Para entender a Crítica da razão pura em Kant

Publicado em: 10/07/2012 |Comentário: 0 | Acessos: 430 |

Para entender a Crítica da razão pura em Kant.

Kant foi o maior filósofo da filosofia iluminista, responsável pelo desenvolvimento da razão como determinante, para formulação de uma análise completa, a respeito do entendimento crítico a uma compreensão  essencialmente crítica da epistemologia  das ciências.

  Sempre esteve preocupado com a possibilidade do conhecimento, sobretudo, com a autonomia da razão em relação ao saber. Da sua possibilidade ou não na formulação para compreensão da análise enquanto objeto da interpretação, isso a respeito de alguns aspectos, por outro lado,  compreender o significado do entendimento.   

   Procurou entender as condições do desenvolvimento de uma razão crítica e analítica ao mesmo tempo, com a finalidade de investigar as condições nas quais é possível o conhecimento.

 Isso porque no campo essencialmente prático do conhecer da elaboração da epistemologia, existem variáveis de análises, o conhecimento é um mecanismo extremamente difícil, pois usam metodologias diferentes, elas são  complexas ao próprio entendimento.

A questão fundamental na obra de Kant refere se ao fundamento do saber, a possibilidade do conhecimento, no seu livro clássico, a mais importante obra da produção iluminista, a Crítica da razão pura, distingue duas formas básicas para o conhecimento.

A primeira forma, o que se denomina de conhecimento empírico, o que significa na prática essa forma de entendimento, o que será esclarecido pela elaboração desenvolvida nessa exposição, naturalmente que não é fácil entender Kant.  

 Ao que se referem aos dados exclusivamente fornecidos pelos sentidos, atinge ao campo da formalidade da experiência, significa a posteriori a experiência, o conhecimento vem após a formulação dela, mas ele é do campo experimental, por isso empírico.

  Diferentemente do método a priori, exemplo, o carro é vermelho.  Com efeito, o conhecimento se define a posteriori, depois que foi realizada a experiência.  Só sei que carro é vermelho depois da consciência da sua fabricação.

O segundo tipo de conhecimento, é que se determina na sua epistemologia, como conhecimento a priori, nesse caso específico, não é determinado pela experiência, mas tão somente, por uma lógica racional de identificação universal, sem relação com o mundo empírico, acepção se define por meio de um conceito abstrato.

 Não necessita dos dados do sentido, sua elaboração é anterior ao campo experimental.  Surge essencialmente, de uma operação da razão, exemplificando, duas linhas paralelas jamais se encontram em um mesmo ponto.  Esse tipo de juízo é válido em qualquer parte do mundo, desde que use a lógica em referência.

O juízo aplicado nesse caso, não se refere a uma determinada linha, mas todas as linhas, exatamente por esse motivo, o conhecimento é universal, com o mesmo exemplo, dois mais dois são quatro, em qualquer parte do mundo, em que se aplica a lógica da matemática, o raciocínio é verdadeiro.

 O conhecimento para ser válido não depende de uma situação específica, exatamente por esse motivo é um conhecimento necessário e inquestionável. O conhecimento a priori não empírico basta se por ele mesmo, é lógico, e não contém em sua lógica, nenhum princípio da contradição.

Com efeito, cabe aqui deixar claro que o conhecimento a priori, leva a juízos universais e necessários, já o conhecimento empírico, não tem essas características, aplica-se a situações concretas do mundo empírico, sem a chamada aplicação da lógica prática dos conceitos universais, é de certo modo um conhecimento mais frágil, prende se a situações temporais da análise.   

Já os juízos são classificados por Kant, com duas características essenciais, tipos específicos, esses juízos serão analisados em detalhes, sãos os juízos analíticos e os sintéticos.

O que é um juízo analítico, qual a sua melhor explicação, todo juízo analítico, o predicado esta dentro do sujeito de forma clara, muito objetivo, é só analisar o sujeito, entender a lógica do raciocínio, exemplo típico, o quadrado tem quatro lados, é só analisar sujeito quadrado, já entendemos tudo, concluímos necessariamente os quatros lados.

Esse tipo de juízo não acrescenta nada de novo ao  conhecimento, ele atende a lógica da construção de argumentos, cuja formulação atende a silogística de uma operação abstrata e racional,  aplicação aos princípios da não contradição, um pouco daquilo que ainda vem do entendimento aristotélico.  

Juízos sintéticos, quando o predicado não está contido no sujeito, nesse caso acrescenta algo novo, que é o predicado, o que vamos analisar o seu significado.

 Eles ampliam o conhecimento, de forma clara e objetiva, os corpos movimentam, por mais que tentamos fazer uma análise desse movimento, não conseguimos extrair informações a respeito do predicado, ou seja, do movimento dos corpos.

Ao analisar o valor de cada juízo Kant faz a seguinte classificação, juízo analítico serve apenas para facilitar melhor o que já se sabe do sujeito.

Ele não precisa de experiência, é universal, absoluto nele mesmo, mas pouco útil na produção do conhecimento, porque tudo é muito velho, apenas silogístico. 

Já o juízo sintético a posterior, está ligado ao campo da nossa experiência, tem sua validade sempre ligada ao tempo e ao espaço, onde realizou a experiência, não produz conhecimento universal, com efeito, não são necessários, são sempre ligados a um fato particular.  Exige apenas a compreensão da análise.

Juízo sintético a priori, é o mais importante por dois motivos básicos, não esta ligado ao campo da experiência, é  universal, necessário, acrescenta conhecimento, por meio do predicado, o sujeito amplia conhecimento, a matemática e a física trabalham com esse tipo de juízo.

Para Kant o conhecimento resulta de um trabalho de síntese entre o sujeito que conhece e o objeto que é conhecido, para ele é impossível conhecer as coisas em sua natureza, o chamado ser em si.

Conhecemos apenas pelo mecanismo da percepção, o objeto apresenta ser para sujeito, então no fundo o conhecimento é a projeção do processo de síntese de domínio do sujeito, porque a apresentação do obejeto ao sujeito depende de um paradigma, todo mundo entende a partir de uma determinada metodologia, nada representa ao sujeito sem ideologia, porque o próprio sujeito é resultado de produção ideológica.  

No fundo sua posição epistemológica, o conhecimento resulta de uma síntese entre o idealismo e o realismo, de certo modo para superar esse antagonismo, Kant dá a seguinte definição, o conhecimento não é definido nem pelo sujeito, como também por outro lado, não só  pelo objeto. Mas tão somente, por uma razão lógica de interposições mútuas, obviamente que existe uma superposição do sujeito nessa construção.

O conhecimento é estabelecido por uma relação entre o sujeito e o objeto, com princípios dialéticos, o que é muito interessante, o saber desenvolve entre os dois antagonismos, com efeito, o que podemos conhecer são apenas os fenômenos tais quais eles aparecem para nós.

 Mas eles apresentam ao sujeito, de acordo com o paradigma do sujeito, essa é a crítica do idealismo kantiano, parece ser uma metodologia sem perspectiva rumo ao caminho da objetividade.

Motivo pelo qual não podemos conhecer os objetos tais quais eles são, nas objetividades dos fenômenos, porque não podemos conhecer os objetos em si mesmos, Kant responde o principal motivo, desse entendimento.

Conhecemos a realidade a partir de princípios a priori, dentro do tempo e espaço, mas os objetos, ao desejar formular a análise deles, como se fosse um saber puro, foi simplesmente um erro.

Essas noções são puras intuições, existem como representações básicas da sensibilidade para o conhecimento.

Tudo se organiza por conceitos existentes a priori no entendimento, tais como: a questão das causas e seus efeitos, do mesmo modo, o critério da necessidade, entre outros para determinação dos juízos necessários ao julgamento da realidade.

Conhecer como tudo indica, sempre foi e será, mesmo no campo empírico, a compreensão do objeto, a impossibilidade do inexaurível saber, apenas uma perspectiva relativa da análise.   

Edjar Dias de Vasconcelos.

                                                                                              

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