Doutor Morte

Publicado em: 18/11/2009 | Comentário: 0 | Acessos: 46

Prólogo

Algo horrível havia acontecido dentro de uma clínica. Uma grande confusão de pessoas e equipamentos: policiais, médicos, pacientes e funcionários correm de um lado para outro. Sirenes de ambulância e de carros de polícia davam o som de uma dança sinistra irrigada à sangue e adrenalina. Médicos e enfermeiros trazem macas e outros apetrechos. Policiais impedem o acesso de curiosos ao local.

……………………………………..

Um paciente havia brutalmente assassinado um médico. Não sabia-se o que realmente havia acontecido: latrocínio, crime passional, um psicopata (?). Os repórteres e suas câmeras televisivas tinham chegado e foram impedidos pela polícia de filmar e fotografar o local do crime. Uma arrogante e conhecida jornalista tenta entrar a qualquer custo, sendo impedida por um policial que controlava a entrada e a saída de pessoas na clínica.

(Exibindo no pescoço um vistoso crachá, a Jornalista faz sinal para que o cinegrafista e seu assistente a seguissem.)

Jornalista - Com licença seu guarda, preciso fazer a matéria para o telejornal. (Meio bronco.)

Policial - Ninguém pode entrar  não.

Jornalista - Como assim? O Jornal vai ao ar em duas horas, tenho de gravar e ainda editar o material.

Policial -  Ninguém entra. Ordens superior. (Nervosa e irritada.)

Jornalista - Isso é um absurdo! O senhor sabe com quem está falando e a TV que eu represento? Vou me queixar diretamente ao Gabinete Militar! (A  Jornalista e o Policial continuam a discutir.)

Enquanto isso, dentro da clínica…

Havia trabalhado no IML. Seu rosto era de um um branco sepulcral. Aquele médico magro e franzino de grandes sombrancelhas negras, jazia estirado no chão, degolado. Seu sangue grosso de um vermelho escuro quase negro, estava esparramado por todo o recinto tendo chegado à inundar também parte da recepção. O  que restava do sangue daquele corpo seco, brotava da artéria cortada e exposta, formando um quadro dantesco. Um homem de cerca de quarenta anos, ensangüentado e ferido, sai conduzido pela polícia até a ambulância que estava estacionada na entrada da clínica. Pálido, trazia nos olhos a expressão do mais terrível pânico. Ao ver os jornalistas com suas câmeras ligadas, começa a vociferar e a gesticular ensandecidamente.

Paciente -  A Besta maligna! Recipiente das entranhas pérfidas de Belzebu e Astaroth, te peguei! Te pegueeii!!

(Enquanto o paciente era filmado entrando na ambulância segurado por policiais, chega o Chefe de Polícia que dirigi-se ao Subtenente. Este por sua vez, bate continência ao Chefe, que responde.)

Chefe de Polícia - O que aconteceu por aqui Subtenente?

Subtenente - Um homicídio Chefe.  (O Chefe de Polícia fica impaciente com a burrice do subordinado.)

Chefe de Polícia - Estou vendo que foi um homicídio, seu Sub. O que me interessa saber são as particularidades deste crime brutal. E então?

Subtenente -  Estamos colhendo ainda as provas chefe. Temos dois perito trabalhando no caso e prendemos o suposto assassino: o paciente Assis Batista.

Chefe de Polícia -  Me mande tudo o mais rápido possível, agilize a marcação do interrogatório e me avise. Estou pressentindo que este caso ainda vai dar dor de cabeça pra muita gente...

(O Subtenente bate continência ao Chefe de Polícia e retira-se.)

Subtenente - Entendido chefe.

O Chefe de Polícia, depois de observar atentamente o ambiente e o trabalho dos peritos por mais um pouco, retira-se do local. Dias depois, ele já tinha analisado as evidências encontradas na cena do crime. Tinha também, conseguido a ficha de trabalho do médico assassinado. Ele mudava de clínica e de cidade de seis em seis meses e constava em sua ficha junto aos Conselhos de Medicina, um total de quatrocentos e vinte e dois óbitos. Todos justificados com laudos periciais e com a concordância expressa das respectivas autoridades de que as mortes ocorridas, não eram fruto de imperícia médica e sim, de causas naturais ou choques provocados por “reações adversas”, próprias da natureza de cada paciente quando em contato com procedimentos médicos usuais. Entraria para o Guiness Book com folga, pois era o maior “Doutor Morte” que já tinha-se tido notícia em toda a história da medicina.  Na sala de interrogatório… (Dirigindo-se ao interrogado seriamente.)

Chefe de Polícia - Vejamos… Sem antecedentes criminais… Trabalho e residência fixos… Senhor Assis Batista de Albuquer… Temos provas para acusá-lo e prendê-lo por assassinato em primeiro grau. Qual a razão para ir à uma consulta médica e cometer um crime assim tão brutal?

Assis Batista - Doutor, eu escapei da morte. O médico tentou me matar… Estava possuído pelo demônio. Ele assassinava os pacientes há  mais de vinte e um anos! (Espantado.)

Chefe de Polícia - O quê? Algum tipo de satanismo?

Assis Batista - É sim, doutor. Eu sei que é difícil crer, mas é a  mais pura verdade. (Incrédulo.)

Chefe de Polícia -  Então conte tudo desde o início.

Assis Batista - O senhor talvez ache o que vou contar muito estranho…

- Estava com uma dor e inflamação de garganta muito forte, e resolvi ir ao médico de costume. Mas naquele dia, ele havia viajado. Então, abri o catálogo do convênio e escolhi aleatoriamente uma clínica da lista. Liguei e marquei a consulta. Era uma sexta-feira e somente o último horário estava disponível. Quando cheguei, a secretária me atendeu e foi embora. Começaram então os relâmpagos, os raios, os trovões e a chover muito forte. Iria ser uma daquelas tempestades... Vi a porta entreaberta e perguntei se podia entrar. O médico estava olhando fixamente para alguns papéis na mesa e não me disse uma palavra. Apenas me mostrou com um gesto onde deveria me sentar. Me sentei na cadeira, que estava na frente dele, aguardando ser atendido. Faltou luz, e, à exceção de alguns eventuais clarões dos relâmpagos que eram refletidos dentro do consultório, ficamos na mais completa escuridão. Ele acendeu uma grande vela vermelha. Como técnico em enfermagem, fui logo dizendo os sintomas. Ele se aproximou e começou a olhar minha garganta. Perguntei o que ele iria fazer e ele não me respondeu, também notei que tinha os olhos fumegantes. Muito assustado, nem perguntei o que era aquilo, quando a porta fechou-se sozinha batendo muito forte. Foi então que vi em sua mão um bisturi, se movendo em minha direção com a intenção de me ferir. Rapidamente, me esquivei, ele então tentou me atingir de novo e outra vez, agilmente me desviei e lhe desferi um pontapé na barriga, foi quando ele perdeu o equilíbrio e caiu. Neste momento, percebi que no teto haviam demônios alados, todos horríveis e com rabos, meio lagartos meio homens, todos nus e com grandes pênis eretos. Todos riam e voavam em círculos fazendo obscenidades. O médico se levantou e me atacou novamente e outra vez me esquivei, peguei uma balança que estava à vista e acertei-lhe um violento golpe na cabeça que lhe fez cair e perder a consciência por alguns instantes. Antes que ele voltasse a si, peguei o rolo de esparadrapo que estava à vista, amarrei-lhe fortemente os pulsos e as pernas, e começei a rezar o Pai Nosso em voz alta e a fazer o sinal da cruz. Quando olhei de novo para o teto, os demônios haviam sumido. O médico havia voltado a si e os olhos dele estavam normais. Perguntei o que significava tudo aquilo? Os olhos em brasa, os demônios no teto, sua tentativa de me matar…

Chefe de Polícia -  E qual foi a resposta?

Assis Batista - Ele calmamente, começou então a me contar uma história do outro mundo…

(Voltando no passado vinte e um  anos…)

Tinha acabado de se formar em medicina e havia se casado recentemente. Sua mulher era possuidora de rara beleza, educação e gentileza. Sua pele era alva e macia como uma rosa branca. Seus cabelos de uma cor negra incomun, contrastavam com seus lindos olhos verdes, verdadeiramente uma mulher belíssima e refinada. Os dois jovens eram muitíssimo apaixonados e sua alegria de viver era imensurável. Parecia que aquela felicidade não iria ter fim, enchendo-lhes tanto os corações que às vezes sentiam que iriam explodir de tanta felicidade. Num dia chuvoso, apenas dois meses depois do casamento, sua amada esposa, ao  descer uma escorregadia escada da casa, perde o equilíbrio, cai e bate sucessivas vezes com a cabeça nas quinas dos degraus. Tinha sofrido traumatismo craniano e havia entrado em coma profundo. Após a realização de todos os possiveis procedimentos, a moderna medicina, não tinha mais o que fazer. Os médicos não o deixavam se aproximar da esposa tal era o seu desespero. Pensou em suicídio já que não podia salvá-la. Desesperado, sem saber mais o que fazer, desacreditado da ciência, volta-se para o ocultismo. Procura soluções através das mais variadas religiões e seitas nacionais e estrangeiras: católica, evangélica, espírita, umbanda, macumba, candomblé, quimbanda… Mas a única coisa que havia conseguido de fato, era perder todo o dinheiro que possuía. Tinha ouvido falar sobre uma feiticeira - maga negra - que morava perto de um povoado isolado e que não constava do mapa, situado no alto da Serra do Espinhaço. Ela vivia em uma cabana feita de barro e sapé, isolada de tudo e de todos. Diziam, entre tantas outras coisas, que ela tinha feito um pacto com o demônio, pois sua idade ultrapassaria cento e vinte anos. Foi ver a Feiticeira. Sobe a Serra de carro até chegar ao povoado e pergunta - na única venda existente - onde poderia encontrar tal pessoa. Informaram-lhe que ela morava há nove quilômetros ao norte, depois da última casa do povoado, sendo possível chegar somente a pé ou à cavalo. Caminhou os nove quilômetros. Do alto daquela serra, avistava-se uma natureza maravilhosa e exuberante, ainda muito pouco tocada, onde o verde e o azul predominavam na paisagem, cortados apenas pelo vermelho pálido de uma estreita estrada de terra. Finalmente alcança a cabana da feiticeira. Ela estava do lado de fora dando de comer à algumas galinhas que andavam soltas pelo terreiro. Aquela velha mulher tinha os cabelos muito brancos e mal cuidados, trajava um vestido estranhíssimo, cheirava mal e fumava um cachimbo de barro típico da região. Ela repara na chegada do estranho e olha fixamente para ele, enquanto o jovem médico aproxima-se.

Jovem Médico - Vim lhe procurar para resolver um assunto… Preciso de sua ajuda.

Feiticeira - Que assunto?

Jovem Médico -  Minha mulher. Está quase morta. (Balançando a cabeça  negativamente.)

Feiticeira - Tsci, tsci, tsci… Situação muito difíci...  E o preço muito alto também.

Jovem Médico - Qual é o preço?

Feiticeira -  O que Ele pidi.

Jovem Médico - Eu pago.

Feiticeira - Vai podê vê a moça por vinte um dia só.

Jovem Médico -  Aceito.

Feiticeira - Tsci, tsci, tsci…

Jovem Médico -  O quê?

Feiticeira -  Fazê um pacto cum Dêmu? Hi! Hi ! Hi! Um pacto de vida e mórti cum Cão? Hi! Hi ! Hi!

Jovem Médico -  Sim.

Feiticeira -  Intão você vêm aqui sexta fêra à meia noite em ponto, vistido todo de preto. Traz um cabritinho vivo e treis garrafa de cana, que nóis vamo comêçá o trabalho pro Dêmu.  (O sol nasce e cruza o céu passando do nascente ao poente até se ver a noite e a lua, aceleradamente três vezes seguidas.)

Noite de sexta-feira no alto da Serra do Espinhaço. O jovem e desesperado médico, aproxima-se da cabana na hora marcada com as oferendas, bate na porta mas não obtêm resposta. Cuidadosamente, ele empurra a porta e entra. O ambiente dentro da cabana está iluminado apenas pela luz que vem de um círculo de velas acesas - negras e vermelhas. No centro do círculo, está a Feiticeira que gira um caldeirão e de onde saem fumaça de variadas cores: roxo, ocre, vermelho, cinza, preto… De vez em quando, faíscas fantasmagóricas e reluzentes saem do fogo, embaixo do caldeirão.  A feiticeira está em transe e balbucia palavras incompreensíveis.

Feiticeira - Bibliôt, asnun vit nam orion petsck, Astaroth! (A velocidade da pronúncia de cada frase aumenta proporcionalmente à velocidade dos movimentos dos braços da Feiticeira no caldeirão.)

- Bibliôt, nunas tiv man noiro kcstep, Htoratsa!

(Foi-se formando uma nuvem de fumaça de grandes proporções e que começava a ocupar todo o ambiente.)

- Bibliôt, asnun vit nam orion petsck, Astaroth!

-  Bibliôt, nunas tiv man noiro kcstep, Htoratsa!

Sente-se então, um cheiro insuportável de enxofre e de podre no ar… No meio da nuvem, vê-se o espectro do demônio que havia sido invocado pela Feiticeira.

Demônio -   O que você quer mortal?

Jovem Médico -  Minha mulher de volta à vida.

Demônio -   Você a terá! Mas para cada dia que ela viver, você me servirá um ano! Entre no círculo!

(Eloqüente, mais forte e apontando a direção.)

- Entre no círculo!

A Feiticeira aproxima-se do Jovem Médico com um punhal, toma-lhe o cabritinho e enfia o punhal diretamente no coração do animal que debate-se soltando urros horríveis. O sangue do cabritinho escorre do buraco aberto para dentro do caldeirão. Depois que todo o sangue do animal escoa e ele morre, a Feiticeira aproxima-se do médico e corta-lhe superficialmente o pulso, fazendo o sangue sair, ao mesmo tempo que a Feiticeira puxa seu braço colocando-o em cima do caldeirão e recolhendo o sangue. Neste instante, uma ventania invade o ambiente e tudo começa a rodar. Pequenas explosões acontecem em lugares alternados no recinto, até que uma grande explosão no caldeirão faz com que a nuvem se desfizesse e tudo fosse para os ares. O ritual satânico havia terminado. O Jovem Médico, vendo que seu pulso continuava a sangrar, retira um lenço do bolso, amarra firmemente no corte  e vai-se embora. Em casa, no outro dia de manhã cedo, recebe um telefonema do hospital: sua amada esposa inexplicavelmente, havia se levantado do leito da U.T.I.! Os médicos tinham feito exames para confirmação daquele estado e tinham lhe dado alta. O transporte especial do hospital estava trazendo sua amada para casa. Durante aqueles memoráveis e felizes dias, eles viajaram, se amaram, se divertiram, beberam e comeram do bom e do melhor, até que chegasse o vigésimo primeiro dia…

Na sala de jantar do casal, exatamente à meia-noite, ao término das doze badaladas tocadas por um antigo relógio de parede, sua esposa, subitamente, cai morta. O Jovem Médico que estava no toalete, retorna e encontra o corpo inerte de sua esposa no chão. Ele a segura, apertando-a junto ao peito. Inconsolável, chora compulsivamente.  Era o fim.

Semanas depois… (No consultório de uma clínica médica em alguma cidade interiorana do país, o Jovem Médico está escrevendo algo em sua mesa, quando repentinamente, um cheiro insuportável de enxofre e de podre, inunda o ambiente. Surge então, a forma distorcida do demônio em meio à uma nuvem de fumaça.)

Demônio - Chegou a hora de começar a pagar o que me deve! (Aquele espectro diabólico que ocupava quase todo o consultório, começa a girar e a girar, cada vez mais rápido até entrar, sob a forma espiralada, para dentro da boca e dos olhos do médico, que se transformam em brasa viva. Neste momento, uma jovem senhora com uma ficha na mão, entra no consultório e deixa o papel em cima da mesa do médico, indicando com o dedo o lugar onde está doendo.)

Jovem Senhora - Bom dia, Doutor. Estou com uma dor  muito forte aqui no peito.

O médico possuído, aproxima-se da paciente e sem dizer uma palavra, começa a olhar fixamente para os olhos dela. O que acontece a seguir é algo indescritivelmente fantasmagórico, pois demônios  e fumaça saem pelos olhos e pela boca do médico e entram nos olhos e na boca da paciente que permanece imóvel, como que congelada, com os olhos também em brasa, até que um ataque cardíaco fulminante a joga ao chão do consultório. (Voltando à sala de interrogatório...)

Assis Batista - Isto aconteceu durante vinte e um anos seguidos. Todas as mortes que se seguiram, foram, clinicamente perfeitas. Os laudos periciais acusavam as mais variadas causa mortis. Tudo absolutamente justificado dentro do código de ética médico e das leis vigentes.

Chefe de Polícia - Mas, se ele estava imobilizado, porque o senhor o assassinou assim tão friamente?

Assis Batista - Ele estava amarrado por esparadrapos, não por correntes de ferro Doutor! Tudo estava sob controle até que uma fumaça surge no teto do consultório e tudo começa a girar outra vez. Os demônios aparecem outra vez e os olhos do médico se transformam em brasa viva. Foi quando ele, facilmente, se libertou e me atacou. A luta foi desigual. A força daquele aparentemente fraco homem, era descomunal. Me jogava de um lado para o outro como se eu fosse um brinquedo. Naquele momento, senti que a minha hora tinha chegado. Mas Deus foi maior! Um espelho que tinha sido quebrado no meio da luta, me serviu de arma e enfiei-o no pescoço dele, foi quando alcancei o bisturi e terminei de matá-lo.

Chefe de Polícia - O senhor então alega legítima defesa?

Assis Batista - Isso mesmo.

Chefe de Polícia - Merda! Outro caso de rituais satânicos com óbito para a promotoria!

(O Chefe de Polícia está visivelmente irritado e lê a manchete da primeira página do jornal sobre o caso. Rapidamente, fases da lua são vistas em seqüência formando sete luas cheias. Vê-se agora o final do julgamento e a sentença do Juiz em relação ao “Crime do Espelho”, tal como havia sido amplamente noticiado pela imprensa.)

Juiz -  Todos de pé, por favor. Finalmente chegou-se ao veredicto e à sentença, que a seguir leio para todos: o Réu, Assis Batista de Albuquer, foi considerado culpado de todas as acusações que lhe são atribuídas. Por crime hediondo, deverá ser retirado do convívio da sociedade e mantido em manicômio judicial de segurança máxima pelo tempo de vinte e um anos. Eu, Epaminondas Souzabreu de Vasconcellus, Juiz de Direito do Tribunal do júri, encerro este caso.

(Assis Batista, veste terno e gravata e tem as mãos presas por algemas. Está sendo conduzido para fora do recinto por dois policiais.. Resistindo, olha uma última vez para trás, encarando o Chefe de Polícia com uma expressão de ódio inumano. Neste momento, seus olhos tornam-se em brasas vivas e tudo se “congela” neste ponto…)

___________________________________________________________

Personagens

Jornalista

Policial

Assis Batista de Albuquerque (paciente)

Chefe de Polícia

Subtenente

Médico Possuído

Jovem Médico (O Médico Possuído, vinte e um anos atrás)

Esposa do Jovem Médico

Feiticeira da Serra do Espinhaço

Demônio

Jovem Senhora

Vários Pequenos Demônios alados

Juiz

Figurantes

______________________________________________________________________________

Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas, instituições ou fatos da vida real, é mera coincidência.

Título: DOUTOR MORTE

Autor: Viana, Andersen - Obra Registrada na Biblioteca

Nacional  - Copyright© 2004 by Andersen Viana

Todos os direitos reservados e assegurados por lei.

................

Outros links do mesmo autor: www.andersen.mus.br

www.youtube.com/user/TheAmadeusProd

http://acigarraeaorquestra.blogspot.com

(Artigonal SC #1473431)

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    Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/ficcao-artigos/doutor-morte-1473431.html

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