Relações de vínculo entre escola e família e suas implicações no desempenho acadêmico

Publicado em: 15/10/2012 |Comentário: 0 | Acessos: 1,057 |

INTRODUÇÃO

Sucesso e fracasso escolar são temas recorrentes de debates e discussões nas últimas duas décadas. A família é muitas vezes apontada como ocasionadora do fracasso acadêmico de seus filhos Polônia e Dessen (2005) pregam que o distanciamento destas da vida acadêmica dos filhos funcionaria como fator propulsor ou desencadeador deste fracasso ocasionando desinteresse e desvalorização da educação.

Este trabalho objetiva uma melhor compreensão da relação entre família e escola e as implicações desta relação no desempenho acadêmico dos alunos, procurando analisar os fatores sociais, políticos, culturais e econômicos como as reais causas do fracasso acadêmico e mostrar a parceria e integração destas duas instituições como recurso para identificar essas causas e saná-las com soluções apontadas por ambas as instituições.

FAMÍLIA

A família é o primeiro e principal contexto de socialização dos seres humanos, é um entorno constante na vida das pessoas; mesmo que ao longo do ciclo vital se cruze com outros contextos como a escola e o trabalho. (EVANGELISTA; GOMES, 2003, p.203)

A estrutura familiar mudou com o passar dos anos. A sociedade, economia e cultura, entre outros fatores alteraram a célula familiar patriarcal que era tida como padrão – pai, mãe, filhos e outros membros. A nova ordem mundial introduziu famílias dos mais variados formatos, como casais homossexuais, filhos de relacionamentos diferentes, avós que criam netos e varias outras configurações.

Além dessa mudança acrescentamos também a velocidade e demandas da vida moderna, falta de tempo dos pais, separações, divórcio, abandono criaram ruídos, lacunas, ou deficiências na educação que se recebe na família, as mães não podem, ou não querem, ficar em casa, apenas responsáveis pela educação dos filhos.

Sobre estas mudanças na célula familiar Romanelli diz:

Uma das transformações mais significativas na vida doméstica e que redunda em mudanças na dinâmica familiar é a crescente participação do sexo feminino na força de trabalho, em conseqüência das dificuldades enfrentadas pelas famílias. (ROMANELLI, 2005, p. 77)

De acordo com a Constituição Federal de 1988 (BRASIL, 1988), no artigo 5º, caput e inciso 1º, é declarada a igualdade entre o homem e a mulher; no artigo 226, parágrafo 3º e 4º reconhece na família a relação proveniente de uma união estável e da monoparentalidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes; e, ainda no artigo 227, parágrafo 5º, as relações ligadas pela afinidade e pela adoção. O Código Civil Brasileiro em vigor desde 11 de janeiro de 2003, considera qualquer união estável entre indivíduos que se gostam e se respeitam, oficializando o que se disse anteriormente sobre a mudança da célula familiar básica como antes a sociedade a compreendia e aceitava. De acordo com Genofre, (1997). "... o traço dominante da evolução da família é sua tendência a se tornar um grupo cada vez menos organizado e hierarquizado e que cada vez mais se funda na afeição mútua".

E mesmo tendo havido mudanças nesta estrutura básica da célula familiar a função da família continua a mesma: preservar a união, segurança e bem estar de seus membros, construir uma base e servir de modelo para as relações sociais futuras e extra núcleo familiar. No entanto os componentes da célula familiar (pais, tios, padrastos, avós, etc.) encontram muitas dificuldades para dividir as responsabilidades, antes atribuídas às mulheres, na criação dos filhos. Essas dificuldades originaram a necessidade de um maior diálogo entre escola e família. Estabelecer um diálogo entre a escola e a família é fundamental, considerando que por maiores que sejam as modificações na constituição familiar, esta, de acordo com Ackerman (1980 p. 29) "permanece como unidade básica de crescimento e experiência, desempenho ou falha". E ainda como esclarecem Campos/Carvalho(1983):

 ...a palavra família, na sociedade ocidental contemporânea tem ainda para a maioria das pessoas, conotação altamente impregnada de carga afetiva.Os apologistas do ambiente da família como ideal para a educação dos filhos,geralmente evidenciam o calor materno e o amor como contribuição para o estabelecimento do elo afetivo mãe-filho, inexistente no caso de crianças institucionalizadas.(CAMPOS /CARVALHO, 1983, p.19)

             A célula familiar como sistema de vínculos afetivos é onde está baseado o processo de humanização de seus integrantes, mas para tanto o ambiente familiar deve proporcionar estabilidade e afetividade. Se isso ocorre de forma positiva o desempenho escolar da criança é beneficiado. Lares em que essa dinâmica ocorre de maneiras menos favoráveis, geralmente produzem estudantes com sérios problemas de aprendizagem.

              Por falta de um contato mais próximo e afetuoso, surgem as condutas caóticas e desordenadas, que se reflete em casa e quase sempre, também na escola em termos de indisciplina e de baixo rendimento escolar. (MALDONADO, 1997, p. 11).

               A célula familiar através de suas dinâmicas internas e externas de relacionamento são responsáveis por uma parcela importante da educação formal e informal, nessas dinâmicas refletem as questões sociais, emocionais e econômicas dos grupos sociais dos quais participam. A participação da família na comunidade escolar de seus filhos, em reuniões, questionando sobre as atividades dos filhos na escola, verificando tarefas é fator de grande importância no desempenho acadêmico dessas crianças.

            Sintonia entre escola e família é, portanto, indispensável para o bom desempenho acadêmico dos alunos. Uma supre as lacunas da outra, proporcionando um melhor desenvolvimento não só acadêmico, mas emocional, psicológico e social.

              Essa erosão do apoio familiar não se expressa só na falta de tempo para ajudar as crianças nos trabalhos escolares ou para acompanhar sua trajetória escolar. Num sentido mais geral e mais profundo, produziu-se uma nova dissolução entre família, pela qual as crianças chegam à escola com um núcleo básico de desenvolvimento da personalidade caracterizado seja pela debilidade dos quadros de referência, seja por quadros de referência que diferem dos que a escola supõe e para os quais se preparou. (TEDESCO, 2002, p. 36).

             De acordo com Prado (1981) a família é, além de um fenômeno natural, uma instituição social que o tempo modifica, dando novas formas e finalidades que dependerão do grupo social no qual esta esteja inserida.

A ESCOLA

            Ao contrario da célula básica familiar a instituição escolar muda sim, mas não no mesmo ritmo desta primeira, e continua exercendo a mesma função de transmissão de conhecimento. A escola não tem conseguido acompanhar a velocidade das mudanças sociais e na célula familiar e se adaptar às responsabilidades que lhe foram transferidas, tanto da sociedade quanto da família, tornando-a ponte entre as duas, sendo cobrada por ambas. Superar as cobranças e expectativas é o desafio da escola de hoje. A função da escola vai além dessa função básica de transmitir conhecimentos citando Symansky (2001), o papel da escola na contribuição do sujeito, quer em seu desenvolvimento pessoal ou emocional é primordial.

            Para atender essas novas demandas são necessárias novas práticas pedagógicas, tornando a parceria com a família indispensável para que se alcancem esses novos objetivos educativos que visam o bem do aluno. Cabe à escola o papel de orientadora neste processo, uma vez que isso dá a ideia de segurança às famílias para que esta parceria seja produtiva nessa nova responsabilidade da escola, que é formar cidadãos em sua totalidade, em todas as suas esferas de ação.

            Nas palavras de Torres: [...] uma das funções sociais da escola é preparar o cidadão para o exercício da cidadania vivendo como profissional e cidadão. (TORRES, 2008. p. 29).

            A instituição escolar foi idealizada no século XVII como um apoio para as famílias, assim como os pais buscavam outros recursos e serviços, como roupas, móveis, etc., deveriam procurar a escola para ajudar na educação dos filhos, funcionando quase que como uma complementação da família.

            Os pais de hoje esperam que a escola além de instruir os seus filhos, transmita princípios, padrões de conduta e valores.

Szymanski afirma:

            A escola, entretanto, tem uma especificidade, a obrigação de ensinar (bem) conteúdos específicos da área do saber, escolhidos como sendo fundamentais para a instrução de novas gerações. O problema de as crianças aprenderem fração é da escola. Família não tem nenhuma obrigação. Por outro lado, professora alguma tem de dar "carinho maternal" para seus alunos (SZYMANSKI, 2009, p. 99).

             É função também da família proporcionar valores morais, princípios, valores, e normas de conduta e não só carinho. Educação para cidadania, convivência com o outro, desenvolvimento da autonomia, compreender e lidar com a diferença devem ser objetivos comuns à escola e à família.

            No ambiente escolar a criança deve sentir-se segura e protegida, acolhida, compreendida e apoiada. A adaptação da criança à escola e as relações que nela estabelece são fatores decisivos no seu desenvolvimento acadêmico.

             É interessante observar que, em situações informais de aprendizado, as crianças costumam utilizar as interações sociais como forma privilegiada de acesso à informação: aprendem regras dos jogos, por exemplo, através dos outros e não como resultado de um empenho estritamente individual na solução de um problema. Qualquer modalidade de interação social, quando integrada num contexto realmente voltado para a promoção do aprendizado e do desenvolvimento, poderia ser utilizada, portanto, de forma produtiva na situação escolar (OLIVEIRA, 2005, p.64).

 RELAÇÃO FAMÍLIA/ESCOLA

             Os caminhos da escola e da família cruzam-se inevitavelmente, a noção dos papeis de aluno e filho chegam a se confundir, sendo assim o fortalecimento dos laços de cooperação entre as duas instituições são indispensáveis para proporcionar um bom desempenho acadêmico. Um bom relacionamento de cooperação entre escola e família é um importante fator facilitador da aprendizagem

 [...] tanto a família quanto a escola desejam a mesma coisa: preparar as crianças para o mundo; no entanto, a família tem suas particularidades que a diferenciam da escola, e suas necessidades que a aproximam dessa mesma instituição. A escola tem sua metodologia e filosofia para educar uma criança, no entanto ela necessita da família para concretizar o seu projeto educativo. (PAROLIN, 2003, p. 99)

             Essa parceria é fundamental ainda que cada uma destas instituições apresente valores e objetivos distintos relacionados a este aluno/filho. Essas distinções entre ambas devem ser apresentadas nas reuniões para que sejam levadas em conta ao se estruturarem ações, trabalhos e objetivos comuns nesta parceria. Troca de experiências, diálogo e abertura de ambas as instituições proporcionarão um trabalho conjunto bem estruturado. Escola e família devem compreender que nenhuma das duas obterá sucesso isoladamente, mas que uma construção coletiva levará aos resultados necessários que reflitam no desempenho acadêmico de seus filhos/alunos.

            Escola e família são ambientes socializadores, sendo assim, o diálogo entre pais e escola deve ser promovido. Os pais devem ser chamados ao colégio não só em momentos de crise de seus filhos, mas para participarem das decisões, para darem sugestões e estabelecerem um canal de comunicação permanente com a gestão.

            Este contato ainda contribui para a melhoria do ensino, humanização das relações escola/família/comunidade/alunos, melhoria da qualidade de vida, melhorando o contexto e o ambiente no qual alunos e professores estão inseridos, dando mais segurança aos alunos e tranqüilidade aos professores. A formação de cidadania dos alunos é amplamente beneficiada por este processo, exercitando o espírito crítico e a habilidade de enfrentar situações de crise e a busca de soluções para problemas em todas as suas esferas de atuação, sendo esta formação mediada pelo professor.

 O professor não tem um papel terapêutico em relação à criança e sua família, mas o de conhecedor da criança, de consultor, apoiador dos pais, um especialista que não compete com o papel deles. Ele deve possuir habilidades para lidar com as ansiedades da família e partilhar decisões e ações com ela (OLIVEIRA, 2005, p.181).

             Problemas de aprendizagem e de comportamento podem piorar com a forma com que são enfrentados pela família. Para Beatriz Scoz (1994, p. 145) "para que se possa ter informações sobre os fatores que interferem na aprendizagem e buscar caminhos adequados para ajudar a criança, é necessário o contato com as famílias". O intercambio entre família e professores pode ser um canal de orientação para que os pais possam entender melhor os problemas apresentados e encontrar outras formas de lidar com estes.

             Qualquer programa destinado às famílias deverá contemplar os grupos familiares concretos, nas suas condições de vida, nas suas possibilidades de soluções para os desafios do cotidiano e nos seus contextos socioculturais. Além disso, antes de se iniciar qualquer trabalho, é necessário que os próprios profissionais envolvidos se conscientizem se seus próprios modelos de família e de seus preconceitos em relação aos "desvios" desse modelo e conheçam as famílias com as quais vão trabalhar nos seus contextos históricos e sociais. (SZYMANSKI, 2009, p.43).

             Quando do surgimento dessas demandas a escola deve encaminhar os casos de atendimento especializado e informar os pais sobre essas dificuldades de aprendizagem. O estado oferece instituições e profissionais aptos para receber, avaliar e agir quando da ocorrência desses casos.

             A formação dos médicos pediatras nem sempre os capacita para atender o processo de aprendizagem e o contexto onde o aluno está inserido. Isso os leva, muitas vezes, a afirmar que a acriança não tem nada, desestimulando os pais a tomarem qualquer providência para socorrer os filhos em suas dificuldades (SCOZ, 1994, p. 149).

             Dando oportunidade para a integração e inclusão de alunos com dificuldades de aprendizagem e com necessidades especiais, e evitando o surgimento de outros problemas acarretados pela negligencia destes.

             Fatores como baixa a escolaridade podem causar o distanciamento entre família e escola, os pais nesta situação sente-se incapazes de dar contribuições que julguem valiosas para a escola ou para seus filhos, a escola deve estar preparada para lidar com esse tipo de situação para evitar tensões e conflitos. Projetos específicos podem acolher esses pais e mostrar que podem contribuir. Encontros, reuniões, palestras, oficinas também são formas de atrair a participação dos pais nas atividades escolares. Quando a escola essas oportunidades a família sente-se comprometida e participante da instituição escolar.

            Escola e família devem dividir objetivos, obrigações e responsabilidades buscando a melhoria da qualidade do sistema educacional no qual seus filhos/alunos estão inseridos.

 [..]atualmente, a escola e outras instituições de educação, esportes e recreação preenchem atividades dos filhos que originalmente eram responsabilidade dos pais. Os ofícios não mais são transmitidos de pai para filho dentro dos lares e das corporações de ofício. A educação cabe ao Estado ou a instituições privadas por ele supervisionadas (VENOSA, 2005, p. 22).

             As transformações sociais demandam uma divisão de responsabilidades entre escola, família e Estado. De acordo com o art. 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990:

              É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária (Brasil, 1990).

Sobre isso diz PIAGET:

Uma ligação estreita e continuada entre os professores e os pais leva pois muita coisa mais que a uma informação mútua:este intercâmbio acaba resultando em ajuda recíproca e, frequentemente, em aperfeiçoamento real dos métodos.Ao aproximar a escola da vida ou das preocupações profissionais dos pais, e ao proporcionar, reciprocamente, aos pais um interesse pelas coisas da escola, chega-se a uma divisão de responsabilidades [...] (PIAGET,2007,p.50)

             O papel de mediação dessa parceria escola-família cabe à escola, uma vez que esta tem recursos informativos e pessoal especializado para a detecção dos problemas que ocorrem em ambas as instituições. Os pais enxergam os professores detentores das respostas sobre todos os problemas educacionais que seus filhos apresentem o que pode ser uma vantagem para a escola nesse papel de mediadora.

             Para que essa parceria funcione os conceitos de FAMÍLIA e ESCOLA devem estar bem definidos e compreendidos e ambas devem compreender seu papel no desenvolvimento de seus filhos/alunos e juntas buscarem ações que proporcionem o melhor desempenho educacional que seja possível a estas crianças.

 [...] os aprendizes se ajudam uns aos outros a aprender, trocando saberes, vivências, significados, culturas. Trocando questionamentos seus, de seu tempo cultural, trocando incertezas, perguntas, mais do que respostas, talvez, mas trocando. (ARROYO, 2000, p 166)

                O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no seu artigo 4º diz sobre esta parceria:

É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à liberdade e a convivência familiar e comunitária. (BRASIL, 1990)

               A integração e participação da família no processo de aprendizagem é reconhecida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que no seu artigo 1º diz:

 "A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisas, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais." (BRASIL, 1996).

               Marchessi (2004) diz que a tarefa da educação não pode ser levada só pela escola sem a cooperação de outras instituições. Sendo a família a instituição mais próxima e a primeira com a qual a criança entra em contato é natural sua integração com a escola.

               A escola nunca educará sozinha, de modo que a responsabilidade educacional da família jamais cessará. Uma vez escolhida a escola, a relação com ela apenas começa. É preciso o diálogo entre escola, pais e filhos. (REIS, 2007, p. 6)

[...] se toda pessoa tem direito à educação, é evidente que os pais também possuem o direito de serem, senão educados, ao menos, informados no tocante à melhor educação a ser proporcionada a seus filhos. (PIAGET, 2007, p. 50)

               A criança passa muito mais tempo com a família do que na escola, sendo assim a família deve estar ciente do que se passa no ambiente escolar para que no tempo em que está com a criança possa continuar o processo de aprendizagem em colaboração com o que se passa na escola.

               Gagné define a aprendizagem como sendo suma modificação na disposição ou na capacidade do homem, modificação essa que pode ser retida e que não pode ser simplesmente atribuída ao processo de crescimento.

                 Sendo assim, a aprendizagem se dá pela mudança de comportamento vinda das experiências, questões emocionais, neurológicas, pelas relações interpessoais, pelo ambiente, pelo grupo social, etc. Como prega Piaget, o individuo está sempre interagindo com o ambiente e essas interações ocasionam mudanças contínuas, ou adaptação que é produzida por outros dois processos, a assimilação e a acomodação, que são respectivamente a apropriação do conhecimento e das habilidades e a reorganização e modificação daquilo que foi assimilado anteriormente, sendo tanto a escola quanto a família responsáveis e geradoras no processo de aprendizagem.

                 Os meios de vida, de estudos, por onde circulam os aprendizes são tão importantes quanto às atividades educacionais que abrigam. Sua influência deve-se ao fato de que eles são desigualmente motivadores, diferentemente estimulantes e mais ou menos propícios a aprendizagens significativas. A cultura da instituição, da família e da sociedade é igualmente um fator de ensino. (DELORS, 2005, p. 196)

AFETIVIDADE E APRENDIZAGEM

              A formação afetiva começa no nascimento, ao primeiro contato entre mãe e filho. E o desenvolvimento saudável desta relação dar-se-á pelo trato que esta mãe dará ao filho. Qualquer tipo de privação ou anormalidade nestas relações de vínculo poderá causar problemas no desenvolvimento emocional e cognitivo do indivíduo.

             Relações deficientes entre pais e filhos mostram seus resultados em sala de aula onde os professores raramente conseguem diagnosticar o problema, mas um relacionamento bem estruturado e saudável estabelecido entre professor e aluno pode muitas vezes melhorar o desempenho acadêmico deste aluno.

Não deve reproduzir em sala de aula a relação familiar deficitária onde, muitas vezes, esta salienta as deficiências da criança e não as eficiências; comparando-a com outra, ou maternalizando-a, impedindo seu crescimento e ou compensando a falta de vínculos com mensagens fúteis, mantendo uma comunicação falsa e encobridora. (CHAMAT, 1997, p.72).

             A construção de um vínculo afetivo de respeito e amizade entre professor e aluno é importante para o desenvolvimento acadêmico do aluno, que vai ter maior atenção nas aulas, fará as atividades com maior dedicação e se sentirá seguro para questionar, participar e opinar. Além disso há a questão da influencia através da qual o professor incutirá valores, princípios e padrões de comportamento.

              De acordo com Pichon-Rivière (1982), olhar é escutar, é considerar o que acontece com a criança em permanente interação com os objetos. A criança deve ser compreendida, deve-se observar o que ela fala, sua expressão corporal, suas ações ao lidar com situações de conflito, até seu trato com o material escolar.

              Relações interpessoais e afetividade são as responsáveis pelo desenvolvimento das habilidades sociais e competências interpessoais. A vida escolar introduz na vida das crianças relacionamentos novos com professores e colegas, demandando o desenvolvimento dessas competências e habilidades. Ao interagirem com o novo grupo se vêem forçados a uma auto-avaliação, ao exercício dessas habilidades e à comparação de sua conduta com a dos colegas e professores com quem interage.

               A construção de laços de afetividade e respeito entre professores e alunos proporciona maior êxito nas atividades e projetos desenvolvidos no ambiente escolar tornando o processo de aprendizagem significativo e colaborando no desenvolvimento da cognição e do interesse do aluno.

              Interações que não privilegiem a competência e o reconhecimento de potencialidades e que não promovam autonomia e o senso de pertencimento podem ser deletérias, gerando um ambiente ansioso e até mesmo agressivo, com repercussões na motivação e/ ou segurança para participar e explorar o ambiente escolar (BORUCHOVIT; BZUNECK, 2004, p. 209).

              O oposto pode acontecer se as relações forem negativas, ocasionando sentimento de rejeição por parte dos alunos resultando numa visão negativa da escola por parte deste aluno.

              O estreitamento de laços entre colegas, a interação nos grupos levam a discussões e facilitam a ação em momentos de conflito. Essas relações de amizade acabam por se tornarem uma extensão das relações de vínculo da família resultando em melhora na aprendizagem do aluno, na sua ação na sociedade e/ou grupos sociais nos quais está inserido e aprendendo a lidar com conflitos e diferenças. Vygotsky (In Oliveira, 2005, p. 101) "concebe o homem como um ser que pensa, raciocina, deduz e abstrai, mas também como alguém que sente, se emociona, deseja, imagina e se sensibiliza".

              O educador deve reconhecer a individualidade do aluno, enxergando e respeitando essa individualidade e buscando subsídios que favoreçam as potencialidades desta individualidade para que a aprendizagem se dê de forma integral, mediando e administrando possíveis conflitos trazidos pelo aluno.

             Quando a criança entra na escola, ela passa a viver sob outros contratos, estabelece outras relações, submete-se a outras regras e convive a partir do que já construiu em sua vida afetiva. Reconhecer emoções como parte do ato de aprender e identificar a reciprocidade entre afetividade e inteligência como um agente interativo á atividade de construir conhecimento, é essencial para que nós educadores possamos planejar e administrar uma ação verdadeiramente educativa.

               A afetividade é um conceito bem abrangente, em cujo bojo encontra-se o desenvolvimento da pessoa. Ela é tão importante quanto à inteligência e não é sentimento e nem emoção. Ela nasce antes da inteligência e é, portanto ponto de partida para o desenvolvimento de uma pessoa. A partir da interação com o outro, a criança socializa-se e começa a manifestar-se emocionalmente (PAROLIN, 2007, p.74 e 75).

             As influencias do meio na afetividade causam uma modificação, o intelecto sofre influencia dessa afetividade e, da mesma forma, a afetividade é influenciada pelo intelecto. Não se deve esquecer que o sujeito é também e em grande parte formado pelas emoções que apresenta, portanto suas experiências e sentimentos devem ser ouvidos e analisados pelo educador que, a partir delas, poderá buscar as ferramentas necessárias para contemplar as necessidades individuais.

AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

            Rogers(1988) diz que as dificuldades de aprendizagem podem significar um alteração no aprendizado da leitura e da escrita, ou outras alterações do processo de aprendizagem quais sejam; alterações orgânicas, motoras, intelectuais, sociais e emocionais.

              O termo Dificuldade de Aprendizagem é definido pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA como:

Dificuldade de Aprendizagem é uma desordem que afeta as habilidades pessoais do sujeito em interpretar o que é visto, ouvido ou relacionar essas informações vindas de diferentes partes do cérebro. Essas limitações podem aparecer de diferentes formas: dificuldades específicas no falar, no escrever, coordenação motora, autocontrole, ou atenção. Essas dificuldades abrangem os trabalhos escolares e podem impedir o aprendizado da leitura, da escrita ou da matemática. Essas manifestações podem ocorrer durante toda a vida do sujeito, afetando várias facetas: trabalhos escolares, rotina diária, vida familiar, amizades e diversões. Em algumas pessoas as manifestações dessas desordens são aparentes. Em outras, aparece apenas um aspecto isolado do problema, causando impacto em outras áreas da vida. (POLITY 1998, p.73)

              Famílias com filhos com problemas de aprendizagem geralmente não tem nenhuma informação sobre esses distúrbios de aprendizagem e necessitam de orientação e informação. Muitas vezes as famílias não se dão conta de que situações que ocorrem em casa podem ser fatores de agravamento ou de tratamento desses distúrbios. Neste momento a figura do psicopedagogo é fundamental como mediador e orientador. Crianças que podem ser julgadas como lerdas, preguiçosas ou distraídas por pais mal informados podem ter o quadro totalmente alterado quando seus pais tomam conhecimento das implicações de seus distúrbios de aprendizagem. O psicopedagogo, além de mediar e orientar deverá propor aos pais e professores estratégias e caminhos que facilitem o desenvolvimento da criança com distúrbio de aprendizagem.

             No processo de aprendizagem é necessário que a criança seja incentivada e apoiada em suas potencialidades, para tanto pais e professores devem estar aptos a detectar possíveis alterações neste processo. Além disso a criança precisa de equilíbrio, de sentir-se amada e apoiada.

             Criar filhos não significa torná-los perfeitos, pois os pais têm muitas dúvidas e estão sujeitos a muitas falhas; mas o que é necessário é tentar identificar os conflitos e desfazê-los, aprendendo a conviver com essas situações. Através dos conflitos os pais desenvolvem a percepção de si mesmos e de seus filhos. Essas situações estimulam pais e filhos a instalar um diálogo verdadeiro, expondo o entendimento e sentimento em relação às experiências cotidianas. Por outro lado, aspectos fundamentais do processo educativo revelam que os pais devem ter respeito sobre o que o filho sente, mas cabe a eles negar com firmeza e determinação as atitudes que possam contrariar o que desejam para a educação de seus filhos (TIBA, 1999, p. 45).

               A ausência de limites por parte dos pais pode ser, também, causa de distúrbios como a falta de atenção e a indisciplina. A geração dos avós dessas crianças era patriarcal, e exigia que determinações fossem cumpridas, a geração seguinte, em seu papel contestador questionou o sistema patriarcal e produziu ações contrárias àquela e tornou-se permissiva eliminando os padrões de comportamento e limites produzindo uma geração de pouca responsabilidade, e isso naturalmente afetou o processo educativo. Sobre isso Tiba (1999, p.45) diz que, há "a necessidade de orientação às crianças quanto às regras disciplinares, para que elas possam desenvolver a capacidade de concentração e de apreensão dos conceitos".

 O PSICOPEDAGOGO NESTE PROCESSO

            Uma vez entendido o processo de aprendizagem como sendo baseado na afetividade, cognição, sociedade, política, entre outros, a contribuição do psicopedagogo enriquece este processo estando ele apto a detectar os distúrbios de aprendizagem, sua origem e variáveis e sugerir novas abordagens e ferramentas para pais e professores envolvidos nesse processo.

            É também papel do psicopedagogo apresentar o processo ensino-aprendizagem como não linear, tendo este inúmeras ramificações e multidirecionado, envolvendo também a não-aprendizagem e respeitando o tempo do aluno e até aceitando suas recusas em não aprender.

            O saber e o não saber são processos intimamente relacionados o que significa que a psicopedagogia apresenta esse processo como uma via de mão dupla, tendo sempre dois lados.

O jogo do saber-não-saber, conhecer-desconhecer e suas diferentes articulações, circulações e mobilidades, próprias de todo ser humano ou seus particulares nós e travas presentes no sintoma, é o que nós tratamos de decifrar no diagnóstico. (FERNANDEZ, 1991, p.87)

            A Psicopedagogia, segundo Silva (1998, p.59):

Rompe a ligação ensino-aprendizagem, porque, tanto o aprender como processo quanto o processo de construção do conhecimento não têm relação necessária com o ensinar e, finalmente, porque ambos os processos antecedem e ultrapassam o ensinar.  (SILVA, 1998, p.59)

              A formação do estudante como cidadão consciente de seu papel na sociedade tomam como base as relações estabelecidas na escola e na família, onde este deveria ter estimulados moral, intelectual, social e academicamente. O papel do psicopedagogo é buscar formas de mediar a reabilitação do processo de aprendizagem nesses indivíduos com distúrbios de aprendizagem tomando como ferramentas a paciência, o lúdico, o didático, o acolhimento, o exercício da oralidade e da escrita fazendo com que este indivíduo compreenda suas capacidades, habilidades e seu papel na sociedade.

               O psicopedagogo pode atuar na área preventiva, diagnosticando os sintomas iniciais dos distúrbios de aprendizagem e propondo medidas para evitar que se agravem, impedindo que um grande número de alunos seja encaminhado para clínicas, melhorando o rendimento escolar destes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

              A relação escola-família é de fundamental importância no processo ensino-aprendizagem sendo, portanto, indispensável que ambas caminhem juntas pelos mesmos objetivos, propondo metas e soluções para que as dificuldades que surjam no percurso educacional sejam resolvidas também em conjunto.

             O papel do psicopedagogo, quando é possível sua presença neste processo, é detectar possíveis distúrbios que atrapalhem o processo ensino-aprendizagem e ajudar o professor e o aluno em sala de aula, e a família nas informações pertinentes a cada caso para que esta esteja preparada para lidar com o distúrbio apresentado pelo filho, diminuindo e prevenindo os casos de fracasso escolar.

             A escola que conta com uma aliança sólida com a família tem muito mais chances de evitar e trabalhar o fracasso escolar. Os conflitos são trabalhados de maneira mais ampla. Decisões são tomadas em conjunto e todos tomam parte e responsabilidade no processo educacional.

Referências bibliográficas

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ARROYO, Miguel G. Ofício de Mestre: imagem e auto-imagens. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes. 2000.

ASSUNÇÃO, Elizabete; COELHO, M.T. Problemas de Aprendizagem. São Paulo, Ática, 1989.

BORUCHOVIT, Evely; BZUNECK, José Aloyseo. Aprendizagens: processos psicológicos e o contexto social na escola. Petrópolis: Vozes, 2004.

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BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9.394/96. Brasília. MEC, 1996.

CHAMAT, Leila Sara José. Relações vinculares e aprendizagem: um enfoque psicopedagógico. São Paulo: Vetor, 1997.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/relacoes-de-vinculo-entre-escola-e-familia-e-suas-implicacoes-no-desempenho-academico-6248681.html

    Palavras-chave do artigo:

    desenvolvimento academico

    ,

    afetividade

    ,

    parceria escola familia

    Comentar sobre o artigo

    Este artigo fala sobre os fatores que influenciam as dificuldades de aprendizagem, buscando compreender a interferência do sistema escolar, familiar e socioeconômico nos problemas de aprendizagem. A importância de pesquisar tal assunto estar em aprofundar o conhecimento sobre as dificuldades de aprendizagem, assim como ampliar a visão a partir da literatura sobre o tema, proporcionando entendimento das representações e compreensão sobre os problemas de aprendizagem.

    Por: Daniel Soaresl Psicologia&Auto-Ajuda> Auto-Ajudal 26/08/2014 lAcessos: 13
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

    O artigo mostra o diagnóstico e a intervenção do psicopedagogo na instituição escolar por meio do levantamento de dados e planejamento de estratégias que levem em conta a individualidade da criança em seu contexto educacional e afetivo, ajudam a organizar e com isso melhorar as condições de aprendizagem da criança e a potencializar suas habilidades e capacidades, quanto à qualidade de vida da mesma. Na instituição escolar o psicopedagogo realiza o trabalho com um enfoque preventivo.

    Por: GUTEMBERG MARTINS DE SALESl Educação> Educação Infantill 28/12/2012 lAcessos: 157
    Pr. Suedem Medeiros

    O objetivo primordial deste artigo é refletir a cerca da importância do aluno ser incentivado a descobrir seus potenciais em relação ao acesso à aprendizagem de leitura e escrita no âmbito da sala de aula.

    Por: Pr. Suedem Medeirosl Educaçãol 24/11/2009 lAcessos: 2,027
    Ivan Dionizio: Sociologo.

    Considerando a escola responsável por grande parte da formação do ser humano, o trabalho do Psicopedagogo na instituição escolar tem um caráter preventivo no sentido de procurar criar competências e habilidades para solução dos problemas. Com esta finalidade e em decorrência do grande número de crianças com dificuldades de aprendizagem e de outros desafios que englobam a família e a escola, a intervenção psicopedagogico ganha atualmente espaço nas instituições de ensino e empresariais.

    Por: Ivan Dionizio: Sociologo.l Educação> Ensino Superiorl 13/02/2012 lAcessos: 2,817
    Rosimeire Moreira Quintela

    RESUMO Esta pesquisa visa transformar métodos tradicionais contidos na escola levando os professores a participarem de pesquisas, práticas pedagógicas, inovações para que suas aulas se tornem mais criativas e produtivas. O objetivo é de auxiliar na superação do fracasso escolar em relação à leitura, pois se acredita na possibilidade de sucesso de todas as crianças...

    Por: Rosimeire Moreira Quintelal Educação> Educação Infantill 11/01/2012 lAcessos: 1,154
    Marcelo Gomes González

    O Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil é um documento que equivale aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), já que foi criado pelo MEC em 1998. No entanto, há um debate ferrenho entre as grandes esferas da administração é o fato desse nível de ensino compor a Educação Básica, mas ser posta de forma facultada, fazendo com que, muita das vezes, não seja cursada pela criança, que fica com um ensino deficitário na base do conhecimento.

    Por: Marcelo Gomes Gonzálezl Educação> Educação Infantill 17/10/2012 lAcessos: 538
    Marcelo Gomes González

    Como está expresso na fala de muitos autores, o Ensino Fundamental II é uma fase de transição, onde muitas culturas devem ser maturadas, e outras apresentadas. Nesse período o educando se encontra no momento da criação da sua identidade. Os PCNs defendem que a Educação Física deve utilizar, principalmente, da cultura corporal - a trazida pela criança e a apresentada para ela dentro do ambiente escolar - e da instigação à busca do conhecimento para que ela seja autônomo.

    Por: Marcelo Gomes Gonzálezl Educaçãol 17/10/2012 lAcessos: 354
    João Beauclair

    Este texto, tecido com o carinho que possuo para com este tema, é um misto de idéias, oriundas de minhas leituras sobre Ciência e Espiritualidade, Psicopedagogia e Psicanálise, Filosofia e Psicologia, Poesia e Literatura. Não é texto escrito como um artigo científico, formatado nos moldes acadêmicos, mas sim uma busca de revisão, muito particular sobre o assunto, no exercício de minha autoria de pensamento e com o intuito de dar uma pequena parcela de contribuição para pais, educadores, pesquisadores e interessados na temática.

    Por: João Beauclairl Educaçãol 16/03/2009 lAcessos: 1,006

    O presente artigo tem por natureza e objetivo esclarecer como se dá as politicas de recrutamento, seleção, treinamento e retenção de pessoas talentosas nas organizações contemporâneas, por entender que administrar com as pessoas requer das organizações um novo olhar para as pessoas inseridas em seu quadro funcional e uma leitura social e ambiental cada vez mais humana para interagir com o tempo vigente e entender as tendências futuras no mundo dos negócios.

    Por: Luciano Silva Nevesl Carreira> Recursos Humanosl 01/06/2014 lAcessos: 38
    Carla Ravaneda

    A importância da boa formação da docência brasileira, aspectos determinantes na graduação, a importância do estágio supervisionado nos cursos de licenciatura.

    Por: Carla Ravanedal Educação> Ensino Superiorl 11/09/2014
    Zilda Ap. S. Guerrero

    O modelo de aluno que temos hoje em sala de aula, nem de longe lembra- nos os moldes dos alunos dos tempos da escola tradicional, não e somente nas escolas públicas, mas também em diversas escolas particulares e de grande renome no mercado educacional. No entanto, há uma forte contradição entre as aulas ministradas em sala de aula; as quais na grande maioria recheadas de conteúdo e parca praticidade, e quase ausência de contextualização das aulas. Urge então mudanças didáticas na escola atual.

    Por: Zilda Ap. S. Guerrerol Educação> Ensino Superiorl 10/09/2014
    Edjar Dias de Vasconcelos

    O artigo tem como objetivo explicar a funcionalidade do mundo dos vírus. Para tal é necessário uma análise de suas principais características, a definição fundamental da mecanicidade funcional evolutiva dos parasitas.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Educação> Ensino Superiorl 08/09/2014
    Ana Paula Assaife

    Este artigo analisa as dificuldades encontradas pelos docentes em sala de aula para o uso das tecnologias voltadas para educação. Estudos sobre a modernidade mostra que esta dificuldade é muito comum nas universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro. Temos por objetivo analisar os impactos da modernidade sobre a universidade e seus desafios. .Conceituar Modernidade e estudar novas prácticas para o l uso da tecnologia no processo ensino/aprendizagem.

    Por: Ana Paula Assaifel Educação> Ensino Superiorl 04/09/2014 lAcessos: 15

    O presente artigo apresenta a resiliência em um ambiente educacional e o papel dos profissionais que ali trabalham para a formação deste aluno. A escola tem papel fundamental na educação de seres resilientes, capazes de transformar e reinventar novas formas para lidar com as adversidades do cotidiano. Sendo o professor uma espécie de facilitador da aprendizagem, exercendo um papel fundamental no incentivo, construção, articulação de informações e saberes na formação dos educandos.

    Por: Zípora Raquel de Paulal Educação> Ensino Superiorl 01/09/2014 lAcessos: 11

    Este trabalho verso a partir de Kant a problemática sobre o Esclarecimento, que irá mostrar a possibilidade do homem sair de sua menoridade, sendo assim, o mesmo terá capacidade suficiente para estruturar um pensamento autônomo, isto é de pensar por conta própria usando a liberdade de entendimento sem que dependa de outras pessoas para obter a maioridade, entretanto, com essa atitude atingir a própria independência intelectual.

    Por: Derivanial Educação> Ensino Superiorl 01/09/2014

    É inegável que nos últimos anos o tema "Diversidade" tem sido bastante discutido , principalmente no setor educacional. Estamos hoje vivenciando um novo momento em que já se admite, ainda que minimante, a existência de preconceitos diversos e racismo no território brasileiro. Quando o tema diversidade entra em cena, abrimos as portas para que o nosso ponto de vista sobre o outro, e de outros sobre nós sejam apercebidos sob uma nova ótica. Esta que torna "o diferente" tão belo quanto "o eu".

    Por: Ivanilda da Silva Cunhal Educação> Ensino Superiorl 27/08/2014
    Tony Monteiro

    Nos últimos anos, houve uma profunda mudança na maneira de construir, pois antigamente as alvenarias eram utilizadas como elemento resistente e de vedação e a sua estabilidade e resistência eram definidos em função de sua geometria.

    Por: Tony Monteirol Educação> Ensino Superiorl 26/08/2014
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