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Sexo, Hiv E Aids: Informações Para Os Jovens Por: Ednaldo Cavalcante de Araújo
O crescente número de casos de infecção pelo HIV entre jovens tem sido motivo de grande preocupação para as autoridades de saúde e de outras áreas afins em procurar conter o avanço dessa epidemia nesses grupos da população. A isto, reflete o fato de que, no mundo, 17 jovens estão se infectando por minuto com o HIV, fazendo da AIDS e do HIV uma parte real da vida diária de muitos jovens. Uma série de fatores tem sido atribuído ao crescente número de jovens que se contaminam com o HIV: (1) déficit de conhecimento em assuntos relacionados com a sexualidade; (2) a idéia de que a AIDS e as DST estão associadas apenas aos homossexuais do sexo masculino, aos usuários de drogas injetáveis e as profissionais do sexo livre; (3) insuficientes programas preventivos educacionais relacionados com as DSTs, inclusive o HIV. Destaca-se também a concepção de alguns jovens em não perceber que eles estão também no perigo iminente de se contaminar ao assumir comportamentos de risco no exercício de sexualidade. O risco de uma pessoa pode aumentar dado a presença de co-fatores que podem ser: biológicos (presença de algumas DSTs), econômicos (pobreza, desamparo) psicológicos (estressores de saúde mental) comportamentais (uso de drogas lícitas e ilícitas) e sociais ou situacionais (encarceramento, racismo, homofobia, sexismo, falta de acesso aos serviços básicos de saúde e de educação). Não tem período da vida que é caracterizado por profundas mudanças mental, física emocional e cognitiva quanto à adolescência. Em poucos anos os adolescentes desenvolvem o senso de auto-estima, vêem-se como independentes, interagindo com os outros, desenvolvendo a capacidade de visão de mundo, desenvolvendo o pensamento crítico; mantém a primeira relação sexual com seus parceiros ou não. Esse processo pode continuar além da adolescência. Há duas principais vias pelas quais os jovens estão se infectando com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), o qual pode levá-los a desenvolver o estágio final da infecção a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS): (1) relações sexuais desprotegidas, ou seja, sem o uso correto e contínuo das camisinhas masculina e feminina (do começo ao fim da relação sexual vaginal, anal ou oral) com uma pessoa infectada com o HIV e (2) ao compartilhar seringas e agulhas contaminadas com o HIV entre usuários de drogas injetáveis licitas e ilícitas. Isto acontece porque o sistema imunológico (defesa) é atacado pelo HIV impedindo-o de lutar contra outros agentes causadores de doenças (vírus, bactérias, fungos e protozoários) propiciando ao aparecimento de inúmeras doenças, caracaterizando o estágio final da infecção - AIDS. Quanto à transmissão do HIV por via sexual, é sabido que ele está presente nos fluidos sexuais (esperma e secreções vaginais). Quando estes entram em contanto com o seu organismo, então você se tornará infectado. Para o homem isto significa que são os fluidos que saem do pênis antes e durante a relação sexual (líquido pre-ejaculatório e esperma, respectivamente). Para a mulher, são os fluidos cérvico-vaginal, ou seja, fluidos produzido pela vagina e útero (secreções vaginais e líquido menstual). Se um homem contaminado com o HIV tiver relação sexual penetrativa vaginal (pênis/vagina) desprotegidas (sem o uso da camisinha do inicio ao fim da relação), o fluido infectado pode entrar na corrente sangüínea da mulher através de pequenas lesões que são formados durante o ato sexual, em detrimento do movimento do pênis com a parede vaginal. Estes ferimentos são praticamente invisíveis a olho nu. Se houver relação sexual anal (pênis/ânus) o risco de infecção é muito maior que a relação vaginal. A membrana mucosa que recobre o ânus é mais delicada que a da vagina. Então é mais propícia a ser lesada no ato sexual. Se uma mulher tiver relação sexual sem a camisinha, o HIV pode entrar na corrente sangüínea do homem pelo canal uretral, pela glande (cabeça do pênis) ou o corpo e aí atingir a corrente sangüínea pelos microscópicos ferimentos que são formados durante a relação sexual. Se houver algum contato de sangue durante a relação sexual, isto aumenta o risco de infecção. Isto pode ocorrer em situação em que a mulher está menstruada ou durante o ato sexual anal desprotegido. Há riscos de infecção através do sexo oral desprotegido (pênis/boca; boca/vagina; boca/ânus) com um parceiro infectado. Se uma pessoa coloca o pênis na boca, o líquido pré ejaculatório e se há deposição do esperma na boca o risco aumenta grandemente. O vírus pode entrar também se você tiver problemas de saneamento da gengiva ou de outros ferimentos ou lesões na cavidade oral. O mesmo pode correr se uma pessoa for praticar o sexo oral como uma mulher. Algumas pessoas pensam que a infecção com o HIV não os atingirá e que isto se restringe a determinados grupos da população: homossexuais, usuários de drogas injetáveis lícitas e ilíticas, profissionais do sexo, dentre outros. Estas idéias não condizem com a situação atual. Todos nós somos/estamos vulneráveis a contrair a infecção e desenvolvermos o estágio final: A AIDS. Sua chance de se tornar infectado aumentará ou diminuirá de acordo com o seu comportamento no exercício da sexualidade. Se você tem práticas de sexo com múltiplos parceiros sem uso correto e contínuo das camisinhas, a possibilidade de você contaminar com o HIV estará aumentada. Se você compartilha de drogas e seringas contaminadas sua chances estarão aumentadas. As pessoas jovens, quem quer que elas sejam, onde quer que elas vivam, precisam aprender a evitar a infecção com o HIV. Em tempos de HIV e de AIDS, o sexo tornou-se mais difícil. É mais uma “coisa” pra se pensar antes de iniciar uma nova relação sexual. No entanto, não é alguma “coisa” para ficar amedrontado se você sabe o que coloca você mais em risco. Ser claro sobre os riscos e se você decide ter uma relação sexual, evite atividades as quais são de maiores riscos.
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Tags do Artigo: Aids, Hiv, Sexo, Jovens, Informações Fonte Artigos Gratuitos Online - Artigonal.com Perfil o autor:Graduado em Enfermagem (1988), Licenciado em Enfermagem (1990), Especialista em Enfermagem Pediátrica (1990), Mestre em Enfermagem (1996), todos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Doutor em Enfermagem (2001) pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM) e Pós-Doutor (2008) pela Université de Sorbonne, Paris.
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