O Vento

Publicado em: 13/09/2009 | Comentário: 0 | Acessos: 58

   Que coisa mais gostosa quando em nosso rosto bate o vento suavemente, como se fosse uma leve caricia. Se fosse sempre assim como seria bom, é o pensamento de uma linda e majestosa palmeira, com suas folhas verdes, brilhantes balançando ao sabor daquela brisa que levanta suas folhas como se estivesse em um baile, rodopiando alegremente nos braços desse vento delicado e amoroso pelo imenso salão todo iluminado.

  Mais tarde, o Sol escondeu-se entre as nuvens escuras e carregadas prometendo muita chuva e vento nada agradável, prenunciando que nada seria fácil nesse dia.

  O vento atinge com toda a sua fúria a palmeira e suas folhas, dobrando-as jogando para todos os lados, ferindo, derrubando algumas delas já mais fracas por todo esse ataque cruel.

  A palmeira perdeu a paciência e chamou-o muito brava:

____Senhor vento pare e venha até aqui, pois preciso ter uma conversa muito séria com você.

 O vento chegou todo arrogante e na sua petulância foi logo dizendo:

___O que de tão especial você quer conversar comigo?

 A palmeira olhou bem para o vento e perguntou:

____Senhor Vento, o porquê, em um momento você é delicado, doce, carinhoso, em outras, vem furioso despejando toda sua fúria contra nós pequenas e frágeis plantas?                Não sente nada quando passa destruindo tudo, deixando um rastro de desolação e morte? Qual o sentimento que o empurra a fazer essas barbaridades, sem pensar nas conseqüências desse ato. Pelo jeito não tens coração, só pensa em si mesmo, e para você não existe ninguém, não é? Então por que um dia vem até nós tão suave e carinhos e outro tenebroso?

____Sabe que isto me deixa muito triste, porque pensava que éramos amigos, mas olhe bem como fiquei toda maltrapilha sem minhas lindas folhas que você adora bater suavemente nelas como um abraço cheio de amor e carinho. E pense numa boa resposta porque não estou para brincadeira. Estou tão irritada como nunca pensei que fosse ficar.

 O Vento cabisbaixo pensando em tudo que ouvira e num murmúrio pediu desculpas, prometendo ser mais delicado, pois não queria perder a amizade dessa amiga que sempre o respeitara e fazia de tudo para que ele fosse feliz.

  E num braço afetuoso ficou selado que uma amizade como a deles seria eterna enquanto teriam vida.

Neuza Razza - www.historiasecontos.com.br

 

(Artigonal SC #1225502)

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    vento

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