Psicopedagogo na sala de Aula

Publicado em: 13/02/2012 |Comentário: 0 | Acessos: 2,816 |

                     PROGRAMA REENGENHARIA EM EDUCAÇÃO CIÊNTIFICA

                                                   NOME DO ARTIGO

                                   O PSICOPEDAGOGO [A] NA ESCOLA

                                          AUTOR: Ivan Dionizio da Cruz

                                     SÃO FÉLIX DO ARAGUAIA—MT—2012

"Podemos hoje afirmar que a Psicopedagogia é um espaço transdisciplinar, pois se constitui a partir de uma nova compreensão acerca da complexidade dos processos de aprendizagem e, dentro desta perspectiva, das suas deficiência" {Nives M. C. Frabríci}

                                                             RESUMO

 Este trabalho monográfico é o resultado de análises e observação feitas no cotidiano escolar, que tem como objetivo demonstrar a importância do psicopedagogo. {a} Na escola, e formação na aprendizagem. È praticamente unânime entre os profissionais de educação de hoje que a participação da família na vida dos filhos é um grande aliado no bom desempenho acadêmico. A metodologia utilizada foi pesquisas bibliográficas e observação, para tanto usei livros de autores como: Vanessa Ferreira da Silva, Edna Maria Santos, Fanny Abromovích, Elena Etsuko; e os que  tiveram importante participação científicas na psicopedagogia e no processo de aprendizagem; entre outros da mesma importância. No primeiro capitulo; as características sobre a importância do psicopedagogo na instituição escolar.

No segundo capitulo; a capacidade de aprendizagem em sala de aula e

diagnostico. No terceiro capitulo; o psicopedagogo {a} na prevenção escolar.

Isto é importantíssimo para qualquer instituição, seja ela no âmbito escolar, industrial, hospitalar, a silo, empresas, e em fim esses profissionais tem a função

de intervir em qualquer destas instituição acima citada, na prevenção e no

ensino de aprendizagem.

PALARA: Chave: O papel do Psicopedagogo na Escola.

 Considerando a escola responsável por grande parte da formação do ser humano, o trabalho do Psicopedagogo na instituição escolar tem um caráter preventivo no sentido de procurar criar competências e habilidades para solução dos problemas. Com esta finalidade e em decorrência do grande número de crianças com dificuldades de aprendizagem e de outros desafios que englobam a família e a escola, a intervenção psicopedagogico ganha atualmente espaço nas instituições de ensino e empresariais.

              Vale lembrar o que diz Bossa (1994, p.74) sobre o diagnóstico.


 O diagnóstico psicopedagogico é um processo, um contínuo sempre revisável, onde a          intervenção do psicopedagogo inicia, segundo vimos afirmando, numa atitude investigadora, até a intervenção. É preciso observar que esta atitude investigadora, de fato, prossegue durante todo o trabalho, na própria intervenção, com o objetivo de observação ou acompanhamento da evolução do sujeito.

                                                       SUMARIO

INTRODUÇÃO......................................................................................................07

CAPITULO—01.....................................................................................................08

 A IMPORTANCIA DO PSICOPEDAGOGO [A] NA ESCOLA.

CAPITULO—02

A CAPACIDADE DE APRENDIZAGEM EM SALA DE AULA E O............... .............11 DIAGNÓSTICO.

CAPITULO—03.......................................................................................................15

AÇÃO DO PSICOPEDAGOGO {A} NA PREVENÇÃO ESCOLAR. 

 PSICOPEDAGOGO E O CONCEITO DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLECENTE........................................................................................................21

 AS DIRETRIZES DO PSICOPEDAGOGO NA ESCOLA..........................................22

UMA REFLEXIÃO DO TRABALHO PSICOPEDAGOGICO.....................................26

  

                                                      INTRODUÇÃO

     Os primeiros passos da Psicopedagogia foram dados nos séculos XIX e XX na França. No início, figuravam os testes psicológicos e contava-se com a atuação de outros profissionais. Mais tarde, essa área expandiu-se e aprofundou-se. Somente a partir da década de 50 é que ela tomou forma na Argentina. Jorge Visca é considerado o pai da Psicopedagogia (criador do Instituto de Psicopedagogia da Argentina, na década de 60) e responsável direto pela definição oficial da Psicopedagogia como área de conhecimento. Nesse momento, iniciaram-se vários estudos em escolas públicas, buscando-se definir as atuações do psicopedagogo.

      Através de várias investigações, nota-se que a preocupação com a

aprendizagem é uma questão recorrente na história, tendo suas origens nos moldes científicos do século XIX. Até este momento, estava ligada aos médicos, filósofos e psicólogos.

      No interior deste amplo processo de se pensar a educação, pode-se verificar que as idéias defendidas pela Psicopedagogia também são, acima de tudo, históricas. Muito antes de se pensar neste termo, houve vários estudiosos como Montaigne, Locke,

      Comênio, e outros que já defendiam uma educação significativa que respeitasse as diferentes formas de aprender de cada aluno e as dificuldades delas decorrentes. Verificando ser esta uma das preocupações da psicopedagogia e, tendo por base a necessidade de. Psicólogo, pedagogo, fonoaudiólogo, neurologista e outros profissionais.

     A escola é uma instituição potencialmente socializadora. Ela abre um espaço para que os aprendizes construam novos conhecimentos, dividam seus universos pessoais e ampliem seus ângulos de visão assim como aprendam a respeitar outras verdades, outras culturas e outros tipos de autoridade. Nessa instituição, o mundo do conhecimento, da informação, ou seja, o mundo objetivo mistura-se ao dos sentimentos, das emoções e da intuição, ao dito mundo do subjetivo. É emoção e razão que se fundem em busca de sabedoria. (Parolin, 2005, p. 61)

No momento, a validade da psicopedagogia, como corpo teórico organizado, não lhe assegura a qualidade de saber cientifico, devendo-se fazer realmente ainda muito no sentido de ela sair da esfera empírica e poder vir a estruturar-se como tal. {BABOSA, 1994ª}

CAPITULO--01

                     A IMPORTANCIA DO PSICOPEDAGOGO [A] NA ESCOLA.

         O psicopedagogo é um professor de um tipo especial, que realiza a sua tarefa de pedagogo sem perder de vista os propósitos terapêuticos da sua ação. O trabalho psicopedagogico atua não só no interior do aluno ao sensibilizar para a construção do conhecimento, mas levam em consideração os desejos dos alunos; e é também um trabalho voltado para a assessoria de professores e demais educadores, pois cabe ao psicopedagogo assessorar as escolas, alertando-a para o papel que lhe compete. A psicopedagogia vem tentar dar suporte para uma escola que está sujeita as grandes transformações.

       A psicopedagogia é um campo de atuação que integra saúde e educação e lida com o conhecimento, suas diferenças e seu desenvolvimento por meio de múltiplos processos. Assim, sendo uma área de estudo muito nova, pode ser vista com desconfiança por alguns profissionais de outros campos. Por outro lado, o fato de ser jovem permite que ela se construa para atender aos atuais problemas enfrentados no processo de ensino e aprendizagem. { BEAUCLAIR, 2004, p. 67}

        Portanto, podemos observar que são crescentes os problemas ligados às dificuldades de aprendizagem no Brasil. A pedagogia, embasada em estudiosos conceituados como {Piaget, Vygotsky, Freinet, Ferreiro, Teberoski e outros.} tem sido insuficiente para prevenir ou intervir nesses casos. Nesse contexto, a psicopedagogia surge para auxiliar a intervenção e a prevenção dos problemas de aprendizagem.

Os problemas de aprendizagem têm origem na constituição do desejo do sujeito. Contudo, o fracasso escolar tem sido justificado pela desnutrição e por problemas neurológicos e genéticos. Poucas são as explicações que enfatizam as questões inorgânicas, ou seja, as de ordem do desejo do sujeito, analisando as questões internas e externas do não - aprender. Os psicopedagogos têm construído sua teoria a partir dos estudos dos problemas de aprendizagem. E a clinica tem se constituído em eficiência da teoria. {Bossa 1994, p.8}

      Nesse trabalho constatamos que a psicopedagogia se baseia em diversas áreas do conhecimento. Eis algumas delas: Psicologia, Pedagogia, Psicanálise, Psicologia Genética, Lingüística e Fonoaudiólogia. Diante de tais contribuições, Bossa {1994b, p.9} afirma que "a psicopedagogia vem constituindo seu corpo teórico na articulação que fica evidente quando se trata de observar os problemas de aprendizagem, pilar da teoria da psicopedagogia". De acordo com Pinto.

       É fundamental para a psicopedagogia que o profissional faça o trabalho interdisciplinar, pois os conhecimentos específicos das diversas teorias contribuem para o resultado eficiente da intervenção ou prevenção psicopedagogico. Autora afirma. Por exemplo, a psicanálise pode fornecer embasamento para compreender o mundo inconsciente do sujeito: a psicologia genética proporciona condições para analisar o desenvolvimento cognitivo do individuo; a psicologia possibilita compreender o mundo físico e psíquico; Conforme autora, a lingüística permite entender o processo de aquisição da linguagem, tanto oral como escrita. Em todas essas áreas, encontramos autores renomados, que contribuem para o crescimento da psicopedagogia, tanto no âmbito preventivo quanto no clinico.  

         Entendemos que: O campo da atuação da psicopedagogia é a aprendizagem, e sua intervenção é preventiva e curativa, pois se dispõe a detectar problemas de aprendizagem e "reverte-lo," além de preveni-los, evitando que surjam outros. No enfoque preventivo, o papel do psicopedagogo é detectar possíveis problemas no processo ensino-aprendizagem; participar da dinâmica das relações da comunidade educativa, objetivando favorecer processo de interação e trocas; realizar orientações metodológicas para o processo ensino-aprendizagem, considerando as características do individuo ou grupo; colocar em pratica alguns processos de orientação educacional, vocacional e ocupacional em grupo ou individual. Estando claro o que é a psicopedagogia e qual a sua área de atuação, cabe-nos refletir sobre os recursos que o psicopedagogo utiliza para detectar problemas de aprendizagem e neles intervir. {Pain, 1989, p.35}

Apesar de muitos estudos alertarem para sérios problemas da educação no Brasil, o fracasso escolar ainda se impõe de forma gritante nas nossas estatísticas.          {SCOZ, 1996, P.7}

       Não podemos fingir diante de fatos; nos últimos tempos, essa afirmativa tem se agravado. Nas escolas é possível observar números altos de alunos com problemas de ordem emocional, social, afetivo e outros que acabam interferindo no aprendizado. Problemas esses que, muitas vezes, são familiares e que acaba sendo transferido ao ambiente escolar, já que fica quase impossível administrar uma separação de problemas nos ambiente casa versus escola. O sentido, diz Scoz, vê como é necessário intervir psicopedagogicamente na vivência educacional da criança, para que ela possa prosseguir sua caminhada rumo à formação e à capacitação intelectual.

       Tentando sanar as frustrações do aluno, a psicopedagogia contribui também para a percepção global do fato educativo e para compreensão satisfatória dos objetivos da educação e da finalidade da escola, possibilitando, assim, uma ação transformadora. Segundo Beatriz Scoz, em psicopedagogia e Realidade Escolar e Aprendizagem, "A psicopedagogia deve ser direcionada não só para os descompassos da aprendizagem, mas também para uma melhoria da qualidade de ensino nas escolas." Autora afirma ainda. A psicopedagogia tem como objetivo resgatar uma visão mais globalizaste do processo de aprendizagem e dos problemas decorrentes desse processo.

Pouco a pouco, o ensino tradicional vai sendo substituindo por uma visão de escola nova, baseada na necessidade de definir uma pedagogia coerente com a natureza humana e, portanto, atenta às especificidades do processo de desenvolvimento infantil. {SCOZ, 1996, p.8}

Já Sara Pain afirma que; contribui também para o avanço psicopedagogico, oculpando-se particularmente das relações entre inteligência e afetividade. Já dizia, em Diagnóstico e Tratamento dos Problemas de Aprendizagem, que.

{...} o problema de aprendizagem é considerado um processo diferente do contrario de aprender. É um processo particular de um sistema que para equilibrar-se precisa adotar determinado tipo de comportamento que determina o não aprender e que cumpre assim sua função positiva. {1992, p.10}

Para tanto, autora ofereceu duas contribuições para o processo na intervenção psicopedagogico na alfabetização.

{1}-A necessidade de se observar a maneira peculiar e singular e que cada sujeito se mantém ignorado. {2}-A necessidade de se mudar a concepção de problema de aprendizagem, adotando-se uma visão sem preconceito daqueles que fazem algo diferente das normas.

Os problemas de aprendizagem não são restringíveis nem as causas físicas ou psicológicas, nem as análises das conjunturas sociais. É preciso compreendê-los a partir de um enfoque multidimensional, que amalgame fatores orgânicos, cognitivos, afetivos, sociais e pedagógicos, percebido dentro das articulações sociais. Tanto quanto a análise, as ações sobre os problemas de aprendizagem devem inserir-se num movimento mais amplo de luta pela transformação da sociedade. {SCOZ, 1996, p.13}

       Portanto observando as interferências deixadas por autores que contribuíram no processo psicopedagogico aliado aos problemas de aprendizagem, eu não poderei deixar de relatar a teoria de Emília Ferreiro. "Suas contribuições que, partindo da teoria de piagentiana, busca novos caminhos para o entendimento da construção da aprendizagem de leitura e da escrita que redimensiona a concepção de problemas de aprendizagem ao considerar muito dos erros frequentemente cometida na produção oral e escrita como hipóteses que a criança elabora na construção do conhecimento".

     Partindo das teorias piagetiana, hoje os psicopedagogos buscam novos caminhos para o entendimento da construção da aprendizagem da leitura e escrita. A aprendizagem é um processo social que deve focalizar formar emergentes de aprender.

O processo de aprendizagem se inscrever na dinâmica da transmissão da cultura que constitui a definição mais ampla da palavra educação. {PAIN, 1992},

       O professor deve apostar na capacidade da criança visando mais qualidades do que seus fracassos. 

A partir do momento em que respeitar a etapa de desenvolvimento na quais os alunos se encontram, e souber trabalhar esse limite, introduzindo propostas de trabalhos ricas e desafiadoras, as escolas poderão transformar os erros dos alunos em algo construtivo. {Scoz, 1996, p.16}

       É importante que o aluno sinta-se bem no ambiente escolar. Sentir vontade de estudar e aprender, além de integrar-se com os colegas adquirindo noções de companheirismo, solidariedade, socialização e amizade. Dessa forma, o sujeito que não aprende não realiza nenhuma das funções, acusando sem dúvida o fracasso da mesma, mas sucumbindo-se a esse fracasso. {PAIN, 1992, p.12}.

CAPITULO—02

      A CAPACIDADE DE APRENDIZAGEM EM SALA DE AULA E O DIAGNÓSTICO.

Segundo Ruth Caribe da Rocha Drouet, em Distúrbios da Aprendizagem, é necessário que a criança tenha algumas capacidades básicas para aprendizagem. São elas:

{1º} Área de desenvolvimento da motricidade geral: rolar, sentar, engatinhar, andar, correr, arremessar, pular, saltitar, dançar, auto-indentificação, localização do corpo - esquema corporal, abstração do corpo, e força muscular. {2º} Área de integração sensório-motora ou sensório-motriz: equilíbrio e ritmo, organização do corpo no espaço, habilidade para reações rápidas, de destreza e agilidade, discriminação tátil, sentido de direção, lateralidade, e orientação no tempo. {3º} Área de habilidades perceptiva motoras: acuidade auditiva, decodificação auditiva, associação audioverbal, memória auditiva, seqüência auditiva, acuidade visual, coordenação e acompanhamento visuais, discriminação visual de formas diferenciação, visual de figura-fundo, memória visual, memória vísomotora, coordenação muscular vísiomotora fina, manipulação vísomotora de forma e espaço, velocidade de aprendizagem vísomotora, integração vísomotora, percepções gustativas e alfativas. {4º} Área do desenvolvimento da linguagem: vocabulário, fluência na comunicação, articulação das palavras.

{5º} Área das habilidades conceituais: conceito de número, classificação, seriação, informação geral, compreensão. {6º} Área de habilidades sociais: aceitação social, respostas antecipatória, julgamento de valor, maturidade social, criatividade e intervenção.

        Afirma Drouet, em Distúrbios de Aprendizagem; autora faz uma comparação com a teoria de Piaget. Veja o gráfico e a teoria.

     Para Piaget, o desenvolvimento cognitivo do indivíduo está sempre passando por equilíbrios e desequilíbrios. Isso se dá com a mínima interferência, seja ela orgânica ou ambiental.

       Para que passe do desequilíbrio para o equilíbrio são acionados dois mecanismos: O de assimilação e acomodação. Por exemplo, a inteligência seria uma assimilação, pois incorpora dados da experiência no indivíduo. Assim, uma vez que ele assimilou intelectualmente uma nova experiência, vai formar um novo esquema ou modificar o esquema antes vigente. Então, na medida em que ele compreende aquele novo conhecimento ele se apropria dele e se acomoda aquilo passa a ser normal. Então, volta novamente ao equilíbrio. Esse período que a pessoa assimila e se acomoda ao novo é chamado de adaptação. Pode-se dizer que dessa forma, se dá o processo de evolução do desenvolvimento humano.

{...} o desenvolvimento é um processo contínuo. É preciso, portanto, certo grau de relacionamento entre todas as funções, além de linguagem interior já adquirida, para chegar à escrita e à leitura... {Drouet.,1995, p. 17}

  1. 1.       ESCOLA--------------------------------------------------à
  2. 2.       CARACTERISTICAS DOS ALUNOS. -------------à
  3. 3.       ALIMENTAÇÃO.................................................... ->
  4. 4.       FATORES ECONÔMICOS. -------------------------à
  5. 5.       COMUNIDADE. ----------------------------------------à
  6. 6.       EDUCAÇÃO. --------------------------------------------à
  7. 7.       AMBIENTE FAMILIAR. ----------------------------à
  8. 8.       AMBIENTE ESCOLA. --------------------------------->

        O que eu entendi que: A Psicopedagogia no campo de conhecimento, não pode ficar alheio às questões sociais e educacionais de nosso País, mas deve assumir o compromisso ético com amaioria da população onde o direito à educação, saúde e cidadania são negadas. "O papel social da psicopedagogia se encontra com relevo nesta denúncia e em uma ação institucional politicamente comprometida e consciente. {Drouet. 1995 p.17 b}".

               Para Alicia Fernandez: A Psicopedagogia, tendo como fenômeno de estudo o aprender e o não-aprender, pode auxiliar em sua abordagem institucional, propõe-se a instituição escolar e suas relações de aprendizagem segundo uma abordagem crítica e sistêmica. Tal opção teórico-prática implica um avanço nas praticas psicopedagogicas reeducativas adotadas até então, buscando construir um espaço mais qualificado e preventivo da práxis psicopedagogicas institucional, que venha a contribuir efetivamente na redução do fracasso escolar em nosso País. Ou seja, a desnutrição e a falta de afetos familiares. 

Sociedade Brasileira de Psicanálise Winnicottiana

CENTRO WINNICOTT DE SÃO PAULO

CALL FOR PAPERS

XVI COLÓQUIO WINNICOTT INTERNACIONAL

A ÉTICA DO CUIDADO

Data: 26-28 DE MAIO DE 2011

                                          Uma das integrantes da comissão Cientifica

A profº e Drº Conceição A. Serralha (UFTM,) e Membro da {SBPW} e da Associação Brasileira de Psicopedagogia. {ABPp}

        Eu assisti à palestra da professora através de vídeo conferência ela fez o seguinte comentário.

         Diz a professora: Historicamente, a Psicopedagogia foi reconhecida por sua intervenção clínica em relação ás dificuldades de aprendizagem nos consultórios psicopedagogicos. Atualmente, porém, observa-se um grande crescimento da ação do psicopedagogo nas escolas, sobretudo em uma perspectiva e institucional. A professora ainda relata: Dessa forma, a psicopedagogia insere-se no contexto educacional como mais um campo de conhecimento na busca da redução do fracasso escolar.

          Eu concordo com A professora, no que se diz a intervenção clínica em relação ás dificuldades de aprendizagem. Por quê? A Escola é um espaço de construção do conhecimento não só para o aluno, mas para todos nele envolvidos. Na escola, a investigação psicopedagógica tem como foco a prevenção das dificuldades de uma dinâmica relacional sadia na instituição, onde o contexto escolar possa voltar-se para os aspectos sadios da aprendizagem e do conhecimento. Assim, a ação da Psicopedagogia inconstitucional busca, fundamentalmente, auxiliar o resgatar da identidade da instituição como o saber e, portanto, com a coletividade de aprender. "A reflexão sobre o individual e o coletivo traz a possibilidade da tomada de consciência e da inovação por meio da criação de novos espaços com aprendizagem." {CRUZ, 2010, p.3}

CAPITULO—03. 

                    AÇÃO DO PSICOPEDAGOGO {A} NA PREVENÇÃO ESCOLAR

        O enfoque só não basta e sim mais ação aplicada, na psicopedagogia institucional aqui adotado está vinculada a uma concepção crítica da psicopedagogia e, consequentimente, da educação, que muito tem a contribuir com as situações de não-aprendizagem na escola e com sua consequente superação. Desta forma, a ação do psicopedagogo está centrada na prevenção do fracasso e das dificuldades escolares, não só do aluno como também dos educadores e demais envolvidos neste processo. Para tanto, é necessário que a intervenção psicopedagógica invista na melhoria das relações de aprendizagem e na construção da autonomia não só dos alunos, mas, principalmente dos educadores. A construção da autonomia do professor, da postura crítica em relação à suas ações pedagógicas e o desenvolvimento da autoria de pensamento pode acontecer pela intervenção psicopedagógica na escola.

{...} qualquer escola precisa ser organizada sempre em função da melhor possibilidade de ensino e ser permanente questionada para que seus próprios conflitos não resolvidos, não apareçam nas salas de aula. Nessas situações fica o aluno {o aprendente} como depositário desses conflitos e, consequentemente, apresentando perturbações e seu processo de aprendizagem. {Apud WEISS, p.5}

         O fracasso escolar está alicerçado, basicamente, sobre duas dimensões que se influenciam em uma relação dialética: A individual, que diz respeito ao aluno e às suas vivencia, pertencente à uma estrutura familiar,  outra externa, que corresponde à escola e aos aspectos culturais, ideológicos e sociais da aprendizagem. Segundo Butelman {1994, p.33}, a dimensão institucional da educação.

  Concordo com autora, no que diz a respeito a "família e a escola." Portanto, é justamente na dinamicidade que se dá entre esses diferentes fatores simbólicos e cognitivos, inerentes às relações de aprendizagem, que são expressos por meio do desenho, da linguagem corporal, falada, dos gestos, do vazio do que não é dito que se determina a aprendizagem da criança. Nessa relação todos ensinam e todos aprendem a partir de suas possibilidades individuais, de seus conhecimentos e, também, de sua dimensão afetiva, incluindo, aqui, as expressões de afeto, amor, medo, raiva pó agressividade.

    Muitas vezes, essa dimensão ativa das relações de aprendizagem na instituição escolar, por meio do fazer de cada um dos seus integrantes, autora afirma; pode provocar conflitos, que tanto pode funcionar como uma alavanca propulsora da produção de conhecimentos, trocas e avanços na escola, como pode desencadear um processo de não-aprendizagem. A aprendizagem e o desenvolvimento da criança, educador e também dos pais é a tradução ativa de uma rede de relações sadias entre esses grupos no que diz respeito ao conhecimento. 

                   TRABALHO DO PSICOPEDAGOGICO INSTITUCIONAL

Nádia Bossa; ela faz três definição em níveis de prevenção no trabalho do

Psicopedagogo Institucional:

{1} No primeiro nível, o psicopedagogo atua nos processo educativos com

Objetivo de diminuir a freqüência dos problemas de aprendizagem.

       Seu trabalho incide nas questões didático metológico, bem como na

formação de professores, além de fazer aconselhamento aos pais.

{2} No segundo nível, o objetivo é diminuir e tratar problemas de aprendizagem já instalados. Para tanto, cria-se um plano diagnóstico da realidade institucional e se elabora planos de intervenção baseados nesse diagnostico, a partir do qual se procura avaliar os currículos com os professores, para que não se repitam tais transtornos. 

{3} No terceiro nível, o objetivo é eliminar os transtornos já instalados, em um

procedimento clinico com todas as suas implicações

      Estou dia acordo com autora; e cons. os item acima citado. A profilaxia

como eixo central da ação psicopedagógica institucional, o primeiro nível individual por Bossa torna-se o ideal, o ponto-chave da intervenção do

psicopedagogo na escola, Porém, um aspecto é inerente aos três níveis descrito anteriormente, e pode indicar, se bem realizado, estratégia de ação pedagógica ou psicopedagogia de sucesso- o diagnóstico.

A organização da intervenção psicopedagógica em nível institucional tem inicio no diagnóstico onde, através de um olhar alimentado por esse campo do conhecimento, é possível identificar as dificuldades, os obstáculos, relações e possibilita dos sujeitos envolvidos na

instituição.{ESCOTT,1977,p.311}

     Apos de muitas pesquisas e coletas de dados e investigando varios autores

diferentes, aspectos institucionais e suas teorias, depois de analisar essas

adversidades teóricas que só veio somar o nossos conhecimentos, refletindo ainda mais: poço fazer o seguintes comentários. "O psicopedagogo deverá proceder à análise dos dados, buscando identificar, segundo as fraturas e as necessidades expressas pelos sujeitos – professores, alunos e pais -, bem como as possibilidades da escola e do próprio psicopedagogo na instituição".

                   O desenvolvimento da intervenção psicopedagógica

precisa,necessariamente, privilegiar a autoria do próprio grupo de educadores

e pessoas envolvidas no que diz respeito à elaboração e à criação de novas

estratégias no espaço de aprendizagem. A ação do psicopedagogo na instituição é, sobretudo, coletiva.  

...um mediador capaz de integrar e sintetizar as várias áreas do conhecimento Junto à equipe escolar {...} É de fundamental importância instrumentalizar o professor para lidar com essa questão, tornando acessível o conhecimento necessário para o trabalho com as dificuldades de aprendizagem. {CRUZ, 2001} 

                     Segundo {Scoz {1992, p.3}, o psicopedagogo deve atuar como},

      Repensar a prática pedagógica em uma dialética constante entre pensamento e ação, à luz da teoria psicopedagógica, traz ao educador a possibilidade da prevenção das dificuldades de aprendizagem, para as reais necessidades dos alunos.

        A investigação diagnóstica em relação à modalidade de aprendizagem de cada aluno permite ao educador a organização de um planejamento de ensino adequado.     Essa análise que o psicopedagogico deverá levar em consideração os aspectos orgânico, e cognitivo, afetivo e social, permitindo a identificação de como o aluno aprende suas dificuldades e fraturas. Refletir sobre as dificuldades que a criança traz consigo segundo suas experiência de aprendizagens anteriores à escola ou mesmo aquelas já geradas pela própria escola, permite ao educador colaborar para superação, contribuindo para o desenvolvimento da autonomia e da aprendizagem do aluno.

Alicia Fernández (2001) relata que todo sujeito tem sua modalidade de aprendizagem e os seus meios para construir o próprio conhecimento, e isso significa uma maneira muito pessoal para se dirigir e construir o saber 

      Desta forma...è de fundamental importância o redimensionamento da ação pedagógicas, considerando cada aluno como sujeito único, em suas dimensões objetiva e subjetiva da aprendizagem, como dessa forma de construirmos uma pedagogia do respeito, das descobertas, e do prazer. É preciso oferecer à criança um meio pedagógico coerente com suas necessidade, sem o qual colocamos em risco a relação desta com a prendizagem e sua adaptação a uma escola que, ela mesma, já se apresenta inadaptada. {ESCOTT, 1997, p.313}

      A leitura psicopedagógica possibilita a identificação do significado da aprendizagem para com aluno, bem como da sua modalidade de aprendizagem, da etapa operatória do pensamento, das suas modalidades e possibilidades. A organização de um modelo sadio de ensino-aprendizagem no espaço escolar implica a ressignificação do conhecimento ao processo cognitivo e às pulsões epistemofílicas do aluno. {FRREIRA, 2006, p.101}

      Analisando as questões das relações da aprendizagem na escola e dos mitos subjacentes a essas relações, {Mendes 1994, p.17} afirma que:

      Dessa forma, na perspectiva da psicopedagogia institucional, faz-se necessário lançar um olhar especial sobre as dificuldades denominadas processos reativos. Os comportamentos reativos em relação às propostas escolares, acontecem quando a escola descosidera a aprendizagem como um processo dinâmico, que precisa levar em conta o desenvolvimento do sujeito aprendente e suas relação com o contexto socioeconômico-cultural. Neste caso, o currítulo, o planejamento escolar e as atividades didático-pedagogicas assumem um caráter mecânico e sem significação para os alunos. {Mendes 1994}

                                    PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO LÚDICA.

        Vanessa Ferreira tem uma visão diferente, com relação afirmação de {Mendes} ela diz: No Brasil a psicopedagogia surgiu para atender crianças com os problemas de aprendizagem Autora comenta que os cursos de psicopedagogia na escola, fazem os professores refletirem mais em relação, ao processo de aprendizagem, ou não aprendizagem dos alunos. Segundo Vanessa; cada individuo tem sua maneira de aprender e seus próprios cominho na construção do saber, que aprendizagem depende da histórias de vida de cada sujeito, aí o psicopedagogo intervém incentivando a sua aprendizagem, certamente terá um bom desenvolvimento escolar.

     Vanessa afirma que o problema da aprendizagem não pode ser atribuído somente ao aluno, mas a um processo coletivo de todos os professores e em equipe, primeiro a se responsabilizando pela aprendizagem da criança é sua família, da relação entre professor e o aluno, ou seja, o aprendizado é decorrente da interação de uma pessoa com a outra.

       A escritora relata que há diversos fatores que implicará a não aprendizagem. Perante essa complexidade, é preciso reconhecer, constatar-se que as instituições escolares, rotulam e condenam os alunos que apresentam dificuldade de aprender aí à repetência considerando-os como sem solução.

      Segundo Vanessa a psicopedagogia considera o individuo como um todo, composto pelo aspecto orgânico, cognitivo, afetivo, social e pedagógico. Veja a importância de todos os aspectos para melhor entender a dificuldades do aprendizado:

{1} O aspecto orgânico; diz respeito à formação lógica dos alunos e o dificuldades de aprender estão relacionada ao corpo.

{2} O cognitivo; refere-se ao funcionamento da estruturas cognitivas; o problema na aprendizagem estaria na estruturas da mente do individuo.

{3} O aspecto afetivo; está ligado à afetividade de cada individuo e de sua participação com aprender, com vontade de aprender.

{4} No aspecto social; leva-se em conta a relação do sujeito com a família, com a sociedade, seu convivo social e cultural.

{5} O aspecto pedagógico; refere-se amaneira como a escola organiza seu trabalho, o método utilizado, o modo de avaliar, os conteúdos, como as aulas são ministradas. 

                                                      DISCURSSÃO

          Vanessa considera o lazer uma forma terapêutica, isso ajuda acriança ficar menos estressada, ou seja, uma forma de diminuir o stress. Caso isso não aconteça, a dificuldade de aprendizagem é o não funcionamento ou funcionamento de um dos aspectos acima relacionados.

         Autora aponta no texto alguns caminhos auxilia na superação de alunos com dificuldade de aprendizagem, em primeira instancia; os educadores devem ter um olhar voltado sobre as dificuldades de aprendizagem pelos acertos dos alunos ou não - por suas dificuldades.

        Trabalhar com educadores em grupo, pois os tem facilidade pode auxiliar os colegas com dificuldade.

        O Texto trás também uma observação sobre aprendizado eo ensinamento na qual quero dar aminha opinião, nós somos três, porque como diz Paulo Freire, "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.".

        Segundo a autora: Ressalta que devemos refletir mais sobre as conseqüências do fracasso escolar, não podemos sentir culpados, mas se responsabilizar, procurar alternativas para sanar os problemas.

        Compreender como se processa os conhecimentos, os fatores que prejudicam a aprendizagem. Procurar teorias que trate do assunto e discussão pra melhor entende-lo, só assim o professor poderá mudar suas praticas e certas atitudes com essa clientela.

         Diante da cumplicidade do tema de estudo, acredito para superarmos esses problemas é preciso haver parcerias entre gestores, professores, e em especial. Mais participação da família.

         Pois na ESCOLA ESTADUAL SEVERIANO NEVES Localizado na Cidade de SÃO FÉLIX DO ARAGUAIA - MT; onde os professores, frequentimente tem que ir nas casas dos alunos pra saber os motivos de suas ausências.

         Concordo que o professor deve se responsabilizar pela aprendizagem das crianças, mas a família tem que colaborar mandando os filhos a escola regularmente; porque a família deve - compreender que a educação é dever da União, Estados e Municípios, e principalmente da família.

 PSICOPEDAGOGO E O CONCEITO DO ESTATUTO DA CRIANÇA E ADOLESCENTE.

Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente.

Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescentes aquela entre doze e dezoito anos de idade. Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade. Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Parágrafo único. A garantia de prioridade compreende:

a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias;

b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública;

c) preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas;

d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude. Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais. Art. 6º Na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela se dirige, as exigências do bem comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento. {MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2008}.

                            AS DIRETRIZES DO PSICOPEDAGOGO NA ESCOLA

A Psicopedagogia é uma área de conhecimento, atuação e pesquisa, que se constitui na interface entre Educação e Saúde e lida com o processo de aprendizagem humana. Recomendam-se aos cursos de formação o desenvolvimento e a implementação de propostas de natureza transdisciplinar, decorrentes de efetivas articulações e integração de diversas áreas do conhecimento.

Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPP), como órgão representativo dos psicopedagogos, entende que o curso de Psicopedagogia deve visar à formação do psicopedagogo objetivando seu exercício profissional conseqüente de um projeto pedagógico de qualidade. Assim, recomenda que os projetos de cursos tenham como base estas Diretrizes.

1 PERFIL PROFISSIONAL

O psicopedagogo é o profissional qualificado para lidar com os processos de aprendizagem e suas intercorrências, atuando junto aos  indivíduos, aos grupos, às instituições e às comunidades. Em 2002, pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Psicopedagogia foi inserida na Família Ocupacional 2394-25 dos Programadores, Avaliadores e Orientadores de Ensino.  Abpp reitera a característica da Psicopedagogia como área de interface, fundamental para a preservação das fronteiras de atuação com os demais profissionais da Educação. A partir desta visão compreende que o psicopedagogo é o profissional capaz de:

- ampliar as possibilidades e interesses relativos ao aprender e ao ensinar;

- oportunizar aprendizagens significativas;

- propiciar autonomia de pensamento;

- produzir e difundir o conhecimento científico e tecnológico relacionado com a aprendizagem humana;

- assumir compromissos éticos e políticos com a Educação de qualidade para todos;

- contribuir com os demais profissionais da Educação para a construção de uma sociedade justa, equânime e igualitária. {Associação Brasileira de Psicopedagogia (2008}

2 COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

 A formação em Psicopedagogia deve propiciar o desenvolvimento das seguintes competências e habilidades:

 - utilização de bases teóricas da Psicopedagogia para análise das questões específicas da aprendizagem;

- atualização constante dos conhecimentos relacionados à aprendizagem;

- planejamento, intervenção e avaliação do processo de aprendizagem e suas intercorrências,  em vários contextos, mediante a  utilização de instrumentos e técnicas próprios da Psicopedagogia;

- utilização de métodos, técnicas e instrumentos que tenham por finalidade a pesquisa e a produção de conhecimento na área;

- participação na formulação e na implantação de políticas públicas  e privadas em saúde e educação relacionadas à aprendizagem e à inclusão social;

- inserção nos espaços multidisciplinares voltados para a atuação nos diferentes níveis de prevenção da aprendizagem (primários secundários e terciários);

- consultoria e assessoria psicopedagogicas;

- orientação, coordenação, docência e supervisão em cursos de Psicopedagogia;

- atuação, coordenação e gestão em serviços de Psicopedagogia de estabelecimentos públicos e privados.

3 PRINCÍPIOS NORTEADORES DA FORMAÇÃO

A formação do psicopedagogo deve orientar-se pelos seguintes princípios:

- consciência da diversidade, respeitando as diferenças de natureza cultural e ambiental, étnico-racial, de gêneros, de faixas geracionais, de classes sociais, de religiões, de necessidades especiais, de escolhas sexuais, entre outras;

- promoção de ações de inclusão e de qualidade de vida;

- desenvolvimento do pensamento reflexivo, crítico e transformador;

- consciência da importância do trabalho coletivo pautado pela ética da solidariedade; - respeito aos saberes específicos das áreas afins e dos profissionais; - atuação pautada pelo sigilo profissional. {Associação Brasileira de Psicopedagogia ( 2008}.

4 HABILITAÇÕES E ÊNFASE

     O profissional formado em Psicopedagogia está habilitado a atuar no âmbito institucional e clínico, realizando avaliações processuais, diagnósticas e/ou, de desempenho; planejamentos e intervenções; prognósticos e acompanhamentos dos processos de aprendizagem nos campos da educação formal e informal; da orientação vocacional; da educação especial e inclusiva; da educação profissional; da educação e formação continuadas; da educação a distância; da educação empreendedora; da aprendizagem organizacional; da educação ambiental; entre outras, considerando que a aprendizagem  humana ocorre ao longo da existência e em diversos espaços sócio-educativos.

A ênfase é baseada em uma compreensão da indissociabilidade do campo de conhecimento e de atuação clínico e institucional, de tal forma que a formação não deve dissociá-los, permitindo que o profissional seja capaz de compreender e integrar procedimentos psicopedagogicos da avaliação à intervenção como um continuum, independente do espaço de atuação. Os espaços de atuação podem ser, entre outros:

- estabelecimentos educacionais;

- hospitais e clínicas de saúde;

- organizações não-governamentais e centros comunitários;

- asilos;

- creches;

- empresas;

- consultórios e ambulatórios;

- setores e serviços públicos de atenção à saúde e à educação;

- setores e serviços públicos de assistência social.

5 NÍVEIS DE FORMAÇÃO E MODALIDADES DE CURSO

A formação do psicopedagogo ocorre nos níveis de Graduação e de Pós-graduação

5.1 Formação na Pós-Graduação.

Esta formação pauta-se pelas exigências da Resolução CNE/CES nº. 1, de 8 de junho de 2007 acrescidas das recomendações que emanam da especificidade da formação do psicopedagogo. {Associação Brasileira de Psicopedagogia ( 2008}.

5.1.1 Orientação para a elaboração dos conteúdos curriculares

Os projetos pedagógicos dos cursos deverão ser organizados tendo como referência um repertório de informações e habilidades composto pela pluralidade de conhecimentos teóricos e práticos e, como norteadores, os seguintes eixos temáticos:

5.1.1.1 A especificidade e a conceituação da Psicopedagogia

  • Contextualização da Psicopedagogia: histórico, objeto de estudo, âmbitos de atuação, interfaces com outras áreas.
  • Ética no trabalho psicopedagogico.
  • Metodologia científica e produção do conhecimento.
  • Filosofia das Ciências: bases epistemológicas da Psicopedagogia.
  • Sociologia: cultura, sociedade e ideologia, pensamento contemporâneo.  

5.1.1.2 Psicopedagogia e as áreas de conhecimento

  • Desenvolvimento sócio-afetivo e implicações na aprendizagem
  • Desenvolvimento cognitivo, aquisição de conhecimento e habilidades intelectuais.
  • Desenvolvimento psicomotor e implicações na aprendizagem.
  • Constituição do sujeito do conhecimento e da aprendizagem (natureza e cultura).
  • Processos de construção e de desenvolvimento da leitura e da escrita
  • Processos de construção e desenvolvimento do pensamento lógico-matemático
  • Aprendizagem e contextos sociais: família, escola, comunidade, organizações.

5.1.1.3 Diagnóstico e intervenção psicopedagógica

  • Fundamentos teórico-práticos do atendimento psicopedagogico
  • Avaliação psicopedagógica da aprendizagem individual e grupal com utilização de instrumentos próprios da Psicopedagogia.
  • Intervenção psicopedagógica em diferentes contextos de aprendizagem.  

Os conteúdos dos eixos temáticos se articulam e se integram por meio da realização de pesquisa e de estágios supervisionados, culminando com a elaboração e apresentação de uma monografia ou trabalho de conclusão de curso. 

Recomenda-se a realização de Seminários Integradores com o objetivo de articular, sintetizar e ampliar as disciplinas desenvolvidas em cada eixo temático, possibilitando o desenvolvimento de uma consciência interdisciplinar. {Associação Brasileira de Psicopedagogia (2008)}. 

                        UMA REFLEXIÃO DO TRABALHO PSICOPEDAGOGICO

       Para enveredarmos sobre o problema de aprendizagem, necessitamos primeiramente compreender o que é aprendizagem e como ela se processa no olhar psicopedagogico. Há na literatura vários modos de conceituar aprendizagem, muitos autores preocupam em definir o tema na visão psicopedagógica.

     Alicia Fernández (2001) relata que todo sujeito tem sua modalidade de aprendizagem e os seus meios para construir o próprio conhecimento, e isso significa uma maneira muito pessoal para se dirigir e construir o saber.

    Já Piaget (1976) busca subsídios na linha cognitivista para desenvolver uma caracterização do processo de aprendizagem. Ele afirma que a aprendizagem é um processo necessariamente equilibrante, pois faz com que o sistema cognitivo busque novas formas de interpretar e compreender a realidade enquanto o aluno aprende.

      A aprendizagem é um fruto da história de cada sujeito e das relações que ele consegue estabelecer com o conhecimento ao longo da vida, afirma Bossa (2000).  Porém, quando falamos em aprendizagem, não podemos relacionar o problema simplesmente com o aluno, pois, a aprendizagem não é um processo individual, ou seja, não depende só do esforço de quem aprende, mas sim de um processo coletivo.

     É o que ainda nos mostra Fernández (2001) a importância da família, que por sua vez, também é responsável pela aprendizagem da criança, já que os pais são os primeiros ensinantes e os mesmos determinam algumas modalidades de aprendizagem dos filhos.

      Esta consideração também nos remete a relação professor-aluno, para essa mesma autora, "quando aprendemos, aprendemos com alguém, aprendemos daquele a quem outorgamos confiança e direito de ensinar.".

     Almeida (1993), também considera que a aprendizagem ocorre no vínculo com outra pessoa, a que ensina, "aprender, pois, é aprender com alguém". É no campo das relações que se estabelecem entre professor e o aluno que se criam às condições para o aprendizado, seja quais foremos objetos de conhecimentostrabalhados.

       Após verificarmos as considerações de alguns autores sobre o processo de aprendizagem, na visão psicopedagógica, pretendemos agora abordar o problema de aprendizagem, analisando as contribuições da psicopedagogia no desvio do processo de aprendizagem, ou seja, na dificuldade de aprendizagem.

      Scoz (1998, p. 45) também agrupa os problemas de aprendizagem segundo a concepção de Visca para quem as dificuldades de aprendizagem referentes à escrita e à leitura, apresentam-se como nível de sintomas. Assim, esses problemas devem ser entendidos como produtos emergentes de uma pluricausalidade e não como decorrente de uma única causa.

     Ainda Scoz (1994), vê os problemas de aprendizagem não se restringindo em causas físicas ou psicológicas. É preciso compreendê-los a partir de um enfoque multidimensional enfocando fatores orgânicos, cognitivos, afetivos, sociais e pedagógicos. Ou seja, para aprender é necessário que exista uma relação de condições entre fatores externos e internos. Há necessidade de estabelecer uma mediação entre o educador e o educando.

     Já Pain (1992, p. 32) destaca que, na concepção de Freud, os problemas de aprendizagem não são erros: "... são perturbações produzidas durante a aquisição e não nos mecanismos de conservação e disponibilidade..."; é necessário procurar compreender os problemas de aprendizagem não sobre o que se está fazendo, mas sim sobre como se está fazendo.

     Ainda sobre o problema de aprendizagem Patto (1990), destaca que o fracasso escolar acontece pela falta de conhecimento, pelo menos em seus aspectos fundamentais, da realidade social na qual se enquadrou uma determinada versão sobre as diferenças de rendimento escolar existentes entre crianças de diferentes origens sociais.

 

                                           CONSIDERAÇÕES FINAIS

      Acreditar, porém que o problema de aprendizagem é responsabilidade exclusiva do aluno, ou da família, ou somente da escola é, no mínimo uma atitude muito ingênua perante a grandiosidade que é a complexidade do aprender. Procurar achar um único culpado para o problema é mais ingênuo ainda.

                                                                                                                                                   A atitude que devemos tomar enquanto educadores desejosos de uma educação de qualidade, com um menor número de crianças com dificuldade de aprendizagem, é intervir psicopedagogicamente sobre o problema de aprendizagem.

     Os problemas de aprendizagem constituem uma situação real presente nas instituições escolares. Portanto, é necessário que todos os envolvidos com questões educacionais realizem pesquisas que possibilitem conhecer cada vez melhor as relações entre os problemas de aprendizagem.

     Assim, pode-se recorrer ao psicopedagogo para estruturar formas de ações e ou intervenções psicopedagógicas que clareiem o caminho percorrido pelos sujeitos.

                                                    BIBLIOGRAFIA

BOSSA, N. A Psicopedagogia no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2000.
CASTORINA, J. A. Psicologia genética. Aspectos metodológicos e implicações pedagógicas. Porto Alegre: Artes médicas, 1988.

 
FERNÁNDEZ, A. O Saber em jogo: a psicopedagogia propiciando autorias de pensamento. Porto Alegre: Artmed, 2001. CRUZ. Ivan Dionizio Sociologia Infantil-Unb

 
PAIN, S. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. 4 ed. Porto Alegre: Artmed, 1992.

 
PATTO, M. H. S. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia, São Paulo: T. A. Queiroz, 1990.

 
PIAGET, Jean. A equilibração das estruturas cognitivas: problema central ao desenvolvimento. Rio de Janeiro: Zahar. 1976.

 
SCOZ, Beatriz. Psicopedagogia e realidade escolar: o problema escolar e de aprendizagem. 2ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes. 1994.

 
SCOZ, Beatriz. Psicopedagogia e realidade escolar: o problema escolar e de aprendizagem. 4ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes. 1998.

 
VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
WEISS, M. L. Reflexões sobre o diagnóstico psicopedagogico. In: BOSSA, N.A. Psicopedagogia no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Vanessa Ferreira Silva - Especialista em Pedagogia Empresarial, Supervisora Pedagógica da Rede Municipal de Ensino de Canápolis / MG e Tutora do Curso de Pós-graduação em Psicopedagogia - canápolis-mg

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/psicopedagogo-na-sala-de-aula-5657049.html

    Palavras-chave do artigo:

    o papel do psicopedagogo na escola

    Comentar sobre o artigo

    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    O artigo mostra o diagnóstico e a intervenção do psicopedagogo na instituição escolar por meio do levantamento de dados e planejamento de estratégias que levem em conta a individualidade da criança em seu contexto educacional e afetivo, ajudam a organizar e com isso melhorar as condições de aprendizagem da criança e a potencializar suas habilidades e capacidades, quanto à qualidade de vida da mesma. Na instituição escolar o psicopedagogo realiza o trabalho com um enfoque preventivo.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Educação Infantill 28/12/2012 lAcessos: 157
    Evelynvin

    Falta de interesse nas aulas, dificuldades de ler, escrever e soletrar. Professores devem estar atentos ao comportamento dos alunos e perceber os diferentes graus de aprendizagem. Os sintomas podem ser de dislexia, TDAH e pode parecer que essas crianças são preguiçosas, desatentas e sem força de vontade. Os Educadores têm uma responsabilidade muito grande na educação das nossas crianças. Identificar o transtorno e fazer o encaminhamento para equipe multiprofissional habilitada é o passo inicial e fundamental para que esse aluno desde cedo não se sinta um fracassado, um impotente, um burro ou alguém que não quer nada com a vida. Confira!!

    Por: Evelynvinl Educação> Educação Infantill 15/08/2009 lAcessos: 6,085 lComentário: 4
    Antonia Matos

    Este trabalho tem finalidade de fazer uma breve reflexão sobre o papel da escola e da família no processo ensino-aprendizagem, a importância do trabalho conjunto dessas duas instituições tendo objetivos, estratégias e planos de ação conjuntos objetivando o sucesso acadêmico de seus filhos/alunos. Também será analisado o papel do psicopedagogo neste processo.

    Por: Antonia Matosl Educação> Ensino Superiorl 15/10/2012 lAcessos: 1,057

    O estudo feito, nos leva a pensar em uma prática educativa respaldada na teoria, porém jamais podendo esquecer que no dia-a-dia como profissional da psicopedagogia, estará na companhia de indivíduos que são capazes de construir seu próprio conhecimento. O psicopedagogo tem o papel de investigar e intervir mediante as dificuldades.

    Por: Michele -Psicopedagogal Educação> Ensino Superiorl 10/06/2011 lAcessos: 1,781 lComentário: 1
    Pr. Suedem Medeiros

    Avaliar é dinamizar oportunidades de auto-reflexão, num acompanhamento permanente do professor. O professor deve assumir a responsabilidade de refletir sobre toda a produção do conhecimento do aluno, promovendo o movimento, favorecendo a iniciativa e a curiosidade no perguntar e no responder, construindo assim, novos saberes junto com o aluno.

    Por: Pr. Suedem Medeirosl Educação> Ensino Superiorl 03/12/2009 lAcessos: 7,889

    RESUMO O presente artigo objetiva em analisar o papel do psicopedagogo e as suas intervenções nas dificuldades de aprendizagem. É preciso criar meios eficazes e inovador na construção do saber, porque o problema de dificuldades de aprendizagem dentro do espaço escolar é uma das problemáticas com a qual o psicopedagogo e o educador deparam-se constantemente nos dias atuais. O profissional nessa área deve procurar promover a melhor maneira possivel de utilizar a intervenção psicopedagogica como t

    Por: pedro josél Educação> Ensino Superiorl 23/11/2012 lAcessos: 209

    Este trabalho científico contempla de maneira sucinta a Educação Inclusiva e a importância do psicopedagogo na área social e educacional, em especial a inclusão das crianças e adolescentes no âmbito da educação do Ensino Infantil ao Ensino Superior como também as questões de fazer valer à integração das leis na educação e da concepção da Psicopedagogia na formação das pessoas com necessidades especiais no âmbito escolar e social, utilizando a Prática pedagógica, da afetividade, da dedicação e do

    Por: Maria Ivanilda Campos Pinheirol Educação> Educação Infantill 02/12/2011 lAcessos: 2,161
    Evilasio Ferreira de Sousa

    Este artigo objetiva analisar duas áreas da Psicopedagogia bem como enfatizar a importância da prática pedagógica na Educação Infantil, como um período básico para a constituição do sujeito. A ação do psicopedagogo na escola oportuniza um espaço de reflexões, onde o professor poderá através de diálogos e estudos com o psicopedagogo repensar e adequar a sua prática de maneira a suprimir as necessidades coletivas e individuais da criança. A partir dessa demanda escolar, cabe buscar algum referenci

    Por: Evilasio Ferreira de Sousal Educação> Educação Infantill 18/09/2011 lAcessos: 1,624

    RESUMO Este artigo foi construído na intenção de relacionar a área psicopedagógica dentro das organizações escolares, como suporte para adequar os propósitos educacionais. Colocar-se as ferramentas que envolvem metodologia e prática nas relações culturais educacionais e sociais. Possibilitando uma interação mais flexível entre gestores, professores e alunos. Sem perder de vista as variáveis que engrandece a formação do educando. Nota-se que o papel essencial do psicopedagogo é o de ser media

    Por: Hélio Pereira da Silval Educação> Ensino Superiorl 07/12/2010 lAcessos: 1,019
    Carla Ravaneda

    A importância da boa formação da docência brasileira, aspectos determinantes na graduação, a importância do estágio supervisionado nos cursos de licenciatura.

    Por: Carla Ravanedal Educação> Ensino Superiorl 11/09/2014
    Zilda Ap. S. Guerrero

    O modelo de aluno que temos hoje em sala de aula, nem de longe lembra- nos os moldes dos alunos dos tempos da escola tradicional, não e somente nas escolas públicas, mas também em diversas escolas particulares e de grande renome no mercado educacional. No entanto, há uma forte contradição entre as aulas ministradas em sala de aula; as quais na grande maioria recheadas de conteúdo e parca praticidade, e quase ausência de contextualização das aulas. Urge então mudanças didáticas na escola atual.

    Por: Zilda Ap. S. Guerrerol Educação> Ensino Superiorl 10/09/2014
    Edjar Dias de Vasconcelos

    O artigo tem como objetivo explicar a funcionalidade do mundo dos vírus. Para tal é necessário uma análise de suas principais características, a definição fundamental da mecanicidade funcional evolutiva dos parasitas.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Educação> Ensino Superiorl 08/09/2014
    Ana Paula Assaife

    Este artigo analisa as dificuldades encontradas pelos docentes em sala de aula para o uso das tecnologias voltadas para educação. Estudos sobre a modernidade mostra que esta dificuldade é muito comum nas universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro. Temos por objetivo analisar os impactos da modernidade sobre a universidade e seus desafios. .Conceituar Modernidade e estudar novas prácticas para o l uso da tecnologia no processo ensino/aprendizagem.

    Por: Ana Paula Assaifel Educação> Ensino Superiorl 04/09/2014 lAcessos: 15

    O presente artigo apresenta a resiliência em um ambiente educacional e o papel dos profissionais que ali trabalham para a formação deste aluno. A escola tem papel fundamental na educação de seres resilientes, capazes de transformar e reinventar novas formas para lidar com as adversidades do cotidiano. Sendo o professor uma espécie de facilitador da aprendizagem, exercendo um papel fundamental no incentivo, construção, articulação de informações e saberes na formação dos educandos.

    Por: Zípora Raquel de Paulal Educação> Ensino Superiorl 01/09/2014 lAcessos: 11

    Este trabalho verso a partir de Kant a problemática sobre o Esclarecimento, que irá mostrar a possibilidade do homem sair de sua menoridade, sendo assim, o mesmo terá capacidade suficiente para estruturar um pensamento autônomo, isto é de pensar por conta própria usando a liberdade de entendimento sem que dependa de outras pessoas para obter a maioridade, entretanto, com essa atitude atingir a própria independência intelectual.

    Por: Derivanial Educação> Ensino Superiorl 01/09/2014

    É inegável que nos últimos anos o tema "Diversidade" tem sido bastante discutido , principalmente no setor educacional. Estamos hoje vivenciando um novo momento em que já se admite, ainda que minimante, a existência de preconceitos diversos e racismo no território brasileiro. Quando o tema diversidade entra em cena, abrimos as portas para que o nosso ponto de vista sobre o outro, e de outros sobre nós sejam apercebidos sob uma nova ótica. Esta que torna "o diferente" tão belo quanto "o eu".

    Por: Ivanilda da Silva Cunhal Educação> Ensino Superiorl 27/08/2014
    Tony Monteiro

    Nos últimos anos, houve uma profunda mudança na maneira de construir, pois antigamente as alvenarias eram utilizadas como elemento resistente e de vedação e a sua estabilidade e resistência eram definidos em função de sua geometria.

    Por: Tony Monteirol Educação> Ensino Superiorl 26/08/2014
    Ivan Dionizio: Sociologo.

    Ministério da Previdência e Assistência Social, ao Ministério do Trabalho e Emprego e à Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, recebi apoio traduzido na inserção de manifestações oficiais dos titulares das respectivas pastas: Ou seja, os Ministros. Então optei por dividir a difícil tarefa de decidir por uma ou por outra com os nossos autores, na esperança de chegar a um consenso ou, no mínimo, a uma maioria. E ficamos surpresos com um resultado que dividiu em três.

    Por: Ivan Dionizio: Sociologo.l Educação> Ensino Superiorl 28/02/2014 lAcessos: 47
    Ivan Dionizio: Sociologo.

    Para melhor assistir as crianças quanto à atenção básica de saúde e, com isso, visa a reduzir as taxas de mortalidade infantil. O estudo foi de natureza descritivo - exploratória, no Município de Cuiabá - MT, entre os Enfermeiros do Programa Saúde da Família, objetivo foi supervisionar as crianças e as mães que faz uso nos PSF do nosso Município de Cuiabá - MT.

    Por: Ivan Dionizio: Sociologo.l Educação> Ensino Superiorl 13/01/2013 lAcessos: 51
    Ivan Dionizio: Sociologo.

    Tribunal de Contas e Ministério Público, também faz com que haja um maior controle das contas públicas para que pratiquem com maior intensidade o principio da transparência, e com isso, o cidadão possam também fiscalizar a aplicação dos recursos. O fato dos recursos públicos serem de origem coletiva e a necessidade de suprir ao bem comum, além da obrigação de atender o interesse da população, criam a necessidade de uma permanente avaliação dos resultados obtidos.

    Por: Ivan Dionizio: Sociologo.l Saúde e Bem Estar> Medicinal 08/03/2012 lAcessos: 608
    Ivan Dionizio: Sociologo.

    É preciso romper a rotina gerencial consumida na lógica imediatista, de atendimento de demanda espontânea, de se tentar resolver uma quantidade infindável de problemas emergenciais, sem avaliar prioridades. É preciso trabalhar com planejamento, metas definidas, com acompanhamento e avaliação sistemática das ações desenvolvidas

    Por: Ivan Dionizio: Sociologo.l Saúde e Bem Estar> Medicinal 29/09/2011 lAcessos: 588
    Ivan Dionizio: Sociologo.

    Muitas pessoas confundem inteligência com estudo, porém há pessoas sem estudo que são muito inteligentes, mas não tiveram a oportunidade de desenvolver-se no campo acadêmico, e pessoas com estudo que não são tão inteligentes assim, mas que tiveram acesso a uma boa base educacional.

    Por: Ivan Dionizio: Sociologo.l Educação> Ensino Superiorl 20/07/2011 lAcessos: 209 lComentário: 1
    Ivan Dionizio: Sociologo.

    A literatura sobre as dificuldades de aprendizagem se caracteriza por um conjunto desestruturado de argumentos contraditórios. Apesar do conceito de dificuldades de aprendizagem apresentar diversas definições e ainda ser um pouco ambíguo, é necessário que tentemos determinar à que fazemos referência com tal expressão ou etiqueta diagnóstica, de modo que se possa reduzir a confusão com outros termos tais como "necessidades educativas especiais", "inadaptações por déficit socioambiental" etc.,.

    Por: Ivan Dionizio: Sociologo.l Educação> Ensino Superiorl 26/12/2010 lAcessos: 908 lComentário: 1
    Ivan Dionizio: Sociologo.

    Com as queimadas descontroladas; como fica a biodiversidade. E o os nossos filhos e netos como fica.? e o que vão dizer é melhor pensar porque o tempo já esgotou.

    Por: Ivan Dionizio: Sociologo.l Educação> Educação Infantill 25/09/2010 lAcessos: 424
    Ivan Dionizio: Sociologo.

    Um trabalho e pesquisa, sobre o "Pássaro João de Barro. por ser uma ave diferenciado trazendo conspiração, tanto para escritores compositores, poetas, e cantores...etc.

    Por: Ivan Dionizio: Sociologo.l Ciências> Biologial 09/09/2010 lAcessos: 2,362
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