O Arco- Íris
Um velho passeia todos os dias pelo campo, lá onde mora o conhecem como um homem estranho para uns, para outro um sonhador, contador de histórias, mas ninguém sabe nada sobre ele.
Mora em uma casinha a beira da mata cercada por um belo jardim muito bem cuidado e também os canteiros com todos os tipos de suas ervas medicinais.
Dizem que este pequeno terreno foi doado pelo dono da fazenda em agradecimento por ter curado sua esposa, a mãe de Luiz que havia adoecido, ele fez um preparado com algumas de suas ervas, ela ficou curada.
Comentam que ele ouve e conversa com os pássaros, animais, adora passear pelos campos floridos onde os capinzais em flores, que o vento faz dançar ao ritmo da sua força espalhando o seu perfume por todos os recantos.
Certa vez ele deitou-se no gramado verdinho e fofo, colocando as mãos sob a cabeça, olhando para o céu.
Um garoto chegou e perguntou:
__ Oi, amigo Paulo, posso deitar-me aqui ao seu lado?
__ A vontade amigão, sua presença sempre é bem vinda, somos amigos há muito tempo.
__ Por que você olha para céu com tanto interesse?
Paulo sorriu, batendo a mão no gramado dizendo:
__Deite-se aqui, você sabe que gosto muito de sua companhia.
__Olhe Luiz, o céu e vê o vento espalhando as nuvens e o sol brilhando lá em cima!
__ Sim, estou vendo.
Luiz preste atenção, vou contar-lhe o que estou ouvindo.
O vento e o sol se encontraram e começaram a conversar, e resolveram fazer um desafio.
Então o vento disse ao sol:
__ Vamos ver quem faz o desenho mais bonito no céu?
__ Certo, e quando começamos?
__ Pode ser agora disse o vento. Os raios dourados e brilhantes do sol aqueceram as águas límpidas e cristalinas das fontes, rios, riachos, lagoas, mares formando gotículas leves.
O vento carregou-as para o alto e com as mãos de artistas, espalhou-as pelo céu, formando majestosas nuvens. Que belas figuras! Pareciam flores, animais, montanhas...
Aquelas nuvens, todavia, tinham a mesma cor.
Caiu uma chuvinha leve, e os dois não se mexeram do lugar prestando atenção a tudo.
O céu pintou-se tudo de azul celeste.
O vento vaidoso de sua obra, disse ao Sol:
__ Trabalhe um pouco. Veja se consegue fazer desenhos mais bonito que os meus!
O Sol sorriu e quietinho, quietinho, escolheu muitas gotinhas que flutuavam no ar e lançou sobre elas seus raios.
Que maravilha! Imediatamente apareceu no céu um arco com sete cores: amarelo, verde, azuis claros, anil, roxos, alaranjados e o vermelho em degradê.
Oh! Que coisa mais bela de se ver, o arco-íris com suas cores que no céu enfeitou como se fosse um lugar encantado, de onde as cores se lançavam de um lugar indo enfeitando até o outro lado com suas cores que dão um colorido sem igual, falou Paulo com intusiasmo.
Luiz com os olhos brilhantes, falando:
____Seu Paulo, foi tudo isso que o senhor ouviu?
__Claro amigo, você viu tudo o que aconteceu no céu, não viu?
__Ah, isso é verdade, eu vejo. E se todos que virem o arco-íris com os seus olhos iriam ficar encantados.
Se nós pararmos para pensar são os presentes que Deus nos deu para que lembrássemos que tudo aqui é vida, amor e muita paz.
Luiz sorriu e agradecia a Deus por ter posto em seu caminho um contador de histórias maravilhoso.
Profa. Neuza Razza - www.historiasecontos.com.br
(Artigonal SC #705024)
Em que relevo poderemos colocar, nas linhas que se seguem, a Poesia Épica – em especial Homero e sua Odisséia? Que valores nos são legados pelo legendário poeta e por que ainda se nos mostram tão fecundas suas fantásticas narrações? É possível, por assim dizer, em nossa modernidade, um diálogo com este poema – já que dele nos dista esta barreira indelével de mais de duas dezenas de séculos? É o que tentamos examinar neste artigo.
Se o mestre é, por excelência, o elemento chave da formação, como este se forma? Tal questão é tratada, sob a aguda crítica de Nietzsche à metafísica tradicional, por um viés singular, na obra "Assim Falava Zaratustra".
Costuma-se, de maneira um tanto reducionista, classificar esta obra como uma determinada leitura ou projeção do Brasil, que traduziria os debates de uma época em representação da perspectiva cultural e sociológica de nosso país . Tentaremos, não uma refutação, porém uma perspectiva bastante diversa desta última, enveredando por um outro viés cuja leitura acreditamos o romance poder suscitar. Abordaremos a trajetória de Policarpo Quaresma, em suas três Partes, como "atos de uma tragédia".
Este artigo trata do romance "Frankenstein" de Mary Shelley segundo a questão ontológica e os problemas decorrentes. Fazendo um percurso na tradição filosófica, são delineadas questões intrigantes suscitadas pela obra, que se mostra única em seu tempo.
quatro crianças perdidas numa floresta mal assombrada
O lobisomem está na moda;não só ele,seus arqui-inimigos,os vampiros,também. Desde Plínio,o Antigo,Heródoto,Plauto,Varrão,Santo Agostinho,Ovídio e outros menos votados que já se falava em lobisomem. Remonta às lupercais,festas realizadas em Roma,no mês de fevereiro,oriundas da Grécia,em que se celebravam os Lupercii Julii,tendo Marco Antonio como Sumo –Sacerdote. Ele mesmo, o de Cleópatra. Leia mais...
2012 O FIM DE UM COMEÇO ASSUSTADOR. Por: Germano Gonçalves. © Há quando criança ouvia falar dos anos dois mil, coisas estranhar aconteceria; os automóveis voariam, as pessoas usariam controles para acionar a televisão, ouvir músicas, os carros se locomoveriam sozinhas naves espaciais como transporte, chips colocado em pessoas, e que o mundo acabaria assustador não! E eu vivia na minha periferia, com meus carrinhos de rolimã, brinquedos de madeiras feitos pelo meu pai brincavam na rua e em terren
Preso pela trajetória literária de Melville, o texto narra a vida de Moby e seus enfrentamentos frente a um mundo que o persegue e o reduz.
Uma linda e delicada borboleta vem batendo suas asas muito coloridas e pousando em cada flor para sentir o perfume adocicado das flores.
Que coisa mais gostosa quando em nosso rosto bate o vento suavemente, como se fosse uma leve caricia. Se fosse sempre assim como seria bom, é o pensamento de uma linda e majestosa palmeira, com suas folhas verdes, brilhantes balançando ao sabor daquela brisa que levanta suas folhas como se estivesse em um baile, rodopiando alegremente nos braços desse vento delicado e amoroso pelo imenso salão todo iluminado.
Bob um garoto alegre e brincalhão, morava numa chácara com seus pais e avós. È muito conhecido por todos, anda sempre com um bermudão que bate até o meio das pernas e camiseta larga e na cabeça um chapéu de palha com a aba desfiada como esses usados em festas juninas e nos pés calçados com botinhas de couro.
Em uma bela casa de campo com seu imenso quintal, onde circula por todos os cantos como senhor absoluto o gato Benê, com seu andar elegante de cabeça altiva, com seus pêlos limpos, perfumados e brilhantes. Convivendo no mesmo espaço com a cadelinha Lilica toda enfeitada como se fosse uma menininha metida. Mas Benê nem toma conhecimento dela, é como se ela nem existisse.
Há muito tempo atrás havia ao norte do Amazonas uma tribo de índios chamada Ianomâmi
Certa vez houve uma revolução no fundo do mar, quando uma mãe desesperada viu que de sua ninhada nasceu uma coisinha que não era de sua formação genética e que não era de nenhuma que alguém tenha visto por ali. Era um bebê pequenino, desajeitada com quatro patinhas, carinha triste, aparência envelhecida, sem escamas, sua pele revestida de couro e com uma boquinha esquisita. Era muito diferente de todos os irmãos. A mãe não se conformava, e a rejeição logo foi sentida por todos no fundo do mar. Para eles era uma aberração algo nunca visto.
Um velho passeia todos os dias pelo campo, lá onde mora o conhecem como um homem estranho para uns, para outro um sonhador, contador de histórias, mas ninguém sabe nada sobre ele.
Todos os sábados, domingos e feriados, os pescadores se reúnem para fazer suas pescarias e também contar causos que nem sempre são verdadeiros, no rancho que eles construíram a beira do rio Paraná.


