Toque Terapêutico no Processo da Humanização

09/05/2013 • Por • 63 Acessos

1. Introdução:

Um paciente necessita de cuidados não só técnicos, mas também humanizados, assim fará uma grande diferença, na sua qualidade de vida. Dentre as ações humanizadas está o toque terapêutico, prática indispensável, tratamento que contribui positivamente na recuperação do paciente. Assim, a referida pesquisa bibliográfica, de caráter qualitativo, traz uma abordagem acerca do toque terapêutico como sendo uma necessidade à evolução da saúde do paciente.

2. Desenvolvimento:

O toque terapêutico é uma técnica desenvolvida inicialmente nos EUA, na década de 70, posteriormente analisados em vários estudos experimentais que demonstram a virtude do toque terapêutico. Faz-nos sentir melhor conosco mesmo e com o ambiente a nossa volta, provoca mudanças fisiológicas mensuráveis naquele que toca e naquele que e tocado. O toque físico não é apenas agradável, é necessário. O toque, no entanto, vai além de um mero contato físico.

O toque terapêutico não só é feito de cuidados técnicos, mas também cuidados humanizados, expressa para o paciente que percebe sua comunicação. Os pacientes podem aprender a identificar os sentimentos, respeito do outro prestando atenção nas palavras expressas, e na expressão facial e no toque durante os cuidados. É recomendado usar a habilidade quando o objetivo for realmente acessar o sentimento pelo paciente, como por exemplo: Quando o paciente reclama de dor. Os pacientes têm que ser orientados e encorajá-los a sentir-se bem.

Segundo Jeremy Holmes, "o papel do terapeuta consiste em uma técnica da maioria dos toques terapêuticos de tempos limitados". O uso do toque pode ajudar os pacientes conectar sentimentos e comportamentos interpessoais e alerta o paciente a superar barreiras.

Um toque pode proporcionar um comportamento ativo trazendo grandes resultados no paciente, isso é muito gratificante ver pacientes recuperados com os cuidados de um profissional com os cuidados humanizados. O terapêuta é um aliado explícito do paciente, ele expressa cordialidade e uma relação positiva com o paciente.

      As relações interpessoais são fundamentadas na comunicação e esta vai além das palavras escritas ou faladas. A comunicação pode ocorrer de maneira verbal ou não-verbal. A enfermagem ao cuidar necessita estabelecer não só a comunicação verbal, pois a não verbal está alem do que se pode ver: a postura, os gestos, o olhar, tom de voz e a maneira de tocar.

Quando o silêncio se impõe é fundamental para comunicarmos com os que cuidamos, demonstrando que importamos com eles, não só com a doença, mas mostrando ser solidários, compreensivos e, além disso, humanizados.

        Sá relata que "a aplicação do toque terapêutico estimula a produção celular, processos de cicatrização, relaxamento muscular e influências sinápticas que permite uma conduta elétrica estável dos estímulos nervosos". O paciente visando que há um cuidado técnico e havendo ali um cuidado humanizado é estimulado a melhorar.

De acordo com Silva, "temos que tocar no paciente, quando ele se sentir sozinho, isolado, quando ele sentir dor, quando ele estiver com sua autoestima baixa".

 Já foi comprovado que a aceitação do toque terapêutico tende-se a ser maior quando os pacientes são recebidos por meio dele.

  

3. Considerações Finais:

O toque terapêutico quando utilizado com humanização alivia o sofrimento do paciente, reduz a ansiedade e possibilita interação afetiva e fundamental para o desenvolvimento do paciente. O cuidado não é apenas um toque de mãos, mas apresenta um ato de atitude do profissional, visando o paciente qual for a sua condição, transmitindo o sucesso de sua recuperação.

4. Referências Bibliográficas:

ANGELOTTI, Gildo. Terapia cognitiva comportamento no tratamento da dor. 1. ed. São Paulo: Casa do psicólogo, 2007.

POTTER, Perry. et al. Fundamentos da enfermagem.7. ed. São Paulo:  Reme,1998.

SÁ, Ana Cristina de. O cuidado emocional da saúde. 2. ed. São Paulo: Robe editorial, 2003.

 SILVA, Maria Júlia Paes da. Comunicação tem remédio.1. ed. João Pessoa:  Edição Loyola, 2004.

Perfil do Autor

Maria Madelena

*Acadêmica do 1º Semestre de Enfermagem da Faculdade de Quatro Marcos - FQM.