Tratado Do Amor (Falando De Amor- Minha Ficção)

30/01/2010 • Por • 401 Acessos

TRATADO DO AMOR

(Falando de Amor- Minha Ficção)

Introdução

É  muito bom poder conversar francamente com as pessoas, colocar nossos pontos de vista sobre determinados assuntos, expor nossos desejos, vontades, enfim, falar de tudo. Mas sabemos que estar frente a frente e dizer o que pensamos nem sempre é fácil para quem quer falar e muitas vezes é difícil para quem está ouvindo. Mutia pessoas preferem expressar o que sente por escrito, por isso, achei por bem (porque não sabia qual seria a sua reação) lhe escrever algumas linhas.

Verás que não se trata de poemas, poesias (mas se quiser escrevo uma para ti) ou frases elaboradas ou direcionadas a uma conquista, porque a finalidade é expor pontos de vista, e após ler espero merecer conhecer sua opinião. De todo modo o que importa é você saber que estou procurando ser autêntico e transparente, mostrando um pouco da minha vontade, desejos, personalidade.

Há ainda um fator que gostaria de colocar. Analisando o contexto de como as coisas aconteceram, pude sentir que se for para dar certo dará. Veja que o meu interesse é por sua pessoa única e exclusivamente, não há nada, além disso, o que me interessa, o que quero é você mulher, toda, de corpo, alma e coração. Talvez por isso tenho insistido com você, enquanto, com suas razões, de certa forma tem resistido, o que é compreensível, dado a brevidade do tempo e a profundidade com que me exponho a você, às vezes até assustando-a ou porque não está acostumada a ouvir ou já ouviu muito e não acredita mais, contudo, cabe a você avaliar.

O TEMPO

Minha orientação parte do princípio de que somos livres e iguais, embora às vezes nos deparamos com situações diametralmente contrárias, mas no momento o o que busco é construir, de fato, um caminho sólido para entender e aceitar uma relação entre duas pessoas o que de fato exige tempo, logo, concordarei com você se me disser que tudo está indo muito rápido.

Minha querida, o tempo do tempo nem sempre é o nosso tempo, explico: O tempo em que deve ou deveria acontecer determinado fato, ou seja, em nosso caso algo que desejamos, não necessariamente acontece ao tempo que desejamos, (no momento determinado) que queríamos. Isto implica que indiferente as nossas vontades as coisas podem acontecer naturalmente, portanto, não é necessariamente a nossa vontade que determina o momento dos acontecimentos, isto se seguirmos o raciocínio natural. No entanto, não podemos ignorar que de certa forma temos participação nos acontecimentos de nossas vidas, pois são nossas ações que determinam mudanças constantes ao longo da nossa existência. Nesta última visão quero agir de modo que o tempo seja companheiro e faça acontecer aquilo que desejamos (no meu caso desejo tê-la todo dia).

Se for certo que estamos iniciando uma relação, te digo que para mim ela já nasceu forte, o tempo neste caso será apenas um aliado para a consolidação de nossas intenções.

A LIBERDADE

Ser livre é mais do que pensamos no aspecto físico de ir e vir, é poder decidir, pensar, realizar, aceitar, rechaçar, liberdade é poder agir e manifestar sobre tudo respeitando o direito e os sentimentos alheios. Sendo assim, a liberdade não conhece limites senão aqueles impostos pela natureza e aqueles direitos elementares a uma razoável vida social.

Nesta ótica um momento importante para exercemos a liberdade diz respeito à escolha da pessoa com a qual desejamos estar, ficar, namorar, casar, gostar, amar. Veja que temos a liberdade de escolha, e quantas vezes a fazemos erroneamente. Se o tema é relativo à convivência, presumo que seja de real importância uma boa escolha, visto que estaremos propensos a abrir e compartilhar a porta que leva aos nossos momentos mais íntimos e profundos, e não é demais afirmar que após abrirmos nosso coração ficamos vulneráveis e isso causa medo, o que é normal principalmente devido aos vários exemplos que conhecemos e que talvez tenha acontecido, com amigos, parentes ou conosco.

Hoje, mais do que nunca entendo a importância de saber escolher, mesmo analisando toda uma situação, ainda assim, corremos o risco de fazermos a escolha errada, todavia, o bom senso e a experiência recomendam sermos mais seletivos. Portanto, cabe a cada um de nós dentro do contexto de avaliação fazer um juízo prévio sobre o assunto, embora o tempo de conhecimento seja breve tenho pensado sobre você, e até então me sinto bem, se fosse para decidir levando em conta o seu comportamento, postura, idealismo e o que demonstrar no sentido ético, não tenho dúvidas, com certeza seria minha.

Você também é livre para avaliar e mensurar sobre a pessoa que esta interessada em você ou pela qual você interessou, o que não implica que o fato de um gostar obriga o outro a aceitar a relação, porque quando há obrigação no sentido de imposição de querer, a relação certamente estará fadada ao insucesso. Daí já não se pode falar em amor.

É extremamente gratificante quando temos a oportunidade e o livre arbítrio para decidir sobre com quem queremos seguir nosso caminho. Uma vez feita a escolha o egoísmo cede lugar a outros sentimentos muito mais interessantes para a vida a dois (entendido claramente como um bom relacionamento entre duas pessoas que se gostam), os caminhos se encontram e lado a lado constroem uma nova estrada, ainda melhor do que aquela que nos levou ao destino do encontro.

COMPROMISSO

As pessoas quando se relacionam desejam que haja entre elas um mínimo de respeito, consideração ou mesmo um compromisso de um para com o outro, seja em qualquer relação. Isto é bem compreensível porque ainda não conheci quem aceitasse com tranqüilidade a possibilidade de estar com alguém sabendo que este alguém mantém relação no mesmo grau com outras pessoas, até por questões da própria dignidade me parece inaceitável. Se numa relação de trabalho ou social não gostamos de ser traídos por amigos, colegas, imagine numa relação amorosa onde envolve e carrega forte carga de sentimento.

Pensando dessa forma, certamente que minhas condutas estão e continuarão a serem dirigidas para o fim de um bom relacionamento. Na verdade estou querendo dizer que se tenho você não me interessa outras mulheres e a recíproca deve ser verdadeira, ao menos é o que penso. Não se rogue como santo, mas também não se apresente como o mal, pois não somos nem um nem outro. Precisamos apenas encontrar o ponto de equilíbrio e não trair a lógica da matemática “um mais um são dois, com mais um são três, este último complemento, que forma a tríplice relação de pessoas num mesmo contexto de relação concomitante, não serve para nos guiar.

No aspecto da liberdade que abordamos, está implícito que temos a liberdade para romper, não é preciso agir sorrateiramente traindo as pessoas a quem devemos atribuir fidelidade. É certo que um relacionamento construído sobre uma base sólida de confiança tem chances reais de ser bem sucedido se contraposto àquele construído sob o manto da mentira.

Não há nada que queira saber que eu não possa lhe dizer, do mesmo modo que nada tenho a esconder, porque desejo, como lhe disse uma relação pura, sem mentiras ou trapaças. Prefiro me recolher até que tenha uma decisão. Após, se for o caso, aí sim posso tomar outros rumos, mas se houver uma oportunidade de ser feliz com você estou propenso a encontrar o caminho que me leve ao seu coração e faça parte dos seus sentimentos.

Ainda no mesmo contexto (de fidelidade) penso que toda e qualquer relação por si só impõe limites e responsabilidades, mas principalmente numa inter relação de pessoas que desejam se relacionar deve acontecer de forma natural, porque uma vez conquistada por outro meio que não o respeito voluntário, me parece não ser recomendada, pois o que havia de ser já não o é. A mentira impede a expressão da liberdade.

HISTÓRIA DA VIDA

Minha flor se tem algo de que não podemos fugir é da nossa história de vida, ela acontece naturalmente é inegável que todos temos uma história a contar, umas boas outras más, mas isso faz parte da própria vida e não temos como fugir dessa realidade.

Importante ressaltar sobre nossas histórias é o respeito que devemos ter. O que passou não dá para mudar, podemos fazer escolha para o futuro, como queremos ser ou comportar, de modo que as mudanças ocorrerão de acordo com o comportamento que adotarmos. Se não houver a vontade de fazer diferente para igualmente alcançar resultados diferentes, estaremos agindo conforme a máxima de que “fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes é o cúmulo da idiotice”.

Penso que tudo aquilo que foi bom deve servir de exemplo, e o que foi ruim ou errado serve exclusivamente para mudarmos, acertarmos, buscarmos aproximar daquilo que desejamos ou entendemos ser o melhor face aos erros do passado.

Ora, sabemos que não há uma certeza clara e evidente nas projeções futurísticas, mormente se estivermos falando essencialmente de projeções abstratas, mas também sabemos que se seguirmos os projetos propostos há boa chance de que de fato as metas planejadas possam tornar-se realidades e, por isso planejamos o futuro, pois se não fosse possível (as mudanças e realizações) não haveria razão de ser.

Tivemos em nossas vidas muitas passagens algumas memoráveis e outras que jamais desejamos se quer relembrar, mas elas não podem ser suficientes para nos tirar a vontade de viver e encontrarmos um amor.

REGAR A SEMENTE

Embora eu mesmo tenha dito que quando estamos iniciando uma relação não devemos impor cobranças, devo dizer que não há como crescer saudável uma árvore sem que receba o mínimo necessário de nutrientes que possibilite seu crescimento, isto é, mesmo que não haja um cuidado especial quando plantada uma semente, ao menos o essencial deve ser dispensado, se não pela natureza que o seja pela ação humana. Por assim entender é que digo a você que numa relação também necessitamos compartilhar um mínimo com o nosso companheiro (a), é que ninguém resiste ser tratado indiferente por toda uma vida, todos queremos ser vistos e lembrados, desejamos amar e ser amados.

Muitas vezes desejamos falar e não falamos, fazer e não fazemos ser cúmplices e não somos. Digo a você que é importante em qualquer relação, e posso lhe afirmar que pessoas quando se relacionam, se entendem, dedicam compartilham, tendem a viver melhor, e isto é válido nas relações de trabalho, pessoais, sociais, e etc... Lógico que guardadas as devidas proporções dentro de cada contexto em que se dá.

Tenho de algum modo tentado regar a cada dia um pedacinho do seu coração, tocar seus sentimentos, não só pelo aspecto de conquista, mas, sobretudo pelo fato de despertar em você que tens uma vida para ser vivida, és uma mulher bonita e muito atraente, tens uma postura que impõe respeito e desperta cobiça. De fato me parece encantadora, ao que sinto tens medo de uma entrega que possa lhe causar dor no futuro, se não pelas frustrações que já vivemos, talvez o seja por aquelas que temos medo que venham acontecer.

Contudo, se não fosse possível que as mudanças trouxessem resultados diferentes, de nada adiantaria mudar, e seria um contra senso pensar diferente.

Portanto, há certas necessidades que estão diretamente ligadas aos relacionamentos e não é porque impomos, mas sim por uma exigência natural do relacionamento.

Minha princesa, não há nenhum sentimento, por mais forte que seja, que resista à indiferença, posso dizer com segurança que não desejável a ninguém. Se existe algum sentimento por uma pessoa devemos alimentá-lo. Às vezes demoramos em tomarmos uma decisão dessa natureza (dizer o que sentimos) e quando o fazemos já é tarde, então, quando chegam as decepções lamentamos profundamente, mas o tempo já não contribui para o nosso arrependimento. Agora penso que sabe porque lhe digo tudo que sinto e que às vezes lhe assusta.

Minha querida, quantos exemplos já presenciamos ou até vivemos, quanto sofrimento temos que suportar não raras vezes sem necessidade porque em dado momento da nossa vida agimos com medo de enfrentar uma realidade. E não estou jurando ou pedido que jure amor eterno, pois será eterno se for real, qualquer outra forma artificial não corresponde com a essência do amor (não tem nada a ver com platonismo), estou falando de sentimentos sinceros, verdadeiros, sadios, nada surreal.

A FELICIDADE

Confesso que ser feliz é experimentar um dos maiores e melhores sentimentos que a pessoa humana pode desfrutar, sentir, entretanto, não é apenas isso, mas com certeza é muito em razão da felicidade que apostamos e buscamos mudanças em nossas vidas direcionando-as a atingir um misto de felicidade, coaduno da idéia, é difícil pensar que faríamos coisas em troca de tristeza ou infelicidade, com este fim agem os masoquistas e não as pessoas sensatas.

Para mim alegria é espécie da felicidade, porque esta é ampla enquanto aquela é restrita, felicidade é profunda e alegria rasa.

Buscar ser feliz é agir e proceder de modo a convergir os resultados ao conforto de nossos sentimentos de alegria, bem estar, de realizações, de conforto psicológico, ela está relacionada aos atos que traduzem prazer (em sentido amplo, não apenas no sentido do conforto sexual). É fácil enumerar um rol imenso de acontecimentos, ou ações que nos traz prazer, exemplificando: alimentar, dormir, comprar um veículo, obter êxito em uma avaliação, realizar uma viagem, etc...dentre tantos outros, são acontecimentos que imediatamente nos trás prazer que se converte em felicidade.

Ser feliz é estar com quem amamos, gostamos, e compartilhamos nossas vidas, há por assim dizer, várias maneiras para atingir a felicidade, assim como encontraremos uma infinidade de obstáculos para impedi-la. Afirmo a você que um dos objetivos ou talvez um desafio da vida é encontrar a felicidade, sei que não é fácil, mas estou buscando, agora mais do que nunca, porque no memento estou feliz com você e pressinto que poderei ser ainda mais (basta que os meus olhos alcance seu corpo para que seja invadido de alegria) . Contudo, não é o meu sentir quem determina a sua vontade, é o conjunto de sentimentos entre ambos que devem convergir para o fim de sermos felizes. Toda minha felicidade será completa se você também estiver sentindo o mesmo.

Postergar uma vontade que a impede de tomar a decisão que vai lhe fazer feliz, não é sensato, o tempo chegará e verás que não é mais possível recuperar aquilo que deixou para trás.

O AMOR

Amar é amar, mas é difícil mensurar o grau de extensão subjetiva, são quatro letras de difícil definição, mas o que muda é como amar e a quem amar, e depende ainda do contexto em que a pessoa se encontre, da amplitude e profundidade do sentimento. Talvez seja possível defini-lo de várias formas, podemos arriscar definir que se trata de um sentimento bom, puro, profundo, sem vícios, mágoas ou máculas que possam interferir em uma boa relação, este seria um verdadeiro amor, talvez.

Amar significa querer estar junto, querer o bem, ser cúmplices nos sentimentos, amar é sentir falta, desejos, necessidade, sentir saudade, compartilhar das realizações, consentir, ceder quando necessário. Amar não é tornar submisso, é caminhar lado a lado no mesmo caminho com objetivos definidos, é estender a mão, dar apoio, participar da vida um do outro.

Amar pode significar o complemento da vida um do outro (não no sentido platônico, utópico), mas na simplicidade da concretude dos atos que praticamos para completar um ao outro, ver o sorriso brotar no rosto e tranqüilidade pousar na mente, é ter a certeza que há uma relação forte, sadia e duradoura, é enxugar as lágrimas e lamentar as perdas.

Amar é um misto que reúne em si de tudo um pouco.

O SEXO

O sexo não é tudo na vida de um casal, mas ocupa lugar importante por ser um prazer, sendo assim, não podemos deixar de valorar uma forma de prazer que aumenta e fortalece as relações.

Por outro lado é natural que aconteça com certa regularidade, eis que essencial à continuidade humana e a satisfação pessoal, pode ser diário, semanal, mensal, vai depender do casal, da satisfação da necessidade individual de cada um, etc... . Às vezes nos vemos meio que em celibato, não por abolir o sexo, mas por outros motivos que nos impedem de praticá-lo de modo satisfatório.

Sabemos da realidade em meio aos casais, grande parte das separações se dão em virtude de problemas sexuais, companheiros não se entendem, não conseguem completar um ao outro. E assevero que dentre os momentos que exige cumplicidade do casal, este é em particular o que ocupa maior importância.

A afirmativa que faço apenas exterioriza o que já sabemos, mas é preciso dizer, no momento em que fazemos sexo precisamos estar abertos a alcançar o melhor que ele possa nos proporcionar, fazer por fazer ou por obrigação, muitas das vezes chega causar nojo, é algo desprezível. O sexo mecânico ou comercial ou ambos, não completam a alma.

Não vejo nenhuma restrição em fazer sexo completamente alheio aos pudores, não há que se resguardar, é momento de libertação, é único, ímpar, entendo que dentro de quatro paredes é o casal quem dita as regras, é ali que fazemos tudo que desejamos sobre sexo, é o casal quem determina como será e em que intensidade se dará.

É importante conversar para saber o que seu parceiro gosta, como gosta e que tanto lhe satisfaz, tudo que possa contribuir para um bom ato sexual deve ser levado em conta, porque aquele momento é de fato bastante particular e pode ser tão intenso a ponto de sentirmos certa arrebatação. Para mim sexo é coisa séria, gostosa e necessária.

O fato de estar iniciando uma relação é realmente um obstáculo para certas pessoas, mas não pode se tornar intransponível, basta que aja confiança e companheirismo, uma boa conversa e paciência que tudo chegara no seu devido lugar.

Fazer sexo só por fazer já não é algo que desejo, quero fazê-lo com a pessoa que me agrada e torná-lo de qualidade para ambos, sem demagogia. Do mesmo modo que uma freqüência razoável deve ser normal e necessário. Simplesmente ejacular não confere prazer, trás apenas a falsa sensação de saciedade que logo é corroída pelo vazio.

O PRAZER

Em linhas passadas já declinamos abertamente o que pensamos sobre o prazer, ele guarda relação com a felicidade, com os sentimentos com a vida.

São as práticas diárias que nos fazem sentir bem, que se transformam em sensação de prazer, como dito em linhas volvidas. É elemento essencial à felicidade. Fazer o que queremos e gostamos nos dá prazer, realizar sonhos igualmente os proporciona prazer.

Há, todavia, uma investigação para sabermos o que pode propiciar prazer à pessoa com quem relacionamos, seja os prazeres do dia a dia , seja sexual. Nem sempre alcançamos em razão de que muitas vezes obstruímos o caminho de quem deseja nos levar a conhecer o prazer. Quebrar essa barreira é necessidade que se impõe para uma vida boa e prazerosa.

O MEDO

Palavra que ouvimos bastante, mas que merece certa consideração. Entendo o medo como um limitador da coragem, não para acovardar diante dos desafios, mas sim como um elemento de medida para não agirmos inconseqüentemente. Não há aqui nenhuma definição etimológica. O medo deve ser o ponto entre a prudência e o excesso.

Todos em algum momento da vida temos receio de fazer alguma coisa com “medo” de dar errado ou de trazer conseqüências indesejáveis, o que sugere em certa medida termos os devidos cuidados, não essencialmente por “medo”, mas, sobretudo por prudência e responsabilidade em nossas ações.

Mas o medo também é companheiro do homem, o que não pode é ser regra, mas enquanto exceção é tranqüilamente aceito, acho que o medo na medida certa é um limitador das ações humanas, já pensou se todos agissem deliberadamente, teríamos um caos.

NOSSAS DIFERENÇAS

As regras sociais no seu sentido mais amplo impõem por si só o reconhecimento de diferenças entre as pessoas, e pensar em um mundo de pessoas iguais sem considerar as diferenças subjetivas de cada indivíduo é algo que dispensa comentários.

Importante, penso, que seria aprendermos a respeitar as diferenças quando relacionamos, porque não é razoável impor a sua posição sobre as das pessoas. Convencer com argumentos plausíveis é diferente de impor.

Num primeiro momento respeitar as diferenças existentes, é um bom caminho, num segundo momento devemos conhecer essas diferenças e procurando entendê-las, possamos transigir, o que não implica imposição, mas sim uma composição, o que é recomendável para uma relação boa e estável.

MINHA POSIÇÃO

Ter conhecido você mais amiúde foi excelente, como eu já lhe disse tenho me sentido muito bem, posso dizer que senti algo novo, positivo, promissor, agradável, sem reservas estou me sentido feliz, embora pudesse estar muito mais.

O que lhe proponho é algo simples e que buscamos constantemente, a alegria, felicidade, o prazer o carinho. Na verdade é como se estivesse no escuro e eu lhe trouxesse a luz que chegou para mim, é isso que desejo compartilhar com você, a mesma luz iluminando um só caminho.

Não se assuste não há nada que foi dito que não seja verdade, se houvesse mais abertura lhe diria palavras ainda mais belas, lhe falaria de paixão, felicidade,  falaria da vida, do céu, das estrelas, do mar, do mundo, das flores, dos meus desejos, da minha alma, lhe falaria do meu ser, falaria da essência  do meu amor por você.

Mas como só me restam palavras, digo que quero ficar com você.

SUA DECISÃO

Que esteja aberta a novas conquistas, desafios, vitórias, amor, felicidade enfim a uma nova vida, sem as amarras do passado. Que possa analisar e só depois de se sentir segura do que quer você decida, sem pressão, e nessa hora é bom que seja pela razão, só pela emoção não é recomendável.

O que decidir será respeitado, porque não teria nenhuma lógica alguém que prega a liberdade exigir uma decisão imposta, favorável a contemplar seus desejos, vontades, seria na verdade contraditório.

A sua decisão poderá ir ao encontro da minha vontade, mas se for diversa, me resta respeitar e acatar, pois como deixei claro me interessa estar com você para juntos experimentarmos o inverso de nossas frustrações, “me perdoe a franqueza por tomar a liberdade de dizer que fomos frustrados” em algum momento de nossas vidas.

O FINAL

No fim tudo terá uma resposta, haveremos de posicionarmos sobre tudo que conversamos, porque não teríamos efetivamente uma relação sem uma definição do que desejamos.

Se a decisão for a de ficarmos juntos não haverá um fim, mas a continuidade do que iniciamos, se por outro lado a decisão for divergente então teremos um fim, porque penso que também não gostaríamos de ter um relação insegura e indefinida. De qualquer jeito me interessa o sim, mas não recriminarei o não, mas com toda certeza lamentarei. E em última análise talvez deseje deixar como está pra ver onde vai dar.

Se eu for coerente com tudo que lhe disse ao longo da minha exposição, certamente desejo estar com você buscando estar e fazê-la feliz, mas isso só será real se for de sua livre e espontânea vontade, eu digo com toda franqueza, se não estivesse interessado em você, não tenha dúvida, eu lhe diria e não ficaria com você apenas por ficar ou por dó, do mesmo modo, espero que aja da mesma forma, só fique com alguém se lhe agradar, fizer bem, trouxer alegria, tranqüilidade, paz, segurança. Digo mais, nunca consegui me vender em uma relação, não fez e ainda não faz parte da minha personalidade, é por isto que rejeito o sexo comercial.

Querida, estamos cientes do que queremos, talvez não temos a noção exata do que podemos, isso só descobriremos se houver interesse de ambos em descobrir, caso contrário não chegaremos a lugar nenhum.

Meu amor, um beijo gostoso pra você, que sem saber chegou e mudou minha vida (era uma fantasia, ele não aconteceu), espero que esteja  com vontade de sentir um pouco do que estou sentindo.

O que está dito é ficção, mas se acontecer de verdade direi a ela o quanto a amo, se acontecer com você, diga o que tem que ser dito.

Perfil do Autor

José VIRGÍLIO Dias de Sousa

Bacharel em Direito pela Universidade Paulista, Especialista em Direito Constitucional e Administrativo/Docência Unversitária Pela PUC -...