Controle Remoto
BLECAUTE ILUMINADO NO OLHAR.
Como toda maré orgulhosa de sua prole, estimulou para todo sempre a introversão já arraigada e uma timidez severa no seu filho, que sempre reagia de cara amarrada a novas experiências, sejam elas quais forem, boas ou ruins. A Fé do menino era domada a dentes pela mãe, sempre sugerindo e induzindo a ele acreditar nas coisas na qual, ela acreditava desacreditando.
Improviso. Esta palavra era proibida no lar, para que o filho sempre fosse e fora o que a mãe havia planejado para ele, antes mesmo dele existir. Assim sendo, este menino era na verdade, um controle remoto em forma de gente. Mas, num dia ensolarado, o olhar dele passivo e cheio de curiosidade, viu algo extremamente diferente, que a sua mãe nunca lhe havia dito que existia: um olhar languido, curioso, um olhar feminino. Pela primeira vez ele se viu num olhar feminino, para desespero de sua mãe, que já havia planejado toda a sua vida ao lado de outro olhar da sua preferência. Olhar este que era pra ser sacramentado oficialmente através de um casamento.
Dizem até que um mero olhar pode ser o inicio de tudo ou nada. Quando e tudo, automaticamente este olhar enxerga a alma de quem o está fitando com um olhar blasé, pois no dia ensolarado, o menino enxergou ali uma menina. Pensou que talvez fora todo feito pra ele, ela. Mas, abaixou os olhos tímidos, e viu que nunca poderá colocar para fora o ser desejante e desejado, que ele nunca imaginara ser ali para ela.
O desejo não e algo físico que se vê. Mas através dos raios solares o desejo refratou-se por osmose. Naquele exato momento ele viu nela a sua imagem e semelhança. Embora nunca poderá dar vazão a este desejo retumbante, pois ele é um controle remoto humano. Mas quem disse que controles remotos não podem ter sentimentos não – programados?
Mas a mãe, que tinha trejeitos ultrajantes de uma cadela pequenez com sífilis, encontrou todo o “não sentido da sua vida” numa espiritualidade cambaleante e social. Iludindo a ela e a todos os que haviam encontrado um sentido pra a sua prática como ser evoluído. Prática que não tinha dogmas, doutrinas. Era uma “religião-ghost”: só aparecia quando havia patrocinadores que a bancavam.
No primeiro dia de sua pratica, vestiu o seu filho de anjinho e colocou um cartaz em letras garrafais e berrantes, mostrando que ali estava nascendo uma nova pessoa. Mostrando a todos que não ousavam discordar dela, que ela havia chegado ao nirvana através dessa prática. Só assim ela conseguia fugir da punição da sua sombra, que queria que ela visse o lado escuro de ser a sombra dela. Pobre sombra!
Mas graças ao nosso Bom Deus, ele desceu a Terra e, pisando de mansinho com sapatos brancos feito de nuvens novas, fez o menino esbarrar com aquele olhar feminino gerando um descompasso elétrico no seu coração. A programação do menino como controle remoto, findou-se, para choque absoluto da programação maternal, de sua mãe. E sorriu para a menina que nunca fora programada para existir na Terra, pelo o contrario, na verdade era pra ela nem existir, porque ela era um acidente que fugiu da programação de uma pílula anticoncepcional.
TEXTO REVISADO POR MURILO GOMES, MY FRIEND.
(Artigonal SC #990198)
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Se o mestre é, por excelência, o elemento chave da formação, como este se forma? Tal questão é tratada, sob a aguda crítica de Nietzsche à metafísica tradicional, por um viés singular, na obra "Assim Falava Zaratustra".
Costuma-se, de maneira um tanto reducionista, classificar esta obra como uma determinada leitura ou projeção do Brasil, que traduziria os debates de uma época em representação da perspectiva cultural e sociológica de nosso país . Tentaremos, não uma refutação, porém uma perspectiva bastante diversa desta última, enveredando por um outro viés cuja leitura acreditamos o romance poder suscitar. Abordaremos a trajetória de Policarpo Quaresma, em suas três Partes, como "atos de uma tragédia".
Este artigo trata do romance "Frankenstein" de Mary Shelley segundo a questão ontológica e os problemas decorrentes. Fazendo um percurso na tradição filosófica, são delineadas questões intrigantes suscitadas pela obra, que se mostra única em seu tempo.
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Preso pela trajetória literária de Melville, o texto narra a vida de Moby e seus enfrentamentos frente a um mundo que o persegue e o reduz.
Todo controle remoto tem uma determinada programação, que durante um tempo funciona perfeitamente bem. Mas quando uma pessoa fora concebida para ser e funcionar como um controle remoto, o que pode acontecer a ela? Foi assim que aconteceu com o menino (que gostava de ouvir historias, repassá-las para seus amigos e cantar) vindo de uma mãe cujo todo o seu universo psicológico conhecera apenas uma palavra: SUPER PROTECAO.

