Os Fundamentos do Historicismo

03/01/2014 • Por • 73 Acessos

Os Fundamentos do Historicismo.

 

 Teoria filosófica desenvolvida no final século XIX e no começo do século XX, pelo grande filósofo  Wilhelm Dilthey, historiador alemão. Sua concepção, herdeira do idealismo de Kant e principalmente de Hegel. Procura entender a diferença entre o homem e a natureza.

Com efeito, entre as ciências naturais e humanas denominadas por Dilthey de ciências do espírito ou da cultura. Para ele os fatos humanos são históricos dotados de significações culturais e que precisam ser conhecidos dentro da história nos seus contextos produtivos.

Devem ser estudados com suas características que diferem dos fatos naturais, são entendidos como ciência do espírito ou da cultura e  pode ser usado no entendimento interpretativo, contrariamente, ao método empírico da observação ou experimentação, nesse caso, o método tem que ser da compreensão, no entendimento da causalidade dos fatos.

Todo fato humano é histórico está dentro do tempo, só por ele é possível o entendimento, na linha da subjetividade e da interpretação. Os diversos fatos tem a mesma motivação, possuem as mesmas causas e regras, o mesmo sentido de origem e de valores, devem ser compreendidos na mesma perspectiva.

Com as particularidades históricas, mesmas visões ideológicas do mundo, com um processo causal que é semelhante pelo menos em sintonia com as formas de análise, a cultura que produz os fatos humanos é a mesma que produz a consciência do sujeito para entender os fatos em referência.

O historicismo resultou basicamente de dois grandes problemas: um deles o relativismo em que as ciências humanas queriam usar como metodologia a subordinação da Filosofia a história, por outro lado, as ciências humanas tinham como desejo separar-se da Filosofia.

A Filosofia é o instrumento que compreende os fatos humanos, ajuda na interpretação dos mesmos, como produto cultural, que é diferente do método indutivo especificamente do saber empírico, fundamentado na experiência. O relativismo é a teoria que defende as diversidades das interpretações do mundo produto do espírito humano.

Sendo que o mesmo assenta-se que as leis científicas são validas para determinadas épocas, dentro das suas concepções culturais, o que não pode ser universalizadas de certo modo defende Dilthey.

Os homens e as instituições socioculturais são compreensíveis a sua análise científica formata-se na perspectiva de uma teoria geral da história, mas que considere a visão particular de mundo, de cada povo como etapa de um processo mimético relativo, que passa pelo mecanismo sociocultural próprio dos seus contextos individuais e históricos.

Conhecer é a arte de entender esses momentos, a particularidade da identificação do sujeito com o objeto, no desejo interpretativo diz Dilthey. Entretanto, a relatividade do saber interpretativo por natureza da sua essencialidade, jamais poderá ter caráter absoluto, o mundo é o seu fundamento de análise, na perspectiva da subjetividade.

 O conhecimento puro é algo que não vai além do método indutivo e substancia se apenas ao campo do empirismo, sendo que sua metodologia não admite pelo menos em  análise a interpretação.

Seu campo prende-se a dinâmica da compreensão, tem que ser compreendido e não interpretado, a Filosofia nesse caso essencial à compreensão, ao entendimento exato dos fatos, jamais a sua interpretação. Dilthey.

 

Edjar Dias de Vasconcelos.  

Perfil do Autor

Edjar Dias de Vasconcelos

Bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção - Arquidiocese de São Paulo com graduação máxima no...