Comportamento Na Igreja

01/08/2009 • Por • 2,112 Acessos

A IGREJA DO SENHOR PRIMA PELA REVERÊNCIA

 O comportamento no culto é impecável. Conheci uma igreja assim nos Estados Unidos. Vou descrevê-la:

Faltando uma meia hora para o culto começar não se via praticamente ninguém. Faltando uns dez minutos os carros começavam a chegar e, dentro de pouco tempo enchiam o estacionamento. A igreja se enchia rapidamente.

As crianças sentavam-se entre seus pais. Não se ouvia um sussurro, um cochicho, uma conversa. Ninguém ficava olhando para trás para ver quem estava chegando. Alguns permaneciam em oração enquanto outros meditavam na Palavra de Deus.

Na hora exata do culto ser iniciado um órgão começava a tocar o prelúdio. No púlpito um único irmão vinha à frente e convidava o povo para uma leitura da Palavra. Após a leitura era feita uma oração. Após a oração era anunciado o primeiro hino. Todos cantavam alegremente. Durante meia hora cantava-se um hino após o outro.

Talvez você já julgou esta igreja. Talvez já tachou-a de “tradicional” ou “fria”. Não, mil vezes não! Conheci, em minha longa vida, poucas igrejas pentecostais tão fervorosas, tão abençoadas, tão cheias do poder do Espírito Santo como aquela igreja.

Quando terminava o período de louvor o órgão tocava um hino sozinho. Os diáconos começavam a passar entre os bancos. Era o momento da oferta. Ninguém anunciava a oferta, ou dava ênfase à mesma. Simplesmente todos ficavam em profunda reverência, enquanto esta parte do culto era realizada.

Terminada a oferta o dirigente anunciava a mensagem. O pregador aparecia de um gabinete onde estivera meditando na Palavra, orando e se preparando para aquele momento.

Durante uma hora, uns dez minutos mais ou uns dez minutos menos, ouvíamos uma mensagem bem elaborada, madura, sem afetação, cheia de poder, realmente abençoada.

Ao término do culto, as pessoas dos bancos da frente saíam enquanto todas as demais esperavam e olhe que não era uma igreja pequena.

Daí iam saindo pouco a pouco, ordenadamente, até sair o último. Do lado de fora formavam duas filas e os que iam saindo depois, cumprimentavam todos.

Gostei muito daquela demonstração de reverência. Se em fábricas, escritórios, lojas e outros ambientes a ordem é exigida por que não fazer o mesmo na casa de Deus?

A ênfase do culto verdadeiro é na Palavra e não em apresentações artísticas. É claro que todos os que se apresentam na frente, em uma espécie de culto antropocêntrico, ou seja, voltado para agradar aos homens, voltado para atrair as pessoas, dizem que estão servindo ao Senhor, que estão adorando a Deus.

Não podemos questionar isto, mas podemos orientar aqueles que demonstram mais um interesse artístico do que de adoradores. Pode ser um sucedâneo aos espetáculos mundanos para sublimar a questão para muitos. Contudo, para o verdadeiro cristão, sua atração maior é a própria palavra, ministrada por verdadeiros ministros.

Mas, tudo isto não se transforma hoje em uma utopia? Talvez, porque os valores eternos, espirituais tem sido substituídos flagrantemente. Quer dizer que isto é um motivo para desistência ou motivo para recrudescer a luta e alcançar os objetivos maiores da vida cristã? É claro que a segunda resposta é a verdadeira.

Estive em uma inauguração de uma grande igreja e não havia lugar nem para se deslocar, porque convidaram dois grandes cantores evangélicos. A primeira apresentação foi a deles. Logo depois, eles foram embora e o pregador da noite foi anunciado. Era também alguém com um bom renome nos meios evangélicos. Quando ele se levantou para ler a Bíblia, havia muitos lugares sobrando, porque um quarto dos “fiéis” havia se retirado.

Conheci outra igreja onde as caixas de som, bateria e outros instrumentos foram empurrando pouco a pouco o púlpito para um lado, até que o púlpito ficou em um cantinho escondido da plataforma de onde o pregador, após o show, enviava uns quinze minutos palavras triunfalistas para tentar captar um pouco a atenção dos ouvintes.

Perfil do Autor

paulo de aragão lins

O Dr. Paulo de Aragão Lins, ThD, PhD, DD é ministro evangélico, missionário, escritor, poeta, jornalista, dramaturgo, tradutor e professor....