os estados, o Distrito federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferência, na manutenção e desenvolvimento do ensino". (Constituição da Republica do Brasil. Art. 212).

Na cidade do Recife, encontramos as disparidades e questionamento desse percentual, principalmente quando analisamos as condições existências dos espaços físicos para alunos e alunas filhas dos trabalhadores, que são os principais usuários das escolas públicas.

Neste âmbito, percebemos as diferenças de classes existentes na estrutura social do Brasil, onde as escolas dos donos dos meios de produção possuem as condições bem melhores, para atender as necessidades do ensino, que falta nas escolas administradas pelos órgãos da administração pública, e diretamente ligadas às secretarias municipais e estadual de educação.

A partir das estruturais físicas das escolas, obtemos, que os prédios onde historicamente atendiam aos filhos da aristocracia, geralmente possuem a identificação com os nomes de pessoas ilustres, bem como sua estrutura próxima da realidade dos estabelecimentos de ensino que são destinados a formação dos filhos da nova geração desses burgueses.

Na seqüência das analises, vão se configurando a paisagem do sistema de ensino nas áreas ocupados do Recife, onde a população concentra-se em diversas áreas de situação geográficas próprias e impróprias ao habitar humano, os prédios onde funcionam as escolas passam a ter o retrato da ocupação, ou seja, a escola é fixada no local da comunidade e tem a aparência e os instrumentos dentro da realidade da comunidade, dessa forma, a unidade de ensino caracterizada como umaa escola da camada mais baixa da sociedade.

Os projetos e programas realizados com parcerias com empresas privadas, para atender os baixos índices de escolaridade apresentada pela população de jovens e adultos, matriculados, ou não no sistema oficial de ensino, montaram um novo padrão de estabelecimento de ensino, onde se tem um horario integral para os estudos gerais e os estudos técnicos, são as escolas de referencias.

Atendendo a chamada imposta pela legislação vigente aos responsáveis e também aos compradores da força de trabalho que para obter trabalhadores qualificados para a produção, faz seus convênios.

Atualmente os estímulos virtuais na compra e oferta de mão – de – obra, com avisos políticos de esperanças e projetos de trabalho, tem levado a população a ter motivação a pensar em uma mudança de vida pelo trabalho, não pela educação, poderíamos pensar no contexto educação – trabalho, se nosso sistema de administração pública, não fosse voltada a existência da sobrevivência no poder, por isso, as grandes corporações financeiras, voltadas a dar suporte, aos candidatos que representam seus interesses e não a necessidade da população, assim sendo, encontra–se vinculado na televisão as realizações do SESI e SENAI, pois existe na sua presidência um candidato ao senado pelo estado e um postulante futuro ao governo.

Toda estrutura esta sendo voltada a demonstrar o que um representante das oligarquias financeira industrial, pode fazer em benefícios do povo, inclusive, trazendo de volta a vida política, familiares para continuar e outros para voltar a evidencia política, único caminho traçado para ficar no poder, em qualquer idade e sem qualificação escolar nenhuma, o critério é dinheiro e voto.

No qual se consegue isso, diante do que a família vem acumulando na sua historia, bem como, o poder de persuasão para o grupo financeiro que pertence que venha a ajudar na campanha política com grandes gastos financeiros, tem assim desde a implantação da colônia no Brasil, os representantes da sociedade na esfera administrativa pública hoje,  com o advento da república e a implantação da federação, ficou mais fácil administrar os bens necessários a distribuição de riquezas ou sua concentração, na mão do governo central.

Assim, (Furtando, 2009, p, 24). Explica quais são os requisitos preliminares para o acúmulo de capital e o aumento das riquezas. "possibilitando um melhor aproveitamento dos recursos da terra e mão-de-obra preexistentes, o impulso externo cria o aumento da produtividade que é o ponto de partida no processo de acúmulo de produção".

Nesta condição, se formou a estrutura fundiária no Brasil a partir das sesmarias, e do resultado da sua rentabilidade, o financiamento da pequena e media industrialização e propriedade, e dos acordos internacionais.

O resultado foi a implantação da grande indústria, principalmente das que necessitavam do consumo de grande quantidade de energia, por isso, o café e o algodão, veio o acordo da instalação das metalúrgicas e siderurgias no Brasil e a reviravolta no meio ambiente, ate hoje agredido e especulado no Brasil.

Na sala de aula, a repercussão desses investimentos passa a ter uma amplitude menor do que o esperado, pois a legislação educacional que desda década de 50 não havia nenhum indicativo caracterizador de como a escola poderia funcionar, de acordo com o projeto governamental, então veio a tona com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 4024/61, trazendo um dilema até hoje constituído, "preparação ou qualificação para o trabalho", ate que a Lei 9394 de 1996, a atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação, vem determinando no seu Art. 2º  que:

"A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho".

Termina a angustia do dilema sobre a função social da escola, que na verdade, vem sendo descumprida, pois não atinge o objetivo proposto. A sala de aula, esta tomada pela geração oriunda das políticas públicas implantada na década de 60, onde a família deixou de ser a celular manter da sociedade e tornou – se um produto dos interesses partidários, onde sua existência deixou de ser ligada ao direito natural de possuir as necessidades básicas de existências, para obter esse direito através da troca do voto.

Passando a sofrer constantes assédios de articulação partidários e mantenedores de grupos políticos que em troca dos objetos mais simples, vendem seu voto. O resultado dessa aglomeração de interesses vem os filhos dos trabalhadores, portadores da falta de habilidades necessárias a continuação de uma escolarização, onde trocou a sala de aula, pelo trabalho informal.

A escola passou a ser um local de encontros sociais e os professores, atores de acordo com os programas a serem executados pelos donos do poder.

A trajetória do ensino vem marcada hoje, pelo poder da força, da autoridade, do estudar para que? Ou receber para estudar. Neste instante se faz um grande momento de reflexão, pois para fazer com que as pessoas de baixa escolaridade e para atender o sistema financeiro, o governo cria as formas assistenciais da bolsa escolar, para devolver a sala de aulas, alunos que não tinham mais condições de atender aos interesses do capital, bem como, tirar das zonas de produção, crianças de sexos diferentes e idades variadas de áreas produtivas, a exploração infantil e juvenil, incentivando que retornem a escolas e a família onde recebera um valor por voltar a estudar e não servirem de auxilio para aumentar a renda da família.

A escola recebe novos sujeitos da aprendizagem, mais então, se inicia uma nova fase, como se encontra a formação dos professores para receber aqueles que por algum motivo, deixou a escola para virar um trabalhador fora da idade ou depois dela?  A formação profissional dos professores passa a ser agora o carro chefe das chamadas dos que querem administrar o estado, onde se busca trazer para a escola, a responsabilidade deixada pelos governos, que seria reestruturar a família.

A escola começa a receber um aluno e aluna que não conhecia a busca sistematizada do saber, os professores e professoras a se encontrar em sala com outro condicionamento, pessoas que deixam de fazer em casa, o que na escola podem fazer, falar, namorar, se irritar, agredir, essa é o novo perfil dos que foram instalados na escola dos filhos dos trabalhadores e recebidos por profissionais que não aprenderam a trabalhar com esse perfil,

O resultado vem à tona e passa a ser tema de grandes debates e objetos de pesquisas em nosso dias, pois, como funcionar uma escola, onde Os interesses dos seus integrantes divergem da sua função. Por sinal, qual a função social da escola?

O que se possui em seu espaço, deixa claras a vocação da escola e dos que nela se encontram, aprender mais, ser mais, buscar constantemente saberes necessários ao desafio de transformar, de ser homens, mulheres e crianças, aptos a terem um compromisso social, e de produzir um bem estar coletivo.

Partindo do eu para nós, não se idealiza novos rumos mais além, se pensar nestes caminhos melhores, partirem para em comunhão buscar uma melhor compreensão da realidade e de refazer os caminhos deixados como errados e refazelos em busca do acerto e aqueles que estão aos primeiros momentos certos, serem refletidos e melhorados. (FREIRE, 1985. p, 43), Tratando da questão da mudança do homem entre si na seguinte perspectiva: "A partir das relações do homem com a realidade, resultantes de estar com ela e de estar nela, pelos atos de criação, recriação e decisão, vai ele dinamizando o seu mundo". Esse planejar as condições diferenciadoras tanto no que se pensa que esta certa e no que se insinua, vem garantir na sala de aula, a vantagem de que se pode mudar e atribuir valores nas relações de obter respostas as inquietações. A situação apresentado in loco nas escolas do Recife, sugeri que essa ação de cooperação mutua entre alunos e alunas, professores e professoras, se divergem e descaminham pela pratica da radicalização e assim, para uma quebra de braço para mostrar quem manda no espaço escolar.

A complexidade da sala de aula vem levando os organizadores da escola e do planejamento estratégicos educacional, a obter razões adversas aos processos realizados para a qualidade, devido ao fato de se querer pensar em um comportamento humano imóvel, estático e sem respostas a o estimulo. Por isso, rever a situação de como se encontra para modificar. Torna-se uma tarefa sem resultados aparentemente negativos, por tratar-se de requerer respostas objetivas na subjetividade humana.

A aula se torna instável, por se pensar que os seus integrantes ainda são depósito de informações como (IDEM, 1980.p, 43 Havia descrito, uma educação bancaria.

Economicamente, essa condição se foi ao longo da historia educacional, deixando um desvalor social não só da escola, mais dos homens e mulheres que dela sai, pois os investimentos aplicados para justificar os interesses dos grupos surtiram efeito contrario, onde os resultados encontrados atem agora, com desmotivação profissional do professor e a desvalorização do saber pelo aluno e aluna, a não ser de uma parcela mínima na sala, que ainda vêem a escola como uma saída honrosa para atingirem seus objetivos, seja de eles de ordem pessoal, ou da vontade familiar.

A disposição ética e moral, para solicitar mais esforço aos filhos e filhas para chegar a fazer cursos e se comportar de forma mais humanizada nas relações sociais, vem a ser uma preocupação constante nos relacionamentos familiares, nem que para isso, venham a gastar valores superiores aos permitidos pela renda familiar, pois a escola para todos, remete a pensar um sofrimento na formação dos seus integrantes e na questão de renda, temos ai um grande componente político e instrumento de domínio na escola que é, a bolsa escola, que alimenta dois grandes seguimentos da sociedade hoje, o desafio de incentivar o aluno e aluna a permanecerem na escola e o retorna a escola, dos quem a deixaram.

O governo anuncia o aumento dos números de família beneficiada pela balsa escola, bem como, os indicadores de desenvolvimento humano, desfazendo aquilo que se diz estar dando certo. Estando entre os dois primeiros países segundo dados da ONU, como beneficiários da diminuição da miserabilidade pela distribuição desse benefício social encontram resultados atípicos, fora da realidade na condução dos resultados reais da melhoria da qualidade do ensino, onde as estatísticas mostram outra verdade, de que ouve um avanço, mais com pouca qualidade.

Não podemos negar esses avanços, mais são práticos e pequenos diante da aplicação de recursos demonstrados pelos governantes, que garantem ter aplicados valores significativos na melhoria do sistema educacional.

Houve este incentivo, mais com um alto custo, em Pernambuco, foi dado a cada professor um notebook, o valor descontado em folha de R$ 2.300.00, a um montante de 36.000 profissionais da educação, as máquinas entregues são de ultima geração, configuração de ponta, mais os custos reais no mercado, menores do que os valores pagos.

E a razão para isso, é a mesma da implantação do MOBRAL na década de 50 no Brasil, "melhoria da qualidade do ensino e da formação do professor e professora, além de introduzir em seu dia-a-dia, as novas tecnologias, surge aqui uma nova indagação, como introduzir as novas tecnologias, se as antigas, não são dominadas ou aplicadas em salas desde o inicio da década de 70?  Ou seja, se fala em novas tecnologias para melhorar a aprendizagem e o profissionalismo, mais as antigas tecnologias, nunca foram bem aplicadas no contexto escolar, onde a escola formava pessoas para o trabalho.

Como anda as tabuadas, as leituras de textos e livros clássicos, a redação de que forma esta sendo feita, como a geografia, historia, artes e outras disciplinas estão sendo vistas antes e depois das tecnologias novas, se houve a melhora, por que hoje, existe a avaliação nacional determinada pelo ministério da educação e só coloca para serem avaliadas as disciplinas como português e matemática? E a partir desta avaliação se diz que houve avanço na qualidade da educação.

Mesmo havendo essa melhoria, porque as indústrias através de suas associações têm gastos e feito convênios valiosos para implantar em seus serviços, a educação básica, para que seus funcionários venham a ter melhor desempenho na produção.

Os atuais pensadores econômicos americanos e ingleses vêm demonstrando que o financiamento da educação nas crianças em idades cada vez mais cedo, o pais terá melhores chances de se tornar prospero e a sua sociedade com a distribuição mais justas economicamente.

A diminuição das despesas com a assistência ao idoso, necessária ao envolver a utilização da escola em uma proposta voltada a ser uma instituição de ordem viável social e econômicamente, venha a ser uma posição mais clara nas propostas governamentais voltadas a emancipação da população, cada vez mais amarradas aos interesses minoritários e de continuísmo político partidários.

Passando a ter um caráter motivador e integralizador ao desenvolvimento da sociedade e da economia, fazendo uma ponte entre o ter e o ser, de formar mais valores ao ser humano e este ter mais habilidades para manuseia a máquina, elaborar um texto, solucionar problemas voltados a interesses comuns.

Dentro de parâmetros centralizados no âmbito da valorização do homem independente do sexo, idade e etnias. Assim a formação educacional seja um prolongamento natural na escola, não necessitando de cotas ou de separar o que venha  da população carente de recursos, da população voltada ao domínio, da produção virada a especulação das áreas econômicas mais rendáveis, deixando a pessoa humana com diferentes formas de estar e de ficar, sendo identificada pelo que tem e não pelo que é, assim as condições de igualdades e ideais de liberdade tenham chances de emergirem sem sacrifícios ou guerras entre legal e ilegal.

A grande riqueza das nações é o seu material humano, as advindas do solo e subsolo, estão para satisfazer as necessidades da vida humana, nunca às coloca - las sob suas condições, determinações. A educação aos homens independente da cor, sexo ou qualquer outra condição de que tipifique e determine a sua condição na sociedade que vive, torna-se-a patrimônio imaterial da humanidade, direito subjetivo de existência.

A integração do homem com a riqueza material e sua interação total com a escola a partir das primeiras idades determinadas para iniciar a aprendizagem sistemática e conhecimento geral e profissional venha a possibilitar a evolução econômica e da nação.

A perspectiva de um país considerado desenvolvido, segundo critérios adotados pelos organismos internacional, que controla tal classificação e eleve gradualmente, o índice de desenvolvimento humano, IDH, que hoje mede exatamente a condição da evolução sócia – econômico de um pais como desenvolvido, em desenvolvimento ou subdesenvolvido.

O investimento em educação, não é transferir responsabilidade a comunidade através da gestão democrática, nem tão pouca tecnologia, através do uso do computador, pois por determinação da lei da inclusão digital, todas as escolas necessitam ter um laboratório de informática, menos ainda, criar programas assistencialistas para perpetuação no poder aos que (Paulo Freire, 1980),   Chamou de "oprimidos" e Fernando Collo de Melo, ex-presidente casado, de "descamisados" mais sim, preparar adequadamente, diante de um programa de governo embutido na política publica, a criação de espaços de aprendizagens, tornando estes, propicio ao desenvolvimento de habilidades dos aprendizes, tanto alunos e alunas, como professores e professoras, atuando juntos em busca de saberes necessários ao desempenho na formação de pessoas humanizadas, portadores de competências necessárias a serem produtivos em qualquer área dos setores da produção e tenham ao sair desses espaços de aprendizagem continuação em seu aperfeiçoamento, na conquista da tecnologia de ponta e a baixo custo, onde tenhamos que competir de igual com aqueles que estão sempre em busca da satisfação dos homens e mulheres, na longevidade de vida e de garantias da qualidade em sua condição de fixação no espaço habitado.

Durante a prática de ensino, a comunicação sofre uma interferência devido ao que se quer fazer na sala de aula. Verdadeiramente qual a intenção de quem quer estar na aula e o que quero trazer de la para minha vida?

A descontextualização do que se ensina com o que se faz no dia a dia e tamanha que se pergunta o que vou fazer com tantas formula textos e outras observações trazidas pelos conteúdos aplicadas, se houve nas salas de aulas.

O planejamento de aula necessita ser refeito e revigorado todos os dias a cada momento que entre na sala de aula e principalmente, o domínio do conteúdo, e se vem à pergunta, o que quero fazer com esse tema para meus alunos?

Sempre será a primeira pergunta que se tem que fazer diante da ação na pratica de ensino. Além dessa condição criada pela reflexão do professor, vem a questão de como passar esse tema e o discurso a ser aplicado, por isso, que a conversa, ou o dialogo, como uma a ferramenta pioneira no contato direto com quem se vai ensinar, pois (FREIRE,2001), já nos advertia, que "quem ensina, tem algo a ensinar".

Portanto, a importância de como se conduzir na sala de aula, não é tarefa fácil para quem ousa ensinar, mais, contudo, levar aos freqüentadores da sala, os ouvintes, falácias, também não leva a nenhum caminho que se torno significativo e de interesse na vida.

De quem participa de forma ativa ou não dos atos de repasse da transposição didática, formadora, libertadora dos que com grandes sacrifícios tentar transpassar obstáculos, chegar as salas de aulas, para ouvir de alguém, algo que possa motivá-lo a lutar pela transformação social e o sua próprio situação de história, seja ela de que forma for, pois cada um traz sua biografia a ser repassada em sala e encontrada em pedaços nos temas a serem retratados em sala de forma critica, conscientizadora, em busca de uma ação, não do conformismo ou do sectarismo ou do radicalismo, mais da analise e combinação ao outro.

Formando um conjunto heterogêneo no pensar, agir e sentir, mais homogêneo no conquistar e colaborar.

Essa a vocação do ser humano na conquista de seu espaço como habitante da cidade seja ela do campo as áreas urbanas, do sertão ao litoral.

 

Referências

BRASÌLIA. Congresso Nacional. Constituição da Republica Federativa do Brasil. Ed. Aurora. Rio de Janeiro. 1988

BRASÌLIA. Senado Federal. LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996.

FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. Editora nacional. Ed 33. São Paulo. 2004.

FREIRE, Paulo. Educação Como Pratica da Liberdade. Ed. 16ª. Paz e Terra. São Paulo. 1983.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Ed. 39ª. Paz e terra. São Paulo. 2009.

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/os-desafios-da-pratica-pedagogica-diante-das-diferencas-economicas-e-sociais-na-sala-de-aula-2552552.html

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    desafios

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    pratica pedagogica

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    desafios sociais e economicos

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    Por: Jorge Rocha Gonçalvesl Educação> Ensino Superiorl 05/10/2012 lAcessos: 127

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    valdenie 04/11/2010
    quais os quatro compo s de comnhecimento da docencia
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