Diretor e secretário (a) de escola dominical

Publicado em: 27/09/2013 |Comentário: 0 | Acessos: 297 |

I - Diretor Superintendente da Escola Dominical

 

Rm 12.7b "o que dirige a "Escola Dominical", esmere-se em fazê-lo".

 

Primeiramente o Pastor é o Diretor Geral da Escola Dominical.

Diretor Superintendente da Escola Dominical é um ministério de "tempo semi-integral".

 

            O ato de dirigir a Escola Dominical é bastante abrangente. A pessoa escolhida ou nomeada para este fim não pode restringir sua ação a um mero acompanhamento do funcionamento das classes no domingo. Há muito o que fazer! A abertura da Escola Dominical, não é um culto. Os diretores superintendentes da Escola Dominical que não contam com a orientação de um CER - Conselho de Educação Religiosa devem buscar  assessoria de profissionais da educação que são membros da Igreja, e, assim, encaminhar ações que contribuam para o aperfeiçoamento do processo ensino-aprendizagem (métodos e didáticas).

            O diretor superintendente da Escola Dominical é muito mais que uma simples pessoa que faz a abertura e encerramento da Escola Dominical e promove a comemoração de algumas datas importantes e eventos especiais. O diretor superintendente da Escola Dominical é o irmão ou irmã em Cristo designado(a) ou nomeado(a) pelo órgão genitor da administração da Igreja o que varia de Igreja para Igreja: Conselho, Junta, Assembléia ou Pastor, que o faz com critérios para que a Escola Dominical se desenvolva com competência e seriedade, visando a edificação e a maturidade do corpo de Cristo.

            Antes de tudo, o diretor superintendente deve ser conscientemente alguém verdadeiramente compromissado primeiramente com Deus e depois com a Igreja. Deve ser exemplo para os alunos e professores, não neófito, mas pessoa qualificada para comandar a educação na unidade do corpo de Cristo. Deve ser assíduo e pontual no cumprimento de seus deveres, irrepreensível na moral, são na fé, prudente no agir, discreto no falar e exemplo de santidade de vida. Qualidades que devem acompanhar, no mínimo, a todo crente, de acordo com I Tm 3.1-7 e principalmente aquele que recebeu a graça da liderança; a saber: pastor, presbítero, diácono, professor, etc.

            Além disso, o diretor superintendente deve ser uma pessoa preparada com esmero. Destaco a palavra "esmero" de propósito. O que isso quer dizer? Com esmero de tal modo que João 3.30 seja uma realidade na perfeição com que se administra a Escola Dominical. Quer dizer que o superintendente não precisa necessariamente ser um expert em educação cristã, mas precisa ter noção do que ela significa e representa. Afinal de contas, é com professores que o superintendente está lidando e é a qualidade do bom ensino que ele estará supervisionando. Pensando nisso, um experiente diretor da Escola Dominical escreveu aos superintendentes: "Os seus professores ensinam com qualidade? Ou estão se repetindo diante da classe?  Preparam devidamente a lição, ou já se acostumaram aos improvisos?". E continua: "Que os seus professores não se contentem com o preparo já conseguido. Incentive-os a ler, a estudar, a pesquisar, a descobrir novas metodologias, a se tornarem especialistas não apenas no currículo e na aula a ser ministrada, como também na pedagogia e na didática cristã".

            Como eu disse, o diretor superintendente não precisa ser um especialista, mas é necessário que tenha algum conhecimento pedagógico. Se tiver experiência como professor, melhor ainda.

            Some-se a isto a visão do diretor superintendente. Se o diretor superintendente pensar administrativa e pedagogicamente, o que é ideal, ele não apenas saberá conduzir a Escola Dominical bem, no sentido de unidade de propósitos, mas também zelará pelo aperfeiçoamento de seus professores. Promoverá encontros, seminários e uma série de eventos que ajudarão nas informações e atualizações dos professores.

            O diretor superintendente é o carro-chefe da Escola Dominical que, em comum acordo com o pastor, melhorará toda a Escola Dominical quando melhorar seus professores. Quando se investe na liderança da Escola Dominical toda a Igreja sai ganhando.

- Disciplina quanto a organização da Escola Dominical

   - Aos diretores superintendentes

            O diretor superintendente, não pode ficar levando o departamento maior da Igreja de qualquer maneira. Tem muitas Igrejas e congregações onde a Escola Dominical é totalmente desorganizada, com freqüência baixa dos alunos, classes amontoadas, horário irregulares, professores despreparados, entre tantos outros problemas. O diretor superintendente, deve reconhecer quando esse departamento que dirige está deficiente, porque só quando ele reconhece que tem deficiência é que ele poderá ir em busca de solução.

- Disciplina quanto às reuniões gerais

            Quem trabalha em qualquer área da Escola Dominical, precisa compreender que sua participação nas reuniões gerais é de suma importância, uma vez que são nestas reuniões que são discutidas as questões relacionadas à sua atividade.

- O relacionamento do diretor superintendente com o seu pastor

            Em muitas Igrejas é comum o pastor não concordar com os métodos de trabalho do diretor e o diretor não gostar da maneira como o pastor  o critica ou deixa de ajudá-lo. Esses pequenos empecilhos entre o diretor e o pastor comprometem muito a Escola Dominical, uma vez que o desacordo se reflete nas programações estabelecidas pelo diretor. Contudo, o diretor superintendente sábio nunca tomará decisões sem 1º. (primeiro) se assentar com seu pasto, pois ele é o diretor geral de Educação Religiosa na Igreja.

            Finalmente, mas não menos importante, o diretor superintendente precisa ser dinâmico a fim de dinamizar sua Escola Dominical. Para isso precisa se atualizar e se inteirar do trabalho de outros superintendentes. Deve ser uma pessoa criativa, com idéias saudáveis que revigoram a Escola Dominical. Eu acredito na Escola Dominical porque, como dissemos no início deste artigo, é uma bênção de Deus e por isso deu certo. Entretanto, a Escola Dominical precisa passar por um processo constante de revitalização (adaptável). Meu irmão diretor superintendente: torne a sua Escola Dominical dinâmica, criativa, bíblica e funcional. Algo que dá gosto de se vê e participar. Promova, juntamente com seu pastor e professores, o vigor e a saúde da Escola Dominical através da motivação de seus alunos. Evite a rotina, a monotonia e aquela mesmice insuportável.

            As aulas da Escola Dominical devem ser prazerosas. Da criança ao adulto que levantam cedo para ir à Igreja, a Escola Dominical deve ser algo que valha a pena por causa do conteúdo e didática do ensino e (por que não?) por causa do agradável local de estudo. Olhe com carinho para tudo isso e Deus, com certeza, o recompensará.

- Visão dos verdadeiros líderes da Escola Dominical:

 

1)      Visão bíblica da Palavra de Deus, viva e eficaz para mudar vidas

2)      De que trabalhamos com pessoas (alunos e professores), elas são mais importantes do que os métodos, a disciplina, etc.

 

3)      De que somos servos, chamados por Deus para servir através da Escola Dominical

 

4)      De que no domingo, devemos estar presentes na Escola Dominical. Só faltar se estivermos doentes ou tivermos absoluta necessidade!

 

5)      De Zelo e amor. Evitarmos assumir outros compromissos que atrapalhem este ministério. Dedicarmos tempo a este ministério.

 

6)      De que nosso exemplo é muito importante.

7)      De que qualquer mérito pelo serviço bem realizado é de Jesus Cristo.

 

- O que poderá fazer o diretor superintendente em prol dos professores:

 

a)      Orar pelos professores;

b)      Visitar os professores;

c)      Interessar-se pelos problemas de seus professores;

d)      Recicle os professores;

e)      Atualizar sempre os seus professores para que sejam grandes pesquisadores, criando já a biblioteca da Escola Dominical (pedindo o seu pastor para fazer uma bibliografia dos principais livros).

 

            Lute por seus professores a fim de que alcancem o grau de excelência requerido na Palavra de Deus: "o que ensina, esmere-se no fazê-lo".

 

II - Dinâmica Organizacional

 

            Para que as iniciativas já comentadas provoquem resultados minimamente satisfatórios, torna-se necessário o cuidado com as condições para o trabalho. Nesse sentido, é ação também do diretor superintendente atentar, entre outras coisas, para os critérios de formação dos grupos de estudo, a quantidade de alunos possível, o horário de funcionamento, o material que vai ser utilizado e os registros atualizados, para Igrejas de grande porte, e suficientemente preparadas: espiritualmente, temporalmente, doutrinariamente, eclesiasticamente e economicamente.

 

            Os grupos de estudos ou as classes, como comumente são chamadas, não devem obrigatoriamente ser divididas por faixa etária nos casos específicos e sexo para visitas. O que deve definir a organização é a proposta curricular. Um curso básico precisa ser criado para os iniciantes. Após o término do curso básico, comum a jovens e adultos, estes, então, poderão ser inscritos em classes ou departamentos, sem que haja, no entanto, rigidez neste critério e forma. Por que não organizar os grupos por interesses, conhecimentos bíblicos, escolaridade e capacidade de tutela?

 

            Quanto a quantidade ideal de alunos, temos a dizer que os grupos não devem ser grandes. Preferencialmente não exceder a 20 alunos para cada professor. Justamente para facilitar uma ministração de ensino a partir de um trabalho educativo participativo, com o predomínio da relação dialógica e o cultivo de um bom relacionamento interpessoal entre todos.

           

            O horário de funcionamento, assim como o tempo dedicado ao ensino, não devem ficar presos a costumes e hábitos. A Escola Dominical  não tem que necessariamente ser dominical. E o tempo de aula deve ser o maior possível.

 

            Assim como nos demais aspectos, o que deve definir a escolha do material a ser utilizado é a proposta curricular. Esse material, contudo, não pode resumir-se a revista. Verificamos que a utilização da revista é uma prática comum para facilitar e, de certa forma, uniformizar o estudo bíblico ministrado em nossas Igrejas. Podendo ser a revista ou não, dependendo do sistema doutrinário da denominação. O que não é bom é que este material deixe de ser um auxílio e passe a ser um fim em si mesmo.

 

            O encaminhamento da aula não pode limitar-se ao estudo da revista. Nosso conteúdo é o teológico, e a Bíblia é o livro-texto. Precisamos, como nos indica Ângelo Gagliardi Junior,

"... contar com ortodoxia de conteúdo. Isto é ter a Bíblia como o seu livro-texto e ser fiel a ela em seus ensinos e doutrinas."

 

            A organização pedagógica da Escola Dominical, precisa considerar a utilização de instrumentos que garantam a atualização dos registros: Cadastro dos professores; Ficha Individual dos alunos; Fichário de alunos em perspectiva e anotação das visitas. Estes dados ajudarão nos diferentes encaminhamentos do trabalho (tarefa da Secretária da Escola Dominical).

 

- Formação Continuada dos Professores:

 

            A direção da Escola Dominical, precisa ser criteriosa na composição do corpo docente. Os professores devem ser bem escolhidos e preparados. Ser fiel, assíduo, pontual, etc. O preparo precisa se consolidar através de um programa de formação continuada que contemple ações integradas e progressivamente dinamizadas.

           

            Cremos que um diretor de Escola Dominical, pode contribuir para a formação de sua equipe, encaminhando, entre outras coisas:

 

            * Reunião Pedagógica periódica (sendo necessário um pedagogo de fato) para estudo, reflexão, troca de experiência e avaliação. Por exemplo: 02 vezes no mês (aos domingos) com tempo de 01 hora – 08:00h às 09:00h;

 

            * Cursos que explorem aspectos diversos, a partir da necessidade dos professores;

            * A organização de uma Biblioteca básica;

            * Pesquisas para levantamento de necessidades.

 

            Um diretor superintendente de Escola Dominical precisa incluir em seu plano de ação o acompanhamento do processo ensino-aprendizagem. Não basta definir o que vai ser ensinado, é fundamental que se preocupe com o ensino e como vai ser ensinado.

 

            O relacionamento interpessoal é um aspecto tremendamente importante, não podendo deixar de ser considerado pela direção da Escola Dominical.

            Atividades extra-classe, gincana, concursos, louvores, etc. são alguns procedimentos que podem ser encaminhados pelo diretor. Dentro de uma relação dialógica, nas aulas, os alunos falam de suas experiências com os professores, onde desta forma o professor explora o estudo.

 

- Planejamento de Aulas:

 

            A dispersão do ensino é a pior coisa para a qualidade do mesmo. É necessário organizar o programa (currículo) a ser ensinado.

 

            Antes do início de cada trimestre, os professores e o coordenador da Escola Dominical devem se reunir e definir o planejamento de aulas e atividades. Por exemplo: em algumas Igrejas, toda última Escola Dominical do trimestre é dedicada à consagração e apelo para conversão.

 

            Os seguintes assuntos devem ser incluídos no planejamento das aulas:

 

1.1 Ensino da oração (pelo menos 2 aulas por trimestre): a prática e a disciplina da oração são vitais a qualquer cristão. Desprezar seu ensino é criar dementes espirituais. O pastor deve fazer isso nas reflexões pela manhã).

 

1.2 Prática cristã (santidade e obediência): os ensinos bíblicos são práticos, em relação á finanças, sexualidade, família, autoridades, etc. Pelo menos 1 lição a cada mês, devem ser tratados assuntos atuais, relacionados à vivência do dia-a-dia do aluno, nos casos onde a produção do material é local.

 

1.3 Enfoque na defesa da fé cristã (razão das doutrinas e crenças): muitos alunos tem sido perdidos porque, ao entrarem na universidade, se deparam com ateus e agnósticos, que zombam da fé. Se não houver um adequado ensino, estaremos preparando "acéfalos mentais da fé". A fé é maior que a razão, porém a razão não nega a fé!

 

1.4 História bíblica: variação de ensino entre Velho Testamento e Novo Testamento. Mostrar o contexto (as condições e costumes da época) e como se relaciona esta "antiga" história a nós, cristãos do século XXI.

 

            Algumas Igrejas utilizam uma "cartilha trimestral". Antes de adotá-la, verifique a qualidade e a consistência com os parâmetros acima indicados.

 

III - Divulgação ou Marketing para a Escola Dominical

 

            Divulgar a Escola Dominical é uma estratégia que, com certeza, influenciará no pedagógico. A criatividade do diretor e sua equipe produzirá boas idéias. Para exemplificar, contudo, destacamos algumas dicas: Por onde recomeçar?

 

            * Cartas aos faltosos e membros da Igreja que não são alunos, convidando para novos cursos, classes ou projetos que foram planejados;

 

            * Cartazes, faixas, mural da Escola Dominical, boletim da Igreja, etc;

 

            Um diretor da Escola Dominical, que não deseja reduzir a sua ação ao ato de abri-la e fechá-la, tem pela frente uma longa jornada, perpassada de muitos caminhos e descaminhos. O trabalho coletivo é uma saída. Aliar-se a pessoas da Igreja que militam na área de educação, mas sobretudo, com experiência de vida cristã, é uma atitude a ser buscada.

 

            São muitas as propostas e grandes os desafios. Esperamos que o Senhor nosso Deus nos capacite e nos ajude a ampliar nossa visão e alcançar novos horizontes em educação religiosa.

 

            Assim como a ferramenta sem o material é inútil, o marketing ou divulgação para Escola Dominical sem a mensagem cristocêntrica é inócuo.

 

- O que a Escola Dominical não é:

 

* Um grupo de estudiosos e literatos da Bíblia;

* Uma forma de passar o tempo, no domingo pela manhã;

* Uma organização paralela à Igreja, com seus próprios objetivos;

* Um clube para piqueniques, passeios, esportes, diversões, etc.

 

- 07 condições para uma Escola Dominical ideal:

 

1)      Líderes convictos que o ensino bíblico é útil (2 Tm 3.16-17);

2)      Apoio do Pastor e demais líderes da Igreja;

3)      Apoio da Igreja;

4)      Professores treinados e motivados;

5)      Local adequado para ensino;

6)      Um programa de ensino bíblico, regularmente ministrado;

7)      Priorizar o aluno.

IV - O que as pessoas esperam da Escola Dominical ?

A nova visão do que é Escola Dominical, na verdade, é uma readequação ao que ela sempre foi, mas que, de uns anos esta parte deixou de ser.

A Escola Dominical é a continuidade da Missão Educativa que Deus outorgou ao seu povo (Gn 18.18 e 19; Dt 4.1-9; 6.1-25; Mt 28.19 e 20; Ef 4.11-16 etc.), visando formá-lo e satisfazer a sua necessidade de conhecimento: "Quando teu filho te perguntar [...]", disse o Senhor (Dt 6.20).

Na readequação da Escola Dominical, a despeito dessa afirmação ser um truísmo, devemos saber que sem aluno não se tem Escola Dominical. Por isso, entender a missão e a visão de Deus para a Educação Cristã é o ponto crucial, para podermos estabelecer uma "política de qualidade" pela qual o diretor superintendente da Escola Dominical deverá se pautar.

A célebre pergunta do marketing não é "o que queremos vender?", mas, "quem é o nosso cliente?" É preciso saber quem são os nossos alunos potenciais, qual o seu perfil, e assim, sem modificarmos a Verdade Escriturística, readequarmos nossos métodos de atração, conquista, atendimento e manutenção dos mesmos.

É preciso, a exemplo de Jesus, oferecer respostas ao que as pessoas buscam (Jo 3.1-21; 4.1-30). É fato que elas poderão não gostar de todas as respostas, mas, a satisfação proporcionada nas ocasiões anteriores assegurará a freqüência, e dirão, parafraseando Pedro: "Para onde iremos nós? Só a Escola Dominical  tem as Palavras de vida eterna" (Jo 6.68).  

O que aquelas crianças e adolescentes precisavam para viver bem e se sentirem humanas e que puderam encontrar no trabalho de Robert Raikes, há 226 anos, são as mesmas necessidades que motivam as pessoas pós-modernas a buscarem uma Escola Dominical

Um propósito para o qual viver;

Pessoas com quem viver;

Princípios pelos quais viver;

Força para seguir vivendo.

Uma Escola Dominical que não oferece satisfação e repostas para essas quatro necessidades básicas não está à altura de representar o Reino de Deus como agência de Educação Cristã.

Evidentemente que cada pessoa, de acordo com a faixa etária, maturação biológica e mental, condição social, possui carências de diferentes matizes e formas de manifestar diante das quatro necessidades acima elencadas.

Um exemplo típico do que está sendo colocado, pode ser visto na diferença que existe entre lecionar para uma classe de adultos na faixa etária dos vinte e cinco aos quarenta anos e lecionar para pessoas da terceira idade.

Os anseios e motivos podem ser os quatro enunciados acima, no entanto, a forma pela qual irá se manifestar a necessidade bem como a sua satisfação serão diferentes. Os interesses de ambos os grupos são distintos. 

A administração, ou a gestão dessa demanda é o que deverá orientar o trabalho da equipe da Escola Dominical.

A Missão Educativa da Igreja está determinada há nada menos que dois mil anos, que devemos ensinar e educar, é ponto pacífico em nossa reflexão.

A pergunta inquietante é: "Como atrair as pessoas pós-modernas para a Escola Dominical, quando a mídia, o estresse e outras coisas oferecem a "tentação" de prendê-las ao conforto do sofá aos domingos"? A resposta é simples: Precisamos motivá-las. E isso representa um duplo desafio: criar ou identificar a necessidade e apresentar um elemento adequado para satisfazer essa carência. 

Jesus, o Mestre por excelência, conhecia muito bem as pessoas (Mc 2.8; At 1.24). Certa feita, após o milagre da multiplicação dos pães, Jesus disse que sabia que muitos estavam à sua procura não pelos sinais que O viram fazer, mas pelo pão que Ele ofereceu (Jo 6.26). Ouvir Jesus já era por demais gratificante e satisfatório. Agora, imagine, Ele ainda oferecia comida para aqueles que se dispunha a ouvi-LO. Qual era intenção de Jesus com esse tipo de atendimento? Fez Ele isso para que as pessoas não voltassem? Ele atendia as suas necessidades.            

V - Espaço Físico e Materiais para a Escola Dominical

            A sala de uma escola bíblica destina-se à ministração do ensino, com recursos didáticos que motivem tanto o aluno quanto o professor.

            O ideal é que seja uma sala bem iluminada, ventilada, limpa, organizada e com pouco barulho externo.

            Adiante, sugestões de materiais e equipamentos para utilização nas salas de aula para classes de Escola Bíblica, considerando-se alunos na faixa etária de 5 a 12 anos. Obviamente, para faixas diferenciadas de idade, adapta-se a lista às características próprias da mesma, inserindo ou excluindo determinados materiais.

1 Mural Didático (afixado na altura que as crianças possam ver e tocar)
2 mesas retangulares ou redondas e cada mesa com 6 cadeiras, com medidas apropriadas para cada faixa etária; 1 mesa e cadeira para o professor; 1 flanelógrafo e cavalete; 1 aparelho de som pequeno com toca-fitas e CD; 1 estante para livros e revistas; 1 armário de aço para depósito do material didático da classe; 1 quadro grande de feltro ou cortiça para afixar o Plano de Freqüência e trabalhos (afixado na altura que as crianças possam ver e tocar); 1 pia com balcão para limpeza de materiais de artes; 1 Álbum-seriado; 1 quadro de pregas; 1 quadro branco portátil; 1 projetor de slides; 1 tela de projeção; 1 retro-projetor; 1 videocassete; Lápis de cera; Tesouras (sem ponta); Colas; Fitas adesivas; Mapas bíblicos; Globo-terrestre de mesa; Tintas guache; Cartolinas; Papel cartão; Papel crepom; Papel laminado; Papel celofane; Isopor 10 mm; Pincéis números 1, 2, 3, 4 e 5; Giz de cera; Pincéis Atômicos coloridos, para quadro branco; Livros, revistas e coleções infantis bíblicas.

 

VI - Fontes e Sugestões Bibliográficas

 

- Revista Ensinador Cristão nr. 25 – Editora CPAD.

- Curso de Liderança Cristã à distância – Escola Dominical – Prof. Pr. Ronaldo Albino.

- Curso de Capacitação para professores de E.B.D. – 2005.

- Educação Religiosa Relevante - Ângelo Gagliardi Junior – Editora Vinde.

- Marketing para a Escola Dominical – Editora CPA - César Moisés Carvalho.

- Manual da Escola Dominical – Antônio Gilberto – Editora CPAD.

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/evangelho-artigos/diretor-e-secretario-a-de-escola-dominical-6776894.html

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    escola dominical

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    professores

    ,

    alunos

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    Por: Marcelo dos Santos Rodriguesl Religião & Esoterismo> Religiãol 12/12/2012
    Marcelo dos Santos Rodrigues

    Conceitua-se como uma predefinição; determinação formada por Deus de conduzir os justos à vida eterna (Dicionário Etmológico). Escolher (Rm 8.29-30; Ef 1.5;11). Deus, sendo soberano e conhecedor dos fatos de antemão, Ele determinaria ou predestinaria, as coisas que Ele sabe que irão acontecer. A doutrina da predestinação, à semelhança da doutrina da Trindade, está além da nossa compreensão. Está inserida em em todo o Novo Testamento. Nos evangelhos encontramos várias declarações de Jesus onde El

    Por: Marcelo dos Santos Rodriguesl Religião & Esoterismo> Meditaçãol 04/07/2012 lAcessos: 75
    Marcelo dos Santos Rodrigues

    Impossível ler sobre o ministério de Pedro e não ficar pensando como pode um homem que negou a Cristo três vezes, que mesmo apesar de conviver, compartilhar todas as situações, receber todos os ensinos da fonte genuína, viver em comunhão com outros irmãos. Ele nega a Cristo.

    Por: Marcelo dos Santos Rodriguesl Religião & Esoterismo> Meditaçãol 12/11/2011 lAcessos: 119
    Marcelo dos Santos Rodrigues

    A algumas semanas me deparei novamente com um versículo da Bíblia no Evangelho de João e fiquei ruminando este versículo, pois tenho questionado e me questionado sobre a minha situação e a situação da Igreja atualmente.

    Por: Marcelo dos Santos Rodriguesl Religião & Esoterismo> Meditaçãol 12/11/2011 lAcessos: 943
    Marcelo dos Santos Rodrigues

    O reino do norte, Israel, havia sido conquistado pelos assírios em 722 a.C., sob a liderança de Sargão II. Um remanescente formado por pobres lavradores, foi por ele ali deixado e, estes lavradores mesclaram-se com povos de outras nações conquistadas pelos assírios, os quais, foram importados para povoarem Samaria.

    Por: Marcelo dos Santos Rodriguesl Religião & Esoterismo> Religiãol 29/07/2011 lAcessos: 261
    Marcelo dos Santos Rodrigues

    O período progressista em Judá tanto quanto em Israel, nos primeiros dias de Isaías, deve-se ao fato da mudança no cenário político internacional nos anos anteriores. Em Israel a pressão Síria minguava-se diante do novo império Assírio. Jeroboão II aproveitou o enfraquecimento do reino sírio recuperando suas fronteiras e expandindo o seu reino conforme a profecia de Jonas (2 Rs 14:25). Nesta época o novo império Assírio enfrentava problemas internos propiciando este período áureo para Israel.

    Por: Marcelo dos Santos Rodriguesl Religião & Esoterismo> Religiãol 29/07/2011 lAcessos: 1,928
    Marcelo dos Santos Rodrigues

    O cenário da época era de dessolação e diante desse cenário o profeta Ezequiel ele não fala sobre os ossos secos, mais sim aos ossos secos. Um povo que ainda se encontrava no exílio e não cria mais que retornariam a Jerusalém e que nem tão pouco voltariam a adora o Deus único.

    Por: Marcelo dos Santos Rodriguesl Religião & Esoterismo> Meditaçãol 29/07/2011 lAcessos: 199
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