Relatos sobre docência em educação musical na sala de aula abordando assunto da apreciação musical

30/10/2011 • Por • 340 Acessos

OBJETIVOS GERAIS:

         Analisar uma experiência de docência musical em sala de aula, com intuito de construir saber, de aperfeiçoar as práticas pessoais em educação musical, através da análise, desconstrução e elaboração de aulas de música.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

         Analisar a imaginação e percepção sonora musical através de uma aula de musicalização infantil. Realizar uma experiência auditiva com crianças através da sonoplastia proporcionada pela apreciação de um desenho animado. Proporcionar a conscientização dos alunos da importância sobre a importância do saber escutar, através de uma atividade de Apreciação e Sonoplastia.

METODOLOGIA E MATERIAIS:

        Análise de uma aula de apreciação, realizada com a educação infantil, na escola Tomé de Souza, no município de Ijui – RS. O material utilizado para esta aula foi uma caixa de som, um notebook, um vídeo de desenho animado dos Três Porquinhos, e uma câmera digital para registro da aula, para que depois fosse possível analisar melhor a pratica. Baseado em uma das propostas metodológicas de K. Swanwick, que se refere à audição, proveniente do TECLA, a audição é uma das principais coisas dentro do processo de musicalização de uma pessoa. Sendo assim Leila Sugahara, comenta:

De acordo com SWANWICK (2003), "um dos objetivos do professor de música é trazer a consciência musical do último para o primeiro plano", isto é, trazer à tona a percepção da música assim que ela é tocada, bem como a sua compreensão a partir da intencionalidade de quem a faz. Dessa maneira, afirma que: "o método específico de ensino não é tão importante quanto nossa percepção do que a música é ou do que ela faz".[1]

O QUE É APRECIAÇÃO MUSICAL


         Segundo Thezolin, há muitos benefícios através da audição de músicas pelos alunos:

"a apreciação musical pode despertar nas pessoas o interesse em continuar a estudar música, em ouvir de maneira crítica e diferenciada e ao ter a música como referência qualitativa e crítica, melhorar a qualidade da audição, tornando assim sua vida mais rica."[2]

        Quando abordada conscientemente, há maior consciência auditiva, o que faz o indivíduo desenvolver uma maior atenção e concentração ao que ouve, transformando isto em uma escuta mais consciente. Moreira 2010, coloca a importância da música no cotidiano, sendo que ela está "nos rádios, na televisão, nos celulares, jogos eletrônicos, bares, salas de concerto, computadores", alem de a música e seus elementos fazerem parte também de ambientes e realidades diferenciados como "temos música no trabalho, na festa, no esporte, na sala de concerto, no show de rock, em casa, no carro". Visto isto, é importante falarmos do desenvolvimento do ouvido, da escuta e dos níveis de escuta num sentido de que se tenha uma maior "necessidade de diferenciar ouvir como MEIO e o ouvir como FIM em si mesmo", ainda comentados pela autora. Segundo França e Swanwick (2002):

"No primeiro caso, o ouvir estará monitorando o resultado musical nas várias atividades. No segundo, reafirma-se o valor intrínseco da atividade de se ouvir música enquanto apreciação musical. O status da apreciação enquanto ‘atividade' pode ser questionado: como ela não implica necessariamente um comportamento"externalizável", é freqüentemente considerada a mais passiva das atividades musicais. No entanto, a aparência de uma atitude receptiva não deve mascarar o ativo processo perceptivo que acontece, uma vez que a mente e o espírito do ouvinte são mobilizados (FRANÇA e SWANWICK, 2002; p.12, apud Moreira 2010 p. 282)[3]

        Este é um dos motivos pelos quais é importante começar a realização de trabalhos de audição desde a educação infantil, para que tenham desde cedo um maior desenvolvimento educacional e vivências musicais. Num futuro próximo serão melhores ouvintes, estarão mais atentos a paisagem sonora dos ambientes e realidades em que estiverem inseridos.

        Gohn, (2005) [4] fala da dificuldade de se tratar do assunto com os alunos em sala de aula, visto ser a apreciação musical um assunto complexo. Além disto, o juízo de valor e a questão do gosto em si não é uma coisa que pode ser explicado ou representado de maneira superficial, pois se questiona do seguinte:"Como explicar os critérios (se é que realmente tais critérios existem) para se avaliar música, algo tão subjetivo e efêmero, que desaparece depois de uma audição e deixa como rastros apenas as anotações sem sons em um caderno? Sendo assim, existem outras situações em que pode acontecer este juízo do gosto musical, impressões sobre o que se escuta em outros lugares, de diferentes formas:

As questões de julgamento de valor na música são mais usualmente colocadas nos corredores do que dentro das salas de aulas. É nas situações informais do cotidiano, ouvindo gravações com amigos ou discutindo opiniões sobre uma performance assistida, que procura-se justificar a preferência por este ou aquele intérprete, por determinado estilo musical, por uma canção. A formação musical de um indivíduo também ocorre nestes momentos, quando suas idéias e visões de mundo são confrontadas com a de outras pessoas, e quando deve-se defender seus pontos e encontrar formas verbais de justificativa. ( Gohn, 2005, p.618) [5]

        Tamanha a importância da audição consciente para que o escutador se desprenda do desengano de uma escuta voluntária e gratuita de automatismos e condicionamentos instintivos, predominantemente animalescos. É uma elevação de sua capacidade intelectual, uma forma de resgatar o ouvinte de um plano inferior de escuta, elevando suas condições de entrar em contato definitivo com um ato mais criativo e consciente, mais inteligente também, em seu ato de escutar.

Escutar não é uma ação instintiva ou automática, mas é o fruto de uma resposta consciente a um estímulo acústico, se bem que existem formas diferentes de ouvir, Podemos ouvir uma música com o nosso corpo quando respondemos com movimentos corporais (dança) a um estímulo musical. Podemos ouvir uma música com a nossa mente quando cantamos e prestamos atenção na letra ou na melodia. E podemos ouvir uma música com a nossa alma, quando sabemos que estamos estabelecendo uma comunicação, um discurso, em um nível que não é o verbal nem o físico. É esta audição que importa, pois é ela que nos conduz aos reinos arquetípicos da beleza. (Cornelissen, May 12, '05 1:32 PM)[6]

        Assim, é destacado também o princípio do valor da música pra vida dos sujeitos. Em Swanwick, encontramos esses fundamentos. Ele explica o valor da música pra uma sociedade. Se a música é importante pra sociedade, e dentro da música temos o assunto da escuta, da sensibilização do indivíduo para isto, e o desenvolvimento que isto causa para os mesmos, por que não pensar que no momento em que uma criança aprende a escutar conscientemente ela está amadurecendo socialmente. Música é um ato social. Em um grupo deve-se saber escutar e entender, por questões de sobrevivência. Por isto Swanwick, (1999 p.56), afirma:

Até esse ponto tenho tentado dar uma perspectiva sobre a natureza e o valor da música e seu papel na sociedade. Tenho dedicado atenção àquelas facetas do discurso que a música compartilha com outras formas e identificado três modos pelos quais a música funciona metaforicamente. Por meio do processo da metáfora, nós: 1. transformamos sons em "melodias", gestos; 2. transformamos essas "melodias", esses gestos, em estruturas; 3. transformamos essas estruturas simbólicas em experiências significativas. Quando tentamos descrever a terceira dessas transformações, termos como "experiência estética", "fluência" e "ponto culminante' parecem permutáveis. Esse forte senso de significado pessoal ocorre com freqüência para motivar muitas pessoas a se colocarem em buscas de experiências musicais. (SWANWICK, 1999 p.56) [7]

        Desta forma temos a certeza, que a música escutada pode interferir na maneira de como um ou outro ser humano possa se expressar, como no caso acima vimos, podendo ser através da dança, ao compreender as "melodias", e no montante final, se constrói o que é significativo para o sujeito, em termos de vivencia, relações sociais, interpretações da vida, do meio em que vive, bem como ele transforma e modifica este meio. A música interfere diretamente nestas experiências do ser humano, e além do sentido metafórico, pode resultar em motivação e inclinação para as experiências musicais, tanto buscadas por tantas pessoas e grupos de pessoas.

DESCRIÇÃO DA AULA DE MUSICALIZAÇÃO INFANTIL EM QUE FORAM REALIZADAS ATIVIDADE DE AUDIÇÃO E SONOPLASTIA.

        "Nesta aula, propus que as crianças assistissem um desenho animado, dos Três porquinhos sem o som. Então eles é que imaginavam o som e que reproduziam o som, pensando na imagem assistida. A idéia era explorar um universo sonoro, provocado pela imagem cinematográfica. Assim, os alunos seriam desafiados a perceberem, a se concentrarem bastante. Foi bem interessante a maneira que eles se dedicavam a olhar e reproduzir alguns sons. Conforme a historia ia passando as crianças iam pedindo pra ouvir. Eu dizia que era para eles fazerem os sons, imaginando, por exemplo, a risada do lobo, os porquinhos cantando, a casa voando e todas as situações que visualmente davam pra sonorizar. A Sonoplastia ficou a critério deles. Por exemplo, quando o lobo soprava, eu pedia pra eles imitarem, fazerem o som, imaginassem e tentassem fazer tudo o que produzisse som, barulhos, e situações sonoras apresentadas no desenho animado. Com o som eles então interagiam mais com a história e naqueles momentos enfatizados isto se percebia com mais clareza. Conclui que parecia ter mais sentido da vez escutada com a inserção dos sons. Conversamos ao final da aula sobre a importância de saber imaginar os sons, também como é importante se concentrar quando está se assistindo algo. Foi bem interessante esta aula. (Relato do Prof. Jair Gonçalves)

TRABALHAR COM O INTERESSE ESTÉTICO DOS EDUCANDOS, PARA APROXIMAR DE UM PROCESSO DE EDUCAÇÃO MUSICAL

        Tentar entender por que pareceu que eles se sentiram bem ouvindo a historia do desenho animado, e depois mais a vontade quando assistiram e ouviram os sons reais sem ter que produzir os sons, é um desafio que foi proposto por este trabalho. Sobre a questão do gosto estético DINIZ (2005) comenta:

Ao longo de seu percurso histórico, leia-se; desde que constatamos que o homem se preocupa em avaliar o que lhe rodeia e buscar uma classificação e uma escala de valores, sempre há uma busca pela beleza, sempre há uma busca de um retrato de tudo que nos parece belo e que nos faz sentir bem, uma busca a deixar como lembrança tudo o que naquele momento nos chamou atenção como belo. Seja nas pinturas das cavernas, seja nos adornos das ferramentas, seja na organização de casas e vielas, seja na construção simétrica de edifícios, seja na aplicação de cores em obras plásticas, seja no que for. DINIZ (2005)[8]

        Tentei me aproximar mais deles com as audições, com o desenho animado, com a sonoplastia, que provocou um interesse maior, uma curiosidade diferente para o material substancial, que naquele momento transitava entre música, sons do ambiente imaginado para o desenho, como vento, batidas, desmoronamentos, instrumentos de trabalho, uivos, gritos, sons de árvores e frutos caindo, efeitos de situações de velocidade, água fervendo, explosões, sons de subir e descer, além de alguns instrumentos musicais como o piano, flauta e violino. Tendo eles imaginação, ludicidade pra dar e vender, foram produzindo os sons como podiam, como sabiam, como tinham em suas memórias. É certo que foram orientados a produzirem estes sons por um profissional em música, que não deixou que ficasse despercebido tão poderoso elemento que está agregado ao visual, que é o áudio. Por isto hoje se fala muito em audiovisual, onde temos os elementos fotografia e som, como base. Assim, a falta de um deles pode causar diferentes experiências estéticas, e foi isto que se buscou nesta atividade. A reação final, foi a mais interessante, como resultado uma maior proximidade com os sons, com a sonoplastia destes sons provocados pelo visual de uma história já conhecida por eles. Assim o interesse fluiu com mais exatidão, com mais perspicácia, pois a curiosidade foi a porta de entrada para a música e toda a paisagem sonora contida e escondida através do filme mudo.

CURIOSIDADES O DESENVOLVIMENTO DE UMA ATIVIDADE DE SONOPLASTIA COM CRIANÇAS

        Como uma Rádio Novela existiria sem sonoplastia? Como o som pode dar um sentido para uma cena, uma fotografia. Que sons se pode imaginar, por exemplo, com uma foto de um fundo com o pôr dos sol, ou talvez de uma amanhecer, de um pássaro voando sobre o oceano. E se escutarmos o som, podemos imaginar cenas também? Todas essas possibilidades de atividades musicais de audição, foram realizadas com a turma. Em outros momentos, foram levados os sons e eles foram quem fizeram os desenhos. Partimos de diversas idéias, geralmente histórias que inventamos na hora. A criação, como processo mental, a liberdade que estimulou nas crianças ao inventarem os sons, deu vazão a uma série de representações simbólicas que este ou aquela imagem carregava em si. Neste sentido, tentar construir uma sonoplastia com eles foi um ato inovador e desafiador, tanto pra mim, como para eles. A sonoplastia é o seguinte:

Sonoplastia é a comunicação pelo som. Abrangendo todas as formas sonoras - música, ruídos e fala, e recorrendo à manipulação de registos de som, a sonoplastia estabelece uma linguagem através de signos e significados. B. (do Lat. sono, som + Gr. plastós, modelado) ...surge na década de 60 com o teatro radiofónico, como a reconstituição artificial dos efeitos sonoros que acompanham a ação. Antes designada como composição radiofónica, tinha por função a recriação de sons da natureza, de animais e objectos, de ações e movimentos, elementos que em teatro radiofónico têm que ser ilustrados ou aludidos sonoramente. Incluía ainda a gravação e montagem de diálogos e a selecção, a gravação e alinhamento de música com uma função dramatúrgica na acção ou narração...Todo o som utilizado em uma construção sonora audiovisual tem o objetivo de ilustrar/destacar movimentos ou ações que ocorrem na sequência de uma cena, diálogo, locução, etc. (Wikipédia)[9]

         Podemos dizer então que as crianças articularam sons, imagindo-os conforme uma fonte de inspiração que foram os desenhos, e em seguida emitindo-os. Por que não dizer que trabalharam composição, sendo que todos os sons produzidos por eles eram de sua criação, oriundos de suas vivências sonoras em seu dia-a-dia? Pensando nisto, imagina-se que o som já criou outro sentido, o não mecânico e automático, mas um som pensado, refletido e buscado de um "banco de dados sonoro" vindos da memória das crianças. Esses sons são escutados desdo o feto. Já se nasce com a idéia do som. O som é algo muito primitivo e intrínseco ao ser humano, pois como todos sabem não existe silencio absoluto a não ser quando se está morto. Num processo de comunicação sabe-se que a ausencia de discurso é o silêncio. Na música o discurso é sonoro, de um colorido tímbrico, com intensidades e formas. Isto tudo enriquece uma experiência como a feita com as crianças onde tanto o educador como os educandos aprenderam, vivenciaram e socializaram conhecimentos. CONCLUSÃO Como se percebeu, foi possível proporcionar aos educandos estímulos e desafios para o desenvolvimento de sua imaginação e percepção sonora musical, através de recursos como o desenho animado, sendo que a experiência auditiva e criadora foi possível por parte das crianças. Além disto, notou-se um processo de educação, de conscientização dos alunos da a cerca da importância do saber escutar, compreender para depois reproduzir os sons. Não obstante, pode-se concluir que manipularam idéias que viraram sons, que foram provocados movimentos corporais na tentativa de reproduzirem-se os sons. Isto aconteceu de diversas formas, seja com a boca, com o corpo, ou com auxílio de materiais do ambiente em que se encontravam, gestos entre outras formas expressivas. Consolida-se assim, ainda mais a idéia da valorização da educação musical na escola.

BIBLIOGRAFIA

CORNELISSEN, Willy. Apreciação Musical – Disponível em: http://willycornelissen.multiply.com/journal/item/8/8 - acesso 26/06/2011 acesso em 26/06/2011.

DINIZ, Leandro - O que é Beleza - Publicado no Recanto das Letras em 08/07/2005 – Disponível em: http://www.recantodasletras.com.br/ensaios/32243 Código do texto: T32243

GOHN, Daniel - Educação A Distância: Como Desenvolver A Apreciação Musical? - ANPPOM – Décimo Quinto Congresso/2005 - Disponível em: http://www.anppom.com.br/anais/anaiscongresso_anppom_2005/sessao12/daniel_gohn.pdf

MOREIRA, Lucia Regina - Representações Sociais: Caminhos Para A Compreensão Da Apreciação Musical? - Disponível em: http://www.unirio.br/simpom/textos/SIMPOM-Anais-2010-LuciaReginaMoreira.pdf SONOPLASTIA - Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sonoplastia

SUGAHARA, Leila - O Que É Musicalização? Disponível em: http://www.rededuc.com/page_28.html SWANWICK, Keith. - Ensinando Música Musicalmente – tradução de Alda Oliveira e Cristina Tourinho – São Paulo – Moderna – 2003

THEZOLIM, Ronei A. - Apreciação Musical: Melhorando A Vida Com Música – Disponível em: http://www.unicamp.br/dgrh/informativo/005/apreciacaomusical.html

 

NOTAS: [1] Fonte: http://www.rededuc.com/page_28.html - O Que É Musicalização? Leila Sugahara [2] Fonte: http://www.unicamp.br/dgrh/informativo/005/apreciacaomusical.html - Apreciação Musical: Melhorando a vida com música - Ronei A Thezolim. [3] Fonte: http://www.unirio.br/simpom/textos/SIMPOM-Anais-2010-LuciaReginaMoreira.pdf - Representações Sociais: Caminhos Para A Compreensão Da Apreciação Musical? [4 e 5] Fonte: http://www.anppom.com.br/anais/anaiscongresso_anppom_2005/sessao12/daniel_gohn.pdf - Educação A Distância: Como Desenvolver A Apreciação Musical? - ANPPOM – Décimo Quinto Congresso/2005 [6] Fonte: http://willycornelissen.multiply.com/journal/item/8/8 - acesso 26/06/2011 [7] Fonte: Ensinando Música Musicalmente – K. SWANWICK, tradução de Alda Oliveira e Cristina Tourinho – São Paulo – Moderna - 2003 [8] Fonte http://www.recantodasletras.com.br/ensaios/32243 - acessado em 11/05/2011. [9] Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sonoplastia - Sonoplastia – acesso em 26/06/2011.

Perfil do Autor

jair dos santos gonçalves

Há mais de 15 anos na estrada, o Multi-Instrumentista, intérprete, produtor, compositor, pesquisador e professor de música Jair Gonçalves, adquiriu experiência e conhecimento para lançar no meio artístico seu primeiro CD: "Ausência de Você", obra que produziu em 2005 na íntegra, (gravou, tocou e cantou tudo!) Suas influências musicais são: Ernesto Nazareth, Marco Pereira, Dilermando Reis, H. Villa Lobos, Radamés Gnattali, Tom Jobim, Djavan, Tommy Emanuel, Andy Mckee, Antoine Dufour, Don Ross, Pink Floyd, Stevie Ray Vaughan, Jimmy Hendrix, Eric Clapton, B. B King, Santana, Stevie vai, Gary Moore, Johnny Winter,ED Van Hallen e Blues. Mescla ao seu som, várias vertentes musicais (Erudito e Popular), e busca no blues, no Rock Nacional e Internacional, no Funk, na Música Regional, na MPB, na Música Universal a influência para demonstrar sua musicalidade sendo que usa em seu som, desde viola de 10 cordas, até a guitarra distorcida, pois há a intenção de explorar as riquezas sonoras brasileiras em seu trabalho. Há mais de 15 anos na estrada, o Multi-Instrumentista, intérprete, produtor, compositor, pesquisador e professor de música Jair Gonçalves, adquiriu experiência e conhecimento para lançar no meio artístico seu primeiro CD: "Ausência de Você. Tem feito performances em diversos eventos culturais como o Roda Som, Circuito Independente de Música - RS, festival nossas expressões– UFSM, Fóruns Sociais, Projeto Nós da Noite - POA, Encontro com o Compositor- Usina do Gasômetro- (POA – RS), feiras, festivais, casas culturais, formaturas de universidades,galpão crioulo e talentos regionais ( RBS TV). Além de divulgar o projeto Pau-Brasil de música instrumental Brasileira, traz um repertório amplo: MPB, choro, bossa, música regional e instrumental, rock nacional, internacional, blues, violão percussivo. Além disto, tem participado de eventos culturais, congressos de educação e música pelo país. Realizou e trabalhou em diversos projetos voluntários de musicalização, atuou e atua como produtor e agente cultural em inúmeros setores, sejam acadêmicos como DA Música e DCE (UFSM), e também em entidades culturais (CTG´s, Escolas, Associação de Moradores, Secretaria de Cultura). Ministrante de oficinas de música, tendo atuado em projetos sociais (escola aberta, grafitando São Leo, Som Leo Festival, fórum de músicos, projeto Descentralização de Cultura) além do Meninos Mãos e Cordas, o Som Base (Ijuí-RS) onde levou a música à comunidade e produziu música para artistas carentes. Entende a arte como um aspecto de libertação social, um meio de conscientização para as pessoas, não sendo ela simples elemento de beleza estética, mas que carregue em si uma filosofia capaz de elevar a consciência do ser, seja ele o artista ou aqueles que sua arte possa atingir. Atualmente, atua como Maestro de Banda em Ijuí–RS e é acadêmico do curso de música na UFSM -Universidade Federal de Santa Maria–RS, onde atua como pesquisador na área de Educação Musical, tendopublicado inúmeros artigos nesta área.