Educação Física A Iniciação Espotiva No Ambiente Escolar

Publicado em: 23/05/2009 | Acessos: 10,371 |

Introdução

 

A iniciação esportiva se faz cada vez mais presente na vida das crianças, seja porque os pais trabalham e necessitam manter seus filhos ocupados com diversas atividades, ou pela vontade dos pais ou das próprias crianças e adolescentes de praticarem uma atividade física, ou pela preocupação dos pais e responsáveis em desenvolverem em seus filhos hábitos saudáveis de vida.

Aliados aos desejos dos pais, outro aspecto pode ser apontado sobre a iniciação esportiva: o esporte praticado no ambiente escolar. Ao contrário do que se possa pensar, a prática esportiva na escola não é negativa. Negativo, sim, é o uso das aulas de Educação Física como instrumento que atende exclusivamente as necessidades dos pais ou sua transformação em um local de treinamento esportivo, onde se privilegia os que se destacam e colocam a margem aqueles que possuem outras habilidades.

Assim, apresenta-se o presente artigo, discutindo-se a iniciação esportiva, o esporte e a escola, os problemas da iniciação esportiva precoce e a abordagem crítico-superadora que visa o desenvolvimento global da criança. 

 

1 Abordagem crítico-superadora de Educação Física

 

Para retratar os princípios da abordagem crítico-superadora, se utilizará como base teórica a obra de Soares et al (1992). A abordagem assume um posicionamento contrário as tendências competitivista, militarista, higienista e pedagogicista, as quais propõe como objetivo principal o aprimoramento da aptidão física, o atleta herói, a “seleção” de atletas nas unidades escolares, ou a utilização da Educação Física como meio de aceitação de regras sem contestação.

Acreditando que na educação não existe neutralidade política, essa abordagem manifesta-se explicitamente seu posicionamento a favor da parcela majoritária da população, ou seja, a classe trabalhadora. Portanto, a abordagem crítico-superadora fundamentada no materialismo dialético de Marx parte de uma análise crítica das relações de dominação e poder constituídas na sociedade capitalista. E, a partir dessa análise, sistematiza e organiza, defende princípios e diretrizes para uma atuação pedagógica consciente, com a tarefa de emancipação da classe trabalhadora, negando a dominação e a submissão do homem pelo homem, como propõe a tendência popular de Educação Física abordada do capítulo um.

Na obra de Soares et al (1992), nota-se que existe a aspiração de formar cidadãos conscientes e críticos. Ressalta-se que o posicionamento deixa claro que busca-se a efetivação e emancipação da classe trabalhadora, na construção de um projeto político pedagógico da escola realizado coletivamente. Dizem os autores:

 

Todo educador deve ter definido seu projeto político pedagógico. É preciso que tenha bem claro: qual o projeto de sociedade e homem que persegue? Quais são os interesses de classe que defende? Quais os valores, a ética e a moral que elege para consolidar através de sua prática? Como articula suas aulas com esse projeto maior de homem e sociedade? (SOARES et al, 1992,  p. 55)

 

Comprometido com os interesses da classe majoritária da população, o professor deve ostentar um papel primordial no interior da escola, isto é, ser o mediador entre o aluno e o conhecimento científico. Compete ao professor dar um tratamento metodológico ao conhecimento científico, transformando-o em conhecimento escolar. O seu objetivo principal deve ser garantir aos alunos a apropriação desse conhecimento; sendo esta apropriação fundamental para assegurar a formação de cidadãos ativos e participantes seja na família, no trabalho, nas associações de classe, na escola e na política, e, por conseqüência, a conquista da liberdade pela classe trabalhadora.

Soares et al (1992), na tentativa de superação do currículo fragmentado em séries de ensino, sugere uma proposta de currículo ampliado, onde apresentam um proposta de ensino baseada em quatro ciclos de escolarização: Educação Infantil à 3a série (organização e identidade dos dados da realidade), 4a série à 6asérie (iniciação a sistematização dos dados da realidade), 7a série à 8a série (ampliação da sistematização do conhecimento) e Ensino Médio (aprofundamento da sistematização do conhecimento).

Nota-se que esse modelo de currículo quebra com o conceito de pré-requisitos, propondo que os conteúdos sejam trabalhados de forma simultânea, sendo aprofundados ao longo das séries. Desse modo, a ampliação do conhecimento do aluno acontece de forma espiralada.

Nessa abordagem ficam evidentes os objetivos do processo educacional, que estão centrados em quatro pontos indissociáveis: a compreensão das relações sociais, o desvelamento das contradições sociais, a construção de uma consciência de classe e o engajamento deliberado na transformação estrutural da sociedade. Assim, a educação escolar transforma-se numa instituição social com potencial para instrumentalizar a classe trabalhadora na busca de sua emancipação, libertação e independência.

Os conteúdos de ensino, adotados pela abordagem crítico-superadora, são os da cultura corporal como os jogos, os esportes, as danças, as lutas e a ginástica, que representam o acervo de expressões corporais que o homem produziu socialmente e foram historicamente acumulados pela humanidade, os quais necessitam ser transmitidos e difundidos entre gerações seguintes no processo de humanização. Nesse sentido, os conteúdos da cultura corporal devem ser transmitidos sobre os aspectos históricos, sociais, técnicos, éticos, fisiológicos, culturais e políticos

Segundo Libâneo (1991, p. 67),

 

Conteúdos de ensino são conjunto de conhecimentos, habilidades, hábitos, modos valorativos e atitudinais de atuação social, organizados pedagógica e didaticamente, tendo em vista a assimilação ativa e aplicação pelos alunos na sua prática de vida.

 

Assim, a seleção de conteúdos deve ser realizada de forma coerente com o objetivo de promover que o aluno possa constatar, interpretar, compreender e explicar a realidade, além de perceber-se como sujeito histórico, capaz de interferir na sociedade,

No entanto, no processo de seleção dos conteúdos, o professor deve refletir sobre sua historicidade, bem como o que determinou a necessidade de seu ensino. Essa seleção deve ter relevância social, estar vinculada à explicação da realidade social, bem como oferecer subsídios para a compreensão de determinantes sócio-históricos, particularmente de sua classe social.

Na prática pedagógica, é fundamental que a noção de historicidade da cultura corporal seja destacada, para que o aluno compreenda que as atividades corporais foram construídas em determinadas épocas históricas, como mostrar que a produção humana é histórica, inesgotável e provisória. Deve ainda, fazer o aluno perceber-se como sujeito histórico, capaz de interferir na atual estrutura da sociedade.

A metodologia de ensino, adotada pela abordagem, é fundamentada na reflexão pedagógica do aluno, onde o aluno deve confrontar o conhecimento do senso comum, que está presente no seu cotidiano, com o conhecimento científico, elaborado a partir de métodos mais rigorosos. Soares et al  (1992) propõe uma estrutura metodológica de aula, onde aconteça o eixo acão-reflexão-ação. Dessa forma, os alunos realizam uma atividade (ação), recebem novos conceitos e informações sobre a tal atividade, refletindo sobre a atividade anterior (reflexão) e, por último, reconstroem a atividade a partir de seus olhares (ação).

Quanto ao processo de avaliação da aprendizagem, a abordagem crítico-superadora opõe-se à critérios avaliativos homogêneos, como freqüência, medidas biométricas ou testes  de resistência. O jogo e a brincadeira, ou seja, a ludicidade é um instrumento que enriquece a prática pedagógica, que fornece subsídios para uma prática que aproxima professor e alunos e que colabora com um ambiente onde o aluno passa a ser considerado um sujeito social.

Nesta concepção, a avaliação escolar deve servir de referência para a análise da aproximação ou distanciamento do eixo curricular que norteia o projeto político pedagógico da escola, e não ser realizada como uma mera exigência burocrática ou como um instrumento para seleção de talentos esportivos. E, tomando como base a expressão corporal como uma forma de linguagem, a avaliação em Educação Física deve ser feita através da observação, análise e conceituação de todos os elementos que compõem a totalidade da conduta humana, sempre considerando avaliação de ensino-aprendizagem como parte integrante de um projeto maior de sociedade.

 

2 A escola e a iniciação esportiva

 

 

Pode-se afirmar que o domínio dos movimentos considerados básicos, torna a criança apta a organizar da melhor forma possível uma composição complexa de qualquer movimento. Ao mesmo tempo, aprenderá mais rapidamente aquele que tiver uma grande variedade de experiências a nível de habilidades motoras básicas.
Portanto, torna-se importante que o trabalho, na iniciação esportiva leve em consideração os pressupostos da abordagem crítico-superadora de Educação Física, permita o desenvolvimento motor que capacita a rápida e fácil aprendizagem dos movimentos esportivos complexos, contribua com a futura utilização da técnica fazendo com que a criança e o adolescente esteja apto a solucionar problemas de "tempo" e de "espaço" que se apresentam nas várias situações de jogo.

Uma das proposições da educação em geral é ajudar cada criança a desenvolver o seu potencial da melhor maneira e o máximo possível. O movimento bem orientado é visto e comparado como de importância fundamental para o desenvolvimento de todas as potencialidades da criança num todo integrado. É importante também, na iniciação esportiva, que se leve em consideração um trabalho que esteja ao alcance da criança, de forma adequada e progressiva, num nível de desenvolvimento motor que capacite a rápida e fácil aprendizagem de movimentos esportivos, desde a sua forma mais simples até a mais complexa e apurada forma de execução.

Conforme Voser e Giusti (2002, p. 23) descatam “a atividade esportiva praticada na escola deve ter o intuito exclusivamente voltada para a iniciação e orientação esportiva, jamais devendo enfocar a especialização e o treinamento.”

Na prática é necessário que se reflita sobre a formação esportiva específica de crianças e adolescentes, de modo que contribua com sua formação enquanto cidadãos. Os educadores devem ter o conhecimento para avaliar quando e se deve atuar com a especialização esportiva, com o objetivo a longo prazo, visando um homem mais equilibrado e melhor preparado para o futuro. Segundo Voser e Giusti (2002, p. 23), “o esporte praticado na escola será de grande importância para o desenvolvimento integral da criança, desde que sejam respeitadas as individualidades dos praticantes”, ou seja, o esporte escolar não deve ser discriminatório e excludente.

Há autores, entre os quais situa-se Oliveira e Paes (2004), que tratam da iniciação esportiva através de jogos desportivos coletivos.

Para Garganta (apud Oliveria e Paes 2004), se tratando de iniciação esportiva, há duas abordagens sobre o que classifica como pedagogia do esporte:

 

[...] a primeira é mecanicista, centrada na técnica, na qual o jogo é decomposto em elementos técnicos: passe, drible, recepção, arremesso. Os gestos são aprimorados, especializados, e suas conseqüências mostram o jogo pouco criativo, com comportamentos estereotipados e problemas na compreensão do jogo, com leituras deficientes do ponto de vista tático. As situações problema ocasionadas pelas reais situações de jogo, são pobres e podem provocar desvios na evolução do aluno/atleta.

A segunda [...] é a das combinações de jogo contidas na tática por intermédio dos jogos condicionados, voltados para o todo, nos quais as relações das partes são fundamentais para a compreensão do jogo, facilitando o processo de aprendizagem da técnica. O jogo é decomposto em unidades funcionais sistemáticas de complexidade crescente, nas quais os princípios do jogo regulam a aprendizagem. As ações técnicas são desenvolvidas com base nas ações táticas, de forma orientada e provocada

(GARGANTA apud OLIVEIRA e PAES , 2004. Disponível em: http://www.efdeportes. com/ efd71/jogos.htm)

 

Ao professor que adote uma ou outra abordagem de iniciação esportiva cabe a responsabilidade e o compromisso de utilizá-las de forma que contribuam com o desenvolvimento global do aluno, afastadas do desejo de buscar uma formação atlética simplesmente por domínios técnicos e táticos. O que se deve pretender é a totalidade da criança: seu desenvolvimento físico, afetivo, emocional, social, cultural, etc.

Portanto, a iniciação esportiva “é um período que abrange desde o momento em que as crianças iniciam-se nos esportes até a decisão por praticarem uma modalidade” (OLIVEIRA E PAES, 2004. Disponível em: http://www.efdeportes. com/ efd71/jogos.htm). Desse modo, os conteúdos e os métodos utilizados devem respeitar as fases de desenvolvimento da criança e do adolescente.

Ao educador cabe ter a clareza que a prática esportiva por si só não educa. Segundo Telema (apud Voser e Giusti, 2002, p. 23) afirma que

 

[...] seus efeitos educativos dependem da situação, criada especialmente em relação aos aspectos de interação social e ao clima afetivo-emocional e motivacional existente. Essas condições dependem de diversos fatores, ente os quais a intervenção do educador [...]

 

Oliveira e Paes (2004) apresenta uma periodização do processo de ensino para jogos desportivos coletivos, com três etapas de iniciação esportiva, tendo como exemplo o basquetebol:

 

 

 

Idade biológica

Idade escolar

Fases do desenvolvimento esportivo

Idade cronológica

Categorias disputadas no basquetebol

Pubescencia

7ª e 8ª séries

Iniciação esportiva III

13-14 anos

Mirim e infantil

1ª idade puberal

5ª e 6ª séries

Iniciação esportiva II

11-12 anos

Pré-mirin e mini

1ª e 2ª infância

1ª a 4ª séries

Iniciação esportiva I

7-10 anos

Atividades recreativas

Tab 1 – Periodização do processo de ensino de jogos desportivos coletivo (basquetebol)

Fonte: OLIVERIA e PAES, 2004. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd71/jogos.htm

 

Segundo Oliveira e Paes (2004) cada uma das fases de desenvolvimento esportivo visa objetivos específicos. Na Iniciação Esportiva I o que se deseja é a participação em atividades variadas com caráter recreativo com o intuito de realizar a educação do movimento, buscando-se o aprimoramento dos padrões motores e do ritmo geral através de atividades lúdicas ou recreativas, que garantam a construção de valores e princípios voltados para uma atividade gratificante, motivadora e permanente, reforçadas pelos conteúdos desenvolvidos pedagogicamente, respeitando-se as fases do desenvolvimento.

A fase de Iniciação Esportiva II se introduz as particularidades da modalidade. Nessa fase, a escola é o melhor local para a aprendizagem, pois são inúmeros os motivos no qual crianças e adolescentes procuram os desportos, entre eles: encontrar e jogar com outros garotos, diversão, aprender a jogar e ainda na escola, o professor terá controle da freqüência e idade dos alunos, facilitando as intervenções pedagógicas  (OLIVEIRA E PAES, 2004).

E por fim, vem a Iniciação Esportiva III que, ainda para Oliveira e Paes (2004), é a etapa de aprendizagem de novos conteúdos que são fundamentais nesse momento de desenvolvimento esportivo. Nessa fase o objetivo deve ser desenvolver de forma harmônica todas as capacidades, preparando o adolescente para a vida e para outras práticas esportivas especializadas que por ventura deseje realizar.

Diante do exemplo sugerido por Oliveira e Paes (2004) evidencia-se que o esporte escolar deve ser uma atividade que dê prazer a criança e ao adolescente. Por isso, uma boa opção são os jogos sem regras fixas, rigidamente estabelecidas; ao contrário disso, a aula de Educação Física deve estimular os alunos a participação.

De acordo com Voser e Giusti (2003, p. 23) “na iniciação esportiva, a criança dá seus primeiros passos para o aprendizado, praticando-se sem a rigidez e a seletividade que a especialização esportiva exige das equipes federadas de competição.

Assim, a iniciação esportiva também desperta a atenção de autores, devido aos problemas que pode gerar à crianças e adolescentes, entre os quais estão a busca da plenitude atlética de indivíduos ainda em formação, a competição exagerada, a cobrança de resultados, as pressões psicológicas exercidas pelos pais e técnicos aos praticantes, a escolha e especialização precoce do esporte a ser praticado.

Paes (apud Ferreira, 1991) aponta ainda como problema a prática esportivizada, que se vale dos fundamentos e dos gestos técnicos de diferentes modalidades, sem nenhum compromisso com o ambiente no qual vive a criança e  o adolescente, limitando-se a repetição de movimentos, fazendo com que o aluno execute sempre aquilo que ele já sabe, não possibilitando o aprendizado de algo novo.

Ainda para Paes (apud Ferreira, 1991), a prática repetitiva de gestos técnicos em diferentes níveis de ensino é mais um problema, pois desrespeitando as fases de desenvolvimento do aluno reduzindo o esporte a uma simples prática esportivizada com o fim em si mesmo. Aliado a isso, apresenta a fragmentação de conteúdos, onde o esporte é ensinado de forma desorganizada, sem a continuidade e a evolução necessária ao aprendizado.

E tratando especificamente da especialização precoce dos alunos, Paes (apud Ferreira, 1991) traz outros problemas, como a busca de plenitude atlética em crianças e a organização dos eventos direcionados para crianças com regras que são as mesmas utilizadas para jogadores profissionais.

Como se percebe a iniciação esportiva precoce dos alunos pode acarretar em muitos problemas, isso não significa que as crianças e adolescentes não devam ser incentivados a buscar a prática esportiva. Ao contrário disso, são conhecidos os benefícios que o esporte traz ao desenvolvimento desses indivíduos. Então, o que se faz necessário é o uso do bom censo por parte de quem está orientando as atividades esportivas, sejam essas pessoas membros das famílias ou profissionais da Educação Física.

Atividades que não incentivem a especialização precoce, mas que proporcionem a diversidade de movimentos nas mais variadas modalidades, ampliando assim o horizonte esportivo das crianças e adolescentes devem ser uma constante nas aulas de Educação Física e nas escolinhas esportivas que atendem a essa faixa etária de pessoas.

Diante do que dizem os autores citados, buscou-se, então, investigar como vem acontecendo a prática esportiva nas unidades escolares utilizando questionário com questões que versam sobre a formação e tempo de atuação dos professores, a relação entre esporte escolar e Educação Física e sobre a iniciação esportiva (ver resultados da pesquisa em anexo).

Conclusão

 

Obrigar a criança a praticar determinado esporte é o que de pior pode acontecer a ela. Outra situação perigosa para o desenvolvimento da criança, é quando os pais em função de alguma frustração ou vontade pessoal determinam (obrigam) o filho a praticar determinado esporte, além de exigirem um desempenho de alto nível, projetando seus desejos (frustrações) nos filhos, os pais deixam de vê-los como são realmente e o que realmente desejam para si.

Legalmente e moralmente, os pais e as escolas têm um importante papel no desenvolvimento de atividades positivas para crianças e adolescentes. Isso não quer dizer que precisam ser submetidos a treinamentos para se tornarem esportistas de alto rendimento.

A escolha do esporte que a criança irá participar no futuro, deve ser criteriosa, sem pressa, sem pressões. Individuais ou coletivas, danças, lutas, muitas possibilidades devem ser levadas em consideração. Neste ponto a participação dos pais é indispensável, juntamente com seus filhos deveriam dedicar o tempo necessário para a escolha do esporte, assim como, de um local adequado, e principalmente, de um profissional de Educação Física qualificado, preocupado com a boa formação de seus alunos.

A criança deve ter a liberdade de escolher o esporte que vai praticar, por isso é importante que os pais e a escola através das aulas de Educação Física propiciem vivências necessárias para que amadureçam a escolha através da experiência prática de um ou vários esportes, sem que haja pressões de qualquer tipo, deixando que a iniciativa pela escolha parta da criança.

Aos pais e a Educação Física cabe mostrar as possibilidades. À criança cabe escolher o que lhe parecer mais interessante, conforme suas preferências individuais.

 

Referências

 

FERREIRA, Henrique Barcelos. Iniciação esportiva: uma abordagem pedagógica sobre o processo de ensino-aprendizagem no basquetebol. Campinas: 2001, do autor (monografia).

 

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1991

 

OLIVEIRA, Valdomiro de; PAES, Roberto Rodrigues. A pedagogia da iniciação esportiva: um estudo sobre o ensino dos jogos desportivos coletivos. Revista digital Lectura: EF y Deportes. Buenos Aires: abr. 2002, ano  10, n° 71. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd71/jogos.htm. Acesso em 28 out. 2007.

 

SOARES, Carmem Lúcia et al. Metodologia do ensino de educação física.    São Paulo: Cortez, 1992. 

 

VOSER, Rogério da Cunha; GIUSTI, João Gilberto. O futsal e a escola: uma perspectiva pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2002.

 

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/esporte-artigos/educacao-fisica-a-iniciacao-espotiva-no-ambiente-escolar-933585.html

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