Crimes na igreja

02/12/2012 • Por • 136 Acessos

   Crimes na Igreja

   A Igreja, sabemos todos que somos nós, quando digo nós aqui, me refiro aqueles que foram regenerados pelo Espírito de Deus, mas há a igreja institucional, aquela que detém um CNPJ, pessoa jurídica. Sabemos também que a igreja institucional é constituída pela a Igreja corpo de Cristo.

   O tema assusta e provoca, mas ao usá-lo quero me referir a igreja institucional. Esta igreja deve ser um lugar terapêutico, um lugar de busca intensa de adoração e desenvolvimento pleno da comunhão. Mas, entretanto, contudo, no entanto em algumas dessas instituições tem-se cometido crimes, crime social, civil, crimes de forma sútil atrás de uma bandeira de palavra profética.

   Na sua grande maioria, os crimes mais comuns são praticados por aqueles que detém cargo de liderança na igreja, possuem autoridade espiritual sobre os demais.

   Os três crimes mais cometidos, praticados na instituição chamada igreja, são os de: abuso de poder, assédio moral e tráfico de influência.

   Abuso de poder é o ato ou efeito de impôr a vontade de um sobre a de outro, tendo por base o exercício do poder, sem considerar as leis vigentes do regimento interno, do estatuto da igreja bem como os princípios normativos da Escritura Sagrada. O poder exercido pode ser o econômico, político ou qualquer outra forma a partir da qual um indivíduo ou coletividade têm influência direta sobre outros. O abuso caracteriza-se pelo uso ilegal ou coercivo deste poder para atingir um determinado fim.

   São comuns líderes, oficiais, pastores que sem saber (ou não) praticam este crime dentro da igreja. "Faz por que eu estou mandando, se não tiro você do cargo", se não..., se não estará desobedecendo a Deus, se não..., se não..., se não. "Faz por que eu sou o..."

    Ovelhas de Cristo tendo que cumprir ordens contra sua própria vontade pois se não cumprir perderá o prestígio, perderá o cargo, e será rotulada de rebelde, endemoninhada, espírito de confusão. Para evitar uma humilhação pública a ovelha obedece constrangida para não se expor.

    O segundo mais cometido tem haver com Assédio moral - Ocorre quando a pessoa é exposta, durante sua jornada de atividade, a situações humilhantes, repetitivamente e de forma prolongada. As formas mais comuns encontradas são as hierárquicas autoritárias e assimétricas.

    Nessas situações um ou mais líderes se comportam com condutas negativas, possuindo com seus subordinados relações desumanas e não éticas, gerando um local de trabalho desagradável, desestabilizando a relação da vítima com o local de trabalho, forçando-a até mesmo a desistir do cargo, da igreja, etc.. Na igreja não é diferente. Agem com essas pessoas forçando-as a assumirem tarefas na igreja, ou expondo-as de forma excessiva, forçando-as a desistirem até mesma da igreja.

    Não é pouco os casos que pastores, oficias e lideres de departamentos submetem seus liderados a uma situação de humilhação dentro da igreja em prol de sua posição de poder no meio eclesiástico, muitos que comentem está prática alega que é para não perder o respeito entre os demais, para manter a "honra" do título. Mas existe honra ou liderança numa administração que expõe o outro a vergonha pública, ao constrangimento?

    Por último encontramos dentro da igreja institucional o crime de Tráfico de influência que consiste na prática ilegal de uma pessoa se aproveitar da sua posição privilegiada dentro de uma igreja ou entidade, ou das suas conexões com pessoas em posição de autoridade, para obter favores ou benefícios para terceiros, geralmente em troca de favores ou pagamento.

   Tráfico de influência -  É um dos crimes praticados por particular contra a administração em geral. Consiste em solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por líderes no exercício da função.

    Eu te ajudo pastor, presbítero, o diácono, líder, mas entroca quero que meu filho fique na bateria, no cargo tal, assuma liderança em tal setor da igreja, entre outras. Fazem grupos na Assembléia de membros para vetarem ou aprovarem medidas para auto beneficio ou beneficiar o grupo, depois vem a cobrança: "eu te ajudei naquele assunto, agora preciso de apóio para aprovar ou vetar tal assunto". Será que também já não ocorreu em Assembléia Geral em diversas denominações? "Nosso colegiado e apóia a se eleger e você ganhando quero a secretaria tal, o cargo, indica fulano de tal ao cargo tal, etc." Isto é tráfico de influência! Isto é CRIME!

    Pastores, oficiais, líderes fiquem atento `{a sua postura, conduta e caráter, para não incorrer em negócios desta vida que nada tem haver com o evangelho do teu Senhor. Vigia para não cair nas astutas ciladas do diabo.

   Abandone o discurso ambíguo, barganhas, subornos, transações ilícitas, deixem essas coisas para os políticos.

   Porém, apesar destas coisas louvo a Deus, pois há dentro da igreja institucional muito mais trigo do que joio.

Perfil do Autor

CHARLES ANDERSON RAMOS LORETI

Pastor Charles é casado com Ligia Loreti (psicopedagoga), pai do jovem Mateus da Silva C. L. É Ministro da UIECB -- União das Igrejas...